sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Blog'n'Roll: Novo espaço para a Experiência!


Não há como negar que a internet é o caminho para bandas independentes e desapadrinhadas como nós. A prova disso é este blog e, agora, o novo espaço para a CME: o Imeem.

Trata-se de um site voltado especificamente para músicos e artistas, com múltiplas facilidades para a divulgação do trabalho de cada um. Assemelha-se a um My Space, mas com sua mecânica bem mais fácil.

Por lá divulgarei músicas, vídeos e datas de shows, assim como fotos. Aí você pode dizer: ok, mas isso você já fazia aqui. Só que no Imeem você pode se associar como nosso contato, assim como no orkut. Isso lhe garantirá estar por dentro de todas as notícias sobre a banda, assim como vantagens em promoções no futuro.

Ou seja: um espaço não anula o outro. O Blog continua, com as novidades do rock clássico, curiosidades, notícias e muito som pra download. No Imeem, novidades sobre a banda, nossas músicas, nossas datas de shows e novidades.

Clique na imagem lá em cima pra acessar, ou digite http://www.imeem.com/caiomattos.

Passe por lá!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Blog'n'Roll: Vote na sua favorita

Faltam apenas 3 dias para terminar a enquete sobre a melhor música do CD Introdução. Se você ainda não votou, aproveite a reta final e escolha a sua favorita. Na liderança, estão Do Pó ao Pó, com Blues do Cachorro logo atrás e Vida a Cores correndo por fora.

Vote e faça suas apostas! As favoritas terão um destaque especial. Aguardem novidades!

Rock News: Homem deixa coma após ouvir canção dos Stones

Uma canção dos Rolling Stones[bb] ajudou um fã britânico a despertar de um coma.

Sam Carter perdeu a consciência após contrair uma severa anemia, mas voltou quando sua música favorita dos Stones, “(I Can't Get No) Satisfaction”, foi colocada em seus ouvidos.


Ironicamente, o single foi o primeiro que o padeiro aposentado comprou quando ainda era um adolescente em 1965.

De acordo com os médicos, Carter, de Stoke, Inglaterra, tinha apenas 30 por cento de chances de sobrevivência. Eles aconselharam sua esposa Eva a tocar sua música favorita através de fones de ouvido amarrados à cabeça de seu marido.

Carter diz, “De repente me veio um raio de energia e eu sabia que ainda tinha muita vida pela frente e foi quando eu acordei – ao som da primeira música que comprei. Eu gostaria de agradecer ao Mick (Jagger) e o resto dos Stones pessoalmente – Sinto que eles realmente me ajudaram a acordar do coma”.
fonte: Whiplash

Ele provavelmente não estava satisfeito com o coma...
Essa é pro Ayrton! Não entre em coma Ayrton, não entre em coma!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Rock News - Brian Wilson revela repertório e data de lançamento do novo álbum

O cantor Brian Wilson[bb] revelou detalhes sobre o próximo álbum, “That Lucky Old Sun”. O CD estará disponível nas lojas a partir do dia 02 de setembro, a versão em vinil já pode ser encontrada nas lojas dos Estados Unidos.

Este lançamento marca o retorno do cantor à Capitol Records, gravadora pela qual a ex- banda de Wilson, os Beach Boys, lançou importantes álbuns nos anos 60. “That Lucky Old Sun[bb]” traz 17 faixas, sendo que algumas são narrativas do cantor.

Confira abaixo o repertório do album:

01. That Lucky Old Sun
02. Morning Beat
03. Narrative: Room With A View
04. Good Kind Of Love
05. Forever She’ll Be My Surfer Girl
06. Narrative: Venice Beach
07. Live Let Live / That Lucky Old Sun (reprise)
08. Mexican Girl
09. Narrative: Cinco de Mayo
10. California Role / That Lucky Old Sun (reprise)
11. Narrative: Between Pictures
12. Oxygen To The Brain
13. Can’t Wait Too Long
14. Midnight’s Another Day
15. That Lucky Old Sun (reprise)
16. Going Home
17. Southern California
fonte: Terra


Depois que saiu da geladeira, Wilson parece ter finalmente conseguido colocar suas idéias em ordem. Nem preciso dizer que ouvirei e direi pra vocês o que achei.

