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sábado, 19 de novembro de 2011

Na Vitrola: Siena Root

Se você é um daqueles que diz que nada de novo tem aparecido no rock, é bem provável que esteja certo. Entretanto, se é dos que diz que nada de bom tem aparecido no rock, você precisa ouvir com mais atenção.

Sim, porque o Siena Root é uma banda nova, mas daquelas que soa como antiga. E quando digo isso não estou cometendo aforismos. O projeto dos suecos KG West (guitarra e teclados), Sam Riffer (baixo) , Love (bateria) e Sanya (vocais) toca o rock mais vintage que já ouvi.

Quando comecei a ouví-los pela primeira vez, a sensação era estar escutando uma música nova do Hendrix, acompanhado pelo Deep Purple e pelo Led Zeppelin juntos.

Duvida?





...e agora?

Tudo nos caras é vintage, do som ao visual, passando pelo material gráfico, instrumentos e temáticas das músicas remete ao rock feito nos anos 70. Até mesmo os flertes com a música indiana estão lá, com arranjos de cítaras e tablas.

A banda, formada na segunda metade dos anos 90, está no quarto álbum (A New Day Dawning, 2004, Kaleidoscope, 2006, Far from the Sun, 2008 e Different Realities, 2009) e acaba de lançar um ao vivo.


O interessante é que, apesar de ser intencionalmente vintage, o som é sim original. Não há a sensação e deja vu, do tipo "ah, isso tudo já foi feito, não tem mais graça". Apesar das raízes (citadas até no nome da banda), o material autoral é muito interessante.

Falar é inútil! Ouça e tire suas próprias conclusões!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Capim Navalha - Festival Palco Itaipu

Quem lê aqui sobre meus projetos já está habituado a saber sobre a Mustang'65, minha banda de rock clássico que roda por Niterói e Rio (semana que vem tem show). Mas existe também o Capim Navalha, meu projeto folk que está com o CD Bicho do Mattos prontinho para ser lançado, esperando apenas verba ou patrocinador (o que acontecer primeiro).

Enquanto o dimdim não aparece, vamos divulgando e participando de festivais, como este da loja de instrumentos musicais Palco Itaipu. Inscrevemos duas canções, Tudo Bem e Vivendo de Brisa, ambas do supracitado CD e, para nossa surpresa, as duas foram classificadas para a segunda fase, que rola hoje, a partir das 20 horas, na sede da loja, em Itaipu, Niterói.

A formação da Capim Navalha já sobreu algumas mudanças, já que o projeto é completamente experimental. Além de mim no vocal, violão, guitarra, bandolim, ukulele e gaita, temos Rafael Madruga na percuteria, Ricardo Mann (Mustang'65) nos teclados e baixo, Marcelo Pesper (Seu Vildom, Alma de Borracha) no violão, gaita, baixo e vocais, e Zanna Amorim nos vocais e barulhinhos adicionais. Para quem nunca ouviu falar, este é um projeto 100% autoral, baseado em experiências com a música folk e instrumentos alternativos como os que citei acima. As influências vão de Neil Young e Crosby, Stills and Nash, aos atuais Fleet Foxes e Mumford and Sons,

Portanto, se quiser dar uma força ao projeto paralelo mais caipira de Niterói, é só pintar na Palco Itaipu, a partir das 20 horas. Lá embaixo, o registro do nosso ensaio do dia 16, com as músicas que classificamos.

Palco Itaipu
Estrada Francisco da Cruz Nunes 3095 ljs 115 e 116 - Piazza - Itaipu/Niteroi
A partir das 20 horas
Gratuito

Vivendo de Brisa


Tudo Bem

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Rock News: dente de John Lennon será leiloado

O beatle John Lennon, antes de morrer, deixou para sua empregada Dot Jarlett um presente peculiar: um dente. Dot trabalhava na casa do músico em Kenwood, Surrey, na Inglaterra, no final da década de 60. John pediu que a empregada jogasse o dente fora e, após saber que a filha de Dot era fã da banda, aconselhou que desse o artefato para a garota como lembrança.

Jarlett já havia vendido outros artefatos do músico, mas garante que o dente é o mais esquisito que já pensou em comercializar. Karen Fairweather, da casa de leilões Omega Auctions, disse que o ítem "É realmente único e é muito dificil estabelecer um valor".

O leilão acontecerá no dia 5 de novembro e espera-se atingir o valor de US$ 16 mil (algo em torno de 28 mil reais).
fonte: Whiplash



Pô, vou comprar, clonar o John, depois arrancar os 32 dentes e multiplicar o investimento!
...será que a Yoko já pensou nisso?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Blog on the Top: Atom Heart Mother

Pink Floyd
Atom Heart Mother
(Inglaterra - 1970)
Um dos discos mais emblemáticos do Floyd e uma das capas mais famosas da história do rock, acredite, é motivo de vergonha e arrependimento por parte dos seus autores. Lançado em 1970, chegou rapidamente ao primeiro lugar, mas não agradou à banda.

