sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rock News: Cientista Britânico descobre a letra ideal de David Bowie

Um acadêmico britânico acaba de "descobrir" a canção ideal de David Bowie. O doutor Nick Troop, especialista em psicologia da Universidade de Hertfordshire, comparou a linguagem usada pelo músico inglês em 26 discos e 266 canções e os reuniu dados "científicos" sobre seu método de composição. Baseado em suas descobertas "psicolíricas", ele escreveu então a música "Team, meet girls; girls, meet team" ("equipe, encontre as garotas; garotas, encontrem o time"), que, ele garante, poderia vir a se tornar um sucesso caso Bowie decidisse gravá-la. O que não deixa de ser uma conclusão bem conveniente para sua pesquisa.

Para demonstrar seu potencial, o próprio doutor Troop decidiu gravar a música - com vocais que simulam os maneirismos de Bowie - e colocou o vídeo no YouTube , que vem precedido de uma longa explicação "científica" sobre a composição. "Eu descobri que as canções (de Bowie) com emoções positivas e mensagens sociais eram mais bem-sucedidas dos que as que falavam sobre mortalidade", explicou o acadêmico.
fonte: O Globo


Não sei vocês, mas não vi muito de David Bowie na música. Talvez pela voz, já que a de Bowie é inconfundível. Agora, fica a pergunta: Quem financiou essa pesquisa??? Confiram o som aí embaixo no iutubiu.

Rock News: Últimos shows dos Doors em Nova York vão virar caixa de CDs

Os últimos quatro shows de Jim Morrison e dos Doors em Nova York vão virar uma caixa com seis CDs, que deve ser lançada em novembro nos EUA. Os shows da caixa “Live in New York” aconteceram nos dias 17 e 18 de janeiro de 1970, com duas apresentações por dia.

O Doors foi uma das primeiras bandas a tocar no Madison Square Garden, em 1969, mas preferiu o Felt Forum quando voltaram para a cidade em 1970. “Era um lugar mais íntimo, e você conseguia sentir a plateia”, diz o baterista John Densmore em nota publicada pela Rhino, gravadora responsável pelo lançamento. “Havia mais interação, e a acústica era muito melhor”.

O tecladista Ray Manzarek diz que o repertório era variado, lembrando os primeiros shows do grupo em Los Angeles. “Nós costumávamos quatro shows por noite na (casa noturna) London Fog. Em Nova York foi a mesma coisa. ‘Nós temos quatro shows para tocar, dois hoje e dois amanhã. Vamos tocar o que quisermos!’”.

O Doors surgiu no rock no final da década de 1960 em Los Angeles. A banda contava com o carisma do cantor e letrista Jim Morrison, e teve hits como “Break on through” e “Light my fire”. Depois de seis álbuns gravados, Morrison morreu de overdose em Paris, na França, no dia 3 de julho de 1971. Atualmente, Manzarek e o guitarrista Rob Krieger tocam músicas do Doors sob o nome de Riders on the Storm – a banda se apresentou no Brasil em 2008.
fonte: G1


Já disse aqui que não sou exatamente um fã de Morrison & Cia. Mas é claro que um lançamento deste calibre tem que ser aguardado por qualquer amante do rock clássico. Pintando nas prateleiras, pinta aqui também!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hoje no Rock: Morre Stevie Ray Vaughan

Amplamente considerado por toda a mídia especializada um dos mais influentes guitarristas do século, Stevie Ray Vaughan nos deixou há exatos 19 anos em um acidente aéreo que poderia ter tido consequências ainda piores para a música.

Mas, antes de falar da fatídica noite de 27 de agosto, é importante lembrar um pouco da trajetória deste texano, nascido em 3 de outubro de 1954. Desde pequeno mostrou muito talento, ganhando sua primeira guitarra com apenas 7 anos. Durante a adolescência, passou por inúmeras bandas, o que fez com que amadurecesse seu singular estilo e desenvolvesse sua técnica.

Em 1980 finalmente fundou o Stevie Ray Vaughan and Double Trouble, banda que o acompanharia dali para frente e que lhe garantiria projeção internacional. Gravou 6 álbuns de estúdio e mais um ao vivo, o clássico Live Alive de 1986. Venceu 6 Grammies, sendo 2 póstumos e teve diversas compilações lançadas após sua morte. Não é pouco se levarmos em conta que sua fase com o Double Trouble durou apenas 10 anos entre a fundação (1980) e sua precoce morte (1990). Aliás, voltemos a ela.

Vaughan estava em turnê na cidade de East Troy, no estado americano do Winsconsin, acompanhado de sua banda, Double Trouble e de ninguém menos que Eric Clapton. Ao final do show, para evitar o trafego congestionado e não perderem suas conexões, foram reservados quatro helicópteros, que levariam os músicos. Acontece que já passava da meia noite e havia um denso nevoeiro. A região é montanhosa e exigia que todos os pilotos subissem a uma altitude de 900 metros antes de seguirem. Segundo a perícia, o piloto do helicóptero onde estava Stevie não conhecia bem a região e ignorou essa norma. A aeronave chocou-se contra a montanha, matando Vaughan e mais 3 integrantes da equipe de Eric, que desistira de voar nesse helicóptero.

O legado deixado por Vaughan é imenso, desde seu estilo inconfundível a inúmeras homenagens e tributos. A Fender lançou por duas vezes modelos "signature" Stevie Ray Vaughan, cópias das guitarras usadas por ele, um leal usuário da Fender. No Texas, sua terra natal, há várias homenagens em nomes de rua e locais, incluindo até mesmo um Stevie Ray Vaughan Day, que inclui um festival de Rock e Blues.

