sábado, 31 de janeiro de 2009

Som Novo: Sunshine of Your Pinball

Uma das grandes qualidades (são muitas) da galera do Mustang '65, é a capacidade de criar medleys, em geral de forma espontânea. Foi isso que aconteceu com esses dois clássicos, em um dia de ensaio comum, quando meio que por acidente, acabaram virando uma música só.

Sunshine of Your Love e Pinball Wizard podem não tem muito a ver uma com a outra, mas encaixaram-se com uma naturalidade incrível e resolvemos manter assim. Foi a mais difícil de se gravar e, modéstia a parte, o destaque é o vocal em Pinball.

Para baixar o MP3 dela, assim como de Aqualung e Nothing But a Mustang, basta dar um pulo no bom e velho 4Shared clicando aqui!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Rock News: Filhos de John Lennon podem se apresentar juntos pela primeira vez

Frutos de casamentos diferentes de John Lennon, seus filhos Julian, 45 anos, e Sean, de 33, podem se apresentar juntos em público pela primeira vez em fevereiro. Segundo o E! Online, no dia 26 do próximo mês, eles fariam um dueto no Millennium Development Goals Awards, um prêmio das Nações Unidas, nos Estados Unidos. No entanto, a organização do evento só fará comunicado sobre o possível encontro na próxima semana.

Julian é o primogênito do líder dos Beatles. Nasceu de seu primeiro casamento, com a inglesa Cynthia, bem no auge da Beatlemania, e nunca teve muita atenção do pai. Já Sean, que é filho de Lennon com a japonesa Yoko Ono, mereceu tratamento oposto: John deixou a carreira de lado por quase cinco anos, apenas para cuidar do menino.

Há dois anos, os irmãos anunciaram que haviam se reconciliado, apos quase dez anos sem se falarem.
fonte: O Globo


Junta esses dois aí, o Dhani e o Zack Starkey... Pro baixo bota o velho Paul mesmo e já dá pra brincar.
Agora falando sério, ouvi recentemente o Friendly Fire, do Sean Lennon, indicação da nossa amiga Danfern. Achei meio sem sal, mas prometo ouvir de novo com mais atenção. De repente posto aqui. Pode ser?

Loucuras do Alexandrelli: Banda 99 Macacos

A loucura dessa vez foi com Edson Cipó, multiinstrumentista que já trabalhou com Pepeu Gomes, Moraes Moreira, Jorge Benjor, Geraldo Azevedo, Capital Inicial e Cássia Eller, entre outros. Ele falou do seu último trabalho autoral, o songbook "Antropofagia", e futuros projetos.

Participou também o Dr. Carlos Vecchio, advogado, jornalista, professor universitário, ativista e comentarista político, batendo um papo sobre tudo isso e sobre seu novo projeto: uma fundação de ensino musical para crianças carentes.


Dummy 2009: Ainda dá tempo de votar!

Ainda dá tempo de votar e escolher o que de melhor passou pelo Experience em 2008. São 6 categorias aí ao lado, com 4 indicados em cada uma, de acordo com a frequência do blog.

Ná próxima semana revelarei os vencedores e curiosidades sobre cada um deles. Aguardem!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Rock News: Kiss divulga datas de shows no Brasil

Uma década após sua última vinda ao Brasil - em 1999, quando se apresentou em São Paulo e Porto Alegre - a banda de rock americana Kiss confirmou sua volta ao país, na turnê que comemora seus 35 anos de fundação.

O grupo, formado por Gene Simmons (baixo e voz), Paul Stanley (guitarra e voz), Tommy Thayer (guitarra) e Eric Singer (bateria) se apresenta nos dias 7 e 8 de abril, na Arena Anhembi, em São Paulo, e na Praça da Apoteose, no Rio, respectivamente.

O show carioca marcará a volta do Kiss à cidade depois de 26 anos: foi em 1983 que o grupo tocou para mais de 100 mil pessoas no Maracanã. A venda de ingressos começa no dia 12 de fevereiro, pela Ticketmaster e em pontos de vendas no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre.
fonte: O Globo


Eu era moleque quando teve o primeiro show do Kiss no Rio. Na época eu achava legal esse lance de cara pintada, gatinho, monstro, essas coisas. Claro, eu via o Bozo também e achava o máximo... Mas para um senhor que protagoniza um reality show família... acho que já deu né?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Blog'n'Roll: Os cães lavam e a caravana passa

Essa semana o Experience de novo foi alvo da arbitrariedade do administrador e teve uma matéria deletada. Foi sobre o novo CD do Morrissey, Years of Refusal, onde comentei o álbum, bem como o fato de ele ter vazado na internet um mês antes do seu lançamento oficial.

Mais uma vez não vou dar uma de santo, o link pra baixar o disco estava lá. Achei no próprio Google, com a busca “years of refusal, baixar”. A busca retornou apenas 4590 sites... Mas dessa vez prefiro acreditar que os cães de guarda estão mesmo atrás de quem fala em discos que vazam. Querem tirar o link? Ok, ainda teremos outros 4589, mas deixem o meu texto. Ele é meu!

Claro, não falei muito bem do cedê, mas isso é o de menos, afinal é apenas a opinião de um humilde blogueiro que investe um pouco do seu tempo livre num passatempo idiota. Ao contrário do que muitos possam pensar, manter um blog é trabalhoso. Envolve pesquisa, seleção do material, confirmação de dados... Tudo para não postar uma data errada ou uma frase fora do contexto. Como diz um dos meus gurus, Juca Kfouri: “Quer tornar-se escravo? Crie um blog!”.

Censuras como essa são comuns com alguns artistas. Já é a terceira vez que tenho matérias sobre Morrissey deletadas. Também já aconteceu com o BB King e com Brian Wilson. Mas eu sou teimoso, posto de novo. Claro, um dia posso pagar caro por isso, mas no momento estou apenas pagando pra ver. O problema é que ao repostar, os comentários são perdidos. Por isso, se você se sentiu lesado por ter visto seu comentário sumir, saiba que este blogueiro não deleta comentários, a não ser em casos extremos ou ofensivos. Se isso acontecer, por favor escreva novamente seu comentário. Assim manteremos a integridade do nosso blog.

