sábado, 31 de maio de 2008

Hoje no Rock: John Bonham, 60 anos

Hoje, o lendário John Bonham estaria completando 60 anos. Então lá vai uma repostagem sobre ele, que fiz no carnaval.

John Henry "Bonzo" Bonham, nasceu em 31 de maio de 1948 em Worcestershire, Inglaterra. Começou a aprender bateria quando tinha apenas cinco anos, batendo em caixotes e latas de café, e imitando os movimentos dos seus ídolos Gene Krupa e Buddy Rich. Aos quinze anos recebeu a sua primeira bateria, uma Premier.

Como vários baterias da época, rondou por pequenas bandas até chegar na Crawling King Snakes, cujo vocalista era Robert Plant. Durante este período, Bonham adquiriu a reputação de ser o baterista mais barulhento de Inglaterra, sendo muitas vezes convidado a parar de tocar, devido à sua tendência para partir as baterias. Quando Jimmy Page pensou em formar o Led Zeppelin[bb], convidou Robert Plant, que lhe sugeriu Bonham para a bateria, que assim passou à frente de Ginger Baker que viria a fazer parte do Cream (mais tarde falaremos dele nessa coluna).

Bonham usava as baquetas mais pesadas e mais compridas disponíveis, a que ele chamava árvores. O seu estilo pesado inicial era bem demonstrado em Immigrant song, When the levee breaks e The ocean. Embora não fosse considerado tão solto como Keith Moon, nem tão respeitado pela crítica como Ginger Baker, a sua potência por detrás da bateria influenciou praticamente todos os bateristas do hard rock e do heavy metal. Aliás, ele mesmo descrevia seu estilo se considerando “o melhor imitador de Keith Moon do Mundo”.

Em 24 de Setembro de 1980, na viagem do hotel para o estúdio onde a banda ensaiava, Bonham bebeu cerca de 40 doses de vodka. Quando terminou o ensaio foram para a casa de Page em Windsor. Bonham adormeceu e foi levado para a cama. Benji LeFevre encontrou-o morto na manhã seguinte. Apesar do usual sensacionalismo feito pela imprensa, a autópsia não revelou a presença de drogas no seu corpo.

Após sua morte, os outros integrantes resolveram interromper as atividades do Zeppelin até recentemente, quando voltaram a reunir-se em Londres, mas com seu filho Jason nas baquetas.

Poderia postar o solo de bateria dele em Moby Dick, mas esse todos já conhecem. Optei por The Song Remanis the Same, onde seu trabalho de bumbo é fantástico, aliás uma de suas características mais marcantes.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Saiu do forno! Ou melhor, tá quase saindo...


Depois de mais de um ano (precisamente 17 meses) de composições, gravações, experiências, regravações e mixagens, finalmente está pronto meu primeiro trabalho autoral.

Introdução é uma espécie de colagem com vários momentos meus, alguns remontando a meados dos anos 90. O CD trás 10 composições que vão do blues ao folk, com muito rock também, claro. Assim como os covers que postei aqui, toquei todos os instrumentos no CD, com a exceção de “Cerveja”, onde meu irmão César gravou o baixo e contribuiu com a percursão.

Há muito que falar desse trabalho, já que é a realização de um sonho que começou há mais de 15 anos, ainda na Ingredientes Básicos, minha banda original, de onde 3 das músicas vieram. As outras 7 são composições recentes, que foram surgindo ao longo da gravação do material.

O CD no momento encontra-se em processo de finalização, com a capa na gráfica e detalhes finais sendo arrematados. Em breve, aqui mesmo no blog, todos saberão como adquiri-lo.

Obrigado a todos os que acreditaram nesse projeto, muitas vezes mais do que eu mesmo. Ele é o fruto de toda a minha experiência inicial gravando em casa, com poucos recursos, porém com muita vontade. Obrigado também aos que vierem a comprá-lo. Assim vocês tornam-se sócios da minha empreitada, rumo ao meu próximo CD, que já está bem adiantado.

Pra vocês, um medley com 5 músicas, só pra dar um gostinho.

Valeu galera!

sábado, 24 de maio de 2008

Rock News: Rio das Ostras Jazz & Blues Festival: Falha técnica prejudica John Mayall

A sexta-feira estava cercada de expectativa por conta da apresentação do pai do blues inglês, John Mayall[bb], que seria o último a subir ao palco principal do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival. O dia, que começou cedo com uma segunda apresentação do baterista Will Calhoun, na Lagoa de Iriri, onde o artista se mostrou muito mais confortável do que fechando a noite anterior para uma multidão, teve o ponto alto na apresentação do Bonerama, grupo que mistura o jazz de Nova Orleans com influências do rock, pop e até algo de rap, sem perder o foco no som tradicional da cidade.

