quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Hoje no Rock: Paul Simon, 70 anos

Nascido em New Ark, Nova Jersey, em 1941, Paul Frederic Simon é filho de professores, sendo que seu pai era também músico. O ambiente familiar contibuiu para seu gosto pela Literatura, campo em que se formou em 1964.

Antes disso, já se aventurava na música com seu amigo de infância Art Garfunkel. Chegaram a gravar um disco em 1964 chamado Wednesday Morning, que continha a clássica Sound of Silence. Entretanto não fez nenhum sucesso e Paul resolveu dissolver a dupla temporariamente. Mergulhou então no circuito folk, moda que varria a América liderada por Bob Dylan. Chegou a tocar em Londres quando, inesperadamente, Sound of Silence chegou ao topo das paradas.

Reativou então a parceria com Garfunkel, que lhe renderam 6 discos de ouro e vários clássicos, como Bridge Over Troubled Water, The Boxer, I Am a Rock, Mrs Robinson, além da própria Sound of Silence. Apesar do sucesso, em 1970 dissolveram novamente a dupla, em busca de novos horizontes e possibilidades sonoras.

Além da música, os anos 70 trouxeram experiências no cinema para Simon. Participou do filme Annie Hall de Woody Allen e One Trick Poney, no final da década. É importante lembrar que a trilha sonora de A Primeira Noite de um Homem, com Dustin Hoffman tornou-se clássica, projetando ainda mais a dupla Simon and Garfunkel. Mas definitivamente, ficar na frente das câmeras, não era sua vocação.

Em 1975 a parceria com Art foi temporariamente reativada para a gravação da faixa My Little Town, do álbum Still Crazy After All These Years. Desde então, eles se reuniram periodicamente, culminando com o histórico show no Central Park de Nova York em setembro de 1981.

Os anos 80 trouxeram o experimentalismo. Em 1986 saiu de um período inativo com o aclamado Graceland, gravado com músicos sul-africanos, causa abraçada por Simon, contra o Apartheid. Após experiências com vários ritmos, Simon chegou a desembarcar na Bahia, para gravar com o Olodum no ínício dos anos 90.

Simon é uma das grandes referências do folk rock, primeiro por suas letras, capazes de retratar a vida do homem comum americano como poucas, com certeza graças à sua bagagem como professor de Literatura. Associado a isso, linhas melódicas elegantes com sua voz suave, ora acompanhadas pro Art Garfunkel, ora solo. Talvez seja, depois de Bob Dylan, o grande menestrel das coisas da América e, em muitos outros casos, de várias partes do mundo.

2 comentários:

Danilo. disse...

Sou muito fã dessa dupla. Não tem como não gostar.

Ricardo Mann e Michele Michel disse...

Um grande compositor é assim. Um repórter do seu tempo e lugar. Tudo com muito bom gosto. Sou verdadeiramente um fã de seu trabalho.