quarta-feira, 30 de julho de 2008

Rock News: Clapton, Bruce e Baker podem se reunir novamente

O Cream pode se reunir no palco mais uma vez. O baixista Jack Bruce contou que ele, Eric Clapton[bb] e baterista Ginger Baker se reunirão em outubro em um evento que irá homenagear o baterista.

A homenagem será realizada em 03 de outubro, em Londres, pela fabricante de baterias Zildjian. Bruce contou que ele e Eric Clapton estarão no evento e pode ser que o trio se apresente, apesar deles ainda não terem conversado sobre isso.

“Como eu sou apenas o baixista, não posso dar certeza”, explicou Bruce. “Eu sei que existe uma boa chance de nos apresentarmos no evento mas... não quero transformar isso em algo que não é”. O baixista disse que o trio pode conversar sobre uma reunião futura, assim como fizeram três anos atrás, em um show em Londres que resultou em um CD e DVD ao vivo.

“É um pouco difícil para nós porque estamos muito separados. Ginger está morando na África do Sul, Eric é este ‘mega-star’, e é difícil para nós mantermos contato. Mas se fizermos será maravilhoso”, completou o baixista.

fonte: Terra


Como ja cansei de falar aqui, sou meio contra essas reuniões. Em geral não passam de caça-níqueis, às custas dos fãs sedentos por material novo de seus ídolos. Mas tratando-se de Deus, com Baker e Bruce, sempre tem coisa boa.
Até porque eles não aguentam mais de 2 shows seguidos (a porrada come), então não tem risco dessa lenga-lenga de ter ou não turnê.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Blog'n'Roll: Blues do Cachorro

A pior coisa de ter gravado um CD é ter a música que meu cachorro canta como a favorita de muita gente. Ok, não é qualquer cachorro, o cara tem pedigree e é cheio de frescura. Isso porque não mencionei as 250 toalhas brancas e o buffet com biscrok que ele exigiu no studio. Estrela é fogo!

Mas falando sério, essa música surgiu (assim como outras) com a colaboração da Ampla, numa tarde sem luz. Sentei com o violão e o parceiro de composição veio logo e deitou junto. Era um daqueles dias em que a gente não se sente o melhor dos seres humanos e a expressão "me sinto um cão" veio logo a mente.

Um cão que não é o Enzo, é importante dizer. Afinal ele é uma estrela.

Voltando à música, quando a gravei, quis que ele participasse de alguma forma. Então gravei sons dele aleatórios e reparei que ele latia sempre em Mi, e em intervalos fixos. Então ja tinha o tom da música e o andamento.

Editei os latidos e montei junto com o solo e funcionou muito bem! Um blues clássico, com uma levada clássica e um cachorro com pedigree! Melhor, impossível.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Som Novo: Handle With Care

Novo uma ova! Essa gravação começou a ser feita em março de 2007 e a idéia era reproduzir uma característica da original: reunir vários amigos para gravar, num clima de jam.

Demorou um pouco e não consegui reunir todos que eu queria. Juntou-se a isso a mixagem do CD Introdução, em seguida os ensaios da banda e eu confesso: minhas gravações andaram esquecidas.

Ok, essa vida de artista é braba, mas prometo que estarei retomando minhas experiências já esse mês, portanto aguardem novidades.

Voltando ao som em questão, pra quem não conhece essa música é dos Traveling Wilburys e uma das minhas favoritas. Os Wilburys[bb] foram, na minha opinião, a verdadeira super banda, com George Harrison, Bob Dylan, Tom Petty, Roy Orbison e Jeff Lynne, compondo e cantando tudo.

Para a minha gravação contei com meu irmão César no baixo e vocais e, direto da Bélgica, numa participação internacional, Julia Escriva nos vocais. Usei violão de 12 cordas na base e minha velha SG nos riffs e no solo. O difícil foi a gaita do finalzinho, mas acho que entrou bem! Peguei essas velhas gravações (feitas ao longo de 6 épocas diferentes) e finalizei a mixagem.

