sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Rock News: ACDC - Hard Rock transformado em canções de ninar

fonte: Whiplash
A empresa Rockabye Baby! — que transforma clássicos do rock em canções de ninar instrumentais - lançará "Rockabye Baby! Lullaby Renditions of AC/DC[bb]" no dia 4 de março.

Segue texto original de anúncio do produto em uma tradução livre.

"Você tem uma criança problema? Rock and roll não é poluição sonora, mas choro fora de hora é. Quando você está sufocado por exaustão e fraldas sujas, os hinos do AC/DC são o seu bilhete de fuga. O seu pequeno elétrico será balançado ao som destes meigos instrumentais. Para aqueles que vão tirar uma soneca, nõs os saudamos."

Track-list:
01. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
02. Highway to Hell
03. Who Made Who
04. You Shook Me All Night Long
05. Back in Black
06. Thunderstruck
07. It's a Long Way to the Top (If You Want to Rock 'n' Roll)
08. Hells Bells
09. For Those About to Rock (We Salute You)
10. Rock and Roll Ain't Noise Pollution


A Rockabye Baby já lançou vários CDs com bandas que vão de Stones a Metallica, passando por Pink Floyd, Beatles, U2 e The Cure. O catálogo deles é bem rico e já ganharam vários prêmios da imprensa especializada. Portanto, se você quiser ver seu bebê dormindo sereno e calmo, tal qual um Angus Young no palco, AC DC Lullabies nele!

Ainda ACDC: Segundo a Spinner, a banda estaria voltando ao estudio em março, depois de um jejum de 8 anos, para gravação de material inédito. Entretando, não há nenhum rumor sobre possíveis turnês ou mesmo shows isolados. É esperar pra ver.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Hoje no Rock: George Harrison - 65 anos

Se ainda estivesse entre nós George Harrison[bb] estaria completando hoje 65 anos. Nascido em Liverpool, mas vindo de uma linhagem irlandesa, ganhou sua primeira guitarra aos 12 anos. No seu núcleo de amizades estava seu colega de bairro e ônibus, um tal de Paul. Logo foi apresentado por este a John e estava formado ali o Quarryman (do nome da escola Quarrybank), a pedra fundamental dos Beatles.

O que se seguiu todos sabem, começando pelas espeluncas inglesas, depois de Hamburgo e terminando nos rádios e corações do mundo inteiro.

Mas nem tudo foi fácil para George.
Coube a ele uma responsabilidade dupla. Primeiro, compor riffs e solos para as músicas de Lennon/McCartney. Segundo, igualar-se a eles como compositor. No começo, isso parecia tarefa difícil, mas a partir de 1967 Harrison passou a apresentar material de excelente qualidade, quase freqüentemente preterido em favor dos outros dois. Isso o chegou a fazê-lo pensar em abandonar a banda em 1968 e no ano seguinte era claro seu abatimento na gravação do filme Let It Be. Ainda assim, lançou clássicos absolutos como While My Guitar, Here Comes The Sun e Something (considerada a mais bela música romântica do século XX).

Outra contribuição aos Beatles foi sua paixão pela cultura indiana, trazendo fortes influências sobre as músicas da banda. Coube a ele a inclusão de cítaras, dilrubas, tablas e hamoniums entre outros. Sua amizade com o músico indiano Ravi Shankar durou até seus últimos dias.

Com o final da banda, Harrison deu início a uma prolífica carreira, lançando de cara um álbum triplo chamado All Things Must Pass, numa clara alusão ao que havia acontecido a ele nos Beatles. Em seguida o aclamado Concert For Bangladesh, comparticipações de nobres como Bob Dylan, Ringo, Billy Preston e seu grande amigo Eric Clapton, com quem rolou o triângulo amoroso mais famoso da história do rock.


Mas sua vida não limitou-se ao rock’n’roll. Nos anos 70 foi produtor de cinema, investindo em nomes como o hilário Monty Python. Outra paixão era a Fórmula 1, tendo sido amigo próximo dos brasileiros Fittipaldi e Ayrton Senna. Oficialmente, George foi o primeiro beatle a pisar no Brasil, em 1979, mas para assistir a um grande prêmio.


Harrison lançou 13 discos solo até o Cloud 9, de 1987. Após isso veio o famoso projeto Traveling Wilburys, mas nessa época ele já passava a maior parte do tempo recluso. Pouco anos depois, começou sua luta contra um câncer de garganta, provocado por anos de tabagismo. Em 1992 realizou uma turnê no Japão com Clapton e sua banda acompanhando-o, que rendeu o excelente Live in Japan, o seu último registro ao vivo.