Já a noite na Costa Azul, começou com um empolgante show da cantora Taryn, que mesmo com o barrigão de uma gravidez já bastante avançada, mostrou uma voz potente, presença de palco e muita coragem ao escolher um repertório recheado de standarts.

O guitarrista Russel malone e The Godfathers of Groove, com participação de Léo Gandelman, fizeram apresentações que empolgaram e só fizeram aumentar a ansiedade pela entrada no palco de John Mayall e os seus Bluesbreakers.

Como de hábito, o velho bluesman montou sua barraquinha de CDs na entrada principal do festival, conversou, deu autógrafos, entrevistas e assistiu a todos os artistas com atenção. Infelizmente, na sua vez de tocar, um problema com os teclados (trocados duas vezes), seu microfone e retorno, fizeram com que o repertório fosse alterado (em relação ao show do Canecão, dias antes) e que o artista deixasse o palco sem tocar 'All Your Love', a música mais esperada da noite.

Na saída, a banda correu para a mesma barraquinha para autografar e vender seus cds. As caras eram bem menos felizes do que as da saída do Canecão, mas o público entendeu tudo e fez fila para reverenciar o 'homem que criou Deus'.
fonte: O Dia


Cacete, ainda insistem com essa coisa de "o homem que criou Deus"? Mayall não merece ser lembrado só por isso, uma rápida passagem de Clapton em sua banda. Sobre o som ruim, não chega a ser novidade por aqui, mas não podemos dizer que o quadro é ruim só porque a moldura é feia.

Hoje no Rock: Bob Dylan: 67 anos

O menestrel do folk, Robert Allen Zimmerman. nasceu em Duluth no estado do Minnesota vindo de uma família de judeus-russos. Ainda adolescente, aprendeu guitarra e piano sozinho, ao mesmo tempo que escrevia seus primeiro poemas. Começou a cantar em bandas de rock, imitando Little Richards e Buddy Holly, mas quando entrou para a faculdade conheceu o folk, influenciado pelo cantor Woody Guthrie.

Seu primeiro trabalho (Bob Dylan) veio em 1962, mas foi seu segundo trabalho, The Freeweelin' Bob Dylan, de 1963, que lhe trouxe notoriedade. Nele estava o clássico Blowin' in the Wind, música que imediatamente associou Dylan[bb] aos movimentos pelo direitos civis e a músicas de protesto em geral, rótulo que ele recusaria posteriormente. Em 1963, sua participação no Newport Folk Festival alçou-o ao estrelato, assim como Joan Baez. Ambos tornaram-se os 2 grandes nomes do folk e da música engajada dos anos 60. O sucesso do álbum The Times They Are-A-Changing, de 1964, apenas consolidou esta posição. Na segunda metade dos anos 60, Dylan volta-se para temas como racismo e Guerra do Vietnam e adota um estilo mais elétrico, o que revoltou alguns fãs mais radicais, do seu estilo folk.

Os anos 70 foram de emoções distintas. Inicialmente, adota o The Band como sua banda de apoio após sofrer um acidente de moto, com quem grava The Basement Tapes. Lança grandes sucessos como If Not For You e Knockin' on Heaven's Door. Na segunda metade da década, Dylan divorcia-se e converte-se a cultos cristãos evangélicos. Sua temática passa a ser Gospel o que o afastou de muitos fãs antigos, mas aproximou-o dos fiéis de sua igreja.

Na década de 80, Dylan afasta-se da fé cristã e lança o disco Infidels. Nele o resgate por suas raizes judaicas fica claro como na música Jokerman. Mais tarde, une-se a George Harrison, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison para formar o Traveling Wilburys que rende 2 discos. Na década seguinte, passa a fazer um balanço de sua carreira, voltando ao folk inicial e rompendo com compromissos de mercado.

Recentemente Bob esteve no Brasil, onde fez uma série de shows. Muito criticado por alguns por não tocar seus grandes sucessos, Dylan tem o porte de quem tem o direito de tocar o que bem entende. Ele foi o cara que mostrou a todos que as letras não precisam falar de amor. Costurou o folk ao rock, influenciando caras como John Lennon na forma de compor. Desde seu primeiro disco, ja foram quase 50 trabalhos, do folk ao rock, passando pelo gospel e country. Dylan é o menestrel do rock, o poeta que ensinou vários discípulos a compor, trazendo sua mensagem clara e direta, mas sempre com seu violão e sua gaita.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Rock News: Mostra traz fotos inéditas de turnê de 69 dos Stones

Fotos da turnê histórica que os Rolling Stones[bb] fizeram em 1969 pelos Estados Unidos - algumas delas nunca antes divulgadas - poderão ser vistas na exposição The Photographs of Ethan Russell: Let it Bleed - The Rolling Stones 1969 US Tour, que começa nesta sexta-feira na galeria Proud Central, em Londres.

