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sábado, 14 de janeiro de 2012

Rock News: Paul McCartney disponibiliza seu arquivo pessoal na Web

Paul McCartney, publicou em seu site oficial registros de músicas, letras, fotografias e objetos pessoais. Totalmente digitalizado, parte do arquivo pessoal do músico pode ser acessado gratuitamente.

Apesar de registros da época de seus discos e livros, nenhum registro relacionado aos Beatles consta no site, já que os direitos autorais da banda também pertencem a Ringo Starr e aos herdeiros de John Lennon e George Harrison.

Os arquivos podem ser conferidos no Site de Paul McCartney:

http://www.paulmccartney.com
Fonte: whiplash


Falando no cara... Vale a fuçada por lá, tem bastante coisa legal!

Blog on The Top: Pipes of Peace

Paul McCartney
Pipes os Peace
(Inglaterra - 1984)
Apesar de ter emplacado vários hits na parada britânica com os Beatles, com os Wings (Mull of Kintyre) e com Stevie Wonder (Ebony and Ivory), Paul McCartney nunca havia conseguido esta proeza como artista solo, o que finalmente aconteceu na virada de 1983 para 1984.

Lançado em outubro de 83, o álbum Pipes of Peace trouxe a canção do mesmo nome, que popularizou-se muito em função do clip, que retrata a histórica trégua entre ingleses e alemães no natal de 1914, na I Guerra Mundial. Conta a história que soldados dos dois países travavam uma batalha na Bélgica quando uma trégua não oficial começou a declarada pelos próprios soldados, que pararam de combater em vários pontos do front.


Paul McCartney - Pipes Of Peace por jpdc11

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Rock News: Paul McCartney anuncia álbum e divulga faixa com Eric Clapton

Paul McCartney disponibilizou nesta segunda-feira em seu site oficial a nova música "My Valentine", que será incluída em seu próximo disco, "Kisses on the Bottom". "My Valentine", que conta com a participação de Eric Clapton, está disponível por 24 horas em streaming online no site www.paulmccartney.com.

Para ouvir a faixa, é necessário fazer um cadastro. Ela e "Only Our Hearts", que tem colaboração de Stevie Wonder, são as músicas originais de Paul neste novo trabalho. O disco será lançado em 07 de fevereiro com duas composições inéditas e versões para clássicos que inspiraram sua carreira. No álbum, McCartney optou por uma retrospectiva musical, embora "em versões bem diferentes", segundo comunicado da gravadora Universal.

O álbum foi gravado nos estúdios Capital de Los Angeles, Nova York e Londres ao longo de 2011 e tem a colaboração de velhos amigos, como Stevie Wonder e Eric Clapton, além de Diana Krall e sua banda. A produção foi feita pelo ganhador de um Grammy, Tommy LiPuma.

Em "Kisses on the Bottom", McCartney cantou pela primeira vez sem tocar nenhum instrumento.

Nas outras canções, "Kisses on the Bottom" recorre a temas clássicos, mas não tão conhecidos, de compositores como Harold Arlen e Cole Porter, e interpretados por Fred Astaire, por exemplo.

"São músicas nas quais John (Lennon) e eu baseamos muitas de nossas coisas", explica Paul no comunicado. "Eu achava essas músicas simplesmente mágicas. E quando passei a compor minhas próprias músicas, comecei a achar uma maravilha a forma como foram feitas".
fonte: Rock Online




O cara tá gravando com todo mundo! Hey Paul, se precisar, estou disponível após as festas ok?
A música? Digamos que ele já compôs coisas melhores...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Hoje no Rock: Wings Wild Life

Em 7 de dezembro de 1971 Paul McCartney dava o pontapé inicial na banda que o acompanharia pela próxima década, os Wings. Ok, concordo com os que dizem que nada mais era que uma justificativa para incluir sua esposa Linda no barco, mas também é verdade que contava com os ótimos Denny Seiwell (James Brown, Janis Joplin) na bateria e Denny Laine (Moody Blues) na guitarra solo.

Após um breve período de ensaios na Escócia, Paul se reuniu com a banda no bom e velho Abbey Road para a igualmente curta gravação do álbum Wild Life, que levou pouco mais de uma semana.

A maior parte das faixas foi gravada em um take único. A ideia era registrar o frescor das composições, num clima cru e descontraído. No começo da primeira faixa, Mumbo, dá para ouvir Paul gritar para o operador Tony Clarke "Take it, Tony".

A recepção pela crítica foi morna, muitos chamando o álbum de "super valorizado", tendo valor apenas por ser uma obra de um ex-beatle. Realmente é um álbum irregular, mas contendo ao menos 3 grandes canções: Tomorrow, Love is Strange e Dear Friend, que muitos dizem ter sido composta durante um período de reaproximação com John Lennon, após as polêmicas envolvendo Too Many People (Ram) e How Do You Sleep (Imagine).

O desempenho foi discreto, alcançando um 11º lugar na Inglaterra e o 10º nos Estados Unidos. O álbum foi relançado em 1993 contendo novas faixas, como Mary Had a Little Lamb, a polêmica Give Ireland back to Irish, Little Woman Love e Mama'a Little Girl.

Independente de ser um álbum bom ou ruim (não é nem um nem outro, como disse é regular), Wing Wild Life marca por ser o ponto de partida dos Wings e inaugura uma nova fase macartiana, após seus primeiros trabalhos pós-Beatles.


sábado, 3 de dezembro de 2011

Blog on The Top: Mull of Kintyre

Paul McCartney
Mull Of Kintyre
(Inglaterra - 1977)
Em 03/12/77 Paul McCartney chegava ao topo da parada britânica com o single Mull Of Kintyre, superando a marca de 2 milhões de cópias vendidas e batendo o recorde de She Loves You na Inglaterra.

Se contarmos singles não beneficentes, ainda é o mais vendido da história na Inglaterra (Bohemian Rhapsody vendeu mais, mas em dois lançamentos e tendo o segundo sido doado para caridade). Curiosamente esse sucesso não aconteceu nos EUA. Por lá o single chegou apenas ao 33º lugar e mais em função de School Girls, lado B do compacto.

