sábado, 30 de maio de 2009

Show de Horrores: Star Wars Disco Fever

Uma das modas mais bizarras produzidas pela humanidade foi a febre do disco, na segunda metade dos anos 70. Por coincidência (ou outra força que desconhecemos) nesta mesma época surgiu um outro fenômeno, bem mais interessante, chamado Star Wars.

Mas claro, a mente humana é doentia o suficiente para misturar as coisas. O resultado? Star Wars Disco Fever, uma bizarrice que dispensa qualquer apresentação. É sensacional a ginga e o jogo de cintura dos soldados do Império. E como Han Solo, ninguém menos que o astro country Kris Kristopherson!

Que a Força o ajude a assistir até o final!

Rock News: Produtor musical pega 19 anos de cadeia por assassinar atriz de Hollywood

O produtor musical Phil Spector foi sentenciado, nesta sexta-feira (29), a pelo menos 19 anos de prisão pelo assassinato de uma atriz de Hollywood em 2003, informou a agência de notícias Reuters.

A sentença afirma que Spector deve passar um mínimo de 19 anos na cadeia até se tornar apto a pleitear a liberdade condicional. Se não conseguir a condicional, ele deve passar o resto da vida atrás das grades.

Spector, 69, que ficou conhecido por revolucionar a música pop na década de 1960 com sua técnica de produção chamada de "wall of sound" (parede sonora), foi declarado culpado de assassinato em segundo grau por um júri de Los Angeles, em abril.

Lana Clarkson, 40, atriz de filmes-B (de baixo orçamento), morreu por um tiro na boca, disparado do revólver de Spector. O episódio ocorreu no castelo em que o produtor morava, em 3 de fevereiro de 2003. Os dois haviam se encontrado horas antes em uma casa noturna de Hollywood.

O produtor, que já trabalhou com os Beatles e os Ramones, entre outros, negou o crime, mas não se apresentou para testemunhar em nenhum dos dois julgamentos. Ele vem sendo mantido sob custódia desde a condenação em 13 de abril.

A promotoria afirma que o tiro que matou Clarkson faz parte de uma série de ameaças com armas e violência que Spector cometera contra mulheres nos últimos 20 anos em ataques de fúria.

Já os advogados de Spector alegaram que a atriz estava deprimida pelo fracasso de sua carreira e, por isso, cometera suicídio.

Spector teve uma infância atormentada. Seu pai cometeu suicídio, sua irmã passou anos internada em sanatórios e ele próprio sofria de depressão severa. Pouco antes do assassinato de Clarkson, Spector afirmou a um jornalista britânico, em uma de suas raras entrevistas, que sofria de personalidade bipolar e que havia "demônios lutando dentro de mim".
fonte: Globo.com


A defesa chegou a argumentar em março que as provas forenses inocentariam Spector, mas o que se viu foi o contrário. Agora eu pergunto: quando ele vai pagar pelo que fez ao Let It Be ein?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Blog'n'Roll: Mustang na Garagem

E poderia ser até mesmo Mustang na oficina, já que nosso baterista Ayrton Jr sofreu uma lesão em um dedo da mão esquerda e desfalcará a banda até o mês de julho. Melhoras para ele, mas como dizem, o show não pode parar!

Após uma árdua negociação com vários bateristas, dessa vez escalamos Marcelo Borring, que já nos acompanhou em um show no Colégio São José, em novembro do ano passado. Seu primeiro ensaio já rolou essa semana e foi bastante promissor. O Mustang mostra que também tem peça de reposição!

Borring estréia conosco no próximo dia 5 no mais que tradicional Dragon Jack. Aguardem para mais detalhes!

Hoje no Rock: John Fogerty, 64 anos

Mente criativa de uma das mais influentes bandas da história, o Creedence Clearwater Revival, John Cameron Fogerty nasceu em Berkeley na Califórnia em 1964 e é irmão mais novo de Tom Fogerty, com quem é frequentemente confundido. Portanto, antes de prosseguir, vamos deixar claro:

John Fogerty, irmão mais novo, vocal principal e compositor de maior parte dos sucessos do Creedence, ainda vivo, completa hoje 64 anos.
Tom Fogerty, irmão mais velho, guitarra base e fundador do Creedence. Falecido em 1990 vítima de AIDS.

Posto isso, John junto com o baterista Doug Clifford e o baixista Stu Cook formaram em 1959 a banda Blue Velvets, que seria a banda de acompanhamento para Tom. Em seguida mudaram seu nome para The Golliwoggs até 1966, quando John e Doug foram convocados para o serviço militar. Quando voltaram, em 1967 o nome foi mudado para Creedence Clearwater Revival e a banda estourou.

Mas nem tudo eram flores. Apesar do grande sucesso, os irmão Fogerty não se entendiam e viviam às turras, o que faria os mimados Gallagher parecerem crianças de colo. A coisa azedou de vez em 1972, quando a banda anunciou o rompimento oficial.

A carreira solo de John demorou a decolar, muito em função da eterna briga judicial com a Fantasy Records, antiga gravadora do Creedence. Só já na década de 80 ele voltou a ter um sucesso comercial considerável, com as canções Centerfield e The Old Man is Down the Road. A última lhe rendeu um processo por plágio, curiosamente de uma música do Creedence, Run Through the Jungle. Ele provou que não era um plágio de forma muito simples: levou um violão ao tribunal e tocou ambas para o juiz. Em outra, chamada Zanz Kant Danz, recebeu mais um processo, dessa vez do presidente da Fantasy Records, Saul Zaentz. Mudou o nome para Vanz Kant Danz, mas não adiantou.

Em 1997 ganhou o Grammy de melhor album de rock com Blue Moon Swamp. Desde então mantem-se na estrada, com relativo sucesso, muito em função dos grandes hits dos anos do Creedence.

A luta judicial com a antiga gravadora, continua, mais de 30 anos após o rompimento.

Sua relação com seu irmão Tom nunca foi reatada. Não tiveram contato nem mesmo quando Tom estava no leito de morte, no final dos anos 80.

Aí embaixo um dos grandes clássicos do cara.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Blog'n'Roll: Experience no Twitter

Periodicamente experimento aqui no brogue novas tecnologias para facilitar a vida dos leitores e, principalmente a minha. Algumas dão certo, muitas outras não. A cada dia que passa tenho mais certeza que a simplicidade é a chave para tudo na vida. Mas o povo hoje gosta de complicar. De qualquer forma vamos lá.

A única expressão mais usada que "Susan Boyle" na internet hoje em dia é Twitter. E o que esse cara faz? Bom até o último final de semana eu também não sabia.

Trata-se de nada além de uma rede social (mais uma!) que conecta pessoas e, nesse caso, atualiza o que você está fazendo no momento. Claro que não vou usar para colocar coisas do tipo "tomando banho", "alimentando o Enzo" ou "dormindo". Mas lá posso dizer quando tem post novo pra sair e deixar sempre atualizado com o mais recente. Se for algo do seu interesse, é só dar um clic.

Para tornar-se um seguidor do Experience no Twitter, basta clicar aqui, ou no ícone aí do lado e passar a receber as atualizações direto no seu navegador. Se preferir, é só ir lá embaixo e assinar como um seguidor do blog diretamente. Se quiser ser seguidor nos 2, melhor ainda!

Blog on the Top: Paint it Black

Rolling Stones
Paint it Black
(Inglaterra - 1966)

Associada com 9 entre 10 filmes sobre a Guerra do Vietnam, Paint it Black talvez tenha essa carga pelo peso que traz na sua letra, aparentemente sobre a morte de uma namorada.

A canção teria surgido meio que por acidente, enquanto Wyman e Charlie Watts brincavam com um hammond e na bateria, respectivamente. O riff característico foi então acompanhado por uma batida com clima asiático, o que foi reforçado quando Brian Jones incluiu a cítara, que ele havia aprendido a tocar poucos dias antes, com George Harrison. Jagger contribuiu com a letra e Richards com as guitarras e backing vocals. Apesar da participação de toda a banda, os créditos da música ficaram apenas para Jagger/Richards.