Para quem não conhece, Atom Heart Mother tem em seu lado A (ou primeira parte, se você tem menos de 30 anos) a faixa título, uma obra épica que contava com coral e orquestra e onde a banda pouco participava. Após 23 minutos, divididos em 6 "movimentos" passava-se ao lado B (ou segunda parte) que tinha um formato mais acessível. If, composição folk de Waters, Summer '68, de Wright, Fat Old Sun, de Gilmour (ponto alto do álbum para este blogueiro), e terminando, Alan's Psychedelic Breakfast, uma peça dividida em 3 partes, onde temas eram tocados em meio à gravações do café da manhã da banda, onde podemos ouvir água fervendo, sucrilhos e ovos fritando.

A capa é considerada uma das mais famosas do Rock. O designer e fotógrafo Storm Thorgerson perguntou sobre o que era o disco e ouviu dos próprios autores que eles não sabiam. Saiu então em uma estrada e fotografou a primeira coisa que viu: a vaca Lulubelle III. Na contracapa, mais 3 vacas. A ideia era compor algo que, assim como a música, não tivesse a ver com nada.

Apesar de hoje ser um dos trabalhos mais incensados da banda, seus integrantes o odeiam. Gilmour disse em 1995 que "o álbum é horrível e nem é ao menos bem gravado". Waters (que não o tocaria nem por um milhão de libras) disse que é "ótimo para ser jogado no lixo e deixado lá para que ninguém escute". Wright considera o ponto mais baixo da carreira da banda.

Pode ser um exagero, talvez trauma de quem teve que excursionar levando um coral e uma orquestra para reproduzir os arranjos, o que com certeza dá trabalho e prejuízo. Eu gosto muito do álbum, da capa, do clima épico e, sobretudo, de saber que houve uma época onde discos progressivos chegavam ao primeiro lugar das paradas!

Aí embaixo uma versão rara de Fat Old Sun. Não tem video, mas este é um blog de música ora bolas!

sábado, 22 de outubro de 2011

Rock News: Rolling Stones libera faixa inédita, "No Spare Parts"

Os Rolling Stones lançaram uma nova faixa, a primeira do ainda inédito box especial do disco “Some Girls”, de 1978. “No Spare Parts” vem sido lançada em bootlegs há anos, mas essa versão, aparentemente, foi fortificada com novos vocais de Mick Jagger.

“No Spare Parts” é uma faixa de estilo country, que provavelmente integraria os discos mais recentes dos Stones. No final dos anos 70, no entanto, a banda estava compondo algumas das melhores canções de sua carreira e esta não cabia naquele contexto.

A nova edição de “Some Girls” chega às lojas no dia 21 de novembro.

Ouça “No Spart Parts” abaixo:



fonte: Rock Online


Outra banda que tem material pra muitos anos. Aliás, este Some Girls é o último álbum decente dos Stones. De lá pra cá, só enganação...

Luthieria: Fender Stratocaster

Um dos posts mais visitados desde blog é o que fala sobre a vida de Leo Fender, fundador da empresa com seu nome e inventor do instrumento que conhecemos como guitarra elétrica. Ele começou sua revolução pelo modelo Telecaster, estória que já contei aqui, mas o auge da marca veio com a evolução da Tele, a famosa Stratocaster.

Se você pedir para uma criança desenhar uma guitarra, ela provavelmente desenhará uma Strato. Mesmo nós, quando imaginamos uma guitarra, talvez este seja o modelo que logo vem a mente. Imagine então a revolução que ela provocou quando veio ao mercado em 1954.

É importante lembrar que até então as guitarras eram, exceto pela Telecaster, basicamente adaptações ou evoluções de um violão. A própria Gibson Les Paul conserva os contornos de um violão, apesar de ser sólida. Leo Fender, junto com George Fullerton e Freddie Tavares evoluiram o design da Telecaster até chegar neste modelo.

A primeira coisa que se vê são os acessos duplos, o double cutaway. Os captadores agora são 3, sendo um na ponte, um no meio do corpo e o terceiro junto ao começo do braço. O headstock ganhou um design que virou sinônimo de Fender e o braço inicialmente tinha a escala clara, produzida em Maple. Já a madeira usada no corpo no começo era o Ash, surgindo mais tarde a opção em Alder, mas hoje a Strato é tão copiada por outras marcas que é possível encontrá-la com os mais diversos tipos de madeira, como Cedro ou até mesmo Mogno. A pintura original era a sunburst, com outras cores sendo pedidas sob encomenda.

Voltando aos captadores, outra marca registrada da Stratocaster é seu escudo, onde são fixados. A adoção do escudo facilitou muito a manutenção da guitarra, já que toda a fiação ficava em um local de fácil acesso, bastando remover os parafusos. A chave de 5 posições possibilitava uma variedade de timbres muito maior. Também presa por parafusos é a tampa da ponte, outra grande inovação: presa por molas e com a alacanca do tremolo, possibilitou novas sonoridades aos guitarristas nos distantes anos 50.

Aliás a sonoridade é grande característica da strato. Atraiu seguidores e detratores, uns elogiando seu sou brilhante e estalado, outros criticando justamente o timbre as vezes estridente. Mas é indiscutível que é o modelo mais versátil.

Apesar do sucesso inicial, Leo Fender resolveu vender sua companhia para a CBS em meados dos anos 60. A Stratocaster conheceu então um período de popularidade baixa, que só foi se reeguer em meados dos anos 70.