Espero que vocês curtam! Taí o link do 4Shared.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Rock News: Beatles - George Martin relata curiosidades

O lendário produtor dos Beatles[bb], George Martin, apresentou um olhar fascinante acerca do processo criativo do grupo para os membros da "National Recording Academy of Arts And Sciences" na sexta-feira passada no Bovard Auditorium, em Los Angeles. O evento foi parte de um tributo a Martin realizado na noite seguinte, no qual se apresentaram Burt Bacharach, America e Michael McDonald, e que foi apresentado por Yoko Ono e Olivia Harrison.

Martin, 82 anos, brincou que sempre foi abençoado por estar no lugar certo na hora certa. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele estava prestes a ser mandado para o Sul do Pacífico quando o conflito terminou. Mudando para a EMI como produtor da gravadora, ele a princípio não se impressionou com as gravações dos Beatles que lhe foram mostradas pelo empresário da banda, Brian Epstein, e ele nem imaginava que o grupo já havia sido rejeitado por todas as outras gravadoras.

Mas Martin fez a banda ir até seu estúdio para um teste, esperançoso de que eles pudessem ter um algo a mais que o fizesse assinar imediatamente um contrato para gravá-los. Ele disse que tem arrepios só de imaginar o que mais uma rejeição teria causado ao futuro dos Beatles, e mesmo para a cultura pop em geral.

Martin então traçou sua própria evolução com o grupo, ajudando-os a incorporar arranjos de cordas e outras instrumentações não tradicionais para uma banda de rock. Parte da projeção em DVD que acompanhou a palestra mostrou como o arranjo que Martin compôs para "Eleanor Rigby" era similar à afamada música composta por Bernard Herrmann para "Psicose", de Alfred Hitchcock. Para isso o produtor ficou variando entre os playbacks de uma e outra músicas.

O auge veio em 1967, com o álbum "Sgt. Pepper", cujo projeto foi iniciado logo após os Beatles decidirem parar de tocar ao vivo. Martin falou sobre várias músicas desse disco, tocando a versão demo voz-e-violão de John Lennon para "Strawberry Fields Forever" e mostrando como a música evoluiu dali para o épico em widescreen que se tornou.

Ironicamente, Lennon disse a Martin, antes de falecer em 1980, que se pudesse regravaria tudo o que os Beatles fizeram. Quando Martin, incrédulo, perguntou: "até mesmo a 'Strawberry Fields'?", Lennon respondeu: "especialmente a 'Strawberry Fields'!"

Outras momentos intrigantes foram ditos sobre "Being for the Benefit of Mr. Kite"; Martin deu instruções ao engenheiro de som Geoff Emerick para cortar fitas velhas de música de órgão, jogá-las ao ar, para que caíssem ao acaso no chão e depois fossem coladas, na ordem em que caíssem, e tocadas juntamente com a melodia principal do órgão.

Martin hoje em dia está aposentado, mas em 2006 ele e seu filho, Files, utilizaram fitas master originais dos Beatles para criar novas músicas para o show "Love", do Cirque du Soleil, realizado em Las Vegas. Um DVD documentando o processo, "All Together Now", foi lançado no mês passado.

O produtor está agora trabalhando em uma série para a PBS, "On Record: The Soundtrack of Our Lives", programada para estrear no final de 2010.
fonte: Whiplash


George Martin é verdadeiramente o Quinto Beatle. Tenho convicção que, independente do talento dos Fabfour, eles dificilmente deixariam de ser uma banda de adolescentes sem a batuta do maestro-arranjador da EMI. Pra ter idéia do que ele era capaz (em conjunto com os 4, lógico), basta ouvir a evolução de Strawberry Fields, nesse link do 4Shared.