Após 10 anos de luta contra o câncer, George descobriu que estava em estado terminal. Passou a dedicar-se então ao seu último projeto, chamado Brainwashed, lançado postumamente. Conta com produção de outro grande amigo, Jeff Lynne e na guitarra está seu único filho, Dhani. Trabalho para ser ouvido várias vezes seguidas.


Em 29 de novembro de 2001 Harrison começou a formar sua nova banda, mas agora em algum lugar, com Lennon. Tinha 58 anos, seu corpo foi cremado e suas cinzas jogadas no sagrado Rio Ganges. Um ano após sua morte, realizou-se, com organização de seu amigo Clapton, o fabuloso Concert for George. Participam o próprio Clapton, Dhani, Ringo, Paul, Jeff Lynne, Ravi Shankar, Klaus Woorman, Billy Preston, Tom Petty... a lista é enorme e o show simplesmente imperdível.


O mais jovem beatle recebeu várias alcunhas, como “o beatle tímido” ou “o beatle místico”. Apesar de muitos recalcados dizerem que era um guitarrista limitado, é considerado um dos melhores de todos os tempos, por sua sensibilidade e criatividade. Mais que isso, eu o considero um artesão, tanto nos acordes como nas letras, trabalhando os mínimos detalhes de suas músicas. Foi na minha opinião o beatle que apresentou material mais consistente após o fim da banda e o único músico que realmente mexeu comigo na hora de sua morte. Lembro ainda hoje da manhã em que soube. Foi como perder um velho amigo. Mas acho que Harrison era realmente isso: um grande amigo de todos nós, embalando-nos com suas letras otimistas e pessoais. O beatle tímido, místico, calado... o beatle amigo.


Cliquem nos links do texto e descubram mais um pouquinho dele. Vários pequenos presentes pra vocês. Mais detalhes do belíssimo site oficial: http://georgeharrison.com/

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Som Novo - Can't Find My Way Home

Quando gravei Let it Grow mês passado estava em dúvida entre 3 músicas. Can't Find My Way Home era uma delas. Apesar de muitos pensarem que ela é do Clapton, na verdade foi composta pelo Steve Winwood, na época que ambos, juntos com o Ginger Baker, formaram o Blind Faith.

Cheguei a gravar uma versão crua, apenas com voz e violão na época e guardei como registro. Mas a música não me saiu mais da cabeça... aí já viu né? Precisei por pra fora, mas quis manter o clima cru da versão que fiz, apenas dando uma incrementada com alguns efeitos.

Ela é basicamente voz e violão de 12 cordas. Usei vozes dobradas no refrão e a percursão se limita a palmas e um chocalho no refrão. No solo, apenas um violão e uma gaita. Minha dúvida era relacionada ao baixo. Se gravasse como costumo fazer (diretamente plugado na mesa), ele daria um peso que não teria a ver com a proposta. Então experimentei gravá-lo microfonado e o efeito foi bem legal, mantendo o clima cru e minimalista.

Sugiro a que não conhece que corra atrás desse único disco do Blind Faith, que ainda conta com Presence of The Lord, a outra que estava na lista pra ser gravada. Quem sabe num futuro próximo?

Aí, minha nova filha no 4 Shared
http://www.4shared.com/file/38422717/25f2a06b/caio_mattos_-_cant_find_my_way_home.html

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Hoje no Rock: Beatles - Strawberry Fields e Penny Lane

Hoje, pode-se se dizer categoricamente que há exatos 41 anos o rock mudou para sempre. Sim, porque se você achava que a revolução Beatle[bb] aconteceu com o Sgt. Peppers, você está redondamente enganado. A coisa começou um pouco antes, no final de 66 quando Brian Epstein pediu um novo compacto para as paradas de sucesso.

É importante lembrar que eles vinham de dois LPs experimentais, o Rubber Soul e o Revolver, onde haviam flertado com a música indiana e arranjos mais complexos. Um passo adiante nessa direção seria o caminho natural.


A primeira música apresentada foi Strawberry Fields Forever, um sonho psicodélico sobre um velho parque do Exército da Salvação de Liverpool, onde John costumava brincar. A outra era Penny Lane, que era um ponto final de uma linha de ônibus da cidade, perto de onde Paul havia crescido. Ou seja, ambas tinham a infância como ponto de partida.

O compacto foi lançado e, pela primeira vez, não chegou ao número um. Coube a um novato de nome estranho, Eglebert Humpedick a façanha de bater os Beatles, para depois mergulhar de volta no anonimato. Era o 13º compacto deles e acabou com fama de azarado. Na época, o que saia nos compactos não aparecia nos álbuns e logo em seguida eles lançaram o Sgt. Peppers. Mais tarde, as duas músicas foram inseridas no álbum Magical Mistery Tour.

