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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rock News: Solo perdido de George Harrison é encontrado após 43 anos

Um solo de George Harrison descartado da versão final do clássico "Here Comes the Sun", lançado pelos Beatles em seu 11º álbum, "Abbey Road", de 1969, foi encontrado recentemente nos estúdios que deram nome ao disco.

Durante uma visita ao estúdio, o filho de Harrison, Dahni, o ex-produtor da banda de Liverpool George Martin e seu filho, Giles Martin, descobriram o solo enquanto escutavam as gravações originais de "Here Comes the Sun" sentados em frente à uma mesa de mixagem.

Dahni - que disse não fazer ideia da existência do solo - não escondeu sua surpresa, bem como seus dois acompanhantes.

Nos últimos 40 anos "Here Comes the Sun" já foi regravada por diversos artistas, dos mais variados estilos. Nina Simone, Peter Tosh e Ghost, entre outros, fizeram suas versões da música dos Beatles.

No final do ano passado, George Harrison foi tema do documentário biográfico "George Harrison: Living in the Material World", dirigido por Martin Scorcese.


fonte: IG


Eta baú bão sem fundo sô!
Sabe o que é mais legal? Ver aquela mesa com canais até onde a vista alcança para os borrabotas de hoje e saber que os Beatles usavam apenas 8 para fazer Here Comes the Sun!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hoje no Rock: 10 anos sem George Harrison


Eu era muito novo quando Lennon foi assassinado. Tinha apenas 7 ou 8 anos, mas ainda assim lembro de quando chegou a notícia, através de um Motorádio, a bordo de um Fusca azul na estrada para Cabo Frio. Apesar de conhecer os Beatles desde antes de nascer, aquela notícia não atrapalhou a ansiedade de brincar com os primos, que estavam esperando no final da estrada. Vinte anos depois, a notícia veio de forma bem diferente.

Consciente de quem eu era, assim como de quem George era, eu já acompanhava sua carreira e sua luta contra o câncer. Pouco tempo antes, ele havia sido agredido por um louco que invadiu sua casa com uma faca. Os mais próximos dizem que nunca se recuperou do susto e dos ferimentos. A notícia veio logo de manhã, em um jornal matinal e confirmada pela internet.

Pela primeira vez na vida (inclua aí perda de parentes) senti um vazio com a morte de alguém. Harrison não era apenas o músico, mas a referência para muita coisa positiva. Engoli em seco e o nó na garganta custou a dissolver.

Talvez tenha dissolvivo apenas um ano depois, na justa homenagem promovida pelo seu grande amigo Eric Clapton, com quem viveu o triângulo amoroso mais notório da história do rock. Com ele, os companheiros de Traveling Wilburys Tom Petty e Jeff Lynne, dos Beatles, Macca e Ringo, além de Billy Preston (outro da turma do "já era"), Joe Brown, Ravi Shankar e do próprio Eric. Talvez tenha sido a mais justa e bela homenagem já prestada a um idolo do rock.

Nove anos depois, ele ainda faz falta. Em dias posteriores ao show do Paul no Brasil, sinto que realmente faltou alguma coisa. Adivinhem quem?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Review: George Harrison, Living in the Material World

Ontem aproveitei a rabeira do Festival de Cinema do Rio e, graças à força do sempre animado amigo e fotógrafo da Mustang, Marcus Alcoforado, consegui ingressos para Living in the Material World, o documentário de Martin Scorcese sobre a vida de George Harrison. Eu já estava ansioso desde agosto, quando postei sobre seu lançamento. Aliás me arrisco a dizer que estava mais ansioso por este documentário do que pelo show do Paul de maio. Claro, tem aquelas coisas do "beatle favorito" e tal, mas o fato é que a vida de Harrison talvez seja a mais rica dos 4.

E olha que Martin Scorcese não poupou detalhes e esmiuçou esta vida ao longo de 3 horas e meia de projeção, mas que passam voando e você nem lembra que está com a bunda dormente. A edição dinâmica, mesclando imagens de época, com depoimentos do próprio George e outros de gente como Paul, Ringo, Clapton, sua esposa Olivia, a ex Patty Boyd, seu filho Dhani, Ravi Shankar, Phil Spector, George Martin, a trupe do Monthy Python, Yoko Ono, Derek Taylor e Neil Aspinall, não deixa a peteca cair em um só momento.

O filme se divide em duas partes. A primeira trata basicamente das origens de George e dos Beatles, onde muitas cenas são conhecidas de quem assistiu ao Anthology, mas há bastante material novo, sobretudo lindas fotografias. A segunda parte dá destaque à carreira solo, à fase indiana e sua luta contra o câncer, que acabou por vencê-lo em 2001. Mais uma vez não há grandes novidades em termos musicais. O que rola é o que já conhecemos pelos bootlegs da vida. Porém existe um acervo maior de imagens particulares de Harrison, tanto em video como em foto.

Uma coisa que sempre me intrigou foi que, quando se fazem tributos a Lennon, por exemplo, você vê as pessoas falando, dando depoimento (mesmo sem tê-lo conhecido pessoalmente), falando do momento e tal... Quando se trata de Harrison, estes tais depoimentos vem sempre acompanhados de olhos brilhantes, nós na garganta e uma sinceridade que apenas alguns iluminados conquistam. É assim com absolutamente todos no filme e não é nada piegas: é realmente como as pessoas se sentiam em relação a ele, basta ver o Concert for George, de 2002, já tão falado neste blog.

Voltando ao filme, fiquei procurando brechas, assuntos não tratados, mas não achei. Talvez apenas este concerto supracitado, mas levando em conta que o filme trata da vida dele, talvez fosse demais. Beatles, Monty Python, hinduismo, Traveling Wilburys, tudo está lá. Por falar em Wilburys, Bob Dylan não dá declarações no filme, apenas é citado. Mas sabendo como ele é, é provável que tenha se sentido superior ao tema...

Um ponto alto é o destaque ao peculiar senso de humor de George, que arrancou várias gargalhadas da plateia, como na hora em que Paul chega para gravar Free As A Bird (para o Anthology de 1994) vestido com uma jaqueta de couro. George o saúda falando "Linda jaqueta de couro vegetariano". Ou como ele dá a Tom Petty a notícia da morte de Roy Orbison.