O grande sucesso fez com que Paint it Black chegasse ao topo na Inglaterra e nos EUA, tornando-a um dos maiores sucessos dos Stones. Além disso, ela foi regravada por cerca de 100 bandas diferentes, entre elas Animals, Deep Purple, Echo and Bunnyman e REM.

Aí embaixo, registro dela em 1966, no programa Ready Steady Go.

domingo, 24 de maio de 2009

Hoje no Rock: Bob Dylan: 68 anos

O menestrel do folk, Robert Allen Zimmerman nasceu na pequena cidade de Duluth, no estado americano de Minnesota, vindo de uma família de judeus-russos. Ainda muito jovem, aprendeu guitarra e piano sozinho, ao mesmo tempo que escrevia seus primeiro poemas.

Começou a cantar em bandas de rock, imitando Little Richards e Buddy Holly, mas quando entrou para a faculdade conheceu o folk, influenciado pelo cantor Woody Guthrie.


Seu primeiro trabalho (Bob Dylan) veio em 1962, mas foi seu segundo trabalho, The Freeweelin' Bob Dylan, de 1963, que lhe trouxe notoriedade. Nele estava o clássico Blowin' in the Wind, música que imediatamente associou Dylan aos movimentos pelo direitos civis e a músicas de protesto em geral, rótulo que ele recusaria posteriormente. Em 1963, sua participação no Newport Folk Festival alçou-o ao estrelato, assim como Joan Baez. Ambos tornaram-se os 2 grandes nomes do folk e da música engajada dos anos 60. O sucesso do álbum The Times They Are-A-Changing, de 1964, apenas consolidou esta posição. Na segunda metade dos anos 60, Dylan volta-se para temas como racismo e Guerra do Vietnam e adota um estilo mais elétrico, o que revoltou alguns fãs mais radicais, do seu estilo folk.

Os anos 70 foram de emoções distintas. Inicialmente, adota o The Band como sua banda de apoio após sofrer um acidente de moto, com quem grava The Basement Tapes. Lança grandes sucessos como If Not For You e Knockin' on Heaven's Door. Na segunda metade da década, Dylan divorcia-se e converte-se a cultos cristãos evangélicos. Sua temática passa a ser Gospel o que o afastou de muitos fãs antigos, mas aproximou-o dos fiéis de sua igreja.

Na década de 80, Dylan afasta-se da fé cristã e lança o disco Infidels. Nele o resgate por suas raizes judaicas fica claro como na música Jokerman. Mais tarde, une-se a George Harrison, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison para formar o Traveling Wilburys que rende 2 discos. Na década seguinte, passa a fazer um balanço de sua carreira, voltando ao folk inicial e rompendo com compromissos de mercado.

Ano passado Bob esteve no Brasil, onde fez uma série de shows. Muito criticado por alguns por não tocar seus grandes sucessos, Dylan tem o porte de quem tem o direito de tocar o que bem entende. Ele foi o cara que mostrou a todos que as letras não precisam falar de amor. Costurou o folk ao rock, influenciando caras como John Lennon na forma de compor. Desde seu primeiro disco, ja foram quase 50 trabalhos, sendo o mais recente o bom Together Through Life, que já apareceu aqui no Experience.

Dylan é o menestrel do rock, o poeta que ensinou vários discípulos a compor, trazendo sua mensagem clara e direta, mas sempre com seu violão e sua gaita.

Rock News: Novo álbum do Green Day é censurado em rede de lojas nos EUA

Uma das maiores redes de lojas dos Estados Unidos, a Wal-Mart, não vai vender o novo álbum da banda Green Day. O grupo revelou que o álbum “21st Century Breakdown” foi censurado pela rede de lojas por trazer o selo de advertência de conteúdo impróprio.

“O Wal-Mart se tornou a maior cadeia de varejo do país, mas eles não vão comercializar nosso álbum porque querem censurá-lo”, comentou em entrevista o vocalista da banda, Billie Joe Armstrong. A rede costuma vender edições editadas dos álbuns que são lançados com o selo de conteúdo impróprio. Esse selo é colocado nas capas de álbuns que trazem palavrões ou termos considerados ofensivos pela conservadora sociedade dos Estados Unidos.

Uma porta-voz da rede de lojas, Melissa O’Brien, disse que artistas e gravadoras têm a liberdade para disponibilizar nas prateleiras versões diferentes do mesmo álbum, o que possibilita a venda de discos sem o selo de advertência. A banda se nega a fazer essa versão editada.

A rede de lojas tem uma política interna que impede a venda desses álbuns com o selo de conteúdo impróprio. “21st Century Breakdown” já está à venda nos Estados Unidos desde o último dia 15 e já chegou ao topo dos mais vendidos da Billboard.
fonte: Terra


Como eles mesmos diriam, american idiots...

sábado, 23 de maio de 2009

Hoje no Rock: The Who - The Kids Are Alright

Se neste ano o Who comemorará os 40 anos da ópera-rock Tommy (1969), hoje quem sopra as velinhas é o super documentário dirigido por Jeff Stein, The Kids Are Alright, lançado há exatos 30 anos. Stein era um fã americano do Who e sempre foi obcecado pela idéia de fazer um documentário contando a história da banda, através de colagens de cenas e entrevistas.

Em 1975 conseguiu aproximar-se de Pete Townshend e sugeriu a ideia que foi inicialmente rejeitada, mas o empresário da banda, Bill Curbishley acabou convencendo-o do contrário. Para dar um gostinho, Jeff fez uma compilação de várias imagens antigas da banda e mostrou ao integrantes e suas esposas. Depois de poucos minutos, Pete e Keith Moon rolavam no chão histéricos. A esposa de Roger Daltrey riu tanto que derrubou a garrafa de café da mesa. Estava aprovado.


Jeff começou então a garimpar material, já que boa parte havia sido perdida. Ele optou por uma narrativa não linear, incluindo várias apresentações em programas de TV da época (Shindig, Ready Steady Go, Smothers Brothers), shows e entrevistas. Gravou também imagens em um show fechado, no Shepperton Studios, além de cenas de ensaios.

Cenas famosas estão no documentário, como as aparições em Woodstock (segundo Pete, um lixo), Monterrey e Pontiac Silverdome, assim como no famoso Rolling Stones Rock'n'Roll Circus. Esse especial teria sido cancelado porque os produtores acharam que a performance do Who ofuscaria os Stones. Partes de uma entrevista no Russel Harty Plus também foram incluídas, inclusive o momento quem que Keith rasga a roupa de Pete e em seguida fica pelado. Há muito destaque para Keith Moon e suas loucuras, assim como para a fixação de Pete em destruir guitarras. Aliás, o documentário foi lançado em meio a uma onda de cinema catástrofe (Aeroporto, Terremoto, Inferno na Torre). Isso deu aos produtores a idéia genial de entitular o filme "o primeiro filme de desastre rock 'n' roll do mundo".

Moon morreu em 7 de setembro de 1978, vítima de overdose de Heminevrin, um medicamento usado para tratamentos anti-álcool, durante a edição final do material. Os integrantes restantes decidiram que nenhuma parte seria modificada e não há referências ao seu falecimento no filme. O documentário foi lançado no Festival de Cannes de 1979, sendo recebido pelo público como o melhor feito sobre uma banda de rock, opinião de muitos até hoje.

Para mim é a imagem definitiva do Who, que após a morte de Moon teve outros bateristas, lançou discos, mas perdeu a energia inicial. Retrata os 13 anos iniciais da banda, do movimento Mod até a consagração mundial. O único senão na minha opinião, é o não ter nada do álbum Quadrophenia, de 1973. Fora isso, nota 10!

Pra vocês, a sequência inicial do filme. Uma aparição no programa americano Smothers Brothers Comedy Show de 1967, onde eles, literalmente destroem tudo. Keith subornou um contra-regra para poder colocar uma carga de explosivos na sua bateria. Resultado: o cabelo de Pete pegando fogo e o braço de John cortado.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Rock News: Morre aos 61 anos Zé Rodrix

Morreu na noite desta quinta-feira, em São Paulo, aos 61 anos, o cantor e compositor Zé Rodrix. Ele estava em casa com a família quando passou mal e foi levado ao Hospital das Clínicas, na capital. Zé Rodrix, que também era publicitário e ultimamente dedicava parte do seu tempo à produção de jingles comerciais, aparentemente não tinha qualquer problema de saúde.

