sexta-feira, 31 de julho de 2009

Blog on the Top: You've Got a Friend

James Taylor
You've Got a Friend
(EUA - 1971)
Músicas vencedoras de Grammy existem muitas. Mas só uma venceu em categorias diferentes, com intérpretes diferentes e no mesmo ano! Foi o que aconteceu com esse som que ficou famoso na voz de James Taylor

A composição original é de autoria de Carole King, que a gravou em 1971. No mesmo ano, foi gravada ainda por Taylor e, antes mesmo dele, por Dusty Springfield. Como resultado, o Grammy de Melhor Canção na versão de King e de melhor performance masculina, na gravação de Taylor.

Mas no primeiro lugar da parada americana, quem chegou foi James Taylor, mesmo que para ficar apenas uma semana. Na Inglaterra, um honroso 4º lugar. Explica-se: apesar de não ser inglês, James viu sua carreira decolar quando, em 1967, foi o primeiro não-britânico a assinar um contrato com a Apple Records, produzido por ninguém menos que Paul McCartney. Só para lembrar a influência de Taylor sobre os Beatles: a famosa Something, de Harrison, foi inspirada em uma canção de Taylor chamada simplesmente Something in The Way She Moves.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Rock News:Fotógrafa 'ensina' ratos a posarem com instrumentos musicais

Uma fotógrafa holandesa diz ter ensinado dois ratos a posarem para ela segurando minúsculos instrumentos musicais. Ellen van Deelen, de 51 anos, conta que utilizou comida como compensação para adestrar os animais.

Em suas fotos, os ratos Moppy e Witje parecem realmente tocar instrumentos como banjo, flauta, violão e saxofone, entre outros.

"Eu odiava ratos. Mas depois que adquiri esses dois, me dei conta de que são animais limpos e muito inteligentes", afirma. "Tão inteligentes que reconhecem seus próprios nomes e entendem o que eu digo."

O trabalho de Van Deelen também inclui fotos de insetos, gatos, aves e plantas. "Como sou cristã, espero que minhas fotos mostrem um pouco da linda criação de Deus", diz.
fonte: O Globo


O que tem a ver com o blog? Nada! Mas achei bonitinho!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Blog on the Top: Light My Fire

The Doors
Light My Fire
(EUA - 1967)
Gravada em agosto de 66, esse som foi lançado apenas quase um ano após, em junho de 67, mas rapidamente chegou ao topo das paradas americanas, onde permaneceu por 3 semanas.

Apesar de ser creditada a toda a banda, Light My Fire foi composta pelo guitarrista Robby Krieger. O que acontece é que ela era considerada uma composição inacabada, que tomou forma à medida que a banda improvisava nos ensaios sobre o tema. Isso explica o longo instrumental da versão original. Para as rádios, uma outra versão, com o instrumental encurtado foi editada, mas sempre foi preterida pela banda.

Apesar do estrondoso sucesso na América, Light My Fire teve um desempenho modesto na Inglaterra, chegando apenas ao 49º lugar. Em 1991, com o lançamento do filme The Doors, ela voltou às paradas, chegando então a um honroso 7º lugar na terra da rainha.

Mustang na Estrada: Voltamos!

Com todas as peças que faltavam repostas, ontem a Mustang'65 realizou seu primeiro ensaio pós férias, no Estúdio Eclipse em Niterói. Após a contusão do Ayrton, que o deixou de molho por 3 meses, ainda tivemos a baixa do Luciano Barbosa, em merecidas férias e posteriormente, do Luiz Claudio pelo mesmo motivo.

Claro, um grande time precisa de um banco de luxo e, como vocês devem ter acompanhado aqui, Ayrton e Luciano foram substituídos a altura por Marcelo Borring e Christian Zanzibah, que podem voltar a qualquer momento, em caso de necessidade ou mesmo de uma participação especial.

Mas a grande expectativa do ensaio era a certeza da recuperação da mão do Ayrton. Num clima de amizade e companheirismo, começamos o ensaio logo com Nothing But a Mustang (10 minutos), Layla (7 minutos), Aqualung (8 minutos) e Carry On Wayward Son (7 minutos). Se ele resistiu a essa sequência, resiste a qualquer outra!