Aí embaixo pra vocês, o cara em ação com outros dois mestres: B.B. King e Albert Collins, ao vivo em New Orleans, 1988.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Rock News: Pete Townsend planeja musical

Pete Townsend, guitarrista do The Who e um dos criadores das óperas rock "Tommy" e "Quadrophenia", está escrevendo um novo musical, "Floss", sobre o envelhecimento.

"Quando tinha 19 anos escrevi 'My generation', a canção mais explícita do rock sobre envelhecimento", escreveu Townsend no site de sua banda. O sucesso de 1965 inclui a frase "Espero morrer antes de envelhecer".

"Aos 64 anos, quero abordar o envelhecimento e a mortalidade, usando o contexto poderosamente raivoso do rock'n'roll".

'Floss' será concebido para exibições em espaços abertos e arenas, e Townsend pretende finalizá-lo para uma estréia em 2011, provavelmente em Nova York.

Algumas das canções mais "convencionais" do musical irão fazer parte de um álbum do The Who programado para o ano que vem, acrescentou ele.

"'Floss' é um projeto novo ambicioso para mim, no estilo de 'Tommy' e 'Quadrophenia'", escreveu Townsend. "Neste caso, as canções são intercaladas com 'paisagens sonoras' em surround-sound, com efeitos sonoros complexos e montagens musicais".

A história se concentra em um casal cuja relação passa por dificuldades.

Walter, um músico de bar, fica rico de repente quando uma de suas músicas é usada em anúncios de uma montadora de veículos, mas as coisas azedam quando ele volta para a música 15 anos mais tarde.

"Enquanto Roger Daltrey exercita suas cordas vocais envelhecidas embarcando em uma turnê-solo de dois meses intitulada 'Use or lose it', eu me concentro em 'Floss', que lida com assuntos atuais enfrentados pela geração baby boomer", escreveu Townsend, referindo-se ao cantor do The Who.

"O musical também trata a relação tensa dos dois com seus pais, filhos e netos".
fonte: G1


Falando nele...
A conferir. Achei Endless Wire caído comparado com outras obras do Pete, mas ainda assim muito superior ao que se vê por aí hoje em dia.

Quizz: Que banda odiou Woodstock

Ou peguei pesado ou a turma não pesquisou direito dessa vez. Apenas 50% acertaram: O The Who odiou Woodstock, odiou o movimento hippie, a chuva, a desorganização.. mas o show foi ótimo!

Taí eles no iutubiu pra vocês!

E aguardem o próximo Rock Quizz!

Rock News: Bob Dylan confirma álbum com canções de Natal

Bob Dylan confirmou nesta quarta-feira (26) em seu site oficial que vai lançar um disco com canções natalinas. O álbum, que vai se chamar “Christmas in the heart”, vai ser lançado no dia 13 de outubro nos EUA. Todos os royalties do disco serão doados à instituição Feeding America, principal organização de combate à fome nos EUA.

O disco vai incluir músicas como “Here comes Santa Claus,” “Winter wonderland,” “Little drummer boy” e “Must be Santa”. Para o lançamento internacional do disco, Dylan está negociando doações para outras instituições de caridade, uma combatendo a fome no Reino Unido e outra entre as nações em desenvolvimento.

O disco era um rumor, e havia sido anunciado extra-oficialmente por revistas como “Isis” e “Billboard”. Nascido em Minnesota em 1941, Dylan crasceu no judaísmo, e se converteu ao catolicismo entre o final da década 1970 e começo dos anos 1980.

"Em um primeiro momento pode parecer esquisito, mas eu não acho que Dylan ligue muito para o que seus difamadores poderão pensar disso", disse Scott Marshall, que está escrevendo o livro 'God and Bob Dylan: A spiritual life' (Deus e Bob Dylan: Uma vida espiritual, na tradução literal), ao site "bullypulpit.com".

"Ele nunca renunciou ser judeu ou renunciou à sua experiência com Jesus há mais ou menos três décadas", disse Marshall.

Dylan, agora com 68 anos, está atualmente nos Estados Unidos na chamada "Never ending tour" (“Turnê sem fim”, em inglês).
fonte: G1


Taí outro que nunca para... Só espero que ele não chame a Simone para cantar "Então é nataaaaal!!!"...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rock com Pipoca: The Beatles: Rock Band intro

Que eu não curto muito essa coisa de Guitar Hero ou Rock Band já falei aqui. Afinal, eu brinco de rock band há quase 20 anos e sempre achei guitarras de madeira mais divertidas que as de plástico. Mas não dá pra negar que o Trailler de lançamento do tão falado Rock Band dos Beatles está pra lá de caprichado.

Sobra para nós a reflexão: que banda, prestes a completar 40 anos de sua dissolução, tem tanto poder quanto esses caras? Você pode gostar ou detestar, mas simplesmente não pode ignorá-los.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Rock News: R.E.M. lança álbum ao vivo em outubro

O trio norte-americano R.E.M. divulgou detalhes sobre o novo álbum ao vivo que em breve estará nas lojas. Batizado como “R.E.M. Live at the Olympia” o novo trabalho traz registrado gravações da série de shows que a banda fez em 2007, em Dublin, na Irlanda.

O lançamento estará disponível a partir de 26 de outubro em CD, LP e DVD. O DVD traz cenas dos shows e dos bastidores da turnê e foi dirigido por Vincent Moon e Jeremiah.

