sábado, 29 de dezembro de 2007

Blog'n'Roll: Ano Novo!

Papai Noel chegou e já se foi. Estamos naquela semana de comer as sobras da ceia, mas com um olho no gato e outro na sardinha, já que o ano novo nos bate à porta.

É hora de fazermos todas aquelas resoluções hipócritas que serão esquecidas antes do carnaval. Mas vale pela simples vontade de mudar e, por que não, começar de novo de outra forma.

Os anos 60 foram recheados de recomeços e o maior deles talvez tenha sido na fase hippie, onde todos achavam que o amor e a música poderiam mudar o mundo. Bom, eu ainda acho, mas não sei se isso faz de mim um hippie fora de época...

Anyway, desde muito tempo meu som favorito para o ano novo é um sucesso de 1969 do 5th Dimension, chamado Aquarius (Let the Sun Shine In). Carregada de uma aura mística e positividade, é o tipo de música que bota o sujeito mais cintura dura pra dançar (isso inclui a mim), principalmente se já tiver tomado uns goles de espumante. Tem uma seção rítmica sensacional, um trabalho de baixo e bateria como manda o figurino do soul.

A banda surgiu no começo dos sixties e foi produzida de início por Ray Charles. Acompanhou artistas como Johnny Rivers, até estourar e emplacar alguns hits nos EUA. Aquarius é seu maior sucesso, tendo aparecido no musical Hair e, nos anos 90, na trilha de Forrest Gump.

No mais, boas entradas e um 2008 com muito rock’n’roll para todos!

No RapidShare, a trilha sonora do reveillon:
http://rapidshare.com/files/79654143/5th_Dimension_-_Aquarius__Let_The_Sunshine_In_.mp3.html

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Rock News - Memória fraca de Ozzy Osbourne atrasa autobiografia

Fonte: Reuters
Ozzy Osbourne[bb] tem dificuldades para escrever sua autobiografia porque parece não se lembrar de muitas coisas que aconteceram com ele. Segundo o site Female First, o ex-vocalista da banda Black Sabbath afirma que sofre de problemas de memória por causa da grande quantidade de álcool e drogas que tomou em toda sua vida.

O lançamento do livro está previsto para maio de 2008, mas uma pessoa próxima de Ozzy disse que acha difícil que isso aconteça: "Eu não acho que esse livro vai ficar pronto em cinco meses, pois até agora Ozzy não escreveu nada. Então vai demorar um pouco, se o livro realmente sair". Ozzy assinou um contrato para escrever sua autobiografia com a editora Little Brown em 2005, no valor de 1 milhãode libras (cerca de US$ 1,9 milhão). Desde então, Sharon Osbourne, a mulher de Ozzy, já escreveu dois memoriais próprios.

De acordo com o Female First, Ozzy já confessou publicamente seus problemas de memória: "Sempre me perguntam: 'é verdade que você cheirou uma carreira de formigas?'. Me conhecendo, é bem provável que sim. Mas se eu me lembro? De jeito nenhum".

Sensacional! Vou comentar o que?... hum, ia falar uma coisa... mas esqueci!
Contribuição da minha amiga Ana Paula

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Refrão - Elvis Presley

"Cara, tudo o que eu fazia era natural. Acho que se você tem uma mente suja vê sujeira nos outros".

Acompanhando o sonzinho de natal do Elvis, um comentário dele sobre a forma como dançava e aparecia no palco.

Aí embaixo, o sonzinho de natal do cara, no RapidShare.
http://rapidshare.com/files/79161421/Elvis_Presley_-_Here_Comes_Santa_Klaus.mp3.html

domingo, 23 de dezembro de 2007

Blog’n’Roll – Christmas Time Is Here Again

Muita gente tem me perguntado sobre a musiquinha de natal que pus no blog esse mês, com os votos de Boas Festas dos Fab Four. Trata-se de uma gravação especial deles para o natal de 1969 (o último da banda), a exemplo do que faziam desde 1962.

Todos os anos os Beatles lançavam álbuns especiais de natal, com musiquinhas, piadas, interpretações... Não tem valor musical ou criativo, apenas como documento, mas é sempre interessante ouvi-los. Vale pela curiosidade, para aqueles fãs mais fissurados.

No mais, um feliz natal para todos, com muita paz e união para todos os amigos do blog.