Mull Of Kintyre fala de uma localidade no litoral oeste da Escócia, onde Paul comprou uma casa e transformou em estúdio de gravação nos anos 60. Curiosamente, a casa de Paul não era exatamante em Mull Of Kintyre, mas em Campbeltown, alguns quilômetros ao norte. As gaitas de foles ouvidas na música dão o clima escocês ao arranjo.

Originalmente ela entraria no álbum London Town, mas as gravações para o LP foram interrompidas devido à gravidez avançada de Linda. Então Mull Of Kintyre foi lançada como single, tornando-se um grande sucesso de natal. Aí embaixo, o clip original no iutubiu.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Rock News: Composição de Paul McCartney para ballet, "Ocean's Kingdom", será lançada

A composição de Paul McCartney para o ballet “Ocean’s Kingdom” será lançada pela Decca no dia 03 de outubro. O espetáculo será inaugurado no dia 22 de setembro no New York City Ballet.

Serão quatro performances da peça em setembro e mais cinco shows adicionais em janeiro de 2012. O show tem 90 minutos e tem o formato de um cenário de história de amor, debaixo da água, cuja paz do oceano é interrompida com ataques de humanos, de acordo com a Billboard.

“Ocean’s Kingdom” é composto por quatro momentos, conduzidos por John Wilson e tocado pela Orquestra Clássica De Londres. Sobre a música, o Beatle afirmou que “estava tentando escrever algo que expressasse uma emoção, para que você tenha medo, amor, raiva e tristeza para transmitir, e eu achei isso empolgante e desafiador”.

Um fato irônico sobre o fato da gravadora Decca lançar “Ocean’s Kingdom”, se dá por conta de eles serem o selo que rejeitou os Beatles no início dos anos 60, alegando que a banda não tinha “futuro no mercado musical”.
fonte: Rock Online


Faz sentido: para banda de rock ele não tinha futuro. Já nos clássicos, a Decca bota fé. Ah faça-me o favor né? De qualquer forma vou tentar ouvir pra ver o que acho e decido se posto na coluna Review ou na Show de Horrores.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rock News: Paul McCartney lança concurso de ilustrações inspiradas em suas músicas

Já pensou em trabalhar para Paul McCartney? O ex-Beatle lançou nesta semana um concurso que premiará a melhor ilustração inspirada em músicas dos seus primeiros disco solo, "McCartney" e "McCartney II". Os desenhistas poderão buscar inspiração nas canções "Maybe I'm Amazed", de "McCartney", ou "Coming Up", de "McCartney II".

O melhor desenho será exibido no site do cantor e o autor receberá US$ 1.000, além de uma litografia autografada que será exibida numa galeria em Londres - e quem sabe outras oportunidades de trabalhar para o homem?


O concurso foi organizado em parceria com a Talent House e as ilustrações podem ser enviadas até o dia 6 de setembro. A partir do dia 7 haverá uma votação popular, que temrinará no dia 13 de setembro. McCartney então vai avaliar todos os desenhos enviados e escolher o vencedor, levando em consideração a opinião expressa nos votos.

Além dos prêmios citados acima, o vencedor do concurso também leva uma versão de luxo dos dois discos, um Adobe Creative Suite 5 e um par de ingressos para um show de McCartney. O segundo lugar leva os discos, o par de ingressos e o Adobe Creative Suite 5. Saiba mais neste link.
fonte: O Globo


Taí, vou até tirar minhas tintas da gaveta e tentar alguma coisa, apesar dos prêmios serem meio fracos. Mil dólares pro Paul? Que velho mais pão duro!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rock News: 'Paul gosta de pensar que é o único ex-beatle vivo', diz Ringo Starr

Enquanto Paul McCartney se apresenta no Rio de Janeiro, Ringo Starr em entrevista ao site do jornal britânico ‘Daily Mail’ fala da sua relação com o ex-beatle. “Estamos tão perto como nós gostaríamos de estar ser. Nós somos os únicos dois Beatles vivos, embora ele goste de pensar que ele é o único”, disse o ex-baterista da banda.

“Somos bons amigos. Se nós estamos no mesmo país, ficamos juntos. Ele canta e toca no meu último álbum e eu toquei em vários dos discos dele. Nós somos apenas amigos. Nós somos os dois únicos que já experimentaram tudo aquilo e ainda estão por aqui.”

Ringo também falou das músicas dos Beatles que ainda toca nos seus shows. “Eu tenho que tocar 'With a little help grom my friends', 'Yellow submarine'. As pessoas gostam de me ver tocando e cantando enquanto toco bateria. Tenho uma responsabilidade de tocar coisas que o público quer ouvir”.
fonte: Eldorado


Dor de cotovelo de quem queria estar no palco com Paul. Ou então, picuinha de velho caduco!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Review: Paul McCartney no Rio



Finalmente, 21 anos depois e 360 reais mais pobre, corrigi uma injustiça familiar histórica e assisti ao show de Sir Paul McCartney in loco. Claro que um hiato tão longo não terminaria de forma fácil, com uma apresentação arrancada à forceps do meu carma musical. Mas vamos aos fatos.

Nas semanas que antecederam ao show, muita gente me perguntava "e aí? ansioso". E eu nada. Sei lá, um misto de "tô nem aí pra esse velho caduco" com "não me caiu a ficha". A realidade é que não estava mesmo, até a véspera, quando comecei os preparativos. Assisti um DVD desta turnê (Kiev), ouvi o show de Nova York e o Paul is Live, de 1990.

Uma lacuna aqui para esta comparação e para um dos motivos do meu ar blasé para este show: acho esta banda do Paul a pior de todos os tempos. Livro a cara do baterista Abe Laboriel que bate direitinho. O guitarrista Rusty Anderson tem entre seu maiores sucessos Living la Loca Vida de Rickie Martin (!!!) e guitarra-baixo Brian Ray parece imitar o Steven Tyler o tempo todo. Pra quem jé teve Danny Lane, Robbie McIntosh e até David Gilmour recentemente, me parece muito pouco.


Voltando ao show, chegamos de carro ao Engenhão, cheio só em dia de show ou jogo do Flamengo. Estacionei tranquilamente (tenho os meus macetes de torcedor) e então enfrentamos a fila: das 4 às 6, com uma rigorosa revista que não poupou nem nossos toddynhos e biscoitos de maizena. Ingredientes que só o McGaiver poderia tranformar em bomba. Na verdade, bomba mesmo eram os preços lá dentro!

