sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Rock News - Ron Wood lança sua autobiografia

O caçula dos Rolling Stones[bb], Ron Wood, está lançando a sua auto-biografia intitulada “Ronnie” no Brasil, um mês depois de sair na Inglaterra. Ron, que é de origem cigana, conta as suas aventuras com Mick Jagger e companhia, desde antes de entrar para a banda em 1975.

No livro, Ron abre o jogo sobre álcool, drogas, farras e muita música claro. Conta que era pra ter se juntado aos Stones em 1969, quando o guitarrista Brian Jones morreu em circunstâncias obscuras. Mas na hora que o telefone tocou, quem atendeu foi Ronnie Lane, baixista de sua banda de então, o The Faces. Ronnie teria dito a Jagger que Ron estava feliz na banda e não aceitava o convite. No seu lugar, foi contratado Mick Taylor.

Quando finalmente chegou a hora, ele tinha concorrentes do porte de Jeff Beck e Eric Clapton, mas para eles seria complicado conviver com as obrigações de ser um “stone”. Já Ron conhecia Mick e Keith desde o começo e sabia suas harmonias melhor que eles próprios. Foi a escolha óbvia.

Do alto de seus 60 anos, Ron Wood se diz um sujeito calmo, caseiro e que está há 20 anos com a mesma mulher. Tem como principal hobby a pintura e sua droga é o calor do público. Aliás, ele considera o show em Copacabana em fevereiro de 2006 o auge da banda, mesmo depois de mais de 40 anos de estrada.

Separei pra vocês um trabalho off-stones do cara, um show de 1985 chamado Voices of Freedom (da franquia Live Aid), com Keith Richards e Bob Dylan. Em 2 volumes, no Rapidshare:

http://rapidshare.com/files/46903673/Voices_Of_Freedom_parte_1.rar

http://rapidshare.com/files/46909626/Voices_Of_Freedom_parte_2.rar

Para mais informações, taqui o site oficial do cara:
http://www.ronniewood.com/

Rock and a hard place pra todos.

1 Mês de Blog - All Things Must Pass

É gente, passou rápido esse meu primeiro mês como blogueiro. Foram muitas dúvidas, pesquisas e descobertas e devo dizer que com resultados surpreendentes. De início a idéia de um blog não me atraía (preferia por um site mesmo no ar) e precisei de alguns anjos da guarda pra me convencerem do contrário. Mas finalmente saiu e hoje agradeço aos que me deram essa força. Amigos como vocês não se acha em qualquer lugar!

No começo eu imaginava uma freqüência tímida, já que não estava animado. Mas chegamos ao final desse primeiro mês com quase 500 acessos (esse número pode estar defasado já a noite) e cerca de 2000 page loads. Mais uma vez, queimei a língua (felizmente!).

Pra comemorar com vocês, posto aqui uma antiga gravação minha: All Things Must Pass, cover do Harrison. Essa música foi a primeira onde trabalhei a produção propriamente dita, gravando várias vozes, piano, percursões, etc. Contei com a ajuda do Alexandre nos backing vocals e viola de 12 cordas e do seu sobrinho Harry no lindo piano.

Taí ela no Rapidinho:
http://rapidshare.com/files/73289154/caio_mattos_-_all_things_must_pass.mp3.html

Pra completar, muitos têm me perguntado sobre meu trabalho autoral. Não se preocupem, em breve ele vai pintar por aqui, estou em fase de registro das músicas. E lembrem-se, essas são as minhas experiências (daí o nome da comunidade do orkut e do blog), me preparando para a composição propriamente dita.


No mais, esse projeto não é só meu. É de todos nós!
Obrigado gente!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Rock News - Ex-líder do Midnight Oil será ministro na Austrália

Deu no Terra hoje de manhã:

Ex-líder do Midnight Oil será ministro na Austrália (BBC News)

“O ex-líder da banda de rock Midnight Oil[bb], Peter Garrett, será o novo ministro do Meio Ambiente da Austrália.
O anúncio foi feito pelo novo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, do Partido Trabalhista, eleito no último fim de semana. Rudd, que ainda não tomou posse, apresentou seu gabinete nesta quinta-feira.
Mais conhecido por sua atuação na banda, em sucessos como Beds are Burning, Garrett é o nome que mais chama a atenção no novo ministério, que terá ainda a vice-líder de Rudd, Julia Gilliard, na pasta de Educação.
Ao anunciar seu ministério, o novo-premiê deixou claro que seu governo dará prioridade a três áreas: economia, educação e meio ambiente.”