Aí embaixo, o link com o meu presente para todos vocês!

http://rapidshare.com/files/78325534/The_Beatles_-_Christmas_Album.rar.html

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Rock News - Inspirado pelo Led Zeppelin, Pink Floyd pode voltar a se unir

fonte: Portal IG
"Apesar de improvável, a próxima banda a entrar na onda das reuniões pode ser o Pink Floyd[bb]. Segundo o baterista Nick Mason, o grupo pode voltar para alguns shows no ano que vem ou no próximo, desde que seja por um "bom motivo" e todos do grupo estejam dispostos a isso.

Mason explicou que o festival Live 8, em 2005, foi o que "abriu as portas" para futuras reuniões da banda, mas que apenas algo tão grande ou importante quanto ele poderia motivá-los a tocar juntos mais uma vez.

Os conflitos entre Roger Waters e Dave Gilmour sempre foram o principal empecilho para que o Pink Floyd pudesse voltar, tanto que o show em Londres marcou a primeira vez em que quarteto voltou a dividir o palco em 24 anos, e mesmo assim com uma tensão evidente entre a dupla.

A turnê "Dark Side of the Moon", só com Waters, e o fato da banda não ter se encontrado nem no recente tributo ao finado vocalista Syd Barrett confirmava que a hipótese de um revival era remota, mas Mason descartou problemas internos e disse que o reencontro no tributo, por exemplo, só não aconteceu por colisões de agenda.

Se é difícil afirmar quando e se os quatro membros do Pink Floyd voltarão a tocar juntos, os fãs podem se contentar por enquanto com diversos relançamentos. Em comemoração de seu 40º aniversário, o álbum de estréia da banda, The Piper at the Gates of Dawn, está de volta às lojas em uma versão dupla. Além disso, um box com os 14 discos do grupo remasterizados, Oh, By The Way..., já está disponível no exterior, apesar de não ter previsão de chegar ao Brasil."

É, parece que eu estava adivinhando, quando falei há poucos dias numa possível volta do Pink. Ao que parece os ânimos estão arrefecendo e um retorno já começa a ser cogitado. Grana? Saudade? Uma boa causa? Vamos esperar pra ver...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Rock News - Bob Dylan fará duas apresentações no Brasil em 2008, diz jornal

fonte: Terra
"São Paulo - Bob Dylan[bb] fará em 2008 sua terceira visita ao Brasil. O cantor e compositor terá duas apresentações: uma em São Paulo, outra no Rio, na primeira semana de março, informou o jornal Folha de S.Paulo. O contrato com Dylan foi fechado no último final de semana, em Londres. A responsável pela sua vinda é a produtora Mondo, que já trouxe Coldplay, o Live Earth, White Stripes e High School Musical.

O Via Funchal (SP) e Vivo Rio estão em negociação para receber Bob Dylan. Na Argentina, o show será em 15 de março, no estádio do Velez Sarsfield, em Buenos Aires. O primeiro show do Bob Dylan no Brasil foi no extinto festival Hollywood Rock, ocorrido em São Paulo em janeiro de 1990. Em 1998, o cantor norte-americano voltou ao País, abrindo as apresentações dos Rolling Stones."


Falamos muito de voltas ultimamente, com os shows do Led e do Police. Pois bem, esse cara aí nunca foi. Sempre esteve presente, produzindo e influenciando muita gente boa. Foi ele que mostrou que o rock não precisava viver só de letras melosas, que havia todo um contexto social que poderia ser explorado. Blowin' in the Wind e Times They Are A Changing são hinos pelos direitos civis até hoje.
Qualquer dia falaremos mais dele.

Acima, o cartaz do filme "I'm Not There", que conta passagens da vida de Dylan sob a ótica de outros personagens.


Como não poderia faltar, uma pecinha rara para vocês, versão de ensaio dos Traveling Wilburys para Like a Ship.
http://rapidshare.com/files/77683312/112-the_traveling_wilburys-like_a_ship__previously_unissued___bonus_track_.mp3.html

Refrão - Keith Richards

"Devo minha longevidade ao fato de sempre ter tomado cuidado com as drogas que consumia."

