terça-feira, 30 de junho de 2009

Rock com Pipoca: DVD Eric Clapton e Steve Winwood, ecos dos anos 1960 que ainda duram

A homenagem a Jimi Hendrix, numa longa e intensa versão de "Voodoo Chile", perto do fim do show, já vale por esse "Live from Madison Square Garden", editado em DVD e CD pela Warner. Mas o encontro dos sexagenários Eric Clapton (64 anos) e Stevie Winwood (61 anos) rendeu muito mais, grande música, atemporal e sem ranço nostálgico, de duas figuras fundamentais para o rock.

Clique aqui e confira a música 'Can't find my way home', do DVD

Na verdade, trata-se de mais um reencontro de dois velhos amigos, desde 1964, quando o então garoto de 15 anos Winwood despontou como cantor e tecladista do Spencer Davis Group, e Clapton brilhava como guitarrista dos Yardbirds. O segundo conta, numa entrevista do DVD, que o projeto de um trabalho junto começou a se delinear em 2007, após Winwood participar da segunda edição do Crossroads Guitar Festival.

O concerto no Madison Square Garden aconteceu em fevereiro de 2008, mas, curiosamente, essa informação é omitida nos créditos do DVD e nas capas e nos encartes de CD e DVD, com arte gráfica que remete aos psicodélicos anos 1960. Sem cenário algum, vestidos com roupas que usam no cotidiano e acompanhados por Willie Weeks (baixo), Ian Thomas (bateria) e Chris Stainton (teclados), no repertório, Clapton (guitarra e voz) e Winwood (teclados, guitarra e voz) também investem no período. Entre os petiscos estão cinco das seis canções do único disco do lendário e efêmero Blind Faith, supergrupo que os dois formaram - com Ginger Baker (bateria) e Rick Grech (baixo e violino) - em 1969: "Had to cry today", "Sleeping in the ground", "Presence of the Lord", "Well all right" e "Can't find my way home". Na época, Clapton acabara de sair do trio Cream, enquanto Winwood dava um tempo no Traffic (que voltou em meados dos anos 1970).

Ainda no repertório, mais uma de Hendrix, "Little wing" - que Clapton incorporara ao seu repertório no disco "Derek and the Dominoes"; enquanto entre os motivos para a inclusão de "Voodoo Chile" está o fato de Winwood também ter tocado órgão na gravação original, no álbum "Electric Ladyland", de Jimi Hendrix -; e outra homenagem, em "Them changes" (do baterista Buddy Miles, que morrera em 26 de fevereiro de 2008, na semana do concerto de Clapton e Winwood); e muitos temas das carreiras individuais dos dois. O trajeto de Winwood no Traffic (grupo hoje pouco lembrado, mas que em sua música passou por rock, folk e jazz) está representado em "Glad", "Pearly queen", "No face, no name, no number" e "Dear Mr. Fantasy" - e solo, acompanhando-se no órgão, ele também faz uma visceral "Georgia on my mind", calcada na interpretação de Ray Charles. Enquanto da inconstante trajetória de Clapton - que formou e saiu de diversos grupos, até, a partir de meados dos anos 1970, investir num trabalho solo irregular - foi privilegiada a sua associação com o blues, através de "Double trouble" (Otis Rush), "Rambling on my mind" (Robert Johnson) e, como bônus, mais dois clássicos de Johnson, "Kind hearted woman" e "Crossroads".

Contundentes exemplos de que a grande música de Clapton e Winwood não tem data de vencimento.
fonte: O Globo


Simplesmente adoro a fase do Blind Faith, sobretudo Presence of the Lord e Can't Find My Way Home, que até gravei e postei aqui. Ainda não assisti esse DVD, mas já to procurando!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rock News: Michael Jackson morre aos 50 anos

O cantor Michael Jackson morreu, na tarde desta quinta-feira, após uma parada cardíaca em sua casa, em Los Angeles.

Após o coração do popstar parar, o cantor americano foi levado por uma ambulância para o Hospital da Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles, por volta das 12h30 (horário americano). Segundo o site internacional TMZ, um empregado da casa de Michael ligou para a emergência. Paramédicos tentaram reanimá-lo, mas o popstar não resistiu. Steve Ruda, capitão de polícia ouvido pelo Los Angeles Times, afirma que já encontrou o astro sem batimentos cardíacos na sua mansão.

O cantor faria 51 anos em agosto e se preparava para uma turnê mundial que estava programada para iniciar-se no dia 13 de julho, em Londres. Há duas semanas, o tablóide The Sun divulgou que ele teria câncer de pele e estaria muito magro, insistindo em fazer apenas uma refeição por dia.

Do menino prodígio a suspeito de abusar de crianças

Michael Joseph Jackson nasceu em 29 de agosto de 1958. O popstar norte-americano trabalhou como cantor, compositor, ator, publicitário, escritor, produtor, diretor, dançarino, instrumentista e empresário. Mas a carreira foi marcada tanto pelo sucesso quanto pela polêmica, com suspeitas de abuso de crianças. Negro, o astro também sempre foi lembrado por ter feito diversas cirurgias para clarear a pele.

Jackson começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de "King of Pop" ("Rei da música Popular"), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory: Past, Present and Future – Book I(1995).

O cantor se lançou em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller.

No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música rock e música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso.

Vídeos como "Black or White" e "Scream" mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o robot e o moonwalk. Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas músicas influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, dance e R&B.

Jackson doou milhões de dólares durante toda sua carreira à causas beneficentes através da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridades. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao Vitiligo e geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública.

Em 1993 foi acusado de abuso de crianças, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. O cantor teve experiências com crises de saúde desde o início dos anos 90 e sofreu também comentários sobre sua situação financeira. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil.

