segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quizz: Quem foi o maior louco do rock

Pela primeira vez uma enquete acaba empatada no Experience. E não foi qualquer uma, envolveu nomes de respeito. Eu perguntei quem a galera acha o maior louco da história do rock. As opções eram Keith Moon, Syd Barret, Keith Richards e Ozzy Osbourne. Moon e Barret terminaram empatados em primeiro, cada um com 33% dos votos.

Então, nada mais justo que realizar um segundo turno, um tira teima entre esses dois doidos de pedra. Cada um no seu estilo, mas ambos loucos e revolucionários. A surpresa ficou com a baixa votação de Keith Richards, proclamado por muitos o maior louco de todos. Mas vox populi, vox dei e vamo que vamo.

Você tem até 17 de dezembro para dar seu voto, na enquete ai do lado.

Mustang na Estrada: São Domdom


Rolou na última sexta o show da Mustang'65 no famoso São DomDom, a auto proclamada menor casa de shows do mundo. Ao longo de mais de duas horas e 3 blocos, desfilamos nossos sons misturados aos clássicos que já se tornaram indispensáveis.

Curiosamente desta vez não foi Aqualung que arrebatou geral, mas sim Stairway to Heaven, que deixou todos os presentes surpresos. Destaque também para as autorais St, Jack Daniels e para a nova Com Gim, que vem mostrando potencial junto ao público.

Tivemos ainda a participação super especial da Vanessa Tyler, nos backing vocals de Mustang Sally e vocal principal em Proud Mary. No segundo bloco, foi a vez do grande baterista André Brito mandar ver em Honky Tonky Women e Smoke on the Water.

Mais um noite memorável no São Dom Dom, como foi a anterior, em março deste ano. Aguarde novidades para novos shows nossos por lá. A última chance de ver a Mustang este ano acontece na próxima sexta feira, a partir das 21 horas na Praia de Piratininga, no projeto Rock na Praia.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje no Rock: The Band - Last Waltz

Tem eventos que sempre aparecem aqui no nosso Experience, como o antológico show The Last Waltz, do The Band que completa 33 anos hoje. A performance virou um documentário que contou com a direção de Martin Scorcese e marcou a despedida da banda e o início da carreira solo de seus integrantes.

Depois de muitos anos de estrada, o The Band decidiu amigavelmente que era hora de cada um buscar novos horizontes e encerrar as atividades do grupo. Para isso, foi promovido um show no Winterland Theatre em San Francisco, casa onde fizeram seu primeiro show nos EUA.

O show é na verdade um desfile de feras do calibre de Eric Clapton, Neil Young, Moody Waters, Neil Diamond, Bob Dylan e Joni Mitchell, só pra ficar nos mais conhecidos do público em geral. Já no filme, entre as músicas, várias entrevistas entre os membros da banda, falando sobre as origens, histórias e motivos que levaram à separação.

Absolutamente indispensável na prateleira de qualquer um que diga gostar de rock. Destaque para The Weight, acompanhado pelos Staple Singers, The Night They Drove Old Dixie Down, magistralmente cantada por Levon Helm (abaixo no iutubiu) e para o duelo de guitarras entre Clapton e Robbie Robertson.

Até hoje, The Last Waltz é amplamente considerado o melhor documentário feito sobre uma banda de rock de todos os tempos. Recentemente o mesmo
Martin Scorcese tentou repetir a fórmula com Shine a Light, dos Stones, mas sem o mesmo brilho, trocadilhos a parte...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Blog'n'Roll: Podcast do Experience

Tecnologia, essa velha sacana que desde a descoberta do fogo, em alguma caverna na periferia da Pangéia vem revolucionando o mundo. Depois inventaram a roda, a guitarra elétrica e pronto: as coisas nunca mais foram as mesmas!

Já falei aqui que não sou desses malucos que ficam bisbilhotando recursos, javas e flashes para deixar o blog descolado e modernoso, o lance aqui é o conteúdo e pronto. A maior parte dos recursos que uso foram apresentados por amigos e leitores, como o 4Shared pelo André Laguna e o Reverbation (atual player), pela Didi. Mas claro, acontece de eu descobrir uma ou outra coisa interessante lendo outros blogs.

Uma delas é a coisa do podcast (pódiqueste) que nada mais é que um mini player dentro do post. Em geral as pessoas usam para gravar suas próprias palavras e depois disponibilizar para o povo mesmo. No nosso caso, será usado principalmente para publicar as músicas que falo aqui ou as que gravo mesmo. O player antigo vai continuar lá na barrinha lateral, se você quiser ouvir mais.

O lance é relativamente novo e ainda to aprendendo, portanto, aguardem novas opções vindas dele. Aliás, aguardem muitas novidades muito breve neste blog!

Para inaugurar a coluna, um som que vocês já conhecem, mas que está encabeçando meu novo projeto.

domingo, 22 de novembro de 2009

Rock News: Sting reencontra Raoni em SP

O cantor britânico Sting reuniu-se neste domingo (22), em São Paulo, com os líderes caiapós Raoni e Megaron Txucarramae, para chamar atenção para a questão da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Os caiapós, assim como diferentes organizações e movimentos sociais, se opõem à construção da megausina no Rio Xingu (veja gráfico abaixo para entender como deve ser a obra), que ainda não foi licitada por falta de licença ambiental prévia.

“Estou particularmente feliz de encontrar meus amigos Raoni e Megaron”, disse o cantor. “Estou aqui porque quero que sua voz seja ouvida”, acrescentou. Ele não condenou a obra diretamente, no entanto.

Explicou que é estrangeiro, e que este é um “assunto brasileiro - mas de todos os brasileiros”. “Há razões econômicas para que seja construída e razões ambientais para que não seja. O povo de Raoni precisa ser parte do processo”, alertou.

Raoni e Megaron também reclamaram da suposta falta de diálogo que haveria com o governo federal que, em sua visão, quer construir a usina “de qualquer jeito”. “O governo não conversou com o índio. O índio não sabe o que é uma audiência pública. Ele acha que vai lá para brigar”, apontou Megaron, ao pedir que o diálogo com os indígenas seja feito de uma forma adequada à sua cultura.

