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sábado, 31 de março de 2012

Review: Roger Waters - The Wall

Quem diria que um dia eu veria este muro tão de perto?
Rolou esta quinta o tão esperado show do Waters no Rio. Tão esperado, tão curtido e agora fica o babaca aqui pensando o que escreve.

Porque nesse caso, aquela coisa das mil palavras fica muito bem aplicada. Talvez mesmo duas mil fossem insuficientes para descrever a grandiloquência de apenas um pequeno trecho do espetáculo. Sim, espetáculo, porque show é quando uma banda vai lá e toca. O que vimos foi algo comparável à uma ópera, na verdade superior.

Superior graças a tecnologia que Waters trouxe nesta turnê. A sensação é de imersão total no disco, com pequenas caixas de som dispostas ao redor de todo o estádio. Aviões, helicópteros, metralhadoras, gritos, carros zunindo... tudo contribui para que cada um se sinta dentro do espetáculo e não apenas um observador.

A sincronia das projeções, som editado e da banda é perfeita! Não houve um só momento em que eu percebesse alguma falha ou imperfeição. Aliás, a banda faz com que todos esqueçam rapidinho Mason, Gilmour e Wright. Um pecado isso que eu escrevi, mas é verdade.

O mais impressionante de tudo é a forma como Waters readaptou sua obra, mais de 30 anos após o lançamento. Se o The Wall original falava em tom introspectivo sobre as barreiras da vida de um homem, hoje ele transfere para o terrorismo de estado os muros das nossas vidas. Com frases de efeito como "O medo constrói muros", Roger vai contando a estória da nossa vida cotidiana e não tem medo de apontar os vilões. Se em 1979, por exemplo, os aviões de Goodbye Blue Sky eram alemães, hoje eles são bombardeiros americanos B52, lançando não mais bombas, mas logotipos da Shell e da Mercedes-Benz.

É difícil dizer o melhor momento do show, mas alguns são simplesmente inesquecíveis, como a abertura - recheada de fogos, aviões e rajadas de tiros, a belíssima homenagem a Jean Charles de Menezes - com direito a uma "Another Brick in the Wall parte 4", ao começo do lado 3, com Hey You, Vera, Brin the Boys e Comfortably Numb e claro, ao operístico julgamento de The Trial. Ou seja... o show todo! Não faltaram gritos de suspresa, deslumbre e, claro, muitas lágrimas.

Não sei se escrevi duas mil palavras, mas estou certo de que não descrevi o espetáculo de quinta. Me perguntaram se foi surreal. Respondi que ao contrário, foi um show de hiper-realismo! Como as palavras não bastaram, aí embaixo um trecho de Comfortably Numb, sem o Gilmour, naturalmente.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Review: Roger Waters, The Wall - por Luciano Santos

Noite perfeita para um espetáculo ao ar livre na capital gaúcha: The Wall . Noite esta que antecedeu o aniversário dos 240 anos de Porto Alegre ( 26/03).

"So ya
Thought ya
Might like to
go to the show" , com certeza todos que tiveram a oportunidade de presenciar o "show", têm uma resposta e sua própria impressão bem particular a respeito.

The Wall ? Sim, The Wall ! Roger Waters, Ao Vivo no Beira Rio, apresentando na íntegra e na sequência original o album lançado em 1979 por ele em parceria com David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason. Nada mais nada menos que uma das bandas de Rock Progressivo muito bem conhecida por muitos: o Pink Floyd

The Wall é uma verdadeira obra de arte viva e atual: um mega espetáculo de Rock, não simplesmente rock, mas a união do talento da música e das composições das letras. The Wall, representa e conceitualiza em muitos aspectos os paradigmas que existem no mundo e muitas vezes o "muro interior" que existe em cada pessoa, muro este que cria barreiras entre o querer e o realmente ser feliz, mas isto pode apenas parecer uma questão pessoal.

Roger Waters, nascido em 6 de setembro de 1943, co-fundador do Pink Floyd, baixista, letrista e diga-se de passagem, um verdadeiro artista do rock, trouxe a Porto Alegre, na minha opinião, a mais bela obra de arte apresentada musicalmente e visualmente ao vivo, de uma forma exageradamente inigualável, um imenso muro de 137 metros de comprimento por 11 de altura, no qual foram feitas projeções em alta resolução de imagens da época do filme homônimo a imagens da atualidade. Os efeitos teatrais não foram dispensados. Imensos bonecos infláveis contracenaram com Waters durante o show. Teve o "Teacher", a "Mother" e uma "Wife" mal humorada. Os efeitos pirotécnicos foram surpreendentes, e já nos primeiros instantes do início do show eles iluminaram o estádio em conjunto com as projeções hi-tech feitas em toda a extensão do muro, que literalmente dividiu o Beira Rio. Mesmo para aqueles que já assistiram o DVD do The Wall Live in Berlin, de 1990 e ainda lembram das cenas, esta turnê é excepcionamlmente atual no seu contexto e contagiante do início ao fim.


