Hoje, pode-se se dizer categoricamente que há exatos 45 anos o rock mudou para sempre. Sim, porque se você achava que a revolução beatle aconteceu com o Sgt. Peppers, você está redondamente enganado. A coisa começou um pouco antes, no final de 66 quando Brian Epstein pediu um novo single.
É importante lembrar que eles vinham de dois LPs experimentais, o Rubber Soul e o Revolver, onde haviam flertado com a música indiana e arranjos mais complexos. Um passo adiante nessa direção seria o caminho natural.
A primeira música apresentada foi Strawberry Fields Forever, um sonho psicodélico sobre um velho parque do Exército da Salvação de Liverpool, onde John costumava brincar. A outra era Penny Lane, que era um ponto final de uma linha de ônibus da cidade, perto de onde Paul havia crescido. Ou seja, ambas tinham a infância como ponto de partida.
O compacto foi lançado e, pela primeira vez, não chegou ao número um. Coube a um novato de nome estranho, Eglebert Humpedick a façanha de bater os Beatles, para depois mergulhar de volta no anonimato. Era o 13º compacto deles e acabou com fama de azarado. Na época, o que saia nos compactos não aparecia nos álbuns e logo em seguida eles lançaram o Sgt. Peppers. Mais tarde, as duas músicas foram inseridas no álbum Magical Mistery Tour.
Quando perguntam qual minha música favorita, claro que é impossível responder. Mas sinto vontade de dizer Strawberry Fields. Acho sua estrutura fantástica, sua sonoridade, seu clima etéreo. Desde sua primeira versão, só com John tocando violão, ela já apresenta algo mágico. Aos poucos foram sendo inseridos mais e mais instrumentos, a começar pelo Melotron, uma espécie de avô dos sintetizadores modernos. Em seguida entram instrumentos clássicos, indianos, rítmicos... Tudo isso amarrado com um John Lennon de voz fantasmagórica. E não custa lembrar que foi gravada em apenas 4 canais!
Acredito que se fosse lançado hoje, 42 anos depois, ainda seria de vanguarda e poucos a aceitariam facilmente como aconteceu em 67. Penny Lane tem igualmente uma construção esmerada, com um solo de trompete lindo, mas é Strawberry que mexe comigo.Poderia falar dela por horas, tem uma série de curiosidades e detalhes técnicos fantásticos, mas haverá oportunidade para mais. Por enquanto, separei pra vocês uma sequência com 4 versões de Strawberry Fields, da demo até a definitiva. Lá embaixo, os clipes de Strawberry Fields e Penny Lane.
Um solo de George Harrison descartado da versão final do clássico "Here Comes the Sun", lançado pelos Beatles em seu 11º álbum, "Abbey Road", de 1969, foi encontrado recentemente nos estúdios que deram nome ao disco.
Durante uma visita ao estúdio, o filho de Harrison, Dahni, o ex-produtor da banda de Liverpool George Martin e seu filho, Giles Martin, descobriram o solo enquanto escutavam as gravações originais de "Here Comes the Sun" sentados em frente à uma mesa de mixagem.
Dahni - que disse não fazer ideia da existência do solo - não escondeu sua surpresa, bem como seus dois acompanhantes.
Nos últimos 40 anos "Here Comes the Sun" já foi regravada por diversos artistas, dos mais variados estilos. Nina Simone, Peter Tosh e Ghost, entre outros, fizeram suas versões da música dos Beatles.
No final do ano passado, George Harrison foi tema do documentário biográfico "George Harrison: Living in the Material World", dirigido por Martin Scorcese.
fonte: IG
Eta baú bão sem fundo sô! Sabe o que é mais legal? Ver aquela mesa com canais até onde a vista alcança para os borrabotas de hoje e saber que os Beatles usavam apenas 8 para fazer Here Comes the Sun!
Uma das músicas do disco ainda inédito de Ringo Starr, “Ringo 2012” foi divulgada na internet. “Samba” é uma parceira entre beatle e Van Dyke Parks, mais conhecido por ser um dos letristas do álbum “Smile”, dos Beach Boys.
“Ringo 2012” é o 17º álbum solo de estúdio do músico e ele estará nas prateleiras norte-americanas em 31 de janeiro (um dia antes no mercado internacional). O trabalho foi gravado em Los Angeles e mixado na Inglaterra, também por Ringo, que ainda assina a produção, ao lado de Bruce Sugar. O disco sai nos formatos digital, CD e vinil.
