quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Blog'n'Roll: Feliz 2010

Passou o Natal e rapidamente o Reveillon chegou para encerrar 2009, de forma apressada. Lá se foi mais um ano e logo estaremos fazendo as mesmas resoluções de ano novo, para emagrecer, parar de fumar, encontrar um novo amor... Mas a verdade é que no fundo muito pouco muda.

Não é difícil a gente ir para um local público de queima de fogos e ver as mesmas picuinhas humanas: o mané que vai de carro e se irrita porque ficou engarrafado, o que solta morteiro em cima da cabeça das pessoas, o que leva aquele espumante safado e depois de dar um banho em todos que estão perto, joga a garrafa no chão...

Estas coisinhas me fizeram perder a fé nesse tal "serumano" e apostar mais nos nossos nobres amigos de 4 patas abanadores de caudas. Mas como brasileiro teimoso que não desiste nunca, ainda resta aquela pequena esperança de que em 2010 as coisas mudem, pelo menos um pouquinho. Não porque vai começar um ano novo, isso pra mim é uma mera convenção do calendário Gregoriano. Mas que pelo menos cada um de nós aproveite o embalo e o rompimento da inércia coletiva para mudar algo.

Portanto, vá para a queima de fogos usando o transporte público, não solte morteiros sobre as pessoas e não jogue no chão aquela garrafa de espumante vagabundo que voce comprou na promoção. Se quiser, pare de fumar, emagreça, apaixone-se de novo... faça o que fizer, mas faça algo novo!

Feliz 2010! Para voces esse som que já tem 40 anos mas para mim é sinonimo de esperança, renovaçao e, claro, de ano novo!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Rock News: 'Descobridor' dos Beatles faz megashow em praia de Vitória

O guitarrista inglês Tony Sheridan, considerado o responsável por lançar os Beatles no mundo dos discos, desembarca no Brasil para um grande show que acontecerá na praia de Camburi, em Vitória, no dia 10 de janeiro.

O músico será acompanhado nas apresentações em Vitória pela banda Clube Big Beatles, um dos mais tradicionais grupos brasileiros de tributo ao quarteto de Liverpool.

Para o show que acontecerá na praia de Camburi, a mais importante da cidade, Sheridan e o Big Beatles terão ainda a companhia da Banda da Polícia Militar do Espírito Santo.

"Esse é um show complexo, com a participação especial da Banda da Polícia Militar e um público previsto em cerca de 15 mil pessoas. Para que tudo dê certo, teremos quatro dias de ensaio", afirmou à Agência Efe Edu Henning, percussionista e fundador do Clube Big Beatles.

Sheridan escreveu seu nome na história da música ao escalar os Beatles como sua banda de apoio para algumas gravações no começo dos anos 60, em Hamburgo. E o período em que esteve ao lado do grupo estará presente nas apresentações em Vitória.

"A presença de Tony Sheridan vai realmente influenciar o repertório. Seria impossível não colocar no set list as canções do período em que os Beatles passaram em Hamburgo e que atuavam como grupo de apoio do próprio Tony. Mas também teremos algumas surpresas do período em que os Beatles estavam no auge", contou Edu Henning.

Um dia antes do show em Camburi, Sheridan vai se apresentar na casa Spírito Jazz, também na capital do Espírito Santo, como parte do Projeto Sócio de Carteirinha, idealizado pelo Clube Big Beatles.
fonte:G1


Tony Sheridan, descobridor dos Beatles? Sacanagem com o Epstein... De qualquer forma deve ser um show interessante, pelo conteúdo histórico. A manchete continua com o "megashow" para 15 mil pessoas. Esse G1 não toma jeito... Aliás, o festival começa no dia anterior com nomes como Edgard Scandurra e Paulinho Moska... Ou seja, viva Tony Sheridan!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Podcast: Feliz Natal no Experience

É Natal, bimbalham os sinos e por aqui tudo continua na mesma na terra dos panetones de dinheiro: a Cop15 não deu em nada, tá um calor danado no Rio e tem programa do Roberto Carlos...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Review: Um Ano na Vida dos Beatles, de Clinton Heylin

Finalmente terminei de ler esse tal ano na vida dos Beatles, que o biógrafo Clinton Heylin tenta pintar com cores psicodélicas. Aliás, levei mais ou menos um ano para ler este livro, coisa rara para mim que em geral devoro publicações com o mesmo apetite dos cds.

E qual o motivo dessa demora? Talvez a forma como o livro é escrito, a forma de narrativa. Clinton passeia não apenas pelos Beatles, mas por toda a cena do pop/rock da segunda metade dos anos 60, envolvendo bandas como Who, The Move, Soft Machine, Pink Floyd e os americanos da costa oeste como Byrds, CSN e, principamente, Brian Wilson e os Beach Boys.