Acredito que para muitas pessoas, o The Wall faz lembrar de primeira mão a música do "helicóptero" (como lembro de quando era criança), ou melhor, "Another Brick In The Wall (Part II)", pois talvez outas músicas do álbum não atraíssem a devida atenção pela sua melodia. Curtir o rock progressivo tem que gostar de verdade da banda, não apenas uma ou duas músicas. Infelizmente (ou não), como ouvi de um conhecido que tem uma loja de LPs, ele disse o seguinte: "Cara, tu nasceu na época errada!". Bem, então "sim" para "infelizmente", não tive o LP duplo do The Wall, mas há uns 3 anos tive a oportunidade de adquirir pouco mais de uma centena de LPs, em ótima qualidade e novamente o "infelizmente", pois o The Wall estava muito surrado, em péssimo estado, capa e os dois discos, prova de que os ex-dono realmente ouvi-os na íntegra. Fui a procura do LP The Wall, usado, mas de preferência impecável. Encontrava somente a Capa e o disco 2 em bom estado, mas o disco 1 surrado, várias vezes, prova de que muitas pessoas só curtiam uma música, rsrsrs. Enfim, encontrei um exemplar exatamente impecável, com pouco uso.

Voltando ao espetáculo, aos efeitos e tudo que deixou os fãs fascinados do primeiro ao último instante, no finalzinho de "In The Flesh", sobrevoou um avião, literalmente, sobre a galera da arquibancada lateral. Estava aguardando o momento exato para filmar. O avião estava fixo em um dos postes de holofotes que iluminam o estádio, e um cabo de aço entendido até o "muro" o guiou rapidamente fazendo-o chocar-se no mesmo, derrubando alguns "tijolos" e o efeito pirotécnico simultaneo foi algo indescritível.

Todas as faixas do album foram reproduzidas com os mesmos efeitos sonoros, não deixando nada a desejar e muito pelo contrário, pois a sensação de estar presente no The Wall, é algo que fica pra sempre na lembrança.

Teve outro momento que levou ao delírio a galera que estava bem próxima ao palco, foi um gigantesco javali inflável, com várias palavras em português e símbolos alusivos a diversos temas, prefiro não citá-los, mas quem viu sabe.

Ouvindo as músicas nas versões originais de estúdio, em CD ou mesmo LP, no meu caso, diria que é realmente importante gostar muito, mas tenho certeza, que ao vivo, todas as músicas, sem nenhuma exceção, tomam outras proporções, para qualquer pessoa de qualquer faixa etária, conhecendo ou não Pink Floyd, em especial Roger Waters ! Foram emoções e surpresas sem igual. Um verdadeiro espetáculo memorável !

Fica aqui minha impressão a respeito: o desejo realizado de quem curte muito poder ver, sentir e ouvir ao vivo ! Ter estado lá !

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Rock News: Ingressos para shows de Roger Waters começam a ser vendidos nesta semana

Foram divulgadas nesta quarta-feira, 26, as datas das vendas e valores dos ingressos para os shows do ex-Pink Floyd Rogers Waters no Brasil. A turnê The Wall, mesmo nome da obra prima da banda de Waters, passará por Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo em março de 2012, após apresentações do músico pela Austrália, Nova Zelândia, Chile e Argentina.

Os ingressos começam a ser vendidos primeiro para São Paulo, entre os dias 28 e 30 de outubro, depois no Rio e em Porto Alegre, entre 29 e 31, e novamente para São Paulo (que terá duas apresentações), entre 1 e 3 de novembro, em caráter de pré-venda. Para o público geral, as entradas ficarão disponível no dia 31 em São Paulo e 1 de novembro para Rio de Janeiro e Porto Alegre, no site da Tickets for Fun. Os valores variam entre R$ 90 e R$ 900.

No ano passado, Waters apresentou o show feito pelo Pink Floyd nos anos 80 nos Estados Unidos e na Europa. O custo estimado para a produção do cenário do espetáculo, que conta com um paredão de 11 metros de altura, é de US$ 15 milhões.

Porto Alegre
25 de março de 2012
Estádio Beira Rio
Pré-venda: 29/10 a 31/10
Público geral: 1/11
Ticketsforfun.com.br
Ingressos de R$ 180 a R$500

Rio de Janeiro
29 de março de 2012
Engenhão
Pré-venda: 29/10 a 31/10
Público geral: 1/11
Ticketsforfun.com.br
Ingressos de R$ 90 a R$600

São Paulo
31 de Março de 2012
Estádio do Morumbi
Pré-venda: de 28/10 a 30/10
Público geral - 31/10
Ticketsforfun.com.br
Ingressos de R$ 90 a R$ 900

1º de Abril de 2012
Estádio do Morumbi
Pré-venda: de 01/11 a 03/11
Público geral - 04/11
Ticketsforfun.com.br
Ingressos de R$ 90 a R$ 600
fonte: Eldorado


Noventinha? Isso é preço real ou já estão considerando a meia? To dentro!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Blog on the Top: Atom Heart Mother

Pink Floyd
Atom Heart Mother
(Inglaterra - 1970)
Um dos discos mais emblemáticos do Floyd e uma das capas mais famosas da história do rock, acredite, é motivo de vergonha e arrependimento por parte dos seus autores. Lançado em 1970, chegou rapidamente ao primeiro lugar, mas não agradou à banda.