Inaugurando essa nova seção do blog, que trará frases dos nossos velhos conhecidos, um dos meus favoritos. A frase dele que postei ontem fez sucesso, muitos gostaram. Por isso lá vai outra.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Hoje no Rock – Chas Chandler e Keith Richards

Dois dos maiores expoentes do classic rock, esses caras nasceram no mesmo dia, com uma diferença de 5 anos. Bryan James "Chas" Chandler, nasceu no dia 18 de dezembro de 1938 e é conhecido por ser fundador e baixista dos Animals, a lendária banda britânica dos anos 60. Com nítidas influências do blues, soul e gospel, os animaizinhos, comandados por Eric Bourdon foram uma das bandas da invasão britânica aos EUA, comandada pelos Beatles e pelos Rolling Stones. Como já foi dito aqui, foi Chandler que levou Hendrix para a Inglaterra, após tê-lo visto tocando numa banda na América. Chas faleceu em 1996, vítima de ataque cardíaco.

O que falar sobre Keith Richards? Guitarrista mais influente de sua geração, fundador da mais prolífica banda de todos os tempos, o cara tomou todas, usou e abusou de tudo que lhe botavam na frente e taí ai vivo. Conta-se que nos anos 70 chegou a trocar todo o sangue, numa clínica para curar sua dependência por heroína. Sua última peripécia foi um estabaco de cabeça de um coqueiro, ao qual escapou sem maiores seqüelas. Segundo ele próprio, “é assustador alguém abrir sua cabeça e ver suas idéias correndo lá dentro!”.
Parabéns Keith!

E de presente pra vocês, uma de cada um deles.
We Gotta Get Out of This Place, dos Animals e Slipping Away dos Stones, na voz de Keith Richards.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Watching the Wheels

Chega essa época e não consigo tirar o Lennon da cabeça.

Não sei se é por causa da passagem dele (08/12), por causa da musiquinha de natal (So This is Chrismas)... Mas ano passado foi a mesma coisa e gravei Beautiful Boy.

Já vinha com essa música atormentando há um tempo. Quando é assim já sei, o negócio é exorcizar numa gravina e por pra fora. E foi isso que fiz hoje.

O primeiro desafio de cara era substituir o piano, espinha dorsal dessa música. Dei meu jeito com uma viola base e outra de 12 cordas fazendo o riff, que originalmente seria feito no piano. A dúvida maior era optar pela gravação com a viola plugada ou microfonada. Optei pela microfonação por ter uma expressão maior, apesar de menos qualidade. Também ajuda o efeito de palhetada, que é percursivo, ajuda no ritmo.

O baixo não foi fácil, tem umas passagens meio chatas... mas no final não ficou mal. Para ajudar no refrão, gravei uma guitarra distorcida, meio percursiva também. Preste atenção ao canal direito, é lá que ela se esconde.

Já a voz não teve mistério. O tom é perfeito pra mim e conheço a música há muito tempo. Gravei em poucos takes. Usei um efeito de reverb e separei os canais, de forma que o canal esquerdo esta levemente retardado em relação ao direito.

Como já falei aqui, não gravo nada que não acredite. Adoro essa letra pelo tom intimista dela, um típico cagando e andando para aqueles que estão mais interessados em dizer-nos o que é certo ou errado. Cada um com seu cada um. Siga em frente, faça o que quiseres pois é tudo da lei!

Aí o cara no RapidShare
http://rapidshare.com/files/77265427/caio_mattos_-_watching_the_wheels.mp3.html

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Rock News - Morre aos 76 anos Ike Turner

fonte: Portal Terra
"O músico Ike Turner[bb], ex-marido da cantora Tina Turner, foi encontrado morto nesta quarta-feira, aos 76 anos, em sua casa em San Diego, informou o site TMZ. Detalhes sobre a morte ainda não foram divulgados.

Ike Turner iniciou a carreira na década de 40, influenciado por artistas de blues. Anos depois, conheceu Tina, com quem iniciou uma carreira de sucesso mundial, levando-o ao Rock and Roll Hall of Fame em 1991.

Famosos pelos escândalos e pelo relacionamento conturbado, o casal se separou nos anos 70, em um dos divórcios que tiveram maior destaque na mídia na época."


Pra muita gente, a primeira gravação de rock'n'roll da história foi feita por Ike Turner em seu piano, acompanhando Jackie Brenston em 1951, chamada "Rocket 88". Essa gravação foi produzida por Sam Phillips, dono da lendária Sun Records que anos mais tarde lançaria um tal de Elvis Presley.