O legal é o retorno definitivo do vinil lá fora. Cada vez mais os álbuns são lançados nesse formato, que vem crescendo ano após ano.

sábado, 23 de agosto de 2008

Hoje no Rock : Keith Moon

Agosto é mês de cachorro doido e de batera doido também. Afinal, hoje Keith Moon estaria completando 62 anos. Pra vocês então, um post que fiz sobre ele em fevereiro desse ano.

O insano, o lunático, o destruidor de baterias. Keith John Moon nasceu em 23 de agosto de 1946 em Londres e já veio com um senso rítmico absurdo. Numa época em que o trabalho dos bateristas era apenas marcar o ritmo, Moon chegou para revolucionar a técnica do instrumento.

Seu trabalho no Who[bb] foi marcado pela parceria com o baixista John Entwistle, onde encontrou terreno fértil para sua condução alucinada, marcada pela bateria dupla. O próprio Pete Townshend encontrou nesta base, a condição ideal para por suas idéias em prática.

Apontado por muitos bateristas famosos como principal influência, Moon teve apenas um trabalho solo, o álbum Two Sides of the Moon, onde curiosamente apenas canta, deixando a bateria para seu amigo Ringo Starr e Jim Keltner (Traveling Wilburys).

Moon é famoso por suas loucuras dentro e fora dos palcos. Destruia as baterias após os shows, quartos de hotel, corria nu atrás de ônibus escolares... a lista de feitos é imensa. A mais famosa seria ter entrado com seu Rolls Royce dentro de uma piscina e outra vez, teria entrado no saguão de um hotel com seu Land Rover. Estacionou ao lado do balcão e pediu com gentileza britânica: “minhas chaves, por favor”. Tanta loucura virou homenagem: o personagem Animal dos Muppets foi inspirado Keith Moon.

Moon morreu em 7 de setembro de 1978, vítima de overdose de Heminevrin, um medicamento usado para tratamentos anti-álcool, mal que o perseguiu por toda a carreira. Horas antes ele havia jantado com Paul e Linda McCartney. Seu legado é Ter sido o mais influente baterista de rock de todos os tempos. Na opinião deste humilde blogueiro, o melhor do rock clássico.

Difícil escolher uma dele pra vocês. Então lá vai Bell Boy, do sensacional álbum Quadrophenia, de 1973. Nele, além da condução destruidora de Moon, ouve-se sua voz nos versos do meio.

Blog on the Top: Rolling Stones

Rolling Stones:
Honky Tonk Women

(UK - 1969)
Esse hit dos Stones[bb] é um dos meus favoritos e é cheio de curiosidades e coincidências. Pra começar, segundo Keith Richards, ela teria sido composta aqui mesmo no Brasil em janeiro de 1969, numa fazenda no Mato Grosso.

Na ocasião ele e Mick haviam vindo passear com as namoradas e acharam o interior brasileiro parecido com o Arizona.
Keith então começou a tocar uma canção de Hank Williams chamada "Honky Tonk Blues", com levada essencialmente country. Meses depois, quando começaram as gravações para o álbum Let It Bleed, ela recebeu a letra definitiva e a levada preguiçosa características.

A coincidência macabra, é que Honky Tonk Women (em português claro, Mulher da Zona) foi lançada justamente no dia em que o guitarrista Brian Jones foi encontrado morto em sua piscina, em 3 de julho de 1969. Menos de 2 meses depois, ela chegava ao topo das paradas inglesas, há exatamente 39 anos.

Foi apresentada pela primeira vez no famoso concerto do Hyde Park em Londres, ocasião que marcou também a estréia de Mick Taylor no lugar de Jones, demitido da banda semanas antes devido ao seu exagero com as drogas. Taí no iutubui o trecho onde eles tocam esse som. Destaque pro neguinho alucinado na platéia.