Não encontrei informações sobre exibição do documentário no circuitão, muito menos sobre TV aberta. Mas aí vem a notícia boa: ele foi exibido na HBO americana dias 6 e 7 de outubro, o que nos dá uma esperança que role por aqui. Quer uma notícia melhor ainda? Consegui os torrents!

Avaliação? Vou falar o que de um filme que tem George Harrison como ator principal, Paul, Ringo e Clapton como coadjuvantes, o Monty Python como elenco de apoio, George Martin na trilha sonora e Martin Scorcese dirigindo? É do cacete!

Lá embaixo, só pra dar um gostinho, um trecho da parte 1.



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Rock News: Scorsese divulga trailer do documentário sobre George Harrison

O diretor Martin Scorsese divulgou o trailer do documentário "Living In The Material World", produção que dirige sobre o beatle George Harrison. A produção vai contar a vida do lendário músico, compositor, ator e produtor de cinema, mais conhecido como o guitarrista dos Beatles, desde o seu início em Liverpool, o seu sucesso na banda inglesa, suas viagens à India, a influência que a cultura indiana teve na sua música, bem como a sua relevância e importância na banda The Beatles. O longa vai contar a vida de Harrison desde a infância em Liverpool e trará depoimentos de Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton, Yoko Ono e Phil Spector.

Martin Scorsese revela o lado desconhecido da trajetória artística e biográfica de George Harrison em um documentário que fará parte do Festival de Cinema de San Sebastián. O filme será lançado em DVD no dia 10 de outubro e exibido também pela rede HBO. A produção é da víúva de Harrison, Olívia. O guitarrista morreu de câncer em 2001.

Harrison, que nasceu no ano de 1943, em Liverpool, compôs clássicos como Here Comes The Sun e Something além de ter introduzido instrumentos orientais como a cítara indiana para o grande público. Com o encerramento dos Beatles, George se lançou numa carreira solo mais prestigiosa do que comercial, que completa em 2011 duas importantes datas para seus fãs: os 40 anos de seu álbum ao vivo The Concert for Bangladesh e os 10 anos de sua morte, em 29 de novembro.

fonte: O Fluminense




Vou dizer o que? Quero ver logo!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Rock News: Viúva de George Harrison anuncia documentário

Olivia Harrison anunciou que um documentário sobre o guitarrista, dirigido por Martin Scorsese, deve estrear até o fim deste ano. “Devemos anunciar a data de estréia em breve, mas será este ano”, informou Olivia ao jornal “Los Angeles Times” durante sua aparição no aniversário de cinco anos do espetáculo do Cirque Du Solei, “Love”.

O documentário “George Harrison: Living in the Material World”, mesmo nome do disco lançado pelo músico em 1973 que teve colaborações de Ringo Starr, trará imagens inéditas de Olívia e George, morto em novembro de 2001, vítima de câncer.

"Marty é um grande contador de histórias, e é claro que ele sempre encontra uma história que você não espera", disse Olivia, sobre a escolha de Scorsese para dirigir o filme. "A música de George Harrison e sua busca por um sentido espiritual é uma história que ainda encontra ecos hoje, e estou interessado em mergulhar mais fundo nela", afirmou Scorsese ao jornal.

O filme cobrirá seus anos com os Fab Four, quando compôs canções memoráveis como "Something" e "Here Comes the Sun", sua carreira solo e seus trabalhos de produção de cinema em projetos como "Monty Python - A Vida de Brian".

Martin Scorsese, consagrado por “Taxi Driver” de 1976, “Os Bons Companheiros” de 1990, entre outros, também tem uma trajetória representativa em longas-metragens musicais, como “No Direction Home” de 2005, sobre o início de Dylan, e “Shine a Light” com duas apresentações dos Rolling Stones. Além disso, Scorsese organizou a produção de The Blues, uma série de documentários sobre a história do gênero.
fonte: Rock Online


Excelente notícia para 2011, já que em novembro completam-se 10 anos sem Harrison.
Vamos aguardar!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Hoje no Rock: 9 anos sem George Harrison

A preguiça de uma segunda feira me fez recorrer ao mau hábito do repost. Muito tempo sem postar (sim, a vida anda corrida neste Rio de Janeiro pré-verão) e me forço a apresentar algo novo para os fãs. Inicio minhas pesquisas matinais e descubro que Come Together chegou ao número um em um 29 de novembro. Bacana, merece repost.

Mas logo depois dei de cara com algo que, surpreendentemente, ainda não havia pintado aqui no blog, o aniversário de morte de George Harrison. Cadê post antigo? Tem não! Passou batido desde o início do blog, há 3 anos.

Ridículo como escrevi sobre (quase) todos os mitos do rock nessas páginas virtuais, estejam eles vivos ou não. Clapton, Lennon, Paul, Hendrix, Page, Ringão, Bonham... todos apareceram por aqui, mas inexplicavelmente, justo meu beatle favorito passou batido.

Eu era muito novo quando Lennon foi assassinado. Tinha apenas 7 ou 8 anos, mas ainda assim lembro de quando chegou a notícia, através de um Motorádio, a bordo de um Fusca azul na estrada para Cabo Frio. Apesar de conhecer os Beatles desde antes de nascer, aquela notícia não atrapalhou a ansiedade de brincar com os primos, que estavam esperando no final da estrada. Vinte anos depois, a notícia veio de forma bem diferente.

Consciente de quem eu era, assim como de quem George era, eu já acompanhava sua carreira e sua luta contra o cancer. Pouco tempo antes, ele havia sido agredido por um louco que invadiu sua casa com uma faca. Os mais próximos dizem que nunca se recuperou do susto. A notícia veio logo de manhã, em um jornal matinal e confirmada pela internet.

Pela primeira vez na vida (inclua aí perda de parentes) senti um vazio com a morte de alguém. Harrison não era apenas o músico, mas a referência para muita coisa positiva. Engoli em seco e o nó na garganta custou a dissolver.

