sábado, 29 de novembro de 2008

Hoje no Rock: Sete anos sem Harrison

O tempo passa rápido quando se perde alguém querido. E lá se vão 7 anos sem George Harrison que, além de meu Beatle favorito, é também aquele que mais influenciou minha música.

Vítima de um câncer na garganta, com o qual lutou através dos anos, Harrison[bb] deixou um legado indescritível, tanto com os Beatles quanto em sua carreira solo. Reverenciado por nomes do quilate de Bob Dylan e Eric Clapton, não cabe a mim e a minha insignificância falar dele.

Deixo pra vocês um trecho do Concert for George, o tributo realizado um ano após sua morte, com as participações de Clapton, Ringo, Macca, Billy Preston, Tom Petty, Jeff Lynne e outros feras.
Isn't it a Pity?


Blog on The Top: Bohemian Rhapsody

Queen
Bohemian Rapsody
(Inglaterra - 1975)
Um dos grandes clássicos do rock, Bohemian Rhapsody chegou ao topo das paradas Britânicas em 29/11/75. Uma pesquisa realizada na Inglaterra esse ano a elegeu a música pop mais famosa da história.

Bohemian Rhapsody é cercada de mitos. O maior deles é o fato de Freddie Mercury nunca ter revelado o real significado da letra. Há muita especulação sobre isso e nem mesmo a banda revela o que ele quis dizer. Uma das correntes mais aceitas conta que na época, Mercury finalmente assumia seu lado homossexual, após ter vivido 7 anos com Mary Austin (Mama). Daí viriam os versos "Mama Mia let me go".

Outro fato curioso é a estrutura da música em si. São 6 partes, com tons e andamentos distintos, algo inédito até então, o que fez com que muita gente considerasse Bohemian Rhapsody uma obra de rock progressivo.

Relançada várias vezes, ela está tendo sua nova versão no show do arremedo de Queen que está excursionando pelo Brasil. A banda faz um dueto com Freddie em um telão, lembrando os bons tempos em que o Queen era o Queen.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Blog’n’Roll: Parceiro novo – Loucuras do Alexandrelli

Depois de meses de intensa negociação e valores astronômicos mencionados, o nosso blog passa a contar a partir de hoje com um novo parceiro e coladorabor.

Quem me conhece sabe o quanto eu acredito no poder da parceria. Nos dias de hoje, em tempos de fusões de grandes corporações. quem é pequeno tem que se mexer. Claro que é importante que do outro lado da parceria exista alguém com os mesmos ideais e com igual vontade de crescer e principalmente aparecer.

E assim chegamos ao programa Loucuras do Alexandrelli. Trata-se de um talk show transmitido online pela JustTV, onde Fábio Alexandrelli entrevista personalidades da política, escritores, atores e, claro, músicos (a parte que nos interessa!). O programa vai ao ar terças-feiras, às 21 horas, com reprises no Youtube e no site oficial do programa.

Novas bandas e nomes consagrados estão sempre por lá e você verá aqui também, em posts atualizados um uma nova coluna semanal e em links fixos na lateral do blog nosso de cada dia.

Quem é Fábio Alexandrelli?
Fábio Alexandrelli, publicitário, ator e músico, conta com uma forma particular e divertida de conduzir o programa, sempre com muito humor e irreverência. Tem ao seu lado a fiel escudeira e produtora Celia Coev, que também traz a música no seu pedigree. Transmitido a partir de São Paulo, vai ajudar o Experience a expandir suas fronteiras para outros estados!

Esperem grandes novidades para o blog ainda este ano! Vem coisa boa por ai!

Loucuras do Alexandrelli
JustTV

Terças-feiras, 21 horas
Reprises no Youtube e no Site do Programa

Rock News: Paul McCartney pagou 1 centavo por “In Rainbows“

O ex-Beatle Paul McCartney declarou recentemente que não se importa com ‘downloads’ ilegais. Ele acha o conceito de baixar músicas uma coisa estranha: “Não sou desse tipo. Eu sou do tipo que vai à loja e compra. Nós passamos por vinil, fitas cassete e CDs, é tudo a mesma coisa, exceto que as pessoas não pagam por isso agora”.

O músico disse ainda que aprova e apóia a idéia do Radiohead de ter lançado o álbum “In Rainbows” via internet e deixar o valor a ser pago a cargo do consumidor. Confessou que fez o download por 1 pence (1 centavo de libra) mas disse aos amigos que havia pago 10 libras (equivalente a R$ 35,00).

E por falar em ‘download’, o projeto de lançar o catálogo dos Beatles através da loja da Apple, a iTunes, está estagnado. As negociações entre a Apple e a EMI - detentora dos direitos dos álbuns - não chegaram a um acordo. Em entrevista coletiva, ontem, à imprensa britânica, o músico disse que quer muito fazer esse lançamento mas que quando se trata dos Beatles, as negociações são sempre complicadas.

Sobre a carreira de Paul McCartney, o músico iniciou ontem, em Londres, a turnê de divulgação de “Electric Arguments”, álbum de seu projeto paralelo chamado The Fireman.
fonte: Terra

Se ele não se importa com download, por que eu me importaria???

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Hoje no Rock: Jimi Hendrix - 66 anos

Se estivesse vivo, Johnny Allen Hendrix[bb] (que mais tarde mudaria seu nome para James "Jimi" Marshall Hendrix) estaria completando hoje 66 anos de vida. Presença constante em 10 de cada 10 listas de maiores guitarristas de todos os tempos, esse canhoto, mestiço de negro e índio cherokee começou sua carreira tocando em pequenas bandas de Seattle, sua cidade natal.

Alistou-se no exército americano como pára-quedista, de onde pediu baixa um ano depois, após fraturar o tornozelo em um salto. Há fontes que dizem que ele teria sido dispensado após dizer que estava apaixonado por um colega de caserna, mas era apenas para poder fugir do Vietnam.

Em 1966 Hendrix tocava com uma banda chamada The Blue Flames, quando foi descoberto por Chas Chandler, baixista do Animals. Foi levado para a Inglaterra, onde formou o Jimi Hendrix Experience, com o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell, falecido recentemente. A cena noturna londrina logo espalhou sua fama, inclusive entre gigantes da época, como Eric Clapton, Jeff Beck, Pete Townshend e os Beatles. Logo em seguida Hendrix chega às paradas de sucesso com Hey Joe, Purple Haze e The Wind Cries Mary.

Após várias desavenças com Noel Redding, em 1969 Jimi volta aos EUA e, funda Gypsy Suns and Rainbows, para tocar em Woodstock, com seu antigo companheiro de exército, Billy Cox, no baixo. Pouco tempo depois, ela se transforma na Band od Gypsies, com Buddy Miles na bateria. Mas essa nova aventura também durou pouco e Miles pulou fora. Volta o baterista da época de Experience, Mitch Mitchell. Essa fase marca para muitos o início da decadência de Hendrix, com shows inconstantes, performances sob efeito de LSD e desinteresse do público por suas novas composições.


Em 18 de setembro de 1970, ele foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas para dormir, e asfixiando em seu próprio vômito. Jimi morreu horas mais tarde em um hospital.

Seu legado traz, além de todo seu virtuosismo, as primeiras experiências com microfonia, pedais wah wah e fuzz e guitarras incendiadas, além das históricas apresentações ao vivo, em festivais como Monterrey, Rainbow Brigde e Woodstock.

Ultimamente tem-se falado muito de Hendrix, sempre com um novo lançamento ou música nova. Ele partiu e deixou o seu baú cheinho, mostrando que era mais que um guitarrisa virtuoso. Era além de tudo um artista altamente produtivo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Rock com Pipoca: The Band - The Last Waltz

Hoje, uma mistura das colunas Rock com Pipoca e Hoje no Rock. Sim, porque o antológico filme The Last Waltz, do The Band[bb] completa 32 anos de seu lançamento hoje. Com a direção de Martin Scorcese o show/filme marcou a despedida da banda e o início da carreira solo de seus integrantes.

