segunda-feira, 30 de março de 2009

Rock News: Bob Dylan disponibiliza som inédito em site oficial

Together Through Life é o nome do novo CD de Bob Dylan e vai ser lançado nos EUA no dia 27/04. No site do músico, você já pode ter um gostinho de como será o novo trabalho do músico norte- americano. A música ‘Beyond Here Lies Nothin’ ficará disponível para download gratuito até a próxima terça-feira, 31 de março.

O novo álbum de Dylan terá 10 faixas. Além da banda que o acompanha nas turnês ao redor do mundo, esse trabalho contará com a participação de David Hidalgo, do Los Lobos, no acordeão.

‘Modern Times’, lançado em 2006, é o álbum de estúdio mais recente de Bob Dylan. No ano passado, ele também lançou a compilação de raridades ‘Tell Tale Signs’.
fonte: Eldorado


Baixei, ouvi e gostei!

Rock News: Show de Paul McCartney e Ringo Starr será transmitido em site

A apresentação de Paul McCartney e Ringo Starr juntos fará parte de um show beneficente que será no Radio City Music Hall, em Nova York, no dia 4 de abril.

O diretor David Lynch acaba de lançar o site David Lynch Foundation Television e vai exibir o show nessa página que é voltada ao ensino de meditação transcendental a jovens. Vão acompanhar Paul e Ringo nessa apresentação histórica, Eddie Vedder, Sheryl Crow, Moby, Donovan e Paul Horn.

Você deve estar se perguntando, mas por que nesse site de ensino de meditação transcendental a jovens? Em nota, o site explica que há 40 anos, os Beatles, Donovan, os Beach Boys e Paul Horn viajaram á Índia para estudar meditação transcendental. Eles trouxeram meditação e música que mudaram o mundo. Agora, eles voltam a se reunir no Radio City Music Hall, em Nova York para mostrar essas canções a uma nova geração.

Como foi falado acima, a apresentação de Paul e Ringo fará parte de um show beneficente que será no Radio City Music Hall, em Nova York, no dia 4 de abril.

No começo do ano, Paul McCartney revelou sua vontade de tocar com Ringo. A afirmação do ex-Beatle foi dada em entrevista no talk show ‘The View’, de uma TV norte-americana. Durante o bate-papo, Paul disse que adoraria se reunir com Ringo Starr. Paul McCartney e Ringo são os únicos integrantes dos Beatles ainda vivos.

Na época, McCartney disse que a reunião não aconteceu pela agenda apertada dos dois. “Às vezes ele está em turnê e eu não. Mas, não descartamos uma reunião, seria ótimo. Ele é um excelente baterista e nós estamos acostumados um com o outro”, disse Paul.

McCartney e Starr não tocam juntos desde 1990, quando gravaram novas partes para a inédita ‘Free as a Bird’, som inacabado de John Lennon, lançada no projeto ‘Anthology’ em 1994.
fonte: Eldorado


Mais uma vez corrigindo a matéria, eles tocaram juntos no Concert for George, um tributo a George Harrison realizado em 29 de novembro de 2002. Erros a parte, vale conferir. Contribuição da Gladys!

Hoje no Rock: Eric Clapton, 64 anos

Ano passado cortei um dobrado para escrever no aniversário do Clapton. Bem, um ano se passou e mais uma vez não consegui! Desculpem a derrota, mas aí vai o repost...

Eric Patrick Clapton nasceu em uma família operária, filho de um caso de sua mãe com um marinheiro canadense, que nunca conheceu. Cresceu achando que seus avós na verdade seriam seus pais, e que sua verdadeira mãe seria sua irmã. Vivia na pequena Ripley, cidade pobre nos arredores de Londres que sequer possuia luz elétrica. Mas esses foram apenas os primeiros blues da sua vida.

Seu interesse pela música começou cedo. Primeiro ouvindo programas de rádio, depois em clubes de blues e jazz em Londres, quando já estudava design na adolescência. Comprou sua primeira guitarra e não parou mais. Começou a integrar bandas como The Roosters, Yardbirds e John Mayall and the Bluesbrakers. Sua fama como guitarrista cresceu, ao ponto do famoso grafite Clapton Is God começar a aparecer nos muros da cidade.

Continuou enfileirando formações, como o famoso e turbulento Cream, com Jack Bruce e Ginger Baker, considerado por muitos o primeiro super grupo. Durou apenas 2 anos. Vieram em seguida o Blind Faith e o Derek and the Dominos, que formou apropriando-se de parte da banda de Delaney and Bonnie. Com essa turma gravou o clássico Layla, composta para Patty Boyd, mulher de seu melhor amigo George Harrison.

Nesse período já lutava contra drogas e principalmente o álcool, fantasma que o perseguiu até os anos 80. Precisou de diversas internações nos EUA e na Inglaterra até que conseguiu se livrar em meados da década de 80. Mas sua provação ainda seguiria ate 1991, quando perderia seu filho Connor, num bizarro acidente em Nova Iorque. Em seguida gravou o famoso Unplugged, campeão de vendas e vencedor de vários prêmios Grammy. Nessa época, já estava envolvido com sua fundação Crossroads, que apoia e reabilita viciados em álcool, em Antigua.

Bom, em linhas gerais é isso. Muita gente tem elogiado minha forma de escrever. Mas na boa, não tem muito mais a falar desse cara. Simplesmente não encontro as palavras certas e, apesar de ter lido sua autobiografia e pesquisado muito material na internet, parece que fica sempre faltando algo. Foi alguém que me influenciou muito (não apenas na música) e que admiro simplesmente por ter transformado tanta coisa ruim nessa música de incrível qualidade e sensibilidade.

Portanto, não vou inventar muito mais texto não. Taí pra vocês um showzão de 1974, no Hammersmith Odeon, com clássicos como Let it Grow, Layla, Cant Find My Way Home e outros. Acompanha nos vocais a excelente Yvonne Elliman. Pra quem quiser saber mais, da uma olhada na Wikipedia.

sábado, 28 de março de 2009

Mustang na Estrada: Dragon Jack


Praticamente garagem do nosso Mustang, o Dragon Jack nos recebeu ontem mais uma vez para um novo show de rock e blues. Novamente os clássicos de sempre vez misturaram-se às nossas composições, além do lançamento oficial da música Maturidade, da qual falarei mais em breve.