“Quero que meu povo viva em paz, por isso digo para não fazerem a barragem”, disse em seu idioma o líder Raoni, com tradução de Megaron para o português.

Sting espera que na conferência internacional do clima de Copenhague, em dezembro, as lideranças mundiais reconheçam que salvar o meio ambiente é tão importante quanto ajudar a economia ameaçada pela crise financeira internacional. “É muito grande e importante para falhar”, observou.

20 anos depois
O reencontro de Sting com as lideranças caiapós em São Paulo acontece vinte anos após o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA), em 1989.

Depois da reunião de 1989, Sting fundou com sua mulher, Trudie, a Rainforest Foundation, que, entre outros projetos, apoiou o reconhecimento oficial de terras indígenas no Xingu.

Segundo informações do Instituto Socioambiental, na década de 1990, a Rainforest passou a apoiar projetos no Parque Indígena do Xingu, entre eles o monitoramento dos limites do parque para prevenir invasões e o desenvolvimento de um sistema de educação bilíngue para 14 etnias que ali vivem.

O Parque Indígena do Xingu é atualmente uma grande mancha verde preservada, pressionada pela expansão da fronteira agrícola em seus arredores.

“Há 20 anos, quando fui para o Xingu, tive a intuição de que a floresta lá era importante para o mundo. Mas era só uma intuição. Agora há informações científicas que embasam essa intuição”, comentou Sting.

Ainda na noite deste domingo, o cantor se apresenta na capital paulista no festival About Us, de cunho ambientalista, e prometeu convidar Raoni para falar no palco. “Serei a banda de fundo do Raoni”, brincou.
fonte: G1


É isso aí, o índio tem que se "raoni", senão ele se "sting"!
Falando sério, nego mete o pau no Sting, mas me diga um artista brasileiro que dá a cara a tapa assim.

sábado, 21 de novembro de 2009

Blog on The Top: Under Pressure

Queen & David Bowie
Under Pressure
(Inglaterra - 1981)
Quando David Bowie foi convidado pelo Queen para uma participação especial na música Cool Cat, ele não esperava que fosse criar um dos maiores sucessos da década que se iniciava.

Ele não gostou do resultado dos seus vocais na faixa, mas passaram a trabalhar em outra, em conjunto.
Começaram a mexer então em uma canção não terminada de Mercury, até então chamada Feel Like. A partir de uma jam session realizada em Montreux nasceu o que hoje é Under Pressure.

O elemento mais característico da música é a linha de baixo. Sua autoria é tema de muita discussão. Enquanto os membros do Queen dizem que o baixista John Deacon o criou, o próprio John afirma que David Bowie o compôs. Uma coisa temos certeza: não foi o Vanilla Ice.

Aí embaixo, o clipe loucão no iutubiu.

Rock News: R.E.M. volta ao estúdio para trabalhar em novo álbum

O álbum sucessor de “Accelerate”, do R.E.M., está a caminho. A banda anunciou que já deu início aos trabalhos para gravação do novo disco. Mais uma vez o grupo está trabalhando com o produtor Jacknife Lee, mesmo responsável pela produção de “Accelerate”.

O grupo ainda não divulgou informações sobre esse novo trabalho, mas os fãs que quiserem acompanhar o processo de gravação podem ficar ligados no site oficial do R.E.M.: www.REMhq.com. Neste endereço os fãs podem assistir vídeos com cenas gravadas no estúdio.
fonte: Rock Online



Falando neles... esses caras não param!
Sobre o site, estive por lá e gostei! Muito material, videos, todos os CDs para audição, muita foto... bem completo, vale a visita!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Review: REM - Live at Olympia

Pra início de conversa: trata-se de um Live do REM que não tem músicas como Losing My Religion e Its The End Of the World. Ficaram de fora também a chatinha Everybody Hurts e a recente Imitation of Life. Começamos bem né? Nem tanto, ao menos para mim, admirador confesso da primeira fase dos caras de Athens.

O primeiro disco deste CD duplo até tem coisas legais desta época como Disturbance at Heron House, a linda Coyahoga e Driver 8, mas a maior parte das canções são mesmo as mais recentes e elétricas. Estão neste disco Im Gonna DJ e músicas mais recentes.


No segundo, a melhora é significativa, sobretudo para quem gosta do velho REM. Carnival Of Sorts, 1000000, Wolves Lower, Pretty Persuation e até a belíssima (e uma das minhas favoritas) Gardening At Night fechando o show. No geral, o passeio por todas as etapas do REM (quase 30 anos de carreira) é relativamente uniforme, mas fica realmente a sensação que os hits foram preteridos em nome dos ótimos lado B da banda.

Uma coisa que achei interessante é a equalização como um todo. Não passa a idéia de um show, pouco se ouve o público e sonoridade é mais de uma banda ensaiando, o que não diminui o resultado. Sobre o REM, melhoraram, mas continuam com as mesmas derrapadas, sobretudo com as atravessadas e desafinadas de Michael Stipe, que nessa altura já são até uma marca registrada dele.

No geral um bom registro ao vivo da banda, contemplando várias músicas que não haviam aparecido antes dessa forma. Se você gosta do REM, vai querer esse material na sua prateleira. Se não gosta, ouça: provavelmente mudará de opinião! É só clicar na capa do CD pra baixar.

Rock News: Bob Dylan aparece em clipe pela primeira vez em mais de uma década

O cantor e compositor norte-americano Bob Dylan, que em outubro lançou o álbum natalino "Christmas in the heart", fez uma aparição no vídeo promocional da canção "Must be Santa", que faz parte do repertório do novo disco.

Dirigido por Nash Edgerton, o vídeo pode ser visto no site oficial do cantor. Nele, Dylan aparece dançando numa festa e vestindo uma peruca cinza, além de um chapéu de Natal.