Depois de muitos anos de estrada, o The Band decidiu amigavelmente que era hora de cada um buscar novos horizontes e encerrar as atividades do grupo. Para isso, foi promovido um show no Winterland Theatre em San Francisco, casa onde fizeram seu primeiro show nos EUA.

O show é na verdade um desfile de feras do calibre de Eric Clapton, Neil Young, Moody Waters, Neil Diamond, Bob Dylan e Joni Mitchell, só pra ficar nos mais conhecidos do público em geral. Já no filme, entre as músicas, várias entrevistas entre os membros da banda, falando sobre as origens, histórias e motivos que levaram à separação.

Absolutamente indispensável na prateleira de qualquer um que diga gostar de rock. Destaque para The Weight, acompanhado pelos Staple Singers, The Night They Drove Old Dixie Down, magistralmente cantada por Levon Helm (abaixo no iutubiu) e para o duelo de guitarras entre Clapton e Robbie Robertson.

Rock News: Músicas de projeto experimental de McCartney podem ser ouvidas na web

O ex-Beatle Paul McCartney[bb] lançou seus maiores sucessos em vinil e CDs, mas nesta quinta-feira (20) seu novo álbum vai estrear no MySpace. Os usuários da rede social vão poder ouvir gratuitamente "Electric arguments", o novo álbum do grupo The Fireman, o projeto adicional de McCartney.

"Chinese Democracy", o longamente adiado trabalho dos Guns N' Roses, também estreou na internet nesta quinta, antes das canções chegarem às lojas. Os membros do MySpace vão poder ouvir as canções nas páginas das bandas no MySpace, mas não poderão fazer download das faixas.

"Electric arguments" tem lançamento marcado para 25 de novembro. Este é o terceiro álbum do The Fireman, uma colaboração entre o ex-baixista dos Beatles e Martin Glover, mais conhecido como Youth, o produtor de discos e baixista fundador da banda punk-industrial britânica Killing Joke. O último álbum, "Rushes", saiu há dez anos.

McCartney, 66 anos, tem fama de criar baladas pop açucaradas, mas já gravou música mais experimental antes e durante seus anos com os Beatles. Nessa categoria se enquadram os dois outros álbuns do The Fireman, uma colaboração com Youth e o grupo Super Furry Animals, e o disco "McCartney II".
fonte: GI


Quando comecei a ouvir, confesso que fui com um certo preconceito, afinal essa coisa de produtor me faz torcer o nariz. Mas, fora os instrumentos sintetizados, são músicas típicas de Mr. Macca, não vi nada de novo.

Sobre o texto do G1, mais uma vez parece escrito por alguém que não é do ramo. Vamos analisar a frase "
McCartney, 66 anos, tem fama de criar baladas pop açucaradas, mas já gravou música mais experimental antes e durante seus anos com os Beatles".
Balada pop açucarada é aquele estereótipo criado por algum fã dos Stones. Eu adoro a balada Helter Skelter, sempre digo aqui. E depois, o que ele gravou "antes dos Beatles"?

Anyway, clique aqui pra conferir o som e depois diga o que achou.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Blog on The Top: Photograph

Ringo Starr
Photograph
(USA - 1973)
Photograph é na verdade uma composição em parceria, entre Ringo e George Harrison. Ele toca bateria e canta, enquanto George toca violão de 12 cordas e faz backing vocal. Mas Ringo ficou com os créditos.

É uma letra simples, que fala da perda da namorada, pela ótica de quem vê uma velha fotografia.


Os anos passaram e em 2001 George se foi. Um ano depois, no concerto tributo Concert for George, Ringo voltou a cantar essa canção, agora acompanhado por uma super banda que inclui Eric Clapton, Jeff Lynne, Gary Brooker, Jim Capaldi, além de Dhanny, filho do próprio Harrison. O interessante é como a letra muda de sentido, passando a falar totalmente da perda de George. Esse show é altamente recomendado!

Photograph é também o nome da coletânea lançada recentemente com os trabalhos de Mr. Starkey.

Hoje no Rock: Morre Freddie Mercury

Hoje, 24 de novembro, completamos 17 anos sem a presença física de Freddie Mercury[bb], vítima das complicações decorrentes da AIDS. Ele tinha apenas 45 anos e deixou como legado uma das maiores obras da história do rock, além de uma voz única. Não vou escrever de novo tudo que escrevi no meu post do dia 5 de setembro, data do aniversário de Freddie. Clique aqui e confira a história dele, que é pública e notória.

No momento fico mais preocupado com recente "reunião" do Queen, com Paul Rodgers nos vocais. Por mais que o guitarrista (e astrofísico) Brian May argumente que Freddie era admirador de Rodgers, acho que a questão é maior que essa.

Eles acenam com um álbum de inéditas para 2009. Ora, então o mais correto seria lançar o álbum e depois excursionar, certo? Me parece mais legítimo.

Outra notícia que me deixou surpreso foi uma lista da Rolling Stones citando as maiores vozes da história do Rock, onde Aretha Franklin ficou em primeiro lugar. Freddie pegou um modesto 18º, atrás de nomes como Bob Dylan e Mick Jagger. A surpresa maior foi ver Paul Rodgers em 55º! Tudo bem, a lista é da Rolling Stone, não prova nada... Eu que devo estar ficando velho e ranheta mesmo.

De qualquer forma, hoje é dia de relembrar o grande Freddie e os tempos em que o Queen era grande também e não um arremedo de banda como a que toca por aqui nos próximos dias. Como eu tenho dito, certo tá o John Deacon...

domingo, 23 de novembro de 2008

Rock com Pipoca: Jimi Hendrix Eletric - Ladyland Making Off

(Tradução do press-release)
A companhia Experience Hendrix LLC anuncia o lançamento do DVD "At Last... The Beginning: The Making of Electric Ladyland" e o CD+DVD "Electric Ladyland Collector's Edition". O pacote será lançado no dia 9 de dezembro através da Universal Music Enterprises, 40 anos depois do lançamento original de "Electric Ladyland", o terceiro e último álbum da JIMI HENDRIX EXPERIENCE. Foi o último disco de estúdio lançado durante a vida do legendário guitarrista e reflete seu envolvimento meticuloso em todas as facetas da criação.

O "Electric Ladyland" é a fonte de tais faixas legendárias de Hendrix como "All Along the Watchtower", "Crosstown Traffic", "Burning of the Midnight Lamp" e é comumente reconhecido pelos conhecedores de Hendrix como o projeto mais completamente realizado, mais coeso da carreira inteira dele. Foi o único álbum de Hendrix a chegar na posição #1 nas paradas da Billboard. Foi, sem dúvida, a coroação das habilidades de Hendrix como cantor, compositor, guitarrista e produtor.

"At Last... The Beginning: The Making of Electric Ladyland" documenta a criação do álbum que foi lançado no outono de 1968 como um set de 2 LPs. Alguns dos associados mais próximos de Jimi podem ser vistos na tela discutindo as memórias deles de Hendrix e o projeto incluindo o baixista Noel Redding, o baterista Mitch Mitchell, o empresário Chas Chandler que descobriu Hendrix depois de sair do THE ANIMALS; o baterista Buddy Miles que apareceu no álbum e depois foi trabalhar com Hendrix no THE BAND OF GYPSYS, Jack Casady do JEFFERSON AIRPLANE, Steve Winwood e Dave Mason do TRAFFIC e outros que participaram nas sessões do "Electric Ladyland" que aconteceram nos Olympic Studios em Londres e o Record Plant em New York. Um dos destaques do programa inclui uma sessão com o engenheiro original do "Electric Ladyland" Eddie Kramer, que discute as técnicas que Hendrix, Mitchell e Redding aplicaram ao gravar o disco e toca algumas das fitas multitrack originais para ilustrar o processo.