Quando perguntam qual minha música favorita, claro que é impossível responder. Mas sinto vontade de dizer Strawberry Fields. Acho sua estrutura fantástica, sua sonoridade, seu clima etéreo. Desde sua primeira versão, só com John tocando violão, ela já apresenta algo mágico. Aos poucos foram sendo inseridos mais e mais instrumentos, a começar pelo Melotron, uma espécie de avô dos sintetizadores modernos. Em seguida entram instrumentos clássicos, indianos, rítmicos... Tudo isso amarrado com um John Lennon de voz fantasmagórica. E não custa lembrar que foi gravada em apenas 4 canais!

Acredito que se fosse lançado hoje, 41 anos depois, ainda seria de vanguarda e poucos a aceitariam facilmente como aconteceu em 67. Penny Lane tem igualmente uma construção esmerada, com um solo de trompete lindo, mas é Strawberry que mexe comigo. Poderia falar dela por horas, tem uma série de curiosidades e detalhes técnicos fantásticos, mas haverá oportunidade para mais. Por enquanto, separei pra vocês uma sequência com 4 versões de Strawberry Fields, da demo até a definitiva.

http://www.4shared.com/file/38092723/e5f344b6/Strawberry_Fields.html
Aqui o viajante clip no Iutubiu http://www.youtube.com/watch?v=Ywg-PdeGVL0

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Rock News: R.E.M. retoma formação original para show

fonte: Muzplay
Pela segunda vez, desde que saiu do REM[bb], em 97, Bill Berry assumiu as baquetas da sua ex-banda. No último dia 8, a formação original do grupo de Athens tocou sete músicas na festa de casamento Dewitt Burton, técnico da banda, no Kingpins Bowl And Brew, na cidade natal da banda.
"Foi extraordinário olhar para trás e ver o Bill na bateria", afirmou depois o baixista Mike Mills.

Em 2003, na turnê de divulgação da coletânea 'In Time', Bill Berry, que estava nos bastidores de um show na cidade de Raleigh, Carolina do Norte, subiu ao palco durante o bis e cantou com o R.E.M. a canção "Radio Free Europe", e ainda assumiu a bateria durante a interpretação de "Permanent Vacation".

Veja abaixo as músicas tocadas pelo quarteto no último dia 8, em Athens:
- Sitting Still
- (Don't Go Back To) Rockville
- Wolves, Lower
- Begin The Begin
- The One I Love
- Permanent Vacation
- Radio Free Europe

O REM foi uma das bandas que mais me influenciou quando estava começando a tocar, no início dos anos 90. Adoro a levada crua deles, com as fortes influencias do folk e o melhor de tudo é ver que mesmo depois de quase 30 anos de estrada eles continuam fiéis às suas raizes, apesar do sucesso alcançado.

Costumo dizer que as duas últimas bandas que podem ser chamadas de "clássicas" são o REM e o U2. Ao contrário dos americanos, os irlandeses já mudaram seu estilo várias vezes e hoje estão mais pra Madonna que outra coisa, sempre inventando um factóide para se manterem na mídia. Talvez esse seja o maior mérito do REM: preocupar-se em ser apenas o REM.

Ah, antes que me esqueça: Berry saiu da banda em 98 depois de ser hospitalizado durante uma turnê. Então ele decidiu que estava na hora de tomar novos rumos e foi viver em sua fazenda, com sua mulher e sua filha. A banda seguiu em frente, mas como trio, tocando sempre com um baterista contratado, sem ser um membro efetivo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Review: Ringo Starr - Liverpool 8

Conforme tinha prometido para vocês, ouvi o tão falado Liverpool 8[bb], novo disco do nosso querido Ringo Starr e, como não poderia deixar de ser, me amarrei. Esse trabalho, que marca a volta de Starr a EMI depois de mais de 30 anos foi todo baseado na cidade de Liverpool que tem como código telefônico o número 8, daí o nome do disco.

Liverpool 8 é também a música de abertura do CD, carregada de saudosismo e nostalgia. Não dá pra entender porque algumas pessoas da cidade encararam essa canção como uma piada. Muitos não entenderam o verso "Liverpool, but I never let you down". Tem ranzinza no mundo inteiro.

O CD segue com canções bem ao estilo do Ringão como For Love, Gone Are The Days (que me lembrou It Dont Come Easy) e a country R U Ready. Só avancei em Harry's Song, meio jazzy demais pra minha cabeça. Até gosto de jazz, mas não num disco do Ringo!