No mais, muita segurança (pertinho do German Complex, BOPE na rua), tudo organizadim, bunitim e limpim. Antes do show um DJ ficou fazendo merda (novidade) nas músicas dos Beatles e foi muito aplaudido quando terminou e saiu do palco. Finalmente ia começar!

E aí volto a toda a minha preparação para o show. O set list que eu imaginei já foi pro espaço, com Hello Goodbye no lugar de Drive my Car. A ótima 1985 incluída e a linda Here Today, composta para Lennon. Claro, as surradas Let It Be, Long and Winding Road e Yesterday apareceram, músicas que nem ele deve aguentar mais.

Numa carreira de quase 50 anos, claro que tem coisa que ficou de fora. Adoraria ter ouvido Ram On (tocada em Porto Alegre), The Back Seat of My Car ou Looking for Changes, mas seria pedir demais. Seria preciso um show de 6 horas para caber tudo de bom que esse senhor já produziu.

A sensação é dificil de descrever. Nem tanto pelo show em si, mas mais pelo significado das canções. No meu caso em particular, cada uma me lembra um momento de infância ou das bandas que tive. O nó na garganta demorou uns 15 minutos para desatar e depois relaxei e pude curtir melhor o show. É incrível como mesmo em um show que tem tudo para ser previsível, Paul nos surpreende, seja com seu carisma ou com sua vitalidade, na flor dos 68 anos.

Paul na verdade é como um tio que sempre esteve presente, que de vez em quando aparece para fazer uma visita. Esteve presente em tantos momentos que tornou-se íntimo. Acho ridícula e deprimente reações do tipo "ele passou a 2 metros de mim buá!!!". Isso é apenas um culto à celebridade sem sentido. Paul nada seria sem sua música e vice versa. Isso que importa, o artista e sua obra. O homem Paul é uma pessoa como eu ou você.

Duas horas e meia depois, fim de show e parecia que eu estava mais cansado que ele. Hora de sair no meio da muvuca e retornar a Nickity City, do outro lado da poça. Valeu? Claro que sim! Daqui 20 anos vou olhar para trás e lembrar deste momento com carinho, como hoje lembro dos Rolling Stones em 1995. Na minha lista ficam faltando agora o Clapton e o Pink Floyd. Um ainda dá pra ver!

Aí embaixo o set list completo do show de ontem.

1) "Hello goodbye"
2) "Jet"
3) 'All my loving"
4) "Letting go"
5) "Drive my car"
6) "Sing the chances"
7) "Let me roll it"
8) "Long and widing road"
9) "1985"
10) "Let em in"
11) "I´ve just seen a face"
12) "And I love her"
13) "Black bird"
14) "Here today"
15) "Dance tonight"
16) "Mrs Vandebilt"
17) "Eleanor Rigby"
18) "Something"
19) "Band on the run"
20) "Ob-la-di, ob-la-da"
21) "Back in the USSR"
22) "I gotta feeling"
23) "Paperback writer"
24) "A day in the life"
25) "Let it be"
26) "Live and let die"
27) "Hey jude"
28) "Day tripper"
29) "Lady Madonna"
30) "Get back"
31) "Yesterday"
32) "Helter Skelter"
33) "Sgt. Peppers lonely hearts club band"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Hoje no Rock: Ram, 40 anos

Eu ainda era garoto quando ouvi Ram pela primeira vez, provavelmente no toca-fitas do Chevette do meu pai e os vocais de Uncle Albert / Admiral Halsey ficaram na minha cabeça. Anos mais tarde descobri a qual álbum a música pertencia e descobri RAM definitivamente.

Este é o segundo disco de Sir Paul após os Beatles, mas considero o primeiro já que McCartney (1970) continha material composto na época dos Fab Four, sobretudo no retiro na India, em 1968. Para compor Ram, Paul e Linda saíram de férias no interior da Escócia e todo o álbum foi composto neste período.

Aliás o clima de interior está presente no ar folk do álbum, que eu sempre defino como "com cheiro de bosta de vaca". Muito violão (Too Many Peaple), ukulele (Ram On) e vocais calcados na tradição folk (Dear Boy) dão tom. Mas os rocks não ficaram de fora, como Smile Away e Monkberry Moon Delight.

As gravações rolaram entre o final de 1970 e começo de 1971 em Nova York e contaram com o auxílio de Dave Spinozza e Hugh McCracken nas guitarras e Danny Seiwell na bateria (que mais tarde juntaria-se aos Wings). O álbum saiu em maio.

Polêmica Paul x John
Em 1971 os ressentimentos pela separação dos Beatles ainda estavam bem frescos. Muitas insinuações surgiram dizendo que Paul havia posto versos ofensivos a John, sobretudo na música Too Many People e Dear Boy. Isso teria levado John a compor a famosa How Do You Sleep.

Mais tarde, Paul afirmou que a única frase em todo o disco relativa a John era "Too many people preaching practices", em Too Many People, relacionada a ele e Yoko e o movimento pacifista. Outra alegação da turma da teoria da conspiração é relativa a contra capa, onde aparecem 2 besouros (beetles). Paul estaria insinuando como se sentia com o que John havia feito com ele. Realmente essa é mais plausível.


Crítica e Legado
Em fevereiro, Paul lançou seu primeiro single pós-Beatles, Another Day, que chegou ao 5º lugar nas paradas britânicas. Ram teve desempenho bem melhor chegando ao primeiro lugar na Inglaterra e segundo nos Estados Unidos. O single com Uncle Albert / Admiral Halsey também chegou surpreendentemente ao topo na terra da rainha, sendo seu primeiro single no topo pós-Beatles. Mais tarde, The Back Seat of My Car também foi relançado como single, mas sem sucesso.

Em 1977, após muito mistério, Paul lançou Thrillington, uma espécie de suíte instrumental para Ram, com ares de big band, que já tratei aqui no Experience. Clique aqui para dar uma olhada.