Talvez tenha dissolvivo apenas um ano depois, na justa homenagem promovida pelo seu grande amigo Eric Clapton, com quem viveu o triângulo amoroso mais notório da história do rock. Com ele, os companheiros de Traveling Wilburys Tom Petty e Jeff Lynne, dos Beatles, Macca e Ringo, além de Billy Preston, Joe Brown, Ravi Shankar e do próprio Eric. Talvez tenha sido a mais justa e bela homenagem já prestada a um idolo do rock.

Nove anos depois, ele ainda faz falta. Em dias posteriores ao show do Paul no Brasil, sinto que realmente faltou alguma coisa. Adivinhem quem?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Hoje no Rock: George Harrison - 67 anos

Se ainda estivesse entre nós George Harrison estaria completando hoje 67 anos. Nascido em Liverpool, mas vindo de uma linhagem irlandesa, ganhou sua primeira guitarra aos 12 anos. No seu núcleo de amizades estava seu colega de bairro e ônibus, um tal de Paul. Logo foi apresentado por este a John e estava formado ali o Quarryman (do nome da escola Quarrybank), a pedra fundamental dos Beatles.

O que se seguiu todos sabem, começando pelas espeluncas inglesas, depois de Hamburgo e terminando nos rádios e corações do mundo inteiro.

Mas nem tudo foi fácil para George. Coube a ele uma responsabilidade dupla. Primeiro, compor riffs e solos para as músicas de Lennon/McCartney. Segundo, igualar-se a eles como compositor. No começo, isso parecia tarefa difícil, mas a partir de 1967 Harrison passou a apresentar material de excelente qualidade, quase freqüentemente preterido em favor dos outros dois. Isso o chegou a fazê-lo pensar em abandonar a banda em 1968 e no ano seguinte era claro seu abatimento na gravação do filme Let It Be. Ainda assim, lançou clássicos absolutos como While My Guitar, Here Comes The Sun e Something (considerada a mais bela música romântica do século XX).

Outra contribuição aos Beatles foi sua paixão pela cultura indiana, trazendo fortes influências sobre as músicas da banda. Coube a ele a inclusão de cítaras, dilrubas, tablas e hamoniums entre outros. Sua amizade com o músico indiano Ravi Shankar durou até seus últimos dias.

Com o final da banda, Harrison deu início a uma prolífica carreira, lançando de cara um álbum triplo chamado All Things Must Pass, numa clara alusão ao que havia acontecido a ele nos Beatles. Em seguida o aclamado Concert For Bangladesh, comparticipações de nobres como Bob Dylan, Ringo, Billy Preston e seu grande amigo Eric Clapton, com quem rolou o triângulo amoroso mais famoso da história do rock.

Mas sua vida não limitou-se ao rock’n’roll. Nos anos 70 foi produtor de cinema, investindo em nomes como o hilário Monty Python. Outra paixão era a Fórmula 1, tendo sido amigo próximo dos brasileiros Fittipaldi e Ayrton Senna. Oficialmente, George foi o primeiro beatle a pisar no Brasil, em 1979, mas para assistir a um grande prêmio.

Harrison lançou 13 discos solo até o Cloud 9, de 1987. Após isso veio o famoso projeto Traveling Wilburys, mas nessa época ele já passava a maior parte do tempo recluso. Pouco anos depois, começou sua luta contra um câncer de garganta, provocado por anos de tabagismo. Em 1992 realizou uma turnê no Japão com Clapton e sua banda acompanhando-o, que rendeu o excelente Live in Japan, o seu último registro ao vivo.

Após 10 anos de luta contra o câncer, George descobriu que estava em estado terminal. Passou a dedicar-se então ao seu último projeto, chamado Brainwashed, lançado postumamente. Conta com produção de outro grande amigo, Jeff Lynne e na guitarra está seu único filho, Dhani. Trabalho para ser ouvido várias vezes seguidas.

Em 29 de novembro de 2001 Harrison começou a formar sua nova banda, mas agora em algum lugar, com Lennon. Tinha 58 anos, seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no sagrado Rio Ganges. Um ano após sua morte, realizou-se, com organização de seu amigo Clapton, o fabuloso Concert for George. Participam o próprio Clapton, Dhani, Ringo, Paul, Jeff Lynne, Ravi Shankar, Klaus Woorman, Billy Preston, Tom Petty... a lista é enorme e o show simplesmente imperdível.

O mais jovem beatle recebeu várias alcunhas, como “o beatle tímido” ou “o beatle místico”. Apesar de muitos recalcados dizerem que era um guitarrista limitado, é considerado um dos melhores de todos os tempos, por sua sensibilidade e criatividade. Mais que isso, eu o considero um artesão, tanto nos acordes como nas letras, trabalhando os mínimos detalhes de suas músicas. Foi na minha opinião o beatle que apresentou material mais consistente após o fim da banda e o único músico que realmente mexeu comigo na hora de sua morte. Lembro ainda hoje da manhã em que soube. Foi como perder um velho amigo. Mas acho que Harrison era realmente isso: um grande amigo de todos nós, embalando-nos com suas letras otimistas e pessoais. O beatle tímido, místico, calado... o beatle amigo.

Cliquem nos links do texto e descubram mais um pouquinho dele. Vários pequenos presentes pra vocês. Mais detalhes do belíssimo site oficial: http://georgeharrison.com/

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rock News: Letra inédita de George Harrison é musicada

Uma letra inédita escrita por George Harrison, que seria dedicada ao ex-companheiro de Beatles John Lennon, acaba de ser musicada por Dean Johnson, da banda Wirral. Intitulada "Silence (Is its own reply)", a música foi escrita na segunda metade da década de 60, durante o auge da beatlemania.

Na época, Harrison a entregou para Hunter Davies, biógrafo dos fab four, que contou em entrevista à rádio "BBC" só ter se dado conta da existência da letra recentemente.


Depois da conversa, o apresentador Spencer Leigh contactou Johnson e encomendou a ele uma melodia. Segundo depoimento publicado no site oficial de Dean Johnson, Davies explicou que pediu para cada um dos Beatles um exemplo de suas caligrafias e, ao pegar o material anos depois, percebeu que George tinha entregue uma letra de música, ainda inédita.

