terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hoje no Rock: 10 anos sem George Harrison


Eu era muito novo quando Lennon foi assassinado. Tinha apenas 7 ou 8 anos, mas ainda assim lembro de quando chegou a notícia, através de um Motorádio, a bordo de um Fusca azul na estrada para Cabo Frio. Apesar de conhecer os Beatles desde antes de nascer, aquela notícia não atrapalhou a ansiedade de brincar com os primos, que estavam esperando no final da estrada. Vinte anos depois, a notícia veio de forma bem diferente.

Consciente de quem eu era, assim como de quem George era, eu já acompanhava sua carreira e sua luta contra o câncer. Pouco tempo antes, ele havia sido agredido por um louco que invadiu sua casa com uma faca. Os mais próximos dizem que nunca se recuperou do susto e dos ferimentos. A notícia veio logo de manhã, em um jornal matinal e confirmada pela internet.

Pela primeira vez na vida (inclua aí perda de parentes) senti um vazio com a morte de alguém. Harrison não era apenas o músico, mas a referência para muita coisa positiva. Engoli em seco e o nó na garganta custou a dissolver.

Talvez tenha dissolvivo apenas um ano depois, na justa homenagem promovida pelo seu grande amigo Eric Clapton, com quem viveu o triângulo amoroso mais notório da história do rock. Com ele, os companheiros de Traveling Wilburys Tom Petty e Jeff Lynne, dos Beatles, Macca e Ringo, além de Billy Preston (outro da turma do "já era"), Joe Brown, Ravi Shankar e do próprio Eric. Talvez tenha sido a mais justa e bela homenagem já prestada a um idolo do rock.

Nove anos depois, ele ainda faz falta. Em dias posteriores ao show do Paul no Brasil, sinto que realmente faltou alguma coisa. Adivinhem quem?

Um comentário:

Por que você faz poema? disse...

Quando imagino que Harrison
tinha apenas 27 anos quando
os Beatles se separaram, percebo
como minha vida até agora
tem sido insignificante.