Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Jerry Lee Lewis. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta Jerry Lee Lewis. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Hoje no Rock: Jerry Lee Lewis, 76 anos

Todo mundo sabe que não sou da turma que considera Elvis o pai do rock. Aliás, o rock não tem nem pai nem mãe, é filho adotivo do Sr. Blues e foi criado num quartinho dos fundos, por isso ficou tão rebelde. E de rebeldia, Jerry Lee Lewis entende. Nascido em família pobre na Louisiana, sempre teve talento para o piano, o que fez com que seus pais pegassem um empréstimo para lhe comprar um.

Assim como outros mestres dos anos 50, cantava gospel em igrejas, mas sempre era repreendido por tocar os hinos em ritmo de rock.
Em 1954, pelas mãos de Sam Phillips (dono da famosa Sun Records em Memphis) lança seu primeiro single, o que o fez juntar-se aos grandes nomes da época, como Elvis, Roy Orbison, Johhny Cash e Carl Perkins. Daí para o topo foi um pulo.

Com apresentações onde demolia seus pianos, começou a enfileirar hits como Great Balls of Fire e Whole Lotta Shakin' Going On. Suas performances fizeram Elvis dizer que, se conseguisse tocar piano daquele jeito, não cantava nunca mais.

O sucesso parou quando em 1958, durante uma turné na Inglaterra, reporteres descobriram que Jerry era casada com sua prima em 2º grau de apenas 13 anos Myra Gale Brown. O tour foi interrompido e o escândalo fez com que Jerry começasse a ser esquecido nos EUA. Seguiu-se também uma sequência de tragédias pessoais como a perda de dois de seus filhos (o primeiro em um acidente de carro e o segundo afogado), a separação de Myra Gale Brown em 1970, e a morte de duas de suas esposas, uma delas suspeitamente afogada na piscina.

Fora isso, o próprio Jerry quase morreu nos anos 70 vítima, de uma úlcera e em 1976 baleou acidentalmente seu baixista Butch Owens na barriga, que milagrosamente sobreviveu. Ainda em 76 foi preso por um incidente na frente da casa de Elvis. Convidado pelo amigo, os seguranças não firam avisados de sua visita. Quando perguntaram por que estava armado, respondeu: "vim matar o rei".

A popularidade de Lewis foi retornando aos poucos, sobretudo na Europa. Seu mais recente álbum, lançado em 2010 chamado Mean Old Man, conta com a participação de feras como Eric Clapton, Keith Richards e John Fogerty, a exemplo do que já havia feito em 2006 com o excelente Last Man Standing.

Jerry Lee nunca deixou de fazer turnês, mesmo em sua fase de vacas magras. Muita gente diz que mesmo em seus shows mais recentes, ele conserva a energia dos primeiros dias. Eu duvido, mas sinceramente, não acho que isso faça diferença a essa altura.


Jerry Lee Lewis faz parte da origem do rock, junto com Chuck Berry e Little Richard. Rock que não tem nem pai nem mãe.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Velha Guarda do Experience: Jerry Lee Lewis

Todo mundo sabe que não sou da turma que considera Elvis o pai do rock. Aliás, o rock não tem nem pai nem mãe, é filho adotivo do Sr. Blues e foi criado num quartinho dos fundos, por isso ficou tão rebelde. E de rebeldia, Jerry Lee Lewis entende. Nascido em família pobre na Louisiana, sempre teve talento para o piano, o que fez com que seus pais pegassem um empréstimo para lhe comprar um.

Assim como outros mestres dos anos 50, cantava gospel em igrejas, mas sempre era repreendido por tocar os hinos em ritmo de rock.


Em 1954, pelas mãos de Sam Phillips (dono da famosa Sun Records em Memphis) lança seu primeiro single, o que o fez juntar-se aos grandes nomes da época, como Elvis, Roy Orbison, Johhny Cash e Carl Perkins. Daí para o topo foi um pulo.

Com apresentações onde demolia seus pianos, começou a enfileirar hits como Great Balls of Fire e Whole Lotta Shakin' Going On. Suas performances fizeram Elvis dizer que, se conseguisse tocar piano daquele jeito, não cantava nunca mais.

O sucesso parou quando em 1958, durante uma turné na Inglaterra, reporteres descobriram que Jerry era casada com sua prima em 2º grau de apenas 13 anos Myra Gale Brown. O tour foi interrompido e o escândalo fez com que Jerry começasse a ser esquecido nos EUA. Seguiu-se também uma sequência de tragédias pessoais como a perda de dois de seus filhos (o primeiro em um acidente de carro e o segundo afogado), a separação de Myra Gale Brown em 1970, e a morte de duas de suas esposas, uma delas suspeitamente afogada na piscina.

Fora isso, o próprio Jerry quase morreu em no anos 70 vítima de uma úlcera e em 1976 baleou acidentalmente seu baixista Butch Owens na barriga, que milagrosamente sobreviveu. Ainda em 76 foi preso por um incidente na frente da casa de Elvis. Convidado pelo amigo, os seguranças não firam avisados de sua visita. Quando perguntaram por que estava armado, respondeu: "vim matar o rei".

A popularidade de Lewis foi retornando aos poucos, sobretudo na Europa. Seu mais recente álbum, lançado em 2006 chamado Last Man Standing, é considerado por muitos seu melhor trabalho. Muita gente diz que mesmo em seus shows mais recentes, ele conserva a energia dos primeiros dias. Eu duvido, mas sinceramente, não acho que isso faça diferença a essa altura.

Jerry Lee Lewis faz parte da origem do rock, junto com Ike e Ray. Rock que não tem nem pai nem mãe.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Hoje no Rock: Jerry Lee Lewis, 73 anos

Todo mundo sabe que não sou da turma que considera Elvis o pai do rock. Aliás, o rock não tem nem pai nem mãe, é filho adotivo do Sr. Blues e foi criado num quartinho dos fundos, por isso ficou tão rebelde. E de rebeldia, Jerry Lee Lewis[bb] entende. Nascido em família pobre na Louisiana, sempre teve talento para o piano, o que fez com que seus pais pegassem um empréstimo para lhe comprar um.