Aguardem mais novidades. O show de reestréia acontecerá no Street Ranger Motoclube no dia 21 de agosto. Até lá, teremos material novo, inclusive composições!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Rock News: músicas raras de John Lennon em exposição

Julian Lennon e Cynthia, respectivos filho e ex-esposa do ex-BEATLE John Lennon, fizeram uma exposição em Liverpool, Inglaterra, chamada “White Feather: The Spirit of Lennon", em homenagem ao músico, que na verdade é constituída de uma série de composições pouco conhecidas de Lennon, e que foram compostas em 1966, quando ele ainda fazia parte dos Beatles, além de objetos pessoais e instrumentos.

Um trecho da letra de uma música foi publicado no site britânico NME.

“Little girl I´ve come to stay/And this time I just have to say/ I love you/If she turns you down and you´re rejected/Try again the best you can/Call to see her when you're least expected/Tell her now she´ll understand.”

Julian Lennon, que também é músico, revelou acreditar que as músicas nunca foram utilizadas e por isso pode utilizá-las a qualquer momento em seu trabalho, quando sentir que é certo fazê-lo.

“White Feather: The Spirit of Lennon" estará disponível para exibição até o dia 31 de dezembro.
fonte: Whiplash


Bem mais agradável que uma exposição com roupas manchadas de sangue...

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Blog on the Top: A Hard Days Night

Beatles
A Hard Days Night
(UK - 1964)
Durante uma entrevista, Ringo Starr teria se referido à puxada rotina beatle com essa expressão, "A Hard Days Night". A coisa pegou, virou música e o primeiro filme dos Fab Four, lançado em 1964.

O som foi lançado primeiro nos EUA na trilha sonora do filme e mais tarde em single, que rapidamente chegou ao topo das paradas nos dois lados do Atlântico. Trazia no seu lado B I Should Have Known Better, um hit da jovem guarda nas nossas terras.

Duas curiosidades: uma era a capa, que pela primeira vez foi a mesma nas duas coleções (americana e inglesa). Outra, é o curioso acorde de abertura, um Fadd9, dado por Harrison em uma Rickenbaker 360/12 (olha ela aí de novo!). Segundo George Martin, era necessário algo que fosse marcante, já que a música era o tema principal de um filme.

Show de Horrores: William Shatner Sings Mr, Tambourine Man

Ei-lo de volta. A versão masculina da Mrs. Miller. Ele já esteve aqui, com sua interpretação única para Lucy in the Sky With Diamonds e agora retorna com outro clássico dos anos 60.

Sim leitores, William Shetner, o eterno Capitão Kirk de Jornada nas Estrelas revela seu lado artístico declamando a letra escrita por Bob Dylan e consagrada pelos Byrds, conforme postei há pouco tempo. Mr. Tambourine Man, em uma interpretação carregada de sentimento! E se você descobrir que sentimentos são esses, por favor, me avise!

Rock News: Ex-guitarrista do The Clash abre biblioteca dedicada ao Rock n’ Roll

O guitarrista Mick Jones, ex-integrante do grupo The Clash, inaugurou na Inglaterra uma biblioteca dedicada ao rock. A abertura ao público ocorreu nesta quarta-feira, 22, e estão à disposição dos visitantes mais de 10 mil artigos da coleção pessoal do guitarrista.

Fazem parte do acervo muitos discos, fitas, filmes, cartazes de shows, livros, histórias em quadrinhos, roupas e outros objetos. “São relíquias do século passado. Uma parte da história musical britânica”, comentou Jones.

“É uma coleção muito pessoal que mostra minhas paixões, mas não quero que a biblioteca seja só para os fãs do Clash. Espero que possa ser útil, estimule a imaginação das pessoas e passe uma idéia de criatividade contínua”.
fonte: Terra


Fico imaginando o imenso acervo que esse povo guarda em casa. Publicações, relíquias, videos, gravações... Boa iniciativa!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Blog on the Top: Mr. Tambourine Man

The Byrds
Mr. Tambourine Man
(EUA e Inglaterra - 1965)

Apenas alguns meses após o lançamento da original, pelo seu autor Bob Dylan, Mr Tambourine Man recebeu sua versão mais famosa, gravada pela banda folk The Byrds.

