sábado, 6 de fevereiro de 2010

Rock News: Keith Richards vai ganhar documentário dirigido por Johnny Depp

A afirmação foi dada pelo próprio Johnny Depp que está na cidade sérvia de Drvengrad. “Enquanto estou aqui, meu editor tem trabalhado em quilômetros de arquivos com imagens de shows de Keith.

Fiquei sensibilizado pelo fato dele ter concordado em se mostrar diante das minhas câmeras”, declarou Depp ao site do semanário musical britânico ‘New Musical Express’. Depp revelou também que vai começar a trabalhar no projeto já na próxima semana.

Essa não é a primeira vez que os dois trabalham juntos. Em “Piratas do Caribe”, o guitarrista interpretou o pai de Jack Sparrow, vivido por Depp. Essa também não será a primeira vez que Johnny Depp vai dirigir um filme. O ator mostrou seus dotes de diretor no longa-metragem “O bravo”, de 1993. O filme conta com o próprio Johnny Depp e Marlon Brando no elenco.
fonte: Eldorado


Taí um casamento maneiro e um documentário que tem tudo pra ser interessante, tanto pelo personagem como pelo diretor.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Rock News: Filho de Paul McCartney anuncia primeira turnê britânica

James, filho do ex-Beatle Paul McCartney, fará pela primeira vez uma turnê britânica no fim deste mês, informou a revista de música "NME" nesta quarta-feira (3). Aos 32 anos, o filho de McCartney com sua primeira mulher, Linda, que morreu em 1998, passou a maior parte dos últimos dois anos trabalhando em seu álbum de estreia, mas ainda não anunciou a data de divulgação.

"A música foi inspirada em The Beatles, Nirvana, The Cure, PJ Harvey, Radiohead -- e em toda boa música", afirmou ele.

"É basicamente rock'n'roll, clean-sounding e vocal. As palavras no álbum referem-se a espiritualidade, amor, família, e muitas outras coisas. Escrevi as músicas por um período de mais de 10 anos."

A turnê começa dia 25 de fevereiro em Liverpool, berço dos Beatles, e termina dia 20 de março em Cardiff.
fonte: G1


Gostei não... Dá uma olhada e me diz o que achou.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Hoje no Rock: O Dia em que a Música morreu

Assim ficou conhecido o dia 3 de fevereiro quando, há exatos 51 anos, um acidente aeronáutico vitimou Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper Richardson, 3 dos maiores nomes da primeira geração do rock and roll.

Eles participavam de uma turnê chamada "The Winter Dance Party", que envolvia 24 cidades ao longo do meio-oeste americano. Eles estavam em Clear Lake, no estado do Iowa e precisam estar no dia seguinte em Moorhead, Minnesota para o show seguinte. Holly então alugou um monomotor Beechcraft Bonanza, de 4 lugares (contando o piloto), para levá-lo com sua banda até a próxima parada.

Buddy tinha uma banda com mais 2 pessoas, o que não deixava nenhum acento vazio. Big Bopper, que recuperava-se de uma gripe, pediu entao que um dos membros da banda cedesse seu lugar, o que o baixista Waylon Jennings aceitou.

Já era hora de partir quando Ritchie Valens soube do vôo e implorou por um lugar. Mas o guitarrista Tommy Allsup não queria desistir fácil dele. Resolveram então tirar no cara ou coroa e Valens ganhou.

Nevava, era madrugada e o piloto era inexperiente nessas condições. Logo após decolar, o Bonanza caiu em uma plantação distante menos de 10km do aeroporto. Todos os integrantes morreram instantaneamente

A comoção provocada foi imensa em todo o mundo da música. Em 1988 fãs do Winsconsin ergueram um memorial no local da queda (foto lá em cima). Em 1987 o filme La Bamba contou a história de Ritchie e do acidente, mas o maior monumento foi a composição de Don McLean de 1972, American Pie, onde ele fala The Day the Music Died. Taí pra vocês...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Rock News: Clássico do The Who remixado por Will.i.am traz participação de Slash

Um dos maiores clássicos da banda inglesa The Who, a música “My Generation”, ganhou uma versão remixada pelo cantor e produtor Will.i.am, do grupo Black Eyed Peas, com participação especial do guitarrista Slash.

A versão remix de “My Generation” será lançada durante a apresentação que Roger Daltrey (voz) e Pete Townshend (guitarra) - integrantes remanescentes do The Who - farão no próximo dia 07 de fevereiro na final do campeonato de futebol americano Super Bowl XLIV, em Miami.

A música estará à venda em formato digital e a renda obtida será revertida para as vítimas do terremoto no Haiti.

“Adorava essa música muito antes da idéia surgir”, comentou Will.i.am em entrevista à Rolling Stone. “E falar com Pete me fez pensar: ‘Como assim? Eu, falando com Pete Townshend ao telefone?’ Esses caras são realmente demais”.
fonte: Rock Online


Bom, diante da notícia, 3 conclusões:
1 - Não ouvi e não gostei.
2 - Pete Townsend prova que realmente é surdo.
3 - Associar a venda de um single como esse para "ajudar as vítimas do Haiti" é de um oportunismo descarado! Você não precisa comprar essa porcaria, tem muitas outras formas de ajudar. Clique aqui e veja um exemplo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dummy 2010: Os Vencedores!

Chega ao final mais uma edição do Dummy, o troféu aos melhores que passaram pelo Experience no ano anterior. Em 2009 foram 5 categorias, com votações apertadas e até mesmo empate. Confira abaixo os vencedores.

Melhor CD: Bob Dylan, Together Through Life
Com 40% dos votos, Bob provou que tem vitalidade para muitos anos ainda. Inspirado na obra de Larry Brown, Big Bad Love, Dylan passeia por histórias de bebibas, cigarros e abandono. A crítica não curtiu, mas a galera do Experience adorou.




Melhor CD Live: Eric Clapton e Steve Winwood, At Madison Square Garden
Votação mais folgada entre todas as categorias, o reencontro entre Eric Clapton e Steve Winwood arrebatou 50% dos votos. Uma seleção primorosa, relembrando os tempos do Blind Faith, essa era barbada!


Melhor Show: ACDC e Beirut
Primeiro empate nas enquetes, fãs do peso do ACDC e do folk do Beirut passaram juntinhos na linha de chegada. Cada um teve 42% dos votos. A surpresa para mim foi a baixa votação do Kiss, banda que tradicionalmente tem muitos seguidores.



Maior perda do ano: Les Paul e Zé Rodrix
Novo empate, desta vez com 32% dos votos, o inventor da Les Paul e o músico brasileiro Zé Rodrix levaram o Dummy, desbancando o rei do Pop, Michael Jackson, que domina a mídia, mas não se criou no nosso Blog. Menção honrosa para Rodrix, primeiro músico brasileiro agraciado com o Dummy.


Destaque do Ano: Beirut
Bicampeão do prêmio de Destaque do Ano, Zach Condon contou com uma turnê em terras brasileiras que passou por 4 cidades e com o lançamento do EP duplo March of Zapotec. O disco não foi bem votado, e o Dummy de melhor show foi dividido com o ACDC, mas a galera considerou a força e votou nele para destaque, seguido de perto pelo mesmo ACDC. E eu não tenho nada com isso ein!


Obrigado a todos os leitores e votantes! Vamos acompanhando o blog porque os candidatos para 2011 já estão pintando por aqui. Até lá!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Show de Horrores: Y No

Algumas expressões da língua portuguesa foram cunhadas ao longo do tempo pela sabedoria popular. Cor de burro quando foge, domingo pé de cachimbo e escarrado e cuspido são algumas delas. Outra bastante usada é "tem japonês no samba" quando alguém quer dizer que algo está muito mal feito. Neste caso, ela pode ser usada literalmente.

Outra coisa interessante é ler em algum site a expressão "a última moda na internet". Foi assim com a Susan Boyle e a surpresa foi a melhor possível, o que não se pode dizer deste último caso. a banda Y-No é um grupo de japoneses tocando pagode (do pior tipo possível). Imagina o Alexandre Pires (que já é péssimo) cantando com sotaque japonês... Conseguiu?

Voltando às expressões, se melhorar, estraga!



E aqui, um japonês que eu gosto mais! hahaha

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Rock News: Baterista dos Rolling Stones renega Beatles e Elvis Presley

O baterista dos Rolling Sones, Charlie Watts, declarou a um jornal austríaco que nunca gostou de Elvis Presley e dos Beatles. As informações são do site “Spinner”.

“Nunca fui fã dos Beatles. Do Ringo sim, mas não da música. E sempre detestei Elvis Presley. Ele seria o último artista a me inspirar. Miles Davis e Fats Domino, sim, mas Elvis, não”, declarou o músico.

