quarta-feira, 30 de abril de 2008

Rock News: Imprensa inglesa especula sobre fim dos Rolling Stones

fonte: G1
A troca de farpas entre Mick Jagger e Keith Richards nos últimos tempos vêm alimentando rumores de que os Rolling Stones[bb] poderiam estar próximos de uma separação. Questionado sobre a futura biografia que Keith Richards planeja escrever, o cantor dos Stones foi sarcástico: "Será interessante", afirmou. "Bem, eu pensava que você na verdade precisa lembrar da sua vida antes de escrever um livro", declarou, de acordo com o jornal "Daily Mail".

Já questão de dois meses atrás, o guitarrista, que, assim como Jagger, tem 64 anos, atacou o domínio do vocalista sobre a banda. "Mick é louco pelo poder e não há nada que possamos fazer", disse. "Mick é um maníaco. Ele não consegue se levantar de manhã sem saber imediatamente para quem ele vai telefonar."

As diferenças entre as duas principais figuras dos Rolling Stones não foram nada fora do comum na história do grupo, mas observadores dizem que as performances menos firmes de Richards em contraste com a energia que Jagger ainda conserva podem acelerar uma separação.

A banda encerrou um giro mundial de três anos em agosto do ano passado, algo que também gerou especulações de que a turnê "A bigger bang" seria a última da carreira. Um pouco dos bastidores do relacionamento dos Rolling Stones foi revelado no documentário de Martin Scorsese "Shine a light", em cartaz nos cinemas brasileiros.



Como assim vai acabar? Ainda tava na ativa?

Rock com Pipoca: The Dark Side of Oz

No último final de semana recebi do meu pai uma pérola que há muito tempo estava curioso para assistir. Trata-se de uma das maiores lendas da história do rock e por muito tempo duvidei que tivesse um mínimo de nexo. Foi batizada pelos fãs do Pink Floyd[bb] de The Dark Side of Oz (ou Dark Side of the Rainbow) e, como o nome sugere, é um cruzamento do disco mais famoso do rock progressivo com o clássico de Hollywood de 1939, O Mágico de Oz.

Reza a tal lenda que, se você colocar o disco para tocar, sincronizado com o terceiro rugido do leão da Metro, ele magicamente torna-se uma trilha sonora do filme, com músicas e cenas perfeitamente interligadas, em seus temas e climas. O tal DVD que recebi já tem a trilha do Pink Floyd montada sobre o filme, então tudo ficou mais fácil. Você pode encontrá-lo já dessa forma no Emule.

Comecei a assistir cético, deveria ser mais uma loucura de algum fã com a cabeça cheia de LSD. Mas meu ceticismo não durou até o final da primeira cena. Para os que lembram, o filme começa em preto e branco, com Dorothy no Kansas, na chegada de um tornado. Todo o clima instrumental do começo do disco, denso, faz um pano de fundo perfeito para as cenas. Quando Dorothy cai dentro de um chiqueiro, a sincronia com On The Run é perfeita.

A partir dai, você já nem sentirá falta do som original. Outro momento sensacional é quando o tornado chega e a casa começa a voar, perfeitamente sincronizado com o solo vocal de The Great Gig in the Sky. Mas nada supera a chegada de Dorothy a Oz, quando o filme fica finalmente colorido. O momento sincroniza perfeitamente com a entreada de Money, dando até um clima de videoclip.

Acontece que o disco tem cerca de 40 minutos e o filme, aproximadamente 2 horas. Então quando o cd termina ele começa novamente. A partir daí, a sincronia cai muito e fica mais por conta do nosso ouvido já treinado a assistir ouvindo ao Pink. Ainda há cenas sincronizadas, mas prefiro creditar essa sincronia à coincidência mesmo.

Quando perguntaram à banda nos anos 70 se seria intencional, eles não disseram nem que sim, nem que não. Mas, conhecendo o nível de exigência de Roger Waters e sua genialidade, acho muito fácil acreditar que tenha sido realmente proposital. Há inclusive referências ao filme em outros discos do PF, como 6 garotas carregando um enorme sapato vermelho no encarte de Pulse. Mais detalhes nesse site gringo:
http://www.everwonder.com/david/wizardofoz/

Meu conselho? Assista e tire suas próprias conclusões. Se você achar que não tem nada a ver e não passa de viagem, pelo menos terá assistido dois clássicos ao mesmo tempo.

Se não conseguir baixar do Emule, há no Iutubiu toda a seqüência da primeira execução do CD, dividida em 7 partes. Ai embaixo, a primeira parte.


terça-feira, 22 de abril de 2008

Blog'n'Roll: 22 de abril - Dia da Terra

Não passa de uma coincidência o dia 22 de abril ser o Dia da Terra. Nessa mesma data o tal do Cabral achou uma tribo mansa e conseguiu desembarcar lá em Porto Seguro, iniciando o primeiro carnaval baiano que se tem notícia. Mas não tô nem aí pro Cabral, muito menos pro carnaval. Hoje nós temos um assunto bem mais importante a tratar.