O curioso é que a versão original não impressionou muito os membros da banda. Conseguiram então, através de seu agente uma versão de Dylan em um acetato que foi o ponto de partida da banda. Claramente influenciados pela sonoridade beatle, Os Byrds "eletrificaram" a versão original, introduzindo a indefectível Rickenbaker 360 de 12 cordas (ainda vou ter uma) e seu som pra lá de característico. Outra diferença é que os Byrds reduziram a letra, das 4 estrofes originais para apenas uma.

Mr. Tambourine Man recebeu ainda inúmeras outras versões, mas essa é, sem dúvida a que caiu na memória afetiva de todos. Basta ouvir o riff inicial, com a Rick e seu som brilhante para sabermos do que se trata. Aí embaixo, uma das minhas versões favoritas: Roger McGuinn, Tom Petty, Jim Keltner, Eric Clapton, George Harrison e outros manés no aniversário de 30 anos de carreira de Dylan.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Hoje no Rock: Cat Stevens / Yusuf Islam, 61 anos

Um dos meus personagens favoritos é esse sujeito que tem 2 nomes. É também um dos mais complicados de se escrever sobre, já que a gente cai sempre na mesma discussão sem fim e sem sentido sobre a sua conversão e consequente afastamento dos palcos na década de 70. Enfim, Yusuf é daqueles que você pode gostar ou não, mas simplesmente não pode ignorar.

Nascido Steven Demetre Giorgiou, filho de um grego ortodoxo e uma sueca protestante, teve sua infância em meio ao burburinho cosmopolita de uma Londres festiva e musical, enquanto lavava pratos e servia mesas no restaurante de seus pais. Ali mesmo criou suas primeiras canções.

Mas claro que, apesar do estrondoso sucesso com o seu característico folk rock, o que mais chama a atenção em sua trajetória é a busca por algo interior, uma verdadeira jornada espiritual. Mesmo bem antes da sua conversão ao Islã, Cat já tinha canções espiritualizadas como The Wind. Esse caminho começou a ser pavimentado, segundo ele mesmo, quando acabou internado com tuberculose com apenas 20 anos, no auge de sua popularidade.

Após ler sobre várias religiões e filosofias, encontrou o islamismo em 1977, rebatizando-se como Yusuf Islam. Considerando que suas músicas poderiam ir de encontro aos ensimentos muçulmanos, retirou-se dos palcos por quase 30 anos até que, em 2006 retornou com Another Cup, que apesar dos arabismos e das mensagens maometanas, ainda conservava o ar de Cat Stevens.

Recentemente, lançou seu segundo cedê como Yusuf, Roadsinger, o qual fiz um review há poucos dias. Assim como Another Cup, ele conserva o bom Cat Stevens dos anos 60 e 70.

O mais interessante sobre Cat/Yusuf é justamente sua trajetória, sua atitude de abrir mão de tudo que o showbizz pode oferecer em nome de uma fé, um novo rumo, uma nova filosofia. Não estou falando de religiões (eu mesmo não acredito nelas) mas da coragem de se arriscar tudo, afastar-se e renovar-se.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Blog'n'Roll: Comemorações, efemérides e saco cheio

Não convidem datas comemorativas e um blogueiro em crise criativa para a mesma festa. Odeio esse oba oba de dia disso, dia daquilo... Agora é o tal do dia do amigo. Tem dia do abraço, dia do beijo, dia do não sei o que... Haja saco!

E pra completar, hoje ainda comemoram os 40 anos da suposta chegada dos estadunidenses na Lua. Não sei vocês, mas faço parte da crescente turma que desconfia dessa efeméride também. Então, se é dia do amigo, dê um abraço no extra-terrestre mais próximo e mate 2 coelhos com uma rocha lunar só.

Bom, pirraças a parte, como o blog anda meio sem assunto, a banda de férias e eu sem voz para gravar, segue aí pra vocês Waiting On A Friend, dos Stones, só pra não passar em branco.


Rock News: Bacamarte - relançamento em CD de clássico da banda

"É com muito orgulho que a Som Livre traz ao público o relançamento em CD de uma das maiores pérolas do rock nacional, o álbum “Depois do Fim”, da banda de rock progressivo BACAMARTE.