Assim como outros mestres dos anos 50, cantava gospel em igrejas, mas sempre era repreendido por tocar os hinos em ritmo de rock.


Em 1954, pelas mãos de Sam Phillips (dono da famosa Sun Records em Memphis) lança seu primeiro single, o que o fez juntar-se aos grandes nomes da época, como Elvis, Roy Orbison, Johhny Cash e Carl Perkins. Daí para o topo foi um pulo.

Com apresentações onde demolia seus pianos, começou a enfileirar hits como Great Balls of Fire e Whole Lotta Shakin' Going On. Suas performances fizeram Elvis dizer que, se conseguisse tocar piano daquele jeito, não cantava nunca mais.

O sucesso parou quando em 1958, durante uma turné na Inglaterra, reporteres descobriram que Jerry era casada com sua prima em 2º grau de apenas 13 anos Myra Gale Brown. O tour foi interrompido e o escândalo fez com que Jerry começasse a ser esquecido nos EUA. Seguiu-se também uma sequência de tragédias pessoais como a perda de dois de seus filhos (o primeiro em um acidente de carro e o segundo afogado), a separação de Myra Gale Brown em 1970, e a morte de duas de suas esposas, uma delas suspeitamente afogada na piscina.

Fora isso, o próprio Jerry quase morreu em no anos 70 vítima de uma úlcera e em 1976 baleou acidentalmente seu baixista Butch Owens na barriga, que milagrosamente sobreviveu. Ainda em 76 foi preso por um incidente na frente da casa de Elvis. Convidado pelo amigo, os seguranças não firam avisados de sua visita. Quando perguntaram por que estava armado, respondeu: "vim matar o rei".

A popularidade de Lewis foi retornando aos poucos, sobretudo na Europa. Seu mais recente álbum, lançado em 2006 chamado Last Man Standing, é considerado por muitos seu melhor trabalho. Muita gente diz que mesmo em seus shows mais recentes, ele conserva a energia dos primeiros dias. Eu duvido, mas sinceramente, não acho que isso faça diferença a essa altura.

Jerry Lee Lewis faz parte da origem do rock, junto com Chuck Berry e Little Richard. Rock que não tem nem pai nem mãe.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Review: Jerry Lee Lewis - Last Man Standing

Esse disco não é um lançamento, já que saiu em 2006. Mas quando postei sobre seu aniversário, muita gente me pediu um Review sobre o seu último trabalho, Last Man Standing. Quando terminei de ouvir, fiquei puto comigo mesmo por não tê-lo conhecido antes, em parte por puro preconceito. Afinal Jerry Lee Lewis[bb] é tudo igual certo?

Certo pô, é sempre a mesma voz, a mesma levada de piano e justamente isso é que torna o cara único. Quando gravou esse cedê ele já tinha 71 anos e o fez com energia de garoto. E para ajudá-lo, ele contou com a ajuda de outras feras do rock e do blues.


O disco é uma série de clássicos do rock, gravados com nomes como Jimmy Page, Keith Richards, Eric Clapton, Ringo Starr e mais uma série deles, ao longo das 21 faixas. Ele já começa com uma versão para Rock'n'Roll do Led Zeppelin, num dueto com Page.
Daí para frente é uma pedrada após a outra.

Antes de Last Man Standing, Jerry ficou 10 anos sem lançar nada. Apenas coletâneas e DVDs de shows apareciam como novidade. Mas
consta que Jerry Lee precisou apenas de alguns telefonemas para juntar essa turma. Fácil de acreditar.

Como disse acima, Jerry Lee Lewis é sempre igual. Então não vou mais enrolar. Taí o tracklist, com o tradicional paletômetro e, lá no final, os dois links mágicos pra baixar essa preciosidade. Obrigatório!

1. Rock And Roll (com Jimmy Page)
2. Before The Night Is Over (com B.B. King)
3. Pink Cadillac (com Bruce Springsteen)
4. Evening Gown (
com Mick Jagger, Ronnie Wood)
5. You Don't Have To Go (
com Neil Young)
6. Twilight (
com Robbie Robertson)
7. Travelin' Band (
com John Fogerty)
8. That Kind Of Fool (
com Keith Richards)
9. Sweet Little Sixteen (
com Ringo Starr)
10. Just A Bummin' Around (
com Merle Haggard)
11. Honky Tonk Woman (
com Kid Rock)
12. What's Made Milwaukee Famous (
com Rod Stewart)
13. Don't Be Ashamed Of Your Age (
com George Jones)
14. Couple More Years (
com Willie Nelson)
15. Ol' Glory (
com Toby Keith)
16. Trouble In Mind (
com Eric Clapton)
17. I Saw Her Standing There (
com Little Richard)
18. Lost Highway (
com Delaney Bramlett)
19. Hadacol Boogie (
com Buddy Guy)
20. What Makes The Irish Heart Beat (
com Don Henley)
21. The Pilgrim (
com Kris Kristofferson)


Parte 1

Parte 2

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Rock News: Jerry Lee Lewis grava disco com Ronnie Wood

Um dos músicos responsáveis pela criação do Rock and Roll, Jerry Lee Lewis, continua na estrada aos 73 anos e prepara um novo álbum de estúdio. O próximo disco do lendário pianista e cantor ainda não tem título definido nem data para chegar às lojas, mas já se sabe que trará importantes convidados.

Lewis chamou para acompanhá-lo no novo álbum o guitarrista dos Rolling Stones, Ronnie Wood, o baixista da banda de Neil Young, Ricky Rosas, e o baterista que acompanha Bob Dylan, Jim Keltner.