O trabalho foi produzido em parceria com o colaborador de longa-data Mark Hudson e com Dave Stewart, ex-integrante do Eurythmics. Tem ótimos arranjos, o que deu o tal clima saudosista. Ele pode, até porque estamos falando de um senhor de 67 anos!

No mais, é diversão gratuita, despretenciosa, alto astral... afinal de contas, é o Ringo!

Taí o link pra baixar a faixa título:
http://www.4shared.com/file/37823142/15540be4/01-ringo_starr-liverpool_8.html

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Rock News: Começa pré-venda de ingressos de Bob Dylan no Rio

fonte: Globo.com
Os ingressos para o show de Bob Dylan[bb] no Rio de Janeiro, no dia 8 de março, começaram a ser vendidos para clientes do cartão de crédito Mastercard nesta segunda (11), em esquema que se estende até a quarta-feira. A venda geral para o público só se inicia na quinta-feira (14).

O cantor norte-americano, em sua quarta passagem pelo país, vai tocar para a platéia carioca no Arena Rio, local dos últimos jogos Pan-Americanos. Ele ainda se apresenta em São Paulo nos dias 5 e 6 de março. A turnê pela América Latina de Dylan, que promove o disco "Modern times", começa no dia 26 de fevereiro.

As entradas custam R$ 150 (arquibancada nível 3), R$ 250 (arquibancada nível 1), R$ 280 (cadeira inferior) e R$ 360 (cadeira VIP). Estudantes, menores de 21 anos e maiores de 60 anos pagam meia entrada. Todos os cartões de crédito e débito são aceitos após o dia 14 de fevereiro na bilheteria oficial, no shopping Via Parque, entre 12h e 20h.

Curiosamente, para o show de Buenos Aires o ingresso mais barato custa apenas R$42,00. Segundo os organizadores, isso acontece pelo volume dos beneficiados pela meia entrada no Brasil, já que a coisa da carteira de estudante virou farra. Mas é igualmente escroto o volume de vips, convidados e celebridades que os patrocinadores empurram goela abaixo. Anyway, 150 paus é muita grana na opinião deste pobre blogueiro.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Rock News: REM - título e faixas de novo CD revelados

fonte: Whiplash
O R.E.M.[bb] nomeou seu próximo disco. Ele irá se chamar "Accelerate[bb]". Este será o 14º disco de estúdio do grupo, o sucessor de "Around The Sun" de 2004. A banda trabalhou no disco em Vancouver e Dublin com o produtor Jacknife Lee (BLOC PARTY, SNOW PATROL), e entre as faixas do álbum estarão "Until The Day Is Done", "Living Well Is The Best Revenge", "Mr Richards", "Staring Down The Barrel Of Middle Distance" e "I'm Gonna DJ", esta última que vem sendo tocada ao vivo desde 2004. Segundo o frontman Michael Stipe, este "é o disco mais rápido que fizemos em 20 anos". O CD será lançado em 14 de abril.

Este humilde blogueiro já esteve no site dos caras e pôde conferir a faixa
Supernatural Superserious, que já está disponível por lá. Me pareceu os sons dos bons tempos deles, dos 4 ou 5 primeiros albuns. Recomendo uma visita. Tão logo seja lançado, estará aqui!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Hoje no Rock: Beatles no Ed Sullivan Show

Até 1964 várias bandas inglesas haviam tentado entrar no milionário mercado americano, todas sem sucesso. Para os Beatles parecia o caminho natural, seus compactos iam bem, mas não havia nenhuma garantia de sucesso. Então estabaleceram como meta só ir aos Estados Unidos quando conseguissem um Número 1 por lá. E isso aconteceu.

O compacto com I Wanna Hold Your Hands e She Loves You chegou lá e começou o que foi conhecido como a Invasão Britânica na América. Stones, Animals, Who e várias outras seguiram o caminho aberto pelos Fab Four e o resto da história todos sabem.

O ponto de partida foi o Ed Sullivan Show, um programa de variedades na CBS onde se apresentavam músicos, mágicos, números de teatro etc. A apresentação do dia 9 de fevereiro de 1964 foi dividida em duas partes, a primeira com All My Loving, Till There Was You e She Loves You. Depois de números de mágica e de um trecho da peça Oliver, eles voltaram com I Saw Her Standing There e I Wanna Hold Your Hands, que eu posto pra vocês no 4Share. Os caras voltaram mais 3 vezes ao Ed Sullivan Show (uma delas gravada num hotel de Miami) até 1965.