Rock News: Jimmy Page toca na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos

O guitarrista Jimmy Page será uma das celebridades que participarão da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 14, pela imprensa britânica. O lendário ex-Led Zeppelin[bb] vai participar da cerimônia ao lado da cantora inglesa Leona Lewis.

A cerimônia de encerramento será realizada em 24 de agosto. O motivo de Page e da cantora Leona Lewis serem convidados é devido a Inglaterra ser o próximo país a sediar as Olimpíadas, em 2012. O jogador de futebol David Beckham também participará do evento.

Não foi anunciada qual música Page tocará no evento. Na abertura dos jogos, no último dia 08, a representante britânica no evento foi a cantora inglesa Sarah Brigthman.
fonte: Terra

Hoje em dia não sei, mas se fosse há uns 20 anos ele com certeza seria pego no antidoping! hahahaha

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Hoje no Rock : John Lee Hooker

Se vivo fosse, o bluesman John Lee Hooker[bb] sopraria hoje nada menos que 91 velinhas. Acontece que ele partiu para a festa no céu em 21 de junho de 2001 e foi animar as coisas por lá, junto com seus amigos Robert Johnson, Willie Dixon e Muddy Waters. Nascido no berço do blues, o Delta do Mississipi, Hooker apareceu em 1948, fazendo um blues mais livre que o conhecido até então.

Só que a turma do blues de elétrico de Chicago de início desdenhava do seu estilo, por causa da voz arrastada e da mania de falar errado. Mas no começo dos anos 60, começou a ser adorado pelos novos talentos do Folk que surgiam (Dylan, Joan Baez) e acabou sendo descoberto pelos americanos.

A partir daí Hooker construiu uma sólida carreira, com mais de 100 álbuns gravados. Em 1989 foi homenageado guitarristas como Keith Richards e Carlos Santana num show tributo.

Nos seus últimos dias, viveu em San Francisco onde tinha um clube noturno chamado The Boom Boom Room, referência a um de seus maiores sucessos, que taí pra vocês no iutubiu, num trecho sensacional do filme Blues Brothers (Os Irmãos Cara de Pau) de 1980. Abstraia as legendas em espanhol...

Blog on the Top: Creedence Clearwater Revival

CCR: Cosmo's Factory
(USA - 1970)
Sempre associamos o CCR[bb] com uma banda setentista. Mas eles começaram em 1959 e seu auge foi justamente nos anos 60. Talvez seja a semelhança do seu som à de algumas bandas do período, o que coloca os irmãos Fogerty como pioneiros dentro do seu estilo.

Após vários singles chegando ao primeiro lugar nas paradas americanas, a consagração veio com o LP Cosmo's Factory, de 1970, que trazia em seu vinil alguns clássicos instantâneos, como os que selecionei pra vocês. Run Through The Jungle, Up Around the Band e o absoluto Who'll Stop The Rain. Sobre essa última, ao contrário do que os casaizinhos nas festas podem pensar, não se trata de uma música romântica. Ela fala na verdade das chuvas que castigavam os soldados americanos na Guerra do Vietnam.

No 4Shared pra vocês.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Rock News: Bob Dylan oferece música para download gratuito

"Dreamin' of you", música de Bob Dylan[bb] que não havia sido lançada ante- riormente, está sendo disponibilizada para download grátis na internet. A estratégia visa o lançamento de "Tell tale signs", o oitavo capítulo da compilação de raridades "Bootleg series". Esses últimos discos focam os álbuns das duas últimas décadas, desde "Oh mercy", de 1989, até "Modern times", de 2006.

A faixa pode ser baixada no site oficial de Dylan, o www.bobdylan.com. A música faz parte das gravações do disco "Time out of mind", de 1997, considerado a grande "volta à forma" do cantor depois de muito tempo.

Formatos
A Columbia Records vai lançar "Tell tale signs" em 7 de outubro, em três formatos: um álbum duplo padrão com 27 canções, uma edição limitada com disco de bônus com outras 12 canções, e uma versão em vinil com quatro LPs que vai incluir tudo do álbum de dois CDs.