Para quem não conhece, Atom Heart Mother tem em seu lado A (ou primeira parte, se você tem menos de 30 anos) a faixa título, uma obra épica que contava com coral e orquestra e onde a banda pouco participava. Após 23 minutos, divididos em 6 "movimentos" passava-se ao lado B (ou segunda parte) que tinha um formato mais acessível. If, composição folk de Waters, Summer '68, de Wright, Fat Old Sun, de Gilmour (ponto alto do álbum para este blogueiro), e terminando, Alan's Psychedelic Breakfast, uma peça dividida em 3 partes, onde temas eram tocados em meio à gravações do café da manhã da banda, onde podemos ouvir água fervendo, sucrilhos e ovos fritando.

A capa é considerada uma das mais famosas do Rock. O designer e fotógrafo Storm Thorgerson perguntou sobre o que era o disco e ouviu dos próprios autores que eles não sabiam. Saiu então em uma estrada e fotografou a primeira coisa que viu: a vaca Lulubelle III. Na contracapa, mais 3 vacas. A ideia era compor algo que, assim como a música, não tivesse a ver com nada.

Apesar de hoje ser um dos trabalhos mais incensados da banda, seus integrantes o odeiam. Gilmour disse em 1995 que "o álbum é horrível e nem é ao menos bem gravado". Waters (que não o tocaria nem por um milhão de libras) disse que é "ótimo para ser jogado no lixo e deixado lá para que ninguém escute". Wright considera o ponto mais baixo da carreira da banda.

Pode ser um exagero, talvez trauma de quem teve que excursionar levando um coral e uma orquestra para reproduzir os arranjos, o que com certeza dá trabalho e prejuízo. Eu gosto muito do álbum, da capa, do clima épico e, sobretudo, de saber que houve uma época onde discos progressivos chegavam ao primeiro lugar das paradas!

Aí embaixo uma versão rara de Fat Old Sun. Não tem video, mas este é um blog de música ora bolas!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Rock News: Novas datas para show de Roger Waters no Brasil são anunciadas

O baixista e compositor Roger Waters, um dos fundadores do Pink Floyd, virá ao Brasil em 2012 com a épica turnê “The Wall“, na qual o clássico álbum de mesmo nome é apresentado na íntegra e um muro gigante é montado tijolo por tijolo no palco. Inicialmente, os shows foram marcados para o início de março do ano que vem, mas com o anúncio de diversos shows extras na Argentina, estes shows foram remarcados.

“The Wall” passará dia 25 de março de 2012 em Porto Alegre, dia 29 de março no Rio de Janeiro, e encerra a série de shows com duas datas em São Paulo nos dias 31 de março e 01 de abril.
Informações sobre venda e valores de ingressos serão divulgadas em breve.




25/03/2012 - Porto Alegre/RS
Estádio Beira Rio

29/03/2012 - Rio de Janeiro/RJ

Estádio Engenhão

31/03/2012 - São Paulo/SP

Estádio Morumbi

01/04/2012 - São Paulo/SP

Estádio Morumbi
fonte: Rock Online



Preparem o sacrifício dos porquinhos!

sábado, 20 de agosto de 2011

Rock News: Pink Floyd lança edição especial de Dark Side Of The Moon

Esse ano o catálogo todo do Pink Floyd foi remasterizado, e alguns dos discos foram escolhidos para serem lançados no formato “Immersion Box Set”, que é uma caixa contendo uma dezena de materiais raros e inéditos da banda como CDs, DVDs, pôsters, fotos, livros e encartes.

No dia 26 de Setembro será lançada a caixa de Dark Side Of The Moon, que contará com 6 discos, áudio e vídeo inéditos, encarte de 36 páginas, livro com fotos inéditas, merchandise exclusivo e itens de colecionador.

Para demonstrar o conteúdo da caixa, foi postado um vídeo que mostra tudo que ela tem, detalhe por detalhe.
fonte: Whiplash






Babou? Eu também...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Rock News: Roger Waters trará The Wall para o Brasi em 2012

Roger Waters virá ao Brasil com a turnê de "The Wall" em março de 2012, com shows marcados para Rio, São Paulo e Porto Alegre. O ex-Pink Floyd se apresentará no dia 17 de março no estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, 22 e 23 de março no Morumbi, em São Paulo, e 25 de março no Engenhão, no Rio de Janeiro. Os ingressos começam a ser vendidos em 19 de setembro.