Além desses experientes músicos Lewis convidou a cantora Leila Moss, da banda Duke Spirit. Foi a própria cantora que divulgou a informação do trabalho em entrevista para a BBC. “De uma hora pra outra, eu estava no estúdio, em Memphis. Loucura. Lendas. Jerry Lee ainda manda muito bem. Foi tão bacana que tinha que contar, estou muito animada”, disse a cantora.
fonte: Terra


Em seu mais recente CD, Last Man Standing, Jerry já fez uma parceria com Ronnie e Mick Jagger na música Evening Gown, além de outra com Keith Richards em That Kind of Fool. Levando em conta o excelente resultado do último, já to ansioso por este. Em breve, aqui!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Rock News: Jerry Lee Lewis lança álbum com importantes nomes da música

Uma das lendas vivas do Rock and Roll, o músico Jerry Lee Lewis, está com um novo álbum de estúdio pronto e prestes a chegar às lojas. O novo disco de Lewis foi batizado como “Mean Old Man” e será lançado nos Estados Unidos na próxima terça-feira, 07.

Aos 74 anos de idade, o cantor e pianista convidou diversos artistas de renome para colaborarem nas novas músicas. Entre os convidados estão Ronnie Wood, Kid Rock, Eric Clapton, Mick Jagger, Slash, Keith Richards, John Fogerty e Willie Nelson.

“Mean Old Man” estará disponível na edição padrão, com 10 músicas, e em edição ‘deluxe’, com 18 faixas. O primeiro ‘single’ – a faixa-título – está disponível para audição no endereço www.myspace.com/jerryleelewis.

Abaixo o repertório das duas edições:

Edição 'Deluxe’:
01. Mean Old Man (w. Ronnie Wood)
02. You Can Have Her (w. Eric Clapton/James Burton)
03. Dead Flowers (w. Mick Jagger)
04. Middle Age Crazy (w. Tim McGraw/Jon Brion)
05. Rockin’ My Life Away (w. Kid Rock/Slash)
06. You Are My Sunshine (w. Sheryl Crow/Jon Brion)
07. Swinging Doors (w. Merle Haggard/James Burton)
08. Hold You In My Heart (w. Shelby Lynne)
09. I Really Don’t Want To Know (w. Gillian Welch)
10. Railroad to Heaven (w. Solomon Burke)
11. Sweet Virginia (w. Keith Richards)
12. Roll Over Beethoven (w. Ringo Starr/John Mayer/Jon Brion)
13. Bad Moon Rising (w. John Fogerty)
14. Please Release Me (w. Gillian Welch)
15. Whiskey River (w. Willie Nelson)
16. Sunday Morning Coming Down
17. Will The Circle Be Unbroken (w. Mavis Staples/Robbie Robertson/Nils Lofgren)
18. Miss The Mississippi and You

Edição padrão:
01. Mean Old Man (w. Ronnie Wood)
02. You Can Have Her (w. Eric Clapton/James Burton)
03. Sweet Virginia (w. Keith Richards)
04. Rockin’ My Life Away (w. Kid Rock/Slash)
05. Roll Over Beethoven (w. Ringo Starr/John Mayer/Jon Brion)
06. Bad Moon Rising (w. John Fogerty)
07. Dead Flowers (w. Mick Jagger)
08. You Are My Sunshine (w. Sheryl Crow/Jon Brion)
09. Whiskey River (w. Willie Nelson)
10. Middle Age Crazy (w. Tim McGraw/Jon Brion)
fonte: Rock Online


Outro que simplesmente recusa-se a parar. Ele já mandou bem com esta fórmula no ótimo Last Man Standing, que já postei aqui. Eu ouvi a faixa que está no MySpace e gostei. Vamos ver o que Jerry Lee nos oferece agora.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rock News: Ingressos à venda para show de Jerry Lee Lewis em São Paulo

Um dos músicos que ajudaram a criar o rock n’ roll, Jerry Lee Lewis, está com novo show agendado no Brasil e os ingressos já estão à venda. O cantor e pianista tem confirmada uma única apresentação no palco do Credicard Hall, em São Paulo, no dia 18 de setembro.

Lewis já esteve no Brasil em 1993 e agora volta para relembrar clássicos eternos do rock como “Great Balls of Fire” e “Whole Lotta Shakin’ On”, além de músicas de seu mais recente álbum, “The Last Man Standing”, lançado em 2006 e que traz participações especiais de importantes personalidades da música como Mick Jagger, Keith Richards, Ringo Starr, Eric Clapton e B.B. King.

18/09/2009 - São Paulo/SP
Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.955
Classificação etária: 16 anos (15 e 14 somente acompanhados dos responsáveis).
Horário: 22h00
Ingressos: entre R$ 50,00 e R$ 400,00
fonte: Terra


Se você está em São Paulo não pode perder essa. Interessante é a variação dos preços dos ingressos. Mas convenhamos, se está entre 50 e 400, significa que estará muito mais para 400 que para 50!

Sobre o Last Man Standing, um discão imperdível! Já falei dele aqui no Experience tempos atrás.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Hoje no Rock: Roy Orbison, 74 anos

Roy Kelton Orbison nasceu na cidade de Vernon, no estado do Texas, e logo aos 6 anos ganhou de seus pais sua primeira guitarra. Precoce, na adolescência já excursionava pelo seu estado natal com sua primeira banda, The Wink Westerners, tocando country e gospel.

Dono de uma das mais icônicas vozes do rock, Roy era constantemente confundido com um cantor negro pelos DJ das rádios americanas. Seu anonimato começou a acabar quando seu amigo Johnny Cash sugeriu que ele enviasse sua gravação de Ooby Dooby para Sam Phillips, dono da lendária Sun Records que já havia lançado Elvis e Jerry Lee Lewis. O sucesso foi imediato e em 1956 Roy vendeu 20 mil cópias deste single.

Ladeira acima, Roy emplacou vários sucessos, como Only the Lonely, In Dreams e a clássica Oh Pretty Woman, composta enquanto ele excursionava pela Inglaterra com os Beatles. Conta-se que Lennon e McCartney compuseram Please Please Me inspirada nesta canção. Ainda sobre os Beatles, Orbison foi um dos poucos americanos a conseguir emplacar singles no topo da parada britânica durante a beatlemania.