Apesar do sucesso de vendas, a crítica na época foi dura com Ram, chamando-o de pretensioso e irresponsável (seja lá isso o que for). Com o passar dos anos (e com o arrefecimento dos ressentimentos) o álbum passou a ser melhor avaliado e hoje é considerado um clássico.

Para mim, é o melhor trabalho de Paul McCartney depois dos Beatles por sua diversidade e criatividade. Representou também o nascimento da minha raiz folk, um disco que sempre volto a ouvir, descobrindo sempre coisas novas. Sempre com cheiro de bosta de vaca.

1. Too Many People
2. 3 Legs
3. Ram On
4. Dear Boy
5. Uncle Albert/Admiral Halsey
6. Smile Away
7. Heart Of The Country
8. Monkberry Moon Delight
9. Eat At Home
10. Long Haired Lady
11. Ram On
12. The Back Seat Of My Car


sábado, 23 de abril de 2011

Rock News: Carta de John Lennon xingando Paul McCartney vai a leilão

Uma carta assinada por John Lennon cheia de ofensas a Paul McCartney e sua então mulher, Linda, vai a leilão nos Estados Unidos em maio, e a expectativa é de que alcance o equivalente a R$ 100 mil.

O documento, datado de 1971, é uma resposta de Lennon a uma carta dirigida a ele e assinada por Linda, e trata dos bastidores da separação dos Beatles e do tratamento dado pelos integrantes da banda e pelo casal McCartney a Yoko Ono.

No texto, o ex-beatle afirma: ''Estava me perguntando que fã dos Beatles irritadiça e de meia idade a tinha escrito. Resisti em olhar a última página para descobrir. (...) Que diabos, foi Linda!''.

Lennon afirma ainda: ''Eu espero que você perceba as merdas que vocês e os 'meus amigos gentis e altruístas' lançaram sobre mim e sobre Yoko desde que nós estamos juntos. Por vezes pode ter sido um pouco mais sutil ou será que eu deveria dizer mais 'classe média', mas não com frequência. Nós dois superamos isso algumas vezes e perdoamos vocês dois. Portanto, é o mínimo que vocês podem fazer por nós, pessoas tão nobres''.

O Beatle comenta ainda as restrições que teve ao título entregue pela rainha Elizabeth 2ª aos Beatles, que ele acabou devolvendo em 1969, em protesto contra a política externa britânica.

''Quando indagado sobre o que eu achava a respeito do MBE, eu lhes disse da melhor maneira que eu pude, pelo que eu me recordo. E eu me recordo de sentir um certo constrangimento''.

''Não tenho vergonha dos Beatles (eu comecei isso tudo), mas sim de algumas das merdas que a gente teve que aguentar para torná-los tão grandes. Pensei que todos nos sentíssemos da mesma maneira com pequenas variações - obviamente estava errado".

Lennon comenta ainda o papel dos Beatles no cenário artístico mundial e ironiza uma suposta presunção do antigo parceiro em relação à visão dele sobre a dimensão da banda.

''Você realmente acha que a maior parte da arte atual surgiu por causa dos Beatles? Não acredito que você seja tão maluco, Paul. Você acredita nisso? Quando parar de acreditar, talvez você acorde! Nós não dizíamos sempre que éramos parte do movimento e não o movimento todo? Claro, nós mudamos o mundo. Mas tente seguir em frente. SALTE DO DISCO DE OURO E VOE!''

Ele conclui comentando a sua saída da banda e a decisão de não ter declarado publicamente que estava deixando o grupo.

''Por fim, sobre não ter dito para ninguém que eu havia deixado os Beatles - Paul e (o empresário Allen) Klein passaram o dia me dizendo que era melhor eu não dizer nada a ninguém - Pedindo que eu não dissesse nada porque iria 'ferir os Beatles' (...). Portanto, ponha isso na sua pequena mente pervertida, Sra. McCartney, os babacas me pediram para ficar calado.

Ao se despedir, ele ainda faz mais um ataque à mulher de McCartney, lembrando da cisão que se criou na banda sobre quem seria o nome certo para empresariar o grupo. Lennon, Ringo Starr e George Harrison optaram pelo americano Allen Klein, ao passo que Paul acabou sendo preterido ao defender que seu sogro administrasse os negócios dos Beatles.

''Claro, o aspecto financeiro é importante - para todos nós - especialmente após todas as merdinhas que surgiram com a sua insana família/sogros e DEUS TE AJUDE A ESCAPAR, PAUL - vejo você em dois anos - espero que você tenha escapado até lá''.

Ele assina a carta com os dizeres ''apesar de tudo, amor a vocês dois, de nós dois''.
fonte: BBC Brasil


A manchete é meio tendenciosa e só mostra uma parte da coisa. Na verdade esta carta fez parte de um contexto de mágoas e ofensas de parte a parte. Lá em cima, a carta em quest Sugiro a leitura da biografia "John", por Cynthia Lennon, para mim um ponto de vista alternativo da coisa.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Rock News: Livro traz fotos feitas por Linda McCartney e escolhidas por Paul

Parte do acervo de imagens da fotógrafa Linda McCartney acaba de virar um livro, com imagens selecionadas por seu marido, o ex-Beatle Paul. Ele disse que escolheu as imagens a partir de um acervo de 200 mil fotos, com a ajuda dos filhos do casal, e decidiu publicá-las como uma homenagem a Linda. Ela e Paul McCartney foram casados entre 1969 e 1998, quando ela morreu de câncer.

Como fotógrafa da cena musical do final dos anos 1960, Linda se tornou a primeira mulher a ter seu trabalho publicado na capa da revista Rolling Stone, em 1968, com uma foto do músico Eric Clapton. Ela também retratou estrelas e bandas como Aretha Franklin, Jimi Hendrix, Bob Dylan, Janis Joplin, Simon & Garfunkel, The Who e The Doors.

O livro Linda McCartney: Life in Photographs está à venda por cerca de R$ 116, mas uma edição limitada de colecionadores chega a custar quase R$ 1,6 mil no site da editora Taschen http://www.taschen.com/. As imagens também serão exibidas em junho, em uma mostra em Londres.
fonte: Eldorado



Dia dos namorados chegando... boa pedida ein?
Clique aqui e veja várias fotos, da edição especial

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rock News: produtora confirma show de Paul McCartney no Rio

Segundo notícia do site do jornal Folha de S. Paulo, a produtora Planmusic confirmou a volta de sir Paul McCatney ao Brasil. O ex-beatle, que esteve no país em novembro do ano passado para shows em Porto Alegre e São Paulo, desta vez irá se apresentar no Rio de Janeiro.