Waters, de 67 anos, é o único membro do Pink Floyd que já se apresentou no Brasil. Em 2002 foram quatro apresentações da turnê "In the flesh", duas em São Paulo, uma em Porto Alegre e uma na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro. Em 2007 ele voltou para dois shows, um em São Paulo e outro no Rio, nos quais tocou na íntegra o disco "Dark side of the moon", outro clássico do Pink Floyd, lançado em 1973, além de música de sua carreira solo e outras do Floyd.
Em 2010 Waters iniciou a turnê "The Wall" para comemorar o aniversário de 30 anos de lançamento do disco. No show, um muro de 70 metros de largura por 11 de altura é construído em frente ao palco para ser derrubado no final. Em entrevista à Associated Press, ele declarou que essa provavelmente será sua última turnê.


"Não sou tão jovem quanto antes. Não sou como B.B. King ou Muddy Waters. Não sou um grande vocalista ou instrumentista, mas ainda tenho aquele fogo e algo a dizer. Tenho um canto do cisne em mim e acho que será esse".


Com isso o sonho de ver o Pink Floyd reunido no Brasil se torna ainda mais distante. A banda se apresentou junta pela última vez em maio deste ano, em Londres, quando Nick Mason e David Gilmour tocaram "Comfortably numb" e "Outside the wall" junto com Waters. Na época, o tecladista Richard Wright já havia morrido. A última apresentação dos quatro juntos foi em 2005, durante o Live 8.

fonte: O Globo


Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Rock News: Nick Mason "os Beatles eram como figuras divinas para nós"

O baterista Nick Mason falou sobre um momento marcante da carreira do Pink Floyd, em entrevista ao Wall Street Journal. A banda estava gravando seu primeiro álbum, The Piper At the Gates of Dawn, no Abbey Road Studios. Na mesma época, os Beatles registravam o seminal Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band.

“Eles eram como figuras divinas para nós. Foram extremamente gentis quando nos encontramos, mas estavam em um espaço diferente do nosso, algo inalcançável”, lembrou o músico.

Questionado mais uma vez sobre a possibilidade de reunião do grupo, Nick manteve as esperanças. “Espero que alguém influente o suficiente consiga convencer Roger (Waters) e David (Gilmour). Eu estou com as malas prontas. Os obstáculos são a necessidade de completa independência de um e a negação em ser comandado do outro”.
fonte: Whiplash


Esses são mais dois véio caduco... Mason não parece estar caduco, só véio mesmo...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rock News: Show comemorativo do Pink Floyd é cancelado

O tão esperado encontro dos integrantes originais Pink Floyd foi desmarcado. Roger Waters, Dave Gilmour e Nick Mason comemorariam os 40 anos da banda em um evento beneficente organizado na casa da socialite britânica Jemima Khan. E foi justamente isso que desagradou o baterista Mason.

"Este evento em particular não seria correto. Eu até diria que toparia fazer, mas é um evento para engravatados", justificou o músico. "Não era algo certo para uma volta do Pink Floyd", disse em entrevista ao jornal The Independent.

Por outro lado, Mason confirmou recentemente que aceitaria participar de um retorno do grupo em eventos de caridade.

A última vez que o Pink Floyd se reuniu foi no Live 8, em 2005, com o tecladista Richard Wright, que morreu em 2008. Em julho deste ano, Roger Waters e David Gilmour tocaram juntos em um show de caridade em Oxford, na Inglaterra.
fonte: Eldorado


Realmente, a banda merece um palco à altura, tanto dela própria quando dos seus fãs. Isso aí Mason!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Hoje no Rock: Dark Side of The Moon

Não, hoje o Dark Side não está fazendo aniversário de lançamento. Para um álbum como esse, comemorar o aniversário de lançamento não é nada demais, afinal todos os álbuns são lançados. Entretanto alguns poucos alcançam a longevidade e, ao que tudo indica, a eternidade.

Hoje, 29/10/2010, completam-se 27 anos desde que o DSotM chegou a sua 491º semana na parada de sucessos americana, pulverizando todos os recordes anteriores. Ele ainda ficaria lá por muito tempo, até fechar 741 semanas, saindo da lista apenas em 1988, 25 anos depois de seu lançamento. Quando foi relançado em 2003 remasterizado, voltou ao primeiro lugar. O Single de Money também chegou ao topo.

Ainda hoje, 35 anos depois, é um dos mais vendidos, sendo o 3º mais vendido de todos os tempos (perde para Thriller do falecido Michael Jackson em segundo, e uma coletânea dos Eagles em primeiro).

A principal característica do DSotM é ser um álbum de progressivo com músicas que podiam tocar nas rádios. Money, Time e Us and Them, apesar de inseridas dentro do contexto do disco funcionam bem isoladas, fato raro quando se fala de progressivo.


Por falar em contexto, a temática do álbum aborda os dramas do homem moderno, como dinheiro, solidão, tempo, guerra e morte. Segundo Roger Waters, a saída prematura de Syd Barret, vítima das drogas e da pressão, precipitou a realização do Dark Side.