Com uma assustadora sinceridade, o lendário baterista também afirmou que não se incomodaria se os Stones parassem de tocar. “Honestamente, não daria a mínima se isso acontecesse. Jazz é a minha paixão. É a música que realmente quero tocar. Os Stones são meramente um passatempo inconveniente”, revelou.

Watts atualmente faz uma série de concertos na Áustria, com a banda de blues e jazz The ABC&D of Boogie Woogie — assim chamada por causa das iniciais dos integrantes Axel Zwingenberger, Ben Waters, o próprio Charlie Watts e Dave Green.

Entretanto, o promoter da trunê, Will Turk, garante que os Rolling Stones voltarão em breve. “Os shows do The ABC&D só são possíveis porque os Stones estão dando um tempo. Quando Mick Jagger chama, Charlie está sempre pronto”, disse.
fonte: G1


Com a palavra, Ayrton Jr!

Review: John, por Cinthya Lennon

Sempre digo que é muito importante separarmos o autor de sua obra, para que qualquer análise aconteça de forma minimamente isenta. Claro que tudo que um artista vive acaba refletindo em sua obra, mas há casos em que o que vemos é justamente o oposto. É o caso de John Lennon, um dos mais incensados ícones do rock. Falar mal dele aqui é certeza de emails mal criados e comentários amargos no blog. A essas pessoas, não recomendo o livro em questão.

O fato é que nós nos acostumamos a conhecer a história de Lennon a partir da versão contada por sua segunda esposa, Yoko Ono. Pela primeira vez, Cinthya resolveu abrir seu baú de memórias e expor o lado humano da lenda. E isso com certeza poderá chocar alguns fãs mais xiitas. Sempre tida como a "namorada adolescente", Cinthya mostra que ela viveu o auge da beatlemania e pagou o preço por ter sido namorada e esposa de John. Aliás, conta como Brian Epstein a aconselhou a esconder-se, alegando que seria melhor para a imagem da banda se todos fossem solteiros.

O baú também expoe o lado instável de John, que oscilava entre momentos carinhosos e violentos, tendo chegado a agredir Cinthya fisicamente. Escancara também sua relação com a família, sobretudo com Tia Mimi e sua criação autoritária. Os Beatles tem destaque no livro, assim como a relação entre John e Paul, descrita por ela como muito próxima, mesmo depois do fim da banda.

Claro que o destaque é para o fim do seu casamento e o envolvimento de John com Yoko e todos os problemas gerados por isso. Um lado pouco nobre de Yoko também é exposto, o que vai gerar a ira de alguns e júbilo de outros. Julian também recebe atenção especial, assim como Sean, May Pang e os anos seguintes à morte de John. Aliás, vem de Julian uma das frases mais marcantes do livro, quando ele pergunta a mãe "por que papai pede que as pessoas vivam em paz e é tão violento comigo?".

O fato é que é obra indispensável, simplesmente por ser um lado da história que até então não havia sido ouvido. Yoko Ono promete para breve sua versão da história. Será que um dia teremos uma versão definitiva? Duvido. Lennon deixou de ser uma história e passou a ser simplesmente uma lenda.

Rock News: Metallica marca volta ao Brasil com clássicos e pirotecnia em Porto Alegre

O primeiro show da banda norte-americana Metallica em seu retorno ao Brasil após quase 11 anos reuniu mais de 20 mil pessoas no Parque Condor, em Porto Alegre. Em pouco mais de duas horas de espetáculo, a banda mostrou porque é o principal nome na história do thrash metal.

Anteriormente agendado para o estádio do São José, o local foi alterado devido a problemas de regularização junto ao Corpo de Bombeiros. A chuva que caiu no início da tarde em Porto Alegre parou antes da abertura dos portões, às 17 horas, mas deixou de herança ao público um lamaçal que acompanharia todos os fãs durante a noite de quinta-feira.

Quem não conhecia ficou impressionado com a Hibria, banda local que abriu a noite do metal em Porto Alegre. Com turnês pela Ásia, Europa e América do Norte no currículo, o quinteto mostrou porque está consolidando seu nome no cenário do metal internacional. Nos exatos 45 minutos entre a abertura com “Tiger punch” e o encerramento com “Steel lord on wheels”, a banda despejou um power metal vigoroso, deixando o palco ovacionada pelo público já aquecido para a atração principal.

Às 21h50, o silêncio recheado de expectativa foi quebrado subitamente pela projeção no telão de uma cena do clássico faroeste “O bom, o mau e o feio”, e sua trilha “The ecstasy of gold”, que costuma abrir os shows da banda. James Hetfield (vocal e guitarra), Kirk Hammett (guitarra), Robert Trujillo (baixo) e Lars Ulrich (bateria), os quatro aguardados cavaleiros do apocalipse, entraram no palco e deixaram o público em ebulição imediata, abrindo o setlist com “Creeping death” – a exemplo dos shows anteriores da World Magnetic Tour no continente. Na seqüência, outra clássica, “For whom the bell tolls”. Quando ninguém mais esperava por outra do disco “Ride the lightning”, de 1984, a própria faixa-título foi executada – uma raridade nos shows da banda.

A seguir, como um maestro diante de milhares pessoas hipnotizadas, o vocalista James Hetfield invocou uma celebração que pegou a todos de surpresa. Queria que todos comemorassem ao máximo esta, que seria a primeira passagem do Metallica por Porto Alegre. Aparentemente, o show de 1999 no Jóquei Clube da cidade não ficou em sua memória. Mas o show seguiu, petardo após petardo. “The memory remains”, do álbum “Reload” foi a próxima, e colocou todo o público para cantar. A seguir, “Fade to black”, outra que jamais faltaria. Então, o quarteto abriu alas para apresentar as novas músicas, do disco “Death magnetic”, lançado em 2008.

A escolha do repertório deixou muito clara uma tentativa de aproximação entre o trabalho mais recente e a fase clássica dos anos 80, quando o Metallica moldou o gênero e se transformou no maior expoente mundial do thrash metal. Também fica óbvio o objetivo de esquecer o período conturbado que quase pôs fim à banda, após a saída do baixista Jason Newsted em 2001. Nenhuma faixa do disco St. Anger, de 2003, foi executada. Visto com restrições pela maior parte dos fãs, tal trabalho virou marco de um período de dificuldades e reconstrução. Tanto a banda quanto o público sabem disso, e tal ausência não foi sentida.

“That was just your life”, “The end of the line” e “The day that never comes” foram tocadas na sequência, com o público cantando junto e mostrando que o novo material está definitivamente aprovado. Então James perguntou se sua audiência queria peso. Com a resposta positiva, o quarteto tirou da manga o que possui de sobra: clássicos. “Sad but true”, “Master of puppets” e “Battery”, intercaladas pela recente e já consagrada “Cyanide” trouxeram o Parque Condor abaixo. Entre elas, a épica “One” abusou da pirotecnia, com chamas, sons de bombardeio e fogos de artifício sincronizados à música sendo lançados de trás do palco.

Para acalmar os ânimos, chegou a vez de “Nothing else matters”, seguida por outra do histórico disco preto de 1991, “Enter Sandman”. Após essa – talvez a música mais emblemática da banda para o grande público – o palco foi abandonado. Seria o fim?

Todos sabiam que não. Na escuridão do palco, o guitarrista Kirk Hammett puxou o riff de “The frayed ends of sanity”, outra de rara execução. Apesar do fiel coro dos fãs, que demonstravam conhecer cada detalhe das canções mais obscuras, a escolha para abrir o retorno da banda ao palco foi a cover de Misfits, “Die, die my darling”. Então, um álbum que ainda não havia sido devidamente contemplado, veio à tona para tranquilizar os mais exigentes. Para quem conheceu o Metallica já no disco “Kill ‘em all”, de 1983, o presente chegou com “Phantomlord”, mais uma música que há décadas não era garantida no repertório.

O público sabia que viria mais, e “Seek and destroy” foi o grito uniforme nos últimos momentos da noite. James Hetfield voltou a celebrar a grande estreia do Metallica em Porto Alegre. “Como é nossa primeira vez aqui, vamos tocar algo simples, mas pesado”. Ao fundo, um Hammett constrangido acenava para o público mostrando os dois dedos, talvez confirmando que lembrava de 1999. Sem problemas: “Seek and destroy” veio, e todos ficaram satisfeitos. Para os fãs que sempre querem mais, o riff de “Wasting my hate” foi executado. Mas só uma vez, e tudo se acabou. Assim, “Load”, disco de 1996, também ficou órfão.

Já com o show finalizado, um membro da equipe da banda é alvo de tortadas e abraços. James explica tratar-se do “presidente do Metallica”, Zach Harmon, o homem por trás das cortinas. Palhetas e baquetas lançadas ao público, Trujillo e Hammett agradecem em português, e Lars chega para consertar as coisas. “Ei, só eu acho que não devemos esperar mais onze anos para tocar aqui em Porto Alegre?” O público concorda.