Embora o local ainda não tenha sido confirmado, a apresentação será muito provavelmente no estádio Engenhão, pois o Flamengo estaria procurando outro estádio para jogar na rodada do Campeonato Brasileiro que coincidirá com a data.

Os detalhes da apresentação serão anunciados em entrevista coletiva nesta quinta-feira pela manhã.
fonte: Whiplash



Algumas fontes confirmam 2 shows, 21 e 22 de maio, datas que o Botafogo já teria reservado.
Amanhã, mais detalhes aqui no blog.

sábado, 19 de março de 2011

Rock News: Shows de Paul McCartney no Rio causam dor de cabeça a CBF

Paul McCartney deverá voltar ao Brasil para dois shows, no Engenhão, nos dias 21 e 22 de maio. Isso vai provocar mudanças na tabela do Campeonato Brasileiro, que a CBF divulgará terça-feira. Com o Maracanã em obras e justamente no fim de semana de abertura da Série A-2011, os clubes cariocas não poderiam usar o estádio. Nem mesmo o Flamengo, que terá de encontrar outro local para a estreia de Ronaldinho Gaúcho & Cia., sábado, dia 21 de maio, às 18h30m, contra o Avaí.

Esta semana, o Botafogo comunicou à Federação do Rio (Ferj) que o Engenhão já está reservado para as duas apresentações do ex-Beatle. Como a tabela marca a estreia do alvinegro fora de casa, dia 22 de maio (domingo), às 16h, contra o Palmeiras, o abacaxi ficou com o Flamengo e também com o atual campeão brasileiro. O Fluminense mandaria no Engenhão o jogo de domingo (22/5), às 18h30m, contra o São Paulo. Se o show for mesmo confirmado, a tendência é que esta partida passe para São Januário, e o confronto da véspera (Flamengo e Avaí), para Volta Redonda.

As obras do Maracanã e dos estádios para a Copa-2014 também provocam mais dor de cabeça na organização da tabela. No Rio, a preocupação é com as últimas rodadas, cheias de clássicos. Fora da capital, a única opção de momento é Volta Redonda. O novíssimo Moacyrzão, em Macaé, precisa instalar um sistema de monitoramento por câmeras e crescer dos 10 mil lugares atuais para, no mínimo, 15 mil - a menor capacidade exigida para a Série A. A Ferj pediu à prefeitura macaense para tentar que as melhorias sejam feitas a tempo dos primeiros jogos do Brasileirão.
fonte: O Globo


E lá vamos nós de novo!
Maio o orçamento vai ficar apertado...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Rock News: Paul McCartney - possível apresentação no Rock in Rio


De acordo com informações do Ego, PAUL MCCARTNEY deve voltar ao Brasil em outubro. O site maccareport.com, especializado na vida pessoal e artística do ex-BEATLE, informou neste sábado (22) que McCartney retornará ao país para se apresentar no Rock in Rio 4.

"O Macca Report é bem próximo da produção de McCartney e com certeza publicou notícia oriunda do lado de lá", postou no Facebook, Marcelo Fróes, produtor e pesquisador da história dos BEATLES. "Como foi aquele Paul in Rio de Lisboa, em que ele mandou cobrir a logomarca e fez um show só dele no dia", completou Fróes. A organização do Rock in Rio ainda não se pronunciou sobre o assunto.
fonte: Whiplash


Será? Olha lá em cima o que eu achei no site Macca Report.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rock News: Paul McCartney vai tocar em clube para apenas 300 pessoas

Depois de levar milhares de fãs ao Estádio do Morumbi, em novembro, o ex-beatle Paul McCartney vai tocar em um pequeno clube londrino, com capacidade para 300 pessoas.

A apresentação, que marca a menor plateia de McCartney dos últimos dez anos, é prevista para a tarde da próxima sexta-feira (17), no 100 Club, em Londres. Os ingressos começam a ser vendidos na manhã desta quarta (15).

O show faz parte de uma campanha para evitar o fechamento do local, que em seus 70 anos de existência já foi palco de apresentações de Louis Armstrong, Rolling Stones, The Who, Sex Pistols, Oasis e Metallica. Além de McCartney, Ronnie Wood, dos Stones, e Liam Gallagher, do Oasis, apoiam a campanha.

Depois da apresentação no 100 Club, Paul McCartney tem shows marcados no HMV Apollo, também em Londres, no sábado (18), e em Liverpool, na segunda (20).
fonte: G1


Engraçado, cadê o preço?
Claro, deve ser uma pequena fortuna, mas gostaria de por em perspectiva com o valor daqui. Sò por curiosidade.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Blog'n'Roll: Nossa Correspondente especial no Show do Macca em SP

Difícil escrever depois do ótimo texto do Luciano dos Santos, sobre o show de Porto Alegre em 07/11. O show de SP do dia 21/11 seguiu à risca o roteiro gaúcho, tanto no set list quanto nas frases em português (muito bem pronunciadas, por sinal). Então fico mais nos detalhes bobos...

Depois da alegria pela vinda seguida da tristeza pelo RJ ficar novamente de fora, mão$$$ à obra pra comprar ingresso, marcar vôo e hospedagem.

Já no sábado parti mais namorado pra Sampa e tudo nos remetia ao Paul. Ainda no Galeão, mocinha de cartaz a tiracolo, onde pedia um abraço e um autógrafo. No avião ele também era assunto. E no desembarque em SP tiozinho sapeca joga charme pra aeromoça: “e aí, vc vai no show do Paul McCartney ?”.

No hotel, Beatles como ‘música ambiente’. Giro por SP: Galeria do Rock com faixa de boas vindas ao Macca e lojas lotadas vendendo trocentas camisetas do Paul e dos Beatles; depois Bienal, com obra de arte usando várias fotos de Yoko Ono (sorry, mas pra mim ela é sim relacionada a Beatles...hehehe)

Domingo! Contando as horas. Chega amiga querida. Vamos os três à caráter (lógico), e chegando ao Morumbi, nos deparamos com multidão paramentada com variedade incrível de camisetas do Paul, dos Beatles, do John, do George e pra minha felicidade também do Ringo! Uniforme oficial...