O Pink Floyd contou com a ajuda do genial engenheiro de som Alan Parsons, que já havia trabalhado no famoso Abbey Road dos Beatles, para conseguir esse ambiente angustiante que domina o disco. Eles aproveitaram as novidades da música eletrônica que estava surgindo, como novos sintetizadores. Gravaram também efeitos sonoros como passos, relógios, caixas registradoras e vozes que podem ser ouvidas entre as faixas. Para isso, eles entrevistaram várias pessoas, falando sobre temas cotidianos, como o roadie Roger The Hat (give ‘em a quick, short, sharp, shock..., live for today, gone tomorrow, that’s me...) e o porteiro dos estudios Abbey Road Jerry Driscoll (there is no dark side of the moon really…matter of fact it is all dark). Consta que até mesmo Paul McCartney teria sido entrevistado, mas suas frases não foram aproveitadas.

Essas vozes ajudam a dar as nuances do álbum, com as passagens entre as músicas e os temas. Contribuem também o solo de sax de Dick Parry em Money e o magistral tema vocal The Great Gig in the Sky, pela então novata Clare Torry.

Anos depois de seu lançamento, surgiram boatos de que o álbum seria uma espécie de trilha sonora para o filme O Mágico de Oz, tema já abordado aqui no blog. Se você sincronizar o filme com o álbum, as músicas se encaixam perfeitamente com as cenas nos primeiros 40 minutos (tempo do disco). Na ocasião Roger Waters não confirmou nem negou o boato.

Segundo Roger, DSotM foi o começo do fim do Pink Floyd: "Sempre pensei que teria um êxito extraordinário. Tive o mesmo pressentimento em relação a The Wall mas claro, "Dark Side of the Moon" acabou com o Pink Floyd de uma vez por todas. Ter tanto sucesso é o objetivo de qualquer grupo e quando o atingimos, é o fim. No meu ponto de vista, eu acho que o Pink Floyd acabou aí."

Pode ter acabado mesmo, ainda mais com a perda de Richard Wright, mas o Dark Side continuará vivo ainda por muitas semanas.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Rock News: EMI lança nova compilação de Syd Barret

Em 11 de outubro (9 de novembro na América do Norte), a EMI/Harvest coloca no mercado a coletânea "An Introduction to Syd Barret", que reúne pela primeira vez faixas da carreira solo de Barret e do Pink Floyd em um único CD. O produtor executivo da bolacha é ninguém mais ninguém menos que David Gilmour, guitarrista e vocalista do Pink Floyd e o seu substituto na banda.

O álbum contará com cinco faixas remixadas, incluindo "Octopus", "She Took a Long Cool Look", "Dominoes" e "Here I Go", com Gilmour acrescentando baixo à essa última. Uma faixa bônus anteriormente inédita, a instrumental "Rhamadan", estará disponível através de download digital, por um período limitado.

Confira o tracklist:

1. Arnold Layne (2010 Digital Remaster)
2. See Emily Play (2010 Digital Remaster)
3. Apples And Oranges (2010 Digital Remaster)
4. Matilda Mother (Alternative Version) (2010 Mix)
5. Chapter 24 (2010 Digital Remaster)
6. Bike (2010 Digital Remaster)
7. Terrapin (2010 Digital Remaster)
8. Love You (2010 Digital Remaster)
9. Dark Globe (2010 Digital Remaster)
10. Here I Go (2010 Remix)
11. Octopus (2010 Mix)
12. She Took A Long Cool Look (2010 Mix)
13. If It's In You (2010 Digital Remaster)
14. Baby Lemonade (2010 Digital Remaster)
15. Dominoes (2010 Mix)
16. Gigolo Aunt (2010 Digital Remaster)
17. Effervescing Elephant (2010 Digital Remaster)
18. Bob Dylan Blues (2010 Digital Remaster)
fonte: Whiplash


Boa pedida para aqueles que só conhecem a fase progressiva do Pink Floyd. Eu particularmente não vejo toda essa genialidade no Barret, mas é importante conhecer para entender a obra posterior do PF.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Um piano de armário que será oferecido em leilão este mês pode não parecer grande coisa, mas possui uma história musical impressionante, tendo sido tocado pelos Beatles e o Pink Floyd. O fato está previsto para elevar seu preço para até 150 mil libras (235 mil dólares).

O piano vertical Challen do estúdio Abbey Road, na zona norte de Londres, é um dos destaques do leilão que será promovido em 15 de agosto pela casa Bonham's de Pioneiros da Cultura Popular 1940-1990.

O instrumento esteve presente em várias canções dos Beatles, entre elas "Tomorrow Never Knows" e "Paperback Writer", segundo a casa de leilões.

O piano ficava originalmente no Estúdio Três de Abbey Road, até ser aposentado nos anos 1980. Acredita-se que também tenha sido usado pelo Pink Floyd em várias gravações, incluindo os álbuns "Wish You Were Here" e "Dark Side of the Moon".

Abbey Road tornou-se sinônimo dos Beatles, que gravaram quase todos seus álbuns e singles ali entre 1962 e 1970. O Pink Floyd usou o estúdio em seus álbuns do final dos anos 1960 e início dos anos 1970.

"Esse piano específico foi comprado para o estúdio em 1964 pelo valor de 250 libras", disse à Reuters Television o consultor da Bonham's Stephen Maycock.