Uma curiosidade: durante a apresentação no Ed Sullivan, registrou-se o mais baixo índice criminal na cidade de Nova York até hoje. Uma amostra da beatlemania americana pode ser vista no filme de 1978 "Febre de Juventude", de Robert Zemeckis.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Rock News: Morre o "guru dos Beatles", Maharishi Mahesh Yogi

fonte: EFE

O guru hindu Maharishi Mahesh Yogi, que ficou conhecido por receber a visita dos Beatles para consultas espirituais, morreu nesta terça-feira aos 91 anos na cidade holandesa de Vlodrop, anunciaram fontes próximas ao líder espiritual. Bob Roth, porta-voz do movimento de Meditação Transcendental, criado por Maharishi, informou que a morte do guru foi aparentemente devido a causas naturais, em função de sua idade avançada. O guru hindu se destacou por introduzir no Ocidente as doutrinas da meditação e o controle da mente, com a expansão de seu movimento no final dos anos 50.

O Maharishi, um título que significa "grande vidente", nasceu na região indiana de Madhya Pradesh (centro do país), onde começou a estudar psiquiatria, o que lhe despertou o interesse pela meditação.

Após viajar pelo mundo ensinando suas práticas, o guru retornou a seu país natal, onde recebeu a visita dos Beatles em 1968, interessados nas doutrinas do Maharishi relativas à iluminação espiritual.

Por causa desta visita e graças ao apoio de centenas de celebridades, o guru se tornou ainda mais conhecido nos países ocidentais, onde milhares de pessoas observaram suas técnicas como uma maneira de contribuir para a paz mundial e a erradicação da pobreza.

A expansão de suas práticas lhe proporcionou milionárias somas de dinheiro, que transformaram seu movimento de meditação em um império global.

No mês passado, o Maharishi anunciou sua aposentadoria e foi viver em um ex-mosteiro franciscano na Holanda, onde passou os últimos dias de vida estudando sua própria doutrina, que influenciou milhões de pessoas em todo o mundo.

É, mas não é bem assim não... Após o retiro de 1968 em Rishikesh, John, Paul e Ringo voltaram bastante decepcionados com a postura do Maharishi, quando despido de suas atribuições espirituais. Segundo eles, o lance era dar em cima das famosas que estavam por lá, como Mia Farrow. De qualquer forma, o famoso White Album foi quase totalmente composto durante o retiro e as músicas Sexy Sadie e Everybody Got Something to Hide teriam sido compostas para o Maharishi. Por outro lado, é importante separar a obra do seu autor. Na foto, ele aparece com Harrison.

O refrão de Across the Universe (Jai Guru Deva Um), transmitida pela Nasa na segunda feira, teria sido ensinado por ele a John e significa um agradecimento a Guru Dev, o mestre do Maharishi.

Bateria Nota 10: Levon Helm

Mark Levon Helm nasceu em 26 de maio de 1940 na cidade de Marvell, no Arkansas e começou a tocar guitarra aos 8 anos, influenciado pela country music que ouvia no rádio. Mais tarde passou para as baquetas, quando formou sua primeira banda, a The Jungle Bush Beaters, ainda no colégio.

Mas o rock'n'roll entrou na sua vida através de nomes como Elvis Presley e Bo Diddley. Já morando no Tennessee, conheceu Ronnie Hawkins, e entrou para sua banda, o The Hawks. Em 1959 já havia mudado de novo, agora para Toronto no Canadá onde um ano depois veio a conhecer 4 caras. Estava formado o The Band.

Na metade dos anos 60 o The Band[bb] passou a acompanhar Bob Dylan. O que viria a seguir foi definido por muita gente boa como a redescoberta do verdadeiro som americano, com toques de soul, blues, country, folk e, claro, rock'n'roll. O curioso é isso ter partido de uma banda quase totalmente formada por canadenses o que deixa a contribuição de Levon mais nítida ainda.

Uma das principais características do The Band era ser uma banda sem destaques individuais. Todos cantavam, incluindo Levon, que precisou criar formas de conduzir sua batida sem atravalhar a voz. Suas interpretações para The Night They Drove Old Dixie Down e Up On Cripple Creek são sensacionais, perfeitamente associadas à batida.

Após a separação da banda com o Last Waltz Levon partiu para projetos solo e acompanhando outros artistas como Johnny Cash e Ringo Starr. Em 1983 o The Band voltou a se reunir, mas apenas até 1986 quanto Richard Manuel cometeu suicídio.