A banda, que carrega o nome de uma arma, foi fundada em 1974 e se transformou numa das mais influentes do gênero, alcançando sucesso também na Europa e no Japão. Segundo as palavras de Emílio Magnago, gerente de Vendas da Som Livre, “Mário Neto e seu "bacamarte de sons" representou muito bem nosso país em todas as listas espalhadas pelo globo sobre os melhores trabalhos do gênero, dividindo estas com gigantes como Pink Floyd, Genesis, Renaissance, entre outros. Após anos indisponível "Depois do Fim" volta, para ser relembrado por uns, descoberto por outros e apreciado por todos."

Segue nota divulgada por Mário Neto, fundador e mentor da banda:

"A continuidade do interesse por uma obra de arte, além das fronteiras temporais do estilo em que foi inserida e após a cessação de sua exposição nos meios de comunicação, é prova de sua qualidade. É com alegria que vejo pessoas trocando informações e tecendo críticas elogiosas ao álbum Depois do Fim, por meio da Internet, 30 anos decorridos da gravação da fita master. O reconhecimento internacional deste trabalho é constatável nos 'rankings' dos melhores discos de rock e/ou rock-progressivo de todos os tempos. Nada é mais gratificante para um artista.

Quando dedicávamos nossos finais de semana a exaustivos ensaios, eu e o Sergio Villarim, com nossos 14 ou 15 anos, não tínhamos em mente a adoção de algum estilo musical específico. A música do Bacamarte surgiu, naturalmente, de uma fusão de nossas influências musicais: a música clássica que estudávamos desde crianças e a música dos Beatles, cuja genialidade dispensa comentários. Creio que esta é a origem de nossa sonoridade peculiar.

Ao longo dos anos, o Bacamarte possuiu diversas formações, em função das agendas dos profissionais que comigo trabalharam. Hoje, somente os grandes palcos poderiam acomodar, em sua totalidade, essa família de músicos.

Não posso deixar de mencionar os nomes de algumas pessoas que acreditaram na qualidade do trabalho do Bacamarte e que tiveram importante participação em sua trajetória: Arlindo Coutinho, Ronaldo Curi, Amaury Santos, Luiz Antonio Mello, Carlos Lacombe, Maurilio Meirelles e Julio Rotberg. A todos, meus sinceros agradecimentos.

Dedico esta reedição do disco Depois do Fim a meu saudoso pai, Fernando, que, com seu incondicional apoio, tornou realidade este projeto musical".
fonte: Whiplash


Com 30 anos de atraso, a grande mídia finalmente abre os olhos para esta que foi a mais significativa banda de progressivo ja surgida nessas terras. Prova da vitalidade do trabalho do Bacamarte de Mário Neto, mostrando-se ainda hoje, vanguardista. Vamos ver se daqui 30 anos teremos algum axé relançado. Nada como o filtro do tempo.

Mas quem pode falar mais sobre isso é o meu baixista Luiz Claudiom fã número 1 do Bacamarte. Fala mais aí Luiz!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Rock News: Os Mutantes lançam música nova na internet

A banda Os Mutantes lançou na internet a música “Teclar", que fará parte do novo disco do grupo, intitulado Haigh. Com 14 faixas, o álbum deve ser lançado no dia 8 de setembro pelo selo Anti-. No ano passado, o Mutantes já tinha lançado uma música inédita chamada "Mutantes Depois".

A faixa "Teclar" (ouça aqui) soa mais devagar e melancolia do que as músicas antigas da banda. O grupo, que já tem apresentações agendadas nos EUA para setembro, teria recebido um e-mail de Mike Patton (das bandas Faith no More e Fantomas), que participou dos vocais na música "Dois mil e agarrum"."Realmente inspirador escutar você ainda criando música bonita e transcendente, surpreendente como sempre!!!", disse o americano.

Além de parceria com músicos estrangeiros como Patton, Sérgio Dias tocou uma guitarra com peças douradas na produção de novo disco. O instrumento começou a ser usado em shows que o grupo fez na Europa, quando foi apresentar sua nova formação, que tem apenas Dias como integrante original. Em 2006, os Mutantes se reuniram após mais de 30 anos para uma turnê. Os vocais ficaram a cargo de Zélia Duncan, substituindo Rita Lee. No final de 2007, porém, a cantora e Arnaldo Baptista (guitarrista e irmão de Dias) se desligaram dos Mutantes.
fonte: Época


Ouvi o som e não achei grande coisa, mas e daí? É melhor que as bobeiras que andam por aí atualmente!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Rock News: Biografia de McCartney diz que Yoko Ono estragou reencontro dos Beatles

John Lennon e Paul McCartney quiseram reunir os Beatles em 1974, mas o reencontro foi arruinado pela mulher do primeiro, Yoko Ono, segundo "Paul McCartney: A life", biografia escrita por Peter Ames Carlin, que será lançada em novembro.