O quarteto vai embora para São Paulo, que o aguarda para dois shows, sábado (30) e domingo (31). Se James esqueceu 1999, pode também esquecer 2010. Os fãs de diversas partes do Brasil que estiveram em Porto Alegre nesta noite de quinta-feira o perdoam, não se importam, e não esquecerão.

Setlist

Creeping death
For whom the bell tolls
Ride the lightning
The memory remains
Fade to black
That was just your life
The end of the line
The day that never comes
Sad but true
Cyanide
One
Master of puppets
Battery
Nothing else matters
Enter Sandman

Die, die, my darling
Phantomlord
Seek and destroy
fonte: G1


Finalmente o G1 publica uma boa resenha sobre um show no Brasil, contendo até mesmo o set list. Bom começo para 2010 e já candidato ao Dummy 2011!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Dummy 2010: Faltam poucos dias!

Tá chegando a hora de conhecer o resultado da votação dos melhores do Experience no finado ano de 2009. Concorrentes em cinco categorias disputam o Dummy e a votação se encerra no domingo. Portanto, se você ainda não deu seu voto, ainda há tempo! Confira aqui os indicados e vote nos formulários aí do lado direito.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Rock News: The Who tocará medley com sucessos no Super Bowl

Trechos de "Pinball wizard" "Who are you" "Baba O'Riley" e "Won't get fooled again" serão costurados em um grande medley durante a apresentação do The Who no intervalo do Super Bowl, a esperada final da liga de futebol americano dos EUA. O setlist foi confrmado pelo compositor e guitarrista Pete Townshend à revista “Billboard”.

“Funciona quase como uma saga. Muito do que fazemos tem esse caráter festivo. Procuramos sempre escolher um repertório que permita ao público ficar um pouco selvagem, se quiser. Espero que a gente consiga atingir este ponto”, declarou Townshend à publicação.

A final do Super Bowl XLIV, entre o Indianápolis Colts e o New Orleans Saints será disputada num domingo, 7 de fevereiro, no Sun Life Stadium, em Miami. A partida será televisionada nos Estados Unidos pela rede de TV CBS.
fonte: G1


A notícia não fala em Roger Daltrey... Até onde eu sei ele estava em turnê solo, o que fez com que uma nova tour do Who não saisse do papel. Mas sendo o Super Bowl, a grana compensa!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Rock News: Paul McCartney - disco de graça junto com jornal Daily Mail

Um novo álbum ao vivo de Paul McCartney, gravado na Amoeba Music, loja de discos independentes em Los Angeles, saiu de graça para quem comprou a edição deste domingo (17) do jornal britânico Daily Mail.

Não se sabe o tipo de acordo feito entre o músico e a empresa jornalística, visto que Paul não costuma dar presentes aos fãs. O show em questão ocorreu em junho de 2007, na loja de discos Amoeba, em Hollywood.

O concerto rendeu um disco com duas faixas indicada ao Grammy - "I Saw Her Standing There" (melhor vocal solo de rock) e "That Was Me" (melhor vocal de pop), além de "Only Mama Knows", "C Moon", "Drive My Car", "Dance Tonight", "Blackbird", "Here Today", "Back in the USSR", "Get Back", "Hey Jude" e "Lady Madonna".


O show na Amoeba não aparece na íntegra, ficaram de fora, ainda, as faixas "The Long and Winding Road", "I'll Follow the Sun", "Calico Sky", "Nod Your Head", "House of Wax", "I've Got A Feeling", "Matchbox" e "Let It Be".
fonte: Whiplash

Ouvi e achei maneirinho, mesmo que sejam apenas 4 músicas. Curioso? Clique lá na capa e confira no bom e velho 4Shared! Se alguém descolar o show completo, é só mandar o link que eu posto.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Review: Ringo Starr, Y Not

Uma coisa que sempre me deixa profundamente incomodado é a má vontade que muita gente (incluindo músicos) tem com o bom e velho Richard Starkey. E pode incluir aí neste balaio boa parte da mídia que nunca deu merecida importância à sua carreira solo. Bom, eu dou!

Ringo vem tendo uma carreira bastante produtiva, sobretudo nos últimos anos. Lançou há apenas 2 o nostálgico Liverpool 8 e agora chega com Y Not, que marca tambám sua estréia como produtor musical. O cedê conta ainda com as participações de Joe Walsh e, claro, de Paul McCartney que participa na balada Walk With You. Destaque também para Fill in the Blanks e Peace Dream.

Na minha opinião, o maior mérito do Ringo é justamente conservar a sonoridade beatle. Cada faixa traz um efeito deja vu, as músicas soam familiares. Muitos podem considerar isso repetitivo, mas para mim, ele é apenas fiel às suas raizes no rock and roll, sem invencionices. É como se fosse uma espécie de Erasmo Carlos britânico.

Portanto caros leitores (e prima), deem atenção ao Tio Ringo. Y Not vale a audição, descompromissada e divertida, com ares de infância para quem tem a minha faixa de idade, de retrospectiva para os mais velhos e, espero, de descoberta pra molecada. Pinta o primeiro candidato ao Dummy de melhor CD de 2011! Por que não?


Rock News: Dois integrantes de banda inglesa de death metal morrem afogados em Aracaju

Dois integrantes, de 18 e 21 anos, da banda de rock inglesa After Death morreram afogados, nesta quinta-feira (21), em Aracaju, informou o Corpo de Bombeiros.

Um corpo já foi encontrado, mas, segundo o Instituto Médico Legal (IML), permanece sem identificação oficial. Os bombeiros ainda buscam o corpo do músico desaparecido.


De acordo com o Corpo de Bombeiros, um dos jovens entrou no mar e começou a se afogar. O outro se afogou ao tentar salvar o colega. As vítimas seriam, ainda segundo os bombeiros, o guitarrista Leon Villalba e o baixistaTimothy Kennely.

A After Death é um quinteto de death metal - vertente mais sombria do heavy metal - criado em Londres em 2005 por um grupo de amigos de colégio que incluía Villalba. O baixista Tim Kennelly só foi recrutado recentemente para a banda. Em maio de 2009 o grupo lançou o EP "Eulogy".

Turnê no país
A banda está no Brasil desde 14 de janeiro para participar da turnê Master of Hate Tour 2010, que reúne ainda as bandas de death metal Master, dos EUA, e a brasileira Predator. Eles têm um show marcado em Aracaju para esta sexta-feira (22).

Na página do After Death no site MySpace há shows marcados no país até pelo menos o fim do mês de fevereiro. Até a conclusão deste texto, a banda ainda não havia se pronunciado sobre o acidente com os integrantes em Sergipe.
fonte: G1


Pode ser humor negro... mas isso dá um enredo ótimo pra uma piada pronta.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Blog on The Top: Owner of a Lonely Heart

Yes
Owner of a Lonely Heart
(EUA - 1983)
Apesar de ter sido um dos grandes nomes do Prog Rock dos anos 70, o Yes encontrou seu maior hit após uma guinada em direção ao pop dos anos 80 com Owner of a Lonely Heart, do álbum 90125.

Owner foi escrita pelo guitarrista Trevor Rabin, que na época havia entrado recentemente na banda. Segundo fontes, a banda nessa altura iria chamar-se Cinema, mas já existia uma com esse nome. Como a maior parte dos membros era do Yes clássico, separado desde 1980, resolveram voltar a adotar este nome. E é daí que vem a fúria de muitos fãs.

Acontece que muitos acharam um sacrilégio o Yes abandonar sua linha progressiva em favor de uma mais comercial. Talvez o erro tenha sido manter o mesmo nome na banda, com um projeto diferente. Mas olhando agora, com 26 anos de intervalo, Owner não deve tanto assim ao período progressivo. Posso estar sendo passional (cresci nos anos 80), mas também ouvi muito Yes clássico quando era moleque.

Melhor ou pior, o fato é que foi a única música do Yes a alcançar o número 1, seja nos EUA ou na Inglaterra. A faixa inaugurou também a era dos clips para a banda, tocando incessantementena MTV americana (lá embaixo, no iutubiu). Sobre o que trata? Bem, em linhas gerais, é mais ou menos o "antes só que mal acompanhado", mas o clip vai além, numa viagem sobre os medos que afligem o ser humano. Outra curiosidade é o nome do álbum, 90125, que é o número de catálogo que a Atlantic Records deu para ele.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Rock News: Guitarra digital não tem cordas

O designer e engenheiro de softwares australiano que se chama apenas por Michael criou e acaba de patentear a Misa Digital Guitar. Trata-se de uma guitarra que não possui cordas, e é tocada pela tela de toques que existe no corpo da guitarra, enquanto o guitarrista digital monta os acordes no braço.