Desde 1970 comemora-se nessa data o Dia da Terra, curiosamente por iniciativa do senador americano Gaylord Nelson, que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. De lá pra cá, vários países adotaram a data como dia de conscientização contra a poluição, recursos naturais, preservação e meio ambiente.

O que isso tem a ver com o rock? Tudo! Não são poucos os artistas e bandas envolvidos em movimentos e causas ambientais. Paul McCartney, Chrissie Hinde (Pretenders), Morrisey (Smiths), entre vários, estão na linha de frente do movimento. Mas a banda que mais associou a própria imagem a causa ambiental foi de longe o Midnight Oil[bb]. Formada em 1977 na Austrália, era liderada por Peter Garret, atual ministro do Meio Ambiente australiano.

O Midnight sempre apresentou letras de cunho politico-ecológico, com melodias furiosas, calcadas tanto no punk como no new wave. Vários de seus sucessos fazem parte da trilha sonora da década de 80, com letras fortes sobre o tema, como Beds are Burning, Blue Sky Mine e Forgotten Years, entre outras. Em 1987 lançaram o álbum Diesel and Dust, talvez o mais áspero da banda. Nele, estava a música The Dead Heart, composta a pedido dos aborígenes. Eles pediam a reintegração de suas terras, após anos de lutas judiciais contra o governo australiano. Na mesma época, eles realizaram o Projeto Black Fellah White Fellah, com uma turnê australiana acompanhada pela Warumpi band, formada só por aborígenes. Aliás, o termo blackfellah é a forma como os australianos designam seus nativos.



Outra imagem marcante do Midnight foi na ocasião do acidente do petroleiro Exxon Valdez, na costa do Alasca. A banda encontrava-se em Nova York, onde acabou improvisando um show na frente da sede da petrolífera Exxon.


Sinto falta desse ativismo dos artistas brasileiros. Muita gente falou mal do Sting quando ele se aboletou pro lado do Raoni. Mas qual músico brasileiro já se envolveu dessa forma? Qual músico (seja de rock ou mpb) tem coragem de associar sua imagem a causa ambiental, tão importante no nosso país? Eles até aparecem em palanques políticos, mas ir pro Xingu deve dar muito trabalho.

Se você não é músico, não importa. Faça sua parte, é muito fácil. Poupe água, evite desperdícios, recicle seu lixo, troque seu carro por um menos potente, plante uma árvore, use o transporte público (ou melhor ainda, caminhe), poupe eletricidade, de preferência a materiais recicláveis ou biodegradáveis... são ações simples que podem não mudar o mundo, mas mudarão sua casa, seu quarteirão, seu bairro, sua cidade.

O que você faz, conta.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Rock com Pipoca: The Who - The Kids Are Alright

Novidade no nosso blog! Como já havia comentado com amigos mais chegados, inauguro hoje essa nova coluna que, como o nome insinua, tem tudo a ver com cinema. Documentários sobre bandas, DVDs de shows ou simplesmente um filme com uma ótima trilha sonora pintarão aqui. E pra começar um dos meus favoritos, que já fica como dica para esse feriadão que se aproxima.


Jeff Stein era um fã americano do Who[bb] e sempre foi obcecado pela idéia de fazer um documentário sobre eles. Em 1975 conseguiu aproximar-se de Pete Townshend e sugeriu a ideia que foi inicialmente rejeitada, mas o empresário da banda, Bill Curbishley acabou convencendo-o do contrário. Para dar um gostinho, Jeff fez uma compilação de várias imagens antigas da banda e mostrou ao integrantes e suas esposas. Depois de poucos minutos, Pete e Keith Moon rolavam no chão histéricos. A esposa de Roger Daltrey riu tanto que derrubou a garrafa de café da mesa. Estava aprovado.

Jeff começou então a garimpar material, já que boa parte havia sido perdida. Ele optou por uma narrativa não linear, incluindo várias apresentações em programas de TV da época (Shindig, Ready Steady Go, Smothers Brothers), shows e entrevistas. Gravou também imagens em um show fechado, no Shepperton Studios, além de cenas de ensaios.

Cenas famosas estão no documentário, como as aparições em Woodstock (segundo Pete, um lixo), Monterrey e Pontiac Silverdome, assim como no famoso Rolling Stones Rock'n'Roll Circus. Esse especial teria sido cancelado porque os produtores acharam que a performance do Who ofuscaria os Stones. Partes de uma entrevista no Russel Harty Plus também foram incluídas, inclusive o momento quem que Keith rasga a roupa de Pete e em seguida fica pelado. Há muito destaque para Keith Moon e suas loucuras, assim como para a fixação de Pete em destruir guitarras. Aliás, o documentário foi lançado em meio a uma onda de cinema catástrofe (Aeroporto, Terremoto, Inferno na Torre). Isso deu aos produtores a idéia genial de entitular o filme "o primeiro filme de desastre rock 'n' roll do mundo".