Mas dessa vez o destaque foi mesmo o Bernardo, filho do Luiz Claudio que debutou em palcos numa canja em Smoke on the Water. Tive o prazer de ceder minha estimada SG ao garoto que fez bonito e já prepara a Mustang Next Generation.

Nos próximos dias, os vídeos como de costume e claro, áudios do show também!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Mustang na Estrada: Hoje tem!

É hoje galera. Roqueiros do Rio, vivos e mortos tem mais uma oportunidade de ver a Mustang '65 ao vivo, dessa vez no nosso palco favorito, o Dragon Jack, em Niterói. A exemplo do show que fizemos no São DomDom na última sexta, levaremos os clássicos do rock de sempre, junto com várias faixas do CD Introdução. Os que forem conferir ainda poderão presenciar algumas novidades em nosso set list.


Para aquele que se aventurarem, o barulho começa às 22:30 e rola até minha voz acabar. O couvert custa 7 narjaras na hora e 5 berimbais no antecipado. Informações nos telefones 9256-6370 ou 9254-1775.

terça-feira, 24 de março de 2009

Rock News: Suco de Beatles


Nada melhor que um Beatle Juice para refrescar o calor desses dias, o nome lembra o título de um filme de Tim Burton, “Beetle Juice”, de 1988, que significa“suco de besouro”. O designer americano Marc Valega prefere a suco de Beatles (sim, a banda inglesa, e nós também) e criou caixinhas de suco bem divertidas com os nomes dos garotos de Liverpool.

Você pode escolher entre os sabores: John Lemon (limão), George Pearrison (Pêra), Mango Starr (manga) e Apple McCartney (apple deve ser lido como “é-poul” para ter graça). Infelizmente, esses sucos não existem, imagine o quanto custaria para vender sucos com a marca dos Beatles? Mas, com certeza, venderia muito!!
fonte: Galileu


Como designer de profissão assino embaixo. Muito criativas na forma e na função, além dos ótimos trocadilhos dos nomes. Mas como brasileiro é macaco de imitação, já fizeram uma versão tupiniquim.

Rock News: Casa das Máquinas e Os Incríveis fazem show com lançamento de livro

Os grupos Casa das Máquinas e Os Incríveis, dois importantes nomes na história do rock nacional de diferentes épocas e estilos, estarão juntos no palco do Bourbon Street, em São Paulo, no próximo dia 02 de abril para uma apresentação especial. A ligação entre as duas bandas é o fato de ambas terem como baterista o músico Luiz Franco Thomaz, conhecido como Netinho.

No encontro das duas bandas o baterista Netinho estará lançando o livro “Minha história ao lado das baquetas”. Na obra ele conta sua história no mundo do rock nacional fazendo parte dessas duas importantes bandas.

No show os fãs dos primórdios do rock brasileiro poderão ouvir clássicos d’Os Incríveis como “O Vagabundo”, “O Milionário”, “O Vendedor de Bananas” e outros da Casa das Máquinas como “Casa de Rock”, “Vou Morar no Ar” e “Pra Cabeça”, entre outras. Confira as informações:

02/04/2009 - São Paulo/SP
Bourbon Street Music Club - Rua dos Chanés, 127
Horário: 20h30
Ingressos: R$ 50,00
Informações: 11 5095-6100
fonte: Terra


Pra quem diz que eu posto pouco sobre bandas nacionais, taí uma ótima oportunidade de conferir a história ao vivo. E outra: R$50,00 é merreca perto da extorção que os gringos andam praticando por aqui.

sábado, 21 de março de 2009

Blog'n'Roll: Mustang na Estrada no São DomDom


Rolou ontem, o show da Mustang no São DomDom, a auto-entitulada menor casa de shows do mundo, em São Domingos, Niterói. A sonzera começou as 22:30 e rolou até alta madrugada (ou até eu perder a voz) com uma platéia animada e calorosa.

Sou suspeito pra falar da qualidade do show, mas acredito que uma banda que volta para o bis 3 vezes fez o seu trabalho direito. Mais uma vez, destaque para Nothing But a Mustang, Sultans Of Swing e a arrebatadora Aqualung. Luciano estava com o diabo no corpo e solou muito!

Além da Mustang 65, o show contou com as canjas do Claudinho na guitarra e voz, Oswaldo Coyote na gaita e Maurício Prior na bateria. Se você perdeu, a próxima oportunidade é nesta sexta, 27 de março, no tradicional Dragon Jack, em Itaipu.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Hoje no Rock: Bodas de Rubi de John e Yoko

Pra quem não sabe, Bodas de Rubi são 40 anos de casados, que estariam sendo completos hoje se John fosse vivo. Não sei se aí contam os anos que os dois passaram separados na década de 70. Particularmente também não acho que estivessem casados hoje se ele continuasse por aqui.

Mas a morte é a mãe das verdades absolutas e como dona Yoko virou a viúva oficial (era o segundo casamento dele) vale a data de 20 de março para essa comemoração. Fica aí pra vocês então o som que conta essa estória: Ballad of John and Yoko.

Eles decidiram casar poucos dias antes, muito em função do casamento de Paul e Linda (12 de março de 69) mas legalmente ele ainda era casado com Cynthia. Tentaram casar no mar, a bordo de um hovercraft, mas não foi possível. Peter Brown (poeta e letrista) sugeriu que casassem em Paris, mas também não conseguiram. Finalmente, em Gibraltar, o casório foi realizado, com a lua de mel em Amsterdam.

Apesar de Ballad of John and Yoko ser uma dos faixa dos Beatles, apenas Paul trabalhou nela, já que foi gravada no mesmo dia em que foi composta. Ela saiu no compacto que trazia também Old Brown Shoe, de Harrison. Aí embaixo, a letra dela pra vocês acompanharam, e aqui o som no 4Shared!

Standing in the dock at Southampton
Trying to get to Holland or France.