O mais recente disco de estúdio do R.E.M., “Accelerate”, foi lançado em 2008 e a turnê de divulgação passou pelo Brasil em novembro do ano passado. Abaixo o repertório completo de “R.E.M. Live at the Olympia”:

01. Living Well Is the Best Revenge
02. Second Guessing
03. Letter Never Sent
04. Staring Down the Barrel of the Middle Distance
05. Disturbance at the Heron House
06. Mr. Richards
07. Houston
08. New Test Leper
09. Cuyahoga
10. Electrolite
11. Man-Sized Wreath
12. So. Central Rain
13. On the Fly
14. Maps and Legends
15. Sitting Still
16. Driver 8
17. Horse to Water
18. I’m Gonna DJ
19. Circus Envy
20. These Days
21. Drive
22. Feeling Gravity’s Pull
23. Until the Day Is Done
24. Accelerate
25. Auctioneer
26. Little America
27. 1,000,000
28. Disguised
29. The Worst Joke Ever
30. Welcome to the Occupation
31. Carnival of Sorts
32. Harborcoat
33. Wolves, Lower
34. I’ve Been High
35. Kohoutek
36. West of the Fields
37. Pretty Persuasion
38. Romance
39. Gardening at Night
fonte: Rock Online


Eu tinha uma certa resistência com os primeiros materiais ao vivo do REM, que careciam de técnica mas sobrava empolgação. Hoje, mais maduros, os shows que tenho visto são muito bons, tecnicamente e em termos de performance também. Assim que sair, pinta por aqui, claro!

domingo, 23 de agosto de 2009

Hoje no Rock: Keith Moon, 63 anos

O insano, o lunático, o destruidor de baterias. Keith John Moon nasceu em 23 de agosto de 1946 em Londres e já veio com um senso rítmico absurdo. Numa época em que o trabalho dos bateristas era apenas marcar o ritmo, Moon chegou para revolucionar a técnica do instrumento.

Seu trabalho no Who foi marcado pela parceria com o baixista John Entwistle, onde encontrou terreno fértil para sua condução alucinada, marcada pela bateria dupla. O próprio Pete Townshend encontrou nesta base, a condição ideal para por suas idéias em prática.

Apontado por muitos bateristas famosos como principal influência, Moon teve apenas um trabalho solo, o álbum Two Sides of the Moon, onde curiosamente apenas canta, deixando a bateria para seu amigo Ringo Starr e Jim Keltner (Traveling Wilburys).

Moon é famoso por suas loucuras dentro e fora dos palcos. Destruia as baterias após os shows, quartos de hotel, corria nu atrás de ônibus escolares... a lista de feitos é imensa. A mais famosa seria ter entrado com seu Rolls Royce dentro de uma piscina e outra vez, teria entrado no saguão de um hotel com seu Land Rover. Estacionou ao lado do balcão e pediu com gentileza britânica: “minhas chaves, por favor”. Tanta loucura virou homenagem: o personagem Animal dos Muppets foi inspirado Keith Moon.

Moon morreu em 7 de setembro de 1978, vítima de overdose de Heminevrin, um medicamento usado para tratamentos anti-álcool, mal que o perseguiu por toda a carreira. Horas antes ele havia jantado com Paul e Linda McCartney. Seu legado é Ter sido o mais influente baterista de rock de todos os tempos. Na opinião deste humilde blogueiro, o melhor do rock clássico.

Difícil escolher uma dele pra vocês. Então lá vai Bell Boy, do sensacional álbum Quadrophenia, de 1973. Nele, além da condução destruidora de Moon, ouve-se sua voz nos versos do meio.

Blog on the Top: Ashes to Ashes

David Bowie
Ashes to Ashes
(Inglaterra - 1980)
Lançado no dia 8 de agosto, o single com Ashes to Ashes e Move On chegou ao topo da parada inglesa apenas duas semana depois, tornando Bowie o artista a levar um single mais rápido ao número um até então.

Cheia de referências à infância, aos anos 70 e principalmente a Space Oddity e seu personagem, Major Tom, o próprio Bowie descreve Ashes to Ashes como o seu epitáfio para essa fase de sua carreira. Aliás, essa é considerada por muitos a letra com maior número de referências dos anos 80.

O ponto alto da música é a textura criada pelo vocal de Bowie e várias outras vozes de fundo, entrelaçadas. Junte a isso guitarras sintetizadas e um baixo funkeado e terá o estilo clássico oitentista que estava nascendo. Outro destaque é o clip, que na época custo 250 mil libras, o mais caro até então. Claro que os efeitos utilizados hoje podem ser feitos em qualquer PC caseiro, mas em 1980 eram uma grande novidade. Queria postar para vocês, mas o iutubiu bloqueou. Então é só clicar aqui e ir lá dar uma olhada.

sábado, 22 de agosto de 2009

Mustang na Estrada: Street Ranger


O Mustang continua sua turnê carioca e a parada agora foi mais uma vez no Street Ranger Motoclube, a convite do Pit Bull. Assim como em julho, desfilamos nosso repertório de rock e blues setentista, misturado com as nossas composições. A novidade foi a primeira execução ao vivo de Minha Verdade, novo som da Mustang'65 composto especialmente para a galera das duas rodas.

Nem mesmo a chuva insistente esfriou o público que chegou em peso no final do nosso primeiro set. Sem problemas, repetimos as melhores em um bis e tá tudo certo!