Moon morreu em 7 de setembro de 1978, vítima de overdose de Heminevrin, um medicamento usado para tratamentos anti-álcool, durante a edição final do material. Os integrantes restantes decidiram que nenhuma parte seria modificada e não há referências ao seu falecimento no filme. O documentário foi lançado no Festival de Cannes de 1979, sendo recebido pelo público como o melhor feito sobre uma banda de rock, opinião de muitos até hoje.

Para mim é a imagem definitiva do Who, que após a morte de Moon teve outros bateristas, lançou discos, mas perdeu a energia inicial. Retrata os 13 anos iniciais da banda, do movimento Mod até a consagração mundial. O único senão na minha opinião, é o não ter nada do álbum Quadrophenia, de 1973. Fora isso, nota 10!

Pra vocês, a sequência inicial do filme. Uma aparição no programa americano Smothers Brothers Comedy Show de 1967, onde eles, literalmente destroem tudo. Keith subornou um contra-regra para poder colocar uma carga de explosivos na sua bateria. Resultado: o cabelo de Pete pegando fogo e o braço de John cortado.

Long Live Rock!



quinta-feira, 17 de abril de 2008

Rock News: Lançada a máquina de lavar discos de vinil!

fonte: Whiplash
É muito comum os audiófilos investirem uma grana preta em prensagens especiais (cds banhados a ouro e vinil virgem, por exemplo), equipamentos de reprodução sonora de alta fidelidade e cabos especiais. No entanto, uma novidade no mercado vem atraindo a atenção de muitos colecionadores europeus, a máquina de lavar vinil.

Chega de passar horas e horas lavando seus LPs preferidos com sabão de coco no tanque, ou mesmo ir tomar banho com a bolacha debaixo do braço. Seus problemas acabaram.

Pelo menos é o que garante a Laser Vinyl, a empresa britânica que produz dois modelos diferentes de máquinas de lavar discos de vinil.

O modelo HW 16.5 é manual e oferece um ciclo de limpeza de 35 segundos por cada lado do elepê. O fabricante garante que mesmo um disco todo ‘malhado’ fica como se fosse novo após uma única lavagem.

Já o modelo HW 17F é automático e limpa sozinho toda a superfície do disco. Todos os pontos de contato com o vinil são protegidos por uma camada extra de veludo e um cuidado todo especial é dado também para proteger o selo, que não recebe a solução de água destilada e álcool despejada nos sulcos. O equipamento conta também com um motor de grande torque, que permite uma limpeza profunda, mas não agressiva.

O sistema de alta tecnologia também conta com uma etapa importante, a aspiração, que remove tanto a solução usada na limpeza como antigos resíduos acumulados nos sulcos há anos, além da estática que tanto atrapalha sua audição.

A máquina não é só recomendada para audiófilos, mas também para arquivistas, colecionadores, lojistas, discotecários e estações de rádio.

O modelo manual sai por 475 libras e o automático por 1190 libras. A Laser Vinyl também produz a vitrola a laser, que lê seus lps sem contato algum, utilizando cinco canhões de laser. Essa sai por 6700 libras.


É uma invenção um tanto o quanto estranha, ainda mais em dias de cds, mp3, pen drives, blue ray e o diabo a quatro. Conheço muita gente que adora seus bolachões e não os vende por nada, mas daí pagar 475 libras... só pra profissional mesmo.

Quando ia lavar meus vinis perdia um tempão: 20 minutos de molho na água com sabão de côco, depois um jato forte d'água. Aí botava pra secar, com papel toalha, prensado entre livros pesados. Por fim, botava pra tocar, pra agulha tirar os últimos vestígios, que ficavam dentro dos sulcos. O selo ficava meio desbotado, mas tudo bem.

Lembro de uma entrevista com o Harrison onde ele dizia que tem músicas que a gente gosta não apenas pela música em si, mas pela sonoridade da gravação. Experimente (se você puder) ouvir Beatles nos velhos disco em mono, com estalo e tudo. É uma pequena máquina do tempo. Ah crianças... acho que to ficando velho!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Rock News: Roger Waters - Do rock à ópera


fonte: Globo.com
A ópera "Ça Ira", que significa “Isso vai acontecer” em francês, levou dez anos sendo elaborada por Roger Waters[bb]. Os preparativos para a ópera começaram há um mês no Teatro Amazonas. Em três atos, a ópera conta a história da Revolução Francesa na visão de uma trupe de circo.

