sábado, 26 de setembro de 2009

Hoje no Rock: Abbey Road, 40 Anos

Alguns discos são tão importantes que a gente tem em LP, cassete e CD. No meu caso, isso era comprovado pela presença de não apenas um, mas dois exemplares em vinil do Abbey Road na prateleira da minha casa, quando moleque.

Isso aconteceu porque o primeiro exemplar, provavelmente tão antigo quanto o lançamento original, encontráva-se em estado inaudível, de tantos arranhados que possuia. Para meu irmão e eu, mesmo sedentos de curiosidade beatle, era complicadíssimo tentar entender o que acontecia naquele bolachão preto, sem que a agulha pulasse de 5 em 5 segundos.

Isso foi corrigido anos mais tarde quando meu irmão comprou o segundo exemplar em LP. Lembre-se caro leitor, que iam os anos 80 e baixar música era coisa dos Jetsons. O máximo que se fazia era pedir para um amigo gravar uma "fitinha" e o acesso a músicas era bem mais complicado. Isso com certeza contribuiu com uma certa aura de mistério para o disco em questão, reforçada por uma musiquinha chamada Her Majesty, que tinha no antigo mas não constava no "novo".

Os anos passaram-se e nós gastamos o vinil novo também. Era a hora do CD e claro, foi um dos primeiros comprados quando a discoteca começou a ser renovada. Já estávamos familiarizados com todas as faixas, inclusive com o estupendo Lado B formado por fragmentos de músicas inacabadas, de Because até The End. Até hoje sonho em tocar essa sequência com uma banda, quem sabe quando o disco fizer 50 anos a Mustang nao topa?

Nos anos 90, com o material do Anthology, ficou reforçada a sensação de que eles mesmos tinham a noção do que estavam produzindo. Havia a certeza no ar de que era realmente o último trabalho, então que fosse realmente formidável. E foi. Apenas uma banda como os Beatles conseguiu encerrar suas atividades no auge, com um disco que tem pérolas como Come Together, Because, Something e Here Comes The Sun. Aliás, falando nessas duas, mostrou também a maturidade do beatle caçula, que logo depois mostraria suas garras com um álbum triplo chamado All Things Must Pass.

E o que dizer sobre sua capa, seguramente a mais reproduzida da história do rock? Do próprio Paul McCartney aos Simpsons, passando pelos bobões pimentinhas californianos e pelos geniais Mutts de Patrick O'Donnel, todo mundo tirou sua casquinha. E se esteve em Londres, tirou essa foto também.

E chegamos ao século XXI. Justamente neste mês de setembro tão Beatle, com relançamentos e joguinhos de video game, o tão emblemático Abbey chega aos 40. Não posso esconder que orgulho-me de ter acompanhado esse amadurecimento por mais da metade desse tempo, sempre bebendo da sua fonte, cada vez mais jovem. Claro que sempre sinto a frustação de não tê-lo visto nascer, mas acho que os anos em que o Abbey viveu como um espectro arranhado na nossa prateleira ajudou a formar minha consciencia musical. Como se algo deixasse forçosamente para o final o mais triste e emblemático registro liverpooliano.

Espero que a garotada que o está descobrindo agora mantenha-o vivo por outros 40 anos. Hoje pipocarão na imprensa várias matérias sobre este coroa. Mas que cada um, assim como eu, escreva sua história mais íntima com ele.

Vida longa a Maxwall Silver Hammer, Mr Mustard, Polythene Pam e sua trupe!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Blog on The Top: He Ain't Heavy, He's My Brother

The Hollies
He Ain't Heavy, He's My Brother
(Inglaterra - 1988)
Essa é interessante. Lançada em 1969, essa balada de Bob Russel e Bobby Scott foi gravada pelos Hollies, que tinham no piano ninguém menos que Elton John. A música foi muito bem, chegando ao número 3 na Inglaterra e ao 7º lugar nos EUA.