Atualmente a própria Fender produz modelos com as mais diversas características, com escala clara ou escura, setups de captadores específicos, ponte fixa em modelos mais baratos e com uma diversidade de cores e madeiras imensa. Existem várias linhas, que variam com o nome e com o local de produção (Squier, Bullet, Afinitty, ect), assim como o preço. O headstock também evoluiu ao longo dos anos, de um shape mais "gordinho" e arredondado para outros mais retos e voltou ao original nos modelos vintage.

Hoje é o modelo sinônimo de guitarra, com seu design copiado por vários fabricantes e, ainda hoje atual, mesmo mais de 50 anos depois de sua criação. Tem nos seus entusiastas Eric Clapton, Robert Cray, Mark Knopfler, David Gilmour e, considerado o maior por muitos, Jimi Hendrix. Aí embaixo, o cara!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Rock News: Após anunciar o fim, R.E.M. libera música inédita na internet

Para se despedir de vez dos fãs, o R.E.M preparou um presente especial para aqueles que os acompanharam durante os 31 anos de carreira. A coletânea "R.E.M., PART LIES, PART HEART, PART TRUTH, PART GARBAGE, 1982 - 2011" terá 40 canções, incluindo três inéditas. O lançamento está marcado para dia 15 de novembro, mas a faixa "We all go back to where we belong" foi divulgada, nesta terça-feira, no site da edição americana da revista "Rolling Stone".

ÁUDIO: Ouça "We all go back to where we belong"

Em setembro, a banda utilizou seu site oficial para publicar um comunicado encerrando o fim das atividades. Michael Stipe e companhia escreveram agradecimentos aos fãs dizendo que "foi maravilhoso contruir algo extraordinário juntos".
fonte: O Globo


Nem fechou e o baú já dá sinais de vida!
Musiquinha legal.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Review: George Harrison, Living in the Material World

Ontem aproveitei a rabeira do Festival de Cinema do Rio e, graças à força do sempre animado amigo e fotógrafo da Mustang, Marcus Alcoforado, consegui ingressos para Living in the Material World, o documentário de Martin Scorcese sobre a vida de George Harrison. Eu já estava ansioso desde agosto, quando postei sobre seu lançamento. Aliás me arrisco a dizer que estava mais ansioso por este documentário do que pelo show do Paul de maio. Claro, tem aquelas coisas do "beatle favorito" e tal, mas o fato é que a vida de Harrison talvez seja a mais rica dos 4.

E olha que Martin Scorcese não poupou detalhes e esmiuçou esta vida ao longo de 3 horas e meia de projeção, mas que passam voando e você nem lembra que está com a bunda dormente. A edição dinâmica, mesclando imagens de época, com depoimentos do próprio George e outros de gente como Paul, Ringo, Clapton, sua esposa Olivia, a ex Patty Boyd, seu filho Dhani, Ravi Shankar, Phil Spector, George Martin, a trupe do Monthy Python, Yoko Ono, Derek Taylor e Neil Aspinall, não deixa a peteca cair em um só momento.

O filme se divide em duas partes. A primeira trata basicamente das origens de George e dos Beatles, onde muitas cenas são conhecidas de quem assistiu ao Anthology, mas há bastante material novo, sobretudo lindas fotografias. A segunda parte dá destaque à carreira solo, à fase indiana e sua luta contra o câncer, que acabou por vencê-lo em 2001. Mais uma vez não há grandes novidades em termos musicais. O que rola é o que já conhecemos pelos bootlegs da vida. Porém existe um acervo maior de imagens particulares de Harrison, tanto em video como em foto.

Uma coisa que sempre me intrigou foi que, quando se fazem tributos a Lennon, por exemplo, você vê as pessoas falando, dando depoimento (mesmo sem tê-lo conhecido pessoalmente), falando do momento e tal... Quando se trata de Harrison, estes tais depoimentos vem sempre acompanhados de olhos brilhantes, nós na garganta e uma sinceridade que apenas alguns iluminados conquistam. É assim com absolutamente todos no filme e não é nada piegas: é realmente como as pessoas se sentiam em relação a ele, basta ver o Concert for George, de 2002, já tão falado neste blog.

Voltando ao filme, fiquei procurando brechas, assuntos não tratados, mas não achei. Talvez apenas este concerto supracitado, mas levando em conta que o filme trata da vida dele, talvez fosse demais. Beatles, Monty Python, hinduismo, Traveling Wilburys, tudo está lá. Por falar em Wilburys, Bob Dylan não dá declarações no filme, apenas é citado. Mas sabendo como ele é, é provável que tenha se sentido superior ao tema...

Um ponto alto é o destaque ao peculiar senso de humor de George, que arrancou várias gargalhadas da plateia, como na hora em que Paul chega para gravar Free As A Bird (para o Anthology de 1994) vestido com uma jaqueta de couro. George o saúda falando "Linda jaqueta de couro vegetariano". Ou como ele dá a Tom Petty a notícia da morte de Roy Orbison.

Não encontrei informações sobre exibição do documentário no circuitão, muito menos sobre TV aberta. Mas aí vem a notícia boa: ele foi exibido na HBO americana dias 6 e 7 de outubro, o que nos dá uma esperança que role por aqui. Quer uma notícia melhor ainda? Consegui os torrents!