Pra quem não sabe, o Midnight Oil é uma das bandas mais significativas dos anos 80 (uma das minhas favoritas também) e sempre teve participação ativa na causa ambiental e política australiana. Suas letras sempre remetem a temas como meio ambiente, defesa dos aborígenes, causas trabalhistas e sociais. Era liderada por Peter Garrett (o inconfundível careca no meio da foto).

O começo da banda, em 1978, mostra fortes influência do punk-rock, mas aos poucos foram apurando seu estilo e técnica, incorporando elementos como guitarras de 12 cordas e sopros, além de instrumentos musicais típicos australianos.

O auge foi entre 87 e 90, quando lançaram seus melhores albuns, Diesel and Dust e Blue Sky Minning. Estão nesses discos grandes músicas, como Beds Are Burning, The Dead Heart, Blue Sky Mine e King of Mountain.

Blue Sky Minning, talvez seja a música mais conhecida do público geral, mas poucos conhecem sua história. Ela foi composta inspirada numa tragédia ecológica ocorrida entre 1947 e 1966 na cidade de Wittenoom, na Australia Ocidental. A cidade vivia em torno da mineração de amianto, tido como um dos elementos mais tóxicos conhecidos. A outrora vibrante Wittenoom, hoje é uma cidade fantasma. Estima-se mais de 5000 mortos, mas o número exato nunca será conhecido.

Aqui, o sensacional clip dela no iutubiu: http://www.youtube.com/watch?v=srDfpziUewE

Aqui um pacote com 3 músicas deles, em rara versão acústica, no já familiar Rapidshare. http://rapidshare.com/files/73072082/Midnight_Oil_Acoustic.rar.html

A banda encerrou as atividades em 2002, mas deixou sua marca na história do rock, tanto pelas letras como por sua posição declaramente ambientalista. Em tempos onde falar de meio-ambiente é obrigatório (e porque não dizer lugar comum) por razões comerciais, bandas como essa realmente fazem falta.

No mais, boa sorte para o agora Ministro Peter Garrett. Ele vai precisar.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Blog'n'Roll: Ukulele

Quando postei I Will, muitos me perguntaram: “O que é ukulele?”. Respondo sempre que é aquele violãozinho havaiano, uma espécie de cavaquinho, mas com cordas de nylon e afinação diferente. Aliás, ele está para o rock como o cavaquinho está para o samba. Na verdade, é uma derivação do velho cavaco, que foi levado para o Havai pelos portugueses no século XVII.

Ultimamente o uke tem aparecido mais, graças a músicos como Jack Johnson, mas ele é usado há muitas décadas no rock. Grandes nomes como George Harrison e Jimi Hendrix começaram tocando ukulele e vários de seus sucessos foram compostos nele.

Chamado por muitos de Bonsai Guitar, ukulele significa pulga saltitante em idioma nativo havaiano e seu som é suave e delicado. Entretanto, é incrivel a diversidade que ele permite, possibilitando tocar músicas leves como I Will e pesadas como Smells Like Teen Spirit.

Para provar isso, selecionei a Ukulele Orchestra of Great Britain, formada só por ukes e por um baixo acústico. Eles tocam um pouco de tudo, sempre abusando da versatilidade desse adorável instrumento.

Aqui, um pacote com algumas músicas deles, no Rapidshare:
http://rapidshare.com/files/72918935/Ukulele_orchestra.rar.html

Aqui, 2 vídeos do iutubiu.

The Good, The Bad, The Ugly
http://www.youtube.com/watch?v=V3gp7B8WC4Q&feature=related

You Don’t Bring Me Flowers
http://www.youtube.com/watch?v=9ba1e9GkI4c

Aloha!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Hoje no Rock: Jimi Hendrix - 65 anos

Se estivesse vivo, Johnny Allen Hendrix[bb] (que mais tarde mudaria seu nome para James "Jimi" Marshall Hendrix) estaria completando hoje 65 anos de vida. Presença constante em 10 de cada 10 listas de maiores guitarristas de todos os tempos, esse canhoto, mestiço de negro e índio cherokee começou sua carreira tocando em pequenas bandas de Seattle, sua cidade natal.