Apesar do seu pioneirismo, a imagem de Ike sempre foi manchada pelo uso de drogas e pelas denúncias de maus-tratos a sua ex-mulher, Tina Turner, com quem foi casado por 16 anos. Ela relatava agressões como nariz e costelas quebrados, café quente no rosto e outras coisas do gênero. Keith Richards disse que chegou a vê-lo dar uma coronhada em outro músico nos anos 70.

Na última fase de sua vida, Ike reativou sua banda, Kings of the Rhythm e excursionou pelos EUA e Europa, com imenso sucesso. Nos anos 90 entrou para o Hall of Fame do Rock e recebeu outros prêmios, atenuando a má imagem construída ao longo de sua carreira. Mesmo assim, hoje ele é mais lembrado por ser o ex-marido violento de Tina Turner.

Pra vocês, a famosa gravação Rocket 88, considerado o primeiro rock'n'roll da história.
Pode parecer bobo hoje ou comum. Mas pense que o ano era 1951. Ninguém nunca tinha ouvido nada assim!

http://rapidshare.com/files/76285883/Ike_Turner___His_Kings_Of_Rhythm_-_Rocket_88__1951_.mp3.html

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Blog’n’Roll – A volta dos que não foram III

A onda de nostalgia nos atingiu nos últimos 10 anos, com uma enxurrada de bandas que, ou voltaram, ou saíram da toca onde estavam escondidas. A MTV foi a responsável pelo projeto “Acústico”, uma adaptação do “unplugged” americano para padrões brazucas.

O lado bom foi que muita gente que tinha desaparecido da mídia teve uma nova chance, como Capital Inicial, Ira (os recém finados na foto acima), Lobão e Ultraje a Rigor. O lado ruim foi o uso desenfreado do formato acústico, produzindo bizarrices do naipe de Art Popular, Sandy e Junior e Roberto Carlos. O projeto também se tornou coringa na manga de muita banda já sem fôlego, que viu no novo formato uma oportunidade de se relançar no mercado, como os Titãs, que chegaram a fazer duas edições. Isso desgastou o projeto e mesmo boas bandas lançaram material de qualidade duvidosa.

Claro que tudo isso não seria possível se esses artistas não tivessem um lastro de popularidade mínimo, no caso, o boom do rock nacional dos anos 80 que em 1997 já era passado distante. Nessa altura dos acontecimentos, os adolescentes dos anos 80 já eram formados, pais de família, formadores de opinião e, principalmente, mercado consumidor ativo. Junta-se isso com a nostalgia...

O que tentei mostrar (ou questionar, nem eu mesmo sei direito) nos últimos posts é que ninguém volta sem as condições adequadas. Primeiro é preciso ter um bom motivo para a volta, seja grana, saudade ou simplesmente uma nova chance. Segundo, ninguém consegue voltar se não tiver alguém esperando, no caso os fãs. Há vários casos de voltas fracassadas como o RPM.

Vivemos um momento em que a mídia nos empurra lixo dia e noite, decidindo o que é melhor para nós. Mesmo que a imensa maioria consuma esse lixo sem reclamar, ela fica feliz quando alguém querido retorna do passado. Em termos roqueiros, é muito bom ver de novo o Police ou o Led, depois de aturar o Oasis imitando os Beatles por tanto tempo. Ou de ouvir um acústico do Ultraje a Rigor depois do Roberto Carlos cantar com o MC Leozinho.

Finalmente, que novas reuniões surjam. Grandes nomes serão sempre bem vindos, mesmo que seja só por grana. Em outra análise, podem até apresentar seu trabalho a um público novo, trazendo adeptos ao nosso bom e velho rock’n’roll.

Para nós, velhos fãs, vale relembrar bons momentos, curtir boa música e ter a certeza que o rock está vivo como sempre esteve.

Com rugas e cabelos brancos, mas vivo!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Blog’n’Roll – A volta dos que não foram II

Depois do Police, ontem foi a vez do Led Zeppelin realizar seu primeiro concerto em 27 anos. A formação era a original, com Jason Bonhan no lugar de seu pai John, finado em 1980. Ao longo de 2 horas de show, Plant, Page e Jones mostraram que estão em ótima forma (exceto pela falta dos agudos de Plant, mas isso releva-se).

Jimi Page e Robert Plant já fizeram outras turnês juntos, passando inclusive pelo Brasil nos anos 90, mas sem John Paul Jones, quase sempre menosprezado pelos dois primeiros. Ao que parece, dessa vez as diferenças foram equalizadas para esse show beneficente que aconteceu em Londres. Mas agora existe a real possibilidade de uma turnê bastante lucrativa.