Puxa-saquismos a parte, é o único beatle que conheci pessoalmente, em 1993. Alheio a qualquer título nobre, o coroa é gente boa pacas e nos recebeu muito bem!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Hoje no Rock: Cat Stevens, 60 anos

É absolutamente injusto que Steven Demetri Giorgiou, também conhecido pela alcunha de Cat Stevens[bb], seja conhecido pelo grande público como "o cantor que largou tudo e virou muçulmano". Isso é apenas uma parte (significativa, ok) de uma carreira que começou bem antes e que já mostrava esse rumo desde seu início, na Londres de 1965.

Desde seu começo, nos ano 60, suas letras apontavam para temas que envolviam busca e auto-conhecimento. Filho de pai grego e mãe sueca, foi criado num restaurante cosmopolita, o que contribuiu para sua bagagem cultural.

Após um surgimento meteórico, foi alçado ao estrelado e à todas as mazelas do show-bizz, o que resultou em uma tuberculose aos 21 anos, que quase o levou a morte. Essa foi apenas uma das experiências que o direcionaram para temas introspectivos e espiritualistas. A sequência de sua carreira foi mais tranquila, mas mantendo o violão como instrumento e sua voz singular como caracterísca principal.

Cat fez fortuna com seu som folk e viajou o mundo em turnês, até que em 1978 teve uma nova experiência de quase morte, dessa vez no mar. Enquanto nadava na casa de um amigo, afastou-se demais da praia e nao conseguia voltar. Ele então conta ter feito um pacto com deus, onde ofereceria o resto de sua vida a servi-lo, em troca de ser salvo. Segundo ele, uma onda miraculosa surgiu e conduziu-o em segurança até a praia. Após ter passado por várias correntes filosóficas e religiões, ele finalmente se encontrou no islã, ao qual se converteu.

Por achar incompatível a filosofia islãmica com o show-bizz, afastou-se dos palcos por 28 anos, até retornar usando seu nome muçulmano: Yussuf Islam. Durante seu período de afastamento, os jornais acharam-se no direito de publicar o que bem entendessem ao seu respeito. Houve quem dissesse que Cat estaria no Irã, mendigando, que teria feito voto de pobreza e renegado todos seus bens materiais. Muito pelo contrário, ele estava desfrutando dos direitos de suas músicas confortavelmente, enquanto tocava várias obras sociais, a maioria delas voltada para crianças pobres em países como o Kosovo, o Iraque e India.

Em 2004 teve seu visto de entrada nos EUA negado por ser muçulmano. Na ocasião, iria promover o lançamento do seu CD de retorno, chamado Another Cup. Apesar do novo nome, o estilo é o mesmo, com a mesma voz marcante e o violão característicamente dedilhado.

Cat Stevens sempre foi audição obrigatória para mim, desde criança. Junto com Simon & Garfunkel, foi minha porta de entrada no folk e me mostrou outra forma de ver a música. Sobre suas letras, são muito mais filosóficas que religiosas, por isso não tem ligação com nenhuma religião em particular, mesmo após sua conversão. Obrigatório naqueles momentos introspectivos. Separei pra vocês um video da música Moonshadow, no iutubiu.


quinta-feira, 17 de julho de 2008

Show de Horrores: Hotel California

Costumo dizer que a informática surgiu para resolver problemas que não existiam antes da informática. Exagero meu com certeza, afinal, se não fosse pela informática nem blog eu teria. Por outro lado, navegando por esses mares cibernéticos, vira e mexe eu topo com coisas bizarras.

Pensando nisso, resolvi criar essa nova coluna no blog, o Show de Horrores, com coisas, digamos... bem, nem preciso explicar né?

Só pra exemplificar, deem uma sacada nessa versão de Hotel Califórnia cantada pelas meninas do Inri Cristo (aquele doido que se diz reencarnação do JC original). Como eu disse acima, dispensa comentários... A música ja encheu o saco de tanto tocar, mas essa releitura supera qualquer coisa!




Conseguiu ver até o fim? Então me diga como é, porque eu não aguentei!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Blog'n'Roll: Dia Mundial do Rock

Ontem comemorou-se o Dia Mundial do Rock. A data ficou definida a partir de 13 de julho de 1985, quando Bob Geldoff organizou o que foi o maior evento de rock da história, o Live Aid. Uma causa nobre, grandes artistas, palcos nos EUA e na Inglaterra... Mas daí ser o dia Mundial do Rock?