A letra, que à primeira vista parece falar sobre um amor não correspondido, seria, na verdade, uma alusão à relação conturbada entre Harrison e Lennon. "Achei inacreditável, muito empolgante e, acima de tudo, uma grande honra. Fui orientado a seguir o estilo de George", explicou Johnson.

Confira a letra da música abaixo.
"Silence (is its own reply)"
I'm happy to say that it's only a dream
When I come across people like you,
It's only a dream and you make it obscene
With the things that you think and you do.
You're so unaware of the pain that I bear
And jealous for what you can't do.
There's times when I feel that you haven't a hope
But I also know that isn't true.*
Every time I ask you why
Silence is its own reply
It's so hard to prove what I can do
Compared to someone like you
You make it look easy but you still tease me
When you have got nothing better to do
When the tears are falling and its dawning
The truth will ring out so clear
That no-one's above you and nobody can love you
Until all that pain disappears
Every time I ask you why
Silence is its own reply
By the time we have talked it over
It's time to say goodbye
Silence is its own reply
fonte: O Globo Online


O que me deixa pasmo é o volume de produção desses caras. É um saco sem fundo! O som realmente tem o clima de uma composição Harrisoniana. Confira aqui no 4Shared!

sábado, 20 de junho de 2009

Rock News: Beatles - disco com gravações inéditas de George Harrison

Após o lançamento de Brainwashed em 2002, um ano após a morte do eterno Beatle, um novo álbum de George Harrison será lançado. Jeff Lynne, que também finalizou e produziu o último álbum de George, foi convidado por Olivia, viúva de Harrison, para finalizar e produzir os tapes inéditos do Beatle.

Segundo Olivia, o único que poderia mexer nessas fitas seria mesmo o ex-líder da Electric Light Orchestra, que também trabalhou com George em outros projetos, entre eles a mega-banda Traveling Wilburys. Lynne, que acompanhou George em seus últimos anos de vida, disse que há material suficiente para se produzir mais de um disco.

Olivia disse ainda que a idéia de lançar material inédito de George veio por não saber o que fazer com tanto material guardado de seu marido. De acordo com ela, algumas gravações estão quase prontas, outras ainda estão em versões bastante preliminares.

A notícia do lançamento agitou os fãs dos Beatles, e acontece pouco tempo depois dos fãs dos Beatles torcerem o nariz para o lançamento de “Let it Roll”, uma nova coletânea de George Harrison.
fonte: Whiplash


Harrison deve mesmo ter deixado muito material gravado. Ainda nos Beatles teve muitas composições recusadas em nome da preferência à dupla Lennon/McCartney. E se está nas mãos de Jeff Lynne, está em absoluta segurança. Garanto que vem coisa boa aí!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Rock News: Letra de música de George Harrison é exposta em Biblioteca Britânica

Escrita em 1967, a letra sem título é de uma fase em que os Beatles tinham deixado de fazer turnês para passar mais tempo no estúdio, trabalhando no álbum ‘Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band’.

A canção foi encontrada no Abbey Road e pode ser vista na Biblioteca Britânica. Hunter Davies, biógrafo dos Beatles, encontrou a letra quando fazia pesquisas para uma nova edição da biografia oficial dos Beatles, que acaba de ser relançada. A música não chegou a ser gravada por Harrison.

Segue abaixo a tradução da canção:
“Fico feliz por dizer que é apenas um sonho
Quando topo com pessoas como você,
É apenas um sonho, e você o torna obsceno
Com as coisas que você pensa e faz.
Você é tão inconsciente da dor que carrego
E tem ciúmes pelo que não pode fazer.
Há momentos em que sinto que não há esperança para você
Mas também sei que isso não é verdade.”

As melhores canções de amor gravadas ao longo da carreira solo do ex-Beatle vão ganhar uma edição especial. Trata-se de uma coletânea que está prevista para ser lançada no dia 16 de junho deste ano.

A compilação vai se chamar: ‘Let It Roll: Songs By George Harrison’. ‘Something’, ‘While my Guitar Gently Weeps’ e ‘Here Comes the Sun’ em versões ao vivo de 1971, tiradas do áudio de ‘Concert for Bangladesh e ‘My Sweet Lord’, ‘Got my Mind Set on You’, ‘Isn't a Pity?’ e ‘Give me Love (Give me Peace on Earth)’ são algumas das músicas que vão fazer parte da coletânea.

No mês passado, Harrison ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Aproximadamente mil fãs estavam presentes no momento em que a estrela de George foi revelada do lado de fora da torre da Capitol Records por sua viúva Olivia e seu filho Dhani. Paul McCartney, Tom Hanks, Jeff Lynne, Tom Petty, Joe Walsh e T-Bone Burnett também estavam presentes para homenagear Harrison que morreu de câncer em 2001, aos 58 anos.

“Ele foi um homem lindo, místico, vivendo em um mundo material”, disse Olivia. “George, este dia é para você”, completou a viúva de Harrison. Hanks disse: “Todas as coisas devem passar, claro. Mas George irá viver para sempre”.
fonte: Eldorado


Eta porra de baú sem fundo desses caras...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Rock News: Coletânea com canções de amor de George Harrison será lançada

As melhores canções de amor gravadas ao longo da carreira solo do ex-Beatle vão ganhar uma edição especial. Trata-se de uma coletânea que está prevista para ser lançada no dia 16 de junho deste ano. A compilação vai se chamar: ‘Let It Roll: Songs By George Harrison’. ‘Something’, ‘While my Guitar Gently Weeps’ e ‘Here Comes the Sun’ em versões ao vivo de 1971, tiradas do áudio de ‘Concert for Bangladesh e ‘My Sweet Lord’, ‘Got my Mind Set on You’, ‘Isn't a Pity?’ e ‘Give me Love (Give me Peace on Earth) são algumas das músicas que vão fazer parte da coletânea.