Apesar do sucesso, a tragédia marcou a vida de Roy. Em 1966 sua primeira esposa, Claudette morreu após cair da garupa de sua moto e em 1968 2 de seus 3 filhos morreram durante um incêndio em sua casa. Já nos anos 70, ele caiu no ostracismo e passou a ter sérios problemas financeiros, culminando com uma cirurgia no coração em 1979.

Em 1980 Roy ressurge das cinzas para ganhar um Grammy por seu dueto com Emmylou Harris na música "That Lovin' You Fellin' Again", do filme Roadie. Mais adiante, em 1988 ele ingressa na super banda Traveling Wilburys, com George Harrison, Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Linne. Conta-se que Harrison teria pedido de joelhos para que Roy ingressasse na banda.

Após o grande sucesso do lançamento, em 1988, Orbison morreu vitima de um ataque cardíaco fulminante. Deixou ainda o álbum Mistery Girl, lançado postumamente em 1989. Roy Orbison será sempre um dos grandes ícones do rock and roll clássico, com sua voz potente e seus característicos óculos escuros.

Dizem que ele os usava por ter um alto grau de astigmatismo. Outros dizem que era por timidez. De qualquer forma, Roy era como na sua canção: Only the Lonely.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Rock News: Eric Clapton - relançado box de tour com Delaney & Bonnie

A Rhino Records está relançando em grande estilo um dos maiores registros históricos do rock mundial, o “On Tour With Eric Clapton” de Delaney & Bonnie. Delaney & Bonnie Bramlett eram marido e mulher e no final dos anos 60 iniciaram uma banda de rock, sob seus respectivos nomes, e contando com um line-up de dar inveja a qualquer músico até hoje.

Em sua “banda de apoio” eles contaram com ninguém menos que Eric Clapton, Duane e Gregg Allman (The Allman Brothers), George Harrison (um tal de Beatles), Leon Russell (Beach Boys, Jerry Lee Lewis, Willie Nelson), o famoso baterista Jim Gordon e vários outros nomes importantes do rock até hoje.

Em 1970 eles lançaram “On Tour With Eric Clapton”, terceiro da carreira e primeiro ao vivo, além de ter se tornado o álbum de maior sucesso da banda, tanto em relação à crítica quanto ao número de cópias vendidas. Nesse disco, a banda contava com o seguinte line-up: Delaney, Bonnie, Eric Clapton, Jim Gordon, Carl Radle, Bobby Whitlock, Leon Russell, Dave Mason e George Harrison sob o pseudônimo de L’Angelo Misterioso.

Um disco cheio de história não poderia ter qualquer tratamento, e a Rhino caprichou. A gravadora fez uma caixinha, imitando os cases de instrumentos e equipamentos de turnê, contendo 4 discos e 52 faixas. Além das músicas originais de “On Tour With Eric Clapton”, ainda estão disponíveis os shows gravados no London’s Royal Albert Hall e Colston Hall em Bristol, todos no Reino Unido.
fonte: Whiplash


Três letras para este disco: PQP! Quem perder é mulher do padre! Aí embaixo um exemplo deste que eu considero um dos melhores momentos de Eric Clapton em sua carreira.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Hoje no Rock: Peter Frampton, 61 anos

Ídolo teen na Inglaterra dos anos 60, Peter Kenneth Frampton começou a tocar quando descobriu um ukelele no sótão de sua casa, o qual aprendeu a tocar sozinho. Influenciado por nomes como The Shadows, Cliff Richards e Beatles, evoluiu para a guitarra, ao mesmo tempo em que tinha aulas de música clássica.

Na adolescência, Peter chegou a estudar com David Bowie. Nesta época ele havia montado a banda Little Heavens. Mais tarde ele esbarrou em outro nome do rock, Bill Wyman, baixista dos Stones, que empresariou sua banda Truebeats.

Mas foi em 69 que ele realmente deu seu grande passo, formando o Humble Pie, com Steve Marriot do Small Faces. Nesta época sua fama de guitarrista virtuoso conquistou a atenção de gente do calibre de George Harrison, Harry Nilsson, John Entwistle e Jerry Lee Lewis. Após 5 albuns com o Humble Pie, Frampton parte para sua carreira solo. Com a participação de Ringo Starr e Billy Preston gravou Wind of Change, que não chegou a ser um sucesso. Três álbuns depois chega Frampton Comes Alive e uma grande surpresa.

Se seus primeiros trabalhos não impressionaram pelas vendas, este registro ao vivo tornou-se simplesmente o álbum ao vivo mais vendido de todos os tempos! Ele trazia os principais sucessos do guitarrista, como Baby I Love Your Way e Show me the Way entre outros. Parecia que sua carreira estava finalmente decolando, sobretudo depois do disco de platina com Im In You mas...

Em uma nova reviravolta, Frampton sofreu um grave acidente de carro quase fatal nas Bahamas em 1979. Apesar disto, manteve-se firme para gravar o disco Rise Up (que passou pelo Brasil em 1980) e sua faixa mais conhecida, Breaking All The Rules, lançada em 1981.

A partir dos anos 80 Peter foi aos poucos saindo dos holofotes do mainstream e partindo para a produção e desenvolvimento de métodos de aprendizagem de guitarra. Ainda assim excursiona periodicamente em sua carreira solo e com artistas como Ringo Starr, Jack Bruce, Bill Wyman e seu amigo de infância David Bowie.

Vale uma pesquisada também nos seus últimos álbus Fingerprints de 2007 e Thank You Mr Churchill de 2010, que inclusive passou em tour pelo Brasil com ótimas críticas.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Hoje no Rock: Elvis, 74 anos

Hoje já acordei com a difícil tarefa de escrever sobre o aniversário de Elvis Aaron Presley e confesso que não sei nem por onde começar. Elvis é um daqueles casos onde todos já falaram tudo que tinha pra ser dito. Mas a dificuldade vai além.

O maior problema é que eu não vejo Elvis como o rei ou pai do rock que muitos consideram. Pra falar a verdade, acho que a sua grande contribuição aconteceu apenas na primeira etapa de sua carreira, antes de apresentar-se ao exército em 1958. Depois disso o que se viu foi um Elvis estereotipado, primeiro com os filmes, depois com as temporadas em Las Vegas, e culminando com o papel de bom moço frente ao governo Nixon.