Um dos poucos artistas a entrarem duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem uma série de recordes certificados pelo Guinness World Records - um deles para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - dezenove Grammys em carreiro solo e seis Grammys com The Jacksons e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente, alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 1 bilhão.

Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de muito sucesso como estrela do rock, fez dele parte da história da música rock e cultura popular por mais de quatro décadas.
fonte: O Dia


Michael morreu da forma como gostaria. O Rei do Marketing tomou conta dos portais do mundo (o Globo.com caiu) e durante seu resgate por uma equipe dos bombeiros, um grupo de turistas que fazia um tour por mansões de famosos pode filmar a saída da ambulância.

Pode reclamar se quiser, mas para este humilde blogueiro, Michael foi, como eu disse acima, o Rei do Marketing. Teve seus últimos anos envolvido em uma série de polêmicas e processos, inclusive de pedofilia e viveu recentemente muito mais em função da mídia que de sua música.

A saudade pra mim fica do Michael Jackson dos anos 70, dos Jackson Five, fiel a suas raízes negras e a black music. Ele não lançava nada desde 2001 (Invencible) e tentava reeguer sua carreira com uma turnê. Em outras palavras, talvez MJ tenha morrido de fato há mais de 20 anos.

Por outro lado, se ele aparecer vivo amanhã, não me surpreendo...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mustang na Estrada: Cerveja e Sweet Home Alabama

Mais um registro do nosso show do dia 5 de junho no Dragon Jack em Niterói. Desta vez o destaque é para Cerveja, música de abertura do álbum Introdução e sempre muito pedida (no palco e no bar da casa!). Em seguida, Sweet Home Alabama, clássico indispensável que a galera sempre curte.

Rock com Pipoca: Loki, Arnaldo Baptista

Loki - Arnaldo Baptista, é o primeiro documentário produzido pelo Canal Brasil e também o primeiro longa-metragem dirigido por Paulo Henrique Fontenelle. Trata-se de uma cinebiografia de Arnaldo Baptista, membro fundador d’Os Mutantes, banda que fez história no rock nacional no final dos anos 60 e início dos 70.


Para falar do filme é preciso começar do final. Em 25 de janeiro de 2007, 80 mil pessoas presenciaram no Parque da Independência, em São Paulo, mais do que a volta da lendária banda Os Mutantes. A maior atração para grande parte daquelas pessoas era o senhor que se encontrava ao teclado, Arnaldo Dias Baptista. Era o sorriso, a voz, era ele que os verdadeiros fãs queriam. Aquele show não foi o fim da história do Arnaldo, mas provavelmente tenha sido o fim de uma série de sofrimentos, como uma ferida que enfim cicatrizava-se. Ele estava ali.

Arnaldo, juntamente com o irmão Sérgio Dias Baptista e Rita Lee, formou no final dos anos 60 a banda mais emblemática do rock nacional, Os Mutantes. Em pouco mais de uma década conheceu a fama, foi taxado de gênio pelos críticos, adorado pelos fãs e decaiu, chegando até ao esquecimento por parte das pessoas mais próximas.

Seria redundante comentar todos os feitos de Arnaldo para a música brasileira, mas trocando em miúdos, integrou nada menos do que a banda que melhor representou o espírito tropicalista, a mistura de conceitos vindos da música estrangeira com toda a brasilidade possível.

Isso tudo durante o período do regime militar, mas com muito humor, muita graça, poesia, crítica e, claro, drogas. Drogas que provavelmente o tenham afetado de forma diferente dos seus parceiros, o que desencadeou a série de conflitos vividos por ele a partir da sua saída da banda, entre 1973 e 1974.

O filme conta toda a trajetória de Arnaldo, desde a infância até os dias atuais, passando por toda a fase conturbada da sua vida, suas internações em hospitais psiquiátricos, seus problemas com as drogas, o amor obsessivo pela Rita Lee, sua tentativa de suicídio, sua reabilitação e, finalmente, sua nova vida.

Toda a história é costurada por depoimentos do próprio Arnaldo e de pessoas próximas, como seu irmão Sérgio, Gilberto Gil, Rogério Duprat, Liminha, Nelson Motta, Lobão, e até de músicos do porte de Sean Lennon, Kurt Cobain e Devendra Banhart. Ao longo do filme Arnaldo pinta um quadro onde expressa através da pintura os seus sentimentos e experiências de vida, como se passasse por uma catarse, começando pela própria figura e acrescentando tudo o que lhe aconteceu ao longo dos anos.

O filme tem um ponto um pouco cansativo que é a importância que se dá a Rita Lee, que nem sequer quis dar entrevistas para o documentário. Claro que não deve se descartar sua importância na história, mas talvez essa importância tenha sido super valorizada.

Entre os momentos mais emocionantes está o depoimento de Arnaldo sobre o dia em que resolveu colocar fim à sua história, em mais uma internação. Com plena consciência o músico decidiu atirar-se da janela, numa noite de réveillon, segundo ele em homenagem à primeira pessoa que o havia internado. Meias palavras bastam.

Outro momento muito emocionante é o que se segue a esse fato, quando Arnaldo conta que aquela internação e a tentativa de suicídio representaram algo bom para ele. Ali ele foi podado como uma árvore que precisava perder algumas folhas secas. Naquele momento ele conheceu sua atual mulher, Lucinha Barbosa, com quem mora até os dias atuais, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Lucinha pode ser considerada uma pessoa chave na história de Arnaldo. Surgiu quando ele mais precisou, no dia em que tentou colocar fim na própria vida, trazendo o que ele mais precisava: amor. Arnaldo começou a pintar, voltou a tocar instrumentos e reabilitou-se durante um grande período de reclusão. Volta à mídia em 2004, com um álbum produzido por John Ulhoa, do Pato Fu, surpreendendo a todos.