A maioria das faixas vem das sessões de gravação de "Oh mercy" e de "Time out of mind", de 1997.

As seleções do primeiro CD incluem um demo de piano de "Dignity" e duas versões alternativas de "Most of the time"; do último, uma versão ao vivo de "Cold irons bound" gravada durante a apresentação de Dylan no festival Bonnaroo, no Tennessee, em 2004.

As sessões de seu álbum de covers folk "World gone wrong", de 1993, renderam "32-2- Blues", descrito como a primeira versão lançada por Dylan de uma canção de Robert Johnson.

A "Bootleg series" começou em 1991 com um pacote de três CDs de faixas raras e inéditas, cobrindo 27 anos. O lançamento mais recente, em 2005, foi a trilha sonora do documentário "No direction home".
fonte: G1


O caminho é esse mesmo. Cada vez mais artistas usam a web para divulgar seus trabalhos e libertarem-se das gravadoras. Pela primeira vez em décadas a música é livre, tanto para quem produz como para quem consome. Já baixei o som do Bob e gostei, a qualidade é ótima (320kbps) e o download rápido. Destaque também para a ressurreição do bom e velho LP, tema que em breve tratarei aqui no bróg.

Tremei gravadoras! Tremei!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Hoje no Rock: Beatles - Shea Stadium

Rotineiramente fala-se dos vários pioneirismos dos Beatles[bb]. Os primeiros a usar instrumentos indianos, os primeiros a por letras nos discos, os primeiros a gravar video clip promocional... Pois bem, lá vai mais um: em 15 de agosto de 1965, eles tornaram-se a primeira banda de rock a fazer um show num estádio de esportes, no caso, o Shea Stadium em Nova York, casa dos New York Mets.

Antes desse show, os fabfour excursionavam pela Europa, tendo passado pela França, Itália e Espanha. Ao chegarem aos EUA no dia 13 de agosto para sua 3ª turnê por lá, a agenda incluia shows em Nova York, Atlanta, Houston, Chicago, Minneapolis, Portland, San Diego, Los Angeles e San Francisco. Ficou ao encargo de Ed Sullivan, velho conhecido dos rapazes, a organização do que seria o maior show de rock até então.

Os números até hoje são desencontrados, mas as informações oficiais dão conta de que todos os 55.600 lugares foram vendidos, rendendo aos rapazes U$160.000. Acontece que em 1965 a estrutura de shows era ridícula comparada ao que temos hoje. Não havia microfonação especial para bateria e amplificadores. A voz saia nos auto-falantes do estádio (Suderrrrj Infoooorrrrma) e retorno ainda era ficção científica. Até então, eram usados amplificadores de guitarra de meros 30 watts e a Vox confeccionou amps especiais com sensacionais 100 watts, os mesmos usados por qualquer banda de garagem hoje em dia.

Nem preciso dizer que, com a gritaria, muito pouco (ou nada) era ouvido. Para o público, sem problemas, afinal as pessoas haviam ido para ver - e não para ouvir - os Beatles. Mas para eles, a rotina de shows nessas condições tornava a música uma experiência frustrante, onde eles não se ouviam e passavam a ser maus músicos.

O show foi curto, com apenas 30 minutos e 12 músicas. A última delas, Im Down, é o exemplo perfeito do caos reinante. John, que tocava um harmonium (teclado elétrico da época) simplesmente pira, começa a dizer coisas sem nexo e tocar qualquer nota o que faz Paul e George dispararem a dar risadas. Esse show foi, certamente, o começo do fim das turnês beatle.


Antes deles várias outras bandas apresentaram-se, como era costume na época: King Curtis Band, Cannibal and the Headhunters, Brenda Holloway, The Young Rascals e Sounds Incorporated eram bandas americanas emergentes naqueles dias. Mas quando Ed Sullivan apresentou o grupo com sua célebre frase "Condecorados por sua Rainha, amados pela America, Os Beatles", a histeria teve início.