Essa é a parte boa do livro. A parte ruim (e talvez o motivo da tal demora) é o fato que Clinton, tido como o maior biógrafo do rock, escreve muito mais como crítico musical. A sensação durante todo o livro é que ele tenta desqualificar Pepper de qualquer mérito, classificando suas composições como consequencias do abuso das drogas na época. Por várias vezes coloca o Pink Floyd, então com Syd Barret, como mais inovador que os Beatles e foca muito mais em Bob Dylan que em John Lennon.

Mais adiante, apesar da imensa maioria da crítica especializada da época aclamar o disco, dá crédito a apenas 2 críticos americanos que falaram mal do Pepper. A sensação que fica, é de um livro revisionista, que procura despir o sargento de qualquer mérito. Só para exemplificar, para Clinton apenas A Day In The Life e With a Little Help seriam obras dignas dos Beatles e Lucy In The Sky estaria ali só para "tapar buraco".

Concordo que as maiores inovações dos Fabfour não aconteceram no Pimenta, mas nos anteriores Rubber Soul e sobretudo no Revolver. Mas é inegável a importância do Sgt Peppers como retrato de uma época e para a quebra de uma série de paradigmas até então tidos como verdades absolutas no mercado fonográfico.

Apesar disso tudo, ainda acho uma leitura válida, sobretudo pelo aspecto técnico das gravações da época. Entretanto, pode ser uma leitura difícil para os leigos e irritante para os beatlemaníacos. Meia boca para mim...


Rock News: Johnny Winter fará turnê pelo Brasil

Um dos músicos mais importantes da história do Blues vem ao Brasil para uma série de apresentações em 2010. O guitarrista Johnny Winter anunciou seis apresentações pelo país entre os dias 14 e 22 de maio do próximo ano.

A turnê de Johnny Winter começa com uma apresentação em Manaus, no dia 14 de maio. Depois o músico passa por Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, e finaliza a série de shows em São Paulo. Confira as informações já divulgadas:

14/05/2010 – Manaus/AM
Studio 5

15/05/2010 – Brasília/DF
Centro de Convenções

16/05/2010 – Recife/PE
Teatro Guarapapes

20/05/2010 – Rio de Janeiro/RJ
Canecão

21/05/2010 – Belo Horizonte/MG
Chevrolet Hall

22/05/2010 – São Paulo/SP
Via Funchal
fonte: Rock Online



Caraca! Johhny Winter!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Blog on The Top: (Just Like) Starting Over

John Lennon
(Just Like) Starting Over
(Inglaterra - 1980)

O assassinato de Lennon em 8 de dezembro fez com que várias faixas de seu recém lançado álbum Double Fantasy alcançassem o topo nas paradas de todo o mundo.

Uma delas é (Just Like) Starting Over, que fala justamente da volta de Lennon à música.
Ele havia abandonado o show bizz por 5 anos para dedicar-se ao filho Sean, levando uma vida caseira e familiar. Voltou com o álbum e logo em seguida... bem, vocês sabem.

(Just Like) Starting Over ocupava um modesto 21º lugar nas paradas inglesas quando Mark Chapman puxou seu gatilho. Uma semana depois, a música despontava no primeiro lugar. Nos Estados Unidos ela chegou ao topo uma semana depois, onde ficou por um mês. O lado B trazia Kiss Kiss Kiss, com Yoko nos "vocais", que já foi muito bem definida aqui mesmo no Experience como "tema de seriado japonês de segunda". Que maldade...

Rock News: Frank Zappa terá estátua em Baltimore

Em maio de 2008, membros do fã clube lituano de Frank Zappa deram à cidade de Baltimore uma estátua do lendário músico. E, só nesta semana, o Comitê de Arte Pública em Baltimore finalmente escolheu um local para a instalar o presente. O busto do músico ficará em frente à biblioteca pública do bairro Highlandtown.

"Nós achamos que este é um ótimo lugar para ela - um bairro fantástico", disse Anne Perkins, presidente do comitê. Ainda segundo Perkins, foram considerados várias fatores e muitos lugares foram cogitados para abrigar a estátua. Entretanto, a porta da biblioteca foi escolhida por ter intenso tráfego de pessoas a pé. Isso possibilitará que seja vista por um número maior de pessoas.

Segundo Gail, viúva de Zappa, ele ficaria satisfeito com a escolha do local. A mãe de Zappa, Rose Marie Colimore, foi bibliotecária, fato que pesou também na escolha.