Fundador do grupo Sá, Rodrix & Guarabyra, José Rodrigues Trindade é autor de "Casa no campo", sucesso gravado por Elis Regina na década de 70, e parceiro de Sá e Guarabyra "Mestre Jonas". Nascido no Rio de Janeiro, em novembro de 1947, o músico já tocou com Tavito e com os grupos Som Imaginário e Joelho de Porco.

O trio com o qual viveu uma história de mais de 30 anos estreou em disco em 1971, com "Passado, presente & futuro". Em 2009, o grupo lançou pela gravadora Som Livre o disco "Amanhã", o primeiro de inéditas desde 2001. "Amanhece um outro dia", que está no repertório, virou abertura da novela "Revelação", do SBT. Na semana passada, o trio se apresentou no Rio (Centro Cultural Banco do Brasil). Sá, Rodrix & Guarabyra consagraram o estilo que, nos anos 70, passou a ser chamado de rock rural.

Zé Rodrix deixa mulher, seis filhos e dois netos.
fonte: O Globo


Grande perda para o já carente rock nacional. Quando se fala em "rock rural", estamos falando de nada além do folk brasileiro, mas gosto da expressão.
Mestre Jonas sempre foi presença constante nos meus playlists e nem preciso dizer que me influenciou bastante. Adoro a conbinação de piano e órgão com o baixo nervoso fraseando toda a música. A letra é um show a parte, composta no auge da ditatura e cheia de mensagens implícitas. Taí ela hoje pra vocês, pra baixar, ver e lembrar.

Rock News: John Lennon: roupas ensanguentadas serão exibidas em NY

As roupas ensangüentadas que John Lennon usava quando foi baleado em Nova York farão parte de uma nova exposição. O saco de papel com as roupas vai ser uma das peças expostas na 'John Lennon: The New York Years', uma exposição montada por sua viúva Yoko Ono na cidade.

Ono já sabia que incluir as roupas seria uma decisão difícil, e ela teme ser criticada pelos fãs. A exposição também terá letras de músicas escritas à mão, cartas sobre a possibilidade de deportação dos Estados Unidos no começo dos anos 70 e vários instrumentos musicais incluindo um piano e guitarras.

Falando sobre a mostra em Nova York, Ono disse: "Eu sei que isso é muito triste, e irônico, mas eu acho que ele amou muito esse lugar e foi onde ele foi morto".
fonte: Whiplash


Nem vou comentar nada, senão as "viúvas da viúva" vão dizer que não gosto dela. Já é a segunda bola fora seguida, desde o comercial dublabo de Lennon em dezembro do ano passado.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Blog on the Top: Let's Dance

David Bowie
Let's Dance
(EUA - 1983)

Depois de mudar de pele várias vezes ao longo da carreira, David Bowie mais uma vez se reinventou no começo dos anos 80 e a marca disso foi Let's Dance, um de seus singles de maior sucesso.

Até então Bowie não havia conseguido penetração no público jovem de então, mais acostumado com a New Wave que estourava e Let's Dance serviu como cartão de visitas para essa nova audiência.

A música foi um sucesso imenso, chegando ao primeiro lugar em 8 países e ao segundo em outros 3. O sucesso foi tão grande que Let's Dance integrou o set list de todos as turnês de Bowie desde então.

Curiosidade: a guitarra solo no final é tocada por ninguem menos que Steve Ray Vaughn, em início de carreira. Após a gravação, ele teria pedido a Bowie para participar da turnê, mas ele teria negado. Steve, que na época era motorista de entregas, ficou furioso quando viu Bowie dublando o solo no clip. Taí embaixo pra vocês o clip, que foi gravado na Austrália.

Rock News: Nazareth - detalhes sobre as apresentações no Brasil

A produtora "Awake Media" acaba de confirmar três apresentações da banda escocesa NAZARETH, que neste ano completa 41 anos de carreira. A banda está em turnê de divulgação do novo álbum de estúdio, intitulado "The Newz", que é o 21º da carreira e conta com 13 faixas inéditas: Goin' Loco, Day At The Beach, Liar, See Me, Enough Love, Warning, Mean Streets, Road Trip, Gloria, Keep On Travellin', Loggin' On, The Gathering e Dying Breed[2], além da "hidden track" Goblin King.

"The Newz" foi produzido pelo jovem talento Yann Rouiller e é o primeiro álbum de inéditas do NAZARETH desde “Boogaloo”, lançado em 1998.

As apresentações ocorrerão somente no estado do Paraná, nas cidades de Pato Branco, Cascavel e Curitiba. Confira abaixo o serviço completo da turnê.

Nazareth em Pato Branco
Data: 04 de Junho – quinta feira
Local: Clube Pinheiros
Ingressos:
1º Lote: R$ 30 - 1000 ingressos – ESGOTADO
2º Lote: R$ 40 - 1000 ingressos
3º Lote: R$ 50 - até esgotar
Informações: (46) 3224 8599

Nazareth em Cascavel
Data: 05 de Junho – sexta feira
Local: Cowboy Saloon (www.cowboysaloon.com.br)
Ingressos:
Area VIP (ing. normal + pulseira vip) -] R$ 63,00
Normais -] R$ 43,00
Universitários -] R$ 38,00
Pulseira VIP avulsa -] R$ 20,00
Pontos de venda de ingresso normal: Farmacias Iguaçu, Discolândia, Posto Colombo, Empório Costa, Pantanero Bar, Casas Ajita Calçados e Fale + “vivo”( JL)
Universitários e Camarotes: (Somente no local do show)

CAMAROTES:
4 pessoas -] R$ 520,00
6 pessoas -] R$ 780,00
10 pessoas -] R$ 1300,00

MESAS:
1° E 2° Filas -] R$ 150,00 por pessoa.
3° e 4° Filas -] R$ 130,00 por pessoa.
Informações:
http://www.cowboysaloon.com.br

Nazareth em Curitiba
Data: 07 de junho - domingo
Local: Curitiba Master Hall
Telefone: (41) 3248 1001
Inicio dos shows: 20h - Motorocker/ 21h - Nazareth
Ingressos:
Mesas para 4 Pessoas sem Ingressos - R$400
Solidário c/ Doação de 1 Kg de Alimento - R$93
Meia-Entrada - R$93
Inteira - R$183
Camarotes para 12 Pessoas sem Ingressos - R$1.260
Pontos de venda: Disk ingressos – (41) 3315-0808, Cia da Música, Dr. Rock e Lets Rock
Informações:
http://www.diskingressos.com.br

fonte: Whiplash


Nunca imaginei dizer isso aqui, mas fico feliz em saber que finalmente um show no Brasil terá ótimos preços. Sorte da galera paranaense. Por exemplo, se você é um estudante paulista, pagará R$90,00 para um ingresso em Curitiba e vai gastar uns R$ 120,00 ida e volta, de ônibus. Ou seja, por pouco mais de 200 pratas curte um show que no Rio e São Paulo anda na faixa dos 300. Isso sem contar os flanelinhas assaltantes!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Blog'n'Roll: A poluição das bandas

O estrelato tem um preço. Que o diga o nosso planeta. O impacto de bandas e músicos famosos no meio ambiente é enorme. Eles atraem milhões de pessoas a shows, viajam constantemente, e seus espetáculos consomem quantidades chocantes de energia elétrica. Uma turnê mundial pode liberar milhares de toneladas de dióxido de carbono (CO²), gás que contribui para o aquecimento global.

Os roqueiros mais conscientes aliviam a culpa neutralizando as suas emissões. Para tanto, compram créditos de carbono de companhias que cuidam de plantio de árvores, proteção de áreas verdes ou instalações de energia renovável, por exemplo. No cálculo para saber o tamanho do crédito, são verificadas as emissões de gases causadores do efeito estufa. Elas são geradas a partir da queima de combustíveis fósseis e material orgânico.