Na década de 60 a banda inglesa Pink Floyd marcou uma geração com espetáculos que iam muito além do som. Luzes e projeções de slides inauguraram o rock progressivo e o termo psicodélico entrava no universo da música.

Com o disco The Wall o baixista da banda Roger Waters coloca nome da história do rock. O conceito do álbum e a maioria das músicas pertencem a Waters. A obra é um tratado sobre a solidão e o sucesso e logo foi tachado pela crítica como ópera-rock e lançado em filme.

JG: Quando propuseram montar sua ópera no Brasil, na Amazônia, o que você pensou?
Waters: É claro que eu sabia desse prédio como todo mundo que gosta de filmes por causa de Fitzcarraldo. Então estava muito animado com a idéia de vir para cá. Não menos porque ópera é um animal estranho e não é fácil interessar as pessoas em uma obra nova. Fizemos produções na Polônia e na Ucrânia. Então estava começando a pegar o embalo. Ter a chance de vir aqui foi uma perspectiva empolgante.

Tão empolgante que Waters foi várias vezes a Manaus acompanhar a montagem. Ele chegou para os preparativos finais. Participou dos ensaios com os atores e com o diretor do espetáculo, Caetano Vilela.

Waters: Trabalho todo dia e estou extraordinariamente impressionado como toda equipe aqui. Eu andei nas oficinas vi as costureiras e carpinteiros e a equipe toda é maravilhosa, o Caetano é talentoso, assim como todos, então tem sido um imenso prazer.

Separado desde os anos 80, o Pink Floyd só voltou a se reunir em 2005, num show beneficente na Inglaterra. Mas foi só esta vez. E Waters continua nos projetos pessoais.

JG: Você trocou definitivamente o rock pela música clássica?
Waters: Não. Eu vou levando as coisas que eu tenho interesse, coisas que eu gosto. Meu diário parece se encher de projetos e eu fico feliz se continuar saudável e trabalhando.


Apesar de vários projetos associarem rock e orquestras, existe uma eterna picuinha entre esses dois grupos. De um lado, as bandas acham o povo das sinfonicas metidos e do outro, os músicos clássicos consideram o rock uma arte menor.

Muito já foi feito em termos de bandas acompanhadas por orquestras, mas que me lembre, apenas Paul McCartney compôs uma obra exclusivamente clássica, o Oratório para Liverpool. Agora, dizer que com a ópera Waters "coloca nome da história do rock" é brincadeira de mau gosto dos reacionários na edição do Jornal da Globo.

Rock Quizz: Em que disco dos Beatles Eric Clapton tocou?

Bom galera, essa foi a primeira experiência com Quizz no blog, e confesso que foi mais um teste pra ver como funcionava. Fiquei satisfeito com o resultado, mas confesso que escolhi uma pergunta fácil demais. Prometo caprichar nas próximas. Obrigado aos participantes. Os acertadores receberão totalmente grátis a minha gratidão.

Sobre a resposta, claro, todos sabem que Eric ajudou nas gravações do White Album, na música While My Guiter Gently Weeps. Quando foi convidado por Harrison, ele teria recusado dizendo "Não posso, ninguém pode tocar num disco dos Beatles". Mas acabou tocando e gravou o solo da música.

Por motivos contratuais, seu nome não apareceu nos créditos.

sábado, 12 de abril de 2008

Rock News: Keith Richards - Médicos querem estudar seu corpo

fonte: Whiplash
Keith Richards foi inundado por pedidos para doar seu corpo para pesquisas médicas após morrer, pois vários médicos querem examinar seu sistema imunológico. O guitarrista de 64 anos, famoso pelos excessos cometidos desde os anos setenta e que até hoje ainda mantém certos "hábitos", afirma que adquiriu imunidade à Hepatite C, deixando simplesmente seu corpo agir.

Keith[bb] contou: "Médicos de todas as partes do mundo querem meu corpo. Aparentemente, eu tenho um sistema imunológico incrível. Eu tive hepatite C e me curei por conta própria. Sendo apenas eu... Eles (os médicos) querem meu corpo para tentar descobrir como fazer as pessoas melhores. Veja, eu como tudo que não posso. Empurro coisas terríveis para dentro de mim".


Keith é a figura mais folclórica da história do rock, empatado com seu xará Keith Moon. Dono de frases fantásticas, ele diz que não morreu porque sempre soube dosar as drogas que tomava (!!!). Entre suas aventuras recentes, uma cafungada nas cinzas do pai (segundo ele mesmo, lenda) e um estabaco de cabeça do alto de um coqueiro.