Outra coisa que sempre me deixou com pé atrás é o fato de Elvis nunca ter se apresentado fora dos EUA, com a exceção de meia dúzia de shows no Canadá. Mesmo comparando com outros nomes da época como Jerry Lee Lewis, uma visita ao menos à Inglaterra era obrigatória. Incomoda-me também faltar aos mais de 40 discos dele um clássico do porte de um Dark Side, Electric Ladyland ou Led Zeppelin IV.

Pronto, olha eu aí falando mal do cara de novo. Ok, é aniversário dele, vamos falar bem!

A grande contribuição de Elvis na minha modesta opinião, não foi exatamente ter sido Elvis. É ter sido o precursor de muita gente que veio depois, como Beatles e Stones, só pra ficar nos mais evidentes. Mesmo fazendo parte de um movimento (pra mim ele não agiu sozinho, era apenas o branco do grupo), Presley começou o que chamamos de rock and roll e suas variantes. Isso ninguém tira dele.

Muito bem, se você não gostou do que eu escrevi, paciência... Sou mais Chuck Berry mesmo e pronto. E por outro lado, não se preocupe, afinal, Elvis não morreu!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Hoje no Rock: Elvis Presley, 75 anos

Hoje acordei e me dei conta que teria a difícil tarefa de escrever sobre o aniversário de Elvis Aaron Presley e confesso que não sei nem por onde começar. Por isso apelo para um repost, já que Elvis é um daqueles casos onde todos já falaram tudo que tinha pra ser dito. Mas a dificuldade vai além.

O maior problema é que eu não vejo Elvis como o rei ou pai do rock que muitos consideram. Pra falar a verdade, acho que a sua grande contribuição aconteceu apenas na primeira etapa de sua carreira, antes de apresentar-se ao exército em 1958. Depois disso o que se viu foi um Elvis estereotipado, primeiro com os filmes, depois com as temporadas em Las Vegas, e culminando com o papel de bom moço frente ao governo Nixon.

Outra coisa que sempre me deixou com pé atrás é o fato de Elvis nunca ter se apresentado fora dos EUA, com a exceção de meia dúzia de shows no Canadá. Mesmo comparando com outros nomes da época como Jerry Lee Lewis, uma visita ao menos à Inglaterra era obrigatória. Incomoda-me também faltar aos mais de 40 discos dele um clássico do porte de um Dark Side, Electric Ladyland, Led Zeppelin IV ou Sgt. Peppers.

Pronto, olha eu aí falando mal do cara de novo. Ok, é aniversário dele, vamos falar bem!

A grande contribuição de Elvis na minha modesta opinião, não foi exatamente ter sido Elvis. É ter sido o precursor de muita gente que veio depois, como Beatles e Stones, só pra ficar nos mais evidentes. Mesmo fazendo parte de um movimento (pra mim ele não agiu sozinho, era apenas o branco do grupo), Presley começou o que chamamos de rock and roll e suas variantes. Isso ninguém tira dele.

Muito bem, se você não gostou do que eu escrevi, paciência... Sou mais Chuck Berry mesmo e pronto. E por outro lado, não se preocupe, afinal, Elvis não morreu!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hoje no Rock: 23 anos sem Roy Orbison

Roy Kelton Orbison nasceu na cidade de Vernon, no estado do Texas, e logo aos 6 anos ganhou de seus pais sua primeira guitarra. Precoce, na adolescência já excursionava pelo seu estado natal com sua primeira banda, The Wink Westerners, tocando country e gospel.

Dono de uma das mais icônicas vozes do rock, Roy era constantemente confundido com um cantor negro pelos DJ das rádios americanas. Seu anonimato começou a acabar quando seu amigo Johnny Cash sugeriu que ele enviasse sua gravação de Ooby Dooby para Sam Phillips, dono da lendária Sun Records que já havia lançado Elvis e Jerry Lee Lewis. O sucesso foi imediato e em 1956 Roy vendeu 20 mil cópias deste single.

Ladeira acima, Roy emplacou vários sucessos, como Only the Lonely, In Dreams e a clássica Oh Pretty Woman, composta enquanto ele excursionava pela Inglaterra com os Beatles. Conta-se que Lennon e McCartney compuseram Please Please Me inspirada nesta canção. Ainda sobre os Beatles, Orbison foi um dos poucos americanos a conseguir emplacar singles no topo da parada britânica durante a beatlemania.

Apesar do sucesso, a tragédia marcou a vida de Roy. Em 1966 sua primeira esposa, Claudette morreu após cair da garupa de sua moto e em 1968 2 de seus 3 filhos morreram durante um incêndio em sua casa. Já nos anos 70, ele caiu no ostracismo e passou a ter sérios problemas financeiros, culminando com uma cirurgia no coração em 1979.

Em 1980 Roy ressurge das cinzas para ganhar um Grammy por seu dueto com Emmylou Harris na música "That Lovin' You Fellin' Again", do filme Roadie. Mais adiante, em 1988 ele ingressa na super banda Traveling Wilburys, com George Harrison, Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Linne. Conta-se que Harrison teria pedido de joelhos para que Roy ingressasse na banda.

Após o grande sucesso do lançamento, em 1988, Orbison morreu vitima de um ataque cardíaco fulminante. Deixou ainda o álbum Mistery Girl, lançado postumamente em 1989. Roy Orbison será sempre um dos grandes ícones do rock and roll clássico, com sua voz potente e seus característicos óculos escuros.

Dizem que ele os usava por ter um alto grau de astigmatismo. Outros dizem que era por timidez. De qualquer forma, Roy era como na sua canção: Only the Lonely.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Review: John Fogerty (Belo Horizonte, 07/05/11)


A três semanas de fazer 66 anos e em excepcional forma, John simplesmente estraçalhou. Uma aula de rock’n roll talvez seja a definição mais adequada para o magnífico show do eterno vocalista do Creedence. O melhor do ano e um dos mais empolgantes que tive a oportunidade de assistir.