Enquanto tiver energia (e saco), o Experience segue em frente, levando a vocês as notícias, curiosidades e novidades que todos já estão acostumados, e claro, sempre com a minha pitada ácida e irônica sobre tudo. Afinal, o rock é ácido e irônico. Pra concordar com tudo, melhor escrever sobre axé.

Abraços a todos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Rock News: Paul McCartney e Dolly Parton participam do novo disco de Cat "Yusuf" Stevens

Yusuf, mais conhecido como Cat Stevens antes de se converter ao islamismo, vai lançar este ano o sucessor do disco "An Other Cup" (2006). O álbum ainda não tem título definido.

Paul McCartney e Dolly Parton participarão da primeira música de trabalho, "Boots & Sands". O single, composto em 2004, foi inspirado em um incidente que impediu a entrada de Yusuf Islam nos Estados Unidos, quando seu nome foi confundido com o de um terrorista proibido de aterrissar em solo norte-americano.

A faixa já ganhou videoclipe dirigido por Jesse Dylan, filho de Bob, mas também não tem data de estréia.

Outros dois convidados no CD são Michelle Branch e Gunnar Nelson, que participam em "To Be What You Must".
fonte: Bol / Reuters


Ótima notícia. Recentemente postei aqui sobre o ótimo DVD Yusuf's Cafe Session, onde ele mescla boa parte do seu material clássico com o atual, do álbum Another Cup. É bom ver que depois da bobagem chamada The Fireman, Macca tá voltando a andar com uma turma mais respeitável. Colaboração da Andrea!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Som Novo: Aqualung

Seguindo a apresentação das novas músicas que estarão na Demo da Mustang '65, chega a hora da mais desafiadora de todas. Aqualung foi complicada desde o começo, devido aos seus climas intercalados, com levada pesada, depois folk, e assim por diante.

Soma-se a isso a primeira experiência com uma gravação desse tipo, para mim e para a banda. Os recursos são os espartanos de sempre, mas mesmo assim conseguimos um bom resultado. Destaque para o solo do Luciano.

Ainda essa semana, teremos a terceira e última música do CD, aguardem! Clique aqui e baixe Aqualung do 4Shared.

Caio Mattos: vocal / violão
Luciano Barbosa: guitarra solo
Luiz Claudio: baixo
Ayrton Jr: Bateria

Rock News: Iron Maiden no Brasil - confira mais informações

O Iron Maiden volta ao Brasil em março para seis shows. A turnê “Somewhere Back in Time” já havia passado pelo Brasil e o sucesso foi tamanho que mesmo sem novos lançamentos a banda a traz de novo para o país.

“Não é segredo que amamos tocar no Brasil. Quando vimos que havia a oportunidade de voltarmos nesta etapa final para tocar em lugares onde não tínhamos estado, rever nossos mais entusiasmados fãs, não tivemos nenhuma dúvida” comentou o baixista Steve Harris.

A turnê do Iron Maiden pelo Brasil dará a oportunidade da banda se apresentar pela primeira vez em locais como Brasília, Manaus, Belo Horizonte e Recife.

Confira abaixo mais informações:

12/03/2009 - Manaus/AM
Sambódromo - Av. Pedro Teixeira
Horário: 21h00
Ingressos
Pista: R$ 70,00
Vip: R$ 300,00
Camarote: R$ 250,00 (por pessoa)

14/03/2009 - Rio de Janeiro/RJ
Praça da Apoteose
Horário: 21h00
Classificação etária: 16 anos
Ingressos
Pista Premium: R$ 350,00 (normal) / R$ 175,00 (½ entrada)
Pista / Arquibancada: R$ 190,00 (normal) / R$ 95,00 (½ entrada)
Informações: 21 4003-1527

15/03/2009 - São Paulo/SP
Autódromo de Interlagos
Horário: 20h00
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 140,00 (pista) e R$ 350,00 (pista premium)
Informações: 11 4003-1527

18/03/2009 - Belo Horizonte/MG
Mineirinho - Av. Antônio Abrahão Caram, 1000

20/03/2009 - Brasília/DF
Estádio Mané Garrincha - SRPN - Centro
Horário: 21h00
Classificação etária: 16 anos (menores de 16 com autorização por escrito)
Ingressos (valores para meia-entrada)
Pista Premium: R$ 300,00
Pista: R$ 130,00
Arquibancada Descoberta: R$ 80,00
Arquibancada Superior: R$ 70,00
Cadeira Coberta: R$ 150,00
Informações: 4003-1527

31/03/2009 - Recife/PE
Jockey Club - Rua Carlos Gomes, 640
Horário: 21h00
Ingressos
Pista PROMO Inteira: R$ 150,00
Pista Inteira: R$ 200,00
Pista PREMIUM: R$ 350,00
Classificação etária: 16 anos
Informações: 4003-1527
fonte: Terra


Quando passou por aqui em março do ano passado, arrancou elogios de todos, fãs ou não. Tanto que tá aí bem cotada no Dummie 2009 na categoria melhor show. Só de voltarem já é uma amostra de boa vontade com o público brasileiro, até porque o número de cidades aumentou. Mostra que quando os caras querem, fica mais fácil.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Review: Morrissey - Years of Refusal

Ouvir Morrissey sem lembrar do The Smiths para mim é uma tarefa impossível. Pelo visto, isso é verdade até mesmo para o próprio Morrissey, já que este seu último trabalho, Years Of Refusal, me pareceu ter muito da finada banda que o projetou nos anos 80. Se isso é bom ou ruim? Bem, senão vejamos.