Segundo o jornal "Daily Mail", Carlin assegura na biografia que McCartney tinha saudades de trabalhar com Lennon e que orquestrou um plano para voltar a reunir o grupo - dissolvido de maneira polêmica em 1970 - o que incluía uma visita surpresa ao estúdio da Califórnia onde Lennon estava gravando.

O livro relata que os dois tocaram juntos e que as coisas funcionaram tão bem que Lennon convidou McCartney e sua primeira esposa, Linda, a jantar na casa que tinha alugado em Malibu, na Califórnia, e na qual vivia com sua namorada e assistente, Mai Pang.

Carlin cita o testemunho de Mai, com quem Lennon mantinha uma relação durante sua separação temporária de Yoko Ono, que disse que escutou Lennon falar sobre "a possibilidade de voltar a juntar os Beatles" para um show no final de 1974.

Segundo a versão da biografia, o próprio McCartney criou as condições para que o reencontro não acontecesse ao contar a Lennon que tinha visto Yoko Ono recentemente e que ela tinha dito que queria voltar a viver com seu marido.

Lennon e Yoko tinham decidido viver separados, ele na Califórnia e ela em Nova York, durante um ano e meio, período ao qual o músico se referiu posteriormente como seu "fim de semana perdido".

Após a mensagem de McCartney, diz Carlin, o casal decidiu voltar a conviver, o acabou com a possibilidade de reencontro dos Beatles em um show.

Carlin afirma que Yoko, que foi responsabilizada pela ruptura inicial do quarteto de Liverpool, impediu a volta do grupo.
fonte: Globo.com


Já li em várias entrevistas, dos 4 Beatles, que sempre houve uma porta aberta para um reencontro. A separação nunca foi considerada definitiva. Mas falar disso agora serve mais para vender livro do que para encontrar culpados.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Blog'n'Roll: Dia do Rock, celebração ou palhaçada?

Ano passado escrevi aqui sobre o tal Dia do Rock e lembro que caí na mesma lenga lenga, discutindo a validade da data, sua origem, etc. Disse também que, quem me conhece sabe que, qual uma vaca sagrada, ando para datas como ano novo, dia dos namorados, dia do amigo e genéricos.

Só livro a cara do dia das mães porque sei o trabalho que dei pra minha e um presente por ano é uma indenização bastante leve para mim.


Por isso, é difícil não cair na mesma discussão. Para este humilde e relapso blogueiro, estabelecer um dia comemorativo para determinada coisa é na verdade declarar que esta tal coisa tem outros 364 dias de coadjuvante. E cá entre nós, o rock pra mim é tudo, menos coadjuvante.

Alguns poderiam argumentar que a data pode chamar a atenção das novas gerações para o rock, renovando o estilo. Sei não. O Dia do Rock começou a ser comemorado após o mega festival Live Aid, de 1985, organizado por Bob Geldof em benefício das vítimas da fome na África. Ok, o motivo era nobre mas ja corriam os anos 80 e muita coisa mais interessante aconteceu nos 30 anos anteriores. Na ocasião o rock já tinha sido declarado morto várias vezes!

Partindo dessa premissa, me parece que uma data específica serve apenas para estereotipar ainda mais o rock. Os que estão de fora nos olham como "roqueiros" (termo que detesto, assim como flamenguista, eu sou rubro negro porra), uma tribo que comemora dentro dela mesmo. Malucos que deixam o cabelo crescer, tem fama de arruaceiros e carregam todos os rótulos possíveis, dados pela dita sociedade estabelecida.

Fuck off! Eu escuto rock o dia todo, todo dia. Básico, clássico, progressivo, étnico, country, folk, nacional, europeu, novo, antigo, isso sem falar no jazz e no blues. Não me canso! Infeliz seria se tivesse que depender de um Dia do Rock pra ouvir rock. Prefiro usar o dia de hoje como folga, ouvir uma bossinha pra variar, ou até mesmo um sambinha. Se bem que já acordei hoje ouvindo Prog nacional... viram o que eu disse?