A estátua será colocada no começo de 2010

Frank Zappa nasceu em 1940 em Baltimore. Ele viveu com a família na cidade até os 10 anos, quando se mudou para Califórnia. Zappa morreu em 1993 vítima de um câncer de próstata. Ficou conhecido por seu estilo inovador e excêntrico na composições.
fonte: Whiplash


Sei não, mas quando leio esse tipo de notícia fico com a sensação que aqui no Brasil estamos ficando para trás no reconhecimentos aos que fizeram algo pelo rock nacional. Raul é sempre lembrado como um bêbado, Tim Maia como um caloteiro e Arnaldo Batista como um maluco.

Lá fora o reconhecimento é cada vez maior e por aqui apenas agora descobriram o filão lucrativo de fazer filmes sobre essa turma. Aliás, só fazem por isso mesmo...

Quizz: Quem foi o maior louco? Keith Moon ou Syd Barret

As pesquisas de boca de urna já antecipavam o resultado final. Com uma margem apertada, Keith Moon, batera do Who foi eleito pelos leitores do Experience o Maior Louco da História do Rock, pelo conjunto de sua obra.

Autor de façanhas como perseguir onibus escolares nu, entrar na piscina com seu Rolls Royce ou em um hotel com um Land Rover, Moon era um louco também na bateria, instrumento que literalmente destruia em cada apresentação do Who. Sua influência como músico vai alám das raias da sua loucura. Segundo o próprio John Bonham, baterista do Led Zeppelin idolatrado por vários músicos, ele se considerava o "maior imitador de Keith Moon do mundo".

Sobre Barret, um honroso segundo lugar! Autor das pérolas da primeira fase do Pink Floyd, como Arnold Lane e See Emily Play, ficou famoso pela sua piração nos palcos e gravações, mas é importante dizer que sua suposta loucura era muito em função de uma esquizofrenia acelerada por doses cavalares de LSD, o que acabou por precipitar sua saída do Floyd e relegou-o a uma carreira distante dos holofotes do show bizz.

Sob esse prisma, considero que a coroa vai realmente ao maior merecedor. A maior prova disso é que o personagem Animal, do Muppets foi inspirado em ninguém menos que Keith Moon, o Maior Louco da História do Rock!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Rock News: Jimi Hendrix terá álbuns póstumos ao vivo lançados em janeiro

Influência de dez entre dez guitarristas, Jimi Hendrix terá dois registros ao vivo e inéditos lançados em 25 janeiro de 2010, nos Estados Unidos, informou o site do semanário muscial inglês "Nem Musical Express".

Realizados em Paris e Ottawa, os shows foram gravados respectivamente em 1967 e 1968 e farão parte de uma caixa, que terá edição limitada e vai incluir versões dos discos em CD e vinil.

Acompanhado da Jimi Hendrix Experience (da qual também faziam parte o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell), o guitarrista desfila clássicos de seu repertório, como "Purple haze", "The wind cries Mary" e "Little wing" no disco que traz o show francês. Em Ottawa, o destaque do repertório é uma versão para "Sgt. Pepper's lonely hearts club band", dos Beatles.

A caixa traz ainda um pôster, cartões postais, uma capa para para iPod, palhetas de guitarra, uma camisa e a reprodução de uma credencial.

Considerado um dos artistas mais inventivos da história do rock, Jimi Hendrix morreu em setembro de 1970. Uma eleição recente, promovida pelo site "Music Radar", apontou o riff de guitarra de "Voodoo child", canção gravada pelo músico há 41 anos e parte do repertório do álbum "Electric Ladyland", o melhor de todos os tempos.
fonte: G1


Cacete, esse é outro baú sem fundo! Pelo menos deve ser interessante ouvir de novo em vinil.

Blog on The Top: Pink Floyd, The Wall

Pink Floyd
The Wall
(Inglaterra - 1979)
Lançado em 30 de novembro de 1979, a ópera rock floidiana precisou de apenas duas semanas para chegar ao topo da parada inglesa, onde permaneceu por outras 15 semanas.

Nada que se compare ao sucesso de Dark Side of the Moon, mas muito se levarmos em conta que a onda progressiva dava seus últimos suspiros no fim dos anos 70.


De cunho autobigráfico (embora negue veementemente), The Wall traz a história de um fictício rockstar de nome Pink que, ao longo da vida, vem em um constante processo de isolamento pessoal, onde metaforicamente faz de cada obstáculo de sua vida (mãe, esposa, perda do pai na guerra, professores, etc) tijolos em um muro que aos poucos o impede de fazer contato com o mundo exterior.