"Foi usado exclusivamente no Estúdio Três nos anos 1970 e 1980, de modo que os Beatles o usaram nos anos 1960, o Pink Floyd provavelmente quando gravou em Abbey Road, e provavelmente muitos outros artistas também."

Maycock disse que é impossível saber exatamente que faixas foram gravadas com o piano.

"Mas, no caso desse piano em particular e os Beatles, foram feitas tantas pesquisas que podemos identificar exatamente as faixas específicas nas quais ele foi usado."

Outros destaques do leilão de 15 de agosto incluem um colar de três voltas de falsas pérolas que foi de Jackie Kennedy Onassis e que ela usou no início dos anos 1960, alguns objetos do espólio do ator britânico Stewart Granger e uma placa original da Carnaby Street, em Westminster.
fonte: G1


Esse tá bom pra você Ricardo?

sábado, 17 de julho de 2010

Rock News: Roger Waters e David Gilmour vão voltar aos palcos

Os fãs do Pink Floyd na Inglaterra vão ter o gostinho de ver os dois principais integrantes da banda juntos outra vez. Trata-se de uma reunião do Pink Floyd? Não. É apenas um convite para uma apresentação que ainda será acertada pelos dois músicos.

Eles devem tocar o clássico “Comfortably numb”. Segundo Waters, Gilmour vai decidir de qual show da turnê --que passa pelo Reino Unido no ano que vem-- ele vai participar. A notícia foi postada no Facebook de Roger Waters.

O baixista afirma que Gilmour havia pedido a ele para dividir os vocais em um dueto. Caso Waters aceitasse, Gilmour tocaria em um show com ele. “Como poderia recusar tal oferta?”, escreveu Waters no Facebook: “Eu não poderia, não tinha como. Generosidade ultrapassa o medo.

E assim explicando que eu provavelmente seria uma droga [nos vocais do dueto], mas se ele não se importava, eu também não me importaria. Eu concorde e o resto é História. Nós tocamos junto e foi excelente. Fim da história. Ou possivelmente, o início”. Há algumas semanas, Roger Waters e David Gilmour tocaram juntos em um show de caridade em Oxford, na Inglaterra.
fonte: Eldorado



Ah pára de frescura e toca logo! Esses dois estão há anos fazendo doce e nesse meio tempo já morreu o Rick Wright. Parece coisa de briga de namorado onde nenhum dos dois quer dar o braço a torcer. Que coisa!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Rock News: Roger Waters levará “The Wall” de volta aos palcos

Um dos mais importantes álbuns do Pink Floyd, “The Wall”, será levado novamente aos palcos por um de seus mentores, o baixista e vocalista Roger Waters. Nesta nova turnê Waters comemora os 30 anos de lançamento do álbum, originalmente duplo e contendo 26 faixas, com shows pela América do Norte.

Ao todo estão agendadas 36 apresentações pelos Estados Unidos e Canadá. A estréia da superprodução será no dia 15 de setembro, em Toronto, no Canadá. O último show da turnê será em 13 de dezembro, em Anaheim, nos Estados Unidos. Por enquanto não há previsão da turnê ser estendida por outros países.

O show com o repertório completo do “The Wall” já foi realizado em 1980 e 1981, pelo Pink Floyd e, posteriormente, pelo próprio Waters com diversos convidados em comemoração pela queda do Muro de Berlim, em 1990.

“Há 30 anos, quando escrevi ‘The Wall’, eu era um jovem amedrontado. Bom, não tão jovem - eu tinha 36 anos. Mas levou muito tempo para eu superar meus medos”, comentou Water em entrevista para a Spinner.

No site oficial do músico é possível ver um pequeno vídeo promocional da turnê: www.roger-waters.com.
fonte: Rock Online


Hum... Brasil nada né? Imaginei...

quinta-feira, 11 de março de 2010

Rock News: Pink Floyd vence batalha contra EMI sobre venda de músicas pela web

A Alta Corte britânica ordenou que a gravadora EMI pare de vender downloads individuais de músicas do Pink Floyd, podendo apenas comercializá-las como parte dos álbuns originais da banda.

O grupo havia processado a companhia alegando que o contrato proíbe que as músicas sejam vendidas separadamente. A EMI, por sua vez, justificava que a regra contratual valia apenas para os álbuns físicos, e não para a internet.

O juiz Andrew Morritt deu vitória à banda nesta quinta-feira, afirmando que uma cláusula do contrato com a gravadora protege "a integridade artística dos discos".

A EMI deverá pagar as despesas com o processo e o juiz ainda irá avaliar os prejuízos sofridos pelo grupo.

O Pink Floyd assinou contrato com a EMI em 1967 e se tornou uma das bandas mais lucrativas pertencentes à gravadora.
fonte: Folha Online


Nossa, rápido ein? Parece até a justiça de um certo país ao sul do Equador...

terça-feira, 9 de março de 2010

Rock News: Pink Floyd processa EMI por venda de músicas online

A banda britânica Pink Floyd entrou com um processo na Justiça contra a gravadora EMI nesta terça-feira (9) para discutir pagamentos de royalties e a maneira como a música do grupo está sendo vendida digitalmente.