Portanto amigos, que seja hoje o tal do Dia do Rock. Mas que seja também amanhã e depois. Porque esse senhor, que já foi dado como morto, anda mais vivo do que nunca e não precisa de uma data para ser lembrado. Afinal, a gente só lembra daquilo que esquece!

Rock on!

Mustang na Estrada: Street Ranger


O time da Mustang'65 simplesmente ignorou os desfalques e com reservas de luxo fez outro show antológico, dessa ver no Street Ranger Motoclube, no bairro de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Ainda contando com o batera Marcelo Borring substituindo Ayrton Jr contundido, dessa vez tivemos a participação do meu velho companheiro Christian Zanzibah, arrebentando na guitarra solo, já que o nosso Luciano 'Shinning Boy' Barbosa está de férias, viajando com a família.

Casa cheia, galera animada e a Mustang desfilou seu repertório de clássicos e autorais para o delírio geral. Destaque para a ousada Carry On Wayward Son e para a performance matadora do Christian em Smoke on the Water.

O show marcou o final do primeiro semestre para a banda. Agora entraremos em um breve recesso e nossa volta está marcada para o mês de agosto quando, ao que tudo indica, devemos inaugurar o semestre no mesmo Street Ranger Motoclube, no dia 21/08. Até lá, projetos paralelos e, espero, finalizar meu segundo CD. Em breve notícias dele aqui mesmo no Experience.

domingo, 12 de julho de 2009

Review: Eric Clapton and Steve Winwood, Live at Madison Square Garden

Talvez esse seja a coluna de Review mais curta que eu já postei aqui no Experience. Mas também, o que dizer de um disco que tem Eric Clapton e Steve Winwood relembrando os sucessos do lendário Blind Faith, banda que formaram com o genial batera Ginger Baker no final dos anos 60?

Na sua autobiografia, Clapton conta que tocar com Winwood era um verdadeiro sonho, que ele realizou no Blind Faith, uma banda que durou apenas um disco. Não um disco qualquer, mas um disco antológico.

Nesse live, gravado em fevereiro de 2008, que também tem um DVD duplo, Eric mostra que não consegue ficar longe dos palcos muito tempo. Steve prova que ainda tem uma das mais maravolhosas vozes do blues rock. Ou seja, não tenho muito o que falar

É difícil citar uma faixa em destaque (todas são excepcionais), mas para mim, Presence of the Lord soa especial, por pura memória afetiva. Review facilitado pela genialidade desses dois.

Não tem outra cotação. É do cacete!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Mustang na Estrada: Live at Dragon Jack - Um Ano em Movimento


Como já falei aqui, despido de qualquer tipo de modéstia, o show de aniversário no Dragon Jack, na última sexta feira foi antológico. A casa cheia e um grande show de abertura inspiraram a Mustang'65 a apresentar uma de suas melhores performances.

Se você não foi, não fique triste! Tudo foi registrado em áudio e taí pra você conferir. É um álbum duplo, com o show completinho, com todas as 20 músicas tocadas nessa noite inesquecível. Baixe e confira!

Parte 1

Parte 2

terça-feira, 7 de julho de 2009

Hoje no Rock: Ringo Starr, 69 anos

Sempre digo que todo mundo tem um tio jeca, meio bobo alegre, bonachão... Todo mundo tem um Ringo Starr na família. Ringo, que nasceu Richard Starkey, é canhoto como outro beatle - Paul - e ganhou seu apelido graças a sua mania com anéis.

Quando pequeno passou por vários problemas de saúde, chegando a um total de 3 anos internado em hospitais de Liverpool. Isso fez com que ficassa atrasado na escola e aos 15 anos mal conseguia ler. Aos 17 anos já tocava em pequenas bandas da cidade, até conhecer aqueles que mudariam sua vida, em 1960, em Hamburgo. Entrou no lugar de Pete Best e não saiu mais.