Apesar de ainda distante da situação ideal, ecologistas comemoram as iniciativas dos artistas que neutralizam suas emissões. Essa atitude influencia muitas pessoas, segundo Eduardo Petit, diretor de marketing da MaxAmbiental, companhia que vende créditos de carbono. "Quem é atingido passa a ter consciência de que cada um deve fazer a sua parte", afirma. Marketing ou não, o certo é que o planeta agradece os astros que levam o discurso verde para além das canções.

The Police
Segundo a revista britânica NME, é a banda que mais poluiu o planeta, durante sua turnê em 2007 e 2008.
Para aliviar a culpa, doou 1 milhão para a prefeitura de Nova York plantar 10 mil árvores em maio passado.




Coldplay
Em 2002, a banda contratou uma empresa para plantar 10 mil mangueiras em Karnataka, Índia. A ideia era neutralizar a produção e distribuição de seus CDs. Das árvores, apenas 4 mil sobreviveram.





Jack Johnson
Em 2008, neutralizou 1450 toneladas de CO2 e doa dinheiro para cuidar de uma área na Amazônia peruana, suficiente para neutralizar mais de 2.000 toneladas de carbono por ano Fundou no Havaí uma ONG que apoia a educação ambiental.




Dave Matthews Band
Gerou 18 mil toneladas de CO2 - equivale a 58 milhões de quilômetros rodados por um carro
Em 2002, a banda decidiu neutralizar todas as emissões causadas desde 1991 Auxiliou na construção da Rosebud Wind Turbine, a primeira turbina de vento de grande escala nos EUA


Radiohead
Em algumas turnês, envia seus equipamentos por navio
Para reduzir emissões, se apresentou na TV dos EUA sem sair da Inglaterra Em 2007, lançou na web o álbum In Rainbows, para conservar papel e reduzir lixo. Porém, meses depois, o CD chegou às lojas



Mustang '65
Após começar a reciclar as dezenas de latas de cerveja consumidas por Ayrton e Caio, Luciano passou também a exigir iogurte e sucos orgânicos no camarim. Luiz plantou uma parreira e Ricardo, que chegou a pouco de fora, irá instalar um gerador eólico no seu Roland. Para a próxima turnê no Dragon, foi pedido que todas as luzes estroboscópicas fossem desligadas. A banda também tem diminuido suas emissões de carbono, comendo menos feijão, repolho e ovo.

fonte: Galileu

terça-feira, 19 de maio de 2009

Rock News: Músico quer fãs pirateando suas músicas para punir gravadora

O músico americano Danger Mouse, alcunha artística do produtor de hip-hop Brian Burton, pediu para que seu fãs baixassem seu próximo álbum, Dark Night of the Soul, gratuitamente da internet. O motivo seria uma discusão com sua gravadora, a EMI.

Segundo o site TechRadar, o pedido veio depois de a gravadora adiar o lançamento do novo trabalho, sem declarar o motivo publicamente ou dar satisfação ao músico.

Dark Night of the Soul seria lançado com um livreto de mais de cem páginas com fotos tiradas pelo cineasta David Lynch, uma espécie de narrativa visual para a música, de acordo com a Wikipedia.

Agora, em vez disso, o artista venderá, de forma independente, uma edição limitada do livreto que incluirá um CD virgem, para que os fãs montem o álbum de 13 faixas e gravem por si mesmo. O CD conta com a participação de artistas como Iggy Pop, Julian Casablancas (The Strokes) e Frank Black (Pixies), entre outros.

Para fãs interessados na compra do material oficial, e não apenas o download, além do livreto (US$ 50), também está sendo vendido um pôster (US$ 10) a partir do site dnots.com em sistema de pré-venda, com data de lançamento confirmada para 29 de maio.

Todas as cópias vendidas pelo site virão com um aviso: “Por questões legais, o CD-R incluso não possui músicas. Use como quiser”, explicou a BBC.

Uma prévia do álbum está disponível pelo site “NPR Music”, que pode ser acessado a partir do atalho tinyurl.com/qa5n88.

É preciso, entretanto, uma certa dose de cuidado em notícias como essa. Embora a maioria dos veículos e agências de notícia tenham dado o fato como verdadeiro, há a possibilidade ainda de tudo não passar de uma jogada de marketing para promoção do álbum.
fonte: Geek


Tá ficando ruim pra eles ein! Interessante é o "pudor" com que o Geek trata a notícia. É tipo "perdemos de 6x0 mas a culpa foi do juiz". Dizer que "há a possibilidade de nao passar de uma jogada de marketing" é tapar o sol com a peneira.

Hoje no Rock: Pete Townshend, 64 anos

Peter Dennis Blandford Townshend nasceu na cidade de Chiswick, nos arredores de Londres e suas influências musicais começaram dentro de sua própria família. Seu pai Cliff era saxofonista e sua mãe Betty, cantora. Aos 12 anos ganhou de sua avó seu primeiro violão e a essa altura já havia sido contaminado pelo rock and roll que vinha da América. O nariz avantajado, que para muitos seria motivo de vergonha, o fez querer ser alguém famoso. Só assim seria reconhecido de outra forma.

Em 1961 fundou com seu colega de escola John Entwistle sua primeira banda, os Confederates. Mas engana-se quem pensa que era uma banda de rock. Eles tocavam Dixieland, com Pete no banjo e John no trompete. O ritmo mudou para o skiffle (uma espécie de folk inglês) com a entrada de Roger Daltrey. A banda agora chamava-se The Detours. Daí para a entrada de Keith Moon e a criação do Who foi um pulo.

Essa formação foi fundamental para o desenvolvimento de Pete como compositor e guitarrista. A cozinha formada por John e Keith segurava a base melodica, para que Pete pudesse criar seus power chords. É dele também uma invenção que muitos creditam a Hendrix: destruir guitarras.

Se o Who projetou Pete Townshend para o mundo do rock, sua carreira solo sempre foi prolífica com vários albuns a partir dos anos 70. Foi também o primeiro a por em prática a expressão ópera rock, primeiro com Tommy, depois com Quadrophenia.

Pete ainda está na ativa hoje, tanto solo como numa recente turnê com o Who. Apesar de sofrer de surdez, continua compondo e tocando ao vivo. Se não exibe mais a energia de outros tempos, continua sendo o mesmo guitarrista vigoroso, com volume no talo e sua distorção característica.

Quando resolvi comprar uma SG há uns 10 anos, foi primeiramente para tirar o mesmo som. Não sou dado a babações de ovo, não curto idolatria. Mas se teve um cara que realmente influenciou minha forma de tocar, foi Pete Townshend. Primeiro pelo tipo de som, segundo por conseguir transformar suas limitações na guitarra (ele nunca foi exatamente um "virtuose") em recursos pra lá de criativos. Para os que dizem que caras como Jeff Beck tocam muito mais que ele, a resposta é direta: "Acho que eles sentem muito mais falta do meu talento para compor, do que eu do deles para tocar rápido".

Pra vocês, um som solo dele, do album The Best Cowboys Have Chinese Eyes, de 1982: The Sea Refuses No River.

Rock News: Cercada de boa música por todos os lados, gravadora Island chega aos 50 anos

Em 1958, Chris Blackwell era professor de esqui aquático em Montego Bay, na Jamaica, quando se encantou pelo jazz do pianista cego Lance Hayward, que tocava no hotel onde ele dava aulas. Decidiu que o mundo precisava ouvir Hayward num LP, juntou mil libras e, em 1959, o selo de gravação Island Records dava início às suas atividades. Em meio século de atividade, a companhia de Blackwell revelou ao mundo artistas como Bob Marley, U2, Cat Stevens e Amy Winehouse e o transformou na pessoa mais influente da indústria musical britânica - o que não é pouca coisa. E boa parte dos músicos que já passaram ou ainda estão na gravadora se reunirão para o "Island 50 Festival", que vai celebrar seu cinqüentenário entre os dias 26 e 31 de maio, em Londres.