Na última quarta-feira, 15 de abril, Harrison ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Aproximadamente mil fãs estavam presentes no momento que a estrela de George foi revelada do lado de fora da torre da Capitol Records por sua viúva Olivia e seu filho Dhani.
fonte: Eldorado


Na verdade, nenhuma novidade, apenas uma compilação. While My Guitar não é uma música romântica, assim como Isn't it a Pity. Aliás, Harrison nunca teve seu forte nas músicas melosas, salvo exceções como Something, considerada por muitos a melhor canção romântica do século XX, mas atribuída por Frank Sinatra a Lennon e McCartney. Seu forte sempre foram as letras de caráter espiritual e introspectivo. Lá em cima, a foto da cerimônia da Calçada da Fama.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Hoje no Rock: All Those Years Ago

O rock vive de mitos e muitos deles são criados pela mídia e pela impressão que determinados acontecimentos passam, forjando uma memória coletiva que em geral não reflete a realidade dos acontecimentos. A música All Those Years Ago serve para desmentir essa sensação.

So você, caro leitor, não entendeu nada, eu explico. É comum vermos na mídia e na boca do povo histórias que contam o final dos Beatles como o término total das relações entre eles, um rompimento de laços definitivo e abrupto. Independente de qualquer mágoa ou ressentimento que tenha existido nos primeiros momentos, a verdade é que o contato entre eles era normal fora das carreiras de cada um.

Todo esse rodeio foi pra explicar o que aconteceu na gravação de All Those Years Ago em 1981, um single do Harrison que também apareceu no álbum Somewhere in England. A música surgiu em meados de 1980, como uma composição que George havia feito para Ringo, mas com outra letra. Ringo gravou também a bateria, mas não ficou satisfeito com os vocais. Um pouco mais tarde, em dezembro, Lennon foi assassinado.

George então retirou a trilha com o vocal de Ringo e compôs uma nova letra, agora homenageando o amigo morto. Manteve a bateria e convidou Paul McCartney para gravar os baking vocals, junto com sua esposa Linda e o guitarrista dos Wings, Danny Laine, o que aconteceu no dia 6 de fevereiro de 1981. No disco há ainda agradecimentos a George Martin, produtor dos Beatles e ao engenheiro de som Geoff Emerick. Não há nenhum registro a respeito de Yoko Ono.

Essa não foi a primeira vez que os 3 trabalharam juntos. Um pouco antes, em maio de 79, eles tocaram numa jam no casamento de ninguém menos que Eric Clapton. Alías, Clapton casava-se com Patti Boyd, ex-senhora Harrison. Lennon só não compareceu porque, segundo ele, não foi convidado. Anos depois, já na década de 90, eles voltaram a reunir-se para as gravações do Anthology, dessa vez sobre material deixado por Lennon (Free as a Bird e Real Love).

Quem já teve banda sabe como acontece. As vezes as coisas não funcionam mais, a química desaparece e é melhor cada um ir para o seu lado. Mas fora das quatro linhas o contato continua, o tempo fecha as feridas e a vida prossegue. Nada como um dia depois do outro.

Aí pra vocês o clip de All Those Years Ago, uma colagem de imagens dos Beatles e de Lennon especificamente.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Blog on The Top: All Things Must Pass

George Harrison
All Things Must Pass
(EUA - 1971)
O defunto beatle ainda estava quente quando George Harrison[bb] lançou no final de 1970 o mítico álbum All Things Must Pass, que chegou ao topo das paradas na Inglaterra e nos EUA no começo do ano seguinte.

Além de ter sido o primeiro álbum triplo da história, All Things foi o maior sucesso de vendagens de um beatle em carreira solo, superando até mesmo os maiores êxitos de Paul e John.

O álbum começou a ser concebido bem antes da separação. Músicas como Isn't It A Pity por exemplo, foram compostas em 1966, mas suas canções de Harrison sempre eram preteridas, em favor da dupla Lennon / McCartney. Sobre Isn't It A Pity, George conta que John a teria recusado, então ele pensou em oferecê-la a Sinatra.

Para suas gravações, Harrison contou com nomes de peso como Ringo Starr, Eric Clapton e membros do Derek and Dominos, Alan White (Yes), Billy Preston e o iniciante percursionista Phil Collins. Há fontes que falam em John Lennon, mas não confirmadas. A produção coube a Phil Spector, o mesmo de Let It Be. Anos depois, George disse não ter gostado da produção, achando que continha "muito eco".

Em 2001, All Things foi relançado, remasterizado, pouco antes da morte de George. A capa original foi colorizada (acima) e foram incluídas faixas bonus. Separei para vocês uma raridade: a versão demo do original, chamada Beware the ABKCO, onde Harrison toca violão para Phil Spector, mostrando as faixas do disco. Imperdível e obrigatório!

sábado, 29 de novembro de 2008

Hoje no Rock: Sete anos sem Harrison

O tempo passa rápido quando se perde alguém querido. E lá se vão 7 anos sem George Harrison que, além de meu Beatle favorito, é também aquele que mais influenciou minha música.

Vítima de um câncer na garganta, com o qual lutou através dos anos, Harrison[bb] deixou um legado indescritível, tanto com os Beatles quanto em sua carreira solo. Reverenciado por nomes do quilate de Bob Dylan e Eric Clapton, não cabe a mim e a minha insignificância falar dele.

Deixo pra vocês um trecho do Concert for George, o tributo realizado um ano após sua morte, com as participações de Clapton, Ringo, Macca, Billy Preston, Tom Petty, Jeff Lynne e outros feras.
Isn't it a Pity?


quarta-feira, 16 de abril de 2008

Rock Quizz: Em que disco dos Beatles Eric Clapton tocou?

Bom galera, essa foi a primeira experiência com Quizz no blog, e confesso que foi mais um teste pra ver como funcionava. Fiquei satisfeito com o resultado, mas confesso que escolhi uma pergunta fácil demais. Prometo caprichar nas próximas. Obrigado aos participantes. Os acertadores receberão totalmente grátis a minha gratidão.

Sobre a resposta, claro, todos sabem que Eric ajudou nas gravações do White Album, na música While My Guiter Gently Weeps. Quando foi convidado por Harrison, ele teria recusado dizendo "Não posso, ninguém pode tocar num disco dos Beatles". Mas acabou tocando e gravou o solo da música.