O disco marca também o final da era de ouro do Floyd. Durante suas gravações o tecladista Richard Wright foi demitido da banda por discordar das idéias de Waters, que agora assumia o papel de líder. Curiosamente, ele foi o único que lucrou com a turnê, já que retornou como músico contratado a valores fixos. Os shows, altamente complexos para os padrões da época foram um fracasso financeiro e toda a banda perdeu dinheiro, menos Wright. Há quem diga que Mason era a bola da vez, mas não chegou a ser demitido pelo boss Waters.

Em 1982 o álbum virou um longa metragem com a direção genial de Alan Parker, assunto que já tratei aqui no Experience.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Rock News: Livro conta a vida de John Lennon pela sua primeira mulher

Uma ótima dica de Natal para os beatlemaníacos. A editora Larousse acaba de lançar no Brasil o livro “John”, um relato dos anos em que Cynthia Lennon, a primeira esposa de Lennon, passou ao lado do cantor.

Cynthia, que conheceu o ex-beatle ainda na faculdade de Artes, presenciou o início da banda e os anos mais criativos de Lennon, antes das drogas e da fama, segundo ela, destruírem coisas que ele mais valorizava. No livro, ela mostra Lennon como brilhante, apaixonado, honesto e aberto; mas também ciumento, violento e cruel – chegando até violentá-la, quando os dois ainda estavam na faculdade.

Em silêncio desde a morte de Lennon, em 1980, Cythia também revela o seu lado da história sobre a tragédia, o namoro com Yoko, o fim dos Beatles e conta que ainda é apaixonada pelo cantor e que nunca abandonou o luto.

“John” ainda conta com o prefácio de Julian Lennon, filho do casal, que mostra a difícil relação com o pai, um homem ausente e que o decepcionou diversas vezes.
Fonte: Portal MSN


Para os beatlemaníacos pode realmente ser uma ótima pedida, mas para os fãs mais xiitas do Lennon (são muitos) pode ser o contato com uma incômoda verdade. Cynthia deve ter realmente muito a falar.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Hoje no Rock: Pastic Ono Band

O fim dos Beatles já se anunciava no horizonte e cada um buscava novos rumos. Mas mudanças haviam sido intensas nos últimos 10 anos, das espeluncas de Hamburgo, passando pela beatlemania, pela revolução psicodélica e agora, a carreira solo de cada um. Mas para John Lennon a coisa seria ainda mais intensa.

Poucos anos antes ele havia conhecido a artista plástica Yoko Ono e a transformou em sua própria sombra, onde quer que fosse. Com ela gravou o polêmico Unfinished Music (Two Virgins) o qual falei há poucas semanas. Mas seu primeiro lançamento oficial solo foi o álbum Plastico Ono Band, gravado pela banda homônima, que na verdade, era o próprio Lennon, Yoko e alguns amigos.

Amigos que eram pra lá de célebres, como Eric Clapton, Ringo Starr, George Harrison, Keith Moon, Klaus Voorman, Alan White, Keith Richards, Billy Preston e Jim Keltner. Reunir essa turma gerou alguns problemas, como shows sem ensaio (ou ensaios no avião). Neste primeiro disco o line up era formado com Clapton, White e Voorman. Mas o foco era realmente criar uma banda na vanguarda do rock, dando vazão à criatividade de Lennon, que na época os Beatles não conseguiam.

Estão neste álbum clássicos como God, Love, Mother, Working Class Hero, Power to the People, Isolation... Difícil dizer qual das faixas não é indispensável. Aliás o tom catártico está presente em todo o disco. Em Mother, ele passa a limpo sua relação não apenas com sua mãe, mas também com seu pai e consigo mesmo. Em Working Class Hero, o foco é sua origem proletária. Em God, uma das suas frases mais geniais: God is a concept by wich we measure our pain (Deus é o conceito pelo qual nós medimos nossa dor).

Em Isolation, John faz uso da terapia do Grito Primal (Primal Scream) a qual vinha se submetendo na época. Aliás, toda a gravação do disco foi absolutamente visceral, com sessões rápidas, som direto, voz praticamente seca e crua. Ali era o verdadeiro Lennon.

Dias atrás falei aqui sobre album genial dele, Double Fantasy, seu último disco. Este, o primeiro solo é simplesmente indispensável, seja você fã dos Beatles ou não. É praticamente um diário dos últimos dias de Lennon com os Fabfour, de sua paixão por Yoko, do início de sua carreira solo e de seus dramas mais intímos, totalmente expostos ao longo de 12 faixas. Clica la na capa e confere!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Rock News: Exposição mostra Elvis Presley antes de virar rei: aos 21, com pinta de modelo

No verão de 1956, o fotógrafo Alfred Wertheimer fez uma série de cliques de Elvis Presley antes do músico virar um superstar. As fotos, que mostram um Elvis jovenzinho, com pinta de modelo, em meio a família, mulheres e música, são parte da exposição "Elvis aos 21", que inaugura dia 8 de janeiro no Grammy Museum, em Los Angeles.
fonte: G1


Belas fotos. Mas ainda prefiro o Chuck Berry. Clique aqui e baixe algumas das fotos.