Separei pra vocês Up On Cripple Creek que tem uma batida sensacional, muito bem intercalada com a voz de Levon.
http://www.4shared.com/file/37026986/6b12a316/The_Band_-__Up_On_Cripple_Creek.html

Claro que poderia citar vários outros mestres de bateria. Neil Peart, Charlie Watts, Nick Mason, Carl Palmer, Stewart Copeland... a lista é imensa e precisaria de mais uns 3 carnavais para agradar a todos. Mas oportunidade não nos faltará!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Bateria Nota 10: Ginger Baker

Peter Edward Baker nasceu em 19/08/1939 em Lewisham, Londres. Ginger ficou famoso em Londres quando surgiu na Graham Bond Organization (GBO), onde chamou a atenção por sua forma de tocar, ora furiosa, ora contida e técnica. Foi também piorneiro, junto com Keith Moon, no uso de 2 bumbos na sua bateria.

No GBO, ele conheceu Jack Bruce, com quem constantemente se desentendia. Apesar disso, voltaram a se encontrar na banda que formaria em seguida, junto com Eric Clapton.


Foi o Cream que deu a Ginger fama mundial. A proposta da banda envolvia explorar a técnica de cada um até seu limite, o que resultava em solos imensos, músicas com mais de 40 minutos e, muitas vezes, em brigas no palco. Suas rusgas com Jack Bruce voltaram a acontecer e logo o creme azedou. Sua fúria em muito se devia ao uso de drogas pesadas como heroína, problema que o perseguia desde o início da carreira.

Mas com Eric ia tudo bem e em 1970 formaram, junto com Steve Winwood e Rick Grech o Blind Faith, com proposta mais leve, voltada para o blues. A idéia era tocar de forma descompromissada, sem preocupações com álbuns ou shows. Mais uma vez não deu certo e o Blind Faith só durou um álbum.

Após isso Ginger teve vários projetos próprios, como o Ginger Baker's Airforce, e participou de várias formações. Ajudou Paul McCartney com seu álbum Band on the Run de 1974 e esteve com o Public Image nos anos 80. Seus projetos atuais vão de trios de jazz a orquestras clássicas, passando por ritmos étnicos e sempre ao redor do rock'n'roll. Em 2005 o Cream voltou a se reunir para shows na Inglaterra e nos EUA. Segundo o próprio Clapton, Ginger não tem mais a fúria de outros tempos mas, agora um senhor de quase 70 anos, apurou ainda mais sua técnica confirmando ser um verdadeiro Mestre de Bateria.

Separei pra vocês um som dele da época de Blind Faith, Do What You Like, uma parada muito doida!
http://www.4shared.com/file/36921235/115a643/Blind_Faith_-_Do_What_You_Like.html

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Rock News: A Nasa, fã dos Beatles, vai divulgar uma de suas canções no universo

fonte: France Presse

A canção dos Beatles "Across the universe" será colocada no cosmos pela Nasa em "première", a partir da noite deste dia 4 de fevereiro, para celebrar ao mesmo tempo o cinquentenário da agência espacial americana e o nascimento do grupo britânico.


A transmissão, a partir das 22 horas, hora de Brasília, será orientada em direção à Estrela Polar (Polaris), a mais brilhante da constelação da Ursa Menor, situada a 431 anos-luz da Terra (um ano-luz corresponde a 9 trilhões e 460 bilhões de quilômetros). A canção viajará no universo à velocidade de 307.000 km por segundo.

O ex-Beatle, Sir Paul McCartney, declarou-se entusiasmado com esta iniciativa. "Extraordinário ! Bravo! A Nasa vai transmitir minha afeição aos extra-terrestres", comentou numa mensagem endereçada à agência espacial. A viúva de John Lennon, o principal autor desta canção, Yoko Ono, considerou o evento significativo porque, segundo ela, "marca o início de um novo tempo no qual nos comunicaremos um dia com milhares de planetas".

Não é a primeira vez que a Nasa utiliza a música dos Beatles. Em novembro de 2005, Paul McCartney havia interpretado "Good Day Sunshine" durante um concerto retransmitido à Estação Espacial Internacional (ISS) onde fica uma equipe de três astronautas americanos e russos.

E não é mesmo a primeira experiência pioneira do gênero envolvendo os Fab Four. Em 25 de junho de 1967 a música All You Need is Love (foto do compacto acima) tornou-se a primeira transmissão via satélite da história, dentro do programa de TV Our World, sendo assistida por cerca de 350 milhões de pessoas.

Enviar Across the Universe pode dar aos nossos irmãos ETs a sensação de que possa haver vida inteligente neste pequeno planeta azul. Por outro lado, sempre lembro da tirinha do Calvin onde ele dizia "a maior prova da existência de vida inteligente em outros planetas, é que eles não entram em contato conosco".

Um pequeno offtopic no meio do carnaval, interrompendo a sequência com nossos Mestres de Bateria, mas achei interessante. Amanhã eles voltam. Agradecimento à contribuição da Gladys!