As imagens, clicadas pelo fotógrafo americano Ethan Russell, retratam momentos íntimos dos integrantes da banda fora dos palcos. Mostram, por exemplo, os guitarristas Mick Taylor e Keith Richards e o empresário Sam Cutler tomando café, a banda apostando em um cassino de Las Vegas e Mick Jagger sendo maquiado nos bastidores.

Russell, que muitas vezes foi a única pessoa no palco a não ser um Rolling Stone, e sua câmera, acompanharam o grupo e outras dez pessoas pelos Estados Unidos em uma tentativa de capturar os momentos de uma jornada que deixaria seu impacto na história da música.

A turnê começou como a melhor já realizada pelo grupo, mas acabou de forma trágica em um show gratuito em Altamont Speedway, na Califórnia, quando um fã adolescente foi morto pelo grupo de motoqueiros Hells Angels, que havia sido contratado por Mick Jagger para trabalhar na segurança do show.

Russell também está promovendo, na mostra, o lançamento de um livro de mais de 400 páginas com o mesmo título da exibição. O fotógrafo tinha 23 anos em 1968, quando fotografou Mick Jagger pela primeira vez. A partir de então, até 1972, ele se tornou o principal fotógrafo dos Rolling Stones. Depois da turnê de 1969, Russell acompanhou o grupo novamente pelos Estados Unidos em 1972.

A mostra Ethan Russell - Let it Bleed: The Rolling Stones 1969 US Tour fica na galeria Proud Central até o dia 20 de julho.
fonte: O Globo


Essa turnê de 1969 é tão memorável que, mesmo quase 40 anos depois ainda é lembrada. Depois dela foram várias outras viagens da banda, Mick Taylor saiu e Ronnie Wood entrou, Jagger e Richards saíram no tapa várias vezes... Mas a turnê americana de 69 sobreviveu ao teste do tempo. Foi a resposta stoniana ao festival de Woodstock e o contraponto ao lema Paz e Amor foi o assassinato no fatídito show em Altamont.

Rock News: Feira do Vinil oferece 30 mil discos em Porto Alegre

A Secretaria da Produção, Indústria e Comércio (Smic) de Porto Alegre (RS), promove a Feira do Vinil, até o próximo sábado (24 de maio). Dez expositores estão negociando cerca de 30 mil discos. Segundo a prefeitura, os discos de vinil, chamados de "bolachões" são vendidos a preços que variam desde R$ 5 até mais de R$ 1 mil. Os valores mais altos são pedidos nos casos de raridades.

Os interessados encontram LPs nacionais e internacionais. Os mais procurados são os de rock dos anos 70, MPB, Jovem Guarda e Música Nativista.

A Feira do Vinil acontece das 9h às 19h30, no segundo piso do Mercado Público Central.
fonte: Globo.com


O vinil é uma mania que a cada dia encontra mais adeptos. Conheço gente nova, que é da era do CD, que compra vinil, em intermináveis buscas em sebos. Eu mesmo ja bisbilhotei muitos aqui no Rio e algumas das minhas raridades foram adquiridas neles.

Portanto, se você é de Porto Alegre, vale a visita. Bom garimpo!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Rock News: Nazareth comemora 40 anos na Hellooch, em Curitiba

A Marhceco Produções traz a Curitiba uma das bandas mais influentes do rock mundial. Os escoceses do NAZARETH desembarcam no Brasil para a turnê comemorativa de seus 40 anos e na capital paranaense fazem única apresentação na Hellooch, dia 29 de maio, quinta-feira.

A formação que se apresenta na cidade conta com Dan McCafferty (vocal), Pete Angnew (baixo), Jimmy Murison (guitarra), Lee Agnew (bateria). O show também contará com músicas inéditas do álbum “The Newz”, lançado em fevereiro, que resultou em um DVD histórico com detalhes e ajustes das músicas novas do quarteto.

Uma das mais populares e respeitadas bandas do rock mundial, o NAZARETH[bb] desembarca no Brasil pela quinta vez em quatro décadas de existência. No ano passado, durante sua apresentação na Hellooch, o grupo captou imagens que resultaram no DVD “Live in Brazil”.

NAZARETH
A banda, formada na Escócia em 1968, gravou seu primeiro disco em Londres, em 1971, e começou a conquistar admiradores por toda a Europa.