Em 2006 reúne-se com Sérgio e retomam Os Mutantes, agora com Zélia Duncan nos vocais. Rita se negou, como sempre. Chegamos novamente ao final do filme e como Tom Zé descreve, aquele show no Parque da Independência foi o encerramento de um ciclo, como se Arnaldo estivesse ali mostrando que conseguiu sim dar a volta por cima.

Não é o fim da história de Arnaldo, mas provavelmente é o fim de uma etapa. Embora o filme tenha um clima melancólico - triste até - é a história de um vencedor que desceu aos infernos e voltou, renascido das próprias cinzas. Ainda que sejam retratados momentos tristes da vida de Arnaldo, ao longo do documentário o artista é mostrado como alguém feliz, contrastando com sua própria história.

Vale lembrar que sua obra não está disponível em nenhum catálogo. Arnaldo tem livros prontos para serem editados e muitos quadros a espera de uma exposição. Por tudo isso fica claro que a história de Arnaldo não terminou. Arnaldo já é um mito.
fonte: Terra


Ainda não assisti, mas com certeza assistirei. Entender os Mutantes é indispensável para se entender o que aconteceu na música brasileira no período do Tropicalismo e seus efeitos posteriores. Sobre a influência de Rita Lee, muita gente boa diz que a banda só decolou mesmo quando ela saiu. É ver e conferir.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rock News: Ingressos à venda para show de Jerry Lee Lewis em São Paulo

Um dos músicos que ajudaram a criar o rock n’ roll, Jerry Lee Lewis, está com novo show agendado no Brasil e os ingressos já estão à venda. O cantor e pianista tem confirmada uma única apresentação no palco do Credicard Hall, em São Paulo, no dia 18 de setembro.

Lewis já esteve no Brasil em 1993 e agora volta para relembrar clássicos eternos do rock como “Great Balls of Fire” e “Whole Lotta Shakin’ On”, além de músicas de seu mais recente álbum, “The Last Man Standing”, lançado em 2006 e que traz participações especiais de importantes personalidades da música como Mick Jagger, Keith Richards, Ringo Starr, Eric Clapton e B.B. King.

18/09/2009 - São Paulo/SP
Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955
Classificação etária: 16 anos (15 e 14 somente acompanhados dos responsáveis).
Horário: 22h00
Ingressos: entre R$ 50,00 e R$ 400,00
fonte: Terra


Se você está em São Paulo não pode perder essa. Interessante é a variação dos preços dos ingressos. Mas convenhamos, se está entre 50 e 400, significa que estará muito mais para 400 que para 50!

Sobre o Last Man Standing, um discão imperdível! Já falei dele aqui no Experience tempos atrás.

domingo, 21 de junho de 2009

Mustang na Estrada: Sempre Brilhará e While My Guitar Gently Weeps

Demorou, mas eis os primeiros registros do show da Mustang'65 no Dragon Jack, que aconteceu no dia 05 de junho. Pra começar, Luciano com sua interpretação de Sempre Brilhará, do Celso Blues Boy e, na sequência, While My Guitar Gently Weeps.

Ao longo da semana tem mais!


sábado, 20 de junho de 2009

Rock News: Beatles - disco com gravações inéditas de George Harrison

Após o lançamento de Brainwashed em 2002, um ano após a morte do eterno Beatle, um novo álbum de George Harrison será lançado. Jeff Lynne, que também finalizou e produziu o último álbum de George, foi convidado por Olivia, viúva de Harrison, para finalizar e produzir os tapes inéditos do Beatle.

Segundo Olivia, o único que poderia mexer nessas fitas seria mesmo o ex-líder da Electric Light Orchestra, que também trabalhou com George em outros projetos, entre eles a mega-banda Traveling Wilburys. Lynne, que acompanhou George em seus últimos anos de vida, disse que há material suficiente para se produzir mais de um disco.

Olivia disse ainda que a idéia de lançar material inédito de George veio por não saber o que fazer com tanto material guardado de seu marido. De acordo com ela, algumas gravações estão quase prontas, outras ainda estão em versões bastante preliminares.

A notícia do lançamento agitou os fãs dos Beatles, e acontece pouco tempo depois dos fãs dos Beatles torcerem o nariz para o lançamento de “Let it Roll”, uma nova coletânea de George Harrison.
fonte: Whiplash


Harrison deve mesmo ter deixado muito material gravado. Ainda nos Beatles teve muitas composições recusadas em nome da preferência à dupla Lennon/McCartney. E se está nas mãos de Jeff Lynne, está em absoluta segurança. Garanto que vem coisa boa aí!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Hoje no Rock: Paul McCartney, 67 anos

Goste você ou não, ache pop ou não, baladeiro, meloso, metido a besta, o que seja. Na pior das hipóteses, se James Paul McCartney não tivesse nascido em 18 de junho de 1942, nós teríamos perdido no mínimo 50% da parceria mais criativa do século XX.

Sim, afinal de contas, o próprio Lennon convidou-o a entrar para sua banda, os Quarryman, que se tornou o embrião dos Beatles. Se você prefere o Harrison (como eu), saiba que ele só entrou na trupe porque Sir Paul chamou. Aliás, muita gente credita essa ligação entre Paul e John ao fato de ambos terem perdido suas mães precocemente (a de Paul quando ele tinha 17 anos, de câncer).

Seu pai, Jim, era vendedor de algodão, mas também músico amador. Tocava piano e trompete e passou a estimular Paul a tocar. Começou pelo trompete, mas segundo Macca "era complicado cantar com aquele troço na boca". Bastante perspicaz... Mais tarde, com o crescimento do skiflle (um tipo de folk inglês) seu interesse pela música cresceu e daí pra frente me recuso a contar qualquer história.