Tentei de todas as formas despir-me de qualquer sentimento de nostalgia oitentista para ouví-lo, mas foi difícil. Não adianta, quando os primeiros acordes de Something is Squeezing My Skull começam, pesados, a gente até tem a esperança de algo novo. Mas a voz de Morrissey aparece e me soa datada. Pronto, tô de volta a 1986.

Eu sou do tipo que é bem resolvido quando as bandas acabam. Bandas são reflexo de uma época, do que cada integrante vive no momento, do que o mundo passa, etc. Por isso são um pouco radical com essas voltas que andam na moda. E talvez seja esse sentimento que tive ao ao ouvir Years of Refusal.

Eu sempre espero um material novo, mas pra mim é um pouco decepcionante ouvir o mesmo Smiths, de quem eu tanto gostava. Claro, há boas canções como I'm Throwing My Arms Around Paris (que postei dias atrás), que são basicamente o que faz o cedê valer a pena. Mas se você espera algo de novo... Ouvi muita gente falar bem desse disco. Talvez esteja sendo exigente demais, sei lá.

Falando do lado comercial, é importante dizer que esse disco ainda não foi lançado. Ele vazou na internet e seu lançamento oficial está previsto apenas para 16 de fevereiro. E agora? Não acho que isso seja tão mal assim. Black Ice do AC/DC vazou e tá vendendo horrores. Cabe ao Morrissey e a famosa Decca Records encontrarem uma forma de promovê-lo. Por que não liberar de vez?

Poderiam começar melhorando a capa que, aqui entre nós, é horrorosa... o Paletômetro mal se mexeu. Se quiser ouvir o cara, taqui.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Som Novo: Mustang' 65 - Nothing But a Mustang


Ano novo, vida nova, banda nova. Ou não tão nova assim... Muita gente se mostrou preocupada quando postei sobre o último show da CME Band - Caio Mattos Experience. Realmente foi o último da CME, mas a galera continuou, agora com uma nova identidade.

Nasceu finalmente a Mustang '65, banda que reune os mesmos integrantes e que passou boa parte da virada do ano preparando seu primeiro material, aqui mesmo no PiratCity Studio. São 3 covers, que na verdade são 5, já que 2 deles são medleys.
O primeiro que apresento para vocês é justamente o que acabou por batizar a banda.

Nothing But a Mustang é um medley de Nothing But a Woman, do Robert Cray, com Mustang Sally, famosa na voz de muita gente, principalmente de Wilson Pickett. O Mustang do nome da banda foi inspirado justamente por essa música e não pelo carro, como pode parecer.


A gravação foi um desafio a parte. Palco e estúdio são áreas diferentes e foi uma escola tanto para a banda como para mim gravar essas músicas. Felizmente o resultado saiu melhor que o esperado e já estamos programando as próximas.

São quase 9 minutos de blues rock, por isso pode demorar um pouco para carregar. Mas garanto que vale a pena. Se preferir baixar direto, taí a criança no 4Shared!

Mustang '65
Caio Mattos: Vocal, guitarra e gaita
Luiz Claudio: baixo
Luciano Barbosa: guitarra solo, backing vocal
Ayrton Jr: bateria

Participação especial
Julia Escriva: Backing vocals

Rock News: Jerry Lee Lewis grava disco com Ronnie Wood

Um dos músicos responsáveis pela criação do Rock and Roll, Jerry Lee Lewis, continua na estrada aos 73 anos e prepara um novo álbum de estúdio. O próximo disco do lendário pianista e cantor ainda não tem título definido nem data para chegar às lojas, mas já se sabe que trará importantes convidados.

Lewis chamou para acompanhá-lo no novo álbum o guitarrista dos Rolling Stones, Ronnie Wood, o baixista da banda de Neil Young, Ricky Rosas, e o baterista que acompanha Bob Dylan, Jim Keltner.

Além desses experientes músicos Lewis convidou a cantora Leila Moss, da banda Duke Spirit. Foi a própria cantora que divulgou a informação do trabalho em entrevista para a BBC. “De uma hora pra outra, eu estava no estúdio, em Memphis. Loucura. Lendas. Jerry Lee ainda manda muito bem. Foi tão bacana que tinha que contar, estou muito animada”, disse a cantora.
fonte: Terra


Em seu mais recente CD, Last Man Standing, Jerry já fez uma parceria com Ronnie e Mick Jagger na música Evening Gown, além de outra com Keith Richards em That Kind of Fool. Levando em conta o excelente resultado do último, já to ansioso por este. Em breve, aqui!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Loucuras do Alexandrelli: Raquel e Bia, violão e sax

O Programa Loucuras do Alexandrelli trouxe nesta terça Raquel Martins (violonista, cantora e compositora), acompanhada por Bia Clemente no saxofone. Elas fazem sucesso nos bares da Vila Madalena (SP) junto com a Banda Gandaia.

Teve também o escritor gaúcho Estevão Machado de Athaydes, autor do livro "Ágape, o Amor que Liberta". Ele é também cantor, compositor e Mago Wicca!



Blog on The Top: Owner of a Lonely Heart

Yes
Owner of a Lonely Heart
(EUA - 1983)
Apesar de ter sido um dos grandes nomes do Prog Rock dos anos 70, o Yes encontrou seu maior hit após uma guinada em direção ao pop dos anos 80 com Owner of a Lonely Heart, do álbum 90125.

Owner foi escrita pelo guitarrista Trevor Rabin, que na época havia entrado recentemente na banda. Segundo fontes, a banda nessa altura iria chamar-se Cinema, mas já existia uma com esse nome. Como a maior parte dos membros era do Yes clássico, separado desde 1980, resolveram voltar a adotar este nome. E é daí que vem a fúria de muitos fãs.

Acontece que muitos acharam um sacrilégio o Yes abandonar sua linha progressiva em favor de uma mais comercial. Talvez o erro tenha sido manter o mesmo nome na banda, com um projeto diferente. Mas olhando agora, com 26 anos de intervalo, Owner não deve tanto assim ao período progressivo. Posso estar sendo passional (cresci nos anos 80), mas também ouvi muito Yes clássico quando era moleque.