Se você perdeu esse show, não se desespere: dia 16 de outubro, estaremos de volta ao Street Ranger em mais um show gratuito. Fique esperto e não perca esse!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rock News: Disney e Zemeckis farão versão 3D de 'Yellow submarine'

Os estúdios Disney e o cineasta Robert Zemeckis produzirão uma versão em três dimensões do filme de animação dos Beatles "Yellow submarine", com data de estreia prevista para 2012, informou nesta quarta-feira (19) a revista "Variety".

Para viabilizar o projeto, foram necessários meses de negociações até que fossem conseguidas as permissões para retomar o psicodélico filme de 1968, para o qual a banda inglesa emprestou sua imagem.

Zemeckis, diretor conhecido por "Forrest Gump - O contador de histórias" (1994) e pela saga "De volta para o futuro", utilizará em "Yellow submarine" a mesma tecnologia de "live action" em 3D empregada para seu próximo projeto de natal, "A christmas carol".

O diretor terá acesso a 16 canções dos Beatles para compor o argumento do filme, entre elas "Baby you're a rich man", "All you need is love", "When I'm 64", "Lucy in the sky withdDiamonds" e "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band".

A história do filme original, dirigido por George Dunning, se passava em Pepperland, um paraíso submarino protegido pela Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band até que a banda é capturada pelos Blue Meanies, o que precisa ser desfeito pelos Beatles em seu submarino.

A Disney acredita que terá a produção pronta para estrear na grande tela em meados de 2012, coincidindo com os Jogos Olímpicos de Londres.
fonte: G1


Ando recebendo críticas por postar muito material dos Beatles. Mas fazer o que? Mesmo depois de 40 anos os caras estão vivos nos jornais o tempo todo e, claro, dando lucro.

Hoje no Rock: 20 anos sem Raul Seixas

Tem determinados assuntos aqui no blog que são bem difíceis de comentar e escrever sobre. Aniversários de gente como Eric Clapton e John Lennon, ou mais recentemente, o aniversário de 40 anos do Festival de Woodstock são casos assim. Falar sobre a morte de Raul Seixas, além desses fatores complicantes tem um ainda maior: a idolatria cega.

Se você, caro leitor, é músico, sabe a raiva que a gente sente quando o público, insandecido, começa a gritar o maldito "Toca Raul". Não que nós não gostemos dele (pelo contrário), mas é a coisa de ter o cara (o Raul) vivo em todo e qualquer show de rock que acontece no Brasil.

E para mim, essa é a contribuição verdadeira do cara. Sim, eu acho que ele tem ótimas músicas, letras únicas e realmente mudou a cara do rock nacional. Merece toda a devoção dos fãs. O que não concordo é com a idolatria que determinadas pessoas dedicam a alguns artistas, como ele, Lennon, Jim Morrison, Elvis e agora, Michael Jackson.

Por que é essa idolatria que impede o fã de entender a obra do seu ídolo como um todo, considerando aí todos os altos e baixos, que no caso do Raul foram muitos. E é daí que vem outro fator que me deixa sempre indignado, mas não com os fãs e sim com a mídia em geral.

Me incomoda o tratamento que boa parte da mídia dá ao Raul. Se ela fala da morte da Elis Regina, era a "namoradinha" ou a "pimentinha", há todo um tratamento meloso e entristecido, esquecendo (ou querendo esquecer) dos reais motivos da sua precoce morte. Mas se por acaso falam do Raul, era o roqueiro decadente, alcoólatra, irreverente... Mesmo nos tributos que aparecerão hoje na mídia, até mesmo na especializada, vocês notarão esse tom, repreensivo. Podem reparar e depois comentem.

Ele era alcoólatra? Era, claro. Era o único? Lógico que não! Então qual o motivo desse tratamento diferenciado?

Anyway, tal como Woodstock, vocês lerão hoje e nos próximos dias muitas matérias sobre o cara e não vou gastar minhas teclas sobre esse tema porque ando sem paciência (ainda) e hoje tem show! Quem sabe lá no Street Ranger a Mustang não toca Raul?

Viva Raul!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Rock News: Lenda viva do rock 'n' roll, Chuck Berry toca nesta quarta em São Paulo

“Se você tentasse dar outro nome ao rock ‘n’ roll, você poderia chamá-lo de Chuck Berry”, afirmou certa vez o ex-Beatle John Lennon. Considerado uma lenda viva, o músico que ajudou a criar o gênero se apresenta nesta quarta-feira (19) no Via Funchal, em São Paulo.

Além de Lennon, outros roqueiros declararam sua admiração pelo artista. Keith Richards, dos Rolling Stones, montou um show em homenagem a Berry em 1987, espetáculo que acabou gerando o filme "Hail! Hail! Rock and roll", com direito a trilha sonora em CD e partipações de Eric Clapton, entre outros.

Entre os fãs estão ainda Angus Young, do AC/DC , Brian Setzer, do Stray Cats, Ron Wood, dos Rolling Stones, e Bruce Springsteen.

Aos 82 anos, Chuck Berry apresenta na capital paulista sucessos como "Johnny B. Goode", "Sweet little sixteen" e "You never can tell", clássicos que fizeram parte do repertório de seus shows quando esteve pela última vez no Brasil, em junho do ano passado.
fonte: G1


Lenda? Com certeza! Viva? Há controvérsias. Clique aqui e dê uma olhada no que rolou no último show dele no Brasil.

Mas se você está em São Paulo, não tem nada para fazer hoje e tem R$300,00 sobrando, é um bom programa!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Blog on the Top: Eleanor Rigby

Beatles
Eleanor Rigby
(Inglaterra - 1966)
Chama-se Eleanor Rigby, mas inicialmente Paul imaginou o nome Miss Daisy Hawkins para ela. Depois, inspirado pela atriz Eleanor Bron, que havia participado do filme Help e pela loja Rigby & Evens, batizou sua personagem.