A principal ideia é que, pela mão direita, o músico controle o som de forma geral, como volume e agressividade da palhetada virtual. Ela roda com
Linux, mas por ser compatível com o formato de som MIDI, ela pode ser utilizada com todos os principais sistemas operacionais, como Windows e Mac. Além de computadores, a guitarra pode ser ligada a sintetizadores e sampleadores. A guitarra digital estará disponível em preto e branco, mas ainda não teve o preço divulgado.
fonte: PEGN


Fala sério...

Review: Aconteceu em Woodstock, de Elliot Tiber

Que foi uma loucura todo mundo sabe. Que tocaram os melhores músicos e bandas da época também. Mas se você está procurando um livro que conta em detalhes os bastidores dos shows, melhor procurar uma outra publicação. Sim você está certo, o autor Elliot Tiber estava na equipe que organizou o mais famoso festival da história, mas ele mal fala dos shows ou das bandas, assim como do evento em si.

Estão lá também o idealizador Mike Lang e o fazendeiro Max Yasgur, que alugou sua fazenda para que o festival acontecesse. Entretanto, neste Aconteceu em Woodstock, Elliot descreve muito mais sua decadente vida a frente de um hotel à beira da falência, vivendo com os pais idosos e escondendo de todos a sua homossexualidade. Aliás, sobre esse tema não faltam detalhes, alguns muito bem descritos... mas vamos adiante.

Se você ler este livro aceitando que o Festival de Woodstock e as cidades de Bethel e Whitelake são apenas o cenário para a história, vai curtir muito mais seu conteúdo. Confesso que fiquei decepcionado quando notei que o nome do livro não dizia respeito ao show, mas realmente Elliot Tiber conta o que aconteceu em Woodstock... na sua vida pessoal.

A partir deste prisma a história flui e a gente sente como o movimento hippie mudou as pessoas naquele momento da história. Ang Lee gostou e o livro virou filme (que ainda não vi). Vale uma olhada.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rock News: Ringo Starr - Nem pensando em escrever um livro de memórias

Ringo Starr, lendário baterista dos Beatles, se recusa a escrever sua autobiografia, insistindo em dizer que os editores só se interessariam pelo livro se ele incluísse histórias sobre John Lennon.

O baterista dos Fab Four - cujo nome real é Richard Starkey - completará 70 anos de idade no dia 10 de julho deste ano, mas essa data não será marcada por lembranças de fatos da sua vida para um livro de memórias.

Diz ele: "eu não tenho intenção nenhuma, nunca, de escrever um livro. As pessoas me oferecerão dinheiro desde que eu diga a eles como John Lennon era de verdade. Eu poderia escrever 12 volumes sobre a minha vida antes mesmo de entrar para a banda. Eu vivi muito mais além disso, mas é só sobre isso que eles querem saber."

Mas Starr insiste que os fãs podem ter um acesso à sua vida ouvindo suas canções: "pra mim é melhor compor uma música do que escrever um livro. Em duas linhas eu digo o que me tomaria cinco páginas."
fonte: Whiplash


Putz, mandou bem! Esse é o Ringão! Tenho uma prima que vai adorar esse post.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Rock News: Sony vai lançar álbum novo de Jimi Hendrix

Os fãs de Jimi Hendrix poderão ouvir cerca de uma hora de música inédita de seu herói quando a família do guitarrista e o Sony Commercial Music Group lançarem um álbum "novo" dele, em 8 de março. "Valleys of Neptune" traz gravações de estúdio que datam de 1969, o ano anterior à morte de Hendrix, aos 27 anos de idade, em Londres.

"Meu irmão Jimi se sentia em casa no estúdio", disse Janie Hendrix, diretora da empresa familiar Experience Hendrix LCC, criada para proteger um legado avaliado em dezenas de milhões de dólares.

"'Valleys of Neptune' mostra sua maestria no processo de gravação e revela que ele foi tão ímpar como inovador em gravações quanto como guitarrista. Seu brilho é evidente em cada uma dessas faixas preciosas", acrescentou.

O álbum terá várias canções que já são conhecidas dos fãs mais inveterados do guitarrista graças a gravações pirateadas, mas também haverá mais de 60 minutos de música de Hendrix até agora inédita.

"Valleys of Neptune" vai incluir covers do clássico "Bleeding heart", de Elmore James, e "Sunshine of your love", do Cream, além de versões de composições originais de Hendrix como "Ships passing through the night" e "Lullaby for the summer".

O disco faz parte de uma onda de relançamentos de música de Jimi Hendrix. Novas edições de "Are you experienced?", "Axis: Bold as love", "Electric Ladyland" e "First rays of the new rising sun" vão todas sair no mesmo dia.

Janie Hendrix disse ao jornal LA Times que os herdeiros do guitarrista têm material suficiente para "uma década" de novos lançamentos, tanto musicais quanto em vídeo.
fonte: G1


Hendrix teve uma curta, porém muito bem documentada carreira. Toda hora pipocam lançamentos saídos de seu baú sem fundo, mas pela primeira vez o material parece realmente interessante. Depois do dia 8 de março, aqui.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Hoje no Rock: Rock in Rio, 25 anos

Hoje a primeira (e vamos combinar, a única) ediçao do Rock In Rio, completa 25 anos. Lembro bem da excitação da época e dos boatos, incluindo uma profecia de Nostradamus. O G1 preparou esta lista com 10 curiosidades bem legais. Taí pra voces!

No dia 11 de janeiro de 1985, os portões da Cidade do Rock se abriram para fazer história, inaugurando a era dos megafestivais de música pop no Brasil.

Há 25 anos, por dez dias, o Rock in Rio reuniu 29 artistas e 1,38 milhão de pessoas vibrando com o metal do Iron Maiden, se emocionando com James Taylor e quase nadando na lama nos dias mais chuvosos. As contas gastronômicas ajudam a dar a dimensão do evento – foram consumidos 1,2 milhão de sanduícules, 33 mil pizzas e 1,6 litros de cerveja, chope e refrigerante.

Além dos dados, nem todo mundo conhece outras histórias por trás do Rock in Rio, e o G1 selecionou alguns dos momentos mais curiosos do livro “Metendo o pé na lama”, escrito pelo diretor de arte Cid Castro, funcionário de Roberto Medina e criador da logomarca do festival. Confira abaixo dez curiosidades sobre o Rock in Rio I:

1 - Nostradamus x Bola - Circulavam boatos na época de que uma profecia de Nostradamus diria que um festival na América do Sul acabaria em tragédia. Para combater os rumores, a organização contratou um astrólogo, chamado Bola, para fazer o mapa astral do Rock in Rio. Ele disse que seria um festival tranquilo e acertou em cheio os resultados, até nos pontos baixos (falta de lucro e mau tempo).

2 - Era uma vez um pântano - A Cidade do Rock, arrendada em um campo ao lado do Autódromo de Jacarepaguá, levou três meses só para ter a base pronta. Em novembro de 1984, o pântano de 85 mil metros quadrados havia se transformado em uma área urbanizada com ruas, saneamento, área de lazer e heliporto. Foram necessários 55 mil caminhões de terra para adubar o aterro.

3 - Apostando tudo - Os potenciais patrocinadores do festival avisaram que só entrariam com o dinheiro depois que 50% das atrações internacionais estivessem confirmadas. Sem dinheiro para começar os trabalhos, Roberto Medina teve que dar o prédio de sete andares da agência Artplan como garantia para um empréstimo bancário.

4 - 'Paitrocínio' - O festival quase não aconteceu por falta de atrações. Apesar da experiência da Artplan, que já realizara shows de artistas como Barry White, Julio Iglesias e a apresentação lotada de Frank Sinatra no Maracanã com 160 ml pessoas, Roberto Medina passou 40 dias em Nova York correndo atrás de artistas, sem sucesso. Só depois da intervenção de seu pai Abraham Medina, preocupado com o sucesso da operação, é que as coisas começaram a andar – ele publicou matérias pagas em jornais estrangeiros e organizou um cocktail em Los Angeles, e então os contratos começaram a ser fechados.

5 - Jeitinho brasileiro - Para dar agilidade na troca de artistas do festival, que tinha apenas um palco, o cenógrafo Mário Monteiro criou uma estrutura móvel com três “palcos” distintos, correndo sobre trilhos – enquanto uma banda tocava, o equipamento da outra era preparado no tablado lateral.

6 - Saúde é o que interessa - Sem bebidas alcoólicas no camarim, os metaleiros do Whitesnake tinham direito a personal trianer e aquecimento com ginástica antes do show, correndo pela área de camarins. Completavam o time um nutricionista e um massagista.

7 - New wave - A baixista Tina Weymouth e o baterista Chris Frantz, casal que na época integrava o Talking Heads, tocaram como convidados especiais dos colegas da new wave norte-americana B-52s.