"Quando gravei Lance Hayward não tinha a menor ideia de que estrada estava tomando", admitiu Blackwell, que completa 72 anos em junho, ao jornal inglês "The Independent". Ele nasceu na Inglaterra em 1937, mas passou boa parte da infância e o início da juventude na Jamaica, onde se apaixonou pela fervilhante música local.

Em 1962, mudou de ilha e se estabeleceu na Inglaterra, onde passou a vender discos de ska e rock-steady para a população jamaicana de Londres, que ele carregava na traseira de seu carro e oferecia nas ruas. Em 1989, ao vender a Island para a Polygram (hoje Universal), ele havia transformado aquele investimento inicial de mil libras num negócio de US$ 300 milhões.

Em 1964, a gravação da açucarada e irresistível "My boy lollipop", da cantora Millie Small, rendeu à Island seu primeiro grande sucesso - vendeu seis milhões de cópias em todo o mundo. Nesta época, os ouvidos de Blackwell já estavam abertos ao já prolífico rock inglês. Entre a segunda metada dos anos 60 e a primeira dos 70 ele lançou discos fundamentais de grupos e artistas como Spencer Davis Group, Traffic, Nick Drake, Mott the Hoople, Free, Cat Stevens, King Crimson, Jethro Tull ou Roxy Music.

A Island também foi responsável pela explosão mundial do reggae, ao fazer do grupo jamaicano Bob Marley & The Wailers uma febre internacional na década de 70. Nos anos 80, Blackwell abraçou o U2 e, ao confirmar o potencial de sua aposta, aumentou ainda mais o prestígio (e o capital) de seu selo.

O site www.island50.com, criado para celebrar o aniversário do selo, lista o que considera os 50 grandes discos lançados pela Island. Estão lá albuns como "B-52's" (1979), "Nightclubbing", de Grace Jones (1981), "Swordfishtrombones", de Tom Waits (1983), "Different class", do Pulp (1995) ou "Back to Black", de Amy Winehouse (2006).

Na próxima semana, o "Island 50 Festival" vai reunir músicos de várias gerações em shows na Shepherd's Bush Empire, em Londres. Os novos (ou quase) The Fratellis e Bombay Bicycle Club dividirão espaço com os veteranos Sly and Robbie, Paul Weller e Cat Stevens (que hoje atende pelo nome de Yusuf Islam). A grande incógnita é saber se Amy Winehouse vai comparecer ao show de encerramento, no dia 31 de maio. Isso nem mesmo Chris Blackwell, com toda sua capacidade visionária, pode prever.
fonte: O Globo


Em janeiro, foi a Motown que completou 50 anos. Gravadora foi a responsável pelo boom da Black Music e mudou o cenário artístico no ocidente. Agora temos a Island, com 50 anos de serviços prestados. Ambas são testemunhas de uma época bem diferente da nossa. Completaram 50 anos, mas com certeza, não chegarão aos 100.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Hoje no Rock: Rick Wakeman, 60 anos

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que Rick Christopher Wakeman é considerado por boa parte da mídia especializada o maior tecladista da história do rock. Nascido em Perivale, nos arredores de Londres em 1949, começou a estudar piano clássico ainda criança.

Entretanto, ficou mais conhecido como um dos pioneiros no uso de sintetizadores eletrônicos, ainda nos anos 60, inicialmente com um Minimoog. Nessa época já atuava com artistas como David Bowie e Cat Stevens. Mas foi seu ingresso no Yes que catapultou sua carreira. Aliás, o Yes tem sido uma eterna relação de amor e ódio para Rick, onde ele entrou e saiu nada menos que 4 vezes.

Além do Yes, Rick coleciona participações com artistas que vão de Elton John a Alice Cooper, passando por Brian May e Lou Reed. Maior que suas participações, só mesmo sua extensa discografia solo. São mais de 50 álbuns, incluindo compilações e tributos, isso sem contar os ao vivo. Mas os mais marcantes foram os lançados nos anos 70, como The Six Wives of Henry VIII (1973), The Myths and Legends of King Arthur and the Knights of the Round Table (1975) e Journey to the Centre of the Earth, que já apareceu aqui no Experience.

Apesar de seus deslizes com o álcool (ele chegou a ter sérios problemas nos anos 70), Rick continua em plena atividade atualmente, agora acompanhado de seu filho Adam Wakeman, também tecladista. E quem sabe, de volta no Yes, quando menos se esperar!

Blog on the Top: Don't You (Forget About Me)

Simple Minds
Don't You (Forget About Me)
(EUA - 1985)
Uma das principais bandas dos anos 80, o Simple Minds gravou essa música em 1984, e não imaginava que ela viria a ser uma das mais marcantes de toda uma década. Mas nem sempre foi tratada com toda essa reverência.

Composta pelo produtor Keith Forsey e pelo guitarrista Steve Schiff, ela foi oferecida inicialmente a Brian Ferry e Billy Idol, que não se impressionaram muito e recusaram a oferta. Idol viria a gravá-la mais tarde, mas após o Simple Minds, que também chegou a declinar da oferta inicialmente.

Porém, a gravadora A&M pediu com jeitinho e a banda aceitou gravá-la. Ela rearranjou a canção e gravou em apenas 3 horas. A sorte da música começou a mudar quando ela entrou na trilha sonora do filme The Breakfast Club, que fez grande sucesso nos EUA e na Inglaterra.

Rapidamente ela alçou o primeiro lugar das paradas americanas. Entretanto o mesmo não aconteceu na Inglaterra. Aparentemente, o Simple Minds continuou não gostando muito de Don't You (Forget About Me), mesmo com todo o sucesso alcançado. A prova disso é que ela não figura no seu álbum seguinte, Once Upon a Time, que traz outro sucesso deles, Alive and Kicking (que eu prefiro!).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Rock News: Paul Rodgers anuncia fim da parceria com o Queen

O vocalista Paul Rodgers anunciou em entrevista para a imprensa norte-americana que sua parceria com Brian May e Roger Taylor chegou ao final. Rodgers contou para a Billboard.com que sua colaboração com o Queen chegou ao final, mas sem animosidades.

“Acho que fizemos disso [a parceria] um grande sucesso. Fizemos duas turnês mundiais, alguns discos ao vivo e um álbum de estúdio, o que foi histórico para Brian May e Roger Taylor porque eles não tinham ido para o estúdio e gravado algo como aquilo desde muito tempo”, comentou Rodgers.

Apesar do anúncio do término da colaboração com os integrantes do Queen, o vocalista disse que não descarta a possibilidade de fazerem algo no futuro. “É como um livro aberto. Se eles me chamarem para fazer algo por caridade, por exemplo, ou algo assim... Estarei dentro, com certeza”.

Rodgers voltará a se reunir em breve com seus antigos colegas da banda Bad Company para uma série de shows pelos Estados Unidos. O grupo vai lançar um DVD ao vivo em 08 de agosto.

Paul Rodgers se uniu aos integrantes originais do Queen Roger Taylor (bateria) e Brian May (guitrra) em 2004. A banda Queen+Paul Rodgers lançou um álbum e DVD ao vivo, “Return of the Champions”, e um álbum de estúdio, “The Cosmos Rocks”.

A turnê de divulgação trouxe o grupo novamente ao Brasil. O Território da Música esteve na apresentação em São Paulo. Você pode relembrar como foi a apresentação lendo a matéria sobre o show.
fonte: Terra


E agora, de volta a nossa programação normal...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Mustang na Estrada: Gatos & Cachorros

Conforme prometido, eis os dois primeiros videos do show da Mustang '65 na festa de aniversário do Motoclube Gatos e Cachorros, no último sábado. E de cara, logo duas novidades do set list: Carry on Wayward Son, da banda americana Kansas e While My Guitar Gently Weeps, que dispensa comentários.



Hoje no Rock: See Emily Play e Whiter Shade of Pale

Fazem aniversário hoje 2 grandes sucessos do final dos anos 60. No mesmo dia 12 de maio de 1967, o Pink Floyd, então com Syd Barret nos vocais, apresentava See Emily Play, enquanto o Procol Harum de Gary Brooker lançava o megahit Whiter Shade of Pale.