É o highlander do rock. Por outro lado, acho que nem mesmo cortando sua cabeça esse cara morre! Keith tem muito mais a ver com arqueologia que com medicina.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Rock News: Kombis ‘psicodélicas’ entram em campanhas beneficentes

fonte: G1
Kombis com desenhos ‘psicolélicos’ são objetos de duas campanhas beneficentes na Inglaterra e nos Estados Unidos. Uma Kombi estilizada com a bandeira da Inglaterra e uma estampa da famosa banda The Who será sorteada pela internet em uma campanha para arrecadar fundos para um instituto de combate ao câncer. Quem quiser concorrer à Kombi do The Who[bb] autografada por Roger Daltrey e Pete Townshend deve se inscrever no site www.thewhomagicbus.com e pagar uma taxa de 5 libras (R$ 16,78).

A inscrição dá direito ao download grátis de uma apresentação da banda cantando “Magic Bus” (ônibus mágico), música gravada pelo The Who em 1968, que faz parte do álbum “The Who on Tour” do mesmo ano. Parte da renda será destinada à fundação Teenage Cancer Trust (TCT).

A Kombi do The Who, modelo de 1965, estará exposta até o dia 15 no Royal Albert Hall, em Londres.


Miniaturas

Nos Estados Unidos, 40 artistas pintaram miniaturas de Kombis produzidas pela Hot Wheels no melhor estilo psicolélico para uma exposição de fotos em Los Angeles.
As miniaturas, avaliadas entre US$ 300 e US$ 5 mil dólares, serão vendidas ao final da exposição e parte do dinheiro será destinada às obras da Fundação para Crianças com o Vírus da Aids (Caaf).


Sensacional! Quem me conhece sabe que por muito tempo quis ter uma Kombi personalizada, pra poder encher de instrumentos e sair tocando por ai... Bom, o tempo passou e eu descobri o significado da sigla IPVA. Colaboração da Gladys!

domingo, 6 de abril de 2008

Som Novo - Elephant Gun

Há uns 20 dias postei aqui sobre o Beirut, uma banda de um homem só que me deixou simplesmente boquiaberto na primeira vez que ouvi. Mexeu comigo pela forma de composição, pela criatividade e claro, pelo fato do cara fazer tudo sozinho. Naturalmente, comecei a trabalhar num cover dele, mas dessa vez foi mais difícil.

Claro, porque ouvir algo que já me é familiar é mais fácil. Já sei por exemplo, transformar um piano numa gaita, uma percursão em palmas, um violino num assovio. Mas como tratar um acordeom ou um trompete?


Em Elephant Gun (capa do single lá em cima) o que conduz a música é o ukelele, que foi substituído pelo bandolim, na falta do meu irmão por aqui. Até aí tudo bem. O problema foi com o acordeom e com os sopros. Para resolver, usei vários sintetizadores, como o Midi Piano e parti para as experiências. Já havia utilizado em There Goes the Fear, mas nunca de forma tão ostensiva.

O resultado me surpreendeu, dando bastante dimensão. Mas é importante dizer que nunca irá substituir os verdadeiros instrumentos. Quem me conhece sabe do meu purismo nesse sentido. Quanto mais acústico e real, melhor. Aliás, a gravação do baixo também foi acústica, com ele microfonado. Cada vez mais gosto do resultado do baixo gravado dessa forma, que o deixa com um timbre mais cru.

A percursão foi outro caso a parte. Gravei a bateria seccionada, com uma pista para cada peça. Deu muito mais trabalho, mas na hora da mixagem final, pude remanejar alguns sons e eliminar outros. A pandeirola e o chocalho deram o toque final.

Essa música já está gravada há uns 20 dias e a divulguei somente para amigos próximos e na comunidade do Beirut no Orkut. Inclusive comecei um movimento entre os membros músicos, para que cada um envie suas colaborações para essa música. Assim quem sabe, logo terei uma nova versão para Elephant Gun, dessa vez com outros instrumentos e colaboradores.

Taí ela pra vocês, no 4Shared velho de guerra. Espero que gostem.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Rock News: Música inédita de John Lennon será lançada em tributo a "quinto Beatle"

fonte: Ansa
A última canção composta por John Lennon[bb], atualmente incompleta, será finalizada e lançada como tributo a Neil Aspinall, o chamado "quinto Beatle", que morreu na semana passada de câncer aos 66 anos de idade, informou hoje o tablóide inglês "The Sun".

A música, intitulada "Now and Then", foi encontrada junto das canções "Real Love" e "Free as a Bird" durante a produção de uma antologia dos Beatles na década de 1990. Enquanto "Real Love" e "Free as a Bird" foram retocadas por Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, e acabaram se tornando sucessos de venda, a partitura de "Now and Then" permaneceu intacta. "Houve negociações para finalizar 'Now and Then'. Será um desafio enorme. O processo de regravação das outras duas canções foi bastante simples devido ao fato de que ambas estavam quase completas", explicou uma fonte da gravadora Apple ao jornal. "'Now and The' irá precisar de uma grande quantidade de trabalho para chegar à condição de lançamento", acrescentou.