Bateria Nota 10: John Bonham

John Henry "Bonzo" Bonham, nasceu em 31 de maio de 1948 em Worcestershire, Inglaterra. Começou a aprender bateria quando tinha apenas cinco anos, batendo em caixotes e latas de café, e imitando os movimentos dos seus ídolos Gene Krupa e Buddy Rich. Aos quinze anos recebeu a sua primeira bateria, uma Premier.

Como vários baterias da época, rondou por pequenas bandas até chegar na Crawling King Snakes, cujo vocalista era Robert Plant. Durante este período, Bonham adquiriu a reputação de ser o baterista mais barulhento de Inglaterra, sendo muitas vezes convidado a parar de tocar, devido à sua tendência para partir as baterias. Quando Jimmy Page pensou em formar o Led Zeppelin[bb], convidou Robert Plant, que lhe sugeriu Bonham para a bateria, que assim passou à frente de Ginger Baker que viria a fazer parte do Cream (mais tarde falaremos dele nessa coluna).

Bonham usava as baquetas mais pesadas e mais compridas disponíveis, a que ele chamava árvores. O seu estilo pesado inicial era bem demonstrado em Immigrant song, When the levee breaks e The ocean. Embora não fosse considerado tão solto como Keith Moon, nem tão respeitado pela crítica como Ginger Baker, a sua potência por detrás da bateria influenciou praticamente todos os bateristas do hard rock e do heavy metal. Aliás, ele mesmo descrevia seu estilo se considerando “o melhor imitador de Keith Moon do Mundo”.

Em 24 de Setembro de 1980, na viagem do hotel para o estúdio onde a banda ensaiava, Bonham bebeu cerca de 40 doses de vodka. Quando terminou o ensaio foram para a casa de Page em Windsor. Bonham adormeceu e foi levado para a cama. Benji LeFevre encontrou-o morto na manhã seguinte. Apesar do usual sensacionalismo feito pela imprensa, a autópsia não revelou a presença de drogas no seu corpo.

Após sus morte, os outros integrantes resolveram interromper as atividades do Zeppelin até recentemente, quando voltaram a reunir-se em Londres, mas com seu filho Jason nas baquetas.

Poderia postar o solo de bateria dele em Moby Dick, mas esse todos já conhecem. Optei por The Song Remanis the Same, onde seu trabalho de bumbo é fantástico, aliás uma de suas características mais marcantes.
http://www.4shared.com/file/36660368/bf7b37fc/Led_Zeppelin_-_The_Song_Remains_the_Same.html

Bateria Nota 10: Ian Paice

Pois é amigos, como falei, resolvi dar uma fugida para o meio do mato e deixei furo na coluna de carnaval. Mas não tem nada não, compenso hoje com mais 2 mestres de bateria pra vocês. Espero não perder pontos em harmonia...

Quem poderia dizer que aquele adorável menino inglês, tocando seu violino tornaria-se um dos mais famosos bateristas da história do rock? Ian Paice nasceu em 29 de junho de 1948, na cidade de Nottingham e essa foi sua iniciação musical.

Aos 15 anos optou pela bateria e começou a tocar na banda de seu pai. Rodou por várias formações menores até fundar o Deep Purple[bb], em 1968. Junto com o tecladista John Lord criou a base do que seria a banda precursora do heavy metal. Apesar da sua condução firme e possante, característica das bandas pesadas, Paice teve suas principais influências nos bateristas de jazz como Gene Krupa e Buddy Rich.


Assim como 9 entre 10 bateristas dos anos 60, Paice era apaixonado pelas Ludwig. Mas em 1984 passou a usar os kits Pearl, marca da qual é endorser até hoje.

Além do Purple, Paice teve vários projetos, gravando com bandas como WhiteSnake, além de 3 álbuns solos, todos já nesta década. Atualmente é o único membro original do Deep Purple.

Acho a condução de Highway Star umas das melhores já gravadas. É possante e passa a sensação de um carro em alta velocidade. Outras sensacionais como Burn e Sweet Child in Time também não podem passar em branco mas reservei
pra vocês, um instrumental ao vivo na BBC, chamado Grabsplatter.
http://www.4shared.com/file/36661833/e13792b5/Deep_Purple_-_Grabsplatter.html

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Bateria Nota 10: Keith Moon

O insano, o lunático, o destruidor de baterias. Keith John Moon nasceu em 23 de agosto de 1946 em Londres e já veio com um senso rítmico absurdo. Numa época em que o trabalho dos bateristas era apenas marcar o ritmo, Moon chegou para revolucionar a técnica do instrumento.