O álbum "Christmas in the heart" terá os royalties revertidos para instituições internacionais de caridade, entre elas a Feeding America.

"É uma tragédia que mais de 35 milhões de pessoas, só neste país — das quais, 12 milhões de crianças —, frequentemente vão para a cama famintas e acordem todas as manhãs sem saber de onde virá sua próxima refeição. Eu me junto às boas pessoas da Feeding America na esperança de que nossos esforços possam trazer alguma esperança para essas pessoas durante o período das festas”, disse Dylan em seu site.

A última vez que o cantor participou de um videoclipe para promover um disco de inéditas próprio foi em 1997. Na ocasião, Dylan lançava "Time out of mind". A música em questão era “Not dark yet”. Em 2000, ele participou do vídeo "Things have changed", de uma trilha sonora com vários outros artistas.
fonte: G1


Seria ótimo se as atuais estrelinhas do rock tivessem a energia dessa turma, de um tempo em que lançava-se um disco a cada 6 meses e não a cada 6 anos (isso quando não levam 12!).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Rock News: Byrds - "tentei convencer Lars Ulrich que ele estava errado"

O Spinner Canada relatou que o Metallica poderia não ter enfrentado toda a confusão pública com os fãs se tivesse dado ouvidos ao ex-vocalista do BYRDS, Roger McGuinn. Quando Lars Ulrich, baterista do Metallica, foi depor perante o Congresso contra o compartilhamento de arquivos em 2000, McGuinn diz que tentou convencê-lo de que os downloads eram o futuro.

“Eu conversei com o Lars mas ele parecia não entender. Ele ainda estava firmemente ao lado das gravadoras, pensando que as pessoas estavam passando-o para trás. Minha atitude era como, 'Ei - é o novo rádio. Vocês devem ficar contentes quando as pessoas explorarem seu material e começarem a partilhar, pois isso significa que eles virão aos seus shows e comprarão seus trabalhos, e vocês vão ganhar muito mais dinheiro desta forma.”

Apesar de estar com 58 anos na época - e de ser um produto dos anos sessenta - McGuinn estava à frente da curva de downloads. Cinco anos antes, ele havia lançado o Den Folk, um site onde ele oferecia música de graça. Atualmente, McGuinn ainda grava uma música folclórica tradicional por mês e a oferece por meio de download gratuito.

Parece estranho que um cara de 67 anos apoiaria tanto uma nova tecnologia, mas devemos considerar que McGuinn sempre foi um pioneiro. Ele é responsável pelo característico som "jingle-jangle" de guitarra e sua antiga banda, THE BYRDS, é creditada como tendo dado o pontapé de partida tanto do psicodélismo quanto do country rock. No entanto, sua posição sobre os downloads tinha mais a ver com as gravadoras do que com a tecnologia.

"Eu diria que 90 por cento dos artistas com gravadoras não recebem dinheiro delas", diz McGuinn, que já trabalhou como compositor por 35 dólares por semana. "Eles ganham dinheiro a partir de apresentações e outras coisas".

McGuinn lamenta que as gravadoras tenham recentemente atacado o YouTube por violação de direitos autorais. ‘É um novo tipo de rádio. É uma nova MTV. É uma nova mídia’, diz ele, observando que o YouTube oferece exposição valiosa para a música. ‘Acabar com ele é dar um tiro no próprio pé".

Embora sempre tenha apoiado a utilização da tecnologia para o desenvolvimento da música, o homem que nos deu 'Eight Miles High"," Turn! Turn! Turn! e "Mr. Spaceman" não vê nenhum valor musical no jogo de vídeo game Rock Band.

“Rock Band não é musicalidade", diz ele. Rock Band é coordenação controlada ... pode ser bom para o sincronismo de um baterista ou algo assim, mas você não está tocando música de verdade com isso."
fonte: Whiplash


Assino embaixo e reconheço firma!

Hoje no Rock: John Lennon, Double Fantasy

Após o nascimento de Sean, John Lennon resolveu afastar-se do show bizz para dedicar-se à familia e viver ao lado de seu filho. Este período de 5 anos terminou em meados de 1980 quando ele e Yoko começaram a compor novamente e em agosto lançaram o compacto de Just Like (Starting Over).

A música foi escolhida por falar realmente de um momento de recomeço para ele, mantendo o estilo de letras bastante pessoais. Ainda nessa linha, haviam Woman e Watching the Weels. Complementando o LP, Yoko Ono cantava suas faixas, como Kiss Kiss Kiss, o que provocou um certo repúdio em parte da crítica e dos fãs.

Ironicamente, Lennon que na ocasião estava cheio de gás com este recomeço, foi assassinado menos de um mês após o lançamento de Double Fantasy. Mais ironicamente ainda, depois de autografar o exemplar do seu próprio assassino, Mark Chapman.

Após sua morte, Woman e Watching the Weels foram relançadas em compacto e chegaram ao topo da parada americana. Double Fantasy tornou-se seu maior êxito comercial, vendendo mais de 3 milhões de cópias só nos Estados Unidos e levando o Grammy de Álbum do Ano.

Para mim, Double Fantasy foi a porta de entrada no mundo solo do Lennon. Interessante porque fiz o caminho inverso, partindo dele, o último, até o Plastic Ono Band, o primeiro. E mesmo com o hiato de 5 anos sem lançamentos, John manteve uma unidade incrível em todos os seus álbuns solo. Clique na capa lá em cima para baixar o LP.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Blog on The Top: Good VIbrations

Beach Boys
Good Vibrations
(Inglaterra - 1966)
Muita gente diz que Brian Wilson não ficou pirado só com as drogas que tomou. Parte do seu desbunde teria sido causado pela obcessão em superar os Beatles, numa corrida psicodélica.

Diz a lenda que ele idealizou o mítico Pet Sounds[bb] após ouvir Rubber Soul. E após Pet Sounds, os fabfour lançaram Sgt. Peppers, o que fez com que Wilson se sentisse derrotado e engavetado Smile por quase 40 anos. Mas isso são lendas.