The man in the mac said, "You've got to go back".
You know they didn't even give us a chance.

Christ you know it ain't easy, you know how hard it can be.
The way things are going they're gonna crucify me.

Finally made the plane into Paris,
Honey mooning down by the Seine.

Peter Brown called to say, "You can make it O.K.
You can get married in Gibraltar, near Spain".

Christ you know it ain't easy, you know how hard it can be.
The way things are going they're gonna crucify me.

Drove from Paris to the Amsterdam Hilton
Talking in our beds for a week.

The newspaper said, "Say what you doing in bed?"
I said, "We're only trying to get us some peace".

Christ you know it ain't easy, You know how hard it can be.
The way things are going They're gonna crucify me.

Saving up your money for a rainy day,
Giving all your clothes to charity.

Last night the wife said, "Oh boy, when you're dead
You don't take nothing with you but your soul - think!"

Made a lightning trip to Vienna,
Eating chocolate cake in a bag.

The newspaper said, "She's gone to his head
They look just like two gurus in drag".

Christ you know it ain't easy, You know how hard it can be.
The way things are going They're gonna crucify me.

Caught the early plane back to London.
Fifty acorns tied in a sack.

The men from the press said, "We wish you success
It's good to have the both of you back".

Christ you know it ain't easy, You know how hard it can be.
The way things are going They're gonna crucify me.

Observações importantes: Claro que o verso Christ you know it ain't easy deu o que falar na imprensa conservadora americana. É de memória nostálgica para mim, já que está na primeira gravação que fiz na vida, no longínquo ano de 1991 com minha primeira banda. E balada, ao contrário do que a molecada pensa hoje não é uma noitada. É uma música lenta, que aliás também não é Ballad of John and Yoko.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Blog'n'Roll: Mustang na estrada

A Mustang '65 finalmente entra em 2009 completa, para seu primeiro show oficial. Novo nome, novo set list, novo EP... Tudo é novidade e o lugar também: estrearemos no São DomDom, a auto-intitulada menor casa de show de Niterói.

Além dos clássicos de sempre, o show traz como vocês sabem composições que estão no CD Introdução e outras já exclusivas da Mustang '65. Quem pintar por lá amanhã terá surpresas! Aí do lado, instantâneos do nosso último ensaio, na terça, no Estúdio Eclipse.

O São DomDom fica na Praça de São Domingos, no bairro de São Domingos, em Niterói. A sonzera rola a partir das 22 horas e o couvert custa 7 berimbaus.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Rock News: Buddy Guy volta ao Brasil no final do mês

Conhecido por servir de inspiração para Jimi Hendrix e considerado, segundo Eric Clapton, “O melhor guitarrista de blues vivo”, o lendário Buddy Guy volta ao Brasil no final do mês para shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

O músico figura no Hall da Fama do rock and roll e possui um estilo único e inconfundível que lhe garantiu cinco prêmios Grammy. Nesta passagem pelo país, o guitarrista divulga seu mais recente álbum, “Skin Deep”, lançado em julho do ano passado. O álbum conta com participações especiais de Eric Clapton, Derek Trucks, Susan Tedeschi e Quinn Sullivan.

Confira outras informações sobre os shows do guitarrista no Brasil:

26 e 27/03/2009 - São Paulo/SP
HSBC Brasil - Rua Bragança Paulista, 1281
Horário: 22h00
Ingressos: de R$ 120,00 a R$ 320,00 (inteira)

28/03/2009 - Rio de Janeiro/RJ
HSBC Arena - Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401
Informações: www.hsbcarena.com.br

29/03/2009 - Porto Alegre/RS
Teatro do Bourbon Country - Rua Túlio de Rose, 100
Horário: 20h00
Ingressos: de R$ 90,00 a R$ 200,00 (inteira)
fonte: Terra


Eric acha e eu concordo!

terça-feira, 17 de março de 2009

Rock News: Bob Dylan nomeia novo álbum

O veterano da música folk deu nome ao seu novo álbum, que tem lançamento marcado para o próximo dia 28 de abril. O disco recebeu o título de “Together Through Life”.

O álbum traz 10 faixas e a arte da capa (na imagem) também foi divulgada. O álbum foi produzido pelo próprio músico que assina com o pseudônimo Jack Frost.

No site oficial de Bob Dylan, www.bobdylan.com, é possível ler uma entrevista com o músico (em inglês), na qual ele fala sobre o novo lançamento. Bob Dylan conta que uma das influências para compor as novas canções foi o convite do diretor francês Olivier Dahan - que fez o filme “Piaf”, sobre a vida da cantora - para compor uma canção para seu novo filme, “My Own Love Song”. A canção que Dylan fez para o filme é “Life is Hard”.

O músico conta também que o álbum tem uma sonoridade que remete aos anos 50 e que as canções possuem uma temática romântica se comparadas às composições de “Modern Times”, seu álbum anterior, lançado em 2006.
fonte: Terra


Em breve aqui, quando sair ou quando vazar.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Blog on the Top: (Sitin' on) The Dock of the Bay

Otis Redding
(Sitin' on) The Dock Of The Bay
(EUA - 1968)
Primeiro número 1 póstumo da história da música americana, esse som foi lançado em janeiro de 1968, cerca de um mês após a morte de Redding em um acidente aéreo e em 16 de março chegou ao topo das paradas.

Escrito em parceria com Steve Crooper (The Stax, Blues Brothers), Dock Of The Bay difere do soul característico das canções de Redding. Segundo o próprio Crooper, que também produziu a música, Otis raramente escrevia sobre si mesmo, mas era comum chegar ao estúdio cheio de idéias de letras, introduções e melodias.

No caso Dock Of The Bay, Crooper deu toques biográficos na letra, como no verso "I left my home in Georgia, headed for the Frisco Bay", exatamente o que Otis havia feito, já que na época morava na Califórnia.