8 - Fazendo média - Matthias Jabs, guitarrista do Scorpions, tocou com uma guitarra com o corpo com o formato da América do Sul, inspirado no logo do festival. Para não fazer feio em cima do palco, a banda ainda contava com um coreógrafo, e cada pulo e giro de microfone era ensaiado.

9 - Sinos do inferno - O sino que o AC/DC tocava no início de “Hell’s bells” pesava 1.500 quilos, e teve que ser trazido de navio. Mas, na hora de subir no palco, não deu: a estrutura não aguentaria o peso. A solução foi uma réplica de gesso do sino, e a badalada foi disparada eletronicamente.

10 - Proibido comer morcegos - Com medo de que Ozzy Osbourne cometesse alguma loucura como comer morcegos no palco, a organização o proibiu contratualmente de abocanhar qualquer animal vivo durante o show. Para garantir que a cláusula fosse cumprida, membros da sociedade protetora dos animais fiscalizaram o show.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Dummy 2010: Os Indicados

E finalmente foram escolhidos pela nossa comissão (eu) os concorrentes ao grande Dummy 2010, o troféu que o Experience concede aos melhoros do ano que passaram pelo nosso blog. Lembrando que o critério foi o mesmo do ano passado: os concorrentes passaram pelo blog em alguma das nossas colunas (Review, Rock News, etc) e selecionei aqueles que receberam mais comentários dos leitores. Este ano teremos 5 categorias, cada uma com 3 a 5 concorrentes. Se voce não lembra do concorrente, basta clicar e relembrar o post. Ei-los!

Melhor CD
Yusuf Islam, Road Singer: O velho Cat Stevens volta a estrada com novo material, mas mantendo sua voz e violão característicos

Bob Dylan, Together Through Life: O menestrel não para nunca e continua na estrada. Material novo de Mr Zimmerman.

Neil Young, Fork In The Road: Outro que não para, Mr Young soltou este disco com teor ambiental.

Doves, Kingdom of Rust: Os ingleses ralaram 5 anos em cima deste CD que inova os caminhos da banda.

Beirut, March of Zapotec: Zach Condon volta a carga, desta vez com ares mexicanos e eletronicos.


Melhor CD Live
Paul McCartney, Good Evening New York City: Uma retrospectiva da carreira do ex-beatle, gravada na inauguraçao do Citi Field em NY.

REM, Live At Olympia: Um ótimo registro da história da banda gravado na Irlanda, resgatando os ares os primeiros anos.

Eric Clapton e Steve Winwood, At Madison Square Garden: Os mestres do Blind Faith reunidos em um show antológico.



Melhor Show
ACDC (São Paulo, novembro)
Beirut (Recife, Salvador, Rio e São Paulo, Setembro)
Kiss (Rio de Janeiro, Abril)
Simply Red (Rio de Janeiro, Fevereio)

Maior Perda
Les Paul, inventor da guitarra que recebeu seu nome, em agosto.
Allen Klein, empresário dos Beatles e dos Rolling Stones, em julho.
Michael Jackson, "rei do pop", em junho.
Zé Rodrix, compositor de clássicos brasileiros, em maio.

Destaque:
Paul McCartney: concorre na categoria Melhor CD Live e lançou o CD Eletric Arguments, sob a alcunha de The Fireman. Fala-se que é a última turne de sua carreira.

ACDC: voltou ao Brasil após 13 anos, com a turne do álbum Black Ice e mostrou que ainda arrasta uma grande legião de fãs.

Michael Jackson: Vivo ou morto, o rei do pop mostra que é também o rei do marketing e não sai das páginas dos jornais.

Beirut: Após ser eleito o destaque do ano passado, Zach Condon passou por aqui, trazendo ainda seu novo disco, The March of the Zapotec.


Vote nos formulários na coluna da direita e eleja seus melhores! A votação irá até o dia 31 de janeiro.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Hoje no Rock: Elvis Presley, 75 anos

Hoje acordei e me dei conta que teria a difícil tarefa de escrever sobre o aniversário de Elvis Aaron Presley e confesso que não sei nem por onde começar. Por isso apelo para um repost, já que Elvis é um daqueles casos onde todos já falaram tudo que tinha pra ser dito. Mas a dificuldade vai além.

O maior problema é que eu não vejo Elvis como o rei ou pai do rock que muitos consideram. Pra falar a verdade, acho que a sua grande contribuição aconteceu apenas na primeira etapa de sua carreira, antes de apresentar-se ao exército em 1958. Depois disso o que se viu foi um Elvis estereotipado, primeiro com os filmes, depois com as temporadas em Las Vegas, e culminando com o papel de bom moço frente ao governo Nixon.

Outra coisa que sempre me deixou com pé atrás é o fato de Elvis nunca ter se apresentado fora dos EUA, com a exceção de meia dúzia de shows no Canadá. Mesmo comparando com outros nomes da época como Jerry Lee Lewis, uma visita ao menos à Inglaterra era obrigatória. Incomoda-me também faltar aos mais de 40 discos dele um clássico do porte de um Dark Side, Electric Ladyland, Led Zeppelin IV ou Sgt. Peppers.

Pronto, olha eu aí falando mal do cara de novo. Ok, é aniversário dele, vamos falar bem!

A grande contribuição de Elvis na minha modesta opinião, não foi exatamente ter sido Elvis. É ter sido o precursor de muita gente que veio depois, como Beatles e Stones, só pra ficar nos mais evidentes. Mesmo fazendo parte de um movimento (pra mim ele não agiu sozinho, era apenas o branco do grupo), Presley começou o que chamamos de rock and roll e suas variantes. Isso ninguém tira dele.

Muito bem, se você não gostou do que eu escrevi, paciência... Sou mais Chuck Berry mesmo e pronto. E por outro lado, não se preocupe, afinal, Elvis não morreu!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Rock News: Yoko promete revelar tudo sobre Lennon em livro

De acordo com informações da Rolling Stone Brasil, a ex-mulher de John Lennon, Yoko Ono, escreverá um livro sobre a sua vida com o ex-BEATLE. Ao site ContactMusic, a artista plástica disse que revelaria tudo sobre seu relacionamento com Lennon. "Só preciso encontrar tempo para isso. Será meu próximo livro e será escrito nos próximos cinco anos", contou Ono.

Ela também pretende desmistificar as histórias que rodeiam a separação dos Beatles. Yoko Ono é até hoje vista por muitos como um dos motivos para o fim da banda. Esta é a primeira vez que Ono resolve falar sobre sua versão dos acontecimentos.

fonte: Whiplash


Mais um! Mais um! Mais um!

Blog'n'Roll: Dummy 2010

Início de ano é uma época danada de chata pra assunto pro blog. Então, ano passado, literalmente pra encher linguiça, inventei essa bobeira do Dummy, o troféu que consagra os melhores (e piores) do ano que passaram aqui pelo Experience.

No próximo final de semana publicarei as categorias e os concorrentes. Cabe a você, insandecido leitor escolher quem leva os prêmios deste ano. Os formulários para a votação aparecerão aí na barra direita do brógue, no lugarzinho de sempre.

Em 2009, o destaques foram o Beirut de Zach Condon (revelação e Rock com Pipoca) e para o veterano Neil Young (melhor disco). Quem será que pinta dessa vez?

Fique de olho, vote e concorra a muitos agradecimentos dados por este blogueiro em pessoa!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rock News: Elvis Costello vai estrelar ‘ópera-rock’ assinada por Stephen King

O cantor Elvis Costello vai participar da “ópera-rock” “Ghost brothers of Darkland County” (“Irmãos fantasma do Condado Soturno”, em inglês), escrita pelo autor de livros de horror Stephen King (autor de “O iluminado” e “Carrie, a estranha”, entre outros) com o cantor John Cougar Mellencamp.

O projeto multimídia será lançado como um disco triplo, acompanhado de um livro. Mellencamp diz em um texto publicado no site oficial de King que o projeto “não é um audiobook tradicional, oferecendo uma experiência mais parecida com ouvir um programa de rádio antigo, acompanhado de músicas”.

Além de Costello, que vai fazer o papel da “figura satânica” The Shape, o “drama familiar” conta ainda com artistas como os cantores country Kris Kristofferson (como o pai Joe) e Rosanne Cash (como a mãe Monique). As cantoras Sheryl Crow e Neko Case completam o elenco.
fonte: G1


Hum, não sei o que pensar, mas seguindo a linha do terror, isso me cheira a Frankenstein...

Review: Paul McCartney, Good Evening New York City

Gravado entre os dias 17 e 21 de julho de 2009, Good Evening New York City traz o velho Macca em material ao vivo, com grande qualidade neste álbum duplo. Para isso, Paul contou com a ajuda de Geoff Emerick, engenheiro de som e velho companheiro da época dos Beatles.