A verdade é que o primeiro single com músicas que fariam parte do Pet Sounds chegou ao primeiro lugar em 17 de novembro de 1966, um mês após seu lançamento. Era o compacto com Good Vibrations e Lets Go Away For Awhile. Foi o terceiro número um dos Beach Boys ( I Get Around e Help Me Rhonda foram os primeiros).

Good Vibrations foi descrita na época como uma "sinfonia de bolso", por estar na vanguarda no uso de instrumentos estranhos ao rock até então, no caso cello e o exótico teremin (instrumento eletrônico russo). Ela foi regravada para o álbum Smile em 2004. Sua estada no primeiro lugar foi curta, apenas duas semanas. Mas o legado do album Pet Sounds como um todo foi eterno.

sábado, 14 de novembro de 2009

Rock News: Primeiro baterista dos Fab Four se apresenta no Brasil no fim de semana.

Foi ele quem segurou as baquetas quando os Beatles tocavam até sete horas por noite em Hamburgo, no começo dos anos 60. Foi ele também quem estava pro trás da banda quando eles incendiavam o Cavern Club em Liverpool, criando a primeira onda da Beatlemania. Foi ele que participou das primeiras gravações da banda, como grupo de apoio do cantor Tony Sheridan. Mas não foi ele que pasosu para a história como o baterista dos Beatles.

Pete Best é um dos demitidos mais famosos da história do rock. Ele foi rejeitado pelo produtor George Martin após a apresentação dos Beatles, que tentavam um contrato com a Capitol. Os outros membros não tiveram dúvida: sacaram Pete e no sue lugar veio o narigudo e gente boa Ringo Starr.

Apesar de ter perdido o bonde da história, o música não esmoreceu, e continuou tocando, sempre ancorado pela fama de “primeiro baterista dos Bealtes”. Os brasileiros vão poder conhecer a lenda neste fim de semana – Best toca no Rio de Janeiro e em São Paulo neste fim de semana, com a sua Pete Best Band e com o grupo argentino The Beats, cover dos Beatles.

Apesar de dizer não guardar mágoas, Pete gostaria de pelo menos conversar com os membros da sua ex-banda. “Contar umas piadas sobre aquela época, Hamburgo e o começo de tudo”, resume o desejo, falando que naõ gostaria de esperar “até que não estivéssemos mais nesse mundo” . Confira abaixo a entrevista de Pete Best ao G1, feita por telefone, da Argentina.

G1- Quando você decidiu que viveria de música, ao invés de ter um trabalho “normal”?
Pete Best - Eu acredito que foi quando fui com os Beatles para a Alemanha, em 1960. Quando voltamos de lá eu decidi que queria ser um músico – ao invés de virar um professor, resolvi que seria baterista.

G1 - Existem várias lendas sobra a época em que os Beatles estavam na Alemanha. É verdade que vocês passavam quase a noite toda tocando?
Best - Nós tocávamos de seis a sete horas por noite, de seis a sete noites por semana. Mas como já foi dito, se não tocássemos tanto, não teríamos nos tornado a maio banda de rock’n’roll do mundo na época. Então todas aquelas horas eram como ensaios permanentes, e nós ficamos mais confiantes, mais fortes, melhoramos nosso groove. Então foi um grande aprendizado para a gente.

G1 - Mas vocês não ficaram assustados com tanto trabalho?
Best - Nós não sabíamos que iríamos tocar tanto quando viajamos para lá. Mas sabíamos que o trabalho tinha que ser feito. No começo era difícil, mas fomos nos acostumando conforme os dias passavam. E é claro que quando voltamos para Liverpool e os shows tinham uma hora, eles eram fantásticos, eram como uma explosão no palco – toda a energia que usávamos durante uma noite inteira, gastávamos em uma hora.

G1 - Qual foi o impacto dos Beatles, vindos de uma temporada em Hamburgo, na cena de Liverpool na época?
Best - Nós aparecemos com uma batida completamente diferente do que as outras bandas estavam tocando lá. Nós éramos uma banda que estava tocando alto, tínhamos amadurecido após o nosso tempo em Hamburgo. E tudo isso mudou as coisas em Liverpool, o pessoal lá nunca tinha ouvido algo como aquele. E isso tudo cativou um grande número de pessoas, criando a primeira onda da Beatlemania.

G1 - Quando os Beatles se apresentaram tentando um contrato com a gravadora Decca, eles foram dispensados pelo executivo, que dizia que “bandas de guitarras estão fora de moda”. Você acredita que vocês estavam fora de moda na época?
Best - Não, eu acho que foi uma desculpa dele. Bandas como Brian Poole and The Tremeloes, que tinham guitarras, estavam tocando no rádio na época, e eram bem similares aos Beatles, então essa afirmação não faz sentido. Nós não éramos comerciais o suficiente, e achamos que era uma desculpa, porque eles queriam uma banda como os Tremeloes – nós éramos melhores, mas não comerciais o suficiente. Mas depois descobrimos que éramos bem comerciais e conseguimos um contrato.

G1 - E como foi a sua vida após sair dos Beatles?
Best - É uma situação estranha. Porque você fez parte da história e esteve entre aqueles que são os ícones da indústria musical, mas tem que trabalhar bastante e desbravar novas fronteiras. Eu respeito tudo o que aconteceu, gosto de ser parte do folclore dos Beatles. Mas de fato, depois daquilo, fui viver a minha própria vida sem os Beatles, da qual eu tenho muito orgulho – estou casado há 45 anos, tenho duas lindas filhas, quatro netos, uma grande banda, a Pete Best Band, que viaja por todo o mundo, sempre aclamada pelos próprios méritos. É bom, poder participar da lenda e também ser um cara normal, um pai de família, com quem as pessoas podem conversar.