Segundo o "The Sun", McCartney e Starr "trabalharão juntos pela última vez como tributo ao falecido membro do círculo íntimo do grupo". Aspinall trabalhou como presidente da companhia Apple Corps até 2007, e assegurou que os Beatles se beneficiassem economicamente com a venda de seus discos.


Incrível como sempre aparece material inédito desses caras. Lembro de ter ouvido falar dessa música na época das gravações de Free as a Bird, em meados dos anos 90. Claro que sempre vem a tona a questão do "tudo por dinheiro", mas nesse caso, volto a citar o Macca: "se você encontra um vaso egípcio, não importa se é bonito ou não, apenas que é um vaso egípcio".
Mais uma colaboração da Rô.

Hoje no Rock: Richard Manuel - 65 anos

Se estivesse vivo, o canadense Richard Manuel estaria completando hoje 65 anos. Pra quem ainda não sabe (ou não leu meus posts anteriores) Richard foi um dos membros originais do The Band[bb], uma das mais influentes bandas de todos os tempos, misturando country, blues, bluegrass, gospel, folk e rock em um estilo bastante singular.

Apesar de caracterizarem-se por não terem um líder propriamente dito e promoverem um revezamento nos instrumentos e nos vocais, os integrantes da banda consideravam Manuel seu vocalista principal. Da mesma forma, seu instrumento era o piano, que aprendeu a tocar em sua infância no Canadá, mas era comum vê-lo na bateria, enquanto Levon Helm tocava bandolim. Como compositor era, ao lado de Robbie Robertson o principal colaborador do Band, compondo inclusive em parceria com Bob Dylan.

Adorado por caras como Clapton e Harrison, ele possuía um estilo peculiar de cantar, meio inseguro, meio bêbado. Muitos creditam ao seu temperamento melancólico essa característica. Quem viu o Last Waltz pode perceber esse seu lado claramente.

Em 4 de março de 1986, o Band havia se reunido novamente e estava em turnê nos EUA, em Orlando. Após o show, Richard teria agradecido a Garth Hudson pelos 25 anos de ótima música. Em seguida foi ao quarto de Helm, onde conversaram até de madrugada. Por volta das 2:30 ele disse que precisava ir ao seu quarto pegar algo. Seu corpo foi encontrado por sua esposa, enforcado. Havia ao seu lado uma garrafa de licor e uma pequena quantidade de cocaína.

Curiosamente, as músicas do Band mais conhecidas são as compostas por Robertson. Talvez isso se deva pelo estilo melancólico das músicas de Richard Manuel, que agradam a menos ouvidos. Entretanto, é inegável a sensibilidade colocada nas suas melodias, mesmo que afogadas em álcool e timidez. Pra vocês, Tears of Rage, composta em parceria com Dylan.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Rock News: Neil Young lança disco perdido

fonte: Terra
O cantor canadense Neil Young[bb] e sua banda bissexta Crazy Horse vão lançar um álbum gravado em 2000 e até então engavetado. Toast, produzido num estúdio de mesmo nome em San Francisco, foi esquecido por conta de suas composições inacabadas e da frustração de Young e Crazy Horse em relação ao resultado das gravações.

Oito anos depois, Young e o co-produtor John Hanlon estão trabalhando na mixagem das músicas de Toast. De acordo com mensagem publicada no site do músico, a maior parte das composições desse novo lançamento soa "blueseira e jazzística". Outras remetem a Tonight's the Night (1975).

Ainda segundo o site de Young, Toast é "o primeiro de uma nova série de discos não-lançados" de Young. A data de lançamento do álbum não foi divulgada.


Uma vez li uma matéria na Veja dizendo que nomes como Neil Young, Sting e Paul Simon estavam ficando chatos, que não tocavam mais o que os caracterizou, estavam muito experimentais. Ah, faça-me o favor... é a mesma turma que reclama porque o Dylan não tava a fim de tocar pela pentelhonésima vez Blowin' in the Wind. Vá ouvir Caetano então, esse não é nem um pouco chato né?

Colaboração da minha amiga Ro.

Rock News: Ozzy Osbourne pede desculpa por ter ficado 13 anos sem vir ao Brasil

fonte: O Dia
Rio - Há 13 anos sem vir ao Brasil, Ozzy Osbourne[bb], um dos principais nomes da história do heavy metal, traz sua mais nova turnê para o País, se apresentando quinta-feira no HSBC Arena, no Rio, e sábado em São Paulo, no Parque Antártica.