As gravações aconteceram entre 22 de novembro e 8 de dezembro. No dia 10/12 ele sofreu um acidente aéreo que vitimou mais 6 pessoas. Em janeiro, após overdubs e a mixagem final, Dock Of The Bay foi lançada e logo as rádios passaram a tocá-la incessantemente o que a levou ao primeiro lugar em 16 de março. A canção ganhou ainda os Grammys de Melhor Canção e Melhor Vocal Masculino de R&B. Foi seu maior sucesso e seu único Número 1.

domingo, 15 de março de 2009

Hoje no Rock: 11 anos sem Tim Maia

Como escrevi poucos dias atrás, uma das minhas frustrações musicais foi nunca ter assistido um show do Tim Maia. A oportunidade aconteceu para mim há exatos 11 anos quando ele gravaria um especial para a TV no Teatro Municipal de Niterói, cidade onde ainda vivo.

Não lembro porque exatamente, mas não pude ir. E se tivesse ido, não teria visto seu show porque ele não aconteceu, mas teria assistido à história. Corria o dia 3 de março de 98 e Tim subiu ao palco dessa vez. A banda Vitória Régia atacou a introdução de "Não Quero Dinheiro", mas sua voz não saía.

"Vou pedir... vou pedir..." A voz simplesmente abandonou Tim. Ele sinalizou para o público e para a banda e saiu do palco, sentindo-se muito mal. Logo vaias surgiram, afinal era um hábito seu deixar as platéias na mão. Mas dessa vez era mais sério que nunca. Mesmo após o aviso da organização, dizendo que Tim não estava passando bem e voltaria em breve, o público vaiou mais forte.

Saiu do Teatro direto para o Hospital Universitário Antônio Pedro a bordo de uma ambulância do Corpo de Bombeiros, afinal Tim não tinha plano de saúde. Ele havia sofrido uma crise de hipertensão, uma embolia pulmonar e uma parada cardiorrespiratória, revertida com massagens e medicamentos.

Já no hospital, o quadro se agravou com uma hemorragia digestiva e infecções renais e pulmonares. No dia 15 de março de 1998, assim como hoje, um dia de domingo, às 13:03, aos 55 anos, Tim foi para a festa no céu.

Não assisti ao "ensaio de show" como poderia ter assistido. Mas o envolvimento de quem vivia na cidade foi total, afinal era talvez o mais popular intérprete da música brasileira. E lembro como se fosse hoje daqueles dias, os primeiros sem o síndico.

Aí embaixo, um vídeo da dona globo sobre esse dia.




E aqui, ele mesmo se definindo, em 1998, talvez sua última entrevista.

sábado, 14 de março de 2009

Rock News: Iron Maiden faz show e apresenta documentário no Rio

Um grupo seleto de fãs vai poder conhecer a cabine do avião Ed Force One e outras intimidades do Iron Maiden neste sábado (14) no Rio. Mas a visita acontece via tela de cinema: a pré-estreia do documentário “Flight 666”, que mostra os bastidores da primeira parte da turnê “Somewhere back in time”, será no Cine Odeon, às 14h – e conta com a presença dos músicos da banda de heavy metal britânica.

O filme acompanha o Iron Maiden durante a turnê que os levou a 5 continentes e 23 shows em 45 dias, percorrendo 70 mil quilômetros ao redor do mundo a bordo do Boeing 757 “Ed Force One”, passando por cidades como Sydney, Los Angeles, São Paulo, Bombaim e Tóquio. O filme foi dirigido por Sam Dunn e Scot McFayden, responsáveis pelos documentários "Metal: A Headbangers Journey" e "Global Metal".

À noite, o sexteto inglês se apresenta na Praça da Apoteose, como parte da sua nova turnê no Brasil, que vai passar por seis capitais. O Iron Maiden já tocou em Manaus nesta quinta (12), e ainda passa por São Paulo (15), Belo Horizonte (18), Brasília (20) e Recife (31).

Os fãs brasileiros estão curiosos para saber se a banda trouxe toda a pirotecnia que utiliza durante as performances na Europa e EUA. No show de março de 2008 em São Paulo, o vocalista Bruce Dickinson prometeu: “Vamos voltar muito em breve. Mas... será um show maior, com explosões, fogos e mais luzes. Vamos voltar em 1 ano para o Brasil, para São Paulo e para outras cidades”. Agora é a hora para ver a promessa ser cumprida de perto.
fonte: G1


Ontem foi realizado o primeiro show no Brasil, em Manaus. Pelo que li, sem surpresas em relação ao set-list apresentado anteriormente, mas foi a primeira vez dos caras nessa cidade, o que levou os 13 mil presentes ao delírio (apesar de ingressos que custavam até R$400,00). Já há notícias de uma volta à América Latina em 2011.
Em breve Reviews aqui, do show e do filme!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Blog'n'Roll: Sexta Feira 13

Fruto da crendice humana e das coincidências provocadas pelo Calendário Gregoriano que utilizamos, a sexta feira 13 é cercada de mitos e superstições que foram alimentadas ao longo dos séculos. Dizem que isso tudo começou ainda na época dos Cavaleiros Templários, quando o rei da França Felipe IV, no dia 13 de outubro de 1307 (uma sexta), aprisionou, torturou e executou vários membros da Ordem. Outros ainda alegam que a lenda começou porque Cristo foi crucificado numa sexta e na última ceia haviam 13 pessoas à mesa. Viu? Experience também é cultura!

Mas o nosso negócio aqui é contra-cultura e rock and roll. Por isso surrupiei do G1 13 casos macabros do rock e taí pra vocês! Boa sexta-feira 13!

O bluesman Robert Johnson sonhava se tornar músico. Ele foi então instruído a levar sua guitarra a uma encruzilhada, onde ele teria vendido a alma ao diabo. O cantor e guitarrista morreu em 1938, aos 27 anos, depois de beber uísque envenenado.

A banda americana Lynyrd Skynyrd ficou mais conhecida em 1973, depois que diversos membros, incluindo o vocalista e compositor Ronnie Van Zant, morreram em um acidente de avião. A tragédia aconteceu apenas três dias após o lançamento do álbum “Street survivors”, cuja foto da capa mostra o grupo no meio de um incêndio.

Em 85, John McCollum cometeu suicídio enquanto ouvia a música “Suicide solution”, de Ozzy Osbourne, sobre os perigos do abuso de álcool. Os pais do garoto processaram o roqueiro, alegando que a letra da canção o havia influenciado.