Também relacionado aos Fab Four está o tema deste show, que foi a inauguração do Citi Field, antigo Shea Stadium que os caras inauguraram nos anos 60, assunto já tratado por aqui. Mas os tempos mudaram muito e com eles as técnicas e equipamentos relacionados a um show.

Quando a gente ouve um cara com uma discografia tão extensa, fica difícil encontrar uma novidade. Quando avalio um CD, procuro comparar com um anterior e nesse caso elegi o Paul is Live, ótimo registro de 1991. Relacionado a este disco, gostei mais do atual, com uma obra mais completa e, por consequência, mais beatlemaníaca. Das 33 faixas, nada menos que 21 são dos Beatles, contando aí homenagens a Harrison (Something) e Lennon (Give Peace a Chance).

Mas ai a coisa fica meio paradoxal. A gente quer novidade ou quer ouvir as velhas conhecidas? As novidades são as do CD Memory Almost Full, como Dance Tonight e Only Mama Knows, diferindo do já citado Paul Is Live, que era um registro da turne do album Off The Ground, com várias músicas deste disco.

A sensação que fica é de um Live com clima de retrospectiva, com um ar nostalgico. O ponto negativo para mim é a banda que o acompanha. Apesar de muitos acharam a melhor que ele já teve, como músico eu acho que ela carece de personalidade. É só lembrar que pouco tempo atrás Paul tocava com ninguém menos que David Gilmour e Ian Paice. Ok, era apenas uma turnê especial (Run Devil Run), mas poderia ao menos manter o nível.

No geral, um bom registro ao vivo, que na caixa original inclui, além dos 2 CDs, um DVD. Este será provavelmente o último do velho Macca, num show com clima de fim de carreira. Mas não estamos falando de uma carreira qualquer né?


domingo, 3 de janeiro de 2010

Rock News: Bono defende luta contra download de músicas e filmes

Bono, cantor da banda de rock irlandesa U2, defendeu neste domingo (3) o reforço da luta contra o download ilegal de filmes e músicas pela internet, afirmando que a prática prejudica muitos os artistas. "A única coisa que protege as indústrias do cinema e da TV do destino que conheceram a música e os jornais é o tamanho dos arquivos", escreveu Bono em coluna publicada pelo "New York Times".

No entanto, graças ao desenvolvimento constante da tecnologia, "será possível, dentro de alguns anos, baixar uma temporada inteira de (o seriado) '24 horas' em 24 segundos", afirmou.

"Uma década de compartilhamento e de roubo de arquivos musicais comprovou que os que sofrem com essa situação são os próprios artistas, sobretudo os jovens compositores que não conseguem se sustentar apenas com a venda de ingressos para shows e a venda de camisetas", prosseguiu o vocalista.

Segundo Bono, os esforços empreendidos pelos Estados Unidos para combater a pornografia infantil na internet e a mobilização da China para caçar os "ciber-dissidentes" mostram que "é totalmente possível controlar" o conteúdo que circula na rede.

"Talvez os magnatas do cinema tenham sucesso onde os músicos fracassaram, e consigam mobilizar os Estados Unidos para a defesa da indústria mais criativa do mundo", concluiu o roqueiro irlandês.
fonte: G1


Esse cara é um hipócrita. Dúvidas? Clique aqui.
Por isso falo, pra mim Bono não passa de um biscoito de chocolate.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Blog'n'Roll: Feliz 2010

Passou o Natal e rapidamente o Reveillon chegou para encerrar 2009, de forma apressada. Lá se foi mais um ano e logo estaremos fazendo as mesmas resoluções de ano novo, para emagrecer, parar de fumar, encontrar um novo amor... Mas a verdade é que no fundo muito pouco muda.

Não é difícil a gente ir para um local público de queima de fogos e ver as mesmas picuinhas humanas: o mané que vai de carro e se irrita porque ficou engarrafado, o que solta morteiro em cima da cabeça das pessoas, o que leva aquele espumante safado e depois de dar um banho em todos que estão perto, joga a garrafa no chão...

Estas coisinhas me fizeram perder a fé nesse tal "serumano" e apostar mais nos nossos nobres amigos de 4 patas abanadores de caudas. Mas como brasileiro teimoso que não desiste nunca, ainda resta aquela pequena esperança de que em 2010 as coisas mudem, pelo menos um pouquinho. Não porque vai começar um ano novo, isso pra mim é uma mera convenção do calendário Gregoriano. Mas que pelo menos cada um de nós aproveite o embalo e o rompimento da inércia coletiva para mudar algo.

Portanto, vá para a queima de fogos usando o transporte público, não solte morteiros sobre as pessoas e não jogue no chão aquela garrafa de espumante vagabundo que voce comprou na promoção. Se quiser, pare de fumar, emagreça, apaixone-se de novo... faça o que fizer, mas faça algo novo!

Feliz 2010! Para voces esse som que já tem 40 anos mas para mim é sinonimo de esperança, renovaçao e, claro, de ano novo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Rock News: 'Descobridor' dos Beatles faz megashow em praia de Vitória

O guitarrista inglês Tony Sheridan, considerado o responsável por lançar os Beatles no mundo dos discos, desembarca no Brasil para um grande show que acontecerá na praia de Camburi, em Vitória, no dia 10 de janeiro.

O músico será acompanhado nas apresentações em Vitória pela banda Clube Big Beatles, um dos mais tradicionais grupos brasileiros de tributo ao quarteto de Liverpool.

Para o show que acontecerá na praia de Camburi, a mais importante da cidade, Sheridan e o Big Beatles terão ainda a companhia da Banda da Polícia Militar do Espírito Santo.

"Esse é um show complexo, com a participação especial da Banda da Polícia Militar e um público previsto em cerca de 15 mil pessoas. Para que tudo dê certo, teremos quatro dias de ensaio", afirmou à Agência Efe Edu Henning, percussionista e fundador do Clube Big Beatles.

Sheridan escreveu seu nome na história da música ao escalar os Beatles como sua banda de apoio para algumas gravações no começo dos anos 60, em Hamburgo. E o período em que esteve ao lado do grupo estará presente nas apresentações em Vitória.

"A presença de Tony Sheridan vai realmente influenciar o repertório. Seria impossível não colocar no set list as canções do período em que os Beatles passaram em Hamburgo e que atuavam como grupo de apoio do próprio Tony. Mas também teremos algumas surpresas do período em que os Beatles estavam no auge", contou Edu Henning.

Um dia antes do show em Camburi, Sheridan vai se apresentar na casa Spírito Jazz, também na capital do Espírito Santo, como parte do Projeto Sócio de Carteirinha, idealizado pelo Clube Big Beatles.
fonte:G1


Tony Sheridan, descobridor dos Beatles? Sacanagem com o Epstein... De qualquer forma deve ser um show interessante, pelo conteúdo histórico. A manchete continua com o "megashow" para 15 mil pessoas. Esse G1 não toma jeito... Aliás, o festival começa no dia anterior com nomes como Edgard Scandurra e Paulinho Moska... Ou seja, viva Tony Sheridan!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Podcast: Feliz Natal no Experience

É Natal, bimbalham os sinos e por aqui tudo continua na mesma na terra dos panetones de dinheiro: a Cop15 não deu em nada, tá um calor danado no Rio e tem programa do Roberto Carlos...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Review: Um Ano na Vida dos Beatles, de Clinton Heylin

Finalmente terminei de ler esse tal ano na vida dos Beatles, que o biógrafo Clinton Heylin tenta pintar com cores psicodélicas. Aliás, levei mais ou menos um ano para ler este livro, coisa rara para mim que em geral devoro publicações com o mesmo apetite dos cds.

E qual o motivo dessa demora? Talvez a forma como o livro é escrito, a forma de narrativa. Clinton passeia não apenas pelos Beatles, mas por toda a cena do pop/rock da segunda metade dos anos 60, envolvendo bandas como Who, The Move, Soft Machine, Pink Floyd e os americanos da costa oeste como Byrds, CSN e, principamente, Brian Wilson e os Beach Boys.

Essa é a parte boa do livro. A parte ruim (e talvez o motivo da tal demora) é o fato que Clinton, tido como o maior biógrafo do rock, escreve muito mais como crítico musical. A sensação durante todo o livro é que ele tenta desqualificar Pepper de qualquer mérito, classificando suas composições como consequencias do abuso das drogas na época. Por várias vezes coloca o Pink Floyd, então com Syd Barret, como mais inovador que os Beatles e foca muito mais em Bob Dylan que em John Lennon.