Ringo é tido como o beatle palhaço, o clown do grupo, mas não vejo assim não. Outros dizem que é um baterista medíocre, mas também não acho isso. Na verdade, nenhum dos 4 era um músico virtuoso nos anos 60, sempre foi a criatividade e a sintonia que fez a diferença pra eles. Ouça a bateria de A Day In The Life e vai entender o que quero dizer.

Outra coisa que poucos sabem é que Ringo teve uma prolífica carreira solo, com 21 discos, fora coletâneas e outros com a sua All Star Band. Seu último, chamado Liverpool 8, é carregado de saudosismo e nostalgia, mas recomendo também Vertical Man e Choose Love. Mas Ringo voltou forte nas páginas dos jornais recentemente pelo show beneficente que fez com Paul em Nova York e que eu postei aqui.

No mais, não há muito o que falar desse cara. Jeca, bobão, hippie-fora-de-época, gente boa... é o Tio Ringo!

Rock News: Paul McCartney aparece de pileque após noitada com Madonna

Aparecer de porre nas páginas dos tablóides após uma noitada daquelas não é privilégio de jovens celebridades, como Lily Allen e Kate Moss. O jornal inglês "Daily Mail" publicou uma foto do ex-Beatle Paul McCartney deixando o restaurante Locanda Locatelli, em Londres, com cara cansado, todo descabelado e ligeiramente de porre. Segundo a publicação, o McCartney havia jantado ao lado da filha, a estilista Stella McCartney, e da cantora Madonna.
fonte: Globo.com

Um Engov antes e outro depois. Ou, como diria minha mãe, chá de boldo!

sábado, 4 de julho de 2009

Mustang na Estrada: Um Ano Em Movimento


Hoje, dia 4 de julho, completamos 1 ano na estrada. Mas a comemoração rolou ontem no Dragon Jack, a garagem favorita do Mustang e, sem nenhuma modéstia: Foi um showzaço!

Quem foi presenciou a que talvez tenha sido a melhor performance da banda neste ano de existência. E dessa vez tivemos casa cheia, com a galera cantando junto até o final do show. Aliás, a animação começou antes do nosso show, com a abertura da Beat All Band, do meu grande amigo Carlos Alexandre, tocando o melhor dos Beatles.

Mas já na primeira música pude notar que não era um show comum. Foi um daqueles que a gente vai lembrar de forma especial. Pode ter sido apenas o aniversário, pode ter sido uma conjunção lunar ou apenas uma predisposição para soltar os bichos no palco. Mas o fato é que foi um show diferente e o público certamente sentiu isso também.

Quem voltou a dar sua canja foi o Bernardo, filho do baixista Luiz Claudio que assumiu a guitarra em St. Jack Daniels e em All I Got, que teve a presença também da Cláudia, sua irmã. Além da família Barbosa, o Mustang contou também com mais uma performance salvadora do Marcelo Borring nas baquetas, ainda substituindo Ayrton, contundido.

Mas se você não foi, não precisa ficar triste. Uma data especial como essa precisava ser registrada e foi! Todo o show foi gravado e pintará em breve em um CD duplo ao vivo! Aguarde detalhes aqui mesmo no Experience e no blog oficial da banda. Aguarde também os já tradicionais videos no iutubiu.

Para encerrar gostaria de agradecer mais uma vez aos amigos da banda, reais e virtuais, que nos acompanham ao vivo e aqui pelos nossos canais internéticos. Obrigado gente! No fundo, no fundo, a gente tá nessa por vocês!


Rock News: Morre Allen Klein, ex-empresário de Beatles e Rolling Stones

O americano Allen Klein, que foi empresário dos Beatles e dos Rolling Stones, morreu hoje aos 77 anos em decorrência do Mal de Alzheimer, segundo informou um porta-voz de sua empresa, ABKCO Music & Records.

Casado e com três filhos, Klein faleceu em sua casa na cidade de Nova York, onde será enterrado na próxima terça-feira.

Durante 50 anos, Klein dedicou sua vida à música. Nos anos 60, ele se tornou uma das figuras mais poderosas do mundo da música com contratos que o fizeram ganhar uma imensa fortuna.

Conhecido por sua determinação na busca de bons contratos, teve entre seus clientes artistas como Sam Cooke, Bobby Darin e Herman's Hermits, mas ganhou fama quando passou a representar os interesses de Rolling Stones e Beatles.