Originalmente produzido em 1997 como o primeiro episódio da aclamada série de TV "Classic Albums", o "The Making of Electric Ladyland" está novamente editado com apresentações expandidas e quase 40 minutos de conteúdo adicional não exibido na apresentação original.

Enquanto o DVD é oferecido como um título à parte, uma edição para colecionadores do CD+DVD que inclui o DVD "The Making Of..." com o CD "Electric Ladyland" assim como o álbum original que está entre um dos projetos mais significantes no cânone de Hendrix. O All Music Guide, Blender e a Rolling Stone deram todos a "Electric Ladyland" cinco estrelas (de um total de cinco), já que é um título firmemente fixado no panteão das maiores realizações do rock nas quatro décadas de sua existência.

DVD track listing:
01. Prologue
02. Burning of the Midnight Lamp
03. …And The Gods Made Love
04. All Along The Watchtower
05. Rainy Day, Dream Away
06. Still Raining, Still Dreaming
07. Voodoo Chile
08. Crosstown Traffic
09. Voodoo Chile (Slight Return)
10. Little Miss Strange
11. Gypsy Eyes
12. South Saturn Delta
13. House Burning Down
14. 1983… (A Merman I Should Turn To Be)
15. Long Hot Summer Night
16. Have You Ever Been (To Electric Ladyland)
17. Epilogue

CD track listing:
01. …And The Gods Made Love
02. Have You Ever Been (To Electric Ladyland)
03. Crosstown Traffic
04. Voodoo Chile
05. Little Miss Strange
06. Long Hot Summer Night
07. Come On (Let The Good Times Roll)
08. Gypsy Eyes
09. Burning of the Midnight Lamp
10. Rainy Day, Dream Away
11. 1983… (A Merman I Should Turn To Be)
12. Moon, Turn The Tides…Gently Gently Away
13. Still Raining, Still Dreaming
14. House Burning Down
15. All Along The Watchtower
16. Voodoo Child (Slight Return).
fonte: Whiplash


Já vi o programa em questão (Classic Albuns), que foi ao ar no canal por assinatura History Channel. Sensacional, revelador (inclusive nos quesitos técnicos) e com o testemunho ocular (e musical) de quem estava lá.

A ver e esperar. Parece que vem coisa boa por aí.

Rock News: Vaticano "absolve" os Beatles e elogia seu White Album

O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, "absolveu" nesta sexta-feira (21) os Beatles em um longo artigo no qual elogia o talento musical do grupo e comemora os 40 anos do lançamento do "White Album". O artigo inicia recordando, em tom indulgente, a célebre e controvertida declaração de John Lennon de que "os Beatles são mais famosos que Jesus Cristo".

"Foi uma frase que suscitou profunda indignação, mas que, hoje em dia, soa mais como uma mofa de um jovem da classe operária inglesa empolgado com o sucesso", escreve o jornal vaticano. Segundo o jornal da Santa Sé, o grupo realizou uma "revolução branca" com seu "White Album", que classifica que "utopia musical, onde se encontra tudo o contrário de tudo". "Era um conjunto de canções talvez discutíveis, mas reveladoras de toda uma época", afirma.

"Atualmente os produtos fonográficos são estereotipados, muito distantes da criatividade dos Beatles", lamenta o jornal papal. "White Album" foi lançado em 22 de novembro de 1968 com 30 canções originais e foi um marco na carreira musical do grupo inglês.
fonte: UOL


Vou comentar o que com relação a essa notícia? Certo tava o Lennon que solenemente andava pra essa turma ("..and no religion too", diz a letra de Imagine). O Vaticano devia se preocupar mais em evitar que os padres comessem garotinhos.

A declaração completa de Lennon sobre "ser mais popular que Jesus Cristo" dizia o seguinte:
"O cristianismo vai acabar. É fora de discussão, você verá que estou certo. Somos mais populares do que Jesus hoje em dia. Não sei qual vai acabar primeiro, se o rock'n'roll ou a cristandade. Jesus era legal mas seus discípulos eram grossos e broncos. O fato de distorcerem tudo é que arruína tudo para mim".

Bastante complexo para um mero rapaz proletário não? A absolvição papal soa mais como uma média, tardia e inútil.

sábado, 22 de novembro de 2008

Som Novo: Blackbird

Mais um som que de novo não tem nada. Gravei esse cover com meu irmão César há quase um ano e resolvi deixar guardado, esperando para refazer algumas partes como a voz principal e os efeitos sonoros.

Não a ouvi por meses até que hoje, aniversário do White Album, resolvi relembrar e não me pareceu tão ruim assim.


A brincadeira nessa música foi a troca de instrumentos. Eu toquei baixo e César tocou o belo violão. A parte difícil foi gravar os pássaros. Eles simplesmente não obedecem o sinal de "gravando"! Claro que não ficou grande coisa, mas valeu pela experiência, palavra chave na criação de todo o Álbum Branco. É a nossa pequena homenagem nesse dia.

Taí ela no 4Shared de sempre.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Hoje no Rock: White Album, 40 anos

No dia 22 de novembro de 1968, era lançado o White Album[bb] dos Beatles, o famoso e revolucionário Álbum Branco. Na verdade era pra ter se chamado Doll’s House, mas acabou como The Beatles mesmo, como está gravado em relevo na capa do LP original (ao lado as famosas fotos que vinham no encarte).

Composto quase totalmente durante o retiro dos fabfour na Índia, ele traz material autoral de cada um deles, quase em carreira solo, ao contrário do que costumava acontecer até então, quando todos (principalmente Lennon/McCartney) compunham juntos.

Está nele uma das duas únicas compostas por Ringo, Don’t Pass me By, e loucuras como Helter Skelter (tido por muitos como o primeiro heavy metal da história), Revolution nº 9, Why Don’t We Do It In The Road e Wild Honey Pie (George Martin achava que o disco deveria ter sido menor...).


O White foi gravado durante uma das fases mais turbulentas da história da banda. Durante suas sessões Ringo abandonou o grupo, retornando depois graças aos apelos dos demais. A presença de Yoko Ono era cada vez menos apreciada e o envolvimento com drogas mais intenso. Charles Manson acreditou que as músicas tinham mensagens cifradas e cometeu vários crimes baseados nisso. Ainda havia ressentimentos quanto a quem deveria ser o empresário da banda (Brian Epstein morrera um ano antes) e para muita gente esse foi o começo do fim. Eric Clapton gravou o solo de While My Guitar Gently Weeps e não teve seu nome nos créditos. É o primeiro álbum duplo da história, porque por contrato eles teriam que gravar mais 2 discos pela EMI e resolveram o problema assim, para criar a Apple. Ufa!

Apesar disso, o White é um dos 10 álbuns mais vendidos da história nos EUA. Embora não faça parte do disco, Hey Jude foi composta e lançada em compacto na mesma época sendo um estrondoso sucesso. A revista Rolling Stone o considera o 10º melhor álbum de todos os tempos. Não é pouco.


Bom, eu poderia por o bendito pra vocês baixarem, mas já abordei esse tema aqui e hoje vocês vão encontrar milhares de matérias na internet falando sobre ele. Por isso, vou dividir uma das minhas jóias: a versão demo dele, intitulada “Kinfauns to Chaos”.