Avaliação? Vou falar o que de um filme que tem George Harrison como ator principal, Paul, Ringo e Clapton como coadjuvantes, o Monty Python como elenco de apoio, George Martin na trilha sonora e Martin Scorcese dirigindo? É do cacete!

Lá embaixo, só pra dar um gostinho, um trecho da parte 1.



Rock News: Metallica e Lou Reed liberam streaming de álbum em parceria

Um dia após o álbum vazar na internet, a banda de rock Metallica e o cantor Lou Reed colocaram o álbum "Lulu" para streaming gratuito no site oficial da parceria. O disco, gravado em parceria pelos músicos, tem lançamento oficial no dia 31 de outubro, sendo que nos Estados Unidos sai um dia depois.

Na quarta-feira (19), Metallica e Lou Reed haviam liberado um streaming oficial com 30 segundos de todas as músicas do álbum. A única que aparecia completa no site era "The View", lançada anteriormente como single no dia 27 de setembro.

O site oficial do projeto também traz a pré-venda de "Lulu". São quatro versões disponíveis: o download do disco (US$ 12,99); uma edição de CD duplo (US$ 19,99); uma edição incluindo CD, pôster e as fotos oficiais de divulgação impressas (US$ 119,99); e um pacote com o CD e dois livros, contendo fotos e textos (US$ 109,99).

Originalmente, as dez músicas do álbum haviam sido compostas por Lou Reed para uma peça em Berlim. Após o encontro do cantor com a banda no Rock and Holl Hall of Fame em 2009, eles resolveram se unir para terminar o trabalho juntos. Em maio deste ano, eles entraram em estúdio e gravaram "Lulu".

Lou Reed é um dos ícones do rock dos anos 60. Em 1964, fundou o Velvet Underground, grupo de Nova York que, com seu cinismo e som cru, destoava do espírito paz e amor da geração hippie. Saiu em carreira solo em 1970 e lançou discos clássicos como "Transformer" e "Berlin". Em novembro do ano passado o cantor passou pelo Brasil com a turnê de 35 anos de seu disco "Metal Machine Music".

O Metallica é uma das principais bandas de heavy-metal de todos os tempos. Formada em 1981, em Los Angeles, e dona de álbuns clássicos como "Masters of Puppets", "... And Justice For All" e "Black Album", a banda tem no currículo músicas como "Enter Sandman", "One" e "Frow Whom The Bell Tolls". No Rock in Rio, no dia 25 de setembro, a banda fez o show mais longo do festival até então, com 2h10.
fonte IG


A internet é isso: uma imensa peneira, onde tudo vaza.

Clique aqui para ouvir o album, antes que tirem do ar.

domingo, 9 de outubro de 2011

Hoje no Rock: John e Sean Lennon

Falar do pai é sempre tarefa complicada para este blogueiro, até porque todo mundo já disse tudo que poderia ser dito. Então resolvi mudar a abordagem e, já que o tema permite, vou falar do filho também, que serviu de inspiração para uma das mais belas canções de John.

Sean Taro Ono Lennon nasceu em 1975, justamente no dia do 35º aniversário de John, na cidade de Nova York. A partir desse dia, John mudou seu foco da música para a de um pai caseiro e atencioso. Essa devoção gerou a canção Beautiful Boy, curiosamente a que deu início ao meu projeto Experience, no já distante ano de 2006.

Apesar do pai famoso, morto quando tinha apenas 5 anos, a educação de Sean nunca foi direcionada para a música. Mas quando estava no terceiro semestre na Columbia University, finalmente abandonou os estudos para dedicar-se à sua carreira musical, tanto como músico quanto como produtor.

A exemplo do que seu meio-irmão Julian já havia feito nos anos 80, Sean lançou-se nos anos 90 com parcerias com nomes como Lenny Kratitz e com a própria mãe, Yoko. Seu trabalho mais recente é o maduro Friendly Fire, de 2006, no 4Shared pra vocês.

Já o Lennon pai... o que dizer? Parabéns a ambos!

sábado, 8 de outubro de 2011

Blog on the Top: Pretty Woman

Roy Orbison
Oh Pretty Woman
(UK - 1964)
Muito antes de ser trilha sonora de filme água com açúcar, esse som já fazia sucesso na Inglaterra e nos EUA. Orbison compôs esse clássico com seu companheiro Bill Dees inspirado em sua esposa Claudette.

Segundo Dees, eles estavam tocando quando ela entrou e disse que ia à cidade comprar algo. Roy lhe perguntou se ela precisava de dinheiro, quando Dees respondeu na hora: "Pretty woman never needs any money." Daí para "walking down the street" foi um pulo.

Esse foi o último hit de Roy que logo depois sofreu com a morte da própria Claudette (1966) em um acidente de moto, e de seus 2 filhos em um incêndio, enquanto ele estava em turnê (1968). Roy só voltaria a ter relativo sucesso nos anos 80 quando, convidado por Bob Dylan e George Harrison ingressou nos Traveling Wilburys. Logo após, em dezembro de 88, ele viria a falecer vítima de um ataque cardíaco.

Por falar em Harrison, no verso "Pretty woman yeah yeah yeah", a influência da beatlemania é clara. Em 1964 os Beatles haviam tomado os EUA de assalto e Roy já os conhecia há anos, de suas excursões juntos pela Inglaterra.