Confira a 'tracklist' abaixo:
01. Anthem (Richard Starkey/Glen Ballard) 02. Wings (Richard Starkey/Vince Poncia) 03. Think It Over (Buddy Holly/Norman Perry) 04. Samba (Richard Starkey/Van Dyke Parks) 05. Rock Island Line (Arrangement by Richard Starkey) 06. Step Lightly (Richard Starkey) 07. Wonderful (Richard Starkey/Gary Nicholson) 08. In Liverpool (Richard Starkey/Dave Stewart) 09. Slow Down (Richard Starkey/Joe Walsh)
Ouça a faixa “Samba”:
fonte: Rock Online
Para o meu alívio, Samba não é um samba e sequer tem a palavra samba. Sonzinho tipicamente ringuesco, divertido e inofensivo
Nada de Adele, Lady Gaga ou Coldplay. O disco de vinil mais vendido nos EUA em 2011 foi o bom e velho "Abbey Road", dos Beatles. O disco, lançado originalmente em 1969, lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo, com 41 mil cópias vendidas, segundo dados da Nielsen SoundScan. E esse números vem crescendo: em 2010 foram 35 mil cópias e em 2009, 34,8 mil. Em 2008, o disco ficou em segundo lugar, com 16,5 mil cópias vendidas, atrás apenas de "In Rainbows", do Radiohead (25.800).
Os discos de vinil representam apenas 3,9% das vendas totais nos EUA, mas vem crescendo a cada ano. Em 2011 o mercado fonográfico americano teve seu primeiro ano de crescimento desde 2004. Segundo analistas, graças às vendas digitais e ao ressurgimento das velhas bolachas. Um discos de vinil nos EUA custa cerca de US$ 20. Confira os 10 álbuns mais vendidos do ano, de acordo com a Nielsen SoundScan:
1. The Beatles - Abbey Road (41,000) 2. Fleet Foxes - Helplessness Blues (29,700) 3. Bon Iver - Bon Iver (27,200) 4. Mumford & Sons - Sigh No More (26,800) 5. Radiohead - The King of Limbs (20,800) 6. Adele - 21 (16,500) 7. Bon Iver - For Emma, Forever Ago (16,200) 8. Wilco - The Whole Love (14,900) 9. The Black Keys - Brothers (14,200) 10. The Black Keys - El Camino (13,800) fonte: O Globo
Lançado pela editora Litteris, o livro “John Lennon - Vida e Obra” propõe visão mais analítica sobre o rico legado do Beatle. É uma das mais atuais biografias do mito. Nesta publicação encontram-se não só os fatos polêmicos, mas curiosidades.
O autor Sérgio Farias, bancário, professor e beatlemaníaco, discorre sobre a trajetória e a música de John Lennon (1940 - 1980) faz citações sobre raridades fonográficas, a própria contextualização política daquela época e, ainda, a influência que até hoje os Beatles e John Lennon exercem na nossa música.
“John Lennon - Vida e Obra” conta a sucessão de fatos únicos da vida de Lennon, como o casamento com Yoko Ono, o célebre encontro com a Rainha Elizabeth - quando devolveu a medalha de membro do Império Britânico, protestando contra o apoio da Grã-Bretanha à Guerra do Vietnã - e diversos outros acontecimentos até sua trágica morte em 08 de dezembro de 1980.
Para mais informações sobre o livro, acesse o site www.litteris.com.br fonte: Rock Online
Custa 34 dinheiros direto no site da editora. Apesar de ser sobre um tema mais que surrado ultimamente, é um ótimo preço para uma biografia e um bom presente de natal para este blogueiro!
A partir de hoje, 09 de dezembro, o exclusivo livro "Yellow Submarine" dos Beatles, está disponível para download gratuito no mundo todo na Apple's iBookstore.
"Yellow Submarine" permite aos leitores usarem seus iPads, iPhone ou iPod touch para mergulharem em imagens ultracoloridas e sons do lendário filme da banda inglesa. Além do texto de 2004, o lançamento inclui 14 videoclipes do filme original de 1968, áudio dos clássicos dos Beatles e da trilha de Sir George Martin, e diálogos originais do filme.