Esse disco traz demos das músicas e versões de ensaio. Há muito material que não foi aproveitado no trabalho final. Algumas saíram em outros discos, algumas em carreira solo e outras simplesmente continuam inéditas. Foram gravadas na sua maioria na mansão de Harrison de forma quase totalmente acústica e por isso a qualidade não é das melhores. Vários destaques, sobretudo para Junk e para Child of Nature, que fazia parte de uma aposta entre John e Paul: eles teriam que fazer uma música com a palavra “nature”. Ganhou Paul com Mother Nature’s Son. Mas John reaproveitou sua criação mais tarde, usando a harmonia em outra canção: Jealous Guy.

Parte 1 Parte 2


Good Night, Sleep Tight!

Blog on The Top: Voodoo Child

Jimi Hendrix
Voodoo Child (Slight Return)
(Inglaterra - 1970)
Apesar de ter sido lançada oficialmente em 1968 no mítico álbum Eletric Ladyland[bb], o single com Voodoo Child chegou ao primeiro lugar em 1970, logo após a morte de Hendrix.

A origem dessa música gera confusão pacas, inclusive no seu nome. Encontram-se referências a Voodoo Chile e Voodoo Child. A causa disso é o nascimento da própria música, numa jam em Nova York contando com convidados como Steve Winwood e Jack Casady, além do baterista Mitch Mitchell, falecido recentemente. Essa jam foi gravada pela rede ABC, o que tornou a versão famosa.

A versão em questão, cortada para caber no formato de álbum, possui apenas 5:12 minutos. Mas ao vivo chegava facilmente aos 15 minutos, em intermináveis solos. Aliás, a marca de Voodoo Chile (ou Child) é o seu wah-wah, uma das marcas registradas de Hendrix[bb].

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: CME no Dragon, parte V

Finalmente pra vocês o áudio do show no Dragon Jack, no dia 7 de novembro. Completo e remasterizado (incluindo nossos erros!) ele traz todo o nosso repertório para essa noite, incluindo o bis.

O som não é nenhuma maravilha, mas vale como registro para os curiosos. São 2 arquivões com cerca de 60mb cada um, mas vale a pena, eu garanto.

Destaque para Layla, Cerveja, Sempre Brilhará, Aqualung e Do Po Ao Pó. Clique nos links aí embaixo para fazer o download a partir do 4Shared, já velho conhecido de todos

Parte 1

Parte 2

Show de Horrores: Final Countdown Cover

A música original já não é grande coisa, na verdade um clássico do metal farofa dos anos 80. Mas ninguém pode negar que o riff do teclado é grudento e a gente acaba ficando com ele na cabeça um tempão.

Mas o pior foi ouvir essa bizarrice e ficar com ela na cabeça. A habilidade do tecladista é fantástica, o cara deve ter tido umas 2 aulas antes desse show, com seu teclado de brinquedo comprado no camelô. Depois disso entra o vocal.

O vocal... Bem... é "o" vocal. O cara faz a primeira e segunda vozes! Melhor que esse só a Viviane Thrash, mas esse eu ainda não tive coragem de postar pra vocês. Quem sabe um dia?

Outra coisa sensacional é a presença de palco. A guitarra e o baixo parecem a mesma pessoa em um espelho. Deve ter sido dificil ensaiar isso. O solo de guitarra é fantástico também.

Não é a toa que o show tá lotado... de lugar vazio!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: Beirut? Você viu primeiro aqui!

Pois é caro leitor, no dia 16 de março desse ano postei sobre um sujeito chamado Zach Condon e sua experiência musical chamada Beirut, que reunia influências do leste europeu, sopros mexicanos e percursão cigana.

Eu ouvi e pirei na batatinha e cheguei até a gravar minha versão de Elephant Gun. Música que estará na próxima mini-série da Rede Globo, Capitu, que estreará no dia 9 de dezembro em comemoração ao centenário de Machado de Assis.

Não creio que a música do Beirut vá atingir a todos como a mim, mas por sua peculiaridade, com certeza será tema de muita discussão. Aí você poderá bater no peito e dizer "Beirut? Pô já conheço faz tempo!"

Duvido que Zach esteja recebendo um centavo da Globo. Por outro lado, talvez sirva como um empurrãozinho pra gente curtir o som dele ao vivo no Brasil algum dia.

Se quiser conferir, é só dar uma olhada no site da mini-série, que por sinal é bem legal . Pra conferir a minha versão de Elephant Gun, é só clicar aqui.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rock News: Paul McCartney quer lançar faixa inédita dos Beatles

A faixa dos Beatles[bb] Carnival of Light, gravada em 1967 e tocada apenas uma vez em público, poderá finalmente ser desvendada, segundo o jornal britânico The Guardian. Paul McCartney quer finalmente mostrar a música ao mundo, rejeitada na época por ser "muito ousada".

A faixa reúne efeitos psicodélicos bem longes das melódicas baladas que fizeram Paul McCartney e John Lennon, principais compositores dos Beatles, ficarem conhecidos em todo o mundo.

"Existe mesmo", disse ele à rádio BBC, que será exibida esta semana. Em entrevista ao radiolocutor John Wilson, o ex-Beattle confirmou que ele tem uma fita master do trabalho e acredita que o tempo de mostrá-la chegou.

"Eu gosto dessa música porque mostra os Beatles livres, sem amarras", adicionou.

Desde que Carnival of Light foi gravada em Londres, a música tornou-se uma espécie de "cálice sagrado" dos fãs. Muitos dizem possuí-la, mas o máximo que pode ser encontrado na Internet são trechos desconhecidos ou mixagens inventadas por "piratas".

Quem assistiu o Festival de Música de Londres, em 1967, garante que a faixa tem gritos de John Lennon e uma guitarra distorcida associada ao som de um órgão.

Na entrevista, McCartney não deu detalhes do lançamento da música.
fonte: Terra


Este blogueiro já havia ouvido falar dessa música, mas nunca a ouvi. E pelo jeito, ninguém fora do círculo beatle deve ter ouvido. Dei uma emulada e achei uma faixa com esse nome. Mas, como a matéria diz, não passa de uma colcha de retalhos feita por algum DJ pretensioso (redundancia).

Não passa de um recorte de trilhas isoladas de músicas como Strawberry Fields (bateria), Blue Jay Way (teclados) e vozes de gravações antigas. Pra quem quiser conferir, taí no 4Shared.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: CME no Dragon, parte IV

Finalmente, a última parte dos vídeos do nosso show do dia 7 de novembro no Dragon Jack em Niterói. Dessa vez, Como Vovó Já Dizia/Al Capone, com a participação especial do Marcelo Moreira, seguida de Smoke on the Water e, já no bis, The One I Love.

Aguardem essa semana ainda, o áudio completo disponível para donwload.

Como Vovó Já Dizia / Al Capone


Smoke On The Water


The One I Love


Clique aqui para ver o playlist completo.

Rock News: Documento com pistas sobre enigma dos Beatles irá a leilão

Um documento de 97 anos atrás que oferece pistas sobre a identidade de Eleanor Rigby, tema de uma das canções mais amadas dos Beatles[bb], irá a leilão neste mês, com a expectativa de ser arrematado por 500 mil libras. O manuscrito em questão é um contra-cheque do Hospital da Cidade de Liverpool no nome de E. Rigby, copeira que assinou o recibo de seu salário mensal. Ela recebia 14 libras por ano.

De acordo com a dona do documento, Annie Mawson, o papel lhe foi enviado em 1990 pelo ex-Beatle Paul McCartney, depois que ela escreveu a ele em nome de sua organização beneficente, a Sunbeams Music Trust (www.sunbeamsmusic.org), que usa a música para ajudar pessoas com necessidades especiais.

"Escrevi a Paul e lhe pedi meio milhão de libras. No final da carta eu disse: 'Sabe, eu sei que você é uma pessoa que se preocupa muito com as outras, e acho um privilégio compartilhar minha história com você'", disse ela na terça-feira (11).