Posteriormente ganhou vários covers, incluindo Neil Diamond, Housemartins, Rufus Wainwright, e de Bill Medley, que aparece nos créditos final do filme Rambo III, de 1988. Essa aparição, associada a outra em um comercial de cerveja fez com que He Ain't Heavy, He's My Brother voltasse às paradas inglesas para, agora sim, chegar ao número 1 por duas semanas.

A origem do título remonta a uma instituição de caridade chamada Boys Town, que tinha como slogan desde os anos 40 a frase "He Ain't Heavy Father, He's My Brother", em alusão ao padre Edward Flanagan, com uma ilustração de um menino carregando seu irmão.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Dispositivo quer transformar arquivos digitais em objetos físicos

O Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos dos EUA (IEEE) está desenvolvendo um novo dispositivo de restrição de uso de arquivos digitais a fim de combater o compartilhamento ilegal na rede.

A estrovenga se chama Digital Personal Property (DPP) e vem como uma espécie de substituto do DRM, o dispositivo que proibia cópias e exigia que o comprador validasse seu arquivo freqüentemente para usá-lo.

O DRM não funcionou: ou as pessoas burlavam o sistema ou os consumidores se viam prejudicados quando não conseguiam autenticar seus arquivos em outro computador, player ou celular. Sem contar que algumas empresas - MSN Music e Yahoo Music - encerraram o serviço de autenticação e muitos consumidores tiveram problemas para ouvir canções pelas quais haviam pago.

O novo dispositivo vem numa embalagem mais suave, parecendo mais amigável, mas mantém parte do problema. Ele não requer autenticação: uma vez comprado, o arquivo é válido permanentemente. O usuário pode fazer quantas cópias quiser e inclusive compartilhá-las com amigos.

Até aí, bonito. O problema é que o DPP trata o arquivo digital como se fosse um objeto físico. Você pode 'emprestar' sua música para um amigo, mas quando faz isso é a cópia dele que está validada, até que ele a devolva e então você pode voltar a ouvir a música. Ou seja, você faz quantas cópias quiser, mas só uma pessoa pode ouvir a canção por vez. É como se você emprestasse um CD a alguém e precisasse esperar a devolução para ouvi-lo novamente.

O mecanismo funciona através de uma chave chamada playkey que é transferida junto com o arquivo de um computador para outro, ou para o celular ou para o player. A idéia é que o usuário pode fazer quantas cópias quiser, mas se 'jogar na rede' irá perder o arquivo.

O IEEE acredita que o dispositivo irá criar no usuário um senso de propriedade, e ele então passará a tratar arquivos digitais como trata objetos físicos. Até um hacker quebrar a chave, claro. O IEEE não entendeu que um arquivo digital não é um objeto físico. Este é finito e limitado. Aquele é inesgotável.
fonte: Rock Online


Me divirto com esses caras... Inventaram, agora aturem!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quizz: Em que livro sagrado foi inspirada Tomorrow Never Knows?

Tomorrow Never Knows foi inspirado no Livro Tibetano dos Mortos, que Lennon estava lendo na época. Segundo o produtor George Martin, John pediu que a voz soasse como o "Dalai Lama falando do alto do Monte Everest" ao que ele ponderou "isso vai sair meio caro, não podemos fazer aqui mesmo?".

O mais interessante na minha opinião é que ela tem apenas uma nota o tempo todo, sem passagens, o que é característico na música indiana. Além disso todos os sons, com gaivotas, efeitos e etc foram feitos em loops nos estúdios.

Hoje pode parecer fácil, mas em 1966 haviam apenas 4 canais de aúdio, o que tornou essa gravação uma tarefa hercúlea para Martin e seus assistentes, usando literalmente toda a estrutura de Abbey Road para gravar todos os loops.