Em 1975, veio o sucesso definitivo com o lançamento de “Love Hurts”, tornando o grupo conhecido em todos os continentes. Graças à música, que se tornou um clássico, eles venderam mais de um milhão de cópias somente nos Estados Unidos, conquistando disco de ouro também em países como o Brasil.

Outros sucessos eternizados na voz de Dan McCafferty e que até hoje são pedidos nas emissoras de rádio de todo o país são: “Razamanaz”, “Bad Bad Boy”, “Hair Of The Dog”, “Star”, “Where are you now”, “Games”, “Dream on”, “Heart’s Grown Cold” e “Sunshine”.
fonte: Whiplash


O interessante sobre bandas mais pesadas é o fato de estourarem sempre para o grande público com uma balada, como é o caso de Love Hurts. Na minha opinião, nem é a melhor babinha deles. Prefiro Star, essa que separei pra vocês no 4Shared.

Essa turne começou dia 14 de maio e estende-se até o final do mês, tendo passado por 11 cidades brasileiras, a maior parte delas na região sul, como Tubarão e Cascavel. Sobre o disco novo, a curiosidade é a foto da capa, onde os vovôs aparecem lendo um jornal brasileiro. Os gringos gostam daqui mesmo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Hoje no Rock: Jam dos Beatles no casório de Clapton

Essa é quente! No dia 19 de maio de 1979, Eric Clapton finalmente casava-se com Patti Boyd, ex-senhora Harrison, depois de esconder a paixão pela mulher de seu melhor amigo por anos e afogá-la em milhares de litros de vodka (além de alguns quilos heroína).

O que teria sido o triângulo amoroso mais famoso do rock terminou aí. Harrison partiu pra outra e o casamento de Clapton e Patti Boyd foi um fracasso. Mas não estou aqui pra falar disso.

Voltando à cerimônia, o fato é que, entre os convidados estavam os 4 Beatles. Paul, Ringo e George não apenas foram, mas tocaram no que poderia ter sido o embrião de uma volta (foto acima). Também no palco com este trio estavam Eric Clapton, Ginger Baker, Jo Jo Laine (ex-esposa de Denny Laine) e Mick Jagger. Eles tocaram músicas como Get Back e Magical Mistery Tour, além de hits de Chuck Berry.

John Lennon não apareceu na festa. Quando perguntado porque não foi, ele teria dito "Se tivesse sido convidado, teria ido." Ao que parece, Patti Boyd encarregou-se de enviar os convites e o dele ou não foi mandando, ou extraviou-se.

De qualquer forma, essa teria sido a primeira vez que os Beatles (mesmo sem Lennon) reuniram-se em público. Posso estar errado, mas isso reforça minha teoria de que nunca houve inimizade entre eles: o problema era a grana mesmo!

Rock News: Chuck Berry no Rio: divulgados os preços

Apontado por muitos como o inventor do rock ‘n’ roll e um dos primeiros membros do Hall da Fama do estilo, CHUCK BERRY[bb] desembarca no Brasil para apresentação no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, dia 17 de junho.

A lenda viva do Rock, que completou 81 anos ano passado, apresentará todos os seus maiores sucessos como a balada romântica “Havana Moon”, o blues “Wee Wee Hours” e os clássicos “Roll Over Beethoven”, “Sweet Little Sixteen”, “Route 66”, “Memphis” e “Johnny B. Goode”.

A banda que acompanha Berry (guitarra) é formada por Chuck Berry Jr (guitarra) Ingrid Berry Clay (gaita e vocal), James “Jim” Bassala (baixo), Bob Lohr (piano) e com a participação do brasileiro Maguinho Alcantara (bateria).

Agregando peso e atitude ao jazz, Berry influenciou nomes como os BEATLES, ROLLING STONES e BOB DYLAN. Na década de 50, enquanto os EUA passavam por uma série de conflitos raciais, CHUCK BERRY fez dançar negros e brancos, subvertendo as regras morais de sua geração."

Confira os preços:
Setor 3 R$ 200,00
Setor 2 R$ 250,00
Setor 1 R$ 280,00
VIP R$ 300,00
Frisas R$180,00
Camarote B R$280,00
Camarote A R$300,00
Censura: De 07 a 15 anos. Menores de 15 anos apenas acompanhados por pais ou responsáveis maiores de 21 anos.

Chuck ainda se apresentará em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

fonte: Whiplash


Das duas uma: ou esse negócio de roquenrol ficou caro demais ou eu fiquei pobre e não notei.