A banda, que fechou contrato com a EMI há mais de 40 anos e cujo catálogo só foi superado em vendas pelos Beatles, contesta os cálculos de seus royalties online e o marketing de sua música, informou a agência Press Association.

O Pink Floyd, cuja discografia inclui os álbuns "The dark side of the moon" e "The wall", também contesta o direito da EMI de "decompor" seus álbuns e vender faixas individuais online.

Robert Howe, o advogado do grupo, disse à Alta Corte de Lonres que uma cláusula contratual "proíbe expressamente" tal "decomposição", ou seja, a venda de faixas em qualquer configuração senão a original, quer seja em formato físico ou digital.

Ele disse que a posição da EMI é que a proibição "se aplica apenas ao produto físico e não ao produto online".

O advogado argumentou que isso "não faz sentido comercial" e é contraditório pelas condições previstas no acordo com a EMI.
fonte: G1


Uma coisa interessante é comprar faixas isoladas do Pink Floyd para se ouvir em MP3 player. Adoro o MP3, uso diariamente, mas a verdade é que o hábito de se ouvir o disco completo está sendo assassinado aos poucos. O progressivo é uma das maiores vítimas deste novo hábito, com suas faixas interligadas sendo tocadas fora de ordem, ou pior, isoladamente.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Blog on The Top: Pink Floyd, The Wall

Pink Floyd
The Wall
(Inglaterra - 1979)
Lançado em 30 de novembro de 1979, a ópera rock floidiana precisou de apenas duas semanas para chegar ao topo da parada inglesa, onde permaneceu por outras 15 semanas.

Nada que se compare ao sucesso de Dark Side of the Moon, mas muito se levarmos em conta que a onda progressiva dava seus últimos suspiros no fim dos anos 70.


De cunho autobigráfico (embora negue veementemente), The Wall traz a história de um fictício rockstar de nome Pink que, ao longo da vida, vem em um constante processo de isolamento pessoal, onde metaforicamente faz de cada obstáculo de sua vida (mãe, esposa, perda do pai na guerra, professores, etc) tijolos em um muro que aos poucos o impede de fazer contato com o mundo exterior.

O disco marca também o final da era de ouro do Floyd. Durante suas gravações o tecladista Richard Wright foi demitido da banda por discordar das idéias de Waters, que agora assumia o papel de líder. Curiosamente, ele foi o único que lucrou com a turnê, já que retornou como músico contratado a valores fixos. Os shows, altamente complexos para os padrões da época foram um fracasso financeiro e toda a banda perdeu dinheiro, menos Wright. Há quem diga que Mason era a bola da vez, mas não chegou a ser demitido pelo boss Waters.

Em 1982 o álbum virou um longa metragem com a direção genial de Alan Parker, assunto que já tratei aqui no Experience.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Hoje no Rock: Dark Side of The Moon

Não, hoje o Dark Side não está fazendo aniversário de lançamento. Para um álbum como esse, comemorar o aniversário de lançamento não é nada demais, afinal todos os álbuns são lançados. Entretanto alguns poucos alcançam a longevidade e, ao que tudo indica, a eternidade.

Hoje, 29/10/2009, completam-se 26 anos desde que o DSotM chegou a sua 491º semana na parada de sucessos americana, pulverizando todos os recordes anteriores. Ele ainda ficaria lá por muito tempo, até fechar 741 semanas, saindo da lista apenas em 1988, 25 anos depois de seu lançamento. Quando foi relançado em 2003 remasterizado, voltou ao primeiro lugar. O Single de Money também chegou ao topo.

Ainda hoje, 35 anos depois, é um dos mais vendidos, sendo o 3º mais vendido de todos os tempos (perde para Thriller do falecido Michael Jackson em segundo, e uma coletânea dos Eagles em primeiro).

A principal característica do DSotM é ser um álbum de progressivo com músicas que podiam tocar nas rádios. Money, Time e Us and Them, apesar de inseridas dentro do contexto do disco funcionam bem isoladas, fato raro quando se fala de progressivo.


Por falar em contexto, a temática do álbum aborda os dramas do homem moderno, como dinheiro, solidão, tempo, guerra e morte. Segundo Roger Waters, a saída prematura de Syd Barret, vítima das drogas e da pressão, precipitou a realização do Dark Side.

O Pink Floyd contou com a ajuda do genial engenheiro de som Alan Parsons, que já havia trabalhado no famoso Abbey Road dos Beatles, para conseguir esse ambiente angustiante que domina o disco. Eles aproveitaram as novidades da música eletrônica que estava surgindo, como novos sintetizadores. Gravaram também efeitos sonoros como passos, relógios, caixas registradoras e vozes que podem ser ouvidas entre as faixas. Para isso, eles entrevistaram várias pessoas, falando sobre temas cotidianos, como o roadie Roger The Hat (give ‘em a quick, short, sharp, shock..., live for today, gone tomorrow, that’s me...) e o porteiro dos estudios Abbey Road Jerry Driscoll (there is no dark side of the moon really…matter of fact it is all dark). Consta que até mesmo Paul McCartney teria sido entrevistado, mas suas frases não foram aproveitadas.