Em breve mais um Quizz, sobre um tema que pintar no blog. Aguardem.

sábado, 19 de setembro de 2009

Hoje no Rock: Brian Epstein, 75 anos

Ultimamente muito tem se falado nos Beatles, pelos recentes lançamentos e por sua volta às paradas de sucesso. Sua presença no blog é constante, para a alegria de uns e irritação de outros. Mas o curioso é que, fabfour a parte, poucos lembram-se do cara que foi o responsável por isso tudo.

Brian Epstein, neto de imigrantes judeus-lituanos, era gerente da NEMS, uma loja de discos e instrumentos musicais em Liverpool. Nunca tinha ouvido falar nos Beatles até que alguém entrou em sua loja pedindo o compacto de My Bonnie, com Tony Sheridan and The Beatles. Descobriu que a tal banda apresentava-se no Cavern, pub próximo de sua loja. Resolver conferir de perto e o resto é história.

O fato é que, mesmo nunca tendo empresariado bandas, Brian tinha faro para bons negócios e viu que dali poderia sair um. Assinou com os Beatles e não sossegou até conseguir para eles um contrato, o que aconteceu com a Parlophone, após várias recusas, entre elas a da Decca. Após Love Me Do foi uma escalada de sucesso que o levou a empresariar outras bandas. Estima-se que já em 1963, 85 bandas das 100 primeiras colocadas na parada inglesa eram empresariadas por Epstein, como Gerry and the Peacemakers e The Dakotas.

Da mesma forma que descobriu e praticamente inventou os Beatles, sua morte prematura em 1967 marca a virada da banda em direção ao seu final. Magical Mistery Tour foi o primeiro disco após seu falecimento e o tom caótico do filme mostra um pouco do clima na época. O que se seguiu no White Album e no Let It Be confirmam isso.

Outra polêmica constante nas biografias sobre ele é sua orientação sexual, até com insinuações de que ele teria tido um caso com John Lennon. O próprio Lennon, numa entrevista em 1980 afirmou que eles eram "muito próximos, mas nada chegou a ser consumado".

Um dado que sempre me deixou intrigado remete às famosas Decca Tapes, as fitas gravadas e recusadas pela gravadora Decca. Nela, os Beatles gravaram 15 músicas, sendo que Paul canta 7, George 4 e John outras 4, sendo uma delas em coro com Paul. Ora, se uma banda grava uma audição para uma gravadora importante, teoricamente apresentaria seu melhor material. Então por que John teve tão pouco espaço neste momento e depois passaria praticamente ao vocal principal? Não joguem pedras, só fico intrigado... Tirem suas próprias conclusões.


Polêmicas a parte, hoje o cara estaria completando 75 anos e pode-se afirmar que, sem sua descoberta, a música hoje seria algo muito diferente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Rock News: Encerrado o processo de plágio de Satriani contra Coldplay

A justiça de Los Angeles encerrou o processo de plágio aberto pelo guitarrista Joe Satriani contra a banda Coldplay. As duas partes concordaram em encerrar o processo com a condição de fazer um acordo extrajudicial. Não foram divulgados os termos desse acordo.

A acusação de Joe Satriani veio à público em dezembro do ano passado. Segundo o guitarrista, a música “Viva la Vida”, lançada pela banda inglesa, é um plágio de “If I Could Fly”, música de Satriani lançada em 2004.

O grupo chegou a ser acusado de plágio por outros artistas, como Yusuf Islam, ou Cat Stevens, como era conhecido nos anos 70. Islam diz que a mesma “Viva la Vida” tem partes copias de “Foreign Suite”, lançada em 1973.
fonte: Rock Online


Quer saber? Foi ótimo para os dois. Nada como um bocado de publicidade gratuita como a gerada pelo rolo. Ate Cat/Yussuf pegou uma carona. Agora, milhões pra cá, milhões pra lá, tá tudo bem com todo mundo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Blog on The Top: In Through the Out Door

Led Zeppelin
In Through the Out Door
(EUA - 1979)
Mesmo não sendo grande fã do Led Zeppelin (prefiro o Deep Purple), impossível não postar sobre esse clássico lançado em 15 de agosto de 1979 e que rapidamente alcançou o topo das paradas de sucesso.