Hoje no Rock: Pete Townshend - 63 anos

Peter Dennis Blandford Townshend nasceu na cidade de Chiswick, nos arredores de Londres e suas influências musicais começaram dentro de sua própria família. Seu pai Cliff era saxofonista e sua mãe Betty, cantora. Aos 12 anos ganhou de sua avó seu primeiro violão e a essa altura já havia sido contaminado pelo rock and roll que vinha da América. O nariz avantajado, que para muitos seria motivo de vergonha, o fez querer ser alguém famoso. Só assim seria reconhecido de outra forma.

Em 1961 fundou com seu colega de escola John Entwistle sua primeira banda, os Confederates. Mas engana-se quem pensa que era uma banda de rock. Eles tocavam Dixieland, com Pete no banjo e John no trompete. O ritmo mudou para o skiffle (uma espécie de folk inglês) com a entrada de Roger Daltrey. A banda agora chamava-se The Detours. Daí para a entrada de Keith Moon e a criação do Who foi um pulo.

Essa formação foi fundamental para o desenvolvimento de Pete como compositor e guitarrista. A cozinha formada por John e Keith segurava a base melodica, para que Pete pudesse criar seus power chords. É dele também uma invenção que muitos creditam a Hendrix: destruir guitarras.

Se o Who[bb] projetou Pete Townshend para o mundo do rock, sua carreira solo sempre foi prolífica com vários albuns a partir dos anos 70. Foi também o primeiro a por em prática a expressão ópera rock, primeiro com Tommy, depois com Quadrophenia.

Pete ainda está na ativa hoje, tanto solo como numa recente turnê com o Who. Apesar de sofrer de surdez, continua compondo e tocando ao vivo. Se não exibe mais a energia de outros tempos, continua sendo o mesmo guitarrista vigoroso, com volume no talo e sua distorção característica.

Quando resolvi comprar uma SG há uns 10 anos, foi primeiramente para tirar o mesmo som. Não sou dado a babações de ovo, não curto idolatria. Mas se teve um cara que realmente influenciou minha forma de tocar, foi Pete Townshend. Primeiro pelo tipo de som, segundo por conseguir transformar suas limitações na guitarra (ele nunca foi exatamente um "virtuose") em recursos pra lá de criativos. Para os que dizem que caras como Jeff Beck tocam muito mais que ele, a resposta é direta: "Acho que eles sentem muito mais falta do meu talento para compor, do que eu do deles para tocar rápido".

Pra vocês, um som solo dele, do album The Best Cowboys Have Chinese Eyes, de 1982: The Sea Refuses No River.


domingo, 18 de maio de 2008

Rock News: Criador de 'Deus', John Mayall mostra que o blues ainda está vivo

fonte: O Dia
Rio - Em uma semana agitada musicalmente, com gravações de dvds, estréia de Caetano Veloso e muitas atrações, o senhor britânico John Mayall[bb], do alto dos seus 75 anos, mostrou porque é um mito na Inglaterra e para todos que conhecem o blues. Ontem, o 'velho' músico, que foi o responsável por descobrir ou lapidar gente do calibre de Eric Clapton, Peter Green, Mick Taylor, Jimmy McCulloch, Jack Bruce e John McVie, para citar alguns, subiu ao palco do Canecão e mostrou por quase duas horas por que é um mestre do gênero.

Celeiro de bons guitarristas
John Mayall & The Bluesbreakers são uma instituição musical de um gênero que sofre com a perda de grandes e jovens talentos como Stevie Ray Vaughan e Jeff Healey, e com o envelhecimento dos grandes ícones, como Eric Clapton B.B.King, Buddy Guy e o próprio Mayall. Celeiro de grandes músicos, o olhar (ou ouvido) clínico do inglês trouxe ao Brasil uma formação onde o destaque fica pelo indescritivelmente talentoso guitarrista Buddy Whittington, que está no grupo desde 1993.

Alternando entre o teclado, gaita, guitarra e vocais, Mayall mostrou disposição, simpatia e emoção de garotos ao executar várias canções de seu último trabalho ('In the Palace of the King', uma homenagem a obra de Freddie King), algumas mais antigas e encerrar a noite com o clássico All Your Love, de Ottis Rush, imortalizado no cd (na época LP) gravado quando Eric Clapton entrou para a banda, no meio dos anos 60. Mais que um grande músico, Mayall se mostrou um grande maestro.

A noite, que começou com o ótimo Big Joe Manfra, um dos melhores guitarristas de blues do país, acompanhado por sua banda e uma série de convidados especiais, mostrando a tendência brasileira de tocar um blues mais acelerado, terminou com o público saindo do Canecão com a impressão de todos terem se tornado amigos de infância. Mágica pura.