Diversos fatos trágicos acometeram o cantor Robert Plant nos anos 70. Além de enfrentar sérios problemas com a voz após as gravações de “Houses of the holy”, o músico sofreu um acidente de carro na Grécia que deixou membros de sua família machucados. Em 1977, seu filho Karac não resistiu a uma infecção e morreu aos seis anos. Alguns fãs do Led Zeppelin atribuem a falta de sorte ao envolvimento de seus integrantes com a magia negra.


O processo de criação de “The Bedlam in Goliath”, quarto e mais recente álbum de estúdio do Mars Volta, foi cercado por incidentes bizarros. Tudo culpa, dizem os músicos, de um tabuleiro Ouija comprado por Rodríguez-López durante uma viagem em Jerusalém. Assim que os integrantes adquiriram o objeto, o baterista deixou a banda no meio da turnê, o vocalista precisou fazer uma cirurgia nos pés, o estúdio inundou e várias gravações sumiram.



“Too tough to die” (Duro demais para morrer), faixa do álbum de mesmo nome lançado em 1984, é uma homenagem a Johnny Ramone. O guitarrista da lendária banda punk teria se envolvido em uma briga em um bar em 1983. Levou tantos socos e chutes na cabeça que acordou no hospital, após uma complicada cirurgia para recuperar seu crânio fraturado.



A famosíssima "Hotel California", dos Eagles, fala sobre uma igreja cristã abandonada e depois dominada por satanistas; os próprios Eagles seriam satanistas.



Essa é sinistra. O produtor Bob Ezrin conseguiu o choro das crianças na música "The kids", de Lou Reed, dizendo aos filhos que a mãe deles havia morrido.



"Dimebag" Darrell, conhecido como membro-fundador do Pantera, morreu no dia 8 de dezembro de 2004 no show de sua banda Damageplan no Alrosa Villa, em Ohio. Nathan Gale, o assassino, deu cinco tiros na cabeça do músico.


A tradição dos funerais está mudando na cidade de Adelaide, na Austrália. Lá, clássicos do rock como “Stairway to heaven”, de Led Zeppelin, e “Highway to Hell”, do AC/DC, viraram moda em enterros.

Uma professora norte-americana chamou a polícia ao ouvir um trecho da música “Welcome to the jungle” e pensar que fosse uma ameaça de morte. A faixa foi tocada no sistema de som da Booth Free School, em Connecticut.

Um dos mitos mais famosos dá conta de que Paul McCartney teria morrido em um acidente, em meados da década de 60, e está sendo substituído até hoje por um sósia.

Reza a lenda que a música “Helter skelter”, dos Beatles, teria inspirado Charles Manson a assassinar a atriz Sharon Tate, então grávida de oito meses, e outras quatro pessoas em um ritual satânico.

Rock News: Guitarrista do Radiohead defende fãs que baixam músicas

Ed O’Brien, guitarrista do Radiohead, junto com os cantores Robbie Williams, Annie Lennox e Billy Bragg, se posicionou a favor de quem baixa música pela web e criticou uma proposta que quer tornar crime o ato de fazer downloads de músicas na rede. Ontem, a The Featured Artists Coalition, que é uma associação que conta com a participação de mais de 140 bandas e cantores, votou contra o processamento judicial de qualquer fã por esse motivo.

"Os artistas deveriam ser titulares dos direitos e poder decidir quando sua música pode ser usada gratuitamente e quando é preciso pagar por ela", disse Bragg sobre o assunto.
fonte: Whiplash


Curiosamente, é fato raro ver algum músico defendendo punições criminais contra o download gratuito. Seja por ideologia ou para manter uma postura "simpática" com os fãs, a verdade é que o músico é o menos prejudicado nisso tudo, já que em primeiro lugar ele é espoliado pela própria gravadora...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Blog'n'Roll: Disco novo do Doves na área

Essa matéria não entra em uma coluna Rock News simplesmente porque nenhum site de notícias em português anunciou o novo álbum da banda inglesa Doves, Kingdom of Rust, com lançamento previsto para o próximo dia 6 de abril (isso se não vazar antes).

Depois de 4 anos desde o último trabalho (Some Cities) e vários adiamentos (2 anos e meio de atraso), finalmente o trio formado por Jimi Goodwin e pelos irmãos Jez e Andy Williams ficou satisfeito com o resultado obtido com as gravações e masterizações. Para isso foi montado um estúdio em uma fazenda no interior da Inglaterra, o que contribuiu para uma sonoridade country no resultado final.

Já gravei e postei aqui minha versão para There Goes The Fear, do álbum Last Broadcast. O que gosto no Doves é o uso inteligente dos recursos eletrônicos além da grande criatividade nas letras e nos clips. Por falar em clips, já estão disponíveis as músicas Winter Hill, Jetstream, Kingdom of Rust e The Outsider. Assim que for lançado, um review completo aqui.

Aí embaixo pra vocês, o clip da música título do CD.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Blog on The Top: Harvest

Neil Young - Harvest
(EUA - 1972)
No dia 11 de março de 1972, Neil Young chegava ao topo da parada Billboard com seu 4º álbum solo, considerado por muitos o melhor de sua carreira. Gravado no ano anterior, é o seu trabalho que alcançou melhor vendagem.

Neil contou com a ajuda de alguns notáveis para a produção deste elepê, como James Taylor, Linda Ronstadt e seus ex-companheiros Crosby, Stills e Nash, da banda homônima recém separada.

Dois singles também chegaram ao topo isoladamente: Old Man e o clássico Heart of Gold. Entretanto, minha favorita deste álbum é Alabama, que é uma espécie de continuação de Southern Man, que fala do racismo no sul dos Estados Unidos. Foi essa canção que gerou o sucesso do Lynyrd Skynyrd, Sweet Home Alabama, como resposta para Young (I hope Neil Young will remember, a Southern man don't need him around anyhow). Está nele também The Needle and the Damage Done, outro clássico rustie.