In Through the Out Door foi gravado no Polar Studio em Estocolmo (estúdio da banda ABBA) e foi o último da discografia oficial da banda.

O LP foi gravado logo após a morte de Karac, filho de Robert Plant e no auge do envolvimento de Page com a heroína. Isso deu espaço para que John Paul Jones tivesse mais influência nos arranjos finais, usando muitos sinterizadores. O álbum trazia o clássico All My Love, que Plant compôs para seu filho falecido. Um ano depois, quem viria a falecer seria o baterista John Bonham, pondo fim à carreira da banda.

Outra curiosidade era a capa, uma cena de bar, fotografada por 6 angulos diferentes. O encarte em preto e branco podia ser colorido, usando um algodão úmido. Isso tudo vinha dentro de um envelope de papel pardo. Algo impensável nas edições de CDs de hoje.

Rock News: AC/DC volta a se apresentar no Brasil após treze anos

A banda australiana AC / DC voltará a sair em turnê mundial após oito anos. Com o show “Black Ice World Tour”, o grupo também passará pelo Brasil, fazendo uma apresentação no Estádio do Morumbi, em São Paulo, no dia 27 de novembro.

Brian Johnson (vocal), Angus Young (guitarra), Malcolm Young (guitarra), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria) estiveram pela última vez no Brasil em 1996 com a turnê “Ballbreaker”. Agora, com “Black Ice World Tour”, o AC / DC contará com um grande palco e dividirão a cena com uma locomotiva real de seis toneladas, que se deslocará durante o show.

O repertório da turnê terá como base os álbuns "Black Ice", primeiro álbum de músicas inéditas em oito anos do AC/DC, e "Stiff Upper Lip" (2000). Além das músicas inéditas, o grupo promete os grandes sucessos que marcaram seus 36 anos de carreira.

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 01º de outubro. A partir de 21 de setembro, o site www.showacdc.com.br trará mais informações sobre horários e preços do show.
fonte: Eldorado


Não sou fã destes australianos, mas com a atual seca musical não deixa de ser uma boa pedida pra turma da garoa. Ainda sobre o show, dizer que eles não aparecem aqui há 13 anos é um pouco forçcado, ja que há 8 não excursionavam nem lançavam nada de novo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mustang na Estrada: Rock na Praia

Foi um sucesso a primeira participação do Mustang'65 no projeto Rock na Praia, que rola aos domingos no Quiosque Canal, na Prainha de Piratininga. Nem mesmo a ventania que baixou de repente (e quase fez a tenda que cobria o palco voar) esfriou a banda e o público presente.

Em um set list bem mais curto que o de costume (apenas 50 minutos), tivemos a oportunidade de tocar apenas as melhores, entre elas Aqualung, Sultans of Swing, Nothing But a Mustang e para o delírio da mulherada presente, Sempre Brilhará. Pintaram também as autorais Cerveja e Blues do Cachorro.

Se você perdeu, tenho duas boas notícias: a primeira é que estaremos de novo por lá, em novembro, em data a confirmar. A segunda é que o show foi integralmente gravado e em breve pinta aqui no Experience e no blog da Mustang'65.

Agora a banda dará uma breve pausa nos show e se concentrará nos ensaios para o mês de outubro, que promete. Nosso próximo compromisso é no dia 4/10, no Street Ranger Motoclube, em São Cristóvão, Rio. Até lá!

Rock News: 'Não me arrependo', diz guitarrista que deixou os Rolling Stones em 1974

Após décadas de carreira, os Rolling Stones continuam sendo uma das bandas que mais faturam no mundo. Somente com shows, o grupo já arrecadou mais de R$ 5 bilhões, segundo o jornal britânico 'Mail on Sunday'.

