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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Hoje no Rock: Ginger Baker, 71 anos

Peter Edward Baker nasceu em 19/08/1939 em Lewisham, Londres. Ginger ficou famoso em Londres quando surgiu na Graham Bond Organization (GBO), onde chamou a atenção por sua forma de tocar, ora furiosa, ora contida e técnica. Foi também piorneiro, junto com Keith Moon, no uso de 2 bumbos na sua bateria.

Já com fama de encrenqueiro, no GBO, ele conheceu Jack Bruce, com quem constantemente se desentendia. Apesar disso, voltaram a se encontrar na banda que formaria em seguida, junto com Eric Clapton.

Foi o Cream que deu a Ginger fama mundial. A proposta da banda envolvia explorar a técnica de cada um até seu limite, o que resultava em solos imensos, músicas com mais de 40 minutos e, muitas vezes, em brigas no palco. Suas rusgas com Jack Bruce voltaram a acontecer e logo o creme azedou. Sua fúria em muito se devia ao uso de drogas pesadas como heroína, problema que o perseguia desde o início da carreira.

Mas com Eric ia tudo bem e em 1970 formaram, junto com Steve Winwood e Rick Grech o Blind Faith, com proposta mais leve, voltada para o blues. A idéia era tocar de forma descompromissada, sem preocupações com álbuns ou shows. Mais uma vez não deu certo e o Blind Faith só durou um álbum.

Após isso Ginger teve vários projetos próprios, como o Ginger Baker's Airforce, e participou de várias formações. Ajudou Paul McCartney com seu álbum Band on the Run de 1974 e esteve com o Public Image nos anos 80. Seus projetos atuais vão de trios de jazz a orquestras clássicas, passando por ritmos étnicos e sempre ao redor do rock'n'roll. Em 2005 o Cream voltou a se reunir para shows na Inglaterra e nos EUA. Segundo o próprio Clapton, Ginger não tem mais a fúria de outros tempos mas, agora um senhor de 71 anos, apurou ainda mais sua técnica.

Aí embaixo um solo do cara em Toad, da reunião do Cream em 2005, no Royal Albert Hall. Mata o véio, mata!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Rock News: “Dane-se Zeppelin, vocês são lixo”, declara ex-vocalista do Cream

Intrigas e provocações entre artistas jovens da música Pop e mesmo do Rock não relativamente comuns. Mas quando um respeitado nome da história do Rock faz uma declaração negativa - e até mesmo pejorativa - sobre um importante ícone do estilo, a declaração cai como uma bomba.

Na última segunda-feira, 03, o vocalista e baixista Jack Bruce, ex-Cream[bb], concedeu uma entrevista para a revista Classic Rock, após uma premiação em Londres, em que disse o que acha sobre o Led Zeppelin.

Durante a entrevista o repórter perguntou sobre a possibilidade de reunião do Cream, Bruce disse que tem certeza que isso vai acontecer no futuro e comentou sobre a reunião do Led Zeppelin, realizada no ano passado, e que ainda tem gerado muito assunto.

“Todo mundo fala sobre o Led Zeppelin, e eles tocaram um único show - um único show capenga - enquanto o Cream fez semanas de shows [na reunião em 2005]. Shows de verdade, não um único show capenga como o Zeppelin fez com as tonalidades do vocal baixas e tudo mais. Nós tocamos tudo nos tons originais”.

Bruce continua falando sobre o Zeppelin de modo mais enfático: “Dane-se o Zepellin, vocês são lixo! Vocês sempre foram lixo e nunca serão nada além disso. A pior coisa é que as pessoas acreditam no lixo que eles vendem. O Cream é dez vezes mais banda que o Led Zeppelin”.

Na seqüência o entrevistador diz que aquela é uma declaração corajosa e Bruce continua. “O que? Você vai comparar Eric Clapton com aquele merda de Jimmy Page? Vai realmente compará-los? Eric é deus e Jimmy é lixo. E com isso encerro o caso”.
fonte: Terra


Bruce nunca foi o músico mais simpático do mundo. Mas quer saber? Tá é certo. Nem nos áureos tempos Robert Plant cantava as músicas ao vivo no mesmo tom das gravações de estúdio (vide Stairway to Heaven no filme The Song Remains The Same). Banda por banda, também prefiro o Cream. E sobre Clapton e Page... Um é Deus, o outro é apenas o guitarrista do Zeppelin.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Rock News: Clapton, Bruce e Baker podem se reunir novamente

O Cream pode se reunir no palco mais uma vez. O baixista Jack Bruce contou que ele, Eric Clapton[bb] e baterista Ginger Baker se reunirão em outubro em um evento que irá homenagear o baterista.