Poderíamos dizer que o dia do Rock é o dia 5 de março, dia em que Ike Turner lançou Rocket 88, considerada por muitos a primeira gravação de r'n'r. Mas como há quem diga que a data real da gravação seria o dia 3 de março, não podemos confirmar.

No dia 9 de fevereiro de 1964 os Beatles tocaram ao vivo no Ed Sullivan. Foi a data que marcou o início do que ficou conhecido como British Invasion. Esse foi o maior momento da maior banda de todos os tempos no berço do rock. Poderia ser o dia mundial do Rock também.

Aqui no Brasil poderíamos considerar o dia 11 de janeiro de 1985, dia em que começou o primeiro (e único) Rock in Rio. Até hoje o festival com maior público da história (1,5 milhão de pessoas), escancarou para a sociedade brasileira o boom do Rock Brasil que estava no auge. Trouxe também show antológicos como o do Queen e de James Taylor. Poderia ser ao menos o dia Nacional do Rock.

Várias outras datas poderiam ser o dia Mundial do Rock. Aniversário de Elvis, de Berry, de Little Richards, dia da morte de Lennon (esse seria bom até pela reflexão), uma das ressucitadas do Keith Richards... Não faltam sugestões. Quem me conhece sabe que não ligo pra datas comemorativas (so livro dia das mães, porque me aturar não foi mole) e essa também passa batida pra mim.

Dia do rock é todo dia que eu acordo e ponho um cd pra ouvir. Dia do rock é todo dia que um moleque ganha sua primeira guitarra, é todo dia que alguém inconformado toma uma atitude contra o sistema, quebra paradigmas e rompe regras pré-estabelecidas.

A grande beleza do rock é ser mais que uma música, é ser um estilo de vida. E o mais democrático de todos, ao ponto de 3 pessoas, mesmo que não saibam tocar bem, possam se divertir com um som. É quase como jogar uma pelada com os amigos.

Em nome dessa democracia, mais importante que o Dia Mundial do Rock, é o seu Dia Particular do Rock.

E que esse dia seja todo dia!

foto: Exposição de cães no Dia Mundial do Rock, JB Online

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Rock News: Metaleiro quase perde visão por "bater cabeça" demais

Richard Allan, baixista da banda metal escocesa The Day I Vanished, perdeu parte de sua visão após "bater cabeça" demais durante um show em Endiburgo. Segundo o site de notícias Scotsman.com, o músico deslocou a retina de um de seus olhos depois de pular e agitar sua cabeça violentamente. Allan agora precisa passar por um cirurgia e enfrenta a possibilidade de ter que usar uma tapa-olho.

O músico de 21 anos percebeu que sua visão começou a ficar desfocada e nublada depois do show, mas pensou que ela teria sido afetada pelas luzes fortes do palco.

"Quando eu estava no bar, depois do show, eu percebi que as coisas pareciam borradas, eu achei que eu tivesse olhado diretamente para as luzes por muito tempo", disse Richard Allan. "No dia seguinte, no hospital, me disseram que eu precisaria de uma cirurgia, o que foi um choque", explicou o baxista.

Os médicos diagnosticaram Allan com deslocamento de retina e disseram que sua visão pode piorar mesmo depois da cirurgia. "Eu acho que enlouqueço um pouco durante nossos shows, nós todos pulamos no palco e 'batemos cabeça' porque nós amamos nossa música. Mas eu nunca pensei que isso poderia me fazer ficar cego", disse Richard Allan. O The Day I Vanished começará um turnê pelo Reino Unido na próxima sexta-feira. Richard Allan disse que participará dessa excursão de qualquer forma, mesmo que tenha que ficar quieto em cima do palco.

fonte: Terra

Como eu sempre digo, Darwin estava certo. É a famosa Lei da Seleção Natural: a Mãe Natureza eliminando os idiotas.


quinta-feira, 10 de julho de 2008

Hoje no Rock: Goodbye Cream

O rock e o blues são dois estilos paralelos, um deriva do outro. Mesmo assim, raramente se cruzam (ainda mais hoje em dia) e a primeira vez que isso aconteceu pra valer foi na segunda metade dos anos 60, com o Cream[bb]. Idéia de Eric, expoente tanto do rock, quanto do blues.