Se você ainda tem implicância com ele, saiba que Macca foi o Beatle com a carreira mais prolífica, com 40 álbuns (alguns de música clássica) e uma penca de coletâneas, além de trilhas sonoras. Isso fez dele o músico de maior sucesso em vendagens do último século. Ok, mas você diria que a Ivette Sangalo também vende muito, isso não garante qualidade. Mas aí eu digo, ela não fez parte dos Beatles!

Nos anos 70 Paul botou na estrada os Wings, uma mera banda para acompanhá-lo. Fazia parte sua mulher Linda o que de início foi motivo de muita piada. Mas convenhamos, ela berrava bem melhor que a Yoko. Linda acompanhou o marido até sua morte, em 1998, curiosamente da mesma causa que sua sogra: câncer no seio.

Mas se você agora falou "ah bobão, tinha todas as mulheres que poderia ter e casou com aquela magrela...", saiba que Paul era tido pelo companheiros como lobo em pele de cordeiro. Ele foi o último Beatle a se casar e antes de Linda foi noivo da atriz Jane Asher. Essa garota ganhou músicas como And I Love Her, You Won't See Me, e I'm Looking Through You. Mas romperam o noivado quando ela o pegou com outra na cama. Acontece nas melhores familias...

Paul pagou os pecados no seu mais recente casamento, com a ex-porn star Heather Mills, onde levou um chapéu de couro e perdeu uma nota na separação. Paul deu uma de último a saber e disse que não sabia do passado da ex. Ficou 24 milhões de libras mais pobre (ou menos rico, como queira) e já foi flagrado traçando outra: uma socialite americana (dessa vez ele escolheu uma que já é rica).

Muita gente diz que não gosta do Paul McCartney porque ele não passa de um compositor de baladas fáceis. Também acho! Adoro as baladas I Saw Her Standing There, Back in the USSR e Live and Let Die. Ah, e se eu tivesse um filho, ele dormiria ao som da calmíssima Helter Skelter. Ia acordar ligadão!

Recentemente Paul anda dando uns sinais de caduquice, gravando umas bobagens eletrônicas com o codinome de Firemen e pedindo pra gravar com todo mundo de Bob Dylan a MGMT (erro que já cometeu com Michael Jackson). Já falei e repito, se quiser pode vir gravar com a Mustang! Por outro lado, ninguém pode argumentar que ele pensa em se aposentar, mostrando uma vitalidade de invejar. Recentemente lançou seu canal no iutubiu, com muita coisa interessante.

Bom, se você leu até aqui e ainda tem implicância com esse cara que segundo as más linguas faz a sombrancelha, azar o teu. Mas aposto que você curte (mesmo em segredo) muita coisa dele e, confirmando-se o boato de um show por aqui, vai até pensar em ir (apesar de sua banda atual ser meio fraquinha).

Aí pra vocês o trailer do ótimo DVD triplo The McCartney Years, que cobre toda a carreira solo do cara.



Happy Birthday!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Rock News: Faith No More volta aos palcos depois de 11 anos ausente

Depois de 11 anos distante dos palcos, o Faith no More voltou essa semana a fazer shows. O primeiro foi na última quarta-feira (10) no Brixton Academy, em Londres, no mesmo local onde foi registado o disco ao vivo "You Fat Bastards: Live at the Brixton Academy", há 19 anos.

O retorno, que inicia a turnê da banda pela Europa, foi marcado por uma apresentação com 24 músicas, entre elas "The Real Thing", "Last Cup of Sorrow", "Midlife Crisis", "Easy" e "Epic". A abertura do espetáculo veio com uma versão para "Reunited", do Peaches & Herb.

A banda voltou com Mike Patton no vocal, Billy Gould no baixo, Jon Hudson na guitarra (que substituiu Jim Martin), Mike "Puffy" Bordin na bateria e Roddy Bottum nos teclados. Nesta sexta-feira (12), o Faith no More se apresenta no Download Festival (o evento é transmitido pelo site oficial), em Donington Park, no Reino Unido, e emenda a agenda de junho em uma série de festivais europeus.

Neste mês, a banda lançou uma coletânea com seus grandes sucessos. O disco duplo "The Very Best Definitive Ultimate Greatest Hits Collection" veio também com bônus de raridades.

Formado no começo dos anos de 1980, em São Francisco, o Faith no More estourou no final da década com o disco "The Real Thing" (1989), o primeiro com Mike Patton no vocal. O cantor substituiu Chuck Mosley, que gravou os dois primeiros álbuns da banda.

Veja o que o Faith No More tocou em seu show de retorno:

"Reunited" (Peach & Herb)
"The Real Thing"
"From Out Of Nowhere"
"Land Of Sunshine"
"Caffeine"
"Evidence"
"Chinese Arithmetic"
"Surprise! You're Dead!"
"Easy"
"Last Cup Of Sorrow"
"Midlife Crisis"
"Cuckoo For Caca"
"The Gentle Art Of Making Enemies"
"RV"
"King For A Day"
"Malpractice"
"Jizzlobber"
"Be Aggressive"
"Epic"
"Mark Bowen"
"Chariots Of Fire/Stripsearch"
"Just A Man"
"I Started A Joke"
"Pristina"
fonte: UOL


Podiscrê, já tinha até esquecido deles! Sempre achei o Faith No More mais interessante musicalmente que outras bandas que vieram depois como o Red Hot, que acabaram colhendos os louros do funk metal e afins. Só pra comemorar vou ouvir o Real Thing inteirinho hoje!

sábado, 13 de junho de 2009

Rock News: Paul McCartney revela vontade de trabalhar com MGMT

“Eu gosto do MGMT. Gostaria de trabalhar alguma coisa mais dançante com eles. “Teríamos que conversar sobre isso. Eu não posso ligar para eles. Caso eles me ligassem, eu ia perguntar como arrumaram meu número, mas iria aceitar”, completou McCartney que já trabalhou com música eletrônica e lançou três álbuns com o projeto The Fireman, parceria com Youth, produtor e integrante do Killing Joke.