O show virou também um documentário (produzido por Sullivan naturalmente), mas feito ao (mal) gosto americano: apenas 48 minutos (para caber no formato televisivo) e com músicas faltando. Os rapazes ainda voltariam ao Shea Stadium em agosto de 1966 (cartaz acima), mas já próximos de seu adeus aos palcos.

O legado desse evento foi a direção que os concertos de rock passaram a ter, em lugares cada vez maiores, o que fez com que a estrutura (amplificação, retorno, microfonação) fosse aprimorada. Só pra se ter um exemplo, exatamente 4 anos depois, tinha início, em 15 de agosto de 1969 o Festival de Woodstock. Além disso, marca o ponto de virada dos Beatles, abandonando o som adolescente e partindo para o sensacional e lisergico Rubber Soul.

Abaixo, I'm Down, com Lennon dando ataque de pelanca e Harrison se mijando de rir.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Rock com Pipoca: Rolling Stones - Shes Like a Rainbow / Sony Bravia

Nem só de filmes e shows vive essa coluna. Tem também a hora do comercial. E foi por acaso, vendo um jogo de basquete nas Olimpíadas que, num intervalo, ouvi a música She's Like a Rainbow, dos Rolling Stones e, claro, corri pra ver o que era.

Era o comercial da TV de plasma Sony Bravia, que já havia apresentado outros filmes sensacionais antes, como o do prédio cinzento e sem graça que é pintado por explosões de tinta ao som de música classica.

Esse é mais lúdico. Afinal, existe algo mais lúdico que coelhinhos feitos de massinha de modelar? Ainda não parei pra prestar atenção na técnica usada (pode ser simplesmente computação gráfica como tudo hoje em dia), mas me parece Stop Motion, sobreposto às imagens das ruas de Nova York.

De qualquer forma é o tipo de comercial que não se faz mais por aqui. Esse é o lado positivo da tal globalização, já que a campanha que rola por lá, acaba rolando por aqui também, mesmo que com um filme bem menor (apenas 30 segundos).

Sobre a música, é uma canção de 1967 e está no clássico Their Satanic Majesties Request, considerados por muitos o melhor álbum dos Stones. Eu o vejo como a versão stone do Sgt Peppers, mas a verdade é que estava todo mundo ligado na onda psicodélica na época (e todos correndo atrás de Brian Wilson e seu Pet Sounds).

Então, curta o plim-plim e veja o comercial da Sony Bravia na íntegra, como foi ao ar lá fora.

Rock News - Pink Floyd será tema de um cruzeiro marítimo

Roberto Carlos e as micaretas que se cuidem: o Pink Floyd[bb] também está nos ramos dos cruzeiros marítimos. O "Great gig in the sea" levantará âncora em 2009. Durante o trajeto Miami-Bahamas, uma banda cover que diz ter sido aclamada por David Gilmour, tocará "Dark side of the moon" na íntegra.

Ao preço mínimo de US$ 379 (cerca de R$ 615) por pessoa, o pacote de três dias inclui jogos e festas tendo a banda progressiva inglesa como tema. Marcado para maio do ano que vem, o cruzeiro foi concebido por duas empresas, uma delas a responsável pelas turnês do Pink Floyd nos EUA (e intitulada Think Floyd).

Hits dos discos "Wish you were here", "Animals" e "The wall" também serão tocados pela banda cover. Mais informações sobre o cruzeiro são encontradas no site http://greatgiginthesea.com.
fonte: G1


Se a tal banda cover for o Mostly Autumn eu recomendo. Eles são uma banda progressiva com trabalho próprio, mas têm um DVD onde só tocam clássicos do Floyd. Agora, já pensou se a banda for com o Roberto Carlos e o Caetano Veloso cantando? Porra, eu me atirava ao mar!

Pra aliviar o impacto,
o Mostly Autumn no 4Shared com Hey You e um trecho do dito cujo DVD, tocando Comfortably Numb. Vale ou não vale R$ 615,00?


quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Blog on the Top: Beatles e Lovin Spoonful

Beatles: Revolver
(UK - 1966)
Desde o álbum anterior (Rubber Soul[bb]), os fabfour já haviam abandonado as baladas adolescentes, em troca de um som mais experimental, diretamente influenciado pela onda psicodélica que assolava a Swinging London de 1966.