A idéia era formar uma superbanda, com Eric Clapton[bb] na guitarra, Ginger Baker na bateria e Jack Bruce, no baixo e vocais. O estilo ia de clássicos do blues ao clima de psicodelia então vigente, numa mistura regada a muito virtuosismo, sobretudo de Clapton e Bruce. É considerada por muitos a origem da expressão "power trio", embora eu considere o Who (que tinha 4 integrantes, mas a base musical era feita pelo trio Townshend-Moon-Entwistle).

Essa disputa de egos foi a ruína da banda, com solos interminaveis e disputas pelo volume no palco. Jack e Ginger já não se bicavam desde a época de pequenas bandas em Londres e Clapton sempre mantinha-se a parte de tudo. O resultado disso foi uma rápida e meteórica carreira de apenas 3 anos.

Apesar de ter durado pouco, o Cream viveu o bastante para marcar a história do rock. Lançou 5 discos, incluindo o LP de despedida Goodbye Cream que, segundo Clapton, foi gravado em clima descontraído, tamanho o alívio dos integrantes pelo fim da banda. No curto período de existência, compôs clássicos absolutos como Sunshine of Your Love, Badge, White Room e Tales of Brave Ulysses, além de, após seu final, ter lançado as bases para o Blind Faith, banda seguinte de Eric.

O Cream voltou a reunir-se em 1993, quando entrou para o Rock and Roll Hall of Fame e, mais recentemente, em 2005, para concertos no Royal Albert Hall, local dos seus últimos shows.

Pra vocês, o cd Goodbye Cream, dessa vez no RapidShare, cortesia do parceiro do Blog, Rodrigo Borchardt.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Caio Mattos Experience - Live at Dragon Jack

Depois de um enorme esforço logístico, envolvendo várias equipes de gravação, mixagem, masterização e produção, está disponível para vocês o áudio (quase) completo do show do último dia 4, no Dragon Jack em Niterói.

Como falei no post anterior sobre o show, foi uma noite memorável, não apenas pelo lançamento do CD como pela performance da banda, mesmo tendo poucas sessões de ensaio.

Você que esteve lá pode agora recordar. E você que não pode ir, pode conferir como foi a primeira apresentação da CME - Caio Mattos Experience Band!
Arquivão pesadinho, 60mb, mas vale a pena, no 4shared de sempre.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Rock News: Ringo Starr comemora aniversário distribuindo bolinhos em Chicago

Para comemorar seu 68º aniversário, Ringo Starr[bb] promoveu uma festa de "paz e amor" numa calçada de Chicago, debaixo de chuva, nesta segunda. "O que poderia dar errado? Paz e amor. Que presente de aniversário maravilhoso", disse o ex-Beatle.

O evento, que foi pouco divulgado de antemão, atraiu cerca de 200 pessoas dos dois lados de uma rua diante do Hard Rock Hotel em Chicago. Algumas chegaram suficientemente perto para ver Ringo Starr, vestido de preto e usando óculos roxos, com sua mulher Barbara. Alguns até conseguiram pegar alguns dos bolinhos de aniversário distribuídos pelo hotel depois de o ex-Beatle entrar no recinto. "Vi a notícia no jornal, saí da casa da minha irmã e vim para cá", contou Joyce McDaniels, de Winton, Califórnia, que estava visitando Chicago. Ela emergiu da multidão segurando um bolinho de chocolate ligeiramente deformado, mas o doce era um prêmio secundário. "Vi um Beatle! Era tudo o que precisava", disse ela.