See Emily Play na verdade nasceu com o nome de Free Games for May, e foi tocada ao vivo pela banda pela primeira vez em 12 de maio de 67 no Queen Elizabeth Hall. A gravação oficial foi realizada alguns dias depois, em 23 de maio, mas a edição não ficou como Barret gostaria.

A letra, segundo Syd, conta a história de uma garota que ele teria visto dormindo numa floresta durante uma viagem de ácido. O próprio Syd desmentiu essa versão mais tarde. Há quem diga que a verdadeira Emily seria Emily Young, conhecida como "Psychedelic Schoolgirl" no UFO Club. O apelido diz tudo.

Para a gravação, a guitarra slide foi gravada com um isqueiro Zippo e a capa do compacto (que trazia Scarecrow no lado B) foi desenhada pelo próprio Barret. Seria uma de suas últimas criações na banda, ja que logo depois ele seria retirado devido ao seu pesado envolvimento com drogas lisérgicas. No clip da música, Gilmour (recém chegado) e Wright dublam os vocais.



Whiter Shade of Pale, do Procol Harum foi realmente lançada em 12 de maio de 1967. Grande sucesso da banda de Gary Brooker, ela foi considerada recentemente a música mais tocada em locais públicos da Inglaterra, desbancando Beatles, Stones, Queen e o próprio Pink Floyd.

A música é cercada de mistério, a começar pela letra com contornos surreais. O autor da letra, Keith Reid, costumava dizer que ela era sobre um cenário, relacionamentos, viagens... mas sem ser muito objetivo. Há também influências do cinema francês, mas nada conclusivo.

Mas, independente da letra, a música é mais lembrada por sua linha melódica, inspirada em uma obra de Sebastian Bach. É tão marcante que gerou uma briga judicial entre Brooker e o organista Matthew Fischer, onde o segundo reivindicava a co-autoria da canção, por julgar a linha do órgão Hammond o elemento mais marcante da música. Brigou e levou, em 2006, o direito de ficar com 40% dos lucros de Whiter Shade of Pale.

Aí embaixo, o clip dela, direto do túnel do tempo!

Rock News: Letra de música de George Harrison é exposta em Biblioteca Britânica

Escrita em 1967, a letra sem título é de uma fase em que os Beatles tinham deixado de fazer turnês para passar mais tempo no estúdio, trabalhando no álbum ‘Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band’.

A canção foi encontrada no Abbey Road e pode ser vista na Biblioteca Britânica. Hunter Davies, biógrafo dos Beatles, encontrou a letra quando fazia pesquisas para uma nova edição da biografia oficial dos Beatles, que acaba de ser relançada. A música não chegou a ser gravada por Harrison.

Segue abaixo a tradução da canção:
“Fico feliz por dizer que é apenas um sonho
Quando topo com pessoas como você,
É apenas um sonho, e você o torna obsceno
Com as coisas que você pensa e faz.
Você é tão inconsciente da dor que carrego
E tem ciúmes pelo que não pode fazer.
Há momentos em que sinto que não há esperança para você
Mas também sei que isso não é verdade.”

As melhores canções de amor gravadas ao longo da carreira solo do ex-Beatle vão ganhar uma edição especial. Trata-se de uma coletânea que está prevista para ser lançada no dia 16 de junho deste ano.

A compilação vai se chamar: ‘Let It Roll: Songs By George Harrison’. ‘Something’, ‘While my Guitar Gently Weeps’ e ‘Here Comes the Sun’ em versões ao vivo de 1971, tiradas do áudio de ‘Concert for Bangladesh e ‘My Sweet Lord’, ‘Got my Mind Set on You’, ‘Isn't a Pity?’ e ‘Give me Love (Give me Peace on Earth)’ são algumas das músicas que vão fazer parte da coletânea.

No mês passado, Harrison ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Aproximadamente mil fãs estavam presentes no momento em que a estrela de George foi revelada do lado de fora da torre da Capitol Records por sua viúva Olivia e seu filho Dhani. Paul McCartney, Tom Hanks, Jeff Lynne, Tom Petty, Joe Walsh e T-Bone Burnett também estavam presentes para homenagear Harrison que morreu de câncer em 2001, aos 58 anos.

“Ele foi um homem lindo, místico, vivendo em um mundo material”, disse Olivia. “George, este dia é para você”, completou a viúva de Harrison. Hanks disse: “Todas as coisas devem passar, claro. Mas George irá viver para sempre”.
fonte: Eldorado


Eta porra de baú sem fundo desses caras...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mustang na Estrada: Gatos & Cachorros

As 4 rodas do Mustang atravessaram a ponte e foram se encontrar com os irmãos de 2 rodas no aniversário do Motoclube Gatos & Cachorros, que rolou no último sábado (09/05) no Clube Garnier, no Riachuelo.

Porém quem tem um Mustang'65 na garagem não pode ser modesto. Afinal, como diria um conhecido meu, modéstia é coisa pra zé ruela. E, deixando toda a modéstia de lado, as 300 pessoas presentes deliraram com o ronco do nosso motor. No topo da lista, como sempre, Aqualung e Sultans of Swing, reverenciadas por muita gente.

O som rolou a tarde toda e começo da noite, deixando gostinho de quero mais, o que deve acontecer muito em breve, num motoclube perto de você! Aguardem para os vídeos de costume, aqui mesmo neste blog.

A galera do Mustang'65 gostaria de agradecer ao Yndio, presidente do Motoclube Gatos & Cachorros, e ao Porpetta (na foto aí do lado com o Porpetinha) pela oportunidade!

domingo, 10 de maio de 2009

Blog'n'Roll: Dia das Mães

Desses dias comerciais que inventaram pra aquecer o mercado (namorados, pais, páscoa e até mesmo o natal), só libero a cara do dia das mães. Afinal ela me carregou no bucho 9 meses, trocou minhas fraldas e me aturou por muito tempo. Um buquê e um livro por ano não são nada perto da indenização que devo a ela.

Mas é engraçado, porque muitas vezes o rock parece ser uma entidade órfã de mãe. Toda hora aparece a discussão sobre o pai do rock, o pai do progressivo, o pai do punk, o pai de não sei o que... e a mãe? Quem é a mãe do rock? Seria o rock and roll filho de chocadeira?

Eu ainda acredito que o rock é filho do Sr. Blues com a Dona Jazz (a Ella Fitzgerald lá em cima encarnaria bem essa personagem). Do casamento deles surgiu essa criança rebelde, agitada e questionadora, que botou pra quebrar na escola e adorava jogar pedra nas vidraças alheias. Muitos dos mais velhos olhavam atravessado para ela, acreditando que a criação dada foi muito liberal, o que a tornou uma criança intolerável.

Mas os anos passaram, a criança cresceu, mudou e por muitos momentos deixou de parecer o rebento levado de outrora. Mas é inegável a intimidade que esse agora senhor tem com a sua mãe, a já apresentada e agora idosa Dona Jazz, sobretudo no seu ar de liberdade e nas suas atitudes democráticas.

A mãe é presença constante nas letras e títulos das músicas que muita gente boa. Mother é título de clássicos de John Lennon e do Pink Floyd. Aparece ainda em letras do Queen (Bohemian Rapsody) e The Doors (The End) entre muitos outros. Mas achar a mãe do rock é difícil.

Há quem diga que a Rita Lee é a mãe do rock nacional. Ok, vá lá, mas ainda acho muito pouco se levarmos em consideração o namoro dos Mutantes com o Tropicalismo. Seria ela Cely Campelo e o seu Banho de Lua? Difícil dizer caro leitor, até porque não temos muitas opções. Se olharmos lá pra fora, é fato que a figura feminina sempre andou meio em baixa no mundo do rock.

Espero não ter que chegar à conclusão que alguém deixou o bebê Rock na porta do Sr Blues e da Dona Jazz, abandonado, a espera de um lar. Talvez ele seja um filho bastardo do Dr. Clássico, o que explicaria sua vertente progressiva, que apareceu na sua adolescência.