Como a versão dele já é mais que manjada, taí o bizarro clip da versão do Van Halen no iutubiu, que eu me amarro!


Rock News: Deep Purple vai de clássicos do rock à 'Aquarela do Brasil' no Ceará

Os britânicos do Deep Purple levaram os hits clássicos do rock e homenagearam o Brasil com o instrumental de “Aquarela do Brasil” em show na Praia do Futuro, em Fortaleza, nesta sexta-feira (7). Com a formação em vigor desde 1984, o quinteto contemporâneo de Black Sabbath e Led Zeppelin mostrou que domina com maestria a sonoridade pesada que lançou nos anos 60.

O Deep Purple subiu ao palco montado na areia da Praia do Futuro pontualmente às 23h e logo empolgou o público com um dos maiores clássicos da banda, “Highway Star”, música que abre o álbum “Machine head” (1972). Depois, emendou com uma mais antiga,“Hard lovin man”, de 1970, mostrando um solo de guitarra tão vibrante quando o da época de lançamento. Em “Maybe I'm a Leo”, o público que viu pela primeira vez a banda em terras cearenses, pôde conferir a veia do blues presente na carreira dos britânicos.

Enquanto o vocalista Ian Gillan se ausentava do palco, o guitarrista Steve Morse executava os solos das turnês que o acompanham desde a década de 80. O repertório mostra a aposta da turnê “Deep Purple Tour” em agradar o público trazendo 18 hits da banda. Para cativar ainda mais, o grupo trouxe um medley com a introdução de “Sweet child o' mine”, do Guns n' Roses, “Purple haze”, de Jimmy Hendrix, e uma acelerada atuação do tecladista Don Airey em “Aquarela do Brasil”, composição de Ary Barroso.

Quem esperava apenas um show de rock clássico, teve também a chance de assistir a uma performance de quem moldou os concertos de várias gerações. O pedido para acompanhar um dos mais marcantes riffs da história do rock em “Smoke on the water” foi correspondido com palmas afinadas e que pareciam um instrumento a mais no clássico da banda.

O mesmo dueto com o público pôde ser visto em “Strange kind of woman” e “Hush”. O momento simbolizava os fãs de várias gerações do rock pesado contemplando a habilidade que atravessou décadas e ainda tem fôlego para arrastar multidões por muito tempo.

Os fãs que curtem a banda desde a juventude e os que respeitam a tradição e a influência do Deep Purple na história do rock saíram com uma certeza da primeira passagem da banda em 43 anos de carreira por Fortaleza: o quinteto, apesar da maturidade, continua com o mesmo vigor das décadas anteriores e se mantém ao som do clássico rock. Nessa linha, a banda se despediu em grande estilo do litoral cearense com o pesado “Black night” finalizando com a saudosista interação com a distribuição de palhetas e baquetas.

O repertório
1. Highway Star
2. Hard Lovin' Man
3. Maybe I'm A Leo
4. Strange Kind Of Woman
5. Rapture Of The Deep
6. Mary Long
7. Contact Lost - Steve Morse Solo
8. When A Blind Man Cries
9. The Well-Dressed Guitar
10. Lazy
11. Knocking At Your Back Door
12. No One Came
13. Don Airey Solo
14. Space Truckin'
15. Perfect Strangers
16. Smoke On The Water.
Bis
17. Going Down (intro) - Hush
18. Roger Glover bass solo
19. Black Night
fonte: G1


Mais uma vez o pessoal do Globo fala merda. Morse entrou no Purple no meio dos anos 90 e não dos 80, quando Richie Blackmore chegou a ser substituído por Joe Satriani.
Entender as formação e reformações do Deep Purple é um dos maiores desafios para quem fala de rock clássico. Definitivamente não é tarefa para iniciantes, mas o timeline abaixo explica bem.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Review: Beirut, The Rip Tide

Depois de 2 álbuns, 3 EPs e uma penca de singles, Zach Condon apresenta seu novo CD, The Rip Tide, lançado em agosto. Mas só agora, depois de ouvir um bocado, achei que poderia escrever algo de forma isenta. Sim, porque quem me conhece e conhece o Beirut sabe que tendo a postar reviews um tanto o quanto passionais, por uma série de motivos. Mas prometo que não o serei. Antes de mais nada, é importante dizer que The Rip Tide sucede March of the Zapotec (2009), que o próprio Zach chamou de "EP duplo", já que possuía duas partes distintas, uma acústica e beiruteana e outra mais eletrônica. Uma forma inteligente de chamar um CD, mas nesta eu não caio: Rip Tide é o 4º e não 3º disco como eles gostam de afirmar (Gulag Orchestar é o primeiro e Flying Club Cup o segundo).

Feito este introdutório, vamos ao que interessa. O CD abre com a linda A Candle´s Light, que soa como uma volta ao bom e velho Beirut que nos conquistou com Elephant Gun e Postcards From Italy. Elementos como metais, piano e o inseparável ukulele estão de volta aos arranjos. Infelizmente a misturinha se desfaz logo na segunda faixa, Santa Fé, com batidas eletrônicas meio exageradas. A música é até bonita, mas acabou soterrada pelos efeitos, o que já não acontece em East Harlem, uma velha conhecida de quem acompanha os shows do Beirut.