Falando em Paul e parcerias, há alguma semanas, o jornal britânico ‘Daily Star’, publicou matéria dizendo que McCartney, Dylan e Ringo Star vão trabalhar juntos no mesmo CD.

O baterista deverá se juntar a Dylan e McCartney quando os dois se reunirem na Califórnia nos próximos meses. Segundo uma fonte do jornal, Ringo está em Los Angeles, próximo ao local onde McCartney e Dylan têm casas.

“Ringo deverá tocar bateria em algumas canções assim que Paul e Bob as escreverem”, afirmou ainda a fonte ao jornal. Vale lembrar que a possível parceria entre Bob Dylan e Paul McCartney, ainda não foi confirmada oficialmente pelos músicos.
fonte: Eldorado


Ei Paul, não quer aproveitar e gravar com a Mustang 65 também?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Show de Horrores: Worst Music Video Ever

Não faço idéia do que seja. Não tenho a mínima noção de quem são e, pra ser sincero, não tive nenhuma vontade de tentar descobrir. Só sei que me foi indicado como "The Worst Music Video Ever". Se é mesmo o pior de todos os tempos, é difícil saber. A bizarrice humana está em constante evolução e nada me surpreente.

Mas hoje é dia dos namorados e trata-se de uma musica romântica (eu acho). Repare o casal, as expressões nas suas faces. E os dançarinos? Quanta suavidade e criatividade nos movimentos! Os efeitos especiais utilizados deviam estar na vanguarda tecnológica em 1978.

Enfim, quando vir esse video, lembre-se: cuidado com o romantismo no dia dos namorados. Você pode tornar-se brega ou até mesmo, bizarro!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Blog on the Top: Ballad of John and Yoko

Beatles
Ballad of John and Yoko
(Inglaterra - 1969)

Surgida da fantástica história do casamento entre John e Yoko, essa música foi gravada às pressas no dia 14 de abril de 1969 e tem algumas curiosidades interessantes.

Pra início de conversa, apesar de muita gente creditá-la apenas a John Lennon (e realmente foi composta só por ele) ela foi gravada em parceria com Paul McCartney, em apenas 8 horas. George e Ringo não participaram por terem outros compromissos. John gravou a voz, violão e a guitarra, enquanto Paul ocupou-se do piano, bateria, baixo e maracas, além de vocais adicionais.

Outro fato interessante é que Ballad of John and Yoko foi o primeiro single dos Beatles a ser lançado unicamente em Stereo. Até então, os lançamentos incluiam versões em mono (prefiro ouvir assim). O compacto trazia Old Brown Show (Harrison) no lado b.

Como quase tudo que compôs, Lennon não deixou de fora uma pitada de polêmica no verso "Christ you know it ain't easy, you know how hart it can be. The way things are going , they're going to crucify me. (Cristo, Você sabe como não é fácil, Você sabe quão difícil pode ser. Do jeito que as coisa vão, eles vão me crucificar)". Isso fez com que várias rádios nos EUA e Inglaterra boicotassem a música e que ela fosse banida na Austrália. Mesmo assim, chegou ao primeiro lugar dos 2 lados do Atlântico, sendo que na Inglaterra em 11 de junho de 1969.

Para ler o post anterior sobre ela, clique aqui!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Rock News: Mick Jagger luta contra igreja brasileira

O vocalista do Rolling Stones, Mick Jagger, quer reabrir o cinema londrino Walthamstow EMD, local onde a banda se apresentou nos anos 60. "Cinemas como o Granada, onde os Stones tocaram em seus primórdios, são o sangue da nossa história cultural. Eles ajudaram a música britânica a ganhar os palcos do mundo e deveriam continuar abertos como espaços de entretenimento", conta Jagger.

O problema é que a sala foi comprada pela Igreja Universal do Reino de Deus em 2003. Porém, o lugar está fechado desde que os cultos foram proibidos pelo governo. Atualmente, diversas bandas reúnem assinaturas para conseguir reabrir o Walthamstow EMD. "É de partir o coração ouvir que um lugar tão bonito, uma construção histórica tão importante, foi perdida pela comunidade local. Eu apoio totalmente a campanha pela reabertura deste centro de artes, música e cinema", finaliza o líder do Rolling Stones.
fonte: Whiplash


Isso já havia acontecido em Portugal, quando um grupo de artistas acorrentou-se ao teatro Coliseu do Porto impedindo o negócio.
Aí eu pergunto, quantos cinemas e teatros o doutor Edir Macedo comprou aqui?
Quantos artistas falaram alguma coisa?
Ah bom, só pra confirmar...

Hoje no Rock: Les Paul - 94 anos

Vira e mexe volto na velha discussão sobre o Pai do Rock. Eis um forte candidato na minha opinião. Trata-se deste senhor que completa hoje 94 anos e, para quem prestou atenção ao nome, fica fácil saber o que ele inventou.

Les Paul nasceu Lester William Polfus em 1915 na cidade de Waukesha, Wisconsin. Desde cedo mostrou, além do talento musical, uma enorme curiosidade e inventividade. Aos 9 construiu seu primeiro rádio de cristal (um rudimentar rádio) e começou a tocar violão. Aos 13 já se apresentava com bandas de country.