Outra influência clara era a da música indiana, com uso de cítaras, tablas e dilrubas.

Sempre digo que gosto de ouvir o Rubber Soul e o Revolver[bb] em sequência, como se fossem um álbum duplo. O próprio Harrison chegou a falar que via um como a continuidade do outro. Na verdade, esses dois desaguam no fantástico Sgt. Peppers e, mais adiante, no Magical Mistery Tour, que encerra essa fase psicodélica dos Beatles.
Pra vocês, uma versão alternativa de She Said She Said, 7ª faixa do Revolver.

Lovin Spoonful:
Summer in the City

(USA - 1966)
O Lovin Spoonful[bb] foi uma banda americana que surgiu na onda da British Invasion e trazia uma sonoridade bem característica, com raizes no folk. Apesar disso, Summer in the City é um rock bem vibrante.

Natural de Nova York, John Sebastian (vocal e principal compositor) conta nessa canção como é um dia de verão na sua cidade natal. Abafada durante o dia, com as ruas abarrotadas de gente, mas com noites quentes e mulheres bem a vontade.

Essa música tornou-se o hino da cidade na segunda metade dos anos 60, traduzindo uma metrópole agitada, quente e cosmopolita. Osama que o diga!
Pra vocês, no 4Shared véio de guerra.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Hoje no Rock : Mark Knopfler, 59 anos

Andei dando uma pesquisada nos meus alfarrábios e fiquei besta ao perceber que, desde o começo desde humilde blog em novembro do ano passado, ainda não tinha postado nada sobre um dos guitarristas que mais admiro. Mas não tem nada não, porque hoje, 12 de agosto, é dia de Mark Freuder Knopfler soprar as velinhas e completar 59 primaveras muito bem vividas, apesar da careca.

Escocês de Glasgow, Mark ficou famoso pelo trabalho a frente da lendária banda Dire Straits[bb], que fundou junto com seu irmão David, em 1977. Mas seu trabalho vai muito além, incluindo uma carreira solo pouco divulgada por aqui e participações com outros feras como Dylan, Chet Atkins, Brian Ferry, Stelly Dan e Clapton.

Filho de húngaros, Mark nasceu em Glasgow mas aos 9 mudou-se para Newcastle. Foi por lá, sob a influência do tio, que tanto ele como David começaram sua incursão pela música, primeiro com a gaita, depois com piano e finalmente na guitarra. Aos 16, eles já haviam passado por várias bandas da cidade e até feito algumas apresentações.

Em 1978, já com o Dire Straits, lança seu primeiro single, Sultans of Swing. Curiosamente, o single não foi bem na Inglaterra, mas disparou nas paradas da Holanda, cruzando a Europa e retornando a terra da rainha. A partir daí foram 6 discos de estudio com o Dire Straits, mais 3 ao vivo (incluindo o fundamental Alchemy), mais 2 EPs e uma penca de compilações.

Em sua carreira solo, Mark Knopfler[bb] lançou mais 7 discos, incluindo o ótimo Sailing to Philadelphia, de 2000, além da trilha sonora para mais 9 filmes. Como você deve ter percebido, esse trabalho não foi nem um pouco divulgado por aqui.

Mas o que realmente chama a atenção em Mark Knopfler é o seu estilo de tocar. Enquanto muitos guitarristas usam a palheta de forma habilidosa, ele prefere dedilhar. Além disso, é clara a influência da música celta nos seus acordes, que sempre trazem uma sonoridade particular, meio medieval. Os solos dedilhados também conferem um som suave, como um choro de sua guitarra. O melhor exemplo disso, é a guitarra do clássico Brothers in Arms, do disco homônimo de 1985.

Mas pra botar pra quebrar mesmo, separei pra vocês uma apresentação que já vi várias vezes, mas nunca me canso. Mark Knopfler e Eric Clapton juntos, tocando Sultans Of Swing no Live Aid, em 1985. Se um é Deus, o outro é o que???