G1 - Você ainda fala com os outros membros dos Beatles?
Best - Praticamente não conversamos – eles vivem vidas completamente diferentes da minha, mas as portas sempre estiveram abertas. Mas eu acho que em algum momento nós vamos nos falar novamente, antes que deixemos este mundo. Não para conversarmos sobre a banda, somos homens maduros agora, temos netos, estamos no mercado musical há muitos anos. Acho que seria legal nos encontrarmos, contarmos umas piadas sobre aquela época, Hamburgo e o começo de tudo, contar como vai a minha família, a família deles - sociabilizar.

G1 - Tocando há tanto tempo e ainda na ativa, você já pensou em se aposentar?
Best - (Risos) Acho que não. Eu tenho uma grande banda, e também toco com os Beats, que são uma das melhores bandas covers dos Beatles no mundo. As pessoas me perguntam, “quando você vai parar?”. Eu não sei. É uma questão sem resposta. Um dia desses eu devo acordar e dizer “ok, não vou mais tocar”. Eu adoro isso, subir no palco, ver os fãs – me dá vontade de tocar de novo no dia seguinte.

Pete Best Band e The Beats

Rio de Janeiro
Quando: sábado (14), a partir das 22h
Onde: Vivo Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Quanto: entre R$ 80 e R$ 160
Informações: (21) 2272- 2919 / www.vivorio.com.br

São Paulo
Quando: domingo (15), a partir das 20h
Onde: HSBC Brasil - Chácara Santo Antônio.
Quanto: entre R$ 80 e R$ 160
Informações: (11) 2163-2120 / http://www.hsbcbrasil.com.br
fonte: G1


Taí, esse eu gostaria de ver, mas infelizmente não estarei na cidade... Dizem que Pete saiu porque era ruim mesmo, enquanto Ringo já era baterista profissional na época. Mas agora pouco importa, ao menos para nós.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Blog'n'Roll: Luz de Vela

Quando eu cheguei em casa
Estava tudo no escuro
Porque não tinha energia
Pra acender a luz.

Eu sei que você pode ter passado por isso ontem, ou deve estar pensando que foi o meu caso...

Mas na verdade essa é a estrofe inicial de Luz de Vela, música da genial banda progressiva nacional O Terço, formada no Rio no final dos anos 60 e que teve em suas linhas gente do calibre de Sergio Hinds, Flavio Venturini e Vinicius Cantuária.


Essa é uma das minhas favoritas deles e fala justamente do que é óbvio: a necessidade que o homem moderno tem pela eletricidade como um todo. Só para não ir longe, se não fosse a eletricidade, eu não estaria escrevendo essas linhas e você nunca as leria.

Mas para mim falta de luz é também momento criativo. É quando aproveito para pegar o violão (ou o uke, ou o bandolim) e começar a arranhar algo novo. Ou até mesmo a relembrar alguma canção antiga. Muitas das minhas músicas saíram com a ajuda da Ampla. Ontem, a turma de Itaipu não deu sorte e não rolou nenhuma melodia nova, mas aproveitei para trocar as cordas do bandolim sob a tal luz de vela.

E vai ser baseado nesse som acústico que meu próximo trabalho será formado. Como já falei no post de aniversário do blog, aguardem novidades porque vem coisa diferente por aí. Se vocês vão gostar... bem espero!

Voltando ao O Terço, taí pra vocês o som Luz de Vela, que está no disco Criaturas da Noite. Recomendo, com ou sem luz!

Hoje no Rock: Unfinished Music #1 - Two Virgins

Já escrevi aqui que, dos 4 Beatles, curiosamente John Lennon teve a carreira solo de menor sucesso, chegando apenas uma vez no topo das paradas com o álbum Imagine. Por outro lado, manteve-se em evidência, graças às polêmicas em que esteve envolvido.

Depois de mandar a família real chacoalhar as jóias e dizer que era mais popular que Cristo, em 11/11/68 ele lançou, junto com Yoko Ono o LP Unfinished Music #1 - Two Virgins, o famoso álbum onde os dois apareciam como vieram ao mundo na capa.

Segundo John, a idéia era simbolizar duas pessoas inocentes em um mundo cheio de maldade e malícia, uma analogia com Adão e Eva. Para ele, não havia nada de obceno na capa, apenas 2 viciados em drogas acima do peso.

As gravações não eram nada além de uma noite de experimentações (musicais, entre outras coisas) no estúdio de Lennon na companhia de Yoko, onde ele tocava uma série de instrumentos sobre loops gravados previamente. Junte a isso os sensacionais improvisos vocais de Yoko e você terá o LP.

Desnecessário dizer que a capa foi censurada nos EUA, tendo sido improvisado um envelope pardo para ela. Mesmo assim o álbum alcançou o 124º lugar nas paradas americanas. Na Inglaterra ele nunca chegou a ser ranqueado (especula-se que apenas 5000 foram prensados na terra da rainha).

Two Virgins foi o segundo álbum lançado pela Apple Records (o primeiro foi Wonderwall Music, do Harrison) e foi relançado em 1997 por Yoko Ono contendo uma faixa extra, Remember Love, originalmente seu lado B para o compacto Give Peace a Chance.

Eu já ouvi e bem... é por sua conta e risco, taí o link. Aliás, esse foi brabo de achar! Vale pela curiosidade e pelo valor histórico do álbum.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Rock News: Steven Tyler está fora do Aerosmith, diz guitarrista

Steven Tyler está fora do Aerosmith – ao menos é o que diz o guitarrista Joe Perry, parceiro do cantor desde a criação do grupo na década de 70, afirmou em entrevista ao jornal “Las Vegas Sun” que “Steve saiu (do Aerosmith) até onde eu posso dizer”.

As relações entre Tyler e o resto do grupo começaram a ter problemas após um acidente em agosto deste ano, quando o vocalista caiu de um palco durante um show nos EUA. Tyler quebrou o ombro e teve que dar pontos na cabeça, cancelando parte dos shows do Aerosmith. A última apresentação do grupo foi no dia 1º de novembro, antes do Grande Prêmio de Fórmula 1 de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

“Ele não falou comigo ou com os outros membros da banda. Eu desci do avião dois dias atrás e vi na internet que ele estava dizendo que sairia da banda. Eu não sei por quanto tempo, indefinidamente ou qualquer coisa”, completa Perry.