É possível ainda ouvir o livro narrado pelo ator Dean Lennox Kelly, assim como interagir com a história: ao tocar em borboletas, estrelas do mar e monstros marinhos, os ícones ganham vida.
O lançamento comemora o primeiro aniversário da exclusividade digital do catálogo dos Beatles no iTunes Store. Para baixar o livro "Yellow Submarine", é preciso acessar a iBookstore, disponível gratuitamente via aplicativo iBooks App para iPad, iPhone e iPod touch, e em www.iTunes.com/iBookstore. fonte: Rock Online
Você tem um trem desse? Então baixa e depois conta pra gente se é legal mesmo.
Ontem aproveitei a rabeira do Festival de Cinema do Rio e, graças à força do sempre animado amigo e fotógrafo da Mustang, Marcus Alcoforado, consegui ingressos para Living in the Material World, o documentário de Martin Scorcese sobre a vida de George Harrison.Eu já estava ansioso desde agosto, quando postei sobre seu lançamento. Aliás me arrisco a dizer que estava mais ansioso por este documentário do que pelo show do Paul de maio. Claro, tem aquelas coisas do "beatle favorito" e tal, mas o fato é que a vida de Harrison talvez seja a mais rica dos 4.
E olha que Martin Scorcese não poupou detalhes e esmiuçou esta vida ao longo de 3 horas e meia de projeção, mas que passam voando e você nem lembra que está com a bunda dormente. A edição dinâmica, mesclando imagens de época, com depoimentos do próprio George e outros de gente como Paul, Ringo, Clapton, sua esposa Olivia, a ex Patty Boyd, seu filho Dhani, Ravi Shankar, Phil Spector, George Martin, a trupe do Monthy Python, Yoko Ono, Derek Taylor e Neil Aspinall, não deixa a peteca cair em um só momento.
O filme se divide em duas partes. A primeira trata basicamente das origens de George e dos Beatles, onde muitas cenas são conhecidas de quem assistiu ao Anthology, mas há bastante material novo, sobretudo lindas fotografias. A segunda parte dá destaque à carreira solo, à fase indiana e sua luta contra o câncer, que acabou por vencê-lo em 2001. Mais uma vez não há grandes novidades em termos musicais. O que rola é o que já conhecemos pelos bootlegs da vida. Porém existe um acervo maior de imagens particulares de Harrison, tanto em video como em foto.
Uma coisa que sempre me intrigou foi que, quando se fazem tributos a Lennon, por exemplo, você vê as pessoas falando, dando depoimento (mesmo sem tê-lo conhecido pessoalmente), falando do momento e tal... Quando se trata de Harrison, estes tais depoimentos vem sempre acompanhados de olhos brilhantes, nós na garganta e uma sinceridade que apenas alguns iluminados conquistam. É assim com absolutamente todos no filme e não é nada piegas: é realmente como as pessoas se sentiam em relação a ele, basta ver o Concert for George, de 2002, já tão falado neste blog.
Voltando ao filme, fiquei procurando brechas, assuntos não tratados, mas não achei. Talvez apenas este concerto supracitado, mas levando em conta que o filme trata da vida dele, talvez fosse demais. Beatles, Monty Python, hinduismo, Traveling Wilburys, tudo está lá. Por falar em Wilburys, Bob Dylan não dá declarações no filme, apenas é citado. Mas sabendo como ele é, é provável que tenha se sentido superior ao tema...
Um ponto alto é o destaque ao peculiar senso de humor de George, que arrancou várias gargalhadas da plateia, como na hora em que Paul chega para gravar Free As A Bird (para o Anthology de 1994) vestido com uma jaqueta de couro. George o saúda falando "Linda jaqueta de couro vegetariano". Ou como ele dá a Tom Petty a notícia da morte de Roy Orbison.
Não encontrei informações sobre exibição do documentário no circuitão, muito menos sobre TV aberta. Mas aí vem a notícia boa: ele foi exibido na HBO americana dias 6 e 7 de outubro, o que nos dá uma esperança que role por aqui. Quer uma notícia melhor ainda? Consegui os torrents!
Avaliação? Vou falar o que de um filme que tem George Harrison como ator principal, Paul, Ringo e Clapton como coadjuvantes, o Monty Python como elenco de apoio, George Martin na trilha sonora e Martin Scorcese dirigindo? É do cacete!
Lá embaixo, só pra dar um gostinho, um trecho da parte 1.