Lembro de uma entrevista de George Harrison lá pelos idos de 1995, onde falava do Oasis e da sua influência (ou cópia) beatle. “Hoje realmente são uma boa banda, mas nos anos 60 seriam apenas mais uma”. Concordo em gênero número e grau.

Na minha opinião, o rock clássico acabou nos anos 80, onde os últimos super grupos surgiram. Dos remanescentes, apenas o REM e o U2. Os anos 90 não nos trouxeram nada de novo. Red Hot, Pearl Jam e o próprio Oasis são boas bandas, mas longe de serem clássicas. E não me venham falar de Nirvana ou Guns’n’Roses.

Quero deixar claro que discordo que não se faça mais rock de qualidade. Acho esse argumento estúpido. Há boa música sim, basta procurar. O lamentável é que ela não seja divulgada de maneira correta. A era do fast food que vivemos faz com que gravadoras (que deus as tenha) e produtores invistam no rápido e certeiro, ou seja, os punks de butique, o hippies arrumadinhos e boy bands.

Natural que, nesse cenário de pequenos mamíferos, qualquer dinossauro ressucitado chegue para dominar e reinar absoluto. De repente, bandas como o Police, que nos anos 80 dividiam espaço com outros gigantes como Queen e Dire Straits, ressurgem das cinzas e atraem uma grande atenção, quase exclusivamente. É paradoxal, mas tornaram-se um investimento rápido, certeiro e absolutamente seguro.

Será isso? Nem grana nem saudade. Apenas uma grande lacuna aberta no mercado e no coração dos verdadeiros roqueiros?

Talvez a nostalgia não seja deles, mas nossa.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Blog’n’Roll – A volta dos que não foram

No último sábado o Police voltou ao Rio de Janeiro e mostrou estar realmente em forma. Nada mal para os 3 velhinhos (Sting tem 56 anos, Andy Summers 64 e Stewart Copeland, 55) que estavam separados desde 1984. Ok, separados sim, mas não aposentados.

O Police está em turnê desde maio (aliás a turnê se chama Reunion Tour), mas não há nenhuma evidência de que, ao final, algo mais seja agregado como novas composições ou novos shows. E claro, isso dá o que pensar.

Ultimamente temos visto várias voltas. Hoje mesmo, o Led Zeppelin se reúne depois de quase 30 anos para um show que, a principio seria único, mas já acenam com uma provável excursão. Recentemente tivemos voltas inclusive por aqui, como a dos Mutantes.

O que está por trás disso tudo? Saudade dos palcos? Dos ex-companheiros? Difícil, já que, em geral, todos continuam suas carreiras independentemente dos velhos integrantes. Aliás, saudade deles também é pouco provável que seja, afinal bandas como o Police terminam debaixo de muita confusão e desentendimentos.

Há quem diga que seria só pela grana. Pode ser, mas será que o Led Zeppelin e seus integrantes precisam de mais? Bandas clássicas nunca param de vender e tem seu material constantemente relançado, remasterizado, reeditado e vários outros “res”, tudo para o deleite dos fãs. Ok, o Zep se separou quando o batera John Bonhan morreu, não houve uma briga. Mas não houve dinheiro o bastante para reunir o Pink Floyd por exemplo, depois de todas as rusgas e processos que envolveram a separação. Isso ficou claro no show Live 8, onde o desconforto no palco era flagrante.

Claro que cada caso é um caso e não há uma regra que possa ser aplicada a todas as bandas. Mas o que estaria acontecendo? Saudade, nostalgia, uma segunda chance ou apenas um caça-níqueis?

O que você acha?

Amanhã continuamos!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

John Lennon: 1940 - 1980

Eu poderia chegar aqui falando do show do Police. Falando da volta dos caras, entrando no debate do “tudo por dinheiro” e tal. Poderia por o set list deles, falar da banda, das músicas, etc. Mas não vou.

Não vou porque desde 1980, é impossível separar o dia 8 de dezembro de John Lennon.

Poderia falar daquela noite, em frente ao edifício Dakota, em Nova York, mas não vou. Poderia falar que ele era persona non grata nos Estados Unidos, mas também não vou. Não vou falar também do maior idiota da face da terra, um tal de Mark Chapman, que achava que seria famoso se matasse o homem mais famoso do mundo.