Por motivos contratuais, seu nome não apareceu nos créditos.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Blog'n'Roll: Primeiro de Abril - Paul Is Dead

Hoje é dia Primeiro de Abril, também conhecido como dia da mentira, ou dia dos bobos. Deixando de lado o fato de vivermos num mundo de golpes e espertos, onde todos parecem tentar nos fazer de bobos, resolvi aproveitar a deixa para falar dessa que é considerada a maior mentira da história do rock: a suposta morte de Paul McCartney[bb].

Tudo começou em meados dos anos 60, quando os Beatles pararam de fazer shows. Quem começou o boato é incerto, mas fala-se de um DJ nos EUA que teria levantado a hipótese de que Paul estaria morto desde 1966, quando sofreu um acidente de carro e morreu decapitado. Como não interessava a EMI que a banda parasse de lançar sucessos, foi colocado um sósia em seu lugar, contra a vontade dos outros 3. Esse cara seria um tal de William Campbell.

A partir daí, dicas começaram a aparecer nas capas dos discos e nas letras das músicas. Para alguns, tratavam-se de pistas que John, George e Ringo estariam deixando, para mostrar a verdade aos fãs. Mas na realidade, eles (incluindo Paul) adoraram a idéia a começaram a brincar com o boato. Muitas dessas pistas são realmente interessantes e foram postas lá de propósito, mas outras não passam de “teoria da conspiração”, onde seus defensores vêm coisas sem fundamento. A seguir, uma lista com algumas dessas pistas:

Rubber Soul[bb]
- A capa do disco (distorcida) seria a visão deles pelo ponto de vista de quem está sendo enterrado. Esse é o primeiro disco onde aparece alguma referência ao boato.
- O formato das letras onde aparece escrito o nome do disco, parece um coração de cabeça para baixo. Em algumas culturas antigas, essa seria uma simbologia para a morte.


Revolver[bb]
- Foi a primeira capa onde eles não aparecem fotografados, mas numa caricatura. Talvez o sósia não fosse tão parecido assim.
- Em Taxman George dá um conselho para quem morrer: "Declare the pennies on your eyes", um costume inglês de por moedas nos olhos dos mortos.
- Dr Robert, (supostamente um dentista que teria dado os primeiros comprimidos de LSD para John) pela teoria seria o responsável pelo resgate mal fadado de Paul no seu acidente.
- A letra de Tomorrow Never Knows é simplesmente uma tradução do Livro dos Mortos do Tibet.


Sgt Peppers Lonely Heart Club Band[bb]
- Esse disco é campeão nas referências, começando pela capa, que seria a foto de um funeral. Dá pra reparar o arranjo de flores embaixo, no formato de um baixo Hofner.
- A deusa indiana que aparece embaixo é Shiva, deusa... da morte!
- O arranjo floral escreve a palavra “BEATLES”, mas na verdade há uma letra “O” a direita, o que deixa a leitura “BE AT LESO”. Leso, é uma ilha no Caribe, onde Paul estaria enterrado.
- Essa é ótima: se você colocar um espelho horizontalmente no meio do bumbo, dividindo as palavras “Lonely Hearts”, forma-se magicamente a expressão “HE DIES”, seguida de uma setinha pra cima. Apontando adivinha pra quem?
- Na contra capa, Paul está de costas, os outros de frente. Ao lado da sua cabeça, a frase "Without You"
- No final de Sgt Peppers Lonely Heart, ele convida Billy Shear para cantar a música seguinte. Isso na verdade significaria “Billy is here” (Billy está aqui). Billy é um apelido comum para William.
- Lovely Rita seria a guarda de trânsito que Paul deu uma olhada, perdendo a atenção e sofrendo o acidente.
- Good Morning traz os versos “Nothing to do to save his life”
- A Day in the Life continua contando o que teria acontecido: “He blew his mind out in a car / He didn't notice that the lights had changed / A crowd of people stood and stared / They'd seen his face before / Nobody was really sure if he was from the House of Lords.” (Ele estourou os miolos de carro / ele não percebeu que o sinal havia fechado / uma multidão veio ver / eles já haviam visto seu rosto antes / ninguém tinha certeza se ele pertencia a Casa dos Lordes).


Magical Mistery Tour [bb]
- Outro disco recheado de dicas. Logo na capa a palavra Beatles aparece em estrelas. Se, em 1967, você colocasse a capa no espelho, veria um número de telefone (231-7438). Esse seria o número da casa de William Campbell.
- No filme, há a cena onde os 4 dançam ao som de Your Mother Should Know. Todos usam uma flor vermelha na lapela. A de Paul é preta.
- Na música Strawberry Fields, após o final começa um instrumental bizarro. Ao fundo ouve-se John gritar “I buried Paul” (eu enterrei Paul).
- I Am The Walrus (eu sou a morsa) por si só é uma dica. Em várias culturas, a morsa é o símbolo da morte.


White Album [bb]
- Em Glass Onion, Lennon continua falando de I Am The Walrus: "The Walrus was Paul".
- Ainda em Glass Onion, a tradução ao pé da letra do título da música é "cebola de vidro". Mas há quem diga que essa expressão se refere à janela de vidro que tem na tampa do caixão. Macabro...
- Em Dont Pass Me By, Ringo canta: You were in a car crash, and you lost your hair (ou head???).
- No final de Im So Tired, há algo falado de trás pra frente. Quando se girava o disco ao contrário, ouvia-se John dizendo “Paul is dead man, miss him, miss him”.

Abbey Road [bb]
- Essa capa é sensacional, recheada de referências. Logo de cara, ela significaria um cortejo fúnebre. John na frente de branco, seria o padre. Ringo, de terno, o agente funerário. Paul, descalço, o morto. E George, de jeans, o coveiro.
- O fato de Paul estar descalço tem a ver com um velho costume inglês, de enterrar os mortos sem sapato.
- Paul segura o cigarro com a mão direita. Ué, mas ele não era canhoto?
- Paul está de olhos fechados e com o passo fora de sincronia dos outros 3.
- Do lado esquerdo da rua, há um fusca, cuja placa diz LMW 28 IF. Isso significaria Linda McCarney Widow (viúva) e 28 SE (if) ele estivesse vivo. Na verdade a placa é 281F, mas não dá pra perceber na foto.
- Do lado direito há um rabecão.