Blog'n'Roll: Tim Maia - Vale Tudo

Se você, assim como eu, imagina que o Keith Richards foi o maior doidão da história da música, talvez precise rever seus conceitos. Porque é essa a impressão que fica após terminar de ler o excelente Tim Maia - Vale Tudo, de Nelson Motta.

Autodefinido "preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares", Sebastião Rodrigues Maia é, na minha modesta opinião, um costureiro habilidoso, capaz de unir o soul e o funk americanos aos ritmos brasileiros, a jovem-guarda à bossa-nova, Elis Regina a ele mesmo.

Tijucano (assim como eu), tinha como amigos de adolescência Jorge (que ainda era só Ben), Erasmo e Roberto Carlos (que segundo o próprio Tim, aprendeu a tocar violão com ele). Resolveu tentar a sorte nos states enquanto seus amigos estouravam com a Jovem Guarda. E ele acaba preso e deportado.

Foi lá que experimentou o seu primeiro baseado (que nunca abandonou) e que incrementou com intermináveis sessões de "triatlon", combinação de maconha, cocaína e whisky que por muitas vezes o deixou fora de combate e dos palcos. Por outro lado, foi um dos primeiros a controlar os direitos autorais das suas composições. Como ele próprio dizia "Gilberto Gil, Caetano, Chico, Edu Lobo, Francis Hime... tudo formado, diplomado, doutorado, mas ninguém tem os direitos sobre suas próprias gravações. Depois o doidão sou eu!".

Libertário por essência, Tim fez questão de tocar com quem queria, o que queria e principalmente, quando queria. Fato raro na música brasileira, cheia de puxa-saquismos, duetos forçados e adulações. Pagou com inúmeros processos, que só não o levaram à falência, porque morreu antes. Aliás, morreu aqui em Niterói...

Obra essencial não apenas para conhecer Tim, mas muita gente que ele uniu com a sua habilidosa agulha musical, com sua voz única e seu balanço característico. Segundo ele, disco bom tem que ter mela-cueca e esquenta-suvaco. Receita seguida à risca ao longo de muitos anos de sucesso. Tim não fez concessões. Para ele, sempre valeu tudo!

Loucuras do Alexandrelli: Banda Máquina Riff

Ontem no Loucuras do Alexandrelli, a Banda Máquina Riff falou um pouco sobre sua trajetória por bares e moto-clubes do Brasil e sobre as dificuldades de ser "independente". Completou a noite a Dra. Yara Jafet - médica, educadora, fundadora do Berçário Pró-Bebê e Colégio Pueri Mundi (SP), que falou sobre a arte de educar, educação infantil e a importância da participação da família.

terça-feira, 10 de março de 2009

Rock News: Baterista do Metallica admite que baixou o próprio disco ilegalmente

O baterista do Metallica, Lars Ulrich, que liderou o processo da banda contra o programa de compartilhamento de arquivos Napster no ano 2000, admitiu que baixou ilegalmente na internet o disco mais recente do grupo, "Death Magnetic".

Ulrich disse ao canal de TV VH1 que fez o download ilegal do álbum poucos dias depois que ele vazou na internet, em setembro do ano passado. O baterista não revelou que serviço de compartilhamento teria utilizado.

- Sentei lá eu mesmo e baixei "Death Magnetic" na internet só para testar. Então eu disse "Uau, é assim que funciona". Eu achei que se alguém tinha o direito de baixar "Death Magnetic" de graça esse alguém era eu. Eu pensei: "Eu tenho que testar isso". Então, 30 minutos depois eu tinha "Death Magnetic" no meu computador. Foi meio bizarro - explicou.
fonte: O Globo


Ah, a moçoila nuuunca tinha baixado um disco na internet... que coisa ein? Eu já postei aqui que o Ringo é avesso a tecnologia, nem celular ele usa, mas estamos falando de um senhor de mais de 60 anos. Será mal de baterista? Eu desafio esse povo todo aí que levanta bandeira contra o download a jurar que nunca baixou nada. Hipocrisia pouca é bobagem.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Hoje no Rock: David Gilmour, 63 anos

Guitarristas velocistas, extremamente técnicos, debulhadores de notas, daqueles que tocam várias ao mesmo tempo, simplesmente porque não sabem qual é a certa, nunca tiveram vez comigo. Prefiro os elegantes, econômicos e cheios de feeling como os mestres bluseiros e esse senhor chamado David Jon Gilmour.


Apesar de ter despontado no Pink Floyd, ele não é um membro fundador. Ganhou destaque apenas depois da saída de Syd Barret. Já nos anos 80, com a virtual separação da banda, Gilmour segurou as pontas e assumiu a liderança, mudando a direção das composições. Segundo ele, as letras de Waters eram muito longas, fazendo com que a música fosse um mero suporte para as palavras. A partir de Momentary Lapse of Reason, a banda voltou a dar mais importância ao instrumental.

Além de guitarrista, David foi produtor de nomes como Pete Townshend, Supertramp, Paul McCartney e Dream Academy entre outros. Sua carreira solo já envolve 6 lançamentos de inéditas, sendo o mais recente o belíssimo On a Island que gerou ainda o ao vivo Live At Gdansk, de 2008. Essa turnê está no DVD Remember That Night, que já mostrei aqui no nosso Experience.

Filho de pais professores (seu pai ensinava Zoologia em Cambridge), Gilmour sempre disse que sua educação havia sido péssima. Mas isso não o impediu de estudar violão clássico e, a exemplo de Bruce Dickinson, ser piloto civil nas horas de folga. O hobby cresceu tanto que virou uma companhia aérea, a Intrepid Aviation, que reuniu um grande número de aeronaves históricas. Entretanto, David preferiu vendê-la, jé que havia se tornado um negócio sério demais para um hobby. Hoje ele tem apenas um velho biplano que pilota para se divertir.

Pai de 8 filhos em 2 casamentos, Gilmour participa de várias ações humanitárias além de entidades como o Green Peace e Anistia Internacional.

Um senhor de 63 anos, culto e elegante, como todos os seus solos! Aí embaixo pra vocês, The Fat Old Sun, na turne Remember That Night, de 2006.



quinta-feira, 5 de março de 2009

Rock News: Neil Young se inspira em carro movido a energia alternativa em novo álbum

O Lincoln Continental de 1959 modificado - que agora roda com combustível alternativo - que o músico possui foi uma das grandes inspirações para o novo álbum do veterano.