O guitarrista também reclama que Tyler teria perdido o interesse na banda. “Obviamente, ele não estava dando 100% de si havia um bom tempo. (...) Eu não queria que ele cancelasse mais shows. Nós realmente queríamos fazer essas últimas apresentações”.

Ele diz ainda que a banda deve continuar com um novo vocalista. “Nós provavelmente vamos achar outra pessoa e vamos seguir com o Aerosmith”, termina.
fonte: G1


Se nem o Steven Tyler estava interessado no Aerosmith, por que eu estaria?
Qualquer coisa, chama o Paul Rodgers, ele tá de bobeira...

Hoje no Rock: Tom Fogerty, 68 anos

Já falei algumas vezes aqui no Experience sobre as injustiças causadas pelo rock, através dos tempos. Muitas vezes a luta desenfreada pelo sucesso produz essas situações que só são avaliadas muitos anos depois e é assim que Tom Fogerty acabou passando à posteridade.

Irmão mais velho de John Fogerty, Tom começou a tocar em pequenas bandas da Califórnia nos anos 50. Em 1958 convidou John para integrar o Spider Webb and the Insects, banda que mais tarde evoluiria para o consagrado Creedence Clearwater Revival. E a partir daí a relação dos irmão nunca mais seria a mesma.

Com Doug Clifford na bateria e Stu Cook no baixos, os irmãos dividiam as guitarras, mas apenas isso. Era John que cantava, solava e compunha tudo da banda, relegando a Tom o papel de mero coadjuvante. Até 1972, ele conseguira gravar apenas uma composição sua para o Creedence, Walk on the Water. Após isso, se encheu e saiu da banda.

Nesse meio tempo, Tom lançou muito material solo, tocou em bandas de Jazz e, apesar de seu material nunca ter tido grande espaço na mídia, sempre foi aclamado por fãs e crítica. Doug Clifford e Stu Cook ainda participaram de discos seus, mas a relação com John ficou eternamente abalada.

No final dos anos 80 Tom começou sua luta contra o virus da AIDS, que viria a vitimá-lo em 1990, devido a uma tuberculose. Nem mesmo no leito de morte John visitou seu irmão. Aí embaixo um som dele, no iutubiu.


domingo, 8 de novembro de 2009

Rock News: Morrissey é o melhor letrista britânico, diz estudioso

Um acadêmico escocês lançou um livro em que afirma que o cantor Morrissey, ex-vocalista da banda The Smiths, é o maior letrista da história da música popular britânica.

Gavin Hopps, palestrante da Universidade St Andrews, é especialista em romantismo britânico e escreveu o livro Morrissey: The Pageant of His Bleeding Heart ("Morrissey: A encenação de seu Coração que Sangra", em tradução livre).

Hopps acredita que o trabalho de Morrissey pode ser comparado à obra de grandes nomes da literatura como Samuel Beckett e Oscar Wilde e também a grandes nomes da comédia britânica como Frankie Howerd e George Formby.

O livro do acadêmico escocês explora todos os grandes assuntos das letras do compositor como amor, melancolia e alienação.

Hopps já escreveu vários ensaios sobre poesia e música pop.

Década de 80
Morrissey, cujo nome verdadeiro é Steven Patrick Morrissey, nasceu na cidade de Manchester em 1959.

Sua carreira musical começou na década de 70, mas foi apenas na década de 80, quando ele conheceu o guitarrista Johnny Marr, que o cantor e compositor começou a fazer sucesso.

Marr e Morrissey criaram a banda The Smiths juntamente com Mike Joyce e Andy Rourke e fizeram sucesso com músicas como Panic, Big Mouth Strikes Again, How Soon is Now? e The Boy With the Torn in His Side.

No final dos anos 80 a banda se separou e Morrissey iniciou sua carreira solo, produzindo seu primeiro álbum, Viva Hate. O cantor lançou seu trabalho mais recente, Years of Refusal, em fevereiro deste ano.
fonte: G1


Esse tal estudioso deve ser do mesmo grupo do maluco que compôs a música perfeita do David Bowie. Anyway, se Morrissey é comparável a Oscar Wilde, Lennon seria comparável a que? Sheakespeare?

Blog on The Top: Space Oddity

David Bowie
Space Oddity
(Inglaterra - 1969)
Em 1969 todos as TVs estavam ligadas na chegada do homem à Lua e a BBC escolheu uma música de uma revelação para a trilha-sonora da sua cobertura. O cantor era David Bowie e o som, Space Oddity.

Mas o trabalho até o número um não foi mole. Recém assinado com o selo Deram, Bowie foi preterido pelo produtor George Martin (Beatles) e Tony Visconti (Moody Blues, Thin Lizzie e Gentle Giant entre outros). Acabou na mão de Gus Dungeon que produziu e ajudou a lançar o single e o LP.

Space Oddity fala do personagem Major Tom, um astronauta que morre em sua missão espacial. Ele ainda voltaria a aparecer na obra de Bowie em outras duas músicas: Ashes to Ashes (1982) e Hallo Spaceboy (1996), mas isso quem sempre lê o Experience já sabia né?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Rock News: Discografia dos Beatles vai ganhar versão digital em USB

O site oficial dos Beatles anunciou nesta quarta-feira (4) que a discografia remasterizada da banda, lançada em CD em setembro deste ano, deve ganhar uma versão mais compacta, com pen drives de entrada USB em formato de maçã – símbolo da gravadora do grupo, a Apple.

Os pen drives serão lançados no dia 7 de dezembro, em uma tiragem limitada de 30 mil exemplares. Além dos 14 álbuns da banda inglesa, o pen drive vai trazer 13 mini-documentários e reproduções digitais da arte dos discos, fotos raras e textos sobre os discos.

O USB será compatível com PCs e Macs, e terá o áudio em dois formatos: Flac (compressão sem perda) de 44.1 Khz e 24 bits e mp3 de 320 Kbps. O pen drive, de 16 Gb, já está em pré-venda no site oficial dos Beatles: www.thebeatles.com
fonte: G1


Cadê o preço?
De qualquer forma, é bonitinho...