Estádio tomado, todos ansiosos. Por volta de 21:40h, surge Paul de terninho azul, num quê de Roberto Carlos. Seguindo o roteiro de POA, ele saudou a platéia em português e abriu o show com medley de “Venus and Mars/Rockshow’, seguida de “Jet”. Tudo muito vibrante. Muitos cantavam mas o que sobressaía era a ainda boa voz do Macca.

Aí veio a 1ª canção beatle, “All My Loving”, e a platéia entrou em êxtase! O público cantou junto do início ao fim. E seguiu assim durante todo o show – nas canções Beatle, o que mais se ouvia era a platéia cantando, e não o Macca. Se nos 60 os Beatles não eram ouvidos por culpa dos gritos histéricos, dessa vez a platéia queria era participar cantando junto com Paul todas as músicas beatle, a plenos pulmões. Emocionante.

Mas a carreira solo também encantou e divertiu o público. Ao longo do show foram 15 canções solo, cantaroladas por muitos (e confesso, até por mim em alguns momentos). Destaque para "Let Me Roll It" terminando com um trecho instrumental de "Foxy Lady" (de Jimmy Hendrix); "Dance Tonight", no bandolim, com direito a dancinha do baterista; "Mrs. Vandebilt", a famosa 'baladinha russa' ho-hey-ho; "Band on The Run", a mais clássica da fase Wings; "Let em In", a encantadora marcha que “tinha sabor de infância” pro namorado...

Ressalto ainda dois momentos solo: “Here Today”, anunciada em português “para o amigo John”. Raro momento de um Paul melancólico que deixa de lado as ‘silly love songs’ para jogar seus sentimentos explicitamente numa canção. Foi o momento mais silencioso da platéia no show. E a (literalmente) explosiva "Live and Let Die" – show de pirotecnia visualmente muito bonito! Todos impressionados! Mas no final dela Macca faz piada, meio que reclamando do barulho dos fogos...

Homenagem ao amigo George em “Something”, e na hora lembrei do primo blogueiro: Paul empunha um ukelele e começa uma versão muito interessante, pra no meio da música voltar a tocá-la no ritmo original. E como foi bonito ver as lágrimas da minha querida amiga, por saudades de George.

E Macca voltou a John, ao cantar A Day in The Life, que pra mim é uma das mais belas canções beatle. Fiquei imaginando como também seria maravilhoso ouvir John ao vivo.... e Paul emenda com trecho de Give Peace a Chance – que a plateia acompanhou empunhando balões brancos e continuou cantando sozinha! Naquele momento, era Paul que via e ouvia o show.

Num dos momentos mais divertidos, Paul pede pra “cantarem essa”, pra em seguida relembrar, fazendo graça, que “estão cantando todas mesmo”... e começa “Ob-La-Di, Ob-La-Da”! So cute! Todos pulando e cantando, felizes, “la-la-la-la how the life goes on”! Só mesmo um completo idiota pra colocar essa música numa lista das piores já feitas... Todos ali decididamente pensavam o contrário.

“Let it Be” com mil isqueiros e celulares por todos os cantos do estádio completamente lotado. Lágrimas contidas ao meu lado... por essa eu não esperava e como fiquei feliz ao saber disso. E a última música antes do bis, “Hey Jude”, com a sua marcante “na-na-na-na-na”... Pronto, minha vez de lágrimas. Engraçado, nunca foi minha canção preferida, mas foi só ali que veio tudo: me fez lembrar que desde os 13 anos sou mais feliz graças aos 4 cabeludos, que como o Luiz de POA, conheci ouvindo ao acaso no Rádio. Lembrei da guria que em 1993 queria ver o Paul e não podia... e agradeci muito por esses anos todos que os Beatles estiveram presentes na minha vida, e agradeci muito, muito, por estar ali, junto dos meus amores e amigos.

Bis com 6 músicas, só mesmo Paul. Sem mal descansar ou fazer intervalos, num pique invejável aos 68 anos. Ponto alto pra Get Back, seguida de Yesterday - e desta baladinha soft tivemos uma guinada radical pra estrondosa Helter Skelter! Paul hard rock! Confesso que senti um pouco de falta de mais gritos e agudos em HS - mas já eram quase 3 horas de show, seria injusto exigir mais. Encerrando com o medley de SgtPeppers e The End....a melhor mensagem, a melhor forma de encerrar um show maravilhoso, mágico, adorável: lembrar que amar engloba não só receber, mas também doar-se. Ele agradece a todos. Nós também.

Muito Obrigada, Paul !!!!

ps.1 A mesma linda chuva de papel picado verde e amarelo de POA, Macca serelepe correndo com as bandeiras brasileira e inglesa...e a novidade veio em forma de susto: já saindo do palco, ele leva um tombo e cai de bunda no chão, mas se levanta no mesmo instante - nada sofreu!

ps. 2. O estilo vegan de Paul não ficou restrito ao seu camarim. Até os ambulantes vendiam sanduíches vegetarianos!

ps.3. Fotos e texto feitos “with a little help from my friends”: Beatriz Bukowitz e Marcos Behrens – i love you more!


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Blog'n'Roll: Correspondente especial Experience no show do Macca no RS

Como havia prometido, as impressões do nosso correspondente especial em Porto Alegre, Luciano dos Santos, no show do Paul McCartney. Aí ao lado nosso amigo, tirando onda pertinho do palco! Valeu cara!



Anoiteceu em Porto Alegre! Ele apareceu, com aquele carisma que todos conhecemos: Sir Paul McCartney! Extrovertido e muito jovem, contrariando seus 68 anos. Aguardávamos ansiosamente sua chegada , marcada para às 21:00. Um pequeno atraso de 9 minutos, um pequeno suspense ! Ele entra no palco e a galera enlouquece. Paul não perde tempo e começa com Venus and Mars e Rock Show seguidas de Jet e All my Loving.