Preocupado com as questões econômicas, sociais e ecológicas do mundo moderno, Neil Young compôs durante todo o ano de 2008 as canções que compõe “Fork in the Road” tendo em mente esses temas. O álbum tem lançamento agendado para o dia 07 de abril, pela Reprise Records.

O carro do músico, um híbrido movido a biodiesel e energia elétrica, foi adaptado por Johnathan Goodwin que tem como projeto desenvolver veículos que não utilizem gasolina e que sejam comercialmente viáveis. Um documentário que mostrará o Lincoln Continental de Neil Young atravessando os EUA sem usar gasolina deve ser lançado em breve.

Quanto ao álbum, foi gravado ao lado da banda composta por Ben Keith (guitarra, teclado), Chad Cromwell (bateria), Rick Rosas (baixo), Pegi Young (voz) e Anthony Crawford (voz, guitarra). Uma edição especial com um DVD bônus incluindo um vídeo ao vivo de Neil Young tocando “A Day in the Life” dos Beatles está em pré-venda no site do músico, www.neilyoung.com.

Confira o repertório de “Fork in the Road“:

01. When Worlds Collide
02. Fuel Line
03. Just Singing A Song
04. Johnny Magic
05. Cough Up The Bucks
06. Get Behind The Wheel
07. Off The Road
08. Hit The Road
09. Light A Candle
10. Fork In The Road
fonte: Terra


Em breve aqui, quando sair ou quando vazar!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Loucuras do Alexandrelli: Arte na Lata

Alexandrelli recebeu ontem o Grupo Arte na Lata, um projeto social com quase cinco anos de atividade, que desenvolve um trabalho musical através de instrumentos alternativos feitos a partir de sucatas. A programa continuou com o Trio Candongueiro Fino, um trio formado por cavaquinho, violão e pandeiro, que tem como proposta misturar a sofisticação da música instrumental popular brasileira com o lirismo e a malandragem do nosso cancioneiro.

Rock News: Paul McCartney e Ringo Starr vão tocar juntos em Nova York

Paul McCartney e Ringo Starr vão se apresentar em público juntos pela primeira vez em muitos anos.

Os dois sobreviventes dos Beatles vão se reunir para "pelo menos" uma música durante um evento beneficente, de acordo com a equipe inglesa da Fundação David Lynch.

Segundo a BBC, o show será no Radio City Music Hall, em Nova York, no dia 4 de abril. Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda-feira (9).

A David Lynch Foundation, criada pelo diretor americano, promove a meditação transcendental em escolas.

Durante uma entrevista no talk show “The View”, na TV norte-americana, McCartney havia dito no início do ano que “adoraria” se reunir com Ringo Starr, o único outro membro dos Beatles ainda vivo.

Os dois não tocam juntos desde a década de 1990, quando gravaram novas partes para a inédita “Free as a bird”, música inacabada de John Lennon, lançada no projeto “Anthology” em 1994.
fonte: G1


E os jornalistas do Globo atacam novamente. Se o último encontro foi em 94, o que eles fazem juntos neste show em 29 de novembro 2002? Pra vocês, For You Blue, com Paul nos vocais e Ringo na bateria. Nesta noite eles tocaram ainda Something, All Things Musts Pass, While My Guitar Gently Weeps, My Sweet Lord e Wah Wah. Tá bom ou quer mais? Custa pesquisar antes de escrever merda?


domingo, 1 de março de 2009

Rock News: Fotos inéditas dos Beatles e dos Rolling Stones estão expostas em galeria de Nova York

Quando os Beatles e os Rolling Stones chegaram aos Estados Unidos pela primeira vez, em 1964, os Fab Four eram conhecidos por apenas um hit, "I want to hold your hand," e os Rolling Stones foram beneficiados pela popularidade de Bo Diddley e Everly Brothers. Mas o empresário americano responsável pela turnê dos dois grupos, Bob Bonis, logo percebeu que algo especial estava acontecendo e decidiu registrar os primeiros shows e viagens das bandas pelos EUA.

Veja algumas das fotos inéditas do baú de Bob Bonis

Por décadas, Bonis manteve as imagens guardadas. Mas depois de sua morte, em 1991, seu filho, Alex, descobriu uma caixa de sapatos com mais de 3500 fotos inéditas feitas por seu pai da intimidade, ensaios e brincadeiras dos grupos durante a turnê.

Alex Bonis levou as fotos ao 'arqueologista do rock', Larry Marion, que avaliou que elas valem milhões de dólares. Em vez de vendê-las, Bonis e Marion decidiram abrir uma galeria para expor as imagens. Na sua estreia, a Not Fade Away Gallery, em Nova York, apresenta mais de 50 das fotos inéditas.

"Mostrei as fotos ao Ringo e ele adorou", disse Marion. "Keith [Richards] logo virá ver a exposição".
fonte: O Globo


Ver essas fotos me lembra uma frase do Mick Jagger "Tudo era programado para eles serem os limpinhos e nós os sujos. Hoje, vejo que éramos tão limpinhos quanto eles!". Sobre as legendas do O Globo para as fotos... sem comentários.

Hoje no Rock: Roger Daltrey, 65 Anos

Apesar de não dar a mínima para listas do tipo "top ten", sempre fico inconformado com a ausência de Roger Daltrey da maior parte das que falam de vocalistas de rock. Meu amigo Luiz Claudio diz que é porque ele nunca deu importância para marketing pessoal. Nunca tinha pensado nisso.

Apesar da imagem que passa ser de um bom moço, Roger está mais para a letra de Behind Blue Eyes mesmo. O promissor estudante do colegial aos poucos deu lugar ao brigão que foi expulso da escola de artes cênicas. Logo seu foco era apenas o rock e passou a ganhar a vida como metalúrgico.

As brigas eram constantes também na banda que já contava com Townshend, Entwistle e Moon o que levou inclusive à sua demissão em 1965. Mas com um bom contrato assinado e vários shows marcados, não restou opção senão chamá-lo de volta com a promessa de que passaria a comportar-se melhor.