A publicação traz neste domingo (13) um perfil do guitarrista Mick Taylor, que foi integrante dos Stones entre 1969 e 1974, quando deixou o grupo voluntariamente. Enquanto ocupou a posição de guitarrista principal, os Stones lançaram álbuns clássicos como 'Exile On Main Street', 'Let It Bleed' e 'Sticky Fingers'. Com ele foram gravadas as versões originais de canções como 'Honky Tonk Women', 'Wild Horses', 'Angie' e 'It’s Only Rock And Roll', destaca o 'Mail on Sunday'.


Atualmente, aos 61 anos, Taylor faz shows em pubs, vive em uma casa simples e mal-cuidada na área rural de Suffolk e, segundo a reportagem, tem contas a pagar e avisos de corte de água e luz acumuladas. Desde 1982, não vê um centavo em royalties da época em que tocou com os Stones. Segundo Taylor, eles se aproveitaram de uma falha contratual para cortar seu pagamento.

"Tentei falar com Mick (Jagger) um par de vezes, mas percebo que contratar um advogado é porvavelmente a única forma de me levarem a sério. Mas eles sabem que não vou fazer nada a respeito", diz. Em seguida, muda de ideia: "Vou fazer algo a respeito porque é moralmente errado cortar meus royalties por aqueles seis álbuns".

Guitarrista considerado talentoso, Taylor havia tocado por três anos com John Mayall antes de se juntar aos Stones. Na entrevista ele diz que na época gostava mais dos Beatles e que queria elevar o nível da banda, mas que os outros integrantes queriam ficar sempre na mesma. Resolveu sair em 1974, quando seu envolvimento com drogas se tornou preocupante.

"As pessoas sempre me perguntam se me arrependo de ter deixado os Rolling Stones. Eu não ligo para isso - se tivesse ficado na banda, provavelmente estaria morto", conta. "Estava tendo dificuldades com a adição às drogas e não teria durado. Mas agora estou livre disso e tenho estado por anos. Minha vida é tão melhor agora do que ser um membro drogado dos Stones. Portanto, não, não me arrependo de ter saído", aponta, e completa: "As pessoas que me conhecem de verdade fazem outra pergunta - se eu me arrependo de ter entrado nos Stones. Para mim, isso é muito mais astuto".
fonte: G1


Taí, to até pensando numa nova coluna pro blog, na linha "por onde anda?". O que acham? O problema é que na maior parte dos casos os sumidos já estão mortos... De qualquer forma foi bom ter notícias do Mick, o melhor guitarra que os Stones tiveram.

domingo, 13 de setembro de 2009

Mustang na Estrada: Hoje na Praia de Piratininga

Pois é, domingão de sol, verão chegando e o Mustang'65 resolveu dar uma circulada pela orla da cidade, mais precisamente na Praia de Piratininga para participar do espaço que está virando moda em Niterói, o Quiosque Canal, no final da praia, bem no ponto final do onibus 39. Aí ao lado o cartaz do evento, com um Mustangão estacionado pelo baixista da banda, Luiz Claudio e as demais bandas participantes.

Trata-se de um fim de tarde ao som do rock and roll niteroiense, com 4 bandas por domingo e entrada franca. E hoje, estaremos por lá, a partir das 19 horas.

Nada melhor para mim, que estarei no quintal de casa praticamente e poderei tomar uma cerveja gelada nesse domingo calorento, só pra esquecer que amanhã é segunda!

Apareça!

sábado, 12 de setembro de 2009

Rock News: Beatles devem voltar ao topo das paradas em breve.


Os Beatles parecem prestes a dominar as paradas britânicas novamente nesta semana. Com o lançamento de versões remasterizadas dos álbuns da banda, que foram postos à venda na quarta-feira, e um videogame interativo, espera-se que os "Fab Four" ocupem cinco posições entre os Top 20 e induzam a um breve retorno da "Beatlemania", com filas nas grandes lojas de Londres.

A Companhia Oficial das Paradas disse que 15 álbuns da banda devem ficar entre os 75 mais vendidos até domingo. A empresa ainda previu que os relançamentos de "Abbey Road" e "Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band" serão os mais vendidos.