"Nove meses depois, em junho de 1990, esse envelope espantoso me chegou pelo correio. Nove meses depois de eu ter escrito a ele, e isso foi parte do mistério, porque eu imaginava que minha carta tivesse acabado na lata de lixo", disse Mawson à Reuters.

Ela disse que o envelope continha o documento datado de 1911 e trazia um carimbo oficial de turnê de Paul McCartney. O cantor estava fazendo uma turnê mundial na época. Mawson não entendeu o significado do registro de imediato - apenas quando vasculhou a lista de nomes e viu "E. Rigby".

Mistério
O documento pode despertar interesse enorme entre colecionadores de memorabília dos Beatles, já que oferece uma das pistas mais claras até agora sobre a identidade de Eleanor Rigby, a mulher na canção do mesmo título, que morreu sozinha.

De acordo com sites musicais, McCartney tinha dito anteriormente que a heroína da canção comovente era fictícia.

O túmulo de uma certa Eleanor Rigby foi encontrado no cemitério da igreja St. Peter's, em Woolton, Liverpool, perto de onde McCartney conheceu John Lennon em 1957.

"Eu me pergunto o quanto Paul McCartney quis revelar quando entregou o documento", disse Ted Owen, diretor administrativo do Fame Bureau, que vai vender o manuscrito como parte de um leilão de memorabília pop em Londres, em 27 de novembro.

Mawson disse que precisa levantar cerca de 1 milhão de libras para a construção de um centro para sua organização beneficente em Cumbria, no noroeste da Inglaterra.

"Achei que este era o momento certo. Tirei o documento do cofre do banco e decidi oferecer em leilão. Achamos que McCartney talvez queira recomprá-lo - nunca se sabe", disse ela.
fonte: G1


Incrível como o baú Beatle não tem fundo. Tem fundos! Tudo que eles tocaram transformou-se não em ouro, mas em dólares, libras e euros.
Essa é uma das músicas mais misteriosas dos Beatles, muito em função dos seus personagens,
Eleanor Rigby e o padre McKenzie. Paul sempre disse que gostava de direcionar suas composições para personagens, histórias e lugares que ele ou inventava ou tinha vivenciado (como Penny Lane). Lá em cima na foto, a lápide citada na matéria.

Blog on The Top: Good VIbrations

Beach Boys
Good Vibrations
(Inglaterra - 1966)
Muita gente diz que Brian Wilson[bb] não ficou pirado só com as drogas que tomou. Parte do seu desbunde teria sido causado pela obcessão em superar os Beatles, numa corrida psicodélica.

Diz a lenda que ele idealizou o mítico Pet Sounds[bb] após ouvir Rubber Soul. E após Pet Sounds, os fabfour lançaram Sgt. Peppers, o que fez com que Wilson se sentisse derrotado e engavetado Smile por quase 40 anos.

Mas isso são lendas. A verdade é que o primeiro single com músicas que fariam parte do Pet Sounds chegou ao primeiro lugar em 17 de novembro de 1966, um mês após seu lançamento. Era o compacto com Good Vibrations e Lets Go Away For Awhile. Foi o terceiro número um dos Beach Boys ( I Get Around e Help Me Rhonda foram os primeiros).

Good Vibrations foi descrita na época como uma "sinfonia de bolso", por estar na vanguarda no uso de instrumentos estranhos ao rock até então, no caso cello e o exótico teremin (instrumento eletrônico russo). Ela foi regravada para o álbum Smile em 2004.

Sua estada no primeiro lugar foi curta, apenas duas semanas. Mas o legado do album Pet Sounds como um todo foi eterno.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: CME no Dragon, parte III

Continuando com os clips do último show, dia 7, mais 3 do nosso material mais acústico, no começo do segundo set. Dessa vez com uma novidade, o bandolim em Losing My Religion. Além dela, a sensacional Aqualung e Do Pó Ao Pó, escolhida melhor música do CD Introdução pelos leitores do blog.

Aqualung



Do Pó Ao Pó



Losing My Religion

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Rock News: Mitch Mitchell, baterista de Jimi Hendrix, morre aos 62 anos

Mitch Mitchell, baterista conhecido pela parceria com Jimi Hendrix nos anos 1960, morreu nesta quarta-feira (12), aos 62 anos de idade.

Mitchell foi encontrado morto em seu quarto de hotel em Portland, Oregon. Um porta-voz do instituto médico legal do condado de Multnomah disse que ele aparentemente morreu por causas naturais, embora um laudo formal ainda não tenha sido divulgado.

Portland era a última parada de 18 cidades norte-americanas pelas quais passou uma turnê "Experience Hendrix", série de shows que celebra o legado do ícone do rock.

"Estamos todos desolados com a morte de Mitch. Ele era um homem maravilhoso, um músico brilhante e um amigo de verdade", disse a irmã de Hendrix, Janie Hendrix, em um comunicado.

"Seu papel em dar forma ao som do 'Jimi Hendrix Experience' não pode ser subestimado", disse. "Ao longo desta turnê, ele parecia encantado com a troca com outros músicos e o público. Não há dúvidas de que ele fazia o que amava".

Nascido na Grã-Bretanha, Mitchell começou como ator mirim, mas abandonou a carreira para fazer jazz e rock. Ele se juntou ao Jimi Hendrix Experience em 1966 e deu apoio ao roqueiro durante sua apresentação lendária em Woodstock, três anos depois. Ele também tocou bateria em clássicos como "Fire", "Manic depression" e "Third stone from the sun".

Mitchell também ajudou a criar o estilo de bateria "fusion", que combina rock e jazz, e foi influenciado por gigantes do jazz como Elvin Jones e Max Roach. O estilo fez da bateria a estrela das músicas, criando um conceito inovador para o rock 'n roll.
fonte: G1


Sem comentários... esse cara era bom pacas! Faltou dizer que ele participou da Plastic Ono Band, que reunia ninguém menos que John Lennon, Keith Richards e Eric Clapton.

Taí o cara em ação, no auge, em 1969.

Blog'n'Roll: CME no Dragon, parte II

Continuam a pintar os clips do último show, dia 7. Agora mais 3 vídeos, da segunda parte do primeiro set, com músicas mais acústicas. Começando, o namoradinho do Brasil, Luciano, cantando Sempre Brilhará, seguido da já clássica Show me the Way e de Vida de Cão.

Sempre Brilhará


Show me the Way


Vida de Cão

Rock News: Pesquisa aponta Aretha Franklin a maior cantora da era rock

Ela já é a Rainha do Soul, mas agora Aretha Franklin[bb] foi considerada também a maior cantora da era do rock, segundo pesquisa da revista "Rolling Stone".

Franklin, de 66 anos, ficou à frente de Ray Charles, o segundo colocado, Elvis Presley (terceiro), Sam Cooke (quarto) e John Lennon (quinto), de acordo com a pesquisa feita pela revista com 179 músicos, produtores, editores da Rolling Stones e outras figuras da indústria musical.


A lista de 100 nomes será divulgada na sexta-feira, quando a "Rolling Stone" vai chegar às bancas com quatro capas diferentes.

O número da revista inclui depoimentos de músicos. A cantora de R&B Mary J. Blige, por exemplo, escreve que Aretha Franklin é "a razão pela qual as mulheres querem cantar". O ex-vocalista do Led Zeppelin Robert Plant, ele próprio número 15 na lista, descreve a voz de Elvis Presley como "confiante, insinuante e implacável".

Além de Aretha Franklin, os únicos outros cantores vivos entre os Top 10 são Bob Dylan (sétimo colocado) e Stevie Wonder (nono). Marvin Gaye foi o sexto, Ottis Redding, o oitavo, e James Brown o décimo.