Hoje no Rock: Ike Turner, 78 anos

É uma pena que o cara que teria tudo para ser considerado o verdadeiro Pai do Rock seja mais lembrado por ter dado umas porradas na Tina Turner do que pela sua obra como um todo. Foi Ike Turner que gravou com sua banda em 1951 Rocket 88, tido por muitos como o primeiro rock da história.

Nascido em Clarksdale, no Mississipi, Ike Wister Turner teve na sua formação inicial o piano, mas cantava e tocava guitarra, além de ter trabalhado também como produtor ao longo da carreira. O início de seu gosto musical começou apenas aos 8, na rádio local, a WROX. O encarregado pediu que Ike apertasse o botão do toca-discos até a hora certa dele entrar no ar. Segundo o próprio Ike, ver que ele estava ponto uma música para tocar no rádio o despertou para a música.

Já no final dos anos 40, Ike criou a banda The Kings of Rhythm, que viria a gravar o tal Rocket 88. O curioso é que a música foi lançada creditada a Jackie Brenston and His Delta Cats. Outra curiosidade sobre essa música é que Rocket 88 a primeira a usar uma guitarra distorcida, mas graças a um acidente de estúdio, quando um amplificador caiu no chão.

Já no começo dos anos 60, Ike encontrou a jovem adolescente Anna Mae Bullock, que depois teria seu nome mudado para Tina Turner. Essa parte da história é famosa, com a ascenção da jovem Tina, o casamento conturbado com Ike e as tais porradas. Conta-se que Tina chegou a fazer um show com o nariz quebrado. Separam-se oficialmente em 1978 e desde então, Ike passou a ser apenas "o ex-marido que batia na Tina".

Sua vida acidentada terminou em 2007, logo após lançar o ótimo Rising With The Blues, vítima de uma overdose de cocaina aos 76 anos. Little Richards discursou no seu funeral, logo ele que plagiou a entrada de Rocket 88 na sua Good Golly Miss Molly. Taí no 4shared pra vocês.

Ah, e as porradas... ele dava mesmo!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rock News: Letra inédita de George Harrison é musicada

Uma letra inédita escrita por George Harrison, que seria dedicada ao ex-companheiro de Beatles John Lennon, acaba de ser musicada por Dean Johnson, da banda Wirral. Intitulada "Silence (Is its own reply)", a música foi escrita na segunda metade da década de 60, durante o auge da beatlemania.

Na época, Harrison a entregou para Hunter Davies, biógrafo dos fab four, que contou em entrevista à rádio "BBC" só ter se dado conta da existência da letra recentemente.


Depois da conversa, o apresentador Spencer Leigh contactou Johnson e encomendou a ele uma melodia. Segundo depoimento publicado no site oficial de Dean Johnson, Davies explicou que pediu para cada um dos Beatles um exemplo de suas caligrafias e, ao pegar o material anos depois, percebeu que George tinha entregue uma letra de música, ainda inédita.

A letra, que à primeira vista parece falar sobre um amor não correspondido, seria, na verdade, uma alusão à relação conturbada entre Harrison e Lennon. "Achei inacreditável, muito empolgante e, acima de tudo, uma grande honra. Fui orientado a seguir o estilo de George", explicou Johnson.

Confira a letra da música abaixo.
"Silence (is its own reply)"
I'm happy to say that it's only a dream
When I come across people like you,
It's only a dream and you make it obscene
With the things that you think and you do.
You're so unaware of the pain that I bear
And jealous for what you can't do.
There's times when I feel that you haven't a hope
But I also know that isn't true.*
Every time I ask you why
Silence is its own reply
It's so hard to prove what I can do
Compared to someone like you
You make it look easy but you still tease me
When you have got nothing better to do
When the tears are falling and its dawning
The truth will ring out so clear
That no-one's above you and nobody can love you
Until all that pain disappears
Every time I ask you why
Silence is its own reply
By the time we have talked it over
It's time to say goodbye
Silence is its own reply
fonte: O Globo Online


O que me deixa pasmo é o volume de produção desses caras. É um saco sem fundo! O som realmente tem o clima de uma composição Harrisoniana. Confira aqui no 4Shared!

Blog on The Top: Get Off of My Cloud

Rolling Stones
Get Off of My Cloud
(Inglaterra - 1965)
O que fazer após lançar um hit do tamanho de Satisfaction? Essa era a dúvida dos Stones em meados de 1965 e a resposta veio com uma melodia de Keith Richards e uma letra rebelde de Mick Jagger.

A inspiração veio quando a banda estava em Los Angeles e via como era certinha e ordeira a sociedade americana no começo dos anos 60. A rebeldie stone falou mais alto com a letra de Mick, mas a maior contribuição foi a bateria de Charlie Watts, tipicamente sessentista.

O single trazia no lado b I'm Free, e logo depois de chegar ao topo na Inglaterra, repetiu o feito nos EUA, consolidando o que já se chamava de Invasão Britânica. Aí embaixo, no iutubiu de sempre.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hoje no Rock: Quadrophenia

Lançado em 73, Quadrophenia é a segunda ópera rock do The Who (Tommy de 69, foi a primeira). O disco conta a história de um certo Jimmy, jovem mod inglês. O termo Quadrophenia é uma adaptação da Esquizofrenia, distúrbio onde a pessoa apresenta duas personalidades.

E é justamente aí que começa a ficar divertido. A Quadrophenia seria um distúrbio onde Jimmy apresenta não duas, mas 4 personalidades distintas, onde cada uma delas corresponde a um integrante do Who.