Hoje no Rock: Morre Otis Redding

Otis Ray Redding Jr havia acabado de lançar seu maior sucesso quando uma viagem aérea pôs fim a uma promissora carreira de sucesso. Com apenas 26 anos ele saia de cena no auge da forma. Nascido na Georgia em 1941, começou a cantar no coro da igreja local.

Acontece que como tantos outros, logo foi influenciado por um conterraneo famoso: um tal de Richard Penniman, mais conhecido como Little Richard.


Em 1960, começou a excurcionar pelo sul dos EUA no esquema mambembe, onde fazia de tudo (até mesmo dirigia o ônibus). No mesmo ano realizou suas primeiras gravações com os Pinetoppers, mas o salto veio dois anos depois quando, numa sobra de sessão de Johnny Jenkins, gravou These Arms of Mine, uma balada de sua autoria.

Entre 1964 e 1966 enfileirou vários hits, como Mr Pittfull e Cant Turn You Loose, que mais tarde tornou-se famoso como o tema de entrada dos Blues Brothers. Também regravou sucessos como Try A Little Tenderness, Satisfacion (essa mesmo que você está pensando) e Respect, que depois estourou com Aretha Franklyn. Seu auge aconteceu no Festival de Monterrey de 1967, em um show considerado por muitos seu melhor registro.

No dia 9 de dezembro de 1967 realizou seu último show, em Cleveland. No dia seguinte, o Beechcraft em que viajava com sua banda e seu empresário caiu na cidade de Madison, no Winscosin. Apenas uma pessoa sobreviveu ao acidente.

Após sua morte, suas músicas começaram a tocar incessantemente nas rádios americanas, sobretudo a recém lançada Sittin' on the Dock of the Bay, sobre a qual já falei aqui no Experience. Otis é considerado a maior voz do soul dos anos 60 e ainda é grande influencia para vocalistas e bandas nesse estilo.

Rock News: Eric Clapton e Roger Daltrey juntos no mesmo palco

O público dos Estados Unidos terá a oportunidade de ver na mesma noite dois importantes nomes do Rock mundial. O guitarrista Eric Clapton anunciou através de seu site oficial que fará uma série de apresentações pelos Estados Unidos, entre fevereiro e março de 2010, contando com um convidado especial: Roger Daltrey, vocalista do The Who.

Daltrey deve se apresentar antes de Clapton, mas o anúncio não informa sobre a possibilidade dos dois ícones do Rock dividirem o palco ao mesmo tempo ou se essa colaboração vai render algum projeto futuro.

Após os shows pela América do Norte, Clapton fará uma série de apresentações pela Europa, a partir de maio, acompanhado de Steve Winwood, com quem o guitarrista lançou o álbum “Live from Madison Square Garden”. Este disco concorre ao Grammy na categoria ‘Melhor Álbum de Rock’.
fonte: Rock Online


A manchete é enganosa. Estarão no mesmo palco sim, mas não juntos. Mas não faz mal! Eric Clapton com Steve Winwood é simplesmente imperdível (foto lá em riba), como já postei aqui Experience. Do cacete!

Blog on The Top: I Feel Fine

Beatles
I Feel Fine
(Inglaterra - 1964)
Uma das canções mais emblemáticas da primeira fase dos Fabfour, I Feel Fine é conhecida pela microfonia de guitarra em seu começo. O efeito surgiu por acidente, quando John aproximou sua Gibson do amplificador.

"Uau, o que é isso? Voodoo?" teria perguntado Paul. "Não, é o feedback" respondeu o produtor George Martin. "E nós podemos gravar isso?". Assim nasceu o uso do feedback no rock, que muitos atribuem a Hendrix, anos mais tarde.

Outro pioneirismo de I Feel Fine (que trazia She´s a Woman no lado B) foi o fato de ser a primeira de 6 canções consecutivas dos Beatles a chegarem ao topo nos EUA. Seguiram-se a ela Eight Days a Week, Ticket to Ride, Help, Yesterday e We Can Work it Out. O record só foi igualado nos anos 70 com os sucessos disco dos Bee-Gees.