Ringo Starr, que está no meio de uma turnê de concertos nos EUA, tinha anunciado o evento em seu site, dizendo que em entrevista recente lhe tinham perguntado o que queria ganhar em seu aniversário e que ele respondera "apenas mais paz e amor". Ele também disse que esperava que qualquer pessoa que quisesse unir-se a ele em qualquer lugar do mundo celebrasse o dia fazendo o sinal da paz, com dois dedos, ao meio-dia, horário local. Ele próprio atrasou-se dois minutos para a comemoração, mas foi recebido com aplausos dos presentes, que cantaram "Parabéns a você".
fonte: G1

Vou dizer o que? É o Tio Ringo mesmo!!!

Hoje no Rock: Ringo Starr - 68 anos

Sempre digo que todo mundo tem um tio jeca, meio bobo alegre, bonachão... Todo mundo tem um Ringo Starr[bb] na família. Ringo, que nasceu Richard Starkey, é canhoto como outro beatle - Paul - e ganhou seu apelido graças a sua mania com anéis.

Quando pequeno passou por vários problemas de saúde, chegando a um total de 3 anos internado em hospitais de Liverpool. Isso fez com que ficassa atrasado na escola e aos 15 anos mal conseguia ler. Aos 17 anos já tocava em pequenas bandas da cidade, até conhecer aqueles que mudariam sua vida, em 1960, em Hamburgo. Entrou no lugar de Pete Best e não saiu mais.

Ringo é tido como o beatle palhaço, o clown do grupo, mas nao vejo assim nao. Outros dizem que é um baterista medíocre, mas também não acho isso. Na verdade, nenhum dos 4 era um músico virtuoso nos anos 60, sempre foi a criatividade e a sintonia que fez a diferença pra eles. Ouça a bateria de A Day In The Life e vai entender o que quero dizer.

Outra coisa que poucos sabem é que Ringo teve uma prolífica carreira solo, com 21 discos, fora coletâneas e outros com a sua All Star Band. O mais recente, Liverpool 8, saiu no começo desse ano e é carregado de saudosismo e nostalgia. Recomendo também Vertical Man e Choose Love.

No mais, não há muito o que falar desse cara. Jeca, bobão, hippie-fora-de-época, gente boa... é o Tio Ringo!

sábado, 5 de julho de 2008

Caio Mattos Experience - O Show

Quem viu, viu. Rolou ontem, dia 4 de julho, o show de lançamento do CD Introdução, no Dragon Jack, em Niterói.

Sei que pai não tem filho feio, mas foi um show realmente memorável. Nada mal para uma banda que vinha ensaiando há pouco mais de um mês. Sei também que é preciso dar um desconto na recepção do público, já que boa parte era formada por pais, esposas e filhos. Mas fora isso, quem me conhece sabe que sou bastante crítico comigo mesmo nesse aspecto e tenho bagagem o suficiente pra avaliar o que foi realmente a apresentação.

Esperei por alguns anos o momento certo para voltar aos palcos. Algumas vezes acabei forçando situações que podem ter sido frustrantes tanto para mim como para os outros membros. Pra ser sincero, já tinha inclusive desistido de encontrar a banda certa e me conformava em tocar sozinho. Ao que parece, estava (felizmente) errado.

Mesmo para bons músicos (e eles são), preparar um show de 2 horas de duração, no curto espaço de tempo que tínhamos, não é uma tarefa fácil. Só com um mínimo de sintonia a coisa rola e agora, olhando pra traz, vejo que faltou exatamente isso nas minhas últimas tentativas: sintonia. Mais até, sincronia.


Pra vocês, posso apenas deixar as ótimas imagens captadas pelo fotógrafo Marcus Alcoforado e o áudio de nossa música de abertura: um medley com Nothing But a Woman e Mustang Sally. Brevemente postarei aqui outras músicas dessa noite inesquecível para nós da banda, assim como vídeos e outras fotos. Obrigado em nome de todos nós ao Marcelo pela produção e a Cláudia pela oportunidade.