A homenagem será realizada em 03 de outubro, em Londres, pela fabricante de baterias Zildjian. Bruce contou que ele e Eric Clapton estarão no evento e pode ser que o trio se apresente, apesar deles ainda não terem conversado sobre isso.

“Como eu sou apenas o baixista, não posso dar certeza”, explicou Bruce. “Eu sei que existe uma boa chance de nos apresentarmos no evento mas... não quero transformar isso em algo que não é”. O baixista disse que o trio pode conversar sobre uma reunião futura, assim como fizeram três anos atrás, em um show em Londres que resultou em um CD e DVD ao vivo.

“É um pouco difícil para nós porque estamos muito separados. Ginger está morando na África do Sul, Eric é este ‘mega-star’, e é difícil para nós mantermos contato. Mas se fizermos será maravilhoso”, completou o baixista.

fonte: Terra


Como ja cansei de falar aqui, sou meio contra essas reuniões. Em geral não passam de caça-níqueis, às custas dos fãs sedentos por material novo de seus ídolos. Mas tratando-se de Deus, com Baker e Bruce, sempre tem coisa boa.
Até porque eles não aguentam mais de 2 shows seguidos (a porrada come), então não tem risco dessa lenga-lenga de ter ou não turnê.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Hoje no Rock: Goodbye Cream

O rock e o blues são dois estilos paralelos, um deriva do outro. Mesmo assim, raramente se cruzam (ainda mais hoje em dia) e a primeira vez que isso aconteceu pra valer foi na segunda metade dos anos 60, com o Cream[bb]. Idéia de Eric, expoente tanto do rock, quanto do blues.

A idéia era formar uma superbanda, com Eric Clapton[bb] na guitarra, Ginger Baker na bateria e Jack Bruce, no baixo e vocais. O estilo ia de clássicos do blues ao clima de psicodelia então vigente, numa mistura regada a muito virtuosismo, sobretudo de Clapton e Bruce. É considerada por muitos a origem da expressão "power trio", embora eu considere o Who (que tinha 4 integrantes, mas a base musical era feita pelo trio Townshend-Moon-Entwistle).

Essa disputa de egos foi a ruína da banda, com solos interminaveis e disputas pelo volume no palco. Jack e Ginger já não se bicavam desde a época de pequenas bandas em Londres e Clapton sempre mantinha-se a parte de tudo. O resultado disso foi uma rápida e meteórica carreira de apenas 3 anos.

Apesar de ter durado pouco, o Cream viveu o bastante para marcar a história do rock. Lançou 5 discos, incluindo o LP de despedida Goodbye Cream que, segundo Clapton, foi gravado em clima descontraído, tamanho o alívio dos integrantes pelo fim da banda. No curto período de existência, compôs clássicos absolutos como Sunshine of Your Love, Badge, White Room e Tales of Brave Ulysses, além de, após seu final, ter lançado as bases para o Blind Faith, banda seguinte de Eric.

O Cream voltou a reunir-se em 1993, quando entrou para o Rock and Roll Hall of Fame e, mais recentemente, em 2005, para concertos no Royal Albert Hall, local dos seus últimos shows.

Pra vocês, o cd Goodbye Cream, dessa vez no RapidShare, cortesia do parceiro do Blog, Rodrigo Borchardt.

domingo, 30 de março de 2008

Hoje no Rock: Eric Clapton – 63 anos

Eric Patrick Clapton[bb] nasceu em uma família operária, filho de um relacionamento de sua mãe com um marinheiro canadense, que nunca veio a conhecer. Cresceu achando que seus avós na verdade seriam seus pais, e que sua verdadeira mãe seria sua irmã. Vivia na pequena Ripley, uma cidade pobre nos arredores de Londres onde sequer possuia luz elétrica. Mas esses foram apenas os primeiros blues da sua vida.