Uma das minhas favoritas da primeira fase deles. Grande guitarra base e um bom exemplo pra quem acha que o Ringo não tocava nada. Ouve ela aí no iutubiu, numa animação maneira.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Rock News: Yes volta a se reunir para shows nos EUA

Veteranos do rock progressivo, os integrantes da banda inglesa Yes vão se reunir para uma série de 18 shows pelos Estados Unidos, informou a revista especializada em música "Billboard".

A primeira apresentação acontecerá no dia 2 de fevereiro de 2010, em Poughkeepsie, Nova York. A turnê está programada para terminar 26 dias depois, com um último show em Boca Raton, no estado da Flórida.

A banda será formada pelo baixista Chris Squire (único remanescente da formação original), o guitarrista Steve Howe e o baterista Alan White, além do tecladista Oliver Wakeman, filho do ex-integrante Rick Wakeman, e do cantor Benoit David. David faz parte da Close to the Edge, uma banda-tributo ao Yes criada em Montreal, no Canadá, e substituirá o cantor original Jon Anderson, que não poderá participar da turnê por conta de problemas de saúde.

"Eles estão fazendo um grande trabalho", disse Howe à "Billboard", sobre Wakeman e David. "Planejamos um período para trabalhar e, durante esse tempo, percebemos que as coisas ficaram de um jeito diferente, agora que temos Oliver e Benoit. Acho que funcionaria com qualquer formação, é o que vai acontecer. Estamos nos concentrando nisso".

Palco antes do estúdio
O grupo tem tocado "Aliens", uma nova canção composta por Chris Squire, em alguns shows, mas não há nenhum tipo de perspectiva relativa a um um novo álbum.

"Precisamos nos reinventar e pegar ritmo, mais ou menos como o Asia fez com 'Phoenix'", disse o guitarrista, se referindo ao disco gravado por sua outra banda, em 2008, o primeiro com a formação original depois de 25 anos.

"Antes de gravar, estivemos na estrada com o Asia tocando por quase 18 meses. Então, quando chegamos ao estúdio, as coisas já estavam bem estruturadas. Acho que gostaria de fazer o mesmo com o Yes: ter um pouco mais tempo para tocar ao vivo e, aí sim, partir para as gravações", explicou Howe.

Nos anos 70, o Yes alcançou sucesso e popularidade graças a discos como "Fragile", "Close to the Edge" e "Relayer", que incluíam longas suítes musicais e muito virtuosismo por parte de seus músicos. O último registro da banda em estúdio foi "Magnification", de 2001, e o último álbum, "Symphonic Live", lançado este ano.
fonte: G1


Essa turma vai e vem como quem troca de roupa. Já já tem disco novo sim, pode apostar!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Hoje no Rock: John Winston Lennon, 1940 - 1980

Eu poderia mais uma vez ficar dissertando sobre a vida, carreira e obra do Lennon, como todos os blogs por aí devem estar fazendo hoje, mas não vou. Prefiro esse repost. Não vou gastar nosso tempo com o fato de maior infâmia da história do rock.

Não vou porque desde 1980, é impossível separar o dia 8 de dezembro de John Lennon.

Poderia falar daquela noite, em frente ao edifício Dakota, em Nova York, mas não vou. Poderia falar que ele era persona non grata nos Estados Unidos, mas também não vou. Não vou falar também do maior idiota da face da terra, um tal de Mark Chapman, que achava que seria famoso se matasse o homem mais famoso do mundo.

Enfim, poderia falar quem foi John Lennon, mas isso todo mundo sabe. Poderia falar da sua obra, mas todos já estão carecas de saber dela e da sua contribuição para a música.

Portanto, deixemos de lado esses detalhes. Hoje só vale relembrar.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Podcast: Myspace e o Capim Navalha

Nossa primeira conversa virtual (ok, monólogo) falando sobre meu novo projeto e nosso espaço no Myspace.
Clica aí e se liga na idéia que eu to mandando!

Abraço a todos!

Blog on The Top: Hello Goodbye

Beatles
Hello Goodbye
(USA - 1967)
Muita gente considera a segunda metade de 1967 e o louco Magical Mistery Tour o início do fim para os Beatles, principalmente após a morte do empresário Brian Epstein. Eu particularmente me amarro!

Claro que Hello Goodbye está anos luz de Strawberry Fields e Penny Lane, mas é importante dizer que, apesar de terem saído no mesmo LP, elas eram separadas por quase um ano de intervalo. Strawberry e Penny apenas pegaram uma "carona" no Magical Mistery Tour por não terem feito sucesso como um single.