Pequena pausa nas músicas e Paul nos agracia, falando nosso idioma: “Oi! Tudo bem? Boa noite Porto Alegre! Boa noite Brasil!“ e continua “Esta noite vou falar em português, mas muito mais em inglês”, no seu muito bem humorado jeito Paul Mccartney, sorri para os fãs, que retribuem com milhares de sorrisos. E a espetacular performance do Macca continua com Drive my Car, Highway e Let me Roll It.

Vestido de terno roxo, camisa branca e calça preta sem esquecer o suspensório. Fashion! Logo precisou deixar de lado o terno, pois estava muito calor na noite portoalegresense. Não podemos esquecer também da banda, todos muito simpáticos, principalmente o batera, que fez uma coreografia muito bem humorada enquanto Paul tocava um solo.


Alternando entre rocks e baladas, tivemos My Love, onde Paul novamente nos agracia dizendo “Escrevi esta música para minha gatinha. Mas hoje ela é para todos os namorados”, em português! Casais abraçados , dançando , muito romantismo e muitos suspiros de emoção ao ver e ouvir o Beatle ao vivo, em solo gaúcho.

No instante em que Paul chegou não acreditei. Será mesmo verdade ? Ou é apenas um sonho? Tenho acompanhado a turnê por aí, em sites onde é possível encontrar os shows na íntegra, tanto áudio quanto áudio e vídeo. Não seria novidade, mas obviamente, é claro, sempre há novidades em ver ao vivo, ouvir ao vivo, alguém que transcende gerações, pois são mais de 50 anos de talento, dedicado a fãs do mundo inteiro, com músicas de falam de coisas boas da vida.

Voltando há uns 20 anos, quando comecei a gostar de Beatles, lembro que ouvia todo domingo das 7 as 8 numa rádio local de Porto Alegre, um programa chamado Beatlemania 99. Os locutores, veteranos fãs, rolavam as músicas e comentavam sobre elas. Comecei a gostar cada vez mais e me aprofundar no conhecimento sobre os Fab Four e aos poucos sobre cada um deles. Em 1997, comecei a gravar em fitas K-7 todo domingo, o referido programa citado. Em um ano gravei quase 50 K-7s! E assim continuei como bom fã, aprender cada vez mais , ouvir cada vez e adquirir CDs, DVDs, Livros, etc.

Com o mundo em rede, é cada vez mais acessível o conhecimento. Em 1990, não me ligava em outras coisas que não fosse Engenheiros do Hawaii, até perceber que na letra de “O Papa é Pop” havia “... e afinal o que é Rock’n’Roll ? Os óculos do John ou o olhar do Paul ?" Então, surge um fã! Me indaguei inúmeras vezes: “Bah, já pensou se o Paul viesse fazer um show em Porto Alegre?” Tão de repente, há pouco mais de 2 meses surge o boato, que se confirma : Paul fará show em Porto Alegre. Começa a euforia no dia 29 de setembro. Neste dia fiquei muito entusiasmado com a notícia.

Infelizmente, não consegui garantir meu ingresso no dia 7 de outubro, mas sempre há uma luz no fim do túnel. Na última semana meu irmão comprou 3 ingressos “Gramado Premium” que nos colocaria muito próximo do Paul, poucos metros nos separava. Lá estávamos nós. E o momento se aproximava. O sonho se realizou.

Continuando o set list na integra:
I’ve Just Seen a Face
– puxou nesta, do fundo do baú ! Ótima Performance!
And I Love Her - Romantismo

Blackbird – Bah, esta é sensacional, desceu uma Lua e depois a Terra.
Here Today – Bela homenagem a John, a galera foi a loucura e gritava: "John, John, John"
Dance Tonight – A galera acompanhava
Mrs Vandelbilt – o refrão atingiu muitos decibéis
Eleanor Rigby – Fiquei sabendo que havia uma senhora de 74 anos chamada Eleanor e aguardava ansiosa por esta canção.
Ram On – Não esperava por esta!
Something – Arrepiei ao ouvir esta música ao vivo. Uma bela homenagem ao nosso querido George Harrison.
Sing the Changes – Mais uma escolhida com carinho
Band on the Run - Nossa, esta então, viemos cantando direto no carro , na ida e na volta.
Ob-La-Di Ob-La-Da – é difícil, cara a galera curtiu todas as musicas, sem exceções.
Back in the USSR – A galera pulava, cantava, agitava, não foi fácil fotografar e filmar.
I’ve Got a Feeling – Esta me lembra o show no telhado da Apple, o Paul barbudo.
Paperback Writer, A Day in the Life/Give Peace a Chance, Let It Be – Esta cantei completa, muito emocionante.
Live and Let Die – Quem tava na grade, deve ter levado um baita susto com a explosão de fogos de artifício. Eu estava a poucos metros e me surpreendi.
Hey Jude – Emocionantemente linda, com direito a velas (no telão) e isqueiros.

No bis 1, Daytripper, Lady Madonna e Get Back. No bis 2, Yesterday, Helter Skelter, Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band e The End. Estes dois últimos bis foram um delírio total, não era pra menos, clássicas musicas dos Beatles eternizadas na voz de Paul. E nunca estiveram tão atuais quanto ontem. No final tivemos uma chuva de papel picado , nas cores verde e amarelo. Mais uma inesperada surpresa.

Um dia que está marcado na história de muita gente, de adolescentes aos veteranos. História que será contada em muitas gerações. Não apenas uma página, mas mais uma prova da importância dos Beatles, e nosso querido Sir Paul McCartney.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rock News: Paul McCartney autografa braço de fãs durante show em Porto Alegre


A espera acabou. Depois de 17 anos sem se apresentar no Brasil, o ex-beatle Paul McCartney deu fim ao longo jejum com um show de três horas de duração no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, na noite deste domingo (7). Já seria histórica apenas por ter sido esta a primeira performance de Paul em terras gaúchas, mas o cantor surpreendeu até mesmo sua própria equipe ao convidar duas meninas da plateia para subir ao palco próximo ao fim do show.

"Não me culpem. Cada uma quer um autógrafo no braço para que possam cobrir com uma tatuagem. Tragam-nas aqui", disse o músico para o até então incrédulo estádio. E sob os cerca de 50 mil olhares que lotavam o lugar, assim o fez.