Alistou-se no exército americano como pára-quedista, de onde pediu baixa um ano depois, após fraturar o tornozelo em um salto. Há fontes que dizem que ele teria sido dispensado após dizer que estava apaixonado por um colega de caserna, mas era apenas para poder fugir do Vietnam.

Em 1966 Hendrix tocava com uma banda chamada The Blue Flames, quando foi descoberto por Chas Chandler, baixista do Animals. Foi levado para a Inglaterra, onde formou o Jimi Hendrix Experience, com o baixista Noel Redding e o baterista Mitch Mitchell. A cena noturna londrina logo espalhou sua fama, inclusive entre gigantes da época, como Eric Clapton, Jeff Beck, Pete Townshend e os Beatles. Logo em seguida Hendrix chega às paradas de sucesso com Hey Joe, Purple Haze e The Wind Cries Mary.

Após várias desavenças com Noel Redding, em 1969 Jimi volta aos EUA e, funda Gypsy Suns and Rainbows, para tocar em Woodstock, com seu antigo companheiro de exército, Billy Cox, no baixo. Pouco tempo depois, ela se transforma na Band od Gypsies, com Buddy Miles na bateria. Mas essa nova aventura também durou pouco e Miles pulou fora. Volta o baterista da época de Experience, Mitch Mitchell. Essa fase marca para muitos o início da decadência de Hendrix, com shows inconstantes, performances sob efeito de LSD e desinteresse do público por suas novas composições.

Em 18 de setembro de 1970, ele foi encontrado na cama do quarto de um hotel onde estava com uma namorada alemã, Monika Dannemann, desacordado após ter tomado nove pílulas para dormir, e asfixiando em seu próprio vômito. Jimi morreu horas mais tarde em um hospital.

Seu legado traz, além de todo seu virtuosismo, as primeiras experiências com microfonia, pedais wah wah e fuzz e guitarras incendiadas, além das históricas apresentações ao vivo, em festivais como Monterrey, Rainbow Brigde e Woodstock. Trago pra vocês um registro de show da época do Jimi Hendrix Experience, incluindo Hey Joe, Purple Haze, Fire e a ótima Wild Thing.

http://rapidshare.com/files/72489072/Jimi_Hendrix_-_Live.zip.html

Enjoy

sábado, 24 de novembro de 2007

Rock Quizz - nº 01

Recentemente tenho falado de Beatles e Ringo. Aproveitando isso vamos ao nosso primeiro quiz!

Como disse no post sobre o White Album, está nesse disco uma das duas únicas composições dele nos Beatles, Don't Pass Me By.

Então pergunto:
Qual é a outra composição de Ringo Starr para os Beatles, e em que disco está?

(a) What Goes On (Rubber Soul)
(b) Octopuss Garden (Abbey Road)
(c) Act Nacturally (Help)
(d) With a Little Help (Sgt Peppers)

Cartas para a redação!
Os vencedores ganharão... parabéns!

Hoje no Rock - Ringo Starr - Photograph

Pra ninguém falar que subestimo o Ringo[bb], em 24 de novembro de 1973, essa composição sua com George Harrison chegou ao primeiro lugar nas paradas americanas (ao lado, a capa do single).

Ringo canta e toca bateria nessa música, enquanto George toca violão de 12 cordas e faz backing vocal. Um letra simples, que fala da perda da namorada, pela ótica de quem vê uma velha fotografia.

Os anos passaram e em 2001 George se foi. Um ano depois, no concerto tributo Concert for George, Ringo voltou a cantar essa canção, agora acompanhado por uma super banda que inclui Eric Clapton, Jeff Lynne, Gary Brooker, Jim Capaldi, além de Dhanny, filho do próprio Harrison. O interessante é como a letra muda de sentido, passando a falar totalmente da perda de George. Esse show é altamente recomendado!

Photograph é também o nome da coletânea lançada recentemente com os trabalhos de Mr. Starkey.