"Esses resultados para os relançamentos indicam que a "Beatlemania" está viva e vai muito bem", disse o diretor-gerente Martin Talbot.

"Ainda temos três dias de vendas para contabilizar, mas já está claro que o apelo duradouro dos Beatles não dá sinais de diminuir."
fonte: Reuters


Tudo que eles tocam transforma-se em ouro. Nos anos 80 a simples aparição e Twist and Shout no filme Curtindo a Vida Adoidado levou a canção de volta ao topo nos EUA.

Sobre a caixa já li muito sobre ela. Serão duas versões uma em stereo e outra mantendo o mono original (como prefiro). Quem já teve acesso ao material conta que nos dois primeiros discos não há diferença significativa, já que foram gravados em apenas 2 canais. A partir do terceiro álbum, com 4 canais as diferenças tornam-se mais sensíveis, até o White Album em diante, com gravação de 8 canais, o que possibilitou um trabalho de remasterização mais rico.

O preço é um detalhe a parte. Para comprar os álbuns independentemente, o fã irá desembolsar cerca de 40 berimbais em cada um. Já quem optar pela caixa, vai morrer em pelo menos 700 paus. Mas o investimento compensa: o material é ricamente detalhado, com fotos, informações técnicas sobre cada LP, como desempenho nas paradas e curiosidades sobre a gravação. Aliás, essa é a melhor parte: os cds trazem diálogos onde os quatro, mais George Martin falam sobre as gravações. Boa parte já apareceu no Anthology mas há material inédito. Aí embaixo pra vocês, a transcrição dessas conversas, presente do Experience!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Quizz: Em que músicas de David Bowie o personagem Major Tom aparece?

Confesso que pensei que o povo fosse ter mais dificuldade com essa, provavelmente por uma possivel confusão com Star Man. Mas a maior parte acertou a resposta. Além de Space Oddity e Ashes to Ashes, o Major Tom voltou a aparecer na canção Hallo Space Boy, de 1996.

Na ocasião Bowie declarou que essa música seria o funeral do Major Tom, assim como de todas as suas referências à esta época. Ela ainda ganhou um remix do Pet Shop Boys.

Prometo caprichar na próxima e preparar um quizz mais complicado. Aguardem!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Rock News: REM dá apoio à reforma de saúde proposta por Obama

Barack Obama ganhou um "engajamento musical” para tentar convencer o Congresso dos Estados Unidos a aprovar a proposta de reforma no sistema de saúde do país nesta quarta-feira, 09 de setembro.

Michael Stipe, vocalista do grupo REM, já havia apoiado o presidente durante à campanha eleitoral. Agora participa da campanha da organização 'MoveOn', que visa aprovar a reforma. A canção da banda "You are the everything", do álbum "Green" (1988), aparece no vídeo “We can’t afford to wait” (Nós não podemos pagar pela espera).

A proposta do governo de Obama tem divido a opinião pública nos EUA e até provocado desgaste do presidente. Pelo projeto, o governo subsidiaria os planos de saúde com o objetivo de cobrir até 94% da população norte-americana.

Veja abaixo o vídeo da campanha:
fonte: Eldorado





Engajamento nunca faltou ao REM, desde os tempos de rádios universitárias no estado da Georgia. Segundo Michael Stipe, a famosa Its The End Of The World As We Know It é uma crítica ao governo Reagan nos anos 80 e a recente Bad Day, ao governo Bush.

Faltou dizer que no video, vários dependentes do sistema de saúde pública americano aparecem com cartazes falando porque apóiam o movimento e expondo suas doenças, assim como de familiares.

Blog on the Top: You Really Got Me

The Kinks
You Really Got Me
(Inglaterra - 1964)
Como falei aqui há poucos dias, várias bandas inglesas seguiram os passos dos Beatles e protagonizaram o que ficou conhecido como British Invasion, ou Invasão da América. Lá estavam os Stones, Who, Animals e os Kinks.