Mas mesmo antes do momento insólito, Sir Paul McCartney já havia brindado o público com outras surpresas. Como quando entrou no palco, às 21h10, com a dobradinha "Venus and Mars/Rock show" seguida por "Jet", esta última do recém-relançado álbum "Band on the run", de 1974. Vestido com um paletó azul marinho, calça escura, camisa branca e suspensórios, Paul foi logo tratando de exibir seu bom português para pista, cadeiras, camarotes e arquibancadas: "Oi, tudo bem? Boa noite, Porto Alegre! Boa noite, Brasil!".

Durante todo o espetáculo, fez questão de tomar muito cuidado com o idioma, sempre caprichando na pronúncia das palavras. Anunciou boa parte das canções na língua local e repetiu com o público, de maneira bem humorada, o bordão "Ah! Eu sou gaúcho!". Ainda repetiria as expressões típicas "Bah, tchê!" e "trilegal" para delírio dos porto-alegrenses.

O repertório teve sucessos de todas as fases da carreira de McCartney, incluindo o pouco conhecido projeto Fireman, que mantém em parceria com o produtor Youth. Mas a predominância foi mesmo das canções dos Beatles, como "All my loving", "Hey Jude", "Yesterday", "Blackbird" e "Eleanor Rigby", entre outras -- ele já havia revelado ao apresentador Zeca Camargo que nunca incluiu tantas canções da ex-banda em seus shows como atualmente.

Apesar de velhas conhecidas, fez com que algumas das músicas parecessem especiais. "Será a primeira vez que toco esta no Brasil", disse antes de "O-bla-di, o-bla-da". Com ar nostálgico, revelou em "Paperback writer": "Esta guitarra foi a mesma utilizada para gravar a canção original".

Também não faltaram homenagens aos ex-companheiros John Lennon e George Harrison. Do primeiro, Paul tocou "A day in the life" e "Give peace a chance". Também canta "Here today", canção do álbum "Tug of war" composta em homenagem ao ex-beatle assassinado em dezembro de 1980. Já Harrison foi lembrado com "Something", embalada por imagens de arquivo no telão. O banquete para os beatlemaníacos estava completo.

Curioso é constatar como reage a plateia a cada canção do repertório clássico. São abraços, gritos, pulos, braços erguidos, sorrisos e lágrimas ao mesmo tempo. De gente de todas as idades. E isso faz refletir: que outro artista do showbizz ainda consegue provocar essa variedade de sensações?

Inteiro
Aos 68 anos, Paul McCartney mostra que está inteiro. Canta com uma energia que impressiona. Mesmo nas canções que mais exigem de sua garganta, ele pouco falha. Se entrega em todos os números como se estivesse começando a turnê agora. Além disso, consegue se revezar entre bandolim, baixo, guitarra, piano e ukelelê (uma espécie de cavaquinho) demonstrando intimidade com cada um deles.

A banda também é competente. Formada por Abe Laboriel Jr. (bateria), Brian Ray (baixo e guitarras), Rusty Anderson (guitarra) e Paul Wix Wickens (teclados), os músicos dão uma sonoridade de "garagem" a algumas das canções mais roqueiras do ex-beatle. Por outro lado, acertam nos timbres e nos arranjos econômicos para canções mais rebuscadas, como "My love" e "Live and let die".

Há apenas o mínimo de efeitos pirotécnicos e cênicos, o que é outro ponto positivo. Com o repertório que tem nas mãos, Paul McCartney só precisa de amplificadores e microfones. Aliás, este último item também se torna dispensável, uma vez que o público leva quase todo o show no gogó, junto com o ídolo.

Da estrutura do palco, o destaque são os dois gigantescos telões verticais de alta resolução que reproduzem imagens de Paul McCartney e da banda do tamanho de um prédio de 5 andares. Em shows realizados em estádios, tal recurso torna-se grande aliado.

Veja o setlist completo da apresentação de Paul McCartney em Porto Alegre:

1- "Venus And Mars/Rock show"
2- "Jet"
3- "All my loving"
4- "Letting go"
5- "Drive my car"
6- "Highway"
7- "Let me roll it / Foxy lady"
8- "The long and winding road"
9- "Nineteen hundred and eighty-five"
10- "Let 'em in"
11- "My love"
12 - "I've just seen a face"
13- "And I love her"
14- "Blackbird"
15- "Here today"
16- "Dance tonight"
17- "Mrs. Vandebilt"
18- "Eleanor Rigby"
19- "Something"
20- "Sing the changes"
21- "Band on the run"
22- "Ob-la-di, ob-la-da"
23- "Back in the U.S.S.R."
24- "I've got a feeling"
25- "Paperback writer"
26- "A day in the life / Give peace a chance"
27- "Let it be"
28- "Live and let die"
29- "Hey Jude"

Bis 1:
30- "Day tripper"
31- "Lady Madonna"
32- "Get back"

Bis 2:
33- "Yesterday"
34- "Helter skelter"
35- "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Reprise)"
36- "The end"
fonte: G1


Em breve a resenha do enviado especial Experience ao show do Macca! Aguardem!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Rock News: Noel Gallagher é comparado a McCartney, Lennon e Young

Alan McGee, uma das pessoas mais influentes e respeitadas da música britânica nas últimas décadas e descobridor de bandas como Oasis e PRIMAL SCREAM, disse que está bem animado com o rascunho do que será o álbum solo de Noel Gallagher, ex-líder da banda Oasis. Na edição de hoje do The Sun, McGee falou que está impressionado com as demos de Noel.

"Ouvi as demos. São geniais. Para mim, esse cara é um McCartney, um Lennon, um Neil Young. Ele é um dos melhores". Alan inclusive aposta que Noel é o substituto natural de Paul e comparou algumas canções com o que ele já escreveu de melhor dentro do Oasis.

"Quando McCartney parar, a coroa ficará com Noel, não é? Tem pelo menos três músicas nas demos – que não citarei nomes, pois não sou seu manager – que estão no nível de 'Don’t Look Back in Anger' e 'Live Forever'. Ele está fazendo isso de novo", acrescentou.
fonte: Whiplash


Hahahahahah! Tem também aquela do papagaio...