Seu trabalho no The Who[bb] foi marcado pela parceria com o baixista John Entwistle, onde encontrou terreno fértil para sua condução alucinada, marcada pela bateria dupla. O próprio Pete Townshend encontrou nesta base, a condição ideal para por suas idéias em prática.

Apontado por muitos bateristas famosos como principal influência, Moon teve apenas um trabalho solo, o álbum Two Sides of the Moon, onde curiosamente apenas canta, deixando a bateria para seu amigo Ringo Starr e Jim Keltner (Traveling Wilburys).

Moon é famoso por suas loucuras dentro e fora dos palcos. Destruia as baterias após os shows, quartos de hotel, corria nu atrás de ônibus escolares... a lista de feitos é imensa. A mais famosa seria ter entrado com seu Rolls Royce dentro de uma piscina e outra vez, teria entrado no saguão de um hotel com seu Land Rover. Estacionou ao lado do balcão e pediu com gentileza britânica: “minhas chaves, por favor”. Tanta loucura virou homenagem: o personagem Animal dos Muppets foi inspirado Keith Moon.

Moon morreu em 7 de setembro de 1978, vítima de overdose de Heminevrin, um medicamento usado para tratamentos anti-álcool, mal que o perseguiu por toda a carreira. Horas antes ele havia jantado com Paul e Linda McCartney. Seu legado é Ter sido o mais influente baterista de rock de todos os tempos. Na opinião deste humilde blogueiro, o melhor do rock clássico.

Difícil escolher uma dele pra vocês. Então lá vai Bell Boy, do sensacional álbum Quadrophenia, de 1973. Nele, além da condução destruidora de Moon, ouve-se sua voz nos versos do meio.
http://www.4shared.com/file/36659514/c7a9a4f8/The_Who_-_Bell_Boy.html

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Bateria Nota 10: Ringo Starr

Hoje começa o carnaval, com seus silicones, BBBs, bicheiros, traficantes, globais e carros alegóricos interditados. Como eu não tô nem aí pro carnaval (espero me esconder no meio do mato em breve), resolvi criar essa coluna temporária, falando da nossa bateria nota 10. De hoje até quarta, cada dia apresentarei um verdadeiro mestre de bateria. E para começar, nada como um habituê do blog.


Richard Starkey[bb], nasceu em Liverpool em 7 de junho de 1940. Canhoto, perambulou por várias bandas da cidade até esbarrar com os Beatles em Hamburgo. Na época, Pete Best era o baterista dos Fab Four, mas quando assinaram com a EMI, o produtor George Martin pediu que o trocassem. Logo Ringo foi lembrado e uniu-se aos outros 3.

Apesar de ser subestimado por muita gente, Ringo notabilizou-se por sua forma segura e original de tocar sua Ludwig. Durante os Beatles, ele tem frases de bateria fantásticas como A Day in the Life e Strawberry Fields Forever.

Com o fim da banda, Ringo continuou produtivo, ora acompanhando músicos como George Harrison, ora lançando seus próprios discos. Aliás, ele está com trabalho novo na praça, o aguardado Liverpool 8, em breve nesse blog. As vezes excursiona com a sua All Starr Band, que reúne uma penca de veteranos.

Ringo é como aquele tiozão que cada um de nós tem. Gente boa, bonachão, meio jeca, mas adorado por todos. É um adorável hippie fora de época, o clown beatle. Há pouco tempo li uma entrevista dele onde contava que era avesso à tecnologia. Tem um celular que nunca liga e não manda e-mails, porque alguém pode responder.

Pra vocês, uma versão dele para Love Me Do que achei melhor que a original.
http://www.4shared.com/file/36594878/21939b74/Ringo_Starr_-_Love_me_do.html

Rock com Pipoca: Traveling Wilburys, eu vi!

Meninos, eu vi. Aliás, melhor dizendo, já vi o DVD sobre a produção do primeiro álbum dos Traveling Wilburys[bb], conforme postei há poucos dias. No mesmo dia catei o dito cujo na internet e, apesar das legendas em russo, confirmei o que já suspeitava: é bom pacas!

O documentário propriamente dito é curto, apenas 25 minutos, mas mostra em detalhes a intimidade daquelas poucas semanas em maio de 1988, quando os 5 já veteranos reuniram-se na casa de Bob Dylan para este projeto audacioso. A meta era compor e gravar uma música por dia. E conseguiram.

O restante do DVD são os 5 clips deixados como herança, onde Roy Orbison aparece em apenas um (ele morrera logo após as gravações), mas sempre sendo lembrado, como no clip de End of Line.

No mais, baixem, comprem, copiem... Mas não deixem de ver!