Melhor ou pior, o fato é que foi a única música do Yes a alcançar o número 1, seja nos EUA ou na Inglaterra. A faixa inaugurou também a era dos clips para a banda, tocando incessantementena MTV americana (lá embaixo, no iutubiu). Sobre o que trata? Bem, em linhas gerais, é mais ou menos o "antes só que mal acompanhado", mas o clip vai além, numa viagem sobre os medos que afligem o ser humano. Outra curiosidade é o nome do álbum, 90125, que é o número de catálogo que a Atlantic Records deu para ele.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Rock News: Discurso de Bono Vox no concerto pré-posse de Obama

O frontman do U2, Bono Vox participou da celebração inaugural de pré posse do presidente eleito dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama. "We Are One" como foi chamado, aconteceu domingo(18 de janeiro) no Lincoln Memorial em Washington.

Aproximadamente 500 mil pessoas enfrentaram temperaturas muito baixas para assistir a festa. O evento ainda contou com Bruce Springsteen, Mary J. Blige e Stevie Wonder.

Ao subir no palco, Bono disse: "Essa é uma aliança de liberdade. Dr. King teve um sonho há 46 anos, e nesta terça o sonho vai se realizar" e logo após, começou um coro com a música "Pride (In The Name Of Love)", do U2 em homenagem ao Dr. Martin Luther King Jr.

Bono acrescentou que a eleição de Obama "não é apenas um sonho americano, mas também irlandês, europeu, africano, israelense e palestino". Logo após a execução de "City Of Blinding Lights", Bono elogiou Obama afirmando: "É uma emoção grande para para quatro rapazes norte-irlandeses honrar o próximo presidente americano".
fonte: Whiplash


Esse é outro puxa-saco que adora aparecer. Quando vi na TV esse camarada cantando no jardim da Casa Branca minha vontade era pegar um balde e vomitar. Pra ver o que quero dizer, é só comparar a postura dele e do Neil Young, que soltou uma música nova semana passada. A foto dele com o Bush é de propósito mesmo. Bono pra mim é biscoito de chocolate.

E nem me venha com essa de "Yes We Can" ou "We Are One". Sabe o que vai mudar? Porra nenhuma! Israel meteu bomba, matou mais de 1000 civis palestinos e o tal do Obama falou o que? Vão continuar os mesmos glutões energéticos do planeta, poluindo como querem e metendo o bedelho armado na vida dos outros. Seu secretariado é conservador, assim como o povo americano. Ou seja: não se iludam, pois nada vai mudar.

Obama? Sou mais o Obina...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Hoje no Rock : Janis Joplin, 66 anos

Odeio começar posts dessa forma, mas essa turma dos anos 60 não me permite variações. Portanto, lá vai: Se fosse viva, Janis Lyn Joplin completaria hoje 66 anos. Acontece que ninguém viveu como ela a loucura hippie e sua breve carreira é seu melhor epíteto.

Nascida em Port Arthur, Texas, Janis teve contato com a música desde cedo, cantando no coral local. Já na universidade, começou a cantar blues e folk, influenciada pelas divas Bessie Smith e Big Mama Thorntom.

Em 63 partiu para San Francisco, onde o movimento beatnik vivia seu auge. Lá começou a cantar folk e a ter contato com drogas e bebidas, sempre em excesso. O Southern Comfort era seu drink favorito e a heroína o melhor acompanhamento, mistura que a fez deixar a música de lado em algumas ocasiões.

Após um período de volta a sua terra natal para recuperar sua saúde, Janis volta em 66 a San Francisco em meio à explosão hippie. Nesse período ela se junta à banda Big Brother and the Holding Company com quem consegue um contrato para a gravação de um álbum. O disco não foi bem, mas o grande sucesso no Monterrey Pop Festival fez com que Janis fosse descoberta pelo grande público. Dois discos depois, Janis deixou o Big Brother e fundou o Kozmic Blues Band, que também teria vida curta, com apenas um LP em 1969.

Em 70 ela teve sua famosa passagem pelo Brasil, inicialmente para tentar se livrar das drogas. Mas acabou se envolvendo nas mesmas polêmicas de sempre, bebeu pacas e acabou numa comunidade hippie na Bahia. Em 4 de outubro de 1970, então com apenas 27 anos, Janis Joplin morreu vítima de overdose de heroína. Lançou ainda o disco póstumo Pearl com a banda Full Tilt Boogie Band, um clássico absoluto, com canções como Me and Bob McGee e Mercedez Benz.

Seu legado é sua voz rasgada, possante, ora eufórica, ora angustiada. Lançou apenas 4 discos de estudio, mais 2 ao vivo e um punhado de compilações (incluindo sua apresentação em Woodstock). Poderia até ter durado mais e lançado mais material. Mas ai certamente não seria a Janis que conhecemos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Rock com Pipoca: REM - When The Light is Mine

Quando falo em REM como uma das minhas maiores influências, não falo no REM conhecido do grande público, pós Losing My Religion. Refiro-me ao REM dos anos 80, precisamente até 87, época da gravadora IRS, famosa por trabalhar com bandas alternativas. Quando comecei a assistir o DVD When The Light is Mine, foi como se voltasse aos dias em que comecei a tocar violão e guitarra.

Ele abrange justamente esse período inicial da banda, os anos de rádios universitárias e circuitos underground, mas já mostrando a qualidade que acompanhou a banda por toda sua trajetória.

O DVD traz clips e vídeos de apresentações em shows e programas de TV da época, com destaque para o álbum Reckoning de 1984, mas abrange até o Document (1987) que tem os sucessos The One I Love, The Finest Worksong e a clássica Its The End Of The World As We Know It. Depois disso, a Warner assinou com os caras e aí vocês já sabem...