O outro personagem da música, Father McKenzie, nasceu Father McCartney, mas Pete Shotton, amigo de Paul, sugeriu que fosse mudado para evitar confusões com seu pai. O verso "writing the words of a sermon that no one will hear" foi uma sugestão de Ringo Starr. A estrofe final, onde o Padre McKenzie conduz o funeral de Eleanor também foi uma sugestão de Shotton.

Na gravação, nenhum Beatle tocou instrumentos, já que a música possui apenas um arranjo de cordas. Lennon e Harrison contribuiram com os backing vocals e foi só. Para mim, Eleanor Rigby (assim como Yesterday e Blackbird) soa mais como uma precoce faixa solo de Paul McCartney de que uma beatle song.

Eleanor Rigby trazia no lado B a divertida Yellow Submarine, com Ringo nos vocais e logo chegou ao topo da parada inglesa, mas apenas a um modesto 11º lugar na Billboard, talvez pela ousadia de seu arranjo. Na verdade, era apenas uma continuidade às transformações iniciadas em Rubber Soul e que chegariam ao auge um ano depois, no mítico Sgt. Peppers.

Rock News: Robert Plant vira cartola de time inglês

O site do time de futebol inglês Wolverhampton Wanderers (uniforme ao lado) noticia que Robert Plant, eterno vocalista do Led Zeppelin foi nomeado vice-presidente do clube que ele tem apoiado ferrenhamente por muitos anos. Plant foi oficialmente entitulado antes do pontapé inicial no jogo deste sábado, 15 de Agosto.

Robert comentou: “Não importa pra onde eu viaje, me apresentando ao redor do planeta, invariavelmente há referências à minha obsessão pelos pretos e dourados (cores do uniforme do Wolverhampton). Eu devo dizer que apesar de seguir incontáveis jogadores e membros do time ao redor do mundo pelos últimos 50 anos, eu não me sinto mais vice-presidente, na verdade, do que todos os outros desequilibrados que se acotovelam pelas fileiras semana após semana, com os dedos cruzados. Ficarei deleitado em estar em Molineux (local do jogo de Sábado passado) nesse dia monumental e eu devo aproveitar esse oportunidade para elogiar o trabalho de Mic, sua comissão técnica, e claro os jogadores junto com Steve e Jez, e todos aqueles que querem fazer desta temporada uma de apoio positivo e de grande emoção.”
fonte: Whiplash


Na verdade Plant ja havia vinha sendo convidado para esse cargo cartolístico desde os anos 80, mas por ter uma agenda lotada, sempre recusou. Vai ver que foi por isso que ele não quis a volta do Led ano passado.

De qualquer forma, isso não chega a ser novidade, já que Elton John foi cartola do Watford entre os anos 70 e 80. No Brasil, só consigo lembrar do Leo Jaime no Flamengo, mas em um cargo social apenas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Blog'n'Roll: 500 posts e Woodstock

Comemorou-se neste final de semana o 40º aniversário do histórico Festival de Woodstock, com 3 dias de paz, amor e música. Qualquer coisa que eu diga aqui sobre o evento com certeza cairá na vala comum das informações repetidas, seja falando das bandas, da multidão ou da chuva.

Já rolam por aí várias reportagens especial, relançamentos, documentários e eu tenho certeza que você, nobre leitor, já deu uma olhada em boa parte do material que rola por aí. Se não viu, basta dar uma googada e verá muita coisa interessante que este humilde blogueiro não postará por pura falta de paciência para escrever.

Prefiro ser egoísta e falar sobre este que é o meu post de número 500. Passou rápido e, não fosse minha crescente falta de saco, este númerio teria chegado ainda antes. De qualquer forma, são quase 2 anos escrevendo, praticamente diariamente, tentando levar curiosidades, notícias e claro, meu som pra vocês. Aprendi um bocado e repito: se não fossem alguns leitores fiéis, este espacinho já teria ido pro espaço faz tempo.

Para os que estão chegando agora e conheceram o Experience há pouco tempo, obrigado pela preferência! Aos que já são íntimos desta humilde (porém honesta) casa, meus mais melosos agradecimentos.

Mas voltando a Woodstock, para não passar em branco (sempre tem um que reclama), segue aí o link para um material fotográfico postado pelo New York Times, que me foi encaminhado pelo Ayrton Jr, baterista da Mustang'65. Trata-se de fotos do festival tiradas por quem esteve lá, dando um novo olhar sobre o festival, saindo do lugar comum das imagens oficiais. Sensacional!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Rock News: Morre Les Paul, pioneiro da guitarra elétrica e da gravação multicanal

Les Paul, o guitarrista e inventor que mudou a história da música com a guitarra elétrica e a gravação multicanais e chegou a ter alguns hits nas paradas (muitos ao lado da esposa Mary Ford), morreu nesta quarta-feira aos 94 anos. De acordo com a empresa Gibson Guitars, Paul morreu devido às complicações de uma pneumonia no White Plains Hospital. Ele estava acompanhado da família e de amigos.

Ele havia sido hospitalizado em fevereiro de 2006, quando descobriu que ganharia dois Grammys por um disco que havia lançado depois de seu aniversário de 90 anos, “Les Paul & friends: American made, World played”.

“Eu me sinto como um prédio condenado com uma bandeira novinha em folha instalada em cima”, brincou na época.