As brigas chegaram ao auge durante as gravações do Quadrophenia, quando levou Townshend a nocaute. Aliás as rusgas entre os dois começaram desde que Pete passou a desafiar sua liderança no Who. A ironia é que as composições de Pete encontravam na voz de Daltrey o perfeito intérprete para suas letras angustiadas. As confusões só pararam na ocasião da morte de John Entwistle, em 2002.

Além do Who, Daltrey gravou ainda 8 discos solo e teve uma destacada carreira de ator, inclusive na opera rock Tommy, de autoria da própria banda. Em 2004 foi condecorado como Comandante do Império Britânico, por sua contribuição para as artes e entretenimento na Inglaterra.

O Who é para mim uma daquelas bandas que só funciona pela química gerada pelos seus integrates, assim como Beatles e Pink Floyd. As composições de Pete, com o baixo cavalgante de John, a bateria destruidora de Moon e o vocal tijolada de Daltrey. Nesse contexto, até as brigas acabaram servindo como tempero para o clima na maior parte das composições e pelas performances furiosas no palco.

Quer saber? Que se danem as listas Top Ten!

Rock News: Cantor do Simply Red, que se apresenta no Rio, fala sobre o fim do grupo

Para quem gosta, será a última chance. Rodando o mundo com "The Greatest Hits Tour", ao mesmo tempo em que comemora seus 25 anos de atividade, o Simply Red dá adeus aos seus fãs. A partir do ano que vem, Mick Hucknall, o cantor e compositor cujo cabelo cor de fogo inspirou o nome da banda, vai seguir carreira solo. O grupo, que tocou pela primeira vez no Brasil em 1988, volta agora para dois shows em São Paulo (dias 3 e 4 de março, no Credicard Hall) e um no Rio (dia 6, no Citibank Hall).

Aos 49 anos, Hucknall diz que não perdeu a paixão pelo palco e que a melhor forma de agradecer o apoio de seu público nessas duas décadas e meia foi lançar uma coletânea com seus sucessos (o CD e o DVD "The greatest hits", editados no Brasil pela Som Livre) e apresentá-los ao vivo.

- Obviamente, eu sou um homem diferente daquele de 25 anos atrás. Agora, sou pai e estou muito mais centrado. Consegui um maravilhoso sucesso em minha carreira e penso que sou mais relaxado como pessoa do que era então - conta Hucknall, que, consciente de que não agrada a todos, diz não se abalar com a opinião negativa de parte da crítica. - Bem, penso que o ódio venha de pessoas invejosas do sucesso que consegui. E esse é um problema deles. Na grande maioria, isso vem de gente que nem me conhece, então, não me incomodo.

Se algumas baladas pegajosas, daquelas que não desgrudam das programações radiofônicas, podem cansar, o Simply Red costuma mostrar ao vivo um vigor invejável. Algo que o grupo provou para os brasileiros nas três vezes anteriores em que passou pelo país e que também pode ser conferido nos DVDs já lançados com registros de seus shows. Um deles, flagrando o grupo em seu início, em 1986, no Festival de Jazz de Montreux, acaba de vir a público, como bônus na reedição de seu disco de estreia, "Picture book". Mas por que razão lançar agora esse show?

- Desde então, voltamos algumas vezes a Montreux, e sempre tem sido fantástico. Mas aquele show em particular teve algo mágico e foi realmente um ápice para nós - explica Hucknall.

Artista solo
Com a agenda do Simply Red ainda cheia - após os shows no Brasil, a turnê segue para o México, os EUA e diversos países da Europa -, Hucknall diz que ainda é cedo para falar de seus passos como solista. Mas dá pistas, algo que, na verdade, já se percebe no disco que lançou no fim do ano passado, "Tribute to Bobby", no qual regravou o repertório do cantor de soul e blues Bobby "Blue" Bland e que foi creditado em seu nome.

- Gravar usando meu próprio nome no lugar de Simply Red significa que poderei seguir em diferentes direções e explorar diferentes influências. O Simply Red se tornou uma marca de muito sucesso, e as pessoas esperam ouvir um certo tipo de música quando recebem um disco sob este nome. Agora, quero me sentir capaz de fazer algo diferente.
fonte: O Globo


Confesso que nem sabia que ainda estava em atividade. Realmente tem umas músicas legais, mas umas baladas que já enjoaram de tanto tocar nos elevadores.

Review: U2 - No Line on the Horizon

Quando anunciou seu novo trabalho, No Line on the Horizon, Bono Vox declarou que seria um lançamento que iria revolucionar o rock. Bom, até poderia ser, desde que fosse um disco de rock mesmo, porque o que se ouve do começo até o final é um som eletrônico e cansativo.

Levando-se em conta que não é um disco de rock, já fica complicado pra mim avaliar. Ok, eu assumo! Odeio efeitos eletrônicos gratuitos, e por muito menos meti o couro no novo do meu atual queridinho, o Beirut de Zach Condon. Mas vou dizer o que?

O que posso dizer é que esperei ansiosamente pelo fim do disco ao longo de 11 preguiçosas faixas. A guitarra carregada de delays do The Edge continua lá (ele só sabe fazer isso mesmo) assim como os discretos Adam Clayton e Larry Mullen. Mas falta algo. Nem a capa colaborou. Tentaram algo minimalista, mas ficou simplória.

Se você é fã do U2 e já está puto comigo só de ler até aqui, vai concordar que, para quem promete mundos e fundos, a sensação é de uma decepção após terminar a audição. E isso porque ele recorreu até ao guru Brian Eno na produção. A verdade é que estou esperando um Disco do U2, assim mesmo com letra maiúscula, desde Rattle and Hum. E lá se vão mais de 20 anos... Aliás, esse é um ponto positivo do disco: o Pop (1997) é pior!

Hoje li no Whiplash uma notícia onde The Edge lamentava o fato do álbum ter vazado antes do lançamento (2 de março). Realmente, eu também lamento. Pra encerrar, volto a dizer: Bono pra mim é biscoito de chocolate!