Um cara durão, um dançarino incapaz. (Roger Daltrey)
Um romântico, sou eu por um momento? (John Entwistle)
Um maldito lunático, eu até mesmo carrego suas malas. (Keith Moon)
Um mendigo, um hipócrita, amor, reine sobre mim. (Pete Townsend)

A história desenvolve-se sob a narração de Jimmy, dividindo-se em 2 partes. Na primeira ele narra as frustrações e inseguranças que marcam sua vida. Família, trabalho, psicanalista... todos apenas contribuem para seus fracassos sociais. No final do primeiro disco, há então a música I Had Enough, onde ele se droga com anfetaminas e parte no trem para Brighton, no litoral. Lá embarca num pequeno bote e rema para uma rocha isolada no mar, onde encontra a redenção na chuva. Townsend sempre teve fixação pela água.

Cada uma das personalidades possui uma música tema. Daltrey surge em Helpless Dancer. Entwistle tem a frenética Doctor Jimmy. O louco Moon tem a tão louca quanto Bell Boy. O encerramento do álbum encontra o perfeito clima de redenção com Love Reign O'er Me, tema de Townsend. No final do disco, na música The Rock, os 4 temas se interligam num genial arranjo.

Em 1979 Quadrophenia ganhou uma versão para o cinema, a exemplo do que já havia acontecido com Tommy. Mas o foco do filme ficou mais na rivalidade entre os mods e os rockers, que marcou a Inglaterra nos anos 60. O filme traz também um jovem Sting no papel do lider mod. Lá embaixo, o trailler do filme.

Townsend certa vez declarou que a idéia para Quadrophenia surgiu quando ele resolveu escrever uma espécie de biografia da banda. Isso fica claro quando levamos em conta os 4 temas, associados aos membros do Who. A ideia evoluiu para a ópera rock que acabou surgindo, mas esses traços ainda são nítidos, se a ouvirmos com atenção.

Quadrophenia é o meu álbum favorito do Who, não apenas pela criatividade do enredo, mas também pela maturidade que a banda apresenta tanto no arranjo como na execução das músicas. Townsend está a vontade no piano, os sintetizadores são usados com critividade e Moon está no seu auge, aliás, como todos os outros. Obrigatório!


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Rock News: Música inédita de Paul McCartney vaza na internet

Uma música inédita de Paul McCartney vazou na internet nesta sexta (30). Intitulada "(I want to) come home", a faixa fará parte da trilha sonora do filme "Everybody's fine".

O ex-Beatle anunciou o lançamento de um CD e um DVD ao vivo no dia 23 de novembro. O trabalho é resultado dos shows que o músico inglês fez no Citi Field, em Nova York, em julho deste ano. “Good evening New York City” terá dois CDs e um DVD. Um edição de luxo virá com um DVD extra com a apresentação do artista no Ed Sullivan Theater. O álbum também será lançado em vinil. Nas apresentações, Macca tocou canções do Beatles e dos Wings, além de músicas de sua carreira solo, nos dias 17, 18 e 21 de julho.

Os Beatles tocaram no Citi Field em 1965, quando o local ainda se chamava Shea Stadium. “Foram três grandes noites para a banda e para mim pessoalmente”, disse McCartney. “Foi muito excitante tocar na abertura de um estádio no lugar do antigo Shea, onde tocamos há 44 anos.”
fonte: G1


Breve chegará o dia em que rara será a música que não irá vazar. Aliás, acho que esses dias já chegaram.
Curioso uma notícia sobre o Paul no dia de finados, logo ele que segundo dizem morreu nos anos sessenta... até pensei em escrever sobre isso, mas vale a referencia aí da notícia.
Sobre o som, uma típica balada McCartiana, levada no piano. Eu gostei, mas já sei que tem gente que vai chiar... Taí ela no iutubiu pra galera.

domingo, 1 de novembro de 2009

Blog'n'Roll: 2 anos de Experience

Mais um ano corrido. Mais um ano de Experience e, não posso negar, um ano de idas e vindas. Sim crianças, foi corrido desde novembro de 2008 para cá, seja no blog, na Mustang'65 e na minha vida como um todo. Mas bola pra frente.

Claro que isso refletiu diretamente nos posts, em dados momentos menos inspirados, em outros em arroubos de criatividade e, em muitos, com o saco recheado pelo marasmo que as notícias do rock apresentam ultimamente. Mas tenho a consciencia tranquila que ainda assim consegui oferecer a todos os meus 13 leitores o melhor que tinha ao meu alcance.

Por outro lado foi um ano de crescimento e consolidação do Experience, agora com um blog irmão, o blog da Mustang, onde a turma da banda mete o bedelho e posta também. Aliás foi o ano de nascimento da própria Mustang, que foi criada a partir da Caio Mattos Experience - CME - a banda que nasceu do blog para lançar o CD Introdução no meio do ano passado.

Falando em bandas, aproveito este natalício para anunciar que o segundo CD solo vem aí, já em adiantado estágio de produção. Se voce comprou ou ouviu o Introdução pode se surpreender com a nova sonoridade que ando buscando, com mais folk, rock rural e até um pouco de progressivo. Este novo trabalho chama-se Bicho do Mattos e trará com ele um novo projeto de banda: a Capim Navalha que está em fase de montagem, mas já com alguns integrantes definidos. Em breve contarei para todos maiores detalhes.

Portanto paciente leitor, este blogueiro fecha seu segundo ano e parte para o próximo cheio de energia (e saco!) para novos projetos, conquistas e claro, muitos posts para todos. Aguardem também novas colunas no blog, com mais assuntos interessantes que andei garimpando ultimamente, sempre com o toque irreverente que tornou-se minha marca registrada.

Para encerrar, não posso deixar de agradecer aos que mais me incentivaram a botar o blog na rua e me dão força até hoje para mante-lo no ar, sempre arejado e atualizado: meu irmão Cesar Mattos, Gladys Timm, Andrea, Luiz Claudio, minha prima Danfern, Ana Paula Diavan, Ayrton, Ricardo Mann, Luciano Ox, Christian, Marcelo Moreira, Marcelo Borring, Claudia Bijalba, PitBull, Regina Florzinha e, at last but not least, Zanna Amorim, além claro, dos meus 13 fiéis e loucos seguidores!

Thanx e rock on!