- Na calçada esquerda, há um grupo de pessoas no fundo. Ali seria uma cemitério.


Em 1992 Paul resolveu brincar com essa estória e lançou o ao vivo Paul Is Live (primeira capa lá em cima), num trocadilho bem bolado com o boato Paul is Dead. Há várias outras coincidências, como o fato de ter trocado o baixo Hofner pelo Rickenbaker nessa época. Com certeza deixei muitas de fora, mas aí já cai no campo da Teoria da Conspiração. No fundo é só um boato que foi bem aproveitado por eles, com criatividade e bom humor.

Pra vocês, Paul Is Live, in the new world, como diz no encarte do disco.

domingo, 30 de março de 2008

Hoje no Rock: Eric Clapton – 63 anos

Eric Patrick Clapton[bb] nasceu em uma família operária, filho de um relacionamento de sua mãe com um marinheiro canadense, que nunca veio a conhecer. Cresceu achando que seus avós na verdade seriam seus pais, e que sua verdadeira mãe seria sua irmã. Vivia na pequena Ripley, uma cidade pobre nos arredores de Londres onde sequer possuia luz elétrica. Mas esses foram apenas os primeiros blues da sua vida.

Seu interesse pela música começou cedo. Primeiro ouvindo programas de rádio, depois em clubes de blues e jazz em Londres, quando já estudava design na adolescência. Comprou sua primeira guitarra e não parou mais. Começou a enfileirar bandas como The Roosters, Yardbirds e John Mayall and the Bluesbrakers. Sua fama como guitarrista cresceu, ao ponto do famoso grafite Clapton Is God começar a aparecer nos muros da cidade.

Continuou enfileirando formações, como o famoso e turbulento Cream, com Jack Bruce e Ginger Baker, considerado por muitos o primeiro super grupo. Durou apenas 2 anos. Vieram em seguida o Blind Faith e o Derek and the Dominos, que formou apropriando-se de parte da banda de Delaney and Bonnie. Com essa turma gravou o clássico Layla, composta para Patty Boyd, mulher de seu melhor amigo George Harrison.

Nesse período já lutava contra drogas e principalmente o álcool, fantasma que o perseguiu até os anos 80. Precisou de diversas internações nos EUA e na Inglaterra até que conseguiu se livrar em meados da década de 80. Mas sua provação ainda seguiria ate 1991, quando perderia seu filho Connor, num bizarro acidente em Nova Iorque. Em seguida gravou o famoso Unplugged, campeão de vendas e vencedor de vários prêmios Grammy. Nessa época, já estava envolvido com sua fundação Crossroads, que apoia e reabilita viciados em álcool, em Antigua.

Bom, em linhas gerais é isso. Muita gente tem elogiado minha forma de escrever. Mas na boa, não tem muito mais a falar desse cara. Simplesmente não encontro as palavras certas e, apesar de ter lido sua autobiografia e pesquisado muito material na internet, parece que fica sempre faltando algo. Foi alguém que me influenciou muito (não apenas na música) e que admiro simplesmente por ter transformado tanta coisa ruim nessa música de incrível qualidade e sensibilidade.

Portanto, não vou inventar muito mais texto não. Taí pra vocês um showzão de 1974, no Hammersmith Odeon, com clássicos como Let it Grow, Layla, Cant Find My Way Home e outros. Acompanha nos vocais a excelente Yvonne Elliman. Pra quem quiser saber mais, da uma olhada na Wikipedia.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Hoje no Rock: George Harrison - 65 anos

Se ainda estivesse entre nós George Harrison[bb] estaria completando hoje 65 anos. Nascido em Liverpool, mas vindo de uma linhagem irlandesa, ganhou sua primeira guitarra aos 12 anos. No seu núcleo de amizades estava seu colega de bairro e ônibus, um tal de Paul. Logo foi apresentado por este a John e estava formado ali o Quarryman (do nome da escola Quarrybank), a pedra fundamental dos Beatles.

O que se seguiu todos sabem, começando pelas espeluncas inglesas, depois de Hamburgo e terminando nos rádios e corações do mundo inteiro.

Mas nem tudo foi fácil para George.
Coube a ele uma responsabilidade dupla. Primeiro, compor riffs e solos para as músicas de Lennon/McCartney. Segundo, igualar-se a eles como compositor. No começo, isso parecia tarefa difícil, mas a partir de 1967 Harrison passou a apresentar material de excelente qualidade, quase freqüentemente preterido em favor dos outros dois. Isso o chegou a fazê-lo pensar em abandonar a banda em 1968 e no ano seguinte era claro seu abatimento na gravação do filme Let It Be. Ainda assim, lançou clássicos absolutos como While My Guitar, Here Comes The Sun e Something (considerada a mais bela música romântica do século XX).

Outra contribuição aos Beatles foi sua paixão pela cultura indiana, trazendo fortes influências sobre as músicas da banda. Coube a ele a inclusão de cítaras, dilrubas, tablas e hamoniums entre outros. Sua amizade com o músico indiano Ravi Shankar durou até seus últimos dias.

Com o final da banda, Harrison deu início a uma prolífica carreira, lançando de cara um álbum triplo chamado All Things Must Pass, numa clara alusão ao que havia acontecido a ele nos Beatles. Em seguida o aclamado Concert For Bangladesh, comparticipações de nobres como Bob Dylan, Ringo, Billy Preston e seu grande amigo Eric Clapton, com quem rolou o triângulo amoroso mais famoso da história do rock.


Mas sua vida não limitou-se ao rock’n’roll. Nos anos 70 foi produtor de cinema, investindo em nomes como o hilário Monty Python. Outra paixão era a Fórmula 1, tendo sido amigo próximo dos brasileiros Fittipaldi e Ayrton Senna. Oficialmente, George foi o primeiro beatle a pisar no Brasil, em 1979, mas para assistir a um grande prêmio.