Com um riff de guitarra marcante e um refrão forte, You Really Got Me logo chegou ao topo da parada inglesa e poucas semanas depois ao número 7 da Billboard, consolidando o movimento da invasão. Seu sucesso foi tão grande que ela ganhou diversas versões covers, incluindo uma do Van Halen (capa lá em cima).

Ela também aparece no primeiro disco do The Kinks, homônimo, o que era raro, já que nos anos 60 as músicas que saiam nos compactos dificilmente apareciam nos LPs.

Blog'n'Roll: Beirut no Rio e as viúvas de Capitu

Os que acompanham o blog desde o ano passado devem lembrar das discussões sobre a banda americana Beirut e a trilha sonora da minissérie Capitu, que foi ao ar em dezembro. Um grande embate aconteceu entre os alternativinhos de plantão e novos fãs, tudo para saber se um programa global era mesmo o melhor meio de divulgação para a música Elephant Gun e Zach Condon.

Enfim, ontem fui conferir in loco o show dos caras no Rio e pude constatar que estavam todos lá. Os alternativos, os nerds, os descolados e boa parte da elite carioca, o que prova que mesmo quando a cultura está disponível em caráter global, seu acesso ainda é restrito aos mais abastados. Isso sem falar nos fãs mais xiitas que simplesmente ignoraram as atrações anteriores do PercPan, esperando mesmo o show do Zach.

Anyway, o que interessa é o show em si e ele foi ótimo apesar da banda com muitos desfalques e os já tradicionais erros de Zach nas letras, mas nada que comprometesse como um todo. O som do Oi Casa Grande fez jus à sua fama e esteve impecável. A sensação de um show curto foi amenizada pelo bis, que contou com a versão beirutesca de Brasil. Aliás, o set list derrubou alguns fãs desavidos, com algumas menos conhecidas. No geral, apenas refrões eram cantados juntos, exceto por Elephant Gun (lá embaixo no iutubiu) conhecida de todos.

Outro show a parte é Zach e sua quedinha por bebidas alcoólicas. Intercalando uma branquinha, cerveja e um outro líquido obscuro, o cara foi se soltando aos poucos, arriscando até mesmo um "Toca Raul" pra gargalhadas gerais e explicando que o ukelele não é um cavaquinho.

No mais, grande show e a torcida para que o Beirut volte por aqui, de preferência em um espaço mais popular, como o Circo Voador.


quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mustang na Estrada: Road Kings


Sexta última, o Mustang`65 estacionou no Quiosque 19, Charitas, Niterói. A banda fez sua primeira apresentação num motoclube niteroiense: Road King. À convite do Ruy - aniversariante da noite, detonamos nosso repertório setentista de Rock & Blues em solo, ou melhor, areia, niteroiense. A banda The Knutz fez a abertura com um som bem pesado, mesclando músicas autorais e covers.

Agradecemos ao Ruy pelo convite e oportunidade oferecida à banda, bem como o My Boy, pela recepção.

Pra quem perdeu, a proxima oportunidade será no dia 13 de setembro, no Quiosque do Canal, na Praia de Piratininga, a partir das 19 horas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Show de Horrores: Elektronik, Supersonik

Acho muito legal ver filmes do passado (sobretudo anos 50 ou 80) e ver como eles imaginavam que seria o futuro. Naves espaciais, um piquenique em Marte, instrumentos eletrônicos, bigodes postiços e perucas cor de rosa.

Pelo clima futurista, acho que eles queriam passar uma imagem do ano 2100, algo assim. Uma era em que tudo era eletronico e supersônico. De qualquer forma espero que seja uma época em que eu não esteja mais vivo...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Rock News: Roberto Carlos pode se apresentar antes de Paul McCartney em Brasília

O cantor Roberto Carlos pode ser o artista convidado para se apresentar antes do músico inglês Paul McCartney na festa de comemoração pelos 50 anos de fundação da cidade de Brasília. A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo no jornal Folha de S.Paulo.