Como inventor, Paul ajudou a no nascimento do rock ‘n’ roll ao criar a primeira guitarra elétrica de corpo sólido, e também foi responsável por uma das invenções mais revolucionárias nos métodos de gravação: o gravador multicanal.

Com ele, os músicos puderam gravar instrumentos diferentes na mesma música, até mesmo cantando em harmonia consigo mesmos – alem de poderem mexer no equilíbrio entre as faixas dos canais para finalizar suas gravações.

Músico
Com Ford, sua esposa entre 1949 e 1962, ele conseguiu 36 discos de ouro e 11 hits no primeiro lugar das paradas, incluindo “Vaya con Dios”, “How high the moon”, “Nola” e “Lover”. Muitas das músicas da dupla usavam técnicas de gravação que Paul, o inventor, ajudou a desenvolver.

“Eu podia pegar Mary e fazer ela ter três, seis, nove, 12, quantas vozes quisesse”, já explicou Paul. “Ter a dinâmica, ter a possibilidade de se expressar para além dos limites de um instrumento não amplificado, era incrível. Hoje ninguém pensaria em cantar uma música em um palco sem um microfone e um sistema de som”.

Durante seu aniversário de 72 anos, Les Paul autografa o peito do guitarrista Jimmy Page, do Led Zeppelin.

Músico e criador desde a infância, ele experimentou com a amplificação de guitarras por anos antes de chegar ao que chamou em 1941 de “The log” (“A tora”), uma placa de madeira com cordas de violão de aço.

“Eu fui até uma casa noturna e a toquei. É claro que todo mundo me chamou de doido”. Mais tarde ele colocou asas de madeira no corpo do instrumento para dar a impressão do formato de um violão mais tradicional.

Desde 1952
Em 1952 a Gibson Guitar começou a produção da guitarra Les Paul. Pete Townsend do The Who, Steve Howe do Yes, o virtuoso jazzista Al DiMoela e Jimmy Page do led Zeppelin estão entre os que escolherem a Gibson Les Paul como sua guitarra preferida.

Ao longo dos anos a série Les Paul se tornou uma das guitarras mais usadas na indústria musical. Em 2005, a casa de leilões Christie’s vendeu uma Gibson Les Paul de 1955 por US$ 45.600 (mais de R$ 85 mil).
fonte: G1


Se a festa no céu já estava animada, agora é que vai bombar, com o Sr. Les Paul chegando com Gibsons pra todo mundo! De qualquer forma, aos 94 já estava no lucro.

Postei sobre ele outro dia mesmo. Para ler de novo, clique aqui!

Quizz: Quem gravou a voz metálica no começo de Keep Talking do Pink Floyd?

Para aqueles que fizeram o dever de casa e deram uma googada por aí, ficou fácil saber que a voz foi gravada pelo físico inglês Stephen Hawking. Vítima da esclerose lateral miotrófica, Hawking foi perdendo gradativamente o controle sobre sua musculatura, até o ponto em que perdeu a capacidade da fala, o que ele faz através de um computador que sintetiza o que é escrito.

Gilmour viu a gravação do físico em um comercial da British Telecom e comprou os direitos sobre seu uso, o que fez na gravação de Keep Talking, em 1993. A música apareceu no álbum Division Bell, de 1994, o último trabalho de estúdio do Pink Floyd. Aí embaixo, o que ele fala.

"For millions of years
mankind lived just like the animals
Then something happenend
which unleashed the power of our imagination

We learned to talk..."

Parabéns aos que acertaram e principalmente aos que correram atrás e pesquisaram. Em breve, mais um quizz aqui no Experience. No iutubiu, a música, na íntegra.


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Rock News: Morrissey pede aos fãs que não comprem relançamentos de ‘singles’

Pedir aos fãs que compre um lançamento novo não é nada anormal, mas pedir aos fãs que não comprem é que pode parecer estranho. É isso que o cantor inglês Morrissey fez em um comunicado na internet. Mas o pedido tem explicação.

O ex-vocalista do Smiths pediu através de um comunicado publicado em um site de fãs que seus admiradores não comprem a caixa especial de ‘singles’ que será lançada em novembro. Segundo ele, a gravadora responsável pelo lançamento não o consultou sobre essa caixa especial. A EMI pretende fazer o lançamento em 02 de novembro. O pacote trará as músicas em novos compactos de vinil.

Além disso, o cantor não receberá nada pelas vendas. Morrissey disse que não recebe nenhum valor de direitos autorais da EMI desde 1992, por isso pede aos fãs que não gastem dinheiro com o relançamento de CDs ou LPs.

Em agosto do ano passado o cantor fez uma campanha semelhante, pedindo aos fãs que não comprassem o DVD “Live at the Hollywood Bowl”.
fonte: Rock Online


Eu ouvi e postei o Review do último trabalho inédito do cara em janeiro, Years of Refusal e faço coro: não compre esse também!

Agora, falando sério, taí uma ótima oportunidade para uma campanha pelo download. Ao invés de dizer para ninguém comprar, poderia dizer "baixem o material". Claro que isso teria implicações jurídicas, mas já que ele está em litígio com a gravadora... joga no ventilador!

sábado, 8 de agosto de 2009

Hoje no Rock: Caio Mattos, 36 anos!

Como diria o velho deitado, humildade é pra zé ruela. Por isso, graças a recente escassez de assunto (e de paciência), resolvi mandar a modéstia às favas e comemorar aqui, neste que é o nosso espaço, essa efeméride que, assim como todas as outras, merece meu total desprezo.