Aqui a versão original, de 1973:
http://rapidshare.com/files/72022267/Ringo_Starr_-_Photograph.mp3.html

Aqui a versão do Concert for George:
http://rapidshare.com/files/72023304/Ringo_Starr_-_Concerto_For_George_-_Photograph.mp3.html

Essa foi especialmente para o Alexandre e pra Julia!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

I Will - Clip: Again!

Devido a inúmeros pedidos, estamos (César e eu) repostando o clip de I Will, que semana passada foi ao ar no iutubiu.

Incrível o número de acessos, tirando o iutubiu no ar, congestionando linhas e deixando até a Cicarelli enciumada hahaha. Agradecemos aos fãs pela preferência!

Portanto, para evitar problemas, resolvemos postar o original no Rapidshare, com melhor qualidade, créditos e, claro, bem pesadinho. Mas vale a pena, leva só meia horinha.

Versão completa, sem cortes abaixo!

http://rapidshare.com/files/71701695/iwill.zip.html

Pra quem perdeu o cara no iutubiu, tá ai de novo:

http://www.youtube.com/watch?v=0ScNw8aYaqQ

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Hoje no Rock - White Album

No dia 22 de novembro de 1968, era lançado o White Album[bb] dos Beatles, o famoso Álbum Branco (que na verdade era pra ter se chamado Doll’s House, mas acabou como The Beatles mesmo). Composto quase totalmente durante o retiro dos fabfour na Índia, ele traz material autoral de cada um deles, quase em carreira solo, ao contrário do que costumava acontecer até então, quando todos (principalmente Lennon/McCartney) compunham juntos. Está nele uma das duas únicas compostas por Ringo, Don’t Pass me By, e loucuras como Helter Skelter (tido por muitos como o primeiro heavy metal da história), Revolution nº 9, Why Don’t We Do It In The Road e Wild Honey Pie (George Martin achava que o disco deveria ter sido menor...).

O White foi gravado durante uma das fases mais turbulentas da história da banda. Durante suas sessões Ringo abandonou o grupo, retornando depois graças aos apelos dos demais. A presença de Yoko Ono era cada vez menos apreciada e o envolvimento com drogas mais intenso. Charles Manson acreditou que as músicas tinham mensagens cifradas e cometeu vários crimes baseados nisso. Ainda havia ressentimentos quanto a quem deveria ser o empresário da banda (Brian Epstein morrera um ano antes) e para muita gente esse foi o começo do fim. Eric Clapton gravou o solo de While My Guitar Gently Weeps e não teve seu nome nos créditos. É o primeiro álbum duplo da história, porque por contrato eles teriam que gravar mais 2 discos pela EMI e resolveram o problema assim, para criar a Apple. Ufa!

Apesar disso, o White é um dos 10 álbuns mais vendidos da história nos EUA. Embora não faça parte do disco, Hey Jude foi composta e lançada em compacto na mesma época sendo um estrondoso sucesso. A revista Rolling Stone o considera o 10º melhor álbum de todos os tempos. Não é pouco.

Bom, eu poderia por o bendito pra vocês baixarem, mas vou fazer melhor. Vou dividir uma das minhas jóias: a versão demo dele, intitulada “Kinfauns to Chaos”. Esse disco traz demos das músicas e versões de ensaio. Há muito material que não foi aproveitado no trabalho final. Algumas saíram em outros discos, algumas em carreira solo e outras simplesmente continuam inéditas. Foram gravadas na sua maioria na mansão de Harrison de forma quase totalmente acústica e por isso a qualidade não é das melhores. Vários destaques, sobretudo para Junk e para Child of Nature, que fazia parte de uma aposta entre John e Paul: eles teriam que fazer uma música com a palavra “nature”. Ganhou Paul com Mother Nature’s Son. Mas John reaproveitou sua criação mais tarde, usando a harmonia em outra canção: Jealous Guy.

http://rapidshare.com/files/71464490/Beatles_-_Kinfauns_to_Chaos.rar.html
Good Night, Sleep Tight!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Hoje no Rock - The Who Sell Out


Aproveitando a postagem de Let's See Action, resolvi inaugurar uma nova sessão no blog, o "Hoje no Rock", falando de fatos relevantes da história desse tal roquenrol. E nessa linha, por acaso descobri que justamente hoje, comemora-se o 40º aniversário do disco The Who Sell Out[bb], de 1967.