Segundo o jornal, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, teria feito o convite a Roberto Carlos em um encontro no último final de semana. Caso Roberto Carlos aceite participar do evento, ficará faltando a confirmação do show do ex-Beatle em território nacional.

Roberto Carlos está fazendo uma série de apresentações em comemoração aos 50 anos de carreira. Os eventos comemorativos devem durar até 2010.
fonte: Rock Online


Putz, ainda bem que eu moro no Rio...

De qualquer forma, antes que alguém fique putinho ou me chame de rabujento, é importante deixar claro que este blogueiro é frontalmente contra eventos deste tipo realizados com dinheiro público, como os realizados recentemente em Copacabana. Por outro lado, entendo que Brasília é a melhor cidade para esse tipo de show, simbolizando o descaso das nossas autoridades em nível federal.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Blog'n'Roll: Novo Player no Blog

Tem coisas que são engraçadas. Por exemplo, só por ter um blog, muita gente me olha como um cara antenado nas novas tecnologias, que sabe tudo dos Javas da vida, tem Twitter, Facebook e outras tranqueiras digitais que no fundo só servem pra afastar a gente da vida real. Se você era um desses, caro leitor, sinto informar: eu não passo de uma mula digital.

Para iniciar este blog por exemplo, precisei de várias pessoas literalmente me enchendo o saco. Só então tomei coragem e resolvi fazer o primeiro post. Bom, o resultado taí, quase 2 anos direto, escravo dessa praga...


Bem, dei essa volta toda para chegar no assunto do player (ou tocador, que seria o termo correto) de MP3 do Experience, que há algum tempo vinha dando problema e tocando apenas 30 segundos de cada música, sabe-se lá porque. Tive o mesmo problema anteriormente com o Deezer (os leitores mais antigos devem se lembrar) e achei que com o Imeem teria vida tranquila.

Ledo engano. Segundo meu irmão, a informática veio para resolver problemas que não existiam antes da informática. O Imeem deu chilique e eu já pensava em extirpar o tocador (agora sim!) do blog quando, with a little help from my friends, surgiu o ReverbNation.

Não vou dizer que é uma maravilha, mas até agora tem se mostrado o mais eficiente player que já usei no blog. Além de tocar as músicas, ele carrega rápido e o melhor: agora você caro leitor, pode baixar direto o arquivo a partir dele. Entrando na minha página na ReverbNation (basta clicar na minha foto) ele dará perfil e agenda de shows. Nada além do que já tem aqui no blog, mas é um charme a mais. O blog da Mustang'65 já adotou o RevebNation também.

Por quanto tempo ele vai durar? Difícil dizer. Mas até aqui, tudo bem! Por favor, reportem-me problemas para que eu possa, mais uma vez com a ajuda de alguém, resolver!

Blog on the Top: House of the Rising Sun

The Animals
House of the Rising Sun
(EUA - 1964)
Mais do que uma simples canção que chegava ao topo da Billboard, House of the Rising Sun era uma volta às origens, já que os Animals adoravam regravar standards do blues e do folk americano.

Tratava-se de uma banda inglesa tocando o que havia de mais tradicional na música americana.
Mas além disso, House of the Rising Sun (também conhecida como Rising Sun Blues) foi o primeiro single inglês a chegar ao topo das paradas do Tio Sam, sem ser escrito pela dupla Lennon / McCartney. Ou seja, ela confirmou a Invasão Britânica que se seguiria, com Stones, Who, Kinks e outros.

Falando sobre a música, ela conta a história de uma vida fracassada em Nova Orleans, do ponto de vista de quem viveu essa vida, podendo variar o sexo do personagem. É um clássico do cancioneiro popular americano, já tendo sido gravada por muita gente. Mas essa versão dos Animals continua sendo a mais conhecida de todas.