Outros notáveis na lista incluem Paul McCartney na 11ª posição, uma à frente de seu ídolo Little Richard, e Mick Jagger na 16ª, também uma à frente de uma de suas influências chaves, Tina Turner. Entre os Top 25, Michael Jackson, de 50 anos, é o mais jovem, tendo ficado na 25ª posição.

Votaram na pesquisa, entre outros, o vocalista do Metallica, James Hetfield, os cantores folk David Crosby e Yusuf Islam, o guitarrista dos Rolling Stones Keith Richards, o veterano do punk rock Iggy Pop e o popstar inglês James Blunt. Cada um apresentou seus 20 primeiros indicados, e uma firma de auditoria tabulou os resultados.
fonte: O Globo / Reuters


Odeio listas "top alguma coisa". Fica parecendo festa de aniversário: ninguém fica satisfeito, sempre tem alguém botando defeito e tem um ou outro penetra.

Mas já que tá aí, vejamos: a lista é de cantores de rock. Bob Dylan é ótimo letrista, mas cantor? Cadê o Freddie Mercury? Continuando, adoro Aretha Franklin, mas a lista era de rock né? Se fosse "cantores influentes", ok vá lá... enfim vindo da revista que vem, não é de se admirar. Só não limpo o cocô do Enzo com ela porque o papel couché não é absorvente.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Review: AC/DC, Black Ice

Um dos mais esperados lançamentos de 2008, Black Ice, dos australianos do AC/DC, chega envolto em uma tempestade de polêmicas envolvendo a banda, indústria fonográfica e processos na justiça. Isso mesmo caro leitor, você já adivinhou a palavra chave: download!

Por isso (e por não me considerar um conhecedor minimamente habilitado em AC/DC[bb]), esta coluna review terá ares de Blog'n'Roll e olharei o CD por outro prisma, o do mercado.

Desde o início, a vontade da banda era que o CD não fosse vendido pela internet. Segundo eles, era importante que o fã fosse à loja e tivesse contato com o álbum fisicamente, no ato da compra. Isso fez com que nos EUA fosse fechado um acordo com a rede Wal Mart, que teria exclusividade nas vendas.

Só que rapidamente o álbum tournou-se um fenômeno na internet. Não sendo vendido, mas sendo baixado! Angus Young e seus amigos ficaram de cabelos em pé, deram ataque de pelanca mas não adianta. Caiu na internet, já era. Logo blogs, sites, emules e limewires da vida disponibilizavam o material gratuitamente. O fracasso financeiro parecia óbvio.

Só que Black Ice surpreenderia mais uma vez, liderando a lista dos mais vendidos do ano, superando até mesmo o esperado Death Magnetic, do Metallica. O disco vem vendendo bem e nos leva a uma pergunta: vende bem por causa da internet ou apesar da internet?

O que venho defendendo é que os tempos simplesmente mudaram. As gravadoras demoraram a acordar para isso e agora ficam carregando água no cesto, tentanto impedir o impossível. Processam alguns, tiram sites e blogs do ar, mas o conteúdo está aí, vagando pelo cyberespaço, prestes a se chocar com o seu PC.

Mais fácil que dar murro em ponta de faca seria encontrar novas formas de ganhar dinheiro como algumas bandas já estão fazendo. Marillion, Bob Dylan e Radiohead entre outras disponibilizam suas músicas para download em seus sites. Alguns pedem apenas um cadastro, outros nem isso. Mas nem por isso deixam de faturar. Apenas passaram a mirar em outros produtos, como vídeos, acesso exclusivo à areas do site, centenas de souvenirs, ingressos especiais... as possibilidades são imensas, além de manter uma postura simpática com o fã.

Mas por que as gravadoras não pensam nisso? Porque elas estão muito ocupadas pensando nelas mesmas. Elas são as maiores prejudicadas e não os artistas. Tempos atrás Lobão sugeriu que os CDs tivessem número de série, para que o artista pudesse controlar a distribuição, sugestão prontamente negada.

Mas afinal, por que se baixa tanta música na internet? Porque é de graça, claro. Mas você só tem a música e em qualidade inferior ao CD original. Não seria o caso de investir qualitativamente no produto e não mais quantitativamente? Encartes, multimidia, embalagens diferenciadas... tudo isso conta no consumo.

Além disso, os tempos em que se vendiam milhões de cópias acabaram, da mesma forma que acabaram os cinemas com centenas de lugares. Nem o Maracanã escapou e seus antes 180 mil lugares agora mal chegam a 90 mil. Os tempos mudaram, apenas isso. Ou acordam para a nova realidade, ou morrem.

Voltando a Black Ice, ouvi e achei apenas mais um CD do AC/DC. Na terceira música já comecei a achar tudo igual... Por isso falei, não sou a pessoa mais indicada para avaliar. Se quiser, ouça e mande sua opinião! Se quiser baixar, clique aqui. Se quiser comprar, clique aqui[bb].

Hoje no Rock: Neil Young, 63 anos

Neil Percival Kenneth Robert Ragland Young nasceu na cidade de Toronto no Canadá, mas ainda criança mudou-se para Winipeg, capital da província interiorana de Manitoba. Nesse ambiente rural teve os primeiros contatos com a música e formou suas primeiras bandas, desenvolvento o estilo folk que seria sua marca ao longo doa anos.

Aos 20 anos, de volta a Toronto forma o Mynah Birds com quem grava alguns compactos. Logo depois, já em Los Angeles, funda com Stephen Stills o mítico Buffalo Springfield, banda que inovou o folk-rock, mas que só teve reconhecimento anos depois.

Em 1969 lança seu primeiro disco solo, ao mesmo tempo em que passa a fazer parte do grupo Crosby, Stills and Nash[bb], agora como membro efetivo, tendo seu nome adicionado. A participação dura apenas 2 anos, com uma separação amigável e voltas furtivas ao longo dos anos. Desde então é acompanhado pela Crazy Horse, sua banda de apoio.

Os anos 70 foram de altos e baixos para Young[bb], com envolvimento com álcool e drogas e períodos de depressão. Isso o levou a composições mais pesadas e cruas, o que por vezes o afastou de seus fãs e inspirou críticas negativas. Entretanto é da mesma década o sensacional LP Harvest, de 1972, tido por muitos como seu melhor trabalho. Nele estão clássicos como Alabama (minha favorita), Heart of Gold e The Needle and the Damage Done.

Sua postura engajada sempre lhe rendeu críticas. Na música Alabama e fala claramente do racismo no sul dos EUA. A banda Lynyrd Skynyrd se sentiu ofendida e respondeu na música Sweet Home Alabama (Well I heard mister Young sing about her/ Well, I heard ole Neil put her down / Well, I hope Neil Young will remember/ A Southern man don't need him around anyhow). Os anos mostraram que Young estava certo.

Os anos 80 vieram com o reconhecimento pelo seu trabalho, incluindo o Buffalo Springfield, compilações e participações com outros artistas. Suas letras, sempre politicamente ativas continuam contundentes e é o tipo de artista que sempre tem algo a dizer, doa a quem doer. Recentemente lançou com seus velhos amigos Crosby, Stills and Nash o DVD Deja Vu, gravado durante a turnê de 2006.

Meu estilo ao violão folk tem muito a ver basicamente com duas influências: The Band e Young. No caso das letras me identifico mais com Young, por sua vertente mais crítica (Vida de Cão tem um pouco disso). Curiosamente, Young toca junto com o The Band no magistral The Last Waltz, filme do qual já falei aqui no blog.

De presente pra vocês, o álbum Harvest, de 1972.
Keep on Rockin' in the Free World, Mr Young!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: CME no Dragon, parte I

Como prometido, começaram a chegar as primeiras contribuições do nosso último show no Dragon Jack em Niterói. Pra vocês, 4 músicas do primeiro set: Layla, Cerveja e Nothing But a Woman / Mustang Sally.