Seu interesse pela música começou cedo. Primeiro ouvindo programas de rádio, depois em clubes de blues e jazz em Londres, quando já estudava design na adolescência. Comprou sua primeira guitarra e não parou mais. Começou a enfileirar bandas como The Roosters, Yardbirds e John Mayall and the Bluesbrakers. Sua fama como guitarrista cresceu, ao ponto do famoso grafite Clapton Is God começar a aparecer nos muros da cidade.

Continuou enfileirando formações, como o famoso e turbulento Cream, com Jack Bruce e Ginger Baker, considerado por muitos o primeiro super grupo. Durou apenas 2 anos. Vieram em seguida o Blind Faith e o Derek and the Dominos, que formou apropriando-se de parte da banda de Delaney and Bonnie. Com essa turma gravou o clássico Layla, composta para Patty Boyd, mulher de seu melhor amigo George Harrison.

Nesse período já lutava contra drogas e principalmente o álcool, fantasma que o perseguiu até os anos 80. Precisou de diversas internações nos EUA e na Inglaterra até que conseguiu se livrar em meados da década de 80. Mas sua provação ainda seguiria ate 1991, quando perderia seu filho Connor, num bizarro acidente em Nova Iorque. Em seguida gravou o famoso Unplugged, campeão de vendas e vencedor de vários prêmios Grammy. Nessa época, já estava envolvido com sua fundação Crossroads, que apoia e reabilita viciados em álcool, em Antigua.

Bom, em linhas gerais é isso. Muita gente tem elogiado minha forma de escrever. Mas na boa, não tem muito mais a falar desse cara. Simplesmente não encontro as palavras certas e, apesar de ter lido sua autobiografia e pesquisado muito material na internet, parece que fica sempre faltando algo. Foi alguém que me influenciou muito (não apenas na música) e que admiro simplesmente por ter transformado tanta coisa ruim nessa música de incrível qualidade e sensibilidade.

Portanto, não vou inventar muito mais texto não. Taí pra vocês um showzão de 1974, no Hammersmith Odeon, com clássicos como Let it Grow, Layla, Cant Find My Way Home e outros. Acompanha nos vocais a excelente Yvonne Elliman. Pra quem quiser saber mais, da uma olhada na Wikipedia.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Bateria Nota 10: Ginger Baker

Peter Edward Baker nasceu em 19/08/1939 em Lewisham, Londres. Ginger ficou famoso em Londres quando surgiu na Graham Bond Organization (GBO), onde chamou a atenção por sua forma de tocar, ora furiosa, ora contida e técnica. Foi também piorneiro, junto com Keith Moon, no uso de 2 bumbos na sua bateria.

No GBO, ele conheceu Jack Bruce, com quem constantemente se desentendia. Apesar disso, voltaram a se encontrar na banda que formaria em seguida, junto com Eric Clapton.


Foi o Cream que deu a Ginger fama mundial. A proposta da banda envolvia explorar a técnica de cada um até seu limite, o que resultava em solos imensos, músicas com mais de 40 minutos e, muitas vezes, em brigas no palco. Suas rusgas com Jack Bruce voltaram a acontecer e logo o creme azedou. Sua fúria em muito se devia ao uso de drogas pesadas como heroína, problema que o perseguia desde o início da carreira.

Mas com Eric ia tudo bem e em 1970 formaram, junto com Steve Winwood e Rick Grech o Blind Faith, com proposta mais leve, voltada para o blues. A idéia era tocar de forma descompromissada, sem preocupações com álbuns ou shows. Mais uma vez não deu certo e o Blind Faith só durou um álbum.

Após isso Ginger teve vários projetos próprios, como o Ginger Baker's Airforce, e participou de várias formações. Ajudou Paul McCartney com seu álbum Band on the Run de 1974 e esteve com o Public Image nos anos 80. Seus projetos atuais vão de trios de jazz a orquestras clássicas, passando por ritmos étnicos e sempre ao redor do rock'n'roll. Em 2005 o Cream voltou a se reunir para shows na Inglaterra e nos EUA. Segundo o próprio Clapton, Ginger não tem mais a fúria de outros tempos mas, agora um senhor de quase 70 anos, apurou ainda mais sua técnica confirmando ser um verdadeiro Mestre de Bateria.