Aos 26 começou a fazer suas primeiras experiências com um instrumento de cordas de corpo sólido. Ele queria algo que não reverberasse as vibrações das cordas, o que acontecia com instrumentos acústicos. Seu primeiro protótipo foi o que ele chamou de "The Log" (o toco). Apresentou seu projeto à Gibson, tradicional fábrica de violões, que recusou sua idéia, dizendo que os músicos não levariam 2 instrumentos para o show, um acústico e um sólido.

Em 1948 entretanto, Leo Fender passou a frente da Gibson e lançou sua Fender Broadcaster, a primeira guitarra sólida construída em massa. Alguém na Gibson deve ter dito "ei, qual era o nome daquele maluco do toco mesmo?" Era Les Paul.

Finalmente em 1952 ele via no mercado a sua Gibson Les Paul Gold Top, coroando uma carreira que trazia outras invenções como o overdubbing, o gravador de 8 canais (construído em sua garagem), além de uma prolífica carreira como músico de jazz. Aliás ele ainda toca regularmente em clubes de jazz em Nova York, comprovando uma vitalidade característica do rock and roll.

Gibson e Fender sempre polarizaram as opiniões entre os guitarristas, uns preferem uma, outros a outra. Sobretudo com os modelos Les Paul Standard e Fender Stratocaster, cada uma com seus defensores ferrenhos, até mesmo radicais em alguns casos. Eu fico no meio, sou fã mesmo é da Rickenbaker (que também foi uma dos pioneiras), mas é inegável a influência que ambos trouxeram para o desenvolvimento do rock e da música como um todo.

É seguro dizer que o rock não existiria, ou ao menos não seria o mesmo sem as invenções de Leo Fender e de Les Paul. Me arrisco até a dizer que a música atual seria bem diferente, já que temos que levar em conta que até banda de axé usa guitarra elétrica. Bom, nesse caso seria uma música atual bem melhor, mas o balanço ainda é positivo!

Enfim, se Les Paul não é o pai do rock, seguramente é o Avô do Rock!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Rock News: Caixa em comemoração aos 40 anos de Woodstock trará gravações inéditas

Em comemoração aos 40 anos do mais significativo festival de música do mundo, o Woodstock, chega às lojas no dia 18 de agosto a caixa especial "Woodstock - 40 Years On: Back to Yasgur's Farm", via Rhino Records. O lançamento especial trará 77 músicas, sendo que 38 delas eram inéditas em disco até então. A caixa trará os shows de acordo com a ordem de apresentação nos três dias de festival e um livreto repleto de informações sobre os shows.

Entre as músicas nunca lançadas oficialmente nos álbuns do festival está "Coming into Los Angeles" de Arlo Guthrie e "Theme for an Imaginary Western", do Mountain. No disco original de Woodstock, essas músicas foram trocadas por versões com melhor qualidade de áudio gravadas em outros shows. Três artistas ficaram de fora dessa compilação, a banda Ten Years After, The Band e Keef Hartley.

"Esta será a mais completa coleção de músicas do Woodstock", comentou o vice-presidente da Rhino, Cheryl Pawelski. "O objetivo foi torná-lo tão real quanto possável. Queremos te levar até lá [no festival]. Trabalhamos duro para fazer disso um verdadeiro documento daquele tempo�.

Outros lançamentos estão engatilhados para as comemorações pelos 40 anos do festival. As trilhas sonoras "Music From the Original Soundtrack and More: Woodstock" e "Woodstock 2", o DVD "Woodstock: 3 Days of Peace and Music - The Director's Cut" e um novo site sobre a mómoria do evento. Abaixo o repertório da caixa especial:

Disc 1
01. Handsome Johnny - Richie Havens
02. Freedom (Motherless Child) - Richie Havens
03. Look Out - Sweetwater
04. Two Worlds - Sweetwater
05. Jennifer - Bert Sommer
06. And When Its Over - Bert Sommer
07. Smile - Bert Sommer
08. Hang On to a Dream - Tim Hardin
09. Simple Song of Freedom - Tim Hardin
10. Raga Puriya-Dhanashri/Gat In Sawarital - Ravi Shankar
11. Momma Momma - Melanie
12. Beautiful People - Melanie
13. Birthday of the Sun - Melanie
14. Coming into Los Angeles - Arlo Guthrie
15. Wheel of Fortune - Arlo Guthrie
16. Every Hand in the Land - Arlo Guthrie

Disc 2
01. Joe Hill - Joan Baez
02. Sweet Sir Galahad - Joan Baez
03. Hickory Wind - Joan Baez
04. Drug Store Truck Drivin' Man (with Jeffrey Shurtleff) - Joan Baez
05. They Live the Life- Quill
06. That�s How I Eat - Quill
07. Donovan's Reef - Country Joe McDonald
08. The Fish Cheer / I-Feel-Like-Im-Fixin'-To-Die Rag - Country Joe McDonald
09. Persuasion - Santana
10. Soul Sacrifice - Santana
11. How Have You Been - John Sebastian
12. Rainbows All Over Your Blues - John Sebastian
13. I Had a Dream - John Sebastian
14. The Letter - Incredible String Band
15. When You Find Out Who You Are - Incredible String Band

Disc 3
01. Going Up the Country - Canned Heat
02. Woodstock Boogie - Canned Heat
03. Blood of the Sun - Mountain
04. Theme For an Imaginary Western - Mountain
05. For Yasgur's Farm - Mountain
06. Green Acid Advice (stage announcement) - Jerry Garcia and Country Joe McDonald
07. Dark Star - Grateful Dead
08. Green River - Creedence Clearwater Revival
09. Bad Moon Rising - Creedence Clearwater Revival
10. I Put a Spell On You - Creedence Clearwater Revival