Essa é a terceira vez que Ozzy vem ao Brasil: a primeira foi no Rock in Rio, em 1985, a segunda no festival Monsters of Rock, em 1995. Por que tanto tempo sem vir ao País? “Eu me pergunto sempre isso. Não parece tanto. Por favor, me desculpem”, diz Ozzy. Ele conta que sua lembrança mais forte é o Rock in Rio. “Toda vez que vou ao Rio, tenho ótimos momentos. Não saio muito, porque estou trabalhando. Estou feliz por voltar mais uma vez”, garante.

Ozzy ficou impressionado ao saber que em São Paulo os 38 mil ingressos à venda esgotaram em menos de 10 horas (no Rio, ainda há entradas). “Estou chocado. Prometo que não vou demorar tanto a voltar. Eu não tinha noção de que era tão popular”, jura o cantor.

O repertório traz clássicos do Black Sabbath, ex-banda de Ozzy, como ‘War Pigs’ e ‘Paranoid’, além de sucessos da carreira solo e músicas do CD ‘Black Rain’, que dá nome à turnê. Na abertura, as bandas Korn e Black Label Society (de Zakk Wylde, guitarrista de Ozzy e parceiro do artista em quase todas as canções de ‘Black Rain’). “As bandas são fantásticas”, resume Ozzy.

Embora garanta só escutar as coisas de que sempre gostou — “The Beatles, Led Zep, The Who, The Kinks, Procol Harum e muitas outras da época” —, ele se orgulha de ter influenciado novas gerações. “Às vezes (a influência) é muito confusa, mas outras vezes é muito óbvia. Fico feliz que eu tenha sido capaz de passar a tocha adiante, porque o heavy metal não deve morrer”, defende.

Apesar do discurso, Ozzy, que em dezembro completa 60 anos, está longe da imagem que lhe rendeu o apelido de ‘Príncipe das Trevas’: no passado, chegou a arrancar a cabeça de um morcego a dentadas num show e foi demitido do Black Sabbath pelo uso excessivo de drogas.

Teve uma bem-sucedida carreira solo e se tornou ídolo das novas gerações. Conquistou mesmo quem não é fã de metal ao estrelar com sua família o reality show ‘The Osbournes’, em 2001, na MTV. Hoje, passa a imagem de um pai de família, com direito a elogios à filha Kelly, que também é música. “Não é meu estilo, mas acho o máximo”, diz o cantor.

Ozzy é uma das figuras mais folclóricas da história do rock, com a coisa de comer morcegos e tal... Puro teatro. Verdade mesmo foi seu abuso com drogas que o levou a demissão do Black Sabbath. Agora, manso como um gatinho virou estrela de TV e administra sua carreira, ainda baseado em sucessos de outrora. Espero que ele lembre as letras!

terça-feira, 1 de abril de 2008

Blog'n'Roll: Primeiro de Abril - Paul Is Dead

Hoje é dia Primeiro de Abril, também conhecido como dia da mentira, ou dia dos bobos. Deixando de lado o fato de vivermos num mundo de golpes e espertos, onde todos parecem tentar nos fazer de bobos, resolvi aproveitar a deixa para falar dessa que é considerada a maior mentira da história do rock: a suposta morte de Paul McCartney[bb].

Tudo começou em meados dos anos 60, quando os Beatles pararam de fazer shows. Quem começou o boato é incerto, mas fala-se de um DJ nos EUA que teria levantado a hipótese de que Paul estaria morto desde 1966, quando sofreu um acidente de carro e morreu decapitado. Como não interessava a EMI que a banda parasse de lançar sucessos, foi colocado um sósia em seu lugar, contra a vontade dos outros 3. Esse cara seria um tal de William Campbell.

A partir daí, dicas começaram a aparecer nas capas dos discos e nas letras das músicas. Para alguns, tratavam-se de pistas que John, George e Ringo estariam deixando, para mostrar a verdade aos fãs. Mas na realidade, eles (incluindo Paul) adoraram a idéia a começaram a brincar com o boato. Muitas dessas pistas são realmente interessantes e foram postas lá de propósito, mas outras não passam de “teoria da conspiração”, onde seus defensores vêm coisas sem fundamento. A seguir, uma lista com algumas dessas pistas:

Rubber Soul[bb]
- A capa do disco (distorcida) seria a visão deles pelo ponto de vista de quem está sendo enterrado. Esse é o primeiro disco onde aparece alguma referência ao boato.
- O formato das letras onde aparece escrito o nome do disco, parece um coração de cabeça para baixo. Em algumas culturas antigas, essa seria uma simbologia para a morte.


Revolver[bb]
- Foi a primeira capa onde eles não aparecem fotografados, mas numa caricatura. Talvez o sósia não fosse tão parecido assim.
- Em Taxman George dá um conselho para quem morrer: "Declare the pennies on your eyes", um costume inglês de por moedas nos olhos dos mortos.
- Dr Robert, (supostamente um dentista que teria dado os primeiros comprimidos de LSD para John) pela teoria seria o responsável pelo resgate mal fadado de Paul no seu acidente.
- A letra de Tomorrow Never Knows é simplesmente uma tradução do Livro dos Mortos do Tibet.