Pontualmente às 22h as luzes se apagaram e os acordes da tradicional “Hey Tonight” abriram o show. A recepção da platéia foi muito calorosa, realmente acima da média, e foi retribuída por JOHN com uma aditivada versão da sensacional “Green River”.

“Aditivada”, aliás, é uma palavra que dá bons contornos ao show. Se alguns músicos baixam tons para minimizar as mazelas do tempo sobre a performance, FOGERTY fez questão de cantar e tocar mais rápido, mais alto e com mais tempero. Há alguns meses um crítico musical escreveu algo como “John deve ter um pacto com o diabo para manter a mesma voz e a mesma energia durante quase 50 anos de carreira”.

Em seguida, JOHN me arrepiou pela primeira vez, lembrando agosto de 1969, quando o Creedence tocou em Woodstock. Citou Janis, Hendrix e seu amigo Carlos Santana e disse que quando voltou para casa, lembrando da chuva e do histórico festival, compôs a música que viria a seguir, a mágica “Who’ll Stop The Rain”. Incomparável...

Outra linda balada, “Lodi”, a country-roqueira “Lookin’ Out My Back Door” e a completamente rocker “Born On The Bayou” deram continuidade ao repertório predominante dos hits do Creedence. O desfile de clássicos era tão grande e emendado de forma tão rápida que sequer dava tempo de respirar.

FOGERTY foi muito simpático durante todo o show. Deu palhetas à platéia, fez piadas, posou para fotos com o pessoal que estava na cerca e conversou nos intervalos de todas as músicas. O brincalhão chegou ao ponto de colocar um capacete dos Stormtroopers de Guerra nas Estrelas, entregue por uma fã da pista, e andar como um zumbi desorientado.

Na sequência veio “Ramble Tamble”, o mais espetacular momento da noite. A canção é uma das mais virtuosas do Creedence e um dos melhores solos de JOHN, mas por aquelas circunstâncias inexplicáveis ficou relegada à condição de “b-side”. Os quase sete minutos marcaram um inesquecível duelo entre os solos de Fogerty e a pegada do ótimo batera Aronoff, levando a platéia ao delírio.

Em seguida, mais Creedence... As raízes da soul music afloraram na soberba “Midnight Special”, voltando a dar lugar ao country na alegre “Cotton Fields”.

Todas as influências de FOGERTY ficariam bastante visíveis ao longo da noite. Nos riffs, solos e conduções percebemos de que forma ritmos como o blues, a rockabilly e o rock, e caras como Jerry Lee Lewis, Little Richards, Carl Perkins, Elvis e Roy Orbison, tiveram sua parcela na criação do Creedence.

Só na décima música JOHN resgatou sua carreira solo, tocando a ótima “Don't You Wish It Was True”. Foi o tempo ideal pra galera respirar um pouco, já que na sequência o rock’n roll clássico voltou com tudo na sempre imperativa “Run Through The Jungle”.

A esplêndida “Long As I Can See The Light” lubrificou os olhos da platéia, amolecendo o coração de todos para “I Heard It Through The Grapevine”. O clássico do soul, transformado em rock’n roll, foi a plataforma de virtuose de toda a banda. Os solos se multiplicaram e a atmosfera do ginásio ficou completamente anos 70...

“Somebody Help Me” retomou o período pós-Creedence e também deixou uma impressão positiva. A música, do disco Revival (2007), apresentou ótimo peso e guitarras afiadas que agradaram a galera camisa preta.

Mais uma canção inesperada veio na sequência, quando a banda começou alguns acordes diferentes, mais roqueiros, mas que traziam na essência uma das minhas músicas favoritas. A arrebatadora balada “Wrote a Song For Everyone” me proporcionou aquele frio na barriga que faltava.

JOHN disse, então, que a próxima música seria uma das suas preferidas e que sempre o fazia lembrar de seus filhos. Surge o hino “Have You Ever Seen The Rain”, cantado em uníssono pela galera, emendado a uma versão bem rocker de “Pretty Woman”, do inesquecível Roy Orbison.

Quase sem parar inicia a pedrada “Keep On Chooglin’’’, outra pérola obscura do Creedence. JOHN apresentou uma performance toda particular de guitarra e harmônica, incendiando o público. Para muitos foi o maior momento do show.

“Down On The Corner” passou um pouco despercebida em todo o contexto, mas foi a ponte para que FOGERTY voltasse a empolgar, desta vez com “Good Golly Miss Molly”, de Little Richard. A música já havia sido gravada pelo Creedence no álbum “Bayou Contry”, em 1969, mas não tão roqueira, agora tocada com três guitarras frenéticas e mais violão e baixo na base.

“Bad Moon Rising” veio a seguir. Uma música simples, sem maiores atributos técnicos, mas cuja batida colocou todo mundo em movimento, dançando, sacudindo a cabeça ou a perna ou mesmo estalando os dedos.

O “encerramento” foi com um dos seus maiores sucessos solo, “The Old Man Down The Road”, de 1985, e com “Fortunate Son”, um dos mais famosos hinos contra a Guerra do Vietnã e definitivamente a música certa para fechar um show.

A volta para o palco foi impecável, também com músicas escolhidas à dedo: “Rockin’ All Over The World”, maior hit de JOHN, e “Proud Mary”, um dos pilares do Creedence.

Agradecimentos da banda, baquetas e palhetas atiradas à platéia, luzes acesas, música ambiente tocando, um dos roadies desmontando a bateria. Indícios de final de show, certo?

Errado! O público não arredou pé e gritou “Susie Q, Susie Q”, pedindo mais um retorno. Dois minutos depois, quando muita gente procurava as saídas, FOGERTY retornou e trouxe a banda à tira colo para a imprevista finaleira. No improviso, a banda cochichou, combinou e arrepiou a todos com uma versão irada de “Blue Suede Shoes”. Uma canção do Rei Elvis era realmente tudo o que poderia estar faltando “coroar” a noite.
fonte: Whiplash


Esse eu perdi... mas ele volta, com certeza!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Rock News: Cantora americana Etta James morre aos 73 anos

A cantora Etta James morreu nesta sexta-feira (20) aos 73 anos de idade. Ela sofria de leucemia terminal e estava ao lado de seu marido Artis Mills e de seus filhos quando morreu, segundo o empresário e amigo de longa data da artista, Lupe De Leon.