Disc 4
01. Work Me, Lord - Janis Joplin
02. Ball and Chain - Janis Joplin
03. Medley: Dance To The Music / Music Lover / I Want to Take You Higher - Sly & the Family Stone
04. Amazing Journey - The Who
05. Pinball Wizard - The Who
06. We�re Not Gonna Take It - The Who
07. The Other Side of This Life - Jefferson Airplane
08. Somebody to Love - Jefferson Airplane
09. Won�t You Try / Saturday Afternoon - Jefferson Airplane
10. Volunteers - Jefferson Airplane

Disc 5
01. Feelin' Alright - Joe Cocker
02. Let's Go Get Stoned - Joe Cocker
03. With a Little Help From My Friends - Joe Cocker
04. Rock & Soul Music - Country Joe & the Fish
05. Love - Country Joe & the Fish
06. Not So Sweet - Country Joe & the Fish
07. Summer Dresses - Martha Lorraine
08. Silver and Gold - Martha Lorraine
09. Rock & Soul Music (Reprise) - Martha Lorraine
10. Leland Mississippi Blues - Johnny Winter
11. Mean Town Blues - Johnny Winter
12. You've Made Me So Very Happy - Blood, Sweat & Tears

Disc 6
01. Suite: Judy Blue Eyes - Crosby, Stills & Nash
02. Guinnevere - Crosby, Stills & Nash
03. Marrakesh Express - Crosby, Stills & Nash
04. 4 + 20 - Crosby, Stills & Nash
05. Sea of Madness - Crosby, Stills, Nash & Young
06. Wooden Ships - Crosby, Stills, Nash & Young
07. No Amount of Loving - Butterfield Blues Band
08. Love March - Butterfield Blues Band
09. Everything's Gonna Be Alright - Butterfield Blues Band
10. Get A Job - Sha Na Na
11. At the Hop - Sha Na Na
12. Get a Job (Reprise) - Sha Na Na
13. The Star Spangled Banner - Jimi Hendrix
14. Purple Haze - Jimi Hendrix
15. Woodstock Improvisation - Jimi Hendrix
fonte: Terra


Mal posso esperar! Sobretudo o disco 4. Só lamento a ausência do The Band e do Ten Years After.
Assim que sair, pinta por aqui!

domingo, 7 de junho de 2009

Mustang na Estrada: Dragon Jack, 05/06


Se havia alguma dúvida quanto ao desempenho de Marcelo Borring na bateria, após apenas 3 ensaios, elas foram solenemente eliminadas. O Mustang provou que tem prça de reposição à altura e o show na última sexta agradou a todos que estavam presentes no Dragon Jack.

Além de Borring, o destaque foi Luciano, inspirado, como você poderão conferir nos vídeos que pintarão por aqui em breve.


Nesta semana voltamos à nossa garagem para seguir na rotina de ensaios. Se você perdeu, em um mês terá mais! Aguarde!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Rock News: Roger Waters chama de obsceno muro israelense na Cisjordânia

O britânico Roger Waters, músico e co-fundador do Pink Floyd, voltou a Israel e aos territórios palestinos, onde não hesitou em chamar de obsceno o muro israelense na Cisjordânia.

"(Esta barreira) é uma obscenidade para outras pessoas no mundo. Aqui e talvez em outros lugares em que vivem, os judeus podem aceitá-la. Masas pessoas no mundo todo veem o muro como uma estranha forma de viver", disse o músico ao visitar a escola de cinema Sam Spiegel, em Jerusalém, segundo a imprensa local.

O cantor e baixista, que em 1990 organizou um show para mais de 300 mil pessoas em comemoração à queda do muro de Berlim, também foi duro ao criticar a ofensiva israelense de dezembro e janeiro passados contra Gaza, em que cerca de 1,4 mil palestinos morreram.

"Não foi um olho por olho, mas uns cem olhos por olho", declarou o artista sobre a resposta israelense aos foguetes palestinos lançados de Gaza, que, em sete anos, mataram 100 vezes menos que o os ataques israelenses em 23 dias.

Waters chegou à região na segunda-feira (1º) e logo seguiu para Jenin, no norte do território palestino da Cisjordânia, para supervisionar o andamento do projeto "Cinema Jenin".

A iniciativa, promovida pelo artista e financiada pelo Governo alemão, busca restaurar a única sala de cinema da cidade, fechada em 1987, e reabri-la em maio de 2010, junto com uma escola de cinema.

Em Jenin, Waters também visitou o campo de refugiados local, que, durante nove dias de 2002, foi palco de uma violenta incursão do Exército israelense.

"Parte do povo ainda está extremamente traumatizada. Há partes do campo que foram reconstruídas, mas outras ainda têm muitos problemas , declarou.

O cantor advertiu ainda que o conflito com os palestinos afetou significativamente a imagem de Israel no mundo, a ponto de muita gente ter deixado de acreditar que os judeus tenham direito a um Estado.

"Acho que, sem direitos iguais para todos, esta democracia não faz sentido. Em ambos os lados, estão morrendo pessoas inocentes. E para quê? Por areia de deserto?", questionou.
fonte: G1


Há pouco tempo, foi Yusuf Islam que levantou-se contra o massacre israelense. Você pode argumentar que ele é muçulmano, então seria uma posição lógica. Entretanto, a posição lógica é manter-se contra o poderio americano na região, coisa que alguns poucos artistas tiveram peito para fazer.

Rock News: Ringo Starr deve se unir à parceria Dylan-McCartney

Segundo informações do jornal The Daily Express, RINGO STARR deve colaborar na parceria entre BOB DYLAN e PAUL MCCARTNEY. No final do mês passado, os dois cantores se reuniram num estúdio da Califórnia e agora McCartney e Dylan devem contar também com a participação de Starr.