Separei pra vocês um som dele da época de Blind Faith, Do What You Like, uma parada muito doida!
http://www.4shared.com/file/36921235/115a643/Blind_Faith_-_Do_What_You_Like.html

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Rock News - Gravadora relança catálogo do Traveling Wilburys

fonte: Terra
Há mais de uma década fora de catálogo, os álbuns do projeto Traveling Wilburys ganharão novamente as prateleiras. A gravadora Rhino, em parceria com a Wilbury Records, relança a discografia do super-grupo no dia 12 de junho em diversos formatos.

Traveling Wilburys Volume 1 e Traveling Wilburys[bb] Volume 3 chegam ao mercado agora em embalagem única, contando com faixas bônus e um DVD de material raro, ou individualmente, em versão luxuosa. O lançamento também ganhará versões digitais e em vinil.
Ambos os trabalhos foram gravados no final da dácada de 80, por um time de músicos formado por nada menos do que Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne, Roy Orbison e o ex- Beatle George Harrison.

O primeiro título será adicionado das nunca antes lançadas Maxine e Like a Ship, enquanto o volume 3 ,segundo álbum do projeto - ganha em sua nova versão as faixas Runaway e Nobody's Child.


Já tinha ouvido rumores sobre esse novo material em DVD. Sobre as músicas inéditas, eu já as conhecia, tendo inclusive postado Like a Ship no meu post sobre
Bob Dylan.

Desde que a expressão 'super grupo' foi inventada para o
Cream, nenhuma banda a justificou como os Wilburys. Foi um projeto que surgiu quase que por acidente, juntando espaços nas agendas de todos, enquanto Harrison gravava seu álbum Cloud 9. Das contribuições de cada um, surgiu Handle With Care, que eles acharam boa demais para ser apenas um lado B. Em 6 semanas gravaram o primeiro álbum.

O segundo, o Volume 3 veio 2 anos depois, já sem Orbison, que morrera do coração logo após o lançamento do primeiro. Não há um volume 2. Harrison inventou a história de que as músicas teriam sido roubadas e a banda não queria regravá-las em memória a Orbison.


Aliás, as invenções são a base dos Wilburys, no molde do que havia sido feito no Sgt Peppers. Eles criaram toda uma história em torno da Familia Wilbury e cada um usava um nome: Otis (Jeff Lynne), Lefty (Roy Orbison), Charlie T. Jr. (Tom Petty), Luky (Dylan) e Nelson Wilbury (Harrison).
Assistirei e, em breve, minhas impressões neste bróg.

Nem preciso dizer que é obra obrigatória e que sua ausência na prateleira de um roqueiro o condenaria a um inferno de pagodeiros e música baiana né?


Para vocês, as inéditas num pacotão no 4Share: Maxine, Like a Ship, Nobodys Child e o cover do Del Shannon, Runaway.
http://www.4shared.com/file/36280701/b3557c75/Traveling_Wilburys.html

sábado, 12 de janeiro de 2008

Hoje no Rock: Cream - Sunshine of Your Love

Aproveitando a deixa do Eric Clapton[bb], em 12 de janeiro de 1968, o Cream[bb] aparecia pela primera vez nas paradas de sucesso dos EUA com Sunshine of Your Love. Essa música havia sido lançada no ano anterior no clássico LP Disraeli Gears (foto). Foi escrita pelo poeta Pete Brown que já havia colaborado com eles em I Feel Free e Tales of Brave Ulysses.

Jack Bruce, baixista do Cream, conta que compôs a linha de baixo de Sunshine após assistir a um show de Jimi Hendrix. O baixo realmente conduz a música, amarrando toda a estrutura. A guitarra de Eric é um show a parte e Ginger Baker, destrói na bateria.

Se a história de Jack Bruce é verdade ou apenas invenção dele, nunca saberemos. Mas é fato que o próprio Hendrix tocou essa música em vários de seus shows. E por isso mesmo taí pra vocês as duas versões, a original do Cream e a com Jimi Hendrix, instrumental. Pacote, no 4Share.

http://www.4shared.com/file/34677299/790e71b2/Sunshine_Of_Your_Love.html