Numa época em que o Sgt Peppers era a grande novidade, esse disco passou um pouco desapercebido, mas na verdade tinha muitos elementos do Pimenta. Era conceitual, com as faixas intercaladas por jingles falsos, que seriam veiculados pela fictícia London Radio. Aliás, isso fica claro na capa, onde cada um dos membros da banda aparece num anúncio de revista.

Esse é o terceiro disco do Who, e acabou eclipsado pelo sucesso de Tommy, mas no Sell Out já percebe-se um ensaio do que seria a ópera rock. Na faixa Rael, Pete Townshend usou uma melodia que mais tarde seria reaproveitada em Sparks, do Tommy. O próprio conceito dos jingles interligando as músicas deixa isso claro. Destaque para I Can See For Miles, Glittering Girl e Mary Anne With the Shaky Hand, além, claro, de todos os jingles.

Aqui, o cara no RapidShare


http://rapidshare.com/files/71290710/The_Who_Sell_Out.rar.html

Long Live Rock

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Lets See Action!

Gravar Who sempre foi uma obrigação e uma frustração. Fazer a bateria do Keith Moon é complicado até pra bateristas de verdade, imagina pra mim, mero programador de bateria eletrônica.
Depois de escutar quase toda a discografia deles, separei 3 plausíveis. Uma pedia viola de 12 cordas, descartei. Sobraram duas. Optei por Lets See Action, um som menos conhecido deles, mas que sempre foi uma das minhas favoritas.
Ok, fugi da bateria, mas dei de cara com o vocal do Daltrey, na minha opinião o mais visceral do rock. Precisei repensar umas partes e acho que deu pro gasto... A guitarra... bom Pete Townshend é a minha maior influência como guitarrista, então não foi problema. Já o baixo de Mr. Entwinstle eu quebrei o galho. De repente César regrava ele mais pra frente, quem sabe?
Usei 3 niveis de vocal, pra dar idéia de profundidade, assim como 3 niveis de guitarra em alguns pontos da música. A viola é totalmente acústica.
Na parte calma, fiz algo que já queria ter feito há algum tempo, usando só voz e viola, ambos crus. Engraçado ter feito isso justamente na gravação mais pesada que já postei.
O destaque é pro solo que, curiosamente, ficou com um toque “stone”, talvez pela gaita.

Ei-lo no bendito RapidShare

http://rapidshare.com/files/70098286/caio_mattos_-_lets_see_action.mp3.html

Espero que gostem!

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Beach Boys - Pet Sounds


Reza a lenda que, em 1966, Brian Wilson compôs as músicas do álbum Pet Sounds[bb] influenciado por Rubber Soul, dos Beatles. A mesma lenda diz os Beatles contra-atacaram com Sgt. Peppers, inspirado no trabalho dos Beach Boys, o que teria deixado Wilson profundamente deprimido, sentindo-se incapaz de igualar o trabalho dos rapazes de Liverpool.

Fato ou ficção, a verdade é que esse é o mais criativo trabalho dos Beach Boys, e aparece em 9 de cada 10 listas dos melhores álbuns de rock de todos os tempos. Mesmo assim a maior parte das pessoas ainda lembra dos rapazes da praia por músicas como Surfing USA (Surf é o que Eu Sei) e I Get Around.

Pet Sounds dá sequência à experimentação beatle de Rubber Soul e Revolver. Usa técnicas novas de gravação, abusa de instrumentos exóticos ao rock e rompe com a linha praiana que os Beach Boys tinham até então. Só não abandonaram os excelentes arranjos vocais, uma de suas marcas registradas.

Destaque para as músicas Wouldn't It Be Nice, Sloop John B, Here Today e God Only Knows, essa última considerada por Sir Paul McCartney a música que ele adoraria ter composto e nunca conseguiu.

Confira o dito cujo no link do RapidShare:

http://rapidshare.com/files/69987132/Pet_Sounds.zip.html

Enjoy

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

I Will - Clip


É gente, quando eu achava que estava fadado ao áudio, o outro ramo do DNA resolveu investir no video. Meu irmão e colaborador César me mandou esse link do Iutubiu, com um clip pra I Will, onde ele também toca ukelele e baixo.