Enfim, poderia falar quem foi John Lennon, mas isso todo mundo sabe. Poderia falar da sua obra, mas todos já estão carecas de saber dela e da sua contribuição para a música.

Portanto, deixemos de lado esses detalhes. Hoje só vale relembrar.

Duas figurinhas difíceis pra vocês, as originais de Real Love e Free as a Bird, que serviram de base para as regravações no Anthology.

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War is over, if you want it.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Blog'n'Roll: Peter Buck

Já falei aqui de Pete Townshend, que foi um dos guitarristas que mais me influenciaram. Mas é claro que há outros e, entre esses, o xará Peter Buck é um que se destaca. Nunca tive a técnica que é exigida para grandes solos, velozes e virtuosos, mas também nunca senti falta. Sou daqueles que prefere uma nota certa em vez de dez notas erradas. Peter Buck também é assim.

Guitarrista do R.E.M.[bb], ele tem um estilo único, fortemente baseado no folk rock. Ao invés de solos velozes, é mestre em frases criativas e cria “climas” sonoros incríveis. Aliás, vou mais longe: ao meu ver (ouvir) é o responsável pela sonoridade característica do REM.


Essa sonoridade em parte se deve também ao bom gosto de Peter para escolher seus instrumentos. Você nunca o verá com uma guitarra micro-afinada ou de última geração. Ele é adepto das vintages (modelos clássicos) como Les Paul, Danelectro e sua indefectível Rickenbacker 360 de 12 cordas, que aparece na foto (ainda vou ter uma dessa!). Outra característica é sua economia nos efeitos. Distorção, reverber e um chorus de vez em quando. Nada sobra no som dele. O cara também manda bem no bandolim (todos conhecem Losing My Religion) e ukulele.


E, pra completar, ele tá de aniversário hoje! Parabéns Peter Buck, 51 anos. Vida longa!


Abaixo fiz um pacote com algumas do REM que tem a guitarra dele como destaque. Em geral músicas da fase inicial deles, vocês não devem conhecer a maioria. Mas assim que é bom né?

http://rapidshare.com/files/74669036/REM_-_Peter_Buck_Colection.zip.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Hoje no Rock - Beatles - Rubber Soul

No dia 3 de dezembro de 1965, era lançado em Londres Rubber Soul[bb], o sexto disco dos Beatles. Ele marca o início da fase mais criativa do grupo, rompendo com o rock mais básico e trazendo influências do folk, do clássico e até da música indiana. O álbum levou 4 meses para ser finalizado e como os anteriores foi produzido por George Martin.

Essa transformação só foi claramente notada 2 anos depois, com o Sgt. Peppers, mas é indiscutível que a experimentação começou nesse trabalho, continuou no Revolver para, finalmente, alcançar a maturidade no Pimenta. Rubber é incrível por trazer vários pioneirismos dos Beatles, como uso de cítara em Norwegian Wood. Em Michelle, Paul usou frases em francês e em In My Life, Lennon fala das suas lembranças com um piano magistralmente conduzido por George Martin. É importante lembrar que na época as músicas dos compactos não saíam nos LPs. O compacto com We Can Work It Out e Day Tripper foi lançado na mesma época do Rubber e bateu o record de vendas até então, superando o trabalho anterior, com Cant Buy me Love. Outra curiosidade é que We Can Work It Out foi a música que eles mais demoraram para gravar até então: 12 horas!

A capa mostra os quatro “esticados”, como se fossem de borracha. Segundo a lenda, isso aconteceu quando viam num projetor de slides as fotos feitas para a capa. Quando a foto em questão foi apresentada, a tela se soltou e deixou a projeção esticada. Eles adoraram e perguntaram se seria possível utilizá-la assim. E assim foi feito! Outra lenda dá conta que o Rubber Soul teria influenciado as composições de Brian Wilson para o Pet Sounds do Beach Boys.

Particularmente, considero Rubber Soul e Revolver discos complementares. Talvez pudessem ter sido um álbum duplo, mas isso ainda não havia sido inventado em 1965. Os Beatles só inventariam esse conceito anos mais tarde, com o White Album.

Destaques para Nowhere Man, In My Life e If I Needed Someone.

Taí o cara no RapidShare

http://rapidshare.com/files/74026220/Rubber_Soul.rar.html