Essas vozes ajudam a dar as nuances do álbum, com as passagens entre as músicas e os temas. Contribuem também o solo de sax de Dick Parry em Money e o magistral tema vocal The Great Gig in the Sky, pela então novata Clare Torry.

Anos depois de seu lançamento, surgiram boatos de que o álbum seria uma espécie de trilha sonora para o filme O Mágico de Oz, tema já abordado aqui no blog. Se você sincronizar o filme com o álbum, as músicas se encaixam perfeitamente com as cenas nos primeiros 40 minutos (tempo do disco). Na ocasião Roger Waters não confirmou nem negou o boato.

Segundo Roger, DSotM foi o começo do fim do Pink Floyd: "Sempre pensei que teria um êxito extraordinário. Tive o mesmo pressentimento em relação a The Wall mas claro, "Dark Side of the Moon" acabou com o Pink Floyd de uma vez por todas. Ter tanto sucesso é o objetivo de qualquer grupo e quando o atingimos, é o fim. No meu ponto de vista, eu acho que o Pink Floyd acabou aí."

Pode ter acabado mesmo, ainda mais com a perda de Richard Wright, mas o Dark Side continuará vivo ainda por muitas semanas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Quizz: Quem gravou a voz metálica no começo de Keep Talking do Pink Floyd?

Para aqueles que fizeram o dever de casa e deram uma googada por aí, ficou fácil saber que a voz foi gravada pelo físico inglês Stephen Hawking. Vítima da esclerose lateral miotrófica, Hawking foi perdendo gradativamente o controle sobre sua musculatura, até o ponto em que perdeu a capacidade da fala, o que ele faz através de um computador que sintetiza o que é escrito.

Gilmour viu a gravação do físico em um comercial da British Telecom e comprou os direitos sobre seu uso, o que fez na gravação de Keep Talking, em 1993. A música apareceu no álbum Division Bell, de 1994, o último trabalho de estúdio do Pink Floyd. Aí embaixo, o que ele fala.

"For millions of years
mankind lived just like the animals
Then something happenend
which unleashed the power of our imagination

We learned to talk..."

Parabéns aos que acertaram e principalmente aos que correram atrás e pesquisaram. Em breve, mais um quizz aqui no Experience. No iutubiu, a música, na íntegra.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Hoje no Rock: The Wall - O Filme

Lançado em 6 de agosto de 1982, o filme The Wall marcou o casamento entre a genialidade do Pink Floyd e a maestria do diretor Alan Parker. Mas ao contrário do que muita gente pensa, ele tem pouco a ver com a banda, estando mais ligado ao baixista Roger Waters, que compôs quase todas as músicas.

Em 1982 a banda já estava indo pro azeite. O tecladista Richard Wright já havia sido demitido e o Pink lançava Final Cut, seu último álbum com Waters a frente da banda. Entre o álbum The Wall, (que completará 30 anos em novembro) e o filme foram 3 anos de turnês conturbadas, onde a banda queixava-se da liderança imposta por Waters.

Indepentende disso tudo, o roteiro, preparado pelo próprio Waters foi parar na mão de Alan Parker, que rodou o que ele chamou de "filme de estudante mais caro da história". O filme conta a história de Pink, um rockstar nascido durante a Segunda Guerra Mundial que não conhece seu pai, perdido em combate, e é criado por uma mãe super protetora. Em cenas de épocas intercaladas, mostra a escola opressora, o casamento falido e a vida em turnê. Pink constrói então um grande muro em torno de si mesmo, para proteger-se das mazelas da vida.

Para o papel principal, cogitou-se o próprio Waters pelo tom autobiográfico da obra, mas por fim foi escalado Bob Geldof, então líder da banda punk Boomtown Rats. A banda não aparece em nenhum momento, apenas na trilha sonora. Inicialmente Parker pretendia incluir cenas de shows, mas desistiu da idéia. Apenas 3 músicas são realmente tocadas durante o filme, as duas versões de In The Flash e Stop (que nem chega a ser propriamente uma música). Há ainda duas músicas que não constam no disco (When the Tiger Broke Free e What Shall We Do Now) e outras duas do disco que não entraram no filme, Hey You e The Show Must Go On.

É difícil para mim escrever sobre o The Wall, primeiro pelo fato de tudo sobre ele já ter sido dito. Em segundo lugar por ter ele sido de grande influência para mim, tanto na forma de compor como na de tocar. Independende das loucuras de Waters, The Wall é um mergulho na psiqué, explorando todos os nossos medos e mostrando o muro que cada um de nós constrói para se proteger do mundo.

Aí embaixo pra vocês uma das minha sequências favoritas, Comfortably Numb. Mas se ainda não assitiu, saiba que é obrigatório!