Mais adiante, apesar da imensa maioria da crítica especializada da época aclamar o disco, dá crédito a apenas 2 críticos americanos que falaram mal do Pepper. A sensação que fica, é de um livro revisionista, que procura despir o sargento de qualquer mérito. Só para exemplificar, para Clinton apenas A Day In The Life e With a Little Help seriam obras dignas dos Beatles e Lucy In The Sky estaria ali só para "tapar buraco".

Concordo que as maiores inovações dos Fabfour não aconteceram no Pimenta, mas nos anteriores Rubber Soul e sobretudo no Revolver. Mas é inegável a importância do Sgt Peppers como retrato de uma época e para a quebra de uma série de paradigmas até então tidos como verdades absolutas no mercado fonográfico.

Apesar disso tudo, ainda acho uma leitura válida, sobretudo pelo aspecto técnico das gravações da época. Entretanto, pode ser uma leitura difícil para os leigos e irritante para os beatlemaníacos. Meia boca para mim...


Rock News: Johnny Winter fará turnê pelo Brasil

Um dos músicos mais importantes da história do Blues vem ao Brasil para uma série de apresentações em 2010. O guitarrista Johnny Winter anunciou seis apresentações pelo país entre os dias 14 e 22 de maio do próximo ano.

A turnê de Johnny Winter começa com uma apresentação em Manaus, no dia 14 de maio. Depois o músico passa por Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e finaliza a série de shows em São Paulo. Confira as informações já divulgadas:

14/05/2010 – Manaus/AM
Studio 5

15/05/2010 – Brasília/DF
Centro de Convenções

16/05/2010 – Recife/PE
Teatro Guarapapes

20/05/2010 – Rio de Janeiro/RJ
Canecão

21/05/2010 – Belo Horizonte/MG
Chevrolet Hall

22/05/2010 – São Paulo/SP
Via Funchal
fonte: Rock Online



Caraca! Johhny Winter!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Blog on The Top: (Just Like) Starting Over

John Lennon
(Just Like) Starting Over
(Inglaterra - 1980)

O assassinato de Lennon em 8 de dezembro fez com que várias faixas de seu recém lançado álbum Double Fantasy alcançassem o topo nas paradas de todo o mundo.

Uma delas é (Just Like) Starting Over, que fala justamente da volta de Lennon à música.
Ele havia abandonado o show bizz por 5 anos para dedicar-se ao filho Sean, levando uma vida caseira e familiar. Voltou com o álbum e logo em seguida... bem, vocês sabem.

(Just Like) Starting Over ocupava um modesto 21º lugar nas paradas inglesas quando Mark Chapman puxou seu gatilho. Uma semana depois, a música despontava no primeiro lugar. Nos Estados Unidos ela chegou ao topo uma semana depois, onde ficou por um mês. O lado B trazia Kiss Kiss Kiss, com Yoko nos "vocais", que já foi muito bem definida aqui mesmo no Experience como "tema de seriado japonês de segunda". Que maldade...

Rock News: Frank Zappa terá estátua em Baltimore

Em maio de 2008, membros do fã clube lituano de Frank Zappa deram à cidade de Baltimore uma estátua do lendário músico. E, só nesta semana, o Comitê de Arte Pública em Baltimore finalmente escolheu um local para a instalar o presente. O busto do músico ficará em frente à biblioteca pública do bairro Highlandtown.

"Nós achamos que este é um ótimo lugar para ela - um bairro fantástico", disse Anne Perkins, presidente do comitê. Ainda segundo Perkins, foram considerados várias fatores e muitos lugares foram cogitados para abrigar a estátua. Entretanto, a porta da biblioteca foi escolhida por ter intenso tráfego de pessoas a pé. Isso possibilitará que seja vista por um número maior de pessoas.

Segundo Gail, viúva de Zappa, ele ficaria satisfeito com a escolha do local. A mãe de Zappa, Rose Marie Colimore, foi bibliotecária, fato que pesou também na escolha.

A estátua será colocada no começo de 2010

Frank Zappa nasceu em 1940 em Baltimore. Ele viveu com a família na cidade até os 10 anos, quando se mudou para Califórnia. Zappa morreu em 1993 vítima de um câncer de próstata. Ficou conhecido por seu estilo inovador e excêntrico na composições.
fonte: Whiplash


Sei não, mas quando leio esse tipo de notícia fico com a sensação que aqui no Brasil estamos ficando para trás no reconhecimentos aos que fizeram algo pelo rock nacional. Raul é sempre lembrado como um bêbado, Tim Maia como um caloteiro e Arnaldo Batista como um maluco.

Lá fora o reconhecimento é cada vez maior e por aqui apenas agora descobriram o filão lucrativo de fazer filmes sobre essa turma. Aliás, só fazem por isso mesmo...

Quizz: Quem foi o maior louco? Keith Moon ou Syd Barret

As pesquisas de boca de urna já antecipavam o resultado final. Com uma margem apertada, Keith Moon, batera do Who foi eleito pelos leitores do Experience o Maior Louco da História do Rock, pelo conjunto de sua obra.

Autor de façanhas como perseguir onibus escolares nu, entrar na piscina com seu Rolls Royce ou em um hotel com um Land Rover, Moon era um louco também na bateria, instrumento que literalmente destruia em cada apresentação do Who. Sua influência como músico vai alám das raias da sua loucura. Segundo o próprio John Bonham, baterista do Led Zeppelin idolatrado por vários músicos, ele se considerava o "maior imitador de Keith Moon do mundo".

Sobre Barret, um honroso segundo lugar! Autor das pérolas da primeira fase do Pink Floyd, como Arnold Lane e See Emily Play, ficou famoso pela sua piração nos palcos e gravações, mas é importante dizer que sua suposta loucura era muito em função de uma esquizofrenia acelerada por doses cavalares de LSD, o que acabou por precipitar sua saída do Floyd e relegou-o a uma carreira distante dos holofotes do show bizz.

Sob esse prisma, considero que a coroa vai realmente ao maior merecedor. A maior prova disso é que o personagem Animal, do Muppets foi inspirado em ninguém menos que Keith Moon, o Maior Louco da História do Rock!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Rock News: Jimi Hendrix terá álbuns póstumos ao vivo lançados em janeiro

Influência de dez entre dez guitarristas, Jimi Hendrix terá dois registros ao vivo e inéditos lançados em 25 janeiro de 2010, nos Estados Unidos, informou o site do semanário muscial inglês "Nem Musical Express".

Realizados em Paris e Ottawa, os shows foram gravados respectivamente em 1967 e 1968 e farão parte de uma caixa, que terá edição limitada e vai incluir versões dos discos em CD e vinil.

Acompanhado da Jimi Hendrix Experience (da qual também faziam parte o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell), o guitarrista desfila clássicos de seu repertório, como "Purple haze", "The wind cries Mary" e "Little wing" no disco que traz o show francês. Em Ottawa, o destaque do repertório é uma versão para "Sgt. Pepper's lonely hearts club band", dos Beatles.

A caixa traz ainda um pôster, cartões postais, uma capa para para iPod, palhetas de guitarra, uma camisa e a reprodução de uma credencial.

Considerado um dos artistas mais inventivos da história do rock, Jimi Hendrix morreu em setembro de 1970. Uma eleição recente, promovida pelo site "Music Radar", apontou o riff de guitarra de "Voodoo child", canção gravada pelo músico há 41 anos e parte do repertório do álbum "Electric Ladyland", o melhor de todos os tempos.
fonte: G1


Cacete, esse é outro baú sem fundo! Pelo menos deve ser interessante ouvir de novo em vinil.

Blog on The Top: Pink Floyd, The Wall

Pink Floyd
The Wall
(Inglaterra - 1979)
Lançado em 30 de novembro de 1979, a ópera rock floidiana precisou de apenas duas semanas para chegar ao topo da parada inglesa, onde permaneceu por outras 15 semanas.

Nada que se compare ao sucesso de Dark Side of the Moon, mas muito se levarmos em conta que a onda progressiva dava seus últimos suspiros no fim dos anos 70.


De cunho autobigráfico (embora negue veementemente), The Wall traz a história de um fictício rockstar de nome Pink que, ao longo da vida, vem em um constante processo de isolamento pessoal, onde metaforicamente faz de cada obstáculo de sua vida (mãe, esposa, perda do pai na guerra, professores, etc) tijolos em um muro que aos poucos o impede de fazer contato com o mundo exterior.

O disco marca também o final da era de ouro do Floyd. Durante suas gravações o tecladista Richard Wright foi demitido da banda por discordar das idéias de Waters, que agora assumia o papel de líder. Curiosamente, ele foi o único que lucrou com a turnê, já que retornou como músico contratado a valores fixos. Os shows, altamente complexos para os padrões da época foram um fracasso financeiro e toda a banda perdeu dinheiro, menos Wright. Há quem diga que Mason era a bola da vez, mas não chegou a ser demitido pelo boss Waters.