Obrigado aos que pintaram por lá. Dia 13 de setembro tem mais!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Caio Mattos Experience - Tá chegando a hora

É isso aí galera, o tempo passou voando e a estréia da banda já rola amanhã. Os ensaios foram pra lá de produtivos e tá tudo pronto pro show no Dragon Jack nesta sexta feira, a partir das 22 horas.

Aí do lado pra vocês algumas imagens do último ensaio, que rolou no dia 30 no estúdio El Sonoro, em Niterói. Eu na viola de 12 e gaita, Luciano solando, Ayrton nas baquetas e Luiz Cláudio no baixo, botando a molecada na linha.

Pra quem não lembra, o Dragon Jack fica na Estrada de Itaipu, ao Lado do Cancun Center, em frente aos Correios.
A sonzera começa a partir das 22 horas, com entradas a R$ 5,00.

Apareça!

Hoje no Rock: Morrem Brian Jones e Jim Morrison

O dia 3 de julho marca a despedida de dois ícones do rock clássico. Neste mesmo dia, com intervalo de 2 anos, foram-se primeiro Brian Jones, em 1969 e em 1971, Jim Morrison.

Lewis Brian Hopkin-Jones nasceu em Gloucestershire, Inglaterra, no dia 28 de fevereiro de 1942. Foi um dos fundadores dos Rolling Stones[bb] e era o único membro da banda que sabia ler partituras, já que sua mãe era professora de piano e ele chegou a estudar música clássica.
Apesar de ser multi-instrumentista, notabilizou-se como guitarrista solo e mentor do estilo adotado pela banda.


Em junho de 1969, após vários episódios ligados ao abuso de drogas pesadas, os outros membros dos Stones decidiram demitir Jones, que já não conseguia contribuir decentemente tanto em ensaios como em shows. Menos de um mês depois, foi encontrado boiando na piscina de sua mansão. Inicialmente a causa da morte teria sido afogamento acidental, mas existem várias teorias que dão conta de que Brian teria sido assassinado por algum fornecedor de drogas.


Para mim particularmente, com Jones morreu a era de ouro dos Stones. A banda ainda teve uma sobrevida criativa com a entrada de Mick Taylor (que estreou no famoso concerto no Hyde Park), mas depois disso foi só descida de ladeira. Separei pra vocês um exemplo da melhor safra de Jones, Ride on Baby, do álbum Flowers de 1967.

James Douglas Morrison[bb], mais conhecido como Jim Morrison, teve mais estilo e morreu em Paris. Mas antes disso é preciso dizer que, ao contrário do que muitos pensam, Jim não era californiano, e sim da Flórida. Assim como Brian Jones, seu pai era da marinha e lhe deu uma educação conservadora. Já vivendo em Los Angeles estudou cinema e conheceu aqueles que seriam os fundadores dos Doors[bb].

Morrison conta que em 1949 ele viveu um episódio que teria mudado sua vida. Ele conta que numa viagem pelo deserto com a família, eles se deparam com um acidente onde um caminhão cheio de índios havia se chocado com outro. Jim conta que não sabia o que acontecia, mas pode sentir as almas dos índios mortos correndo, e tocando sua própria alma. Seus pais garantem que tal incidente nunca aconteceu.

Após os anos de loucura, drogas e rock'n'roll dos Doors, Morrison retirou-se para Paris, enquanto os outros membros da banda resolveram dar uma parada. Ele mesmo dizia que seria o terceiro a morrer em circunstâncias obscuras (os primeiros foram Hendrix e Joplin). E realmente aconteceu. Jim Morrison foi encontrado morto na banheira e a causa da morte teria sido um ataque cardíaco, mas teorias conspiratórias dão conta de que o governo americano teria motivos para vê-lo morto. Nunca saberemos.

Não é novidade pra ninguém que não sou fã nem de Jim, nem do Doors. Na verdade, acho chato pacas. Mas o cara é clássico, morreu e taí pra vocês uma das poucas que gosto deles, People Are Strange (mas prefiro a do Echo and the Bunnyman...)