De qualquer forma, independente da incerteza da genitora desse tal roquenrol, fica meu beijo carinhoso a todas as mamães leitoras do Experience! Parabéns a todas e que todos os dias do ano sejam seus dias, com ou sem buquê.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Rock News: Bob Dylan quer compor com Paul McCartney

Bob Dylan disse que gostaria de compor com Paul McCartney. Questionado sobre a possibilidade de escrever canções com o ex-Beatle, Dylan disse à "Rolling Stone" que aceitaria a parceria.

"Seria instigante fazer algo com Paul", disse Dylan. "Mas, você sabe, nossos caminhos têm que se cruzar para algo assim fazer sentido".

Depois das declarações de Dylan, a equipe de Paul McCartney tenta entrar em contato com ele para informá-lo sobre a vontade de Dylan.

"Ouvimos a oferta na manhã desta quinta-feira e estamos tentando falar com Paul", disse o porta-voz de McCartney. "Acredito que ele vai gostar muito de ouvir isso. Como você pode imaginar, seria grandioso se der certo".

No passado, McCartney chamou Dylan de "gênio", dizendo que adoraria fazer um dueto com ele.
fonte: O Globo


Por falar nele... Bom não seria uma novidade tão grande, se levarmos em conta que Dylan participou com Harrison dos Traveling Wilburys.

Review: Bob Dylan - Together Through Life

Esperar um trabalho de um grande mestre é algo penoso e, por que não dizer, perigoso. A parte penosa é a espera em si, a ansiedade, imaginar coisas do tipo "o que ele inventou agora?". A parte perigosa é ouvir e descobrir que o trabalho não é nada daquilo que esperávamos.

Não tire conclusões antecipadas caro leitor, eu gostei sim de Together Through Life. Mas talvez tenha gostado por ser fã do trabalho de Dylan, se não de todo ele, ao menos de boa parte.

Acontece que talvez esse novo álbum seja mais voltado para "iniciados" na obra Dylaniana. Ao contrário da faixa de abertura Beyond Here Lies Nothing, que tem um ar mais pop, as faixas seguintes podem soar arrastadas para alguns. Algumas tem até mesmo um ar meio anos 40, talvez pelos arranjos marcados por acordeões e violinos, o que confere uma beleza singular, mas pode soar monótono para alguns.

Acho exagero alguns reviews que li, que falam em um álbum "brega". Houve até quem dissesse que parecia "música de churrascaria". Exagero de quem já torce o nariz para o bardo antes mesmo de ouvir o cedê e procura termos para depreciá-lo. Mas é fato que até a sétima faixa, um ouvido menos atento pode achar que ouviu a mesma balada várias vezes seguida.

As últimas 3 faixas são mais animadas, o que faz a audição terminar em alta. Os destaques são para Beyond Here Lies Nothing, ja citada, If You Ever Go To Houston e I Feel a Change Coming On.

Mais interessante que o audio é a bela capa do CD. Uma curiosidade: ela não é inédita. Não no mercado fonográfico, mas no literário. A foto usada ja apareceu no livro Big Bad Love (1990), do escritor Larry Brown. Nele estão contos que tem em comum homens afundados na bebida e no cigarro, solitários e errantes. Nem preciso dizer que Dylan é fã do cara ne?

Sobre a nota, poderia dar um 8, mas levando em conta que sou um iniciado Dylaniano, resolvi pensar como um leigo. Uma nota 7 cai bem, é um disco bom pra se ouvir sem compromisso, mas abaixo dos seus últimos lançamentos.



Rock News: Oasis abre turnê brasileira com showzaço no Rio

Divulgando o último disco, "Dig out your soul", o grupo dos irmãos Gallagher entrou com o jogo ganho, mas não se acomodou. Equilibrou bem os hits antigos com as músicas novas. Das mais recentes, destaque para o single "Falling Down".

Apesar da entrega da banda, é impossível evitarem a pose blasé inglesa, de quem não está aí para nada. Liam vestia uma espécie de túnica preta que o fez parecer um padre. E esbanjou pose ao entortar levemente o corpo enquanto cantava, sua marca registrada.

O grande momento do show foi o coro de mil vozes em "Don't look back in anger". O grupo terminou a apresentação com o clássico "I'm the walrus", dos Beatles. Ao fim da música, Liam, todo posudo, chegou à beira do palco, encarou a plateia e recebeu aos pés a bandeira do Brasil.

E fez o que 11 em cada 10 artistas internacionais fazem quando tocam aqui: jogou a bandeira na cara, se enrolou todo e deu como cumprida sua homenagem ao país. A banda segue em turnê pelo país, onde faz mais três shows: na Arena Anhembi, em São Paulo, no sábado (9); na Arena Expotrade, em Curitiba, no domingo (10); e no Gigantinho, em Porto Alegre, na terça (12).
fonte: Globo.com


É importante deixar claro que o "showzaço" na manchete é por conta do portal Globo.com. O Oasis pode até ter os seus sucessos, mas está muito longe de fazer showzaços. E outra: 8 mil pessoas, não é publico de rock. Tá mais pra público de jogo do Botafogo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Show de Horrores: Mrs Miller Sings The Mamas and the Papas

Lembram dela? Ok, eu também já havia me esquecido. Mas procurando por vídeos de Monday Monday (post aí embaixo) me deparei com ela, a anti-musa do blog, o cover mal sucedido de Susan Boyle: Mrs Miller! Ela já tinha aparecido por aqui cantando Beatles e sua carreira envolve vários outros atentados aos tímpanos alheios.

Enfim, se você acha que uma segunda-feira é ruim, tente ouvindo Mrs Miller, Monday Monday!

Blog on the Top: Monday, Monday

The Mamas and The Papas
Monday, Monday
(EUA - 1966)
Apesar de ser menos conhecida de California Dreamin' por essas bandas, Monday, Monday foi o primeiro e único hit dos americanos do The Mamas and The Papas a chegar ao topo das paradas.

Formada inicialmente por Dennys Doherty e John Phillips, incluia também Michelle Phillips (esposa de John) e Cass Eliott. O leite azedou quando John começou um affair com a esposa do amigo, mas isso é assunto para outro dia.

Após fracassar com o lançamento de seus 2 primeiros singles, John Phillips queria uma canção que tivesse, segundo ele, um "apelo universal". Era justamente Monday Monday que, assim como California Dreamin', explora o incrível vocal da banda, com vozes sobrepostas. Na Inglaterra a música chegou ao número 3 nas paradas.

Voltando ao The Mamas and The Papas, diferente do que muitos pensam, a banda não encerrou suas atividades por causa da morte de Cass Eliot, em 1974. Nessa ocasião, eles já haviam se separado e Cass seguia uma bem sucedida carreira solo, quando foi vítima de um ataque cardíaco. A banda tinha se separado oficial e definitivamente em 1968.


Aí embaixo, os caras, ao vivo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rock News: R.E.M. irá relançar seu segundo CD da carreira em edição especial

O disco é ‘Reckoning’. Esse trabalho foi lançado pela banda em 1984 e traz os sucessos: ‘So. Central Rain (I'm Sorry)’ e ‘(Don't Go Back To) Rockville’.

A banda acaba de anunciar que vai lançar uma edição especial que conta com o álbum original que terá o áudio remasterizado. Tem mais. Além do CD original, a edição especial ainda vai trazer um disco ao vivo gravado em julho de 1984, em Chicago, nos Estados Unidos. Esse CD traz oito das 10 músicas de ‘Reckoning’.

A edição dupla de ‘Reckoning’ será relançada nos Estados Unidos no dia 23 de junho. Aqui no Brasil, não há uma previsão para o lançamento.
fonte: Eldorado


Excelente notícia para os fãs do REM, assim como eu. Reckoning é, junto com Lifes Rich Pageant, o melhor disco da banda na minha modesta opinião. Ele faz parte da fase mais criativa da banda, que incluiu também o curta Left of Reckoning, dirigido por Jim Herbert e lançado na época. Taí embaixo o dito cujo. Imperdível!