Gochen e Payne's Bay fazem o meio campo de forma e romântica, trazendo de volta aquele ar de bandinha de praça. Mais uma vez os metais reforçam as melodias que poderiam muito bem estar numa brincadeira de crianças. Elas antecedem a grande canção do disco, The Rip Tide, que merece um parágrafo a parte.

Uma característica no trabalho de Zach é o tom um tanto o quanto hipnótico de suas músicas. The Rip Tide (corredeira em inglês) traz esses elementos, tanto na harmonia em espiral, como no arranjo, com batidas que custam para sair da cabeça. Daqui alguns anos, quando sair sua primeira coletânea, essa canção certamente estará presente ao lado de Elephant Gun.

Vagabond e The Peacock aparecem a seguir com aquela sensação de deja vu, algo que já ouvimos antes em algum cd do Beirut. O final do disco chega logo (apenas 33 minutos!) com a doce Port of Call, uma agradável surpresa, quando pensamos que a munição de Zach havia terminado, numa composição com todos os elementos beiruteanos.

Ao final da audição a sensação é de que já conhecíamos o disco há muito tempo, graças à volta aos bons arranjos acústicos dos primeiros trabalhos. É importante dizer que para The Rip Tide, Zach fundou a própria gravadora, para garantir que teria a independência necessária para compor e arranjar como acha correto. A prova de que está certo é a presença de A Candle's Light e The Rip Tide, grandes canções do disco. Por outro lado Santa Fe e Vaganbond sobram no meio da turma.

Se The Rip Tide não está a altura de Gulag Orchestar e Flying Club Cup, com certeza se sai bem melhor que March of Zapotec. Só de termos Zach de volta já é um ótimo negócio! Nota 8 pra ele. Dá uma olhada aí do lado e ouça o CD completo.


Rock News: Clapton traz noite de blues ao Brasil

Eric Clapton não esqueceu de alguns de seus hits na nova turnê brasileira, que começou na noite desta quinta-feira (6), em Porto Alegre. Mas boa parte das cerca de 20 mil pessoas que assistiram ao show no estacionamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul podem ter deixado o local com a sensação de que Clapton queria mesmo era passar a noite tocando clássicos do blues. Em 1h43min de apresentação, o guitarrista permaneceu quase um terço do show sentado, alternando entre a guitarra e o violão, e pouco falou com a plateia. Depois de Porto Alegre, a turnê segue para o Rio de Janeiro (9 e 10/12), São Paulo (dia 12), Buenos Aires e Santiago.

A postura de Clapton, no entanto, não é um sinal de cansaço ou enfadado com o giro sul-americano. A turnê “Clapton” havia sido iniciada no primeiro semestre e interrompida em junho após passar por países como Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Alemanha e Coreia do Sul.

O show de Porto Alegre marcou a retomada e, para reaquecer as turbinas, Clapton fechou um teatro na cidade para ensaiar com a banda entre terça (4) e quarta-feira (5) por mais de cinco horas consecutivas.

Como convém à fama dos conterrâneos, o músico inglês foi pontual e seguro ao apresentar um repertório de 16 músicas na cidade. O repertório pouco mudou na nova fase, e o guitarrista se mostra confortável com a decisão de passar boa parte do show sentado para um público de estádio, privilegiando os blues mais lentos e solos da banda. Os clássicos da carreira surgem como uma espécie de concessão de Clapton para o público.

Na noite fresca de Porto Alegre, o guitarrista abriu o show com quatro canções inspiradas no blues: “Going down slow”, “Key to the highway”, “Hoochie coochie man” e “Old love”.

Como de praxe, Clapton fez solos elegantes e chegou a arrancar aplausos no meio da música quando alternou frases em baixo volume com timbres distorcidos em “Old love”, um sinal de que a plateia também pagou ingresso para apreciar o virtuosismo que fez Clapton famoso.

O inglês abriu espaços generosos para os tecladistas Tim Carmon e Chris Staiton mostrarem seu talento.

Carmon, em particular, roubou a cena com solos de sintetizador e órgão. O lendário baterista Steve Gadd, o baixista Willie Weeks e as backing vocals Michelle John e Sharon White completam a banda enxuta que veio ao Brasil - curiosamente, Clapton não trouxe nenhum outro guitarrista para lhe fazer companhia, como de costume.

A quinta canção da noite foi “Tearing us apart”, um pop dançante dos anos 80 que Clapton usou para agitar a plateia antes de puxar a cadeira.

Sentado, o inglês interpretou “Drifiting blues”, “Nobody knows you when uou're down and out”, “Lay down Sally” e “When somebody thinks uou're wonderful”, esta última uma canção da década de 30 que é a única faixa do último disco do músico, “Clapton”, lançado em 2010, a entrar no repertório.

Antes de levantar de novo, o guitarrista tocou “Layla” em um novo arranjo, mais arrastado, inspirado na versão do disco “Wynton Marsalis and Eric Clapton play the blues”, lançado em setembro, que compila canções de blues em formato tradicional.

“Layla” é a única composição de Clapton a figurar na colaboração com Marsalis gravada em abril, em dois shows realizados em Nova York, onde o clássico do Derek and The Dominos ganhou uma reinterpretação com ares de uma bela marcha fúnebre ao estilo das bandas de sopros de New Orleans. Quem espera a pegada rock de “Layla” dos anos 70 pode sair decepcionado.