O fato é que este DVD é um ótimo registro sobre a primeira fase da banda. Se você tiver esse e mais o Tourfilm (ao vivo de 1990) terá o material essencial deste período, na minha opinião, o melhor da banda.

O DVD traz também extras com entrevistas e versões acústicas de algumas músicas. Mas é justamente aí que está o ponto negativo: acontece que não há legendas. Até mesmo para quem tem um inglês razoável, é complicado entender o sotaque sulista dos rapazes da Georgia. Só não leva avaliação máxima desta coluna por isso.

Aí embaixo pra vocês, a melhor sequência do DVD, intitulada Left of Reckoning, com várias músicas deste álbum num curta metragem dirigido pelo diretor Jim Herbert.




quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Rock News: Neil Young divulga vídeo com música inédita sobre crise econômica

O músico canadense Neil Young postou em seu site um clipe do YouTube em que aparece dublando uma música inédita, chamada “Fork in the road”. No vídeo, feito com uma única câmera estática, Young aparece cantando a música e comendo uma maçã conectada a um fone de ouvido branco. No final, Young tem direito a um solo de air guitar enquanto dois homens retiram uma Tv de plasma de uma casa ao fundo.

“A ajuda está vindo, mas não é para você”, canta Young, em referência ao “bailout” cedido pelo governo norte-americano para instituições financeiras. Um porta-voz do cantor confirmou à revista Rolling Stone que a música será a faixa-título do próximo disco de Young.

Projetos
No momento o músico está lançando uma série de discos chamada “Archives” – e que deveria culminar com o lançamento de uma caixa nos próximos meses. Além disso, Young deve lançar um novo disco com sua banda de apoio, a Crazy Horse, chamado “Toast”.

O porta-voz do cantor diz que ambos os projetos podem ter o lançamento adiado. Recentemente Neil Young esteve envolvido em uma série de atividades: promover o documentário “Dejá vu”, sobre a turnê do Crosby, Stills, Nash & Young, fazer uma turnê mundial, produzir o documentário “Linc/Volt” a respeito de carros que usam fontes alternativas de energia, e, ao que parece, escrever músicas sobre a crise financeira.
fonte: G1


Sempre engajado, o velho Neil está sempre aprontando das suas. Ouvi o som e me amarrei, mas no site dele foi difícil. Acho melhor pelo iutubiu, aí embaixo.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Loucuras do Alexandrelli: Banda Monaural

Ontem no Loucuras do Alexandrelli foi a vez da banda Monaural mostrar seu novo CD, chamado Expurgo, de puro rock and roll.

Na segunda entrevista da noite o clima esquentou com os advogados Carlos Alberto Ferreira e Nilton Mendes Camparim, analisando a abertura dos arquivos da ditadura no Brasil. Não perca!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Rock News: Motown, a gravadora que ajudou a criar a black music, faz 50 anos.

Esta segunda-feira (12) marca os 50 anos em que o produtor e empresário norte-americano Barry Gordy, a partir de uma empréstimo de U$ 800, fundou em Detroit a gravadora Tamla – que em dezembro daquele ano viraria a Motown.

Com 240 hits no top 40 das paradas norte-americanas entre 1962 e 1971, a Motown ajudou a inventar a black music moderna, influenciando grande parte da música pop, negra ou não, produzida em todo o mundo nas décadas seguintes.

A Motown gravava, produzia e lançava quase exclusivamente artistas negros – em uma época em que muitos dos estados dos EUA eram racialmente segregados, uma gravadora negra que se considerasse “o som da América jovem” (esse era o slogan da Motown, criado por Gordy) era um evento revolucionário.

Entre seus artistas mais famosos estão The Supremes, Marvin Gaye, The Temptations, Martha & The Vandellas, Stevie Wonder, The Jackson Five e Smokey Robinson & The Miracles. Do soul mais açucarado ao funk mais pesado, todos os estilos de música negra dos EUA foram representados pela gravadora durante o seu auge.

Linha de produção
O nome Motown (contração de “Motor Town”, cidade dos motores) é uma homenagem à cidade-natal da gravadora, conhecida por ser um pólo de montadoras de automóveis. A gravadora também funcionava como uma “linha de produção”, com times de compositores (como o trio Holland-Dozier-Holland e Smokey Robinson), e uma banda de estúdio entrosada (os Funk Brothers) produzindo hit atrás de hit, enquanto os cantores eram “profissionalizados” com cursos de dicção, canto e dança.

O conceito foi introduzido pelo próprio Barry Gordy, que, como cita uma reportagem da BBC, queria que a gravadora fosse “moldada pelos princípios que aprendi na linha de produção da (montadora) Lincoln-Mercury”. Para tanto, Gordy chegava a ter reuniões semanais de “controle de qualidade” com os produtores.

Essa estrutura ajudou para que, apesar das diferenças entre artistas, a Motown fosse um dos poucos selos “que constituem um gênero em si”, como definiu Peter Shapiro, autor do “The rough guide to soul and r&b”. Esse sistema de produção, aliado às melodias fáceis, o sucesso nas paradas e a falta de comprometimento político (durante muito tempo, todas as letras dos artistas do selo eram sobre amor), também renderam críticas ao selo.

“Na época, víamos Berry Gordy como antipolítico, alguém com medo de mudar as coisas”, diz o músico Robert Wyatt em uma matéria da revista “Mojo”. Mesmo assim a gravadora se envolvia involuntariamente em questões políticas – como em 1964, quando a música “Dancing in the streets”, de Martha & the Vandellas tornou-se um dos hinos da luta dos negros pelos direitos civis nos EUA.

Mudanças
Depois de revolucionar a música e o comportamento dos EUA durante os anos 60, em 1971 Gordy mudou a gravadora para Los Angeles. Os hits continuaram, com artistas como Jackson Five e com a carreira solo da ex-Supremes Diana Ross, enquanto a gravadora recebia aclamação da crítica pelos álbuns de Marvin Gaye (“What’s going on”, de 1971) e Stevie Wonder (“Talkbook”, de 1973).