Quem perdeu o show de ontem, ainda terá uma chance de ver John Mayall & The Bluesbreakers no próximo dia 23, no Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.


Que revelou muita gente boa do blues e do rock, ninguém duvida. Mas daí dizer que criou o Deus Clapton, é um pequeno exagero. Tudo bem que Eric recebeu esse apelido quando abandonou os Yardbirds e foi gravar o famoso Beano Album (onde aparece lendo um gibi na capa) com Mayall. Mas antes disso sua fama já estava feita e espalhada por toda Londres. Logo depois disso, ele saltou fora e partiu para vôos maiores, como o Cream.

Pra vocês, a sensacional All Your Love, desse mesmo álbum clássico, no 4Shared.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Blog'n'Roll: Beatles + Metallica = Beatallica

Foi fuçando na internet que me deparei com mais essa. Uma banda que resolveu cruzar as melodias dos Beatles com a levada pesada do Metallica. De cara imaginei tratar-se de mais um aborto musical, ainda mais levando em conta que tem Beatles no meio.

Quando ouvi, minha primeira reação foi... uma gargalhada!


Exato, porque é exatamente isso: é divertido! Não passa de mais uma piada despretensiosa que deu certo. Os caras estão nessa desde 2001 e lançaram agora o disco “Sgt. Hetfield’s Motorbreath Pub band”, seu primeiro trabalho. A voz do James Hetfield cover é tão parecida com a original que muitos suspeitaram que fosse um trabalho do próprio Metallica. Mas não se deixe enganar. Nada aqui é autêntico. A banda conta ainda com um EP chamado "A Garage Dayz Night".

O Beatallica vem abrindo shows de veteranos do metal como o Motorhead e Dream Theater. O disco atual tem 13 músicas, entre elas "And justice for all my loving" E "Lepper Madonna". Separei pra vocês a faixa título, no 4Shared de volta a ativa. No Uitubiu, tem mais coisa deles, é só dar uma cavucada por lá. Aqui, o site dos figuras.

Rock News: Morre em São Paulo o guitarrista Wander Taffo

fonte: Whiplash
Faleceu hoje pela manhã, dia 14 de maio de 2008, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, o guitarrista Wander Taffo, que fez parte de bandas como Made in Brazil, Secos e Molhados, Rita Lee, Rádio Taxi, além de sua própria banda, Taffo. Segundo familiares, Taffo não tinha histórico de problemas de saúde e faria 54 anos no sábado, 17 de maio. Porém, de acordo com o UOL, Taffo chegou a procurar hospital dias antes, mas exames não detectaram nenhuma anomalia, e ele foi mandado de volta para casa.

Ainda não foi definido o horário do enterro, mas o velório deverá ser realizado no cemitério do Araçá, em Pinheiros.

Sobre Wander Taffo:
Wander Taffo, guitarrista paulistano do bairro da Pompéia, iniciou sua carreira no anos 70 (maio 1973) com a banda MEMPHIS, onde tocava em bailes nos clubes de São Paulo, como o Paulistano, o Pinheiros e o Círculo Militar. Nesta época, conviveu com a revolução musical e movimentos da Jovem Guarda, Tropicália e BEATLES.

Ainda na década de 70, após a banda MEMPHIS, Taffo foi integrante das bandas MADE IN BRAZIL, SECOS E MOLHADOS, JOELHO DE PORCO, GANG 90 e RITA LEE. Em 1980, iniciou seu trabalho na banda RÁDIO TAXI, que estourou nas rádios com vários sucessos. Paralelamente ao trabalho artístico, Taffo também dava aulas particulares de guitarra.

Em 86, o guitarrista deixou o RÁDIO TÁXI e partiu para um trabalho solo, gravando um disco em Los Angeles. Nesta fase, Taffo iniciou um projeto de montar uma escola de música inédita no Brasil. Essa idéia surgiu pois Wander Taffo percebeu a carência que o músico brasileiro encontrava para um estudo sério e diferenciado.

Em 1989, Wander lançou seu primeiro disco solo “Wander Taffo”, gravado em Los Angeles, contou com a participação de Lobão, além de músicas de Lulu Santos e Herbert Vianna. O disco recebeu o Prêmio Sharp de Música na categoria “Revelação Pop Rock Masculino”. No ano seguinte (1990) Wander foi escolhido pela crítica como o melhor guitarrista do Brasil.

Em 1991, Wander Taffo ainda formou a BANDA TAFFO e teve a oportunidade de apresentar seu novo disco “Rosa Branca” em shows em Nova York, no Limelight e no Cat Club, show que foi gravado pela MTV americana e transmitido para vários países.