Ora bolas, mas é o seu aniversário, você poderia dizer incauto leitor. Mas pense bem, não estamos mudando nada em um aniversário, é apenas a data onde arredondamos as contas, baseados em uma convenção humana e cristã. Como não sou cristão e ando brigado com a tal humanidade, tô nem aí.

Outros poderiam dizer que é a época para mudarmos algo em nós mesmos, reavaliar valores e objetivos. Mas também há quem diga que isso se faz no ano novo. Há quem comece dieta na segunda-feira e quem comece a trabalhar só depois do carnaval. Eu não marco datas no meu calendário para recomeços, tentando me reinventar o tempo todo. Quem me conhece sabe que o momento é sim de grandes mudanças, mas isso nada tem a ver com um mero natalício. Tem sim a ver com circunstâncias cotidianas, maturidade, oportunidades, blá blá blá...

Essas tais mudanças vão afetar meu trabalho musical e, claro, o Experience como um todo. Como será o novo trabalho? Mais folk e experimental. Como será o novo blog? Não faço idéia! Mas o novo sempre vem e, no meu caso, chegou. A Mustang'65 continua a mesma, não se preocupem!

Mas, aproveitando o jargão dos supermercados, no aniversário do Caio quem ganha presente é você. A princípio não postaria esse som, mas como não tinha nada melhor taí. Dando uma nova direção nos meus trabalhos solo, He Doesn't Know, da banda folk americana Fleet Foxes. Prestem atenção no estilo, pois é o que vem por aí no meu próximo trabalho solo, Bicho do Mattos (capa lá em cima).

No mais, bola pra frente e vamos comer bolo!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Rock News: Vocalista do Aerosmith vai para o hospital após cair do palco nos EUA

O vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, foi levado de helicóptero para um hospital nesta quinta-feira (6) após ter caído do palco durante um show no Rally de Motocicletas de Sturgis. Tyler, que tem 61 anos, caiu ao tentar entreter a plateia dançando, enquanto a equipe da banda consertava uma falha no sistema de som que aconteceu durante a música “Love in an elevator”.

Ed Aurand, supervisor de segurança do camping Buffalo Chip, que promoveu o show ao ar livre, disse que Tyler pisou errado para trás da passarela do palco.

“Ele dança muito no palco e faz várias performances com o pedestal do microfone. Ele pôs o pedestal no chão, girou em volta dele e pisou fora do palco”, explicou Mike Sanborn, representante do camping.

O show estava na metade quando ele caiu diante de milhares de fãs. Os seguranças correram para ajudá-lo e a multidão aplaudiu quando Tyler voltou ao palco. “Ele estava de bom humor quando entrou no helicóptero. Estava conversando e fazendo piadas com o médico (...) Foi um fim infeliz para uma noite extraordinária”, disse Sanborn.

Tyler sofreu lesões menores no pescoço e na cabeça, além de uma lesão no ombro, que não pode ser avaliada na hora, conta Sanborn. Depois da queda, Tyler foi levado ao camarim.

Por volta de 0h15 de quinta-feira (6), o guitarrista do Aerosmith, Joe Perry, voltou ao palco para explicar ao público que Tyler estava sendo levado ao hospital e que o show não iria continuar. Um médico presente no show atendeu Tyler, e o cantor foi levado para o Rapid City Regional Hospital em Dakota do Sul, o maior hospital da região segundo Sanborn.
fonte: Eldorado


Tombos depois de uma certa idade são perigosos... O engraçado foi ele cair juntamente em Love in an Elevator. Teria rompido o cabo? Nunca saberemos...
Mudando de assunto, o Tyler não está a cara do Cauby Peixoto?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Hoje no Rock: The Wall - O Filme

Lançado em 6 de agosto de 1982, o filme The Wall marcou o casamento entre a genialidade do Pink Floyd e a maestria do diretor Alan Parker. Mas ao contrário do que muita gente pensa, ele tem pouco a ver com a banda, estando mais ligado ao baixista Roger Waters, que compôs quase todas as músicas.

Em 1982 a banda já estava indo pro azeite. O tecladista Richard Wright já havia sido demitido e o Pink lançava Final Cut, seu último álbum com Waters a frente da banda. Entre o álbum The Wall, (que completará 30 anos em novembro) e o filme foram 3 anos de turnês conturbadas, onde a banda queixava-se da liderança imposta por Waters.

Indepentende disso tudo, o roteiro, preparado pelo próprio Waters foi parar na mão de Alan Parker, que rodou o que ele chamou de "filme de estudante mais caro da história". O filme conta a história de Pink, um rockstar nascido durante a Segunda Guerra Mundial que não conhece seu pai, perdido em combate, e é criado por uma mãe super protetora. Em cenas de épocas intercaladas, mostra a escola opressora, o casamento falido e a vida em turnê. Pink constrói então um grande muro em torno de si mesmo, para proteger-se das mazelas da vida.

Para o papel principal, cogitou-se o próprio Waters pelo tom autobiográfico da obra, mas por fim foi escalado Bob Geldof, então líder da banda punk Boomtown Rats. A banda não aparece em nenhum momento, apenas na trilha sonora. Inicialmente Parker pretendia incluir cenas de shows, mas desistiu da idéia. Apenas 3 músicas são realmente tocadas durante o filme, as duas versões de In The Flash e Stop (que nem chega a ser propriamente uma música). Há ainda duas músicas que não constam no disco (When the Tiger Broke Free e What Shall We Do Now) e outras duas do disco que não entraram no filme, Hey You e The Show Must Go On.