“Ringo, em grande parte do tempo, vive em Los Angeles, perto de onde Paul e Bob também mantêm casas”, diz o jornal. Starr já tocou com Dylan no passado e assumiria a bateria em algumas músicas. Nenhum dos músicos se pronunciou oficialmente sobre a reunião, mas tudo indica que o projeto deve acontecer nos próximos meses.
fonte: Whiplash


Tem vaga pra mais uma guitarra nessa banda?
Qualquer coisa, tamos aí!

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Mustang na Estrada: Tudo pronto!

Apesar dos problemas técnicos que motivaram a última passagem do Mustang '65 pela oficina, nosso mecânico de plantão conseguiu uma peça de reposição a altura: o baterista Marcelo Borring está pronto para nossa próxima apresentação, nesta sexta no bom e velho Dragon Jack.

Fizemos ontem nosso último ensaio, com passagem do set list completo e tudo rolou sem maiores sustos. Para este show estamos programando os clássicos de sempre e nossas composições, mas dessa vez com o brilho que o teclado do Ricardo Mann vem dando a banda.

O som começa as 22:30 e a abertura será da banda Opera. O couvert custa 8 merrecas e sócios do Mustang Rock & Blues Club tem desconto de 2 pilas.

Ah, quer ser sócio? Basta enviar seu nome, email e cidade para mustang65rock@gmail.com e aguardar a confirmação!

Blog on the Top: Thick as s Brick

Jethro Tull
Thick as a Brick
(EUA - 1972)
Quando Aqualung saiu, foi recebido pela crítica como um álbum conceitual, rótulo que Ian Anderson refutou duramente. "Eles querem um disco conceitual? Ok, vou dar-lhes um!" teria dito ele.

Thick as a Brick é um álbum de uma música só. Aliás, Thick as a Brick é uma música apenas, com cerca de 45 minutos, com os climas se revezando ao longo da execução. Isso foi um problema no lançamento original em vinil, que só permite 23 minutos por lado. Mas era só virar o disco e a música continuava.

Outro dado interessante é a temática. O disco teria sido inspirado em um poema escrito por um menino de 8 anos chamado Gerald Bostock, ou Little Milton, sobre os desafios de envelhecer. Aliás, nos créditos no disco são para Anderson/Bostock, na verdade, a mesma pessoa. A capa é um show a parte, reproduzindo um tablóide local. Originalmente era um jornal mesmo, com 12 páginas constando notícias, fofocas, classificados, anúncios e, claro, a letra! Infelizmente a beleza do design foi perdida quando precisou ser convertida para CD.


Anderson considerava Thick as a Brick uma espécie de sátira ao progressivo que emergia na ocasião. Ele chegou a afirmar que Thick as a Brick estava para o Emerson Lake and Palmer assim como o filme Airplane (Aperte os Cintos o Piloto Sumiu) estava para Aeroporto.

Acima de qualquer rótulo, Thick as a Brick é uma das mais criativas obras do rock, independente de ser progressivo ou não. Não apenas pela estupenda composição, mas também pelo conceito, arte, execução e temática. É um disco de uma época em que a qualidade colocava os artistas no topo das paradas e não da forma como vemos atualmente, com bundas e cornos na luta do vale tudo pela mídia. Indispensável!

Aí embaixo, ao vivo, no Madison Square Garden, 1978.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Rock News: Ringo Starr e Paul McCartney apresentam game dos Beatles em feira nos EUA

Os roqueiros Ringo Starr e Paul McCartney participaram da conferência da Microsoft nesta segunda (1º) para apresentar o jogo "Rock band: The Beatles" (veja ao lado o trailer do jogo).

A participação aconteceu durante a E3, feira de games de Los Angeles (Califórnia, EUA).

O jogo será lançado em 9 de setembro para Xbox 360, PlayStation 3 e Wii.

Os músicos foram acompanhados ao palco da E3 por Yoko Ono, viúva de John Lennon, e Olivia Harrison, víuva de George Harrison.
fonte: G1


Grande coisa... eu já jogo Rock Band há quase 20 anos...
Aí embaixo o trailer do telejogo.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rock News: Roadie de Jimi Hendrix diz em livro que empresário confessou ter assassinado o guitarrista

Trinta e nove anos após a morte de Jimi Hendrix, o roadie de um dos maiores guitarristas da história do rock acusa o empresário Michael Jeffery de ter assassinado o músico. James "Tappy" Wright declara no livro "Rock roadie", que está para lançar, que Jeffery confessou o crime um ano após a morte do autor de "Purple Haze" e "Foxy Lady". Segundo o roadie, ele teria dado álcool e comprimidos a Hendrix durante uma visita no hotel onde ele estava hospedado. Depois, o empresário teve que fazer com que a morte do guitarrista não fosse dada como suicídio, para que o seguro de vida não deixasse de beneficiá-lo com dois milhões de dólares. Seu nome estava na lista de Hendrix.

Ocorrida em setembro de 1970, a morte de Hendrix teve como causa oficial intoxicação com barbitúricos e inalação do próprio vômito. Mas o mistério sempre rondou essa história. John Bannister, o médico que fez de tudo para reanimar o guitarrista, admitiu em 1992 que ficou surpreso com a ausência de vinho tinto no sangue do músico, afinal, ele teria bebido junto com os barbitúricos. Jeffery morreu em um acidente de avião em 1973, dois anos após confessar o assassinato a Wright.
fonte: O Globo


Se foi o empresário mesmo que o matou eu não sei. Só sei que mais uma vez, alguém vai arrumar uma grana graças ao cadáver de Hendrix.