Como guitarrista Wander foi convidado para participar dos discos de MARINA – “Marina Lima” / 91, de CÁSSIA ELLEr – “Cassia Eller” / 94, GUILHERME ARANTES – “ Clássicos” / 94, ARNALDO BATISTA /95, AFONSO NIGRO / 95, GUILHERME ARANTES ao vivo – 2001, entre outros.

Em 1996 Taffo lançou seu segundo disco solo, “Lola” que teve a música “Sempre junto de você” na trilha da novela “O amor está no ar” da Rede Globo. Em julho de 1997, Taffo abriu o IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia). Assim, paralisou seus projetos musicais, dedicando-se exclusivamente ao IG&T. A escola unia a alta tecnologia com centro de conveniência, totalmente inédita na América Latina. Em apenas 1 ano de funcionamento, o IG&T atingiu 1000 matrículas, garantindo o sucesso do projeto.

A partir daí, Taffo abriu oportunidades a outros instrumentos. Seguindo os mesmos padrões do IG&T, em novembro de 99 o Instituto de Guitarra mudou para EM&T (Escola de Música e Tecnologia), no Jabaquara, num prédio de 5 andares (500 metros quadrados por andar), com mais cinco Institutos: IB&T (Instituto de Baixo e Tecnologia); IV&T (Instituto de Violão e Tecnologia); IC&T (Instituto de Canto e Tecnologia); IP&T (Instituto de Percussão e Tecnologia – Bateria) e IT&T (Instituto de Teclado e Tecnologia).

Hoje, a EM&T já reflete um grande sucesso, premiada com 5 certificados internacionais de qualidade, onde estão matriculados mais de 2500 alunos, de várias partes do País. Em Fevereiro de 2006 foi inaugurada com muito sucesso a EM&T de Vitória/ES dando início às franquias da EM&T e também o núcleo EM&T nas Escolas Pueri Domus. Campinas/São Paulo inaugurou em Fevereiro último, uma nova unidade da EM&T.

Taffo também volta aos palcos com o lançamento do DVD e CD ao vivo do RADIO TAXI pela Sony/Bmg. O último projeto em andamento, interrompido por esta fatatalidade, seria a volta da BANDA TAFFO prevista para o mês de julho de 2008.


Taffo foi um cara que viveu sob a sombra dos grandes "nomes" da música brasileira, o que escondeu seu enorme talento do público em geral. Dos que vi tocar, talvez tenha sido o melhor guitarrista brasileiro. Como costumo dizer, a festa no céu ta ficando animada.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Rock News: Jornal inglês diz que Led Zeppelin vai mesmo fazer turnê mundial

fonte: O Globo
O jornal britânico "Daily Mirror" informou que o Led Zeppelin[bb] vai mesmo fazer uma turnê mundial que poderá render mais de US$ 20 milhões líquidos para cada um dos integrantes. Segundo o jornal, as resistências de Robert Plant, o único que relutava em aceitar a turnê, foram vencidas por Jimmy Page e John Paul Jones. Na bateria estará Jason Bonham, filho do baterista John Bonham, morto em 1980. A turnê começaria no final do ano ou começo de 2009.

Pelas estimativas do "Mirror" o faturamento da turnê poderá chegar perto de meio bilhão de dólares devido à demanda. Quando fez um único concerto em dezembro do ano passado na 02 Arena, em Londres, diante de 20 mil pessoas, a demanda mundial por ingressos passou de 100 milhões de solicitações, das quais 20 milhões concorreram ao sorteio dos 10 mil pares de ingressos.

O vocalista do grupo Whitesnake, David Coverdale, amigo dos integrantes do Led, afirmou que haverá a turnê e sua banda será uma das que abrirão o show do zepelim de chumbo. "Estou esperando um telefonema de Jimmy para abrir para eles na turnê mundial. Se estaremos a bordo? Pode apostar, esta vale bilhões," disse Coverdale.

David Coverdale não é o primeiro músico de rock a dizer que vai abrir para o Led numa turnê mundial de volta da banda. O baixista do Velvet Revolver Duff McKagan declarou em março último que sua banda já tinha lugar reservado como banda de abertura da turnê do Led Zeppelin. Dias depois o guitarrista Slash desmentiu McKagan com a afirmação de que os planos da banda eram gravar outro álbum e nada havia em relação ao que o baixista falara.