Os primeiros registros dos Beatles, que contam com a participação do vocalista britânico Tony Sheridan, serão lançados num álbum duplo no dia 8 de novembro nos Estados Unidos.
Intitulado The Beatles With Tony Sheridan: First Recordings, o disco traz gravações de show em clube noturno de Hamburgo, na Alemanha, em 1961, quando o baterista da banda ainda era Pete Best.
Entre as faixas, estão Ain’t She Sweet, com John Lennon nos vocais, e Cry For a Shadow, escrita por George Harisson.
O lançamento do álbum será acompanhado de um livro com fotos raras, de autoria de Astrid Kirchherr, noiva do baixista ocasional dos Beatles, Stuart Sutcliffe. Além dos retratos, a edição virá com pôsteres dos primeiros shows e briografias feitas à mão por da cada um dos integrantes do grupo. fonte: Eldorado
Eita baú danado de bão sem fundo! Mas procurando bem na internet dá pra achar material desta época. O próprio Lennon dizia que este foi o melhor período dos Beatles, onde realmente aprenderam a tocar e fazer shows. Quando sair, pinta aqui!
Beatles Help (EUA - 1965) Depois do sucesso do disco e do filme A Hard Days Night (no Brasil o título foi "Os Reis do Iê Iê Iê), os fabfour lançam seu segundo longa. Help era a música que puxava o disco que trazia outros clássicos como Yesterday e The Night Before.
Só que desta vez não estou falando do LP e sim do single, porque em 1965 as discografias inglesa e americana ainda eram diferentes entre si, descompasso que só foi acertado no Sargent Peppers (um dia explico isso).
O single, que já havia chegado ao topo na Inglaterra no começo de agosto, agora alcançava o número 1 na terra do tio Sam. O single trazia também Ticket to Hide que, a exemplo de Help, também chegou ao número um.
O diretor Martin Scorsese divulgou o trailer do documentário "Living In The Material World", produção que dirige sobre o beatle George Harrison. A produção vai contar a vida do lendário músico, compositor, ator e produtor de cinema, mais conhecido como o guitarrista dos Beatles, desde o seu início em Liverpool, o seu sucesso na banda inglesa, suas viagens à India, a influência que a cultura indiana teve na sua música, bem como a sua relevância e importância na banda The Beatles. O longa vai contar a vida de Harrison desde a infância em Liverpool e trará depoimentos de Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton, Yoko Ono e Phil Spector.
Martin Scorsese revela o lado desconhecido da trajetória artística e biográfica de George Harrison em um documentário que fará parte do Festival de Cinema de San Sebastián. O filme será lançado em DVD no dia 10 de outubro e exibido também pela rede HBO. A produção é da víúva de Harrison, Olívia. O guitarrista morreu de câncer em 2001.
Harrison, que nasceu no ano de 1943, em Liverpool, compôs clássicos como Here Comes The Sun e Something além de ter introduzido instrumentos orientais como a cítara indiana para o grande público. Com o encerramento dos Beatles, George se lançou numa carreira solo mais prestigiosa do que comercial, que completa em 2011 duas importantes datas para seus fãs: os 40 anos de seu álbum ao vivo The Concert for Bangladesh e os 10 anos de sua morte, em 29 de novembro.
Em 5 de agosto de 1966, os Beatles lançavam a segunda etapa do seu desbunde musical (que culminaria com o Sgt Peppers). Revolver veio na sequência do folk-lisérgico de Rubber Soul e o próprio George Harrison declarou que, juntos, eles poderiam formar um álbum duplo.
Verdade ou não, o fato é que o experimentalismo iniciado em Rubber Soul seguiu firme no Revolver. Se no primeiro o tom era mais acústico (Michelle, Norwegian Wood, Im Looking Through You) agora as guitarras roqueiras (Taxman, Doctor Robert) dividem espaço com tons mais clássicos e psicodélicos (Eleanor Rigby, She Said). A influência indiana está consolidada em faixas como Love To You e Tomorrow Never Knows e até as baladas (Here There and Everywhere) e as bobagens do Ringo (Yellow Submarine) atingiram o nível da maturidade.
O álbum chegou ao primeiro lugar na Inglaterra, Estados Unidos e Austrália e é para mim o auge criativo dos caras, superando até mesmo o Sgt Peppers. Antes que alguém esperneie, eu explico: no sargentão, o caminho já estava trilhado. Mesmo que as músicas fossem revolucionárias, não eram exatamente uma novidade para eles. Já no Rubber Soul e Revolver, o experimentalismo era mais vivo e cru.