Voltando a Hello Goodbye, inicialmente ela saiu apenas no LP Magical Mistery Tour americano. A versão inglesa era um EP e apenas mais tarde em edições posteriores, passou a ser um LP (ok, eu já prometi explicar essa diferença entre versões americanas e inglesas... qualquer hora eu falo sobre isso com calma). Seu lado B era a lisérgica I'm The Walrus que o próprio Lennon assumiu ter composto durante uma viagem de ácido.

O final da música, que desagrada a muitos (inclusive a mim) com a banda cantando "Hela, hey-ba hello-a", surgiu por acaso e foi aproveitado para os créditos do filme Magical Mistery Tour. Outra curiosidade é que há 3 versões para o clip da música, mas foi aproveitado como oficial o que eles ainda usam os uniformes da Banda dos Corações Solitários. Aí embaixo uma versão com varios takes alternativos.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Rock New: História do The Kinks vai virar filme

A banda The Kinks, um dos grandes grupos dos anos 60, período que ficou conhecido como Invasão Britânica, terá sua história contada nas telas de cinema. Está em andamento o processo de criação do roteiro para um filme sobre o grupo.

A direção do projeto é assinada por Julien Temple, responsável por dois documentários musicais: “The Great Rock’n'Roll Swindle”, dos Sex Pistols, e “Joe Strummer: the Future is Unwritten”, sobre o falecido vocalista do The Clash.

O filme sobre o Kinks deve levar o nome do maior sucesso do grupo, “You Really Got Me”, e o enfoque principal será a relação dos irmãos Ray e Dave Davies. Os atores que forem escolhidos para o filme deverão tocar os instrumentos e não apenas dublar os músicos.
fonte: Rock Online


Taí um bom gancho. Os Kinks foram uma boa banda inglesa do começo dos anos 60, mas acabaram obscurecidos pelos Stones, Who e claro, Beatles. Boa chance pra quem não conhece conferir o som dos caras.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Rock News: Música de Jimi Hendrix tem melhor riff de guitarra de todos os tempos

O riff de guitarra de "Voodoo child", canção de Jimi Hendrix gravada há 41 anos e parte do repertório do álbum "Electric Ladyland", foi eleito o melhor de todos os tempos, de acordo com uma eleição promovida pelo site "Music Radar", da qual participaram mais de cinco mil leitores.

"Sweet child o' mine", do Guns N' Roses, ficou em segundo lugar, seguida por "Whole lotta love", do Led Zeppelin. "Smoke on the water", do Deep Purple, e "Layla", do Derek and the Dominos (banda liderada por Eric Clapton no início dos anos 70), completam o top 5.

"Voodoo child" é um "indiscutível campeão dos pesos pesos pesados da guitarra", disse Mike Goldsmith, editor do site, sobre a música gravada em 1968 e relançada depois da morte de Hendrix, em 1970, quando chegou ao topo da parada.

Uma comparação entre as primeiras 20 posições da lista mostra que os riffs de canções mais antigas parecem ser mais populares — apenas duas músicas da última década apareceram entre o primeiro e vigésimo colocados: "Plug in baby", do Muse (em 11º), e "Seven nation army", do White Stripes (15º).

"Nossa eleição mostrou que, mesmo em 2009, o rock clássico ainda faz sucesso", disse o editor Goldsmith.

Veja a lista dos 25 melhores riffs de guitarra, de acordo com o Music Radar:
1 - "Voodoo child", Jimi Hendrix
2 - "Sweet child o' mine", Guns N' Roses
3 - "Whole lotta love", Led Zeppelin
4 - "Smoke on the water", Deep Purple
5 - "Layla", Derek and the Dominos
6 - "Back in black", AC/DC
7 - "Enter sandman", Metallica
8 - "Day tripper", The Beatles
9 - "Smells like Teen Spirit", Nirvana
10 - "(I can't get no) satisfaction", The Rolling Stones
11 - "Paranoid", Black Sabbath
12 - "Plug in baby", Muse
13 - "Ain't talkin' 'bout love", Van Halen
14 - "You really got me", The Kinks
15 - "Seven nation army", The White Stripes
16 - "Highway to hell", AC/DC
17 - "Heartbreaker", Led Zeppelin
18 - "Iron man", Black Sabbath
19 - "Black dog", Led Zeppelin
20 - "Beat it", Michael Jackson
21 - "Paperback writer", The Beatles
22 - "Purple haze", Jimi Hendrix
23 - "Whole lotta Rosie", AC/DC
24 - "Johnny B Goode", Chuck Berry
25 - "Sad but true", Metallica
fonte: G1


Já falei e repito: odeio listas "Top Alguma Coisa". Invariavelmente são idiotas e com efeitos irrelevantes.
Agora, pra detonar mesmo é fazer uma lista com votação pela internet... Maldita inclusão digital!