É difícil para mim escrever sobre o The Wall, primeiro pelo fato de tudo sobre ele já ter sido dito. Em segundo lugar por ter ele sido de grande influência para mim, tanto na forma de compor como na de tocar. Independende das loucuras de Waters, The Wall é um mergulho na psiqué, explorando todos os nossos medos e mostrando o muro que cada um de nós constrói para se proteger do mundo.

Aí embaixo pra vocês uma das minha sequências favoritas, Comfortably Numb. Mas se ainda não assitiu, saiba que é obrigatório!

Rock News: Radiohead lança música inédita na internet

“Harry Patch (In Memory Of)” é o nome de uma nova música que o Radiohead disponibilizou para venda na internet nesta quarta-feira, 05. A música pode ser comprada através da loja oficial da banda e a renda arrecadada será doada ao Royal British Legion.

A música foi escrita por Thom Yorke em homenagem ao veterano da Primeira Guerra Mundial Harry Patch. Ele era o último britânico vivo que tinha participado da guerra. Patch morreu em 25 de julho, aos 111 anos de idade.

As gravações de “Harry Patch (In Memory Of)” foram realizadas nas últimas semanas durante as sessões de gravação do novo álbum do Radiohead. A letra da música pode ser lida no site oficial da banda: Radiohead.com/deadairspace.
fonte: Terra


Fui até o site, e ouvi o som. Além de ser chato pacas, tem um sistema de audição meio escroto, só toca 30 segundos, aí tem que dar play de novo... Não entendi o porque disso mas não importa. O fato é que o Radiohead (sejam eles chatos ou não) prova que continua na vanguarda da distribuição de música pela internet. A realidade mudou, queiram os grandões ou não.

Rock News: Paul McCartney nega rumores sobre aposentadoria

Paul McCartney negou que sua próxima turnê seja a despedida dos palcos e da vida artística. Em entrevista ao jornal americano Boston Herald o ex-Beatles riu dos comentários e os comparou com os rumores que dizem que “Paul está morto”, teoria surgida há 40 anos.

“Tudo que eu posso dizer é que não estou me aposentando”, afirmou o cantor. “É como [a história] ‘Paul está morto’. Eu não estou. Isso é tudo que posso dizer”. McCartney afirmou ainda que quer continuar tocando ao vivo porquanto tempo mais for possível.

“Enquanto as pessoas quiserem vir e me ouvir, eu provavelmente estarei fazendo isso. É muito fácil começar um boato”.

A próxima turnê mundial de Paul McCartney deve passar pelo Brasil em abril de 2010. Um site de venda de ingressos informou que o músico toca no país nos dias 16, 18 e 21 de abril. O primeiro show seria no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o segundo no Morumbi, em São Paulo, e o terceiro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Ainda não há confirmação sobre essas apresentações.
fonte: Rock Online


Seguindo a política deste blog, só comento apresentações no Brasil quando elas forem confirmadas. O cancelamento do The Who ainda me traumatiza...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Blog on the Top: Help e Miss You

A Coluna Blog on the Top comemora hoje um ano! Nesses 365 dias vimos um pouco daqueles que chegaram ao número um, nas paradas inglesa e americana e curiosidades sobre suas músicas. Taí pra vocês o repost do que foi o número um dessa coluna, claro, no dia 5 de agosto.

Beatles
Help
(UK - 1965)
Depois do sucesso do disco e do filme A Hard Days Night (no Brasil o título foi "Os Reis do Iê Iê Iê), os fabfour lançam seu segundo longa. Help era a música que puxava o disco que trazia outros clássicos como Yesterday e The Night Before.

O curioso é que o nome original do filme seria Eight Arms to Hold You. Segundo Lennon, quando compôs essa canção ele realmente estava atrás de ajuda, saturado com o lado negativo de ser um Beatle. Na capa, eles aparecem fazendo a palavra Help na linguagem de semáforas (aquelas bandeirinhas).


Rolling Stones
Miss You
(EUA - 1978)
No final da década de 70 a onda Disco dominava o hit-parade e bandas antes destruidoras de paradas de sucesso acabaram relegadas ao segundo plano. Solução Stone? Adotar a batida das discotecas num rock.

Os produtores alegaram que ela era mais Rithm'n'Blues que Disco, mas a bateria e o baixo não deixam dúvidas. Claro que a solução desagradou a muitos, mas reconduziu Mick e cia de volta ao topo, fato que não aconteceria mais com a banda. A letra é de Jagger, que teria se inspirado no final do relacionamento com sua esposa Bianca. Além do Single (capa acima), a música saiu no álbum Some Girls.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Rock News: Filme sobre John Lennon vai fechar Festival de Londres

O filme "Nowhere boy", sobre a vida de John Lennon, vai encerrar o Festival de Cinema de Londres deste ano, anunciaram organizadores do evento nesta segunda-feira (3). O longa-metragem retrata Lennon aos 15 anos, morando em Liverpool, e explora o relacionamento do músico com sua mãe, Julia, e sua tia Mimi, que o criou.

"Nowhere boy" é o longa de estreia do artista plástico Sam Taylor-Wood, e traz o novato Aaron Johnson no papel de Lennon. Kristin Scott Thomas interpreta Mimi, e Anne-Marie Duff vive Julia. O roteiro é baseado no livro "Imagine this: Growing up with my brother John Lennon" (foto), escrito por Julia Baird, uma das irmãs do ex-Beatle.

A 53ª edição do festival começa dia 14 de outubro com a animação "Fantastic Mr. Fox", do diretor Wes Anderson, e acontece até 29 de outubro.
fonte: Globo.com


É o eterno baú beatle rendendo mais uns trocados...