Enjoy


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Rock News - The Police diz adeus aos palcos

A banda inglesa The Police[bb] se despediu definitivamente dos palcos nesta quinta-feira, 07, com um show no Madison Square Garden, em Nova York. O trio se reuniu novamente no ano passado para uma extensa turnê mundial, que inclusive passou pelo Brasil em dezembro passado, e agora se despede após 30 anos de sua formação.

O show contou com 19 mil pessoas na platéia e a turnê teve 150 shows. “Esta é uma noite muito especial e quero que seja muito louca. Mas, antes de começar com as loucuras, eu gostaria de dizer que foi uma enorme honra para mim voltar a ficar ao lado de dois grandes amigos”, disse Sting logo no começo da apresentação. “Após 150 apresentações, não sei como não nos estrangulamos; mas isso não significa que isso não tenha passado pela minha cabeça”, brincou o vocalista.

O repertório contou com “Walking On The Moon”, “Voices Inside My Head”, “Don’t Stand So Close to Me”, “Message In a Bottle”, “Demolition Man”, “Driven To Tears” e “Every Little Thing She Does Is Magic”, entre outras canções. A última música apresentada pelo Police no palco foi “Next to You”, encerrando o show e a carreira do grupo.
fonte: Terra

Ué, não tinham se despedido ainda não? Ah, era a turnê da volta né? Agora essa de "encerrando o show e a carreira" não cola. É só a grana começar a faltar...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Hoje no Rock : Bruce Dickinson, 50 anos

Quem um dia já disse que heavy metal é pra desmiolados (clique aqui e veja essa matéria), provavelmente nunca ouviu falar de Paul Bruce Dickinson, inglês de Nothinghamshire. Sim, porque além de vocalista de bandas como Iron Maiden[bb] e Samson, Bruce[bb] também é historiador, aviador, escritor e técnico ferroviário, além de ter um programa na Rádio BBC 6 e outro no Discovery Channel.

Bruce começou sua carreira em meados dos anos 70, e passou por bandas como Samson, Styx e Shots, até migrar para o Maiden em 1981, onde gravou o clássico do metal The Number of the Beast, de 1982.

Seu período com o Iron foi até 1993, quando saiu para tentar a carreira solo. A aventura durou pouco e 6 anos após ele estava de volta à banda que o projetou para o mundo. Porém, Bruce continua lançando discos solo paralelamente ao Iron.

Sobre seus talentos extra-palco, Bruce é formado em História e aviador por paixão. Tornou-se cena comum o Iron chegar para as turnês em seu próprio avião, com Bruce no comando. Sua fama tanto nos palcos como nas cabines fez com que o Discovery Channel o convidasse para apresentar o programa Haevy Metal no Ar, sobre aeronaves históricas. Um pouco de tudo de ele adora: aviões, história e metal!

Pra ninguém dizer que to mentindo, olhaí o cara pilotando um Airbus A320 para o seu programa.


terça-feira, 5 de agosto de 2008

Blog on the Top

Coluna nova no blog nosso de cada dia. Mais ou menos na linha do Hoje no Rock, o Blog on the Top vai trazer pra vocês hits que chegaram ao número 1 nas paradas americanas e britânicas até os anos 80. Começamos hoje com um clássico absoluto e outro questionável.

Beatles: Help
(UK - 1965)

Depois do sucesso do disco e do filme A Hard Days Night[bb] (no Brasil o título foi "Os Reis do Iê Iê Iê), os fabfour lançam seu segundo longa metragem. Help era a música que puxava o disco que trazia outros clássicos como Yesterday e The Night Before. O curioso é que o nome original do filme seria Eight Arms to Hold You. Segundo Lennon, quando compôs essa canção ele realmente estava atrás de ajuda, saturado com o lado negativo de ser um Beatle. Na capa, eles aparecem fazendo a palavra Help[bb] na linguagem de semáforas (aquelas bandeirinhas).