Em breve mais clips!

Layla



Cerveja


Nothing But a Woman / Mustang Sally

Hoje no Rock: Unfinished Music #1 - Two Virgins

Já escrevi aqui que, dos 4 Beatles, curiosamente John Lennon[bb] teve a carreira solo de menor sucesso, chegando apenas uma vez no topo das paradas com o álbum Imagine. Por outro lado, manteve-se em evidência, graças às polêmicas em que esteve envolvido.

Depois de mandar a família real chacoalhar as jóias e dizer que era mais popular que Cristo, em 11/11/68 ele lançou, junto com Yoko Ono o LP Unfinished Music #1 - Two Virgins, o famoso álbum onde os dois apareciam como vieram ao mundo na capa.

Segundo John, a idéia era simbolizar duas pessoas inocentes em um mundo cheio de maldade e malícia, uma analogia com Adão e Eva. Para ele, não havia nada de obceno na capa, apenas 2 viciados em drogas acima do peso.

As gravações não eram nada além de uma noite de experimentações (musicais, entre outras coisas) no estúdio de Lennon na companhia de Yoko, onde ele tocava uma série de instrumentos sobre loops gravados previamente. Junte a isso os sensacionais improvisos vocais de Yoko e você terá o LP.


Desnecessário dizer que a capa foi censurada nos EUA, tendo sido improvisado um envelope pardo para ela. Mesmo assim o álbum alcançou o 124º lugar nas paradas americanas. Na Inglaterra ele nunca chegou a ser ranqueado (especula-se que apenas 5000 foram prensados na terra da rainha).

Two Virgins foi o segundo álbum lançado pela Apple Records (o primeiro foi Wonderwall Music[bb], do Harrison) e foi relançado em 1997 por Yoko Ono contendo uma faixa extra, Remember Love, originalmente seu lado B para o compacto Give Peace a Chance.

Eu já ouvi e bem... é por sua conta e risco, taí o link. Aliás, esse foi brabo de achar! Vale pela curiosidade e pelo valor histórico do álbum.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Rock News: R.E.M. conquista a Arena

Rio - “Nós somos o R.E.M.[bb] e nós fazemos música”, declarou o vocalista Michael Stipe para a platéia que compareceu ao HSBC Arena na noite de sábado. Sem distinguir hits mundiais, como ‘Losing My Religion’, de canções obscuras de sua discografia de 28 anos, o R.E.M. agradou em cheio nas duas horas de um show bem enérgico na Barra — louvável para as idades de seu trio principal, formado por Stipe, 48 anos, o baixista Mike Mills (49) e o guitarrista Peter Buck ( 51). Foi o segundo show do grupo na cidade, após a apresentação aclamada no Rock in Rio, em 2001.

Com uma Arena parcialmente tomada por fãs ardorosos da banda, o cantor celebrou Barack Obama, vencedor das eleições nos Estados Unidos. “Estamos bem felizes”, disse Stipe, soltando um palavrão de contentamento, enquanto telões de alta definição exibiam imagens estilizadas do presidente eleito, ao lado do trocadilho ‘Barack’n’roll’. Pouco antes, ele demonstrara euforia ao cantar a verborrágica e animada ‘It’s The End...’: “É o fim do mundo como conhecemos/ E eu me sinto bem”.

A platéia, igualmente feliz, fez coro. O grupo tocou 24 músicas, em doses bem administradas de sucessos antigos, como ‘Everybody Hurts’ e ‘The One I Love’, e músicas do último disco da banda, ‘Accelerate’, lançado este ano e razão da turnê que já fez mais de 80 shows pelo mundo este ano. Antes do Rio, o R.E.M. passou por Porto Alegre, na quinta-feira. Amanhã e na terça-feira, eles se apresentam em São Paulo. Depois, embarcam para o Peru.

Apesar da agenda puxada, e das quase três décadas de estrada, a banda se empenhou no palco, com Mills, Buck e os músicos que os acompanham, Bill Rieflin (bateria) e Scott McCaughey (guitarra e teclados), tocando com visível empolgação.

Stipe, estrela da companhia, dançou, desceu até a beira do palco, usou um ancestral gravador de fita k-7 na introdução da rara ‘Exhuming McCarthy’, gravada há 21 anos, e encerrou o show com uma versão emocionada de ‘Man On The Moon’. O senão: os preços dos ingresos, que não deixaram o público lotar a Arena.
fonte: O Dia

Em várias matérias, de diversas fontes, o preço do ingresso (R$ 200,00 o mais barato) foi citado como impeditivo. Mas aposto que quem foi não se arrependeu. De presente pra vocês, um souvenir: o set list do show, rasurado por Stipe.

sábado, 8 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: Ontem foi dia de Rock


Showzaço ontem no Dragon, nossa tradicional casa em Niterói. Mais uma vez nossos amigos vieram pretigiar nosso som, que como de costume reuniu pedradas do rock clássico e do Blues, além de várias músicas do CD Introdução.

Dessa vez houve gravação de áudio, que será editado ao longo da semana e logo pintará aqui para vocês. Como sempre, as contribuições vão surgindo e eu vou postando.

Para quem perdeu, a próxima oportunidade no Dragon Jack é no dia 5 de dezembro, mais uma sexta no que deve ser o último show da banda este ano. Até lá!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: Amanhã é dia de Rock


Como já falei, amanhã (07/11) a CME - Caio Mattos Experience estará de volta ao Dragon Jack para mais uma noite de rock e blues.

Se você está em Niterói ou proximidades, é a melhor oportunidade de curtir um pouco de rock clássico, além de várias músicas do CD Introdução no melhor pub da cidade.


O show rola a partir das 22 e o ingresso custa 5 merrecas.

Rock News: “Dane-se Zeppelin, vocês são lixo”, declara ex-vocalista do Cream

Intrigas e provocações entre artistas jovens da música Pop e mesmo do Rock não relativamente comuns. Mas quando um respeitado nome da história do Rock faz uma declaração negativa - e até mesmo pejorativa - sobre um importante ícone do estilo, a declaração cai como uma bomba.

Na última segunda-feira, 03, o vocalista e baixista Jack Bruce, ex-Cream[bb], concedeu uma entrevista para a revista Classic Rock, após uma premiação em Londres, em que disse o que acha sobre o Led Zeppelin.

Durante a entrevista o repórter perguntou sobre a possibilidade de reunião do Cream, Bruce disse que tem certeza que isso vai acontecer no futuro e comentou sobre a reunião do Led Zeppelin, realizada no ano passado, e que ainda tem gerado muito assunto.

“Todo mundo fala sobre o Led Zeppelin, e eles tocaram um único show - um único show capenga - enquanto o Cream fez semanas de shows [na reunião em 2005]. Shows de verdade, não um único show capenga como o Zeppelin fez com as tonalidades do vocal baixas e tudo mais. Nós tocamos tudo nos tons originais”.

Bruce continua falando sobre o Zeppelin de modo mais enfático: “Dane-se o Zepellin, vocês são lixo! Vocês sempre foram lixo e nunca serão nada além disso. A pior coisa é que as pessoas acreditam no lixo que eles vendem. O Cream é dez vezes mais banda que o Led Zeppelin”.