Clapton abriu a parte final do show com a animada “Badge”, hit da época do Cream, e engatou com “Wonderful tonight”. A inspiração do blues voltou mais uma vez perto do final da apresentação com “Before you accuse me” e “Little queen of spades”, quando Tim Carmon arrancou aplausos de novo com os solos de órgão e sintetizador. Para encerrar, “Cocaine”.

Clapton vez uma rápida parada antes do bis, que feio enxuto, somente com “Crossroads”. E foi só. O guitarrista agradeceu mais uma vez em inglês (preferiu o português uma única vez no show) e deixou o palco para seguir a turnê no Rio de Janeiro.

O repertório
1 – “Going down slow”
2 – “Key to the highway”
3 – “Hoochie coochie man”
4 – “Old love”
5 – “Tearing us apart”
6 – “Driftin' blues”
7 – “Nobody knows you when you're down and out”
8 – “Lay down Sally"
9 – “When somebody thinks you're wonderful"
10 – “Layla"
11 – “Badge"
12 – “Wonderful tonight"
13 – “Before you accuse me”
14 – “Little queen of spades"
15 – “Cocaine"
Bis
16 – “Crossroads”
fonte: G1


E aí Luciano? Foi lá? Cadê o review do nosso correspondente especial em Porto Alegre?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Hoje no Rock : 41 anos sem Janis Joplin

Em tempos em que Amy Winehouse é referência de qualidade musical, muita gente esquece de outra cantora branca com voz negra, que viveu melhor que ninguém a loucura hippie. Mas, ao contrário de Amy, ainda são muitos os que a idolatram, mesmo 41 anos depois de sua morte. Não há dúvidas de que sua breve e intensa carreira seu melhor epitáfio.

Nascida em Port Arthur, Texas, Janis teve contato com a música desde cedo, cantando no coral local. Já na universidade, começou a cantar blues e folk, influenciada pelas divas Bessie Smith e Big Mama Thorntom.

Em 63 partiu para San Francisco, onde o movimento beatnik vivia seu auge. Lá começou a cantar folk e a ter contato com drogas e bebidas, sempre em excesso. O Southern Comfort era seu drink favorito e a heroína o melhor acompanhamento, mistura que a fez deixar a música de lado em algumas ocasiões.

Após um período de volta a sua terra natal para recuperar sua saúde, Janis volta em 66 a San Francisco em meio à explosão hippie. Nesse período ela se junta à banda Big Brother and the Holding Company com quem consegue um contrato para a gravação de um álbum. O disco não foi bem, mas o grande sucesso no Monterrey Pop Festival fez com que Janis fosse descoberta pelo grande público. Dois discos depois, Janis deixou o Big Brother e fundou o Kozmic Blues Band, que também teria vida curta, com apenas um LP em 1969.

Em 70 ela teve sua famosa passagem pelo Brasil, inicialmente para tentar se livrar das drogas. Mas acabou se envolvendo nas mesmas polêmicas de sempre, bebeu pacas e acabou numa comunidade hippie na Bahia. Em 4 de outubro de 1970, então com apenas 27 anos, Janis Joplin morreu vítima de overdose de heroína. Lançou ainda o disco póstumo Pearl com a banda Full Tilt Boogie Band, um clássico absoluto, com canções como Me and Bob McGee e Mercedez Benz.

Seu legado é sua voz rasgada, possante, ora eufórica, ora angustiada. Lançou apenas 4 discos de estudio, mais 2 ao vivo e um punhado de compilações (incluindo sua apresentação em Woodstock). Poderia até ter durado mais e lançado mais material. Mas ai certamente não seria a Janis que conhecemos.

Rock News: Ouça a nova faixa de Noel Gallagher, "Alone On The Rope"

Noel Gallagher liberou mais uma nova faixa de seu trabalho solo desde a separação do Oasis. A música se chama “Alone On The Rope” e já está disponível para download. No entanto, a faixa não está no repertório previsto do disco de estreia, “Noel Gallagher's High Flying Birds”, que será lançado em 17 de outubro.

O álbum foi gravado no ano passado em Londres e em Los Angeles com o produtor Dave Sardy, e será lançado através do próprio selo de Gallagher, Sour Mash Records.

Ouça “Alone On The Rope” abaixo:


fonte: Rock Online


zzzzzz....

domingo, 2 de outubro de 2011

Blog'n'Roll: Aberto para Reforma

Não, você não entrou no blog errado. Esse é o mesmo Experience velho de guerra, mil e tantos posts depois e com quase 4 anos de estrada (completaremos no dia 30 de outubro). Mas o assunto agora é a mudança no layout, tarefa que eu venho adiando há tempo e um acesso de paciência me fez levar a cabo.

Como vocês devem saber, ganho a vida como designer e por isso sempre quis um blog minimamente organizado, com tudo a mão e boa legibilidade. Baseei as mudanças principalmente nisso. Logo de cara, a cabeça do blog, maior e sensacionalista. Logo abaixo, um sonho antigo, os links para as principais colunas do Experience. Na lateral direita, permanecerá a lista com todos os links, mas a navegação principal pode ser feita por este no topo.