Porém, a mudança foi “o prego no caixão do antigo sistema de estúdio” da gravadora, segundo Shapiro. O som da gravadora perdeu a personalidade. Em 1988, Gordy vendeu a Motown para a gravadora MCA por US$ 61 milhões. Depois de uma série de mudanças no mercado, a gravadora acabou sob o controle da Universal no final de 1998.

Em 2005 surge a Motown Universal Music Group, que inclui entre seus artistas cantoras de R&B como Erykah Badu, rappers como Q-Tip e inclusive a cantora pop e atriz Lindsay Lohan. Stevie Wonder, Diana Ross, Smokey Robinson e os Temptations ainda são contratados da gravadora.

Comemorar
“Agora é hora de comemorar”, diz Martha Reeves, líder da Martha & the Vandellas, hoje vereadora em Detroit. Os 50 anos da gravadora serão temas de diversos especiais de rádio na Inglaterra, França e Alemanha, informa o jornal “USA Today”. Em Berlin, estréia neste domingo (11) o musical “Memories of Motown”, com a participação de Reeves, dos Miracles e dos Contortions.

“O legado ainda é meu”, diz Gordy, em entrevista ao “USA Today”, “e de todos os artistas – estejam eles ainda aqui ou não. E isso é o que é importante para mim”. Mas a palavra final é de Duke Fakir, último dos Four Tops vivo. No ano em que os EUA terão seu primeiro presidente negro, Fakir acredita que a Motown ajudou na integração do país: “Foi um dos degraus nesta escada”, explica, “a música da Motown foi uma parte importante no processo de diminuir as tensões – pouco a pouco. E essa é a parte da qual eu realmente tenho orgulho”.
fonte: G1


Tava até pensando num post especial, mas essa matéria tá completinha! Vou dizer mais o que? Bom, quem sabe até segunda não descolo um material especial pra vocês? Vamos ver. Enquanto isso, parabéns a Motown, um dos grandes mitos não só da black music, mas do século XX como um todo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Hoje no Rock: David Bowie, 62 anos

Camaleônico. Andrógino. Multifacetado. Taí a verdadeira metamorfose ambulante, graças às suas muitas caras e vidas, criadas ao longo de 40 anos de carreira. David Robert Haywood-Jones começou sua carreira com o nome artístico de Davie Jones ainda na cidade de Brixton, Inglaterra, mas resolveu mudar seu sobrenome por causa do homônimo americano dos Monkees, David Jones, que fazia um grande sucesso na época.

Mas qual sobrenome usar? Segundo reza a lenda, o Bowie foi tomado de uma marca de facas, a mesma que teria ferido seu olho esquerdo durante uma briga com o colega de escola George Underwood, quando David tinha apenas 15 anos. Outras fontes falam em um anel amolado, outras ainda em apenas um soco bem dado. Mas o fato é que dessa briga ficaram duas marcas: o nome (Bowie) e a pupila esquerda eternamente dilatada, que dá o visual característico da sua face.

Após perambular em várias bandinhas, Bowie emplacou o sucesso Space Oddity, sobre um astronauta que se perde no espaço. Apesar de ter sido composta em 68, só foi lançada um ano depois, na ocasião da chegada do homem à Lua. Mas a tacada de mestre foi o lançamento de The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. Ele vivenciou tanto o personagem que chegou a dar entrevistas como se fosse o próprio Ziggy Stardust. E da mesma forma anunciou o fim da banda e da turnê no London's Hammersmith Odeon, em julho de 73: "De todos os shows desta turnê, esta ficará marcada em nós com mais força, pois não é só o último show desta turnê, mas também como o último show que eu farei. Obrigado."

Dai pra frente Bowie colecionou facetas. Foi do pop ao soul, do dance ao hard com a mesma naturalidade que aparecia nas telas do cinema. Fez parcerias de sucesso com feras do porte do Queen e Mick Jagger e também colecionou escândalos, claro.

Enfim, esse senhor chega aos 62 anos, bem vividos e aproveitados. E o melhor: em atividade! Vamos aguardar agora a próxima pele do camaleão!

Rock News: Deep Purple - Perfect Strangers terá edição comemorativa

O álbum "Perfect Strangers" do Deep Purple completará 25 anos agora em 2009 e como parte das comemorações, será lançada uma edição remasterizada da obra.

O baixista Roger Glover, que produziu o álbum, comentou sobre o projeto: "No início de dezembro eu tive algum tempo para explorar as fitas originais. O relançamento vai acontecer, mas ainda há muito para se fazer", disse.

"Perfect Strangers" marcou a volta do Deep Purple com sua formação clássica após uma paralisação de oito anos.
fonte: Whiplash


Essencial pra qualquer um que resolva conhecer o Purple, é apenas um dos muitos álbuns clássicos que fazem bodas esse ano. Abbey Road e Tommy fazem 40 anos e o The Wall 30 anos. Nem preciso dizer que teremos matérias especiais né?

Enquanto não sai a edição remasterizada, você pode clicar aqui e ir curtindo o original.

Hoje no Rock: Elvis, 74 anos

Hoje já acordei com a difícil tarefa de escrever sobre o aniversário de Elvis Aaron Presley e confesso que não sei nem por onde começar. Elvis é um daqueles casos onde todos já falaram tudo que tinha pra ser dito. Mas a dificuldade vai além.

O maior problema é que eu não vejo Elvis como o rei ou pai do rock que muitos consideram. Pra falar a verdade, acho que a sua grande contribuição aconteceu apenas na primeira etapa de sua carreira, antes de apresentar-se ao exército em 1958. Depois disso o que se viu foi um Elvis estereotipado, primeiro com os filmes, depois com as temporadas em Las Vegas, e culminando com o papel de bom moço frente ao governo Nixon.