Rolling Stones: Miss You
(USA - 1978)

No final da década de 70 a onda Disco dominava o hit-parade e bandas antes destruidoras de paradas de sucesso acabaram relegadas ao segundo plano. Solução Stone? Adotar a batida das discotecas num rock. Os produtores alegaram que ela era mais Rithm'n'Blues que Disco, mas a bateria e o baixo não deixam dúvidas. Claro que a solução desagradou a muitos, mas reconduziu Mick e cia de volta ao topo, fato que não aconteceria mais com a banda. A letra é de Jagger, que teria se inspirado no final do relacionamento com sua esposa Bianca. Além do Single (capa acima), a música saiu no álbum Some Girls[bb].

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Rock News: Gravações inéditas dos Beatles são encontradas em Liverpool

Gravações nunca lançadas pelos Beatles[bb] foram encontradas no sotão de uma casa em Liverpool, Inglaterra. A fita de rolo contendo o registro fonográfico foi descoberta por um homem que limpava a casa de seu pai idoso. Pela fita - que não era tocada desde a década de 60 -, pode-se ouvir cerca de 30 minutos minutos de versões inéditas de músicas como I Feel Fine e I'm A Loser.

Em certa altura da fita, a banda pode ser ouvida caindo na gargalhada depois de interromper a execução de I'll Follow The Sun.

O site da revista inglesa New Music Express cita o blog beatlemaníaco Wogew, que informa que o material foi possivelmente gravado em 1964, para o programa de TV da BBC Top Gear. Ainda não se sabe como a fita foi parar no sotão do idoso inglês.

A fita será leiloada em agosto e espera-se que receba lances de R$ 25 mil a R$ 37 mil.
fonte: Terra

Mais uma preciosidade do baú sem fundo de Liverpool. Agora, R$ 37 mil? Se for eu quero pra mim, porque com certeza vai aparecer um colecionador maluco dando o dobro!
Contribuição do iluminado Luiz Cláudio.

Hoje no Rock: Jerry Garcia, 66 anos

Quando o stone Brian Jones morreu em 1969, Keith Richards (logo ele) saiu-se com a seguinte pérola: "tem algumas pessoas que a gente sabe que não vão durar muito". Keith é um dos grandes pensadores do rock e essa sua frase poderia aplicar-se também a Jerry Garcia[bb].

Poderia, porque Jerome John Garcia durou muito mais que Jones. Nascido em 1942 em San Francisco, na Califórnia, esse filho de espanhol com dona de bar sempre esteve envolvido com música. Começou com o piano e com o banjo, mas logo encontrou na guitarra seu instrumento e é tido por muitos como um dos melhores de todos os tempos nas seis cordas.

Com o desbunde do LSD nos anos 60 e toda a efervecência de Haight-Ashbury em San Francisco, Garcia formou o Grateful Dead[bb], banda que tornou-se o ícone da contracultura não só nesta década, mas nos 30 anos seguintes. De jeans surrado, camiseta velha, barbudo e balofo, Jerry era um pop-star ao avesso.

No palco o Grateful Dead também era único, reunindo elementos do folk elétrico de Bob Dylan, do Jazz (perfeitamente reconhecível nos solos de Jerry) e do rock psicodélico que surgia. As performances envolviam muito improviso, solos intermináveis e shows que duravam horas a fio animadas a muito ácido. Pode-se se dizer que foram os precursores das raves.

Outro legado do Dead foi manter sua ideologia através dos 30 anos de carreira, a despeito das inúmeras mudanças técnicas e mercadológicas na música. Contou sempre com uma fiel legião de fãs e ainda hoje é uma das mandas mais cultuadas do mundo.

Voltando ao começo, os excessos de Jerry acabaram por custar-lhe a vida em 1995, uma semana após completar 53 anos. Antes disso ele já havia passado por alguns sustos graças a uma diabetes mal tratada. Entretando, mantinha-se ainda fiel à ideologia hippie que lhe conferiu a notoriedade internacional.

Atendendo a pedidos, separei pra vocês 3 sons deles que adoro, Scarlet Begonias, Friend of the Devil e o country Uncle John's Band. Recomendo que procurem mais. Grateful Dead é discoteca super obrigatória!

Peace and Love, forever.