Aumentei a área de postagem, agora com textos mais folgados. A barra da direita também está maior e vou otimizá-la com a postagem de material alternativo, como enquetes, videos e links úteis. Essa parte ainda está em desenvolvimento... aceito ideias.

Outra coisa é que o blog será mais gráfico. Como sei que boa parte do povo tem preguiça de ler, usarei mais fotos e videos. Assim quem sabe não sobra tempo para vocês comentarem? Ein?

Com relação ao conteúdo, continua a mesma coisa. Notícias, curiosidades, lançamentos e reviews, tudo com muita acidez e bom humor, como tem que ser um blog sobre rock and roll clássico e suas vertentes. Aguardem novidades até o final deste mês!

Rock News: Álbum com primeiras gravações dos Beatles será lançado em novembro

Os primeiros registros dos Beatles, que contam com a participação do vocalista britânico Tony Sheridan, serão lançados num álbum duplo no dia 8 de novembro nos Estados Unidos.

Intitulado The Beatles With Tony Sheridan: First Recordings, o disco traz gravações de show em clube noturno de Hamburgo, na Alemanha, em 1961, quando o baterista da banda ainda era Pete Best.

Entre as faixas, estão Ain’t She Sweet, com John Lennon nos vocais, e Cry For a Shadow, escrita por George Harisson.

O lançamento do álbum será acompanhado de um livro com fotos raras, de autoria de Astrid Kirchherr, noiva do baixista ocasional dos Beatles, Stuart Sutcliffe. Além dos retratos, a edição virá com pôsteres dos primeiros shows e briografias feitas à mão por da cada um dos integrantes do grupo.
fonte: Eldorado


Eita baú danado de bão sem fundo! Mas procurando bem na internet dá pra achar material desta época. O próprio Lennon dizia que este foi o melhor período dos Beatles, onde realmente aprenderam a tocar e fazer shows.
Quando sair, pinta aqui!

Hoje no Rock: Sting, 60 anos

Existem determinados nomes na música que, apenas pela sonoridade, traduzem um conceito. Seja Bono, Ringo, Bonzo ou mesmo Sting. Por menos que ele goste do apelido (ferroada em inglês, que ele teria levado de uma abelha, no meio de um show), o nome tornou-se uma espécie de logotipo.

Gordon Matthew Thomas Sumner nasceu em 2 de outubro de 1951 em Wallsend, Inglaterra, e desde cedo mostrou habilidade para a música. Apesar disso, foi como professor de inglês que começou sua vida profissional, junto com empregos alternativos como motorista de ônibus. Entretanto o interesse pelo jazz fez com que estudasse composição e se esforçasse para aprender a ler e escrever partituras.

Somente em 1976, quando mudou-se de Newcastle para Londres, surgiu a oportunidade de sua vida: o baterista Stewart Copeland o havia visto tocando em um jazz club e o chamou para um projeto que, segundo ele, precisava de um baixista bom que soubesse cantar. Andy Summers já estava a bordo e com isso foi formado o Police. Havia ainda o guitarrista Henry Padovani, que não durou no grupo.

O sucesso da banda foi imediato, aproveitando a onda punk que dominava a cena inglesa da época. Entretanto a grande técnica dos três os levou a um nível superior. Desde os primeiros singles, até a separação em 1985. Em 86 houve uma tentativa de reunir a banda, com um álbum de regravações dos antigos sucessos, mas apenas uma versão de Don't Stang So Close to Me foi lançada.

O sucesso do Police foi o trampolim para a carreira solo de Sting. Na verdade já em 1981 ele fez uma aparição solo com uma banda curiosamente chamada de The Secret Police. Nem um pouco secreta, já que contava com Eric Clapton, Jeff Beck, Phil Collins, Bob Geldof e Midge Ure. Este era um show da Anistia Internacional, outra causa que virou uma marca na vida de Sting. Em 1987, após uma turnê no Brasil, conheceu o cacique Raoni, ligando-o também à causa ecológica.

Seus trabalhos solo refletem sua paixão pelo jazz, tendo inclusive formado uma banda com notáveis como Kenny Kirkland, Darryl Jones, Omar Hakim, e Branford Marsalis para o álbum The Dream of Two Blue Turtles, de 1985. Em 1987 lançou Nothing Like the Sun, que sedimentou sua carreira solo, mas seu trabalho de 1991, Soul Cages (dedicado ao seu pai recém falecido) é considerado seu melhor trabalho.

Sting teve também passagens pelo cinema. Sua estreia foi no filme Quadrophenia, do The Who, onde fazia o lider da gang. Participou ainda de Duna, Julia e Julia, As Aventuras do Barão Munchausen e do recente Bruno.

Em 2007 o Police se reuniu para uma turnê comemorativa dos 30 anos da banda, mas as esperanças de lançamento de material inédito não duraram.

Hoje o senhor Gordon Sumner é pai de 6 filhos e vive alternando dua residência entre suas 7 mansões espalhadas entre EUA e Europa. Já gravou 12 álbuns solo (incluindo um com músicas em português e espanhol), 5 álbuns ao vivo e ganhou diversos prêmios.

Nada mal para um apelido ganho como uma ferroada.

Aí embaixo uma das minhas favoritas, a supracitada All This Time.

Sting - All This Time from Giorgi Begishvili on Vimeo.