Blog on The Top: Mull of Kintyre

Paul McCartney
Mull Of Kintyre
(Inglaterra - 1977)
Em 03/12/77 Paul McCartney chegava ao topo da parada britânica com o single Mull Of Kintyre, superando a marca de 2 milhões de cópias vendidas e batendo o recorde de She Loves You na Inglaterra.

Se contarmos singles não beneficentes, ainda é o mais vendido da história na Inglaterra (Bohemian Rhapsody vendeu mais, mas em dois lançamentos e tendo o segundo sido doado para caridade). Curiosamente esse sucesso não aconteceu nos EUA. Por lá o single chegou apenas ao 33º lugar e mais em função de School Girls, lado B do compacto.

Mull Of Kintyre fala de uma localidade no litoral oeste da Escócia, onde Paul comprou uma casa e transformou em estúdio de gravação nos anos 60. Curiosamente, a casa de Paul não era exatamante em Mull Of Kintyre, mas em Campbeltown, alguns quilômetros ao norte. As gaitas de foles ouvidas na música dão o clima escocês ao arranjo.

Originalmente ela entraria no álbum London Town, mas as gravações para o LP foram interrompidas devido à gravidez avançada de Linda. Então Mull Of Kintyre foi lançada como single, tornando-se um grande sucesso de natal. Aí embaixo, o clip original no iutubiu.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Rock News: AC/DC brinda público paulistano com show impecável

Depois de longos e “tenebrosos” 13 anos de espera, eis que uma das maiores instituições do rock mundial pisa em solo tupiniquim pela terceira vez.

A espera era tamanha que no mesmo dia todo o primeiro lote de ingressos foi esgotado. O público, estimado em mais de 60 mil pessoas, parecia mais um exército de chifrinhos vermelhos piscando em volta da mega produção do espetáculo, que contava com uma locomotiva de verdade de 6 toneladas e que se moveu com perfeição durante o show.

Antes disso, um telão no fundo do palco mostrava uma animação com duas gostosonas a bordo da locomotiva a vapor. O guitarrista Angus Young abastecia o carvão, enquanto elas assediavam o rapaz e tentavam parar o trem. Neste momento, o freio quebra e a locomotiva explode junto com fogos de artifício no palco ao som do carro chefe do novo álbum do grupo, ‘Rock’n Roll Train’!

Após este início apoteótico-cinematográfico, o vocalista Brian Johnson entre em cena, saúda os presentes e se desculpa por não falar muito bem o “brasileiro”.

Daí por diante uma chuva de clássicos é desfilada pela banda: ‘Hell Ain’t a Bad Place To Be’, da fase do saudoso Bon Scott, ‘The Jack’, que teve strip do Angus Young mostrando suas ceroulas com o logo do AC/DC na bunda, ‘Dirty Deeds Done Dirt Cheap’, ‘Back in Black’ e ‘You Shook Me All Night Long’ que, como de praxe, contou com imagens de garotas da plateia mostrando seus sutiãs.

‘Whole Lotta Rosie’ contou com a presença ilustre da boneca inflável gigante da personagem no palco, batendo o pé no ritmo da música com direito a cinta-liga; em ‘Hells Bells’, Brian vem correndo do fundo do palco e pula pra dar a badalada no sino clássico com o logo da banda.

O solo de ‘Let There Be Rock’ foi um acontecimento. Angus Young, no auge dos seus 54 anos, mostrou que continua aquele moleque elétrico com o nariz escorrendo na escola que só pensa em tocar rock’n roll. O cara foi até a ponta da passarela que dividia a pista para fazer sua performance e ser erguido em uma plataforma redonda, onde ele se jogou no chão e ficou solando e girando deitado lá no alto; depois voltou correndo pro palco e ainda demonstrou todo o seu “swing” fazendo gracinhas em meio a uma nota e outra. Figuraça!

Para fechar, o bis contou com ‘Highway To Hell’ e ‘For Those About To Rock (We Salute You)’ com direito aos canhões no palco que davam uma salva de tiros ao comando de Brian, como na versão de estúdio.

Pais e filhos, mães e filhos, grávidas, jovens, trintões , quarentões...Todos os rockers presentes foram saudados com uma salva de fogos digna de inveja nos festejos de reveillon ao final do espetáculo. E como sempre, tudo na santa paz do rock’n roll.
fonte: Rock Online


Não sou o maior especialista em AC DC (pra ser sincero acho chatinho pacas) mas meu amigo e eventual guitarrista da Mustang'65 Christian Zanzibah foi e elogiou muito. Logo, quem sou eu para discordar?