Harrison lançou 13 discos solo até o Cloud 9, de 1987. Após isso veio o famoso projeto Traveling Wilburys, mas nessa época ele já passava a maior parte do tempo recluso. Pouco anos depois, começou sua luta contra um câncer de garganta, provocado por anos de tabagismo. Em 1992 realizou uma turnê no Japão com Clapton e sua banda acompanhando-o, que rendeu o excelente Live in Japan, o seu último registro ao vivo.


Após 10 anos de luta contra o câncer, George descobriu que estava em estado terminal. Passou a dedicar-se então ao seu último projeto, chamado Brainwashed, lançado postumamente. Conta com produção de outro grande amigo, Jeff Lynne e na guitarra está seu único filho, Dhani. Trabalho para ser ouvido várias vezes seguidas.


Em 29 de novembro de 2001 Harrison começou a formar sua nova banda, mas agora em algum lugar, com Lennon. Tinha 58 anos, seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no sagrado Rio Ganges. Um ano após sua morte, realizou-se, com organização de seu amigo Clapton, o fabuloso Concert for George. Participam o próprio Clapton, Dhani, Ringo, Paul, Jeff Lynne, Ravi Shankar, Klaus Woorman, Billy Preston, Tom Petty... a lista é enorme e o show simplesmente imperdível.


O mais jovem beatle recebeu várias alcunhas, como “o beatle tímido” ou “o beatle místico”. Apesar de muitos recalcados dizerem que era um guitarrista limitado, é considerado um dos melhores de todos os tempos, por sua sensibilidade e criatividade. Mais que isso, eu o considero um artesão, tanto nos acordes como nas letras, trabalhando os mínimos detalhes de suas músicas. Foi na minha opinião o beatle que apresentou material mais consistente após o fim da banda e o único músico que realmente mexeu comigo na hora de sua morte. Lembro ainda hoje da manhã em que soube. Foi como perder um velho amigo. Mas acho que Harrison era realmente isso: um grande amigo de todos nós, embalando-nos com suas letras otimistas e pessoais. O beatle tímido, místico, calado... o beatle amigo.


Cliquem nos links do texto e descubram mais um pouquinho dele. Vários pequenos presentes pra vocês. Mais detalhes do belíssimo site oficial: http://georgeharrison.com/

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Hoje no Rock: Beatles no Ed Sullivan Show

Até 1964 várias bandas inglesas haviam tentado entrar no milionário mercado americano, todas sem sucesso. Para os Beatles parecia o caminho natural, seus compactos iam bem, mas não havia nenhuma garantia de sucesso. Então estabaleceram como meta só ir aos Estados Unidos quando conseguissem um Número 1 por lá. E isso aconteceu.

O compacto com I Wanna Hold Your Hands e She Loves You chegou lá e começou o que foi conhecido como a Invasão Britânica na América. Stones, Animals, Who e várias outras seguiram o caminho aberto pelos Fab Four e o resto da história todos sabem.

O ponto de partida foi o Ed Sullivan Show, um programa de variedades na CBS onde se apresentavam músicos, mágicos, números de teatro etc. A apresentação do dia 9 de fevereiro de 1964 foi dividida em duas partes, a primeira com All My Loving, Till There Was You e She Loves You. Depois de números de mágica e de um trecho da peça Oliver, eles voltaram com I Saw Her Standing There e I Wanna Hold Your Hands, que eu posto pra vocês no 4Share. Os caras voltaram mais 3 vezes ao Ed Sullivan Show (uma delas gravada num hotel de Miami) até 1965.

Uma curiosidade: durante a apresentação no Ed Sullivan, registrou-se o mais baixo índice criminal na cidade de Nova York até hoje. Uma amostra da beatlemania americana pode ser vista no filme de 1978 "Febre de Juventude", de Robert Zemeckis.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Rock News: Morre o "guru dos Beatles", Maharishi Mahesh Yogi

fonte: EFE

O guru hindu Maharishi Mahesh Yogi, que ficou conhecido por receber a visita dos Beatles para consultas espirituais, morreu nesta terça-feira aos 91 anos na cidade holandesa de Vlodrop, anunciaram fontes próximas ao líder espiritual. Bob Roth, porta-voz do movimento de Meditação Transcendental, criado por Maharishi, informou que a morte do guru foi aparentemente devido a causas naturais, em função de sua idade avançada. O guru hindu se destacou por introduzir no Ocidente as doutrinas da meditação e o controle da mente, com a expansão de seu movimento no final dos anos 50.

O Maharishi, um título que significa "grande vidente", nasceu na região indiana de Madhya Pradesh (centro do país), onde começou a estudar psiquiatria, o que lhe despertou o interesse pela meditação.

Após viajar pelo mundo ensinando suas práticas, o guru retornou a seu país natal, onde recebeu a visita dos Beatles em 1968, interessados nas doutrinas do Maharishi relativas à iluminação espiritual.

Por causa desta visita e graças ao apoio de centenas de celebridades, o guru se tornou ainda mais conhecido nos países ocidentais, onde milhares de pessoas observaram suas técnicas como uma maneira de contribuir para a paz mundial e a erradicação da pobreza.

A expansão de suas práticas lhe proporcionou milionárias somas de dinheiro, que transformaram seu movimento de meditação em um império global.

No mês passado, o Maharishi anunciou sua aposentadoria e foi viver em um ex-mosteiro franciscano na Holanda, onde passou os últimos dias de vida estudando sua própria doutrina, que influenciou milhões de pessoas em todo o mundo.

É, mas não é bem assim não... Após o retiro de 1968 em Rishikesh, John, Paul e Ringo voltaram bastante decepcionados com a postura do Maharishi, quando despido de suas atribuições espirituais. Segundo eles, o lance era dar em cima das famosas que estavam por lá, como Mia Farrow. De qualquer forma, o famoso White Album foi quase totalmente composto durante o retiro e as músicas Sexy Sadie e Everybody Got Something to Hide teriam sido compostas para o Maharishi. Por outro lado, é importante separar a obra do seu autor. Na foto, ele aparece com Harrison.

O refrão de Across the Universe (Jai Guru Deva Um), transmitida pela Nasa na segunda feira, teria sido ensinado por ele a John e significa um agradecimento a Guru Dev, o mestre do Maharishi.