Nascida em 25 de janeiro de 1938 em Los angeles, a artista foi diagnosticada com a doença em 2010, e sofria ainda de demência e hepatite C. Ela morreu em um hospital de Riverside, na Califórnia.

Lupe De Leon, que trabalhou como empresário da cantora por 30 anos, afirmou que "é uma tremenda perda para a família, seus amigos e fãs ao redor do mundo. Ela conseguia cantar tudo. Sua música desafiava a categorização".

Etta James, cujo nome verdadeiro era Jamesetta Hawkins, começou sua carreira em 1954 e, no ano seguinte, emplacou a canção "The wallflower (roll with me, Henry)" no topo das paradas de r&b. Ao longo dos anos, lançou hits como "Dance with me, Henry", "Tell mama", and "I'd rather go blind", mas seu maior sucesso é "At last", que pertence ao disco de mesmo nome lançado em 1960.

A cantora não foi a primeira a gravar a música, que em sua versão tinha altas doses de jazz, mas foi a de James que se tornou a mais famosa e a que iria definí-la como uma cantora lendária. Ao longo das décadas, muitas noivas ao redor do mundo usaram a canção, que foi passada de geração em geração por aparecer em trilhas sonoras de filmes como "American pie". Além disso, o presidente Obama e a primeira-dama dançaram ao som do sucesso no baile de inauguração.

A artista, cuja sonoridade caminhava entre o soul, o blues e o jazz, teve uma vida turbulenta. Nunca conheceu seu pai, mas descrevia sua mãe como ausente e uma viciada em drogas. Foi criada por Lula e Jesse Rogers, que eram donos da casa onde a mãe de James chegou a morar. Ela frequentava a igreja graças à dupla, e sua voz costumava se destacar dentro do coral. Ficou tão famosa pelos momentos nos quais cantava sozinha que dizia receber a visita de estrelas de Hollywood que queriam vê-la cantar.

O r&b fez com que Etta James se afastasse da igreja. O músico Johnny Otis – que morreu nesta terça (17) – a encontrou cantando numa esquina de San Francisco com algumas amigas no começo da década de 50. Com 15 anos, James então foi a Los Angeles com Otis (após forjar um documento no qual sua mãe supostamente alegava que ela tinha 18) para gravar “Dance with me, Henry” em 1955.

Em 1959, assinou com a gravadora Chess, de Chicago, e começou a excursionar com artistas como Bobby Vinton, Little Richard, Fats Domino, Gene Vincent e Jerry Lee Lewis. Gravou vários hits no final dos anos 50 e na década de 60, entre eles "Trust in me”, ''Something's got a hold on me", ''Sunday kind of love", ''All I could do was cry" e, claro, "At last".

Gravou, em 1967, o que é considerado um dos melhores álbuns de soul de todos os tempos, “Tell mama”, uma fusão de rock e música gospel com arranjos de sopro, ritmos de funk e refrões com cara de coral de igreja. Uma das faixas do disco, “Security”, entrou para o top 40 de singles em 1968.

Seu sucesso, entretanto, caminhou lado a lado com seus demônios pessoais. Seu vício em drogas, que começou em 1960, durou muitos anos e a levou a uma existência angustiante, destruindo sua habilidade de cantar e quase acabando com sua carreira.

Pelo menos duas décadas foram necessárias para acabar com o vício da cantora. Seu marido, Artis Mills, permaneceu preso por anos após assumir a culpa, que na verdade era de James, por posse de drogas. Após voltar à ativa, ela conseguiu reconstruir sua carreira e, em 1984, foi convidada para cantar o hino nacional americano nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Além do problema com drogas, ela lutou contra a balança, chegando a fazer shows numa cadeira de rodas. Nos anos 2000, fez uma cirurgia e perdeu cerca de 90 quilos.

Etta James entrou para o Hall da fama do rock em 1993, ganhou um Grammy em 2003 na categoria melhor álbum contemporâneo de blues por “Let’s roll”, um em 2004 por melhor álbum tradicional de blues por “Blues to the bone” e, por fim, um com melhor performance vocal de jazz por “Mystery lady: songs of Billie Holiday”, de 1994. Também em 2003, levou um Grammy pelo conjunto da obra e uma estrela na calçada da fama de Hollywood.

Com a piora de seu estado de saúde, a artista passou a ter cuidados médicos em casa em 2011. Ela sofria de demência, problemas nos rins e leucemia, que, no final do ano passado, foi caracterizada como terminal por seu médico.

Seu último álbum, “The dreamer”, foi lançado em novembro de 2011 e trouxe sua interpretação para canções como “Welcome to the jungle”, do Guns N’ Roses e “Misty blues”, de Bob Montgomery.
fonte: G1


E a festa no céu está cada vez melhor... qualquer hora to chegando aí!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Hoje no Rock: Morre Elvis Presley

Hoje acordei e me dei conta que teria a difícil tarefa de escrever sobre o aniversário de morte de Elvis Aaron Presley e confesso que não sei nem por onde começar. Por isso apelo para um repost, já que Elvis é um daqueles casos onde todos já falaram tudo que tinha pra ser dito. Mas a dificuldade vai além.

O maior problema é que eu não vejo Elvis como o rei ou pai do rock que muitos consideram. Pra falar a verdade, acho que a sua grande contribuição aconteceu apenas na primeira etapa de sua carreira, antes de apresentar-se ao exército em 1958. Depois disso o que se viu foi um Elvis estereotipado, primeiro com os filmes, depois com as temporadas em Las Vegas, e culminando com o papel de bom moço frente ao governo Nixon.