Klein terminou nos tribunais com ambas as bandas. Alguns fãs dos Beatles chegam a dizer que o então empresário do grupo foi um dos responsáveis pelas tensões que levaram John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison a se separar.

No entanto, posteriormente, Klein trabalhou com Lennon e Yoko Ono, além de ter ajudado Harrison a organizar o evento beneficente Concerto para Bangladesh.

fonte:EFE


Sim, ele trabalhou com o Lennon e a Yoko, mas a briga era justamente essa: Lennon queria que Klein tomasse conta das contas dos Beatles, enquanto Paul preferia que ficassem a cargo do pai de Linda.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mustang na Estrada: É hoje

Meninos e meninas, finalmente chegou o dia. O Mustang'65 completa amanhã 1 ano na estrada, rodando sem parar e seguindo sempre em frente. No velho toca-fitas, muito blues, rock, progressivo e as nossas composições claro!

Parece que foi ontem que eu divulgava aqui o show de lançamento do meu CD Introdução. Foi em 4 de julho do ano passado e banda montada ás pressas surpreendeu a todos que lotaram o Dragon Jack, inclusive a mim. Afinal, foi apenas um mês de ensaios, para preparar um show com mais de 20 músicas, muitas delas autorais, o que complica a tarefa.

O show passou, a CME tornou-se Mustang´65 e nosso set list cresceu. Entraram também músicas nossas como Maturidade. Gravamos nosso EP Ignição e pusemos nosso blog no ar.

Muitos shows depois, voltamos ao ponto de partida essa noite, o Dragon Jack, em Niterói para nossa festa de aniversário. Aproveito para agradecer a todos que tornaram esse ano possível. Marcelo Moreira, Claudia Bijalba, Porpetta, Felipe, Maestro Gerson Grumblatt, Aurélio Salgado, Marcelo Borring, Ricardo Mann e particularmente, agradeço ao Luiz Cláudio, ao Ayrton Jr e ao Luciano Barbosa por me ajudarem a botar esse Mustang pra rodar.

Nos vemos lá!

Review: Yusuf Islam - Roadsinger

Eu tenho alguns personagens complicados para escrever aqu ino Experience. Clapton, Lennon, Townshend, são alguns dos mais difíceis. Mas o campeão é sem dúvida aquele pelo qual não sei nem que nome usar. Porque para mim ainda é muito difícil dissociar Cat Stevens de Yusuf Islam.

São a mesma pessoa, mas não são, estão separados por uma ausência dos palcos de quase 3 décadas. Se partirmos daí tenho tudo para considerar sim, Yusuf. Mas a sonoridade ainda remete, e muito, ao bom e velho Cat.
Sobre as letras terem um ar mais espiritualizado, não acho que seja argumento. Elas já eram assim, basta ouvir The Wind. A diferença é que agora elas tem mais do Islã, que acrescentaram uma pitada interessante ao seu violão. Mas vamos ao cedê.

Roadsinger começa com a ótima Welcome Home, que para mim soou como tendo George Harrison no slide guitar e flui como uma daquelas velhas conhecidas. A seguinte é Thinking About You, uma cantiga catsteveniana clássica.

Everytime I Dream tem ares de folkrock, mas a seguinte, The Rain, é uma das melhores do disco, com um ar tenso e por momentos até meio pessimista, o que não faz parte do repertório de Yusuf. World of Darkness mantém o ar denso e a coisa segue como se fosse o final de um "lado A".

Sim, porque a seguinte Be What You Must nos remete ao bom e velho Cat Stevens, começando pela introdução, auto-plagiada de Sittin', de 1972. Até o coral de crianças tem essa referência. O ritmo cai um pouco com This Glass World, mas a faixa título, Roadsinger, é um Cat Stevens clássico, com todos os elementos que ele sempre gostou. O clima alto astral continua na sequencia em All Kind of Roses e o final do disco tem ares mais místicos com Dream On e a instrumental Shamsia.

Como disse no começo, é dificil avaliar um disco do Cat/Yusuf. O anterior, Another Cup me agradou muito, mas também pelo fato de ser uma surpresa. É um disco com ótimas músicas, mas ainda irregular, coisa que Roadsinger não é: ele rola com facilidade e quando você nota, acabou. Assim que é bom!

Nota 8 pra ele então!