Totalmente artesanal (assim como minhas músicas) deu um clima legal nessa gravina e mostra para os que não conhecem, um pouco do chão da nossa terrinha, Cabo Frio!

Enjoy!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Para o fim de semana: Jeff Buckley - Grace


Há quem diga que, se não tivesse morrido de forma precoce, Jeff Buckley[bb] teria sido o maior nome da música dos anos 90. Nascido em 1966, filho do cantor folk Tim Buckley, gravou apenas um disco, o excelente Grace, que posto aqui.

Jeff teve pouco contato com o pai. Foi criado pela mãe e um padrasto e inicialmente era apenas guitarrista. Em 91 resolveu cantar em um show tributo ao seu pai e deixou a todos boquiabertos. Mesmo estando na banda Gods and Monsters, pulou fora e seguiu carreira solo.

Em 1994 lançou Grace, cd saudado pela crítica e comunidade artística como obra de um gênio. Uma linda voz, grandes interpretações, arranjos fabulosos. Artistas como Paul McCartney, Bono Vox e Jimmi Page tornaram-se fãs instantâneos. Apesar disso, a música de Buckley era considerada leve demais para as rádios alternativas e pouco comercial para as rádios FM. Mesmo após 2 anos de turnê, pouquíssimos conheceram seu trabalho.

Em 29 de maio de 1997, Jeff resolveu nadar no rio Wolf, um afluente do Mississipi, antes de se encontrar com sua banda, com quem preparava um novo cd. Nunca voltou. Hoje, 10 anos após sua morte, seu trabalho começa a ser redescoberto, com músicas figurando em filmes e seriados de TV. Outros discos foram lançados, com material ao vivo, demos e ensaios, mas o único oficial é mesmo Grace. Destaques para Hallelujah, Lilac Wine e Last Goodbye, mas ouça todo o disco com atenção.

Mais uma vez, no Rapidshare


http://rapidshare.com/files/68501306/Jeff_Buckley_-_Grace.rar.html

Enjoy

terça-feira, 6 de novembro de 2007

De volta ao começo - Beautiful Boy

Já tem quase um ano que comecei as minhas experiências com gravações e a primeira que considero completa (e apresentável) é essa, Beautiful Boy, do John Lennon.

Essa música foi gravada em dezembro de 2006 e usei o equipamento mais básico possível: uma placa onboard, um violão (pra fazer o baixo também), um bandolim e a voz, claro. Lembro que fiquei surpreso ao ver o resultado, não esperava tanto na época.

Sobre a música, o Lennon a compôs para o seu filho Sean, como uma cantiga de ninar.
Está nela uma das minhas frases favoritas: "Life is what happens to you while you're busy making other plans" (a vida é aquilo que te acontece enquanto você está ocupado fazendo planos).

O link do rapidshare é esse aí.

http://rapidshare.com/files/67912886/Beautiful_Boy__voz_caio_.mp3.html

Enjoy!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Banda para o feriadão - The Band

Quando esses caipiras canadenses conheceram Bob Dylan nos anos 60, chamavam-se The Canadian Squires. Tornaram-se sua banda de apoio e mudaram-se para Nova York. Lá foram viver nos arredores de Woodstock (isso, lá mesmo) antes desse lugar ser mundialmente famoso.
Formados por Levon Helm (bateria), Rick Danko (baixo), Garth Hudson (teclado), Richard Manuel (guitarra) e Robbie Robertson (guitarra solo), primavam por ser uma banda sem destaques individuais. Todos cantavam, todos compunham. E todos viviam juntos nesse sitio em Woodstock, chamado de Big Pink.

Aliás, seu melhor e mais conhecido trabalho chama-se justamente Music From Big Pink.
Suas influências vão do blues ao country, sendo uma das bandas que mais contribuiram para o folk rock.

Em 76 fizeram seu último show, que virou inclusive um filme, chamado The Last Waltz[bb], que contou com convidados do calibre de Eric Clapton, Neil Young e Muddy Waters entre outros.

Uma amostrinha do trabalho dos barbudões, The Weight:
http://rapidshare.com/files/66789063/The_Band_-_The_Weight.mp3.html

Para mais detalhes, o lugar é esse.
http://theband.hiof.no/

Enjoy!