Outra coisa que sempre me deixou com pé atrás é o fato de Elvis nunca ter se apresentado fora dos EUA, com a exceção de meia dúzia de shows no Canadá. Mesmo comparando com outros nomes da época como Jerry Lee Lewis, uma visita ao menos à Inglaterra era obrigatória. Incomoda-me também faltar aos mais de 40 discos dele um clássico do porte de um Dark Side, Electric Ladyland ou Led Zeppelin IV.

Pronto, olha eu aí falando mal do cara de novo. Ok, é aniversário dele, vamos falar bem!

A grande contribuição de Elvis na minha modesta opinião, não foi exatamente ter sido Elvis. É ter sido o precursor de muita gente que veio depois, como Beatles e Stones, só pra ficar nos mais evidentes. Mesmo fazendo parte de um movimento (pra mim ele não agiu sozinho, era apenas o branco do grupo), Presley começou o que chamamos de rock and roll e suas variantes. Isso ninguém tira dele.

Muito bem, se você não gostou do que eu escrevi, paciência... Sou mais Chuck Berry mesmo e pronto. E por outro lado, não se preocupe, afinal, Elvis não morreu!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Rock News: Morrissey disponibiliza nova música na internet

O cantor inglês Morrissey liberou para audição na internet o primeiro ‘single’ de seu novo álbum. A música é “I’m Throwing My Arms Around Paris” e fará parte do disco “Years of Refusal”.

O novo álbum de Morrissey será lançado nos Estados Unidos no dia 17 de fevereiro, já no Reino Unido o álbum estará disponível no dia 23. Oficialmente, o ‘single’ “I’m Throwing My Arms Around Paris” só será lançado em 09 de fevereiro.

O ex-Smiths descreve a nova música como “um hino cosmopolita para a arquitetura”. A música está disponível na página oficial do cantor no MySpace: www.myspace.com/morrissey.
fonte: Terra


Mais um que parte pra disponibilização de músicas na internet. Se você não conseguiu ouvir no MySpace dele, taqui o cara. Ouvi e confesso que senti um certo ar de Smiths.

Loucuras do Alexandrelli: Banda 99 Macacos

Ontem nosso parceiro Alexandrelli voltou ao batente e já começou com a banda 99 Macacos, que fez uma releitura rock'n roll de "Meu Mundo Caiu", o maior sucesso de Maysa, bem antes da minissérie ser gravada, há dois anos atrás! E essa versão foi aprovada pelo próprio filho da Maysa, o diretor Jayme Monjardim.

Participa também o poeta e escritor Eric Meireles de Andrade, da Confraria dos Poetas.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Review: The Fireman - Electric Arguments

Onde há fumaça, há fogo. E onde há Sir Paul McCartney há a garantia de boas canções, principalmente quando não existe o compromisso de compor um álbum estritamente comercial. E se os argumentos fossem menos elétricos seria bem melhor.

Gravado em apenas 13 dias em parceria com o produtor Youth, o desafio era compor um disco em tempo record, sem nenhum ponto de partida. Paul toca todos os instrumentos (até aí nenhuma novidade) e Youth entra com a parte eletrônica do cedê. E foi justamente isso que pegou.

Pegou porque eu ainda encaro música eletrônica como palavrão. Confesso que por isso acabei ouvindo o trabalho com um certo preconceito que foi sendo derrubado aos poucos. Mas logo você encontra aquela batida eletrônica em algum lugar, ou um sequencer gratuito... Deu pra sentir o paradoxo?

É um cd com boas canções, características de Sir Paul. Não vi nada muito diferente do que ele já tinha composto. Mas que ficariam bem melhores se apenas fossem tocadas como sempre foram. Em tempos de plágio, ainda surgiu a notícia de que a canção Light From Your Lighthouse seria um plágio de uma música do bluesman Blind Willie Johnson. Só que o próprio Paul declarou antes que havia realmente se inspirado em Let Your Light Shine On Me, que é uma canção tradicional de dominio público. Plágio ou malandragem?


De qualquer forma, vale a pena ouvir. Mas se você estiver sem tempo, pode viver tranquilamente sem conhecer esse disco. Minha opinião? Paul continua genial, mas tá ficando meio caduco... Taqui o cara no RapidShare.



domingo, 4 de janeiro de 2009

Hoje no Rock: Michael Stipe, 48 anos

Em 4 de janeiro de 1960 nascia na cidade de Decatur, Georgia, John Michael Stipe que durante sua infância perambulou por vários estados americanos acompanhando seu pai, militar do exército. Mas a coisa mudou mesmo quando ele parou em Athens para estudar arte.

Foi lá que conheceu Peter Buck numa loja de discos. Logo em seguida Mike Mills e Bill Berry se juntaram ao que seria o REM. Todos sairam da faculdade e passaram a focar na banda que lançou o single Radio Free Europe. O sucesso no circuito universitário americano foi tanto que eles acabaram assinando um contrato com a IRS, tradicional selo alternativo americano.

Apesar do sucesso no cenário mainstream só ter vindo em 1991 com Out Of Time e o hit Losing My Religion, Stipe e o REM já eram bem conhecidos nos EUA. Principal letrista e vocalista da banda, Stipe dava o cunho artistico e ativista do grupo, sempre com letras parte surreais, parte críticas. Segundo ele mesmo, o REM surgiu durante a era negra dos políticos americanos (os anos Reagan / Bush) e era simplesmente impossível não ser ativista.

Em 1987 Stipe funda a C00 Films com Jim McCay e passa a produzir também cinema. Filmes como "Quero Ser John Malkovich" e "Man on the Moon" tem o dedo de Stipe, assim como a direção de vários clips do REM.

Em 1992 surgiram boatos dando conta de que Stipe teria contraído o vírus HIV. Segundo ele, isso só aconteceu porque nunca havia sido claro sobre sua sexualidade, dando margem para especulações. Mais tarde, em 1994, declarou que não era nem hétero, nem homo, nem bissexual, apenas mantinha-se aberto às oportunidades. Já em 2001, ele revelou que vivia com um companheiro já há 3 anos.