Mustang na Estrada: Gatos & Cachorros

Sábado, dia 9, o Mustang sai da garagem mais uma vez para tocar na festa de aniversário do Motoclube Gatos & Cachorros, no bairro do Riachuelo no Rio de Janeiro. No set listlevaremos as porradas de sempre, mas com ênfase no nosso repertório setentista. Apesar disso, as autorais não vão faltar.

Mais uma vez arrumamos um lugar no porta-malas do Mustang para o tecladista Ricardo Mann. O show começará as 16:00 e rolará na Rua Ana Neri 1540. Para maiores detalhes, clique aqui!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Rock News: Cat Stevens acusa Coldplay de plágio pela mesma música que Joe Satriani

Depois de uma disputa jurídica com o guitarrista americano Joe Satriani, que acusou o Coldplay de ter usado trechos originais da sua música “If I could fly” (de 2004) em “Viva la vida” (de 2008), é a vez do cantor Yusuf Islam acusar a banda inglesa de plágio – pela mesma música. Islam ficou famoso na década de 70 sob o nome de Cat Stevens.

Em entrevista ao tabloide britânico “The Sun”, Islam disse que “houve uma disputa para saber se o Coldplay estava roubando uma melodia do Joe Satriani, mas, se você for ouvir a música, vai perceber que na verdade, a melodia é minha, é a (canção) ‘Foreigner suite’”.

A música a que Islam se refere tem 18 minutos e ocupa todo o lado A do disco “Foreigner”, de 1973, que ficou em terceiro lugar nas paradas dos EUA e do Reino Unido. Islam ainda não declarou se vai tomar medidas legais contra o Coldplay, mas ele já tem um histórico de plágios: a banda Flaming Lips concordou em dividir os créditos de composição da música “Fight test” depois de o cantor ter apontado as semelhanças com “Father & son”, sucesso seu de 1970.
fonte: G1


Comecei a ouvir Foreigner Suite meio descrente, afinal é uma obra com mais de 20 minutos. Mas lá no final me lembrei que ela tem um tema que realmente possui uma melodia muito parecida. Mas Yusuf nem precisava falar de Foreigner Suite. Esse tal tema está no seu último disco, An Another Cup, com o nome de Heaven / Where True Love Goes. Aí realmente tem a ver.

Mas a semelhança com o arranjo do Satriani é muito maior. De qualquer forma, parece um efeito plágio em cascata. Isso existe? Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de prisão? Clique no link e tire suas conclusões.

Hoje no Rock: CSNY - Ohio

Em 4 de maio de 1970 um protesto contra a guerra do Vietnam, na Universidade de Kent, foi duramente abafado pela Guarda Nacional de Ohio, resultando na morte de 4 estudantes. O episódio logo ganhou as páginas dos jornais e revistas de todo o mundo.

Neil Young, que nessa época participava do Crosby Stills and Nash (e Young!), viu as reportagens e ficou chocado com a violência com que o protesto havia sido reprimido. Da sua indignação surgiu o verso Four dead in Ohio, em uma das suas mais contundentes composições.

Tão contundente que ele nomeia o presidente americano como culpado pelas mortes, com todas as letras, no verso "Tin soldiers and Nixon coming". David Crosby chegou a declarar que essa foi a "atitude mais corajosa que ele já havia visto". Claro que o governo americano não gostou muito e a música foi banida, mas várias rádios universitárias e alternativas continuaram tocando Ohio, o que a tornou um hino do movimento pacifista nos anos 70.

Originalmente, ela foi lançada no compacto que tinha também Find The Cost of Freedom. Depois apareceu em várias compilações e registros ao vivo, mas apesar de ser uma composição originalmente do CSNY, sempre foi mais associada ao espírito rebelde de Young.

sábado, 2 de maio de 2009

Blog on the Top: From Me To You

Beatles
From Me To You
(Inglaterra - 1963)
E esse não é um Número Um qualquer. É simplesmente o primeiro Número Um da banda líder em Números Um. From Me To You foi o primeiro single beatle a chegar ao topo da parada Britânica.

Muitas curiosidades envolvem essa canção inocente composta literalmente na estrada. Ela é uma das únicas assinadas inicialmente como McCartney/Lennon. Depois a parceria foi invertida, para Lennon/McCartney.

Mas ao contrário do êxito alcançado rapidamente na Inglaterra, nos EUA a música não decolou. O sucesso dos Beatles por lá demorou um pouco mais, o que só aconteceu com a invasão de 1964, mas aí com músicas como She Loves You e outras dessa safra.

Outra informação interessante, é o caráter pessoal das primeiras composições deles. Todas não nominais, possuem pronomes como Me, You, I, She... Só pra lembrar, She Loves You, I Want to Hold Your Hands, From Me to You, Love Me Do, Please Please Me... A própria From Me to You, que teria sido inspirada em uma seção de cartas do jornal New Musical Express chamada From You to Us, chegou a virar From Us to You, em uma mensagem natalina dos Fab Four.

Mustang na Estrada: Dragon Jack, 30/04

Nosso mais recente show no Dragon, na verdade um meio ensaio, rolou na último quinta, com direito a participação especial do tecladista Ricardo Mann. Infelizmente o feriado do 1º de maio parece ter desanimado a galera, que não compareceu dessa vez.

Uma pena, pois perderam um grande show.


Os destaques dessa vez ficaram com as novas músicas do set-list, os covers de While My Guitar Gently Weeps e de Carry My Wayward Son, do Kansas, essa última bastante desafiadora. Claro que a presença de um tecladista experiente deixou as coisas mais faceis.

A próxima agora é no dia 22 de maio, no mesmo Dragon, no show de aniversário de um ano da banda. Ok, eu sei que não é o mesmo nome, mas as pessoas são as mesmas e é isso que conta! Até lá!

Rock News: 'A whiter shade of pale' é a canção mais executada na Inglaterra

Essa não deu para os Beatles, nem para os Rolling Stones ou o Queen. Segundo uma pesquisa realizada pela Rádio 2 da BBC, a canção mais executada nos espaços públicos da Inglaterra nos últimos 75 anos é "A whiter shade of pale", sucesso do grupo inglês Procol Harum em 1967.

Balada com tinturas clássicas, graças ao som de um órgão de igreja usado em sua introdução, "A whiter shade of pale" liderou a parada inglesa por seis semanas no ano de seu lançamento e, desde então, tem sido constantemente usada tanto em casamentos quanto em funerais.

Em segundo lugar na lista copilada pela BBC está "Bohemian rhapsody", lançada pelo Queen em 1975, e, curiosamente, canção alguma dos Beatles figura entre as dez mais.

Abaixo, a lista com as dez canções mais executadas em espaços públicos na Inglaterra:

1) Procol Harum - "A whiter shade of pale" (1967)
2) Queen - "Bohemian rhapsody" (1975)
3) Everly Brothers - "All I have to do is dream" (1958)
4) Wet Wet Wet - "Love is all around" (1994)
5) Bryan Adams - "(Everything I do) I do it for you" (1991)
6) Robbie Williams - "Angels" (1997)
7) Elvis Presley - "All shook up" (1957)
8) Abba - "Dancing queen" (1976)
9) Perry Como - "Magic moments" (1958)
10) Harry Lillis Crosby - "White Christmas" (1942)
fonte: O Globo


Quem me conhece sabe que não sou fã dessas listas do tipo Top Ten, principalmente se forem pesquisas feitas na internet. Aí a gente vê aquelas aberrações do tipo Maradona jogou mais que Pelé, sem contar as tendenciosas, maliciosamente manipuladas pelos quibes da vida. Mas Whiter é um clássico absoluto, digno de tal mérito.

Quanto a não ter nenhum som Beatle, Stone ou Floyd, devemos lembrar que não se trata de uma pesquisa qualitativa, mas quantitativa. Ainda assim, Hello Goodbye aparece em 11º lugar.

Whiter Shade of Pale é o tipo de música que não se faz mais, fruto de uma época única na história da música, na minha opinião a mais criativa. Prometo um dia falar mais dela, uma música que envolve várias curiosidades. Aí embaixo, o clip da criança, quando não se usava ainda efeitos babacas. Era só uma câmera na mão e um ácido na cabeça.