Outra coisa que sempre me deixou com pé atrás é o fato de Elvis nunca ter se apresentado fora dos EUA, com a exceção de meia dúzia de shows no Canadá. Mesmo comparando com outros nomes da época como Jerry Lee Lewis, uma visita ao menos à Inglaterra era obrigatória. Incomoda-me também faltar aos mais de 40 discos dele um clássico do porte de um Dark Side, Electric Ladyland, Led Zeppelin IV ou Sgt. Peppers.

Pronto, olha eu aí falando mal do cara de novo. Morto não tem defeito, vamos falar bem!

A grande contribuição de Elvis na minha modesta opinião, não foi exatamente ter sido Elvis. É ter sido o precursor de muita gente que veio depois, como Beatles e Stones, só pra ficar nos mais evidentes. Mesmo fazendo parte de um movimento (pra mim ele não agiu sozinho, era apenas o branco do grupo), Presley começou o que chamamos de rock and roll e suas variantes. Isso ninguém tira dele.

Muito bem, se você não gostou do que eu escrevi, paciência... Sou mais Chuck Berry mesmo e pronto. E por outro lado, não se preocupe, afinal, Elvis não morreu!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hoje no Rock: Peter Frampton, 60 anos

Ídolo teen na Inglaterra dos anos 60, Peter Kenneth Frampton começou a tocar quando descobriu um ukelele no sótão de sua casa, o qual aprendeu a tocar sozinho. Influenciado por nomes como The Shadows, Cliff Richards e Beatles, evoluiu para a guitarra, ao mesmo tempo em que tinha aulas de música clássica.

Na adolescência, Peter chegou a estudar com David Bowie. Nesta época ele havia montado a banda Little Heavens. Mais tarde ele esbarrou em outro nome do rock, Bill Wyman, baixista dos Stones, que empresariou sua banda Truebeats.

Mas foi em 69 que ele realmente deu seu grande passo, formando o Humble Pie, com Steve Marriot do Small Faces. Nesta época sua fama de guitarrista virtuoso conquistou a atenção de gente do calibre de George Harrison, Harry Nilsson, John Entwistle e Jerry Lee Lewis. Após 5 albuns com o Humble Pie, Frampton parte para sua carreira solo. Com a participação de Ringo Starr e Billy Preston gravou Wind of Change, que não chegou a ser um sucesso. Três álbuns depois chega Frampton Comes Alive e uma grande surpresa.

Se seus primeiros trabalhos não impressionaram pelas vendas, este registro ao vivo tornou-se simplesmente o álbum ao vivo mais vendido de todos os tempos! Ele trazia os principais sucessos do guitarrista, como Baby I Love Your Way e Show me the Way entre outros. Parecia que sua carreira estava finalmente decolando, sobretudo depois do disco de platina com Im In You mas...

Em uma nova reviravolta, Frampton sofreu um grave acidente de carro quase fatal nas Bahamas em 1979. Apesar disto, manteve-se firme para gravar o disco Rise Up (que passou pelo Brasil em 1980) e sua faixa mais conhecida, Breaking All The Rules, lançada em 1981.

A partir dos anos 80 Peter foi aos poucos saindo dos holofotes do mainstream e partindo para a produção e desenvolvimento de métodos de aprendizagem de guitarra. Ainda assim excursiona periodicamente em sua carreira solo e com artistas como Ringo Starr, Jack Bruce, Bill Wyman e seu amigo de infância David Bowie.

Vale uma pesquisada também no seu último álbum Fingerprints com um trabalho instrumental que mereceu o Grammy de 2007. Está agendado para o próximo dia 27 seu novo disco, chamado Thank You Mr Churchill. Quem sabe não aparece aqui no Experience?

terça-feira, 8 de março de 2011

Velha Guarda do Experience: Roy Orbison

Roy Kelton Orbison nasceu na cidade de Vernon, no estado do Texas, e logo aos 6 anos ganhou de seus pais sua primeira guitarra. Precoce, na adolescência já excursionava pelo seu estado natal com sua primeira banda, The Wink Westerners, tocando country e gospel.

Dono de uma das mais icônicas vozes do rock, Roy era constantemente confundido com um cantor negro pelos DJ das rádios americanas. Seu anonimato começou a acabar quando seu amigo Johnny Cash sugeriu que ele enviasse sua gravação de Ooby Dooby para Sam Phillips, dono da lendária Sun Records que já havia lançado Elvis e Jerry Lee Lewis. O sucesso foi imediato e em 1956 Roy vendeu 20 mil cópias deste single.

Ladeira acima, Roy emplacou vários sucessos, como Only the Lonely, In Dreams e a clássica Oh Pretty Woman, composta enquanto ele excursionava pela Inglaterra com os Beatles. Conta-se que Lennon e McCartney compuseram Please Please Me inspirada nesta canção. Ainda sobre os Beatles, Orbison foi um dos poucos americanos a conseguir emplacar singles no topo da parada britânica durante a beatlemania.

Apesar do sucesso, a tragédia marcou a vida de Roy. Em 1966 sua primeira esposa, Claudette morreu após cair da garupa de sua moto e em 1968 2 de seus 3 filhos morreram durante um incêndio em sua casa. Já nos anos 70, ele caiu no ostracismo e passou a ter sérios problemas financeiros, culminando com uma cirurgia no coração em 1979.

Em 1980 Roy ressurge das cinzas para ganhar um Grammy por seu dueto com Emmylou Harris na música "That Lovin' You Fellin' Again", do filme Roadie. Mais adiante, em 1988 ele ingressa na super banda Traveling Wilburys, com George Harrison, Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Linne. Conta-se que Harrison teria pedido de joelhos para que Roy ingressasse na banda.

Após o grande sucesso do lançamento, em 1988, Orbison morreu vitima de um ataque cardíaco fulminante. Deixou ainda o álbum Mistery Girl, lançado postumamente em 1989. Roy Orbison será sempre um dos grandes ícones do rock and roll clássico, com sua voz potente e seus característicos óculos escuros.

Dizem que ele os usava por ter um alto grau de astigmatismo. Outros dizem que era por timidez. De qualquer forma, Roy era como na sua canção: Only the Lonely.