Em 1982 o álbum virou um longa metragem com a direção genial de Alan Parker, assunto que já tratei aqui no Experience.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Rock News: Livro conta a vida de John Lennon pela sua primeira mulher

Uma ótima dica de Natal para os beatlemaníacos. A editora Larousse acaba de lançar no Brasil o livro “John”, um relato dos anos em que Cynthia Lennon, a primeira esposa de Lennon, passou ao lado do cantor.

Cynthia, que conheceu o ex-beatle ainda na faculdade de Artes, presenciou o início da banda e os anos mais criativos de Lennon, antes das drogas e da fama, segundo ela, destruírem coisas que ele mais valorizava. No livro, ela mostra Lennon como brilhante, apaixonado, honesto e aberto; mas também ciumento, violento e cruel – chegando até violentá-la, quando os dois ainda estavam na faculdade.

Em silêncio desde a morte de Lennon, em 1980, Cythia também revela o seu lado da história sobre a tragédia, o namoro com Yoko, o fim dos Beatles e conta que ainda é apaixonada pelo cantor e que nunca abandonou o luto.

“John” ainda conta com o prefácio de Julian Lennon, filho do casal, que mostra a difícil relação com o pai, um homem ausente e que o decepcionou diversas vezes.
Fonte: Portal MSN


Para os beatlemaníacos pode realmente ser uma ótima pedida, mas para os fãs mais xiitas do Lennon (são muitos) pode ser o contato com uma incômoda verdade. Cynthia deve ter realmente muito a falar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Hoje no Rock: Pastic Ono Band

O fim dos Beatles já se anunciava no horizonte e cada um buscava novos rumos. Mas mudanças haviam sido intensas nos últimos 10 anos, das espeluncas de Hamburgo, passando pela beatlemania, pela revolução psicodélica e agora, a carreira solo de cada um. Mas para John Lennon a coisa seria ainda mais intensa.

Poucos anos antes ele havia conhecido a artista plástica Yoko Ono e a transformou em sua própria sombra, onde quer que fosse. Com ela gravou o polêmico Unfinished Music (Two Virgins) o qual falei há poucas semanas. Mas seu primeiro lançamento oficial solo foi o álbum Plastico Ono Band, gravado pela banda homônima, que na verdade, era o próprio Lennon, Yoko e alguns amigos.

Amigos que eram pra lá de célebres, como Eric Clapton, Ringo Starr, George Harrison, Keith Moon, Klaus Voorman, Alan White, Keith Richards, Billy Preston e Jim Keltner. Reunir essa turma gerou alguns problemas, como shows sem ensaio (ou ensaios no avião). Neste primeiro disco o line up era formado com Clapton, White e Voorman. Mas o foco era realmente criar uma banda na vanguarda do rock, dando vazão à criatividade de Lennon, que na época os Beatles não conseguiam.

Estão neste álbum clássicos como God, Love, Mother, Working Class Hero, Power to the People, Isolation... Difícil dizer qual das faixas não é indispensável. Aliás o tom catártico está presente em todo o disco. Em Mother, ele passa a limpo sua relação não apenas com sua mãe, mas também com seu pai e consigo mesmo. Em Working Class Hero, o foco é sua origem proletária. Em God, uma das suas frases mais geniais: God is a concept by wich we measure our pain (Deus é o conceito pelo qual nós medimos nossa dor).

Em Isolation, John faz uso da terapia do Grito Primal (Primal Scream) a qual vinha se submetendo na época. Aliás, toda a gravação do disco foi absolutamente visceral, com sessões rápidas, som direto, voz praticamente seca e crua. Ali era o verdadeiro Lennon.

Dias atrás falei aqui sobre album genial dele, Double Fantasy, seu último disco. Este, o primeiro solo é simplesmente indispensável, seja você fã dos Beatles ou não. É praticamente um diário dos últimos dias de Lennon com os Fabfour, de sua paixão por Yoko, do início de sua carreira solo e de seus dramas mais intímos, totalmente expostos ao longo de 12 faixas. Clica la na capa e confere!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Rock News: Exposição mostra Elvis Presley antes de virar rei: aos 21, com pinta de modelo

No verão de 1956, o fotógrafo Alfred Wertheimer fez uma série de cliques de Elvis Presley antes do músico virar um superstar. As fotos, que mostram um Elvis jovenzinho, com pinta de modelo, em meio a família, mulheres e música, são parte da exposição "Elvis aos 21", que inaugura dia 8 de janeiro no Grammy Museum, em Los Angeles.
fonte: G1


Belas fotos. Mas ainda prefiro o Chuck Berry. Clique aqui e baixe algumas das fotos.

Hoje no Rock: Morre Otis Redding

Otis Ray Redding Jr havia acabado de lançar seu maior sucesso quando uma viagem aérea pôs fim a uma promissora carreira de sucesso. Com apenas 26 anos ele saia de cena no auge da forma. Nascido na Georgia em 1941, começou a cantar no coro da igreja local.

Acontece que como tantos outros, logo foi influenciado por um conterraneo famoso: um tal de Richard Penniman, mais conhecido como Little Richard.


Em 1960, começou a excurcionar pelo sul dos EUA no esquema mambembe, onde fazia de tudo (até mesmo dirigia o ônibus). No mesmo ano realizou suas primeiras gravações com os Pinetoppers, mas o salto veio dois anos depois quando, numa sobra de sessão de Johnny Jenkins, gravou These Arms of Mine, uma balada de sua autoria.

Entre 1964 e 1966 enfileirou vários hits, como Mr Pittfull e Cant Turn You Loose, que mais tarde tornou-se famoso como o tema de entrada dos Blues Brothers. Também regravou sucessos como Try A Little Tenderness, Satisfacion (essa mesmo que você está pensando) e Respect, que depois estourou com Aretha Franklyn. Seu auge aconteceu no Festival de Monterrey de 1967, em um show considerado por muitos seu melhor registro.

No dia 9 de dezembro de 1967 realizou seu último show, em Cleveland. No dia seguinte, o Beechcraft em que viajava com sua banda e seu empresário caiu na cidade de Madison, no Winscosin. Apenas uma pessoa sobreviveu ao acidente.

Após sua morte, suas músicas começaram a tocar incessantemente nas rádios americanas, sobretudo a recém lançada Sittin' on the Dock of the Bay, sobre a qual já falei aqui no Experience. Otis é considerado a maior voz do soul dos anos 60 e ainda é grande influencia para vocalistas e bandas nesse estilo.

Rock News: Eric Clapton e Roger Daltrey juntos no mesmo palco

O público dos Estados Unidos terá a oportunidade de ver na mesma noite dois importantes nomes do Rock mundial. O guitarrista Eric Clapton anunciou através de seu site oficial que fará uma série de apresentações pelos Estados Unidos, entre fevereiro e março de 2010, contando com um convidado especial: Roger Daltrey, vocalista do The Who.

Daltrey deve se apresentar antes de Clapton, mas o anúncio não informa sobre a possibilidade dos dois ícones do Rock dividirem o palco ao mesmo tempo ou se essa colaboração vai render algum projeto futuro.

Após os shows pela América do Norte, Clapton fará uma série de apresentações pela Europa, a partir de maio, acompanhado de Steve Winwood, com quem o guitarrista lançou o álbum “Live from Madison Square Garden”. Este disco concorre ao Grammy na categoria ‘Melhor Álbum de Rock’.
fonte: Rock Online


A manchete é enganosa. Estarão no mesmo palco sim, mas não juntos. Mas não faz mal! Eric Clapton com Steve Winwood é simplesmente imperdível (foto lá em riba), como já postei aqui Experience. Do cacete!

Blog on The Top: I Feel Fine

Beatles
I Feel Fine
(Inglaterra - 1964)
Uma das canções mais emblemáticas da primeira fase dos Fabfour, I Feel Fine é conhecida pela microfonia de guitarra em seu começo. O efeito surgiu por acidente, quando John aproximou sua Gibson do amplificador.

"Uau, o que é isso? Voodoo?" teria perguntado Paul. "Não, é o feedback" respondeu o produtor George Martin. "E nós podemos gravar isso?". Assim nasceu o uso do feedback no rock, que muitos atribuem a Hendrix, anos mais tarde.

Outro pioneirismo de I Feel Fine (que trazia She´s a Woman no lado B) foi o fato de ser a primeira de 6 canções consecutivas dos Beatles a chegarem ao topo nos EUA. Seguiram-se a ela Eight Days a Week, Ticket to Ride, Help, Yesterday e We Can Work it Out. O record só foi igualado nos anos 70 com os sucessos disco dos Bee-Gees.

Uma das minhas favoritas da primeira fase deles. Grande guitarra base e um bom exemplo pra quem acha que o Ringo não tocava nada. Ouve ela aí no iutubiu, numa animação maneira.