Em abril, o vocalista da banda The Cult, Ian Astbury, fez a mesma declaração ao final de um show em Cincinnati, estado americano do Ohio: "Voltaremos ano que vem porque vamos abrir para uma banda que vocês devem conhecer. O nome começa com L e tem um Z também", dise Astbury. Dias depois ele desmentiu, culpou a imprensa pela confusão, mas deixou escapar que "seria o máximo" se excursionassem com o Led Zeppelin.


Esse vai e vem do Led já ta enchendo o saco. Pô, faz logo essa turnê e enche a burra de grana. Pronto, não precisa de tanto suspense, até porque no final é o que vai acontecer mesmo.

Agora, o engraçado é a turma da lasquinha, querendo descolar o seu. Nessas horas nós vemos quem são os Clássicos e os eternos aspirantes. Essa semana li uma carta do Dave Grohl implorando ao Metallica que lançasse um álbum. Isso mostra que mesmo que a mídia eleja a maior banda do mundo dessa semana, os clássicos são poucos. O Led está entre eles.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Rock News: Seis mil pessoas assistem ao show do Whitesnake no Rio de Janeiro

fonte: Terra
A banda britânica Whitesnake realizou na noite desta quarta-feira (dia 07/05) a terceira apresentação de sua turnê pelo Brasil no Citibank Hall, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Cerca de seis mil pessoas assistiram ao show comandado pelo vocalista David Coverdale, que levantou o público com seu desempenho elétrico e extrovertido sobre o palco.
Em sua quarta passagem pelo país, o ex-integrante do Deep Purple foi a grande estrela da noite. Coverlade dançou abraçado a uma bandeira do Brasil, chamou a galera para cantar e ainda perguntou "o que eles queriam ouvir".

Falando poucas palavras em português, David agradeceu ao carinho do público. "É muito bom estar na companhia de vocês". Ele ainda desejou "bom dia, Rio", embora o show tenha começado um pouco depois das dez horas da noite.

O público presente vibrou durante os noventa minutos da apresentação. A banda mesclou antigos sucessos com canções inéditas no novo álbum Good to be Bad. Mas o ponto alto do show foi quando David Coverlade entoou umas das baladas mais famosas do grupo, ao perguntar para a platéia "Rio, Is this love?".

O empresário João Carlos, 55 anos, acompanha o Whitesnake[bb] desde a sua criação e tatuou nas costas o nome da banda. "David tem uma energia que contagia qualquer um. É um show incrível, cara, para se lembrar pra sempre".

O Whitesnake vai se apresentar ainda em São Paulo e em Curitiba, e depois segue em turnê pela América Latina.


Uma das maiores discussões rock refere-se a Coverdale, mas não ao Whitesnake e sim ao Deep Purple. Quem foi o melhor vocalista do Deep? A formação clássica é com Ian Gillian, mas muitos preferem Coverdale, por achá-lo mais técnico.

Para esse humilde blogueiro, sou Gillian desde criancinha. Realmente Coverdale tem uma voz e técnicas raras, mas para rock'n'roll não é o essencial. Gillian tem o espírito do Deep Purple e Coverdale fez do Whitesnake, posteriormente, o seu.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Rock News: Chuck Berry confirma shows no Brasil

fonte: Globo.com
Um dos maiores nomes do rock 'n roll em todos os tempos, Chuck Berry[bb] fará uma nova turnê no Brasil no mês que vem. O músico de 81 anos passa por Rio de Janeiro (17/6, Vivo Rio), São Paulo (18/6, no HSBC Brasil), Curitiba (20/6, Teatro Positivo) e Porto Alegre (21/6, Pepsi On Stage).

Segundo o HSBC Brasil, há a possibilidade de que as datas de Rio e São Paulo se invertam - as datas estão trocadas no site oficial do músico. Um dos primeiros nomes a aparecer junto com o estouro do gênero nos anos 50, Chuck Berry lançou seu últimos disco de inéditas nos anos 80, mas constantemente entra em turnê.

Chuck Berry, autor de grandes clássicos do rock como "Roll over Beethoven", "Johnny B. Goode" e "Sweet little sixteen", já passou pelo Brasil em 1993, durante o extinto festival Free Jazz - que também teve Little Richard na programação.

O serviço do show de São Paulo está confirmado, mas os ingressos só estão à venda para clientes do HSBC. A venda geral começa no dia 10 de maio.


Muita gente diz que tenho implicância com o Elvis. Ok, eu assumo, tenho mesmo. E é esse senhor de 82 anos o culpado. Quando Elvis começou a rebolar, Berry já era conhecido de toda a comunidade negra americana, assim como Ike Turner. Há quem considere Ike o pai do rock, outros consideram Berry.

Um show recomendado para os que acham que rock é coisa de adolescente, e que não é mais que uma moda passageira.