Hoje, além do REM, Michael Stipe tem vários projetos paralelos, como vocalista e produtor, mas sem esquecer do seu lado ativista, seja politicamente, seja em causas ambientais. Recentemente produziu um single beneficente em prol das vítimas do furacão Katrina que chegou ao primeiro lugar no Canadá.

A discussão sobre o que é ou não clássico sempre vem a tona. Costumo dizer que as duas últimas bandas que considero clássicas são o U2 (apesar das bizarrices cometidas recentemente) e o REM. Um se corrompeu e não toca rock faz tempo, mas o outro continua com o mesmo estilo do começo, apesar de ter alçado o estrelato. Muito disso, deve-se à postura de Michael Stipe a frente da banda.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Blog on The Top: All Things Must Pass

George Harrison
All Things Must Pass
(EUA - 1971)
O defunto beatle ainda estava quente quando George Harrison[bb] lançou no final de 1970 o mítico álbum All Things Must Pass, que chegou ao topo das paradas na Inglaterra e nos EUA no começo do ano seguinte.

Além de ter sido o primeiro álbum triplo da história, All Things foi o maior sucesso de vendagens de um beatle em carreira solo, superando até mesmo os maiores êxitos de Paul e John.

O álbum começou a ser concebido bem antes da separação. Músicas como Isn't It A Pity por exemplo, foram compostas em 1966, mas suas canções de Harrison sempre eram preteridas, em favor da dupla Lennon / McCartney. Sobre Isn't It A Pity, George conta que John a teria recusado, então ele pensou em oferecê-la a Sinatra.

Para suas gravações, Harrison contou com nomes de peso como Ringo Starr, Eric Clapton e membros do Derek and Dominos, Alan White (Yes), Billy Preston e o iniciante percursionista Phil Collins. Há fontes que falam em John Lennon, mas não confirmadas. A produção coube a Phil Spector, o mesmo de Let It Be. Anos depois, George disse não ter gostado da produção, achando que continha "muito eco".

Em 2001, All Things foi relançado, remasterizado, pouco antes da morte de George. A capa original foi colorizada (acima) e foram incluídas faixas bonus. Separei para vocês uma raridade: a versão demo do original, chamada Beware the ABKCO, onde Harrison toca violão para Phil Spector, mostrando as faixas do disco. Imperdível e obrigatório!

Rock News : Ron Wood, dos Stones, lança autobiografia

Ron Wood, guitarrista dos Rolling Stones, acaba de lançar a autobiografia - a primeira de um integrante da banda. Aos 61 anos, o músico fala de sua trajetória e conta histórias de bastidores do grupo - no livro, ele define a si mesmo e a seus colegas Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts como "prisioneiros numa cela de ouro".

Em "Ronnie: The autobiography" ("Ronnie: A autobiografia"), Wood lembra como sobreviveu milagrosamente ao álcool, às drogas e à pouca habilidade para gerir seu dinheiro e conseguiu se realizar em suas duas grandes paixões, a música e a pintura. No livro, ele aponta também como sua origem foi definidora em sua trajetória. Filho de uma família de "ciganos aquáticos" do Tâmisa, seu pai não ia a lugar algum sem sua gaita e frequentemente era encontrado dormindo bêbado na horta da casa.

Sua carreira antes dos Rolling Stones, que inclui passagens importantes por bandas como Faces e Birds e participação fundamental nos primeiros discos de Rod Stewart, também é relatada na obra. Como testemunha de uma geração, ele passeia também por histórias de outros. O triângulo amoroso que envolveu George Harrison, Pattie Boyd e Eric Clapton, por exemplo, merece espaço no livro.

A maior parte dos fãs, porém, vai se interessar mais pelas curiosidades relacionadas aos Stones, como o fato de Richards não raro ameaçar pessoas com armas e Watts não dirigir por ter "um bizarro medo de máquinas".
fonte: O Globo


Como assim acaba de lançar??? Como eu mesmo noticiei aqui no blog, esse livro saiu lá fora em outubro de 2007! Ou se trata de uma reedição ou de uma versão revisada. De qualquer forma, ainda me impressiona como esses caras não sabem do que estão falando...

Rock com Pipoca: Yusuf's Cafe Session

Sempre me referia a Yusuf Islam como Cat Stevens[bb], seu nome artístico original até o final dos anos 70, quando abandonou os palcos para dedicar-se ao Islã. Para mim tratava-se da mesma pessoa e pronto, um novo nome parecia apenas uma forma de distinguir as diferentes fases de uma carreira. Mas depois de assistir ao DVD Yusuf's Café, mudei de opinião.

Mudei porque apesar de suas músicas ainda terem uma sonoridade semelhante, sua postura mudou completamente. Seja pela maturidade de um senhor com quase 60 anos ou pela serenidade espiritual encontrada, Yusuf passa uma sinceridade incrível naquilo que compõe e toca.

O DVD traz um pocket show gravado pela BBC em 2006, incluindo as novas canções do álbum Another Cup e velhos sucessos, como The Wind, Father and Son e Wild World. Mas, assim como em Magikat, o ponto alto são os (muitos) extras, incluindo uma longa entrevista onde ele conta sua história como músico, sua conversão ao Islã e sua volta aos palcos. Inclui também clips do novo CD, além de material antigo e inédito do começo de sua carreira.

Voltando ao show, a influência muçulmana é nítida não apenas na decoração e no cenário, mas também em muitos arranjos, mas perfeitamente permeada pelo violão e pela voz característica.
Está lá também Alun Davies, companheiro dos anos 70, no violão. Nada sobra e a sensação que fica é de 'quero mais' no final do show de apenas uma hora.

Recomendado a todos, especialmente aos amantes do bom folk rock. Ótimo post para começar o novo ano! Abaixo, Father and Son.