Na seqüência o entrevistador diz que aquela é uma declaração corajosa e Bruce continua. “O que? Você vai comparar Eric Clapton com aquele merda de Jimmy Page? Vai realmente compará-los? Eric é deus e Jimmy é lixo. E com isso encerro o caso”.
fonte: Terra


Bruce nunca foi o músico mais simpático do mundo. Mas quer saber? Tá é certo. Nem nos áureos tempos Robert Plant cantava as músicas ao vivo no mesmo tom das gravações de estúdio (vide Stairway to Heaven no filme The Song Remains The Same). Banda por banda, também prefiro o Cream. E sobre Clapton e Page... Um é Deus, o outro é apenas o guitarrista do Zeppelin.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: Mais novidades no Blog

Êta mundo grande sem porteira e raio de tecnologia que nunca pára! Ser dono de blog tem essas coisas, a gente fala pro mundo inteiro e fica à mercê das novidades do mundo da informática, onde tudo corre cada vez mais rápido.

Umas dessas novidades chegou para ajudar tanto aos leitores como a mim. Trata-se do Boo-Box, uma ferramenta de compras que estará disponível no blog a partir de hoje, mas sará aplicada a todos os post anteriores.

Funciona assim: toda vez que postar sobre um artista, álbum ou dvd, haverá no texto um uma palavra chave que é um link para um site de compra parceiro (Americanas, Submarino, Mercado Livre, etc). Esse link é identificado pelo ícone
[bb] . Clicando nele, abre-se uma janela onde o site parceiro apresenta as opções para o link em questão.

E a melhor parte: se você se interessar e comprar a partir do link, o blog (eu!) recebo uma merreca! Otimo né? Bom, eu achei.

A grande vantagem desse sistema é que não polui o layout do blog com banners e janelas. Além disso, não fico preso ao sistema de vendas do Google. Se amanhã me aporrinhar e sair do Blogger para outra hospedagem (provável), levo o Boo-Box comigo!

Boas compras!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Review: Jerry Lee Lewis - Last Man Standing

Esse disco não é um lançamento, já que saiu em 2006. Mas quando postei sobre seu aniversário, muita gente me pediu um Review sobre o seu último trabalho, Last Man Standing. Quando terminei de ouvir, fiquei puto comigo mesmo por não tê-lo conhecido antes, em parte por puro preconceito. Afinal Jerry Lee Lewis[bb] é tudo igual certo?

Certo pô, é sempre a mesma voz, a mesma levada de piano e justamente isso é que torna o cara único. Quando gravou esse cedê ele já tinha 71 anos e o fez com energia de garoto. E para ajudá-lo, ele contou com a ajuda de outras feras do rock e do blues.


O disco é uma série de clássicos do rock, gravados com nomes como Jimmy Page, Keith Richards, Eric Clapton, Ringo Starr e mais uma série deles, ao longo das 21 faixas. Ele já começa com uma versão para Rock'n'Roll do Led Zeppelin, num dueto com Page.
Daí para frente é uma pedrada após a outra.

Antes de Last Man Standing, Jerry ficou 10 anos sem lançar nada. Apenas coletâneas e DVDs de shows apareciam como novidade. Mas
consta que Jerry Lee precisou apenas de alguns telefonemas para juntar essa turma. Fácil de acreditar.

Como disse acima, Jerry Lee Lewis é sempre igual. Então não vou mais enrolar. Taí o tracklist, com o tradicional paletômetro e, lá no final, os dois links mágicos pra baixar essa preciosidade. Obrigatório!

1. Rock And Roll (com Jimmy Page)
2. Before The Night Is Over (com B.B. King)
3. Pink Cadillac (com Bruce Springsteen)
4. Evening Gown (
com Mick Jagger, Ronnie Wood)
5. You Don't Have To Go (
com Neil Young)
6. Twilight (
com Robbie Robertson)
7. Travelin' Band (
com John Fogerty)
8. That Kind Of Fool (
com Keith Richards)
9. Sweet Little Sixteen (
com Ringo Starr)
10. Just A Bummin' Around (
com Merle Haggard)
11. Honky Tonk Woman (
com Kid Rock)
12. What's Made Milwaukee Famous (
com Rod Stewart)
13. Don't Be Ashamed Of Your Age (
com George Jones)
14. Couple More Years (
com Willie Nelson)
15. Ol' Glory (
com Toby Keith)
16. Trouble In Mind (
com Eric Clapton)
17. I Saw Her Standing There (
com Little Richard)
18. Lost Highway (
com Delaney Bramlett)
19. Hadacol Boogie (
com Buddy Guy)
20. What Makes The Irish Heart Beat (
com Don Henley)
21. The Pilgrim (
com Kris Kristofferson)


Parte 1

Parte 2

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: Jornada dupla da CME

O sábado, 1 de novembro foi especial pra CME, afinal dois shows num único dia não é pra qualquer banda. Abrimos o dia participando de um evento beneficente no Colégio São José, em Niterói, um almoço dançante.

Como vocês podem ler no mural atrás da banda, era pra ser um almoço samba-rock, mas virou blues-rock mesmo. Destaque para a participação do batera Marcelo Borring em Hey Joe, mandando muito bem!

O sábado terminou na segunda apresentação do dia, na sede da AABB. Convidados pelo Felipe do Estudio El Sonoro fomos dar uma canja e animar a galera por lá, aí com um rock mais nervoso e, da minha parte, com teor alcoólico! Performance memorável (segundo dizem, eu não me lembro direito).

Pra vocês dois video do show da tarde, Show Me The Way e Sweet Home Alabama.





E aqui dois do show da noite, o medley Nothing But a Woman / Mustang Sally e novamente, Show me The Way. Deem um desconto na falta de voz hehehehe.






A agenda continua cheia até a próxima sexta, dia 7, quando voltaremos ao Dragon Jack, a partir das 22 horas.

sábado, 1 de novembro de 2008

Blog'n'Roll: Aniversário com som Inédito

Pois é gente, passou rápido esse último ano. Inútil dizer o quando foi complicado no começo, o quanto precisei descobrir, aprender e aturar nesse tempo como blogueiro. Logo eu, sempre avesso às coisas da modernidade, me rendi. Mas with a little help from my friends, sempre!

Se fosse citar nomes, precisaria de um post só pra isso e com certeza deixaria alguém de fora. Foi muita gente me incentivando e ajudando ao longo desse ano, sempre dando idéias, sugestões e críticas. Muitos são anônimos, pessoas que fazem uma busca na internet e por algum motivo acabam por aqui e gostam. Outros são os tais amigos pra toda hora, sempre disponíveis para ler uma matéria, dar um palpite, uma dica.

Muita gente questionou se o blog não começou no final de outubro de 2007. Como já expliquei para algumas pessoas, realmente começou, mas a "inauguração" mesmo foi no dia 1º de novembro. Digamos que os primeiros dias foram de testes, só pra saber como a coisa funcionava. Daí em diante comecei a pegar os macetes, a criar as colunas de acordo com o interesse dos visitantes e do meu também, claro!

Só pra ter idéia, vamos a alguns números. Nesse primeiro ano, foram quase 7000 visitas, nada mal para um blog que não tem divulgação (só o boca a boca praticamente) e não vive nem de pirataria nem pornografia. Se for contar os page views, o número é 3 vezes maior, já que cada visitante só é computado uma vez por dia.

Foram mais de 1500 downloads, contanto apenas o 4Shared, velho conhecido de vocês. Não tenho como quantificar outros sistemas de hospedagem como Rapidshare, mas calculo um outro tanto. O blog cresce numa média de 10% ao mês, sempre com uma visitação consistente e, como disse acima, sem divulgação ostensiva na internet.

Tudo isso é uma conquista de todos nós, que apreciamos boa música, humor e, por que não dizer, sabemos ser críticos também quando preciso. Mais uma vez obrigado a todos!

Para comemorar, um som inédito. Tudo Bem é o primeiro single do meu próximo CD, que deve pintar antes da metade de 2009. Espero que gostem, assim como as pessoas têm gostado do atual, o Introdução.

Valeu e aguardem mais surpresas ainda neste fim de semana!