Sgt Peppers Lonely Heart Club Band[bb]
- Esse disco é campeão nas referências, começando pela capa, que seria a foto de um funeral. Dá pra reparar o arranjo de flores embaixo, no formato de um baixo Hofner.
- A deusa indiana que aparece embaixo é Shiva, deusa... da morte!
- O arranjo floral escreve a palavra “BEATLES”, mas na verdade há uma letra “O” a direita, o que deixa a leitura “BE AT LESO”. Leso, é uma ilha no Caribe, onde Paul estaria enterrado.
- Essa é ótima: se você colocar um espelho horizontalmente no meio do bumbo, dividindo as palavras “Lonely Hearts”, forma-se magicamente a expressão “HE DIES”, seguida de uma setinha pra cima. Apontando adivinha pra quem?
- Na contra capa, Paul está de costas, os outros de frente. Ao lado da sua cabeça, a frase "Without You"
- No final de Sgt Peppers Lonely Heart, ele convida Billy Shear para cantar a música seguinte. Isso na verdade significaria “Billy is here” (Billy está aqui). Billy é um apelido comum para William.
- Lovely Rita seria a guarda de trânsito que Paul deu uma olhada, perdendo a atenção e sofrendo o acidente.
- Good Morning traz os versos “Nothing to do to save his life”
- A Day in the Life continua contando o que teria acontecido: “He blew his mind out in a car / He didn't notice that the lights had changed / A crowd of people stood and stared / They'd seen his face before / Nobody was really sure if he was from the House of Lords.” (Ele estourou os miolos de carro / ele não percebeu que o sinal havia fechado / uma multidão veio ver / eles já haviam visto seu rosto antes / ninguém tinha certeza se ele pertencia a Casa dos Lordes).


Magical Mistery Tour [bb]
- Outro disco recheado de dicas. Logo na capa a palavra Beatles aparece em estrelas. Se, em 1967, você colocasse a capa no espelho, veria um número de telefone (231-7438). Esse seria o número da casa de William Campbell.
- No filme, há a cena onde os 4 dançam ao som de Your Mother Should Know. Todos usam uma flor vermelha na lapela. A de Paul é preta.
- Na música Strawberry Fields, após o final começa um instrumental bizarro. Ao fundo ouve-se John gritar “I buried Paul” (eu enterrei Paul).
- I Am The Walrus (eu sou a morsa) por si só é uma dica. Em várias culturas, a morsa é o símbolo da morte.


White Album [bb]
- Em Glass Onion, Lennon continua falando de I Am The Walrus: "The Walrus was Paul".
- Ainda em Glass Onion, a tradução ao pé da letra do título da música é "cebola de vidro". Mas há quem diga que essa expressão se refere à janela de vidro que tem na tampa do caixão. Macabro...
- Em Dont Pass Me By, Ringo canta: You were in a car crash, and you lost your hair (ou head???).
- No final de Im So Tired, há algo falado de trás pra frente. Quando se girava o disco ao contrário, ouvia-se John dizendo “Paul is dead man, miss him, miss him”.

Abbey Road [bb]
- Essa capa é sensacional, recheada de referências. Logo de cara, ela significaria um cortejo fúnebre. John na frente de branco, seria o padre. Ringo, de terno, o agente funerário. Paul, descalço, o morto. E George, de jeans, o coveiro.
- O fato de Paul estar descalço tem a ver com um velho costume inglês, de enterrar os mortos sem sapato.
- Paul segura o cigarro com a mão direita. Ué, mas ele não era canhoto?
- Paul está de olhos fechados e com o passo fora de sincronia dos outros 3.
- Do lado esquerdo da rua, há um fusca, cuja placa diz LMW 28 IF. Isso significaria Linda McCarney Widow (viúva) e 28 SE (if) ele estivesse vivo. Na verdade a placa é 281F, mas não dá pra perceber na foto.
- Do lado direito há um rabecão.

- Na calçada esquerda, há um grupo de pessoas no fundo. Ali seria uma cemitério.


Em 1992 Paul resolveu brincar com essa estória e lançou o ao vivo Paul Is Live (primeira capa lá em cima), num trocadilho bem bolado com o boato Paul is Dead. Há várias outras coincidências, como o fato de ter trocado o baixo Hofner pelo Rickenbaker nessa época. Com certeza deixei muitas de fora, mas aí já cai no campo da Teoria da Conspiração. No fundo é só um boato que foi bem aproveitado por eles, com criatividade e bom humor.

Pra vocês, Paul Is Live, in the new world, como diz no encarte do disco.