Revolver Facts 1 - Taxman é a primeira e única música de Harrison a abrir um disco dos Beatles. Ela fala do roubo dos impostos na Inglaterra nos anos 60. 2 - O solo de Taxman pode ser ouvido novamente. Há quem diga que em I'm Only Sleeping foi usada a mesma fita do solo, mas rodando de trás para frente e em rotação menor. 3 - Paul considera Here There and Everywhere sua composição favorita 4 - Yellow Submarine, lembrando o acontecido com Yesterday, veio de idéias soltas que Paul teve ao adormecer. 5 - Eleanor Rigby tem apenas Paul em sua gravação. Nenhum outro beatle participou da sessão, que contou ainda com um octeto de cordas. Para mim é mais uma de suas faixas "solo". 6 - She Said foi inspirada pelo ator Peter Fonda. Ele teria dito a John, sobre uma viagem de ácido "I know what it's like to be dead man." Perspicaz como poucos, John desenvolveu a letra sobre este tema. 7 - Good Day Sunshine foi inspirada por uma música do Lovin' Spoonful, Do You Believe in Magic, que fazia sucesso na época. 8 - Love You To é a primeira música dos Beatles completamente indiana. Norwegian Wood usava apenas uma cítara, mas Love You To não tem nenhum instrumento ocidantal. Apenas George e Ringo a gravaram. 9 - Essa é boa! And Your Bird Can Sing seria uma provocação de John a Mick Jagger. Na gíria da época, "Bird" era o equivalente a "garota". Mick vivia se vangloriando, dizendo que sua namorada, Marianne Faithfull era grande, jovem (green) e podia cantar! John respondeu mostrando que, mesmo que ela fosse tudo isso, os Stones nunca seriam melhores que os Beatles. 10 - For no One teria sido composta para Jane Asher, então namorada de Paul. Ele queria que ela fosse uma "esposa de beatle perfeita", acompanhando em turnês e aparições, mas ela era uma atriz de sucesso na época e tinha sua própria vida, daí a frase "She doesn't need you". 11 - Alan Civil foi convidado para fazer o solo de trompa em For No One. Quando pegou a partitura, achou que a música fosse um clássico, chamado Four Nº One. 12 - Doctor Robert veio de um jantar em que participaram George, John e suas esposas Patty e Cinthya. Robert, dentista conhecido deles, teria posto algo no chá, provavelmente LSD. Assustados com os efeitos, fugiram e sequer se lembravam como haviam chegado em casa. 13 - Got to Get You Into My Life foi a primeira faixa beatle a usar uma sessão de sopro. Pode ter sido um ensaio para Strawberry Fields e Penny Lane. 14 - Lennon a considerava uma das melhores músicas de Paul. 15 - Tomorrow Never Knows veio, assim como A Hard Days Night, de uma expressão usada por Ringo. A letra veio do Livro Tibetano dos Mortos. 16 - Para gravá-la, foram usadas várias salas do estúdio Abbey Road, cada uma com um gravador de 4 canais, todos rodando ao mesmo tempo, para conseguir o efeito com os loops. 17 - Lennon queria o efeito do Dalai Lama falando no alto do Everest. George Martin ponderou; "Isso vai sair caro, não dá pra fazer aqui mesmo?" Então usaram a voz ligada em uma caixa Leslie giratória e microfonaram novamente. 18 - Revolver é considerado pela Revista Rolling Stone o 3º melhor álbum de todos os tempos 19 - O fotografo da capa é Klauss Wormann, antigo amigo dos tempo de Hamburgo. 20 - Revolver foi o último álbum dos Beatles a ter versões diferentes nos Estados Unidos e Inglaterra. Um dia, prometo, explico porque.
Aí embaixo para vocês, a minha versão de And Your Bird Can Sing, uma das minhas favoritas dos caras!
Paperback Writer & Rain (Inglaterra - 1966) Décimo primeiro single dos Beatles, ele foi o primeiro que não trazia uma letra romântica, direção já mostrada em Nowhere Man, mas que só foi lançado como single nos EUA. Este compacto foi responsável por uma série de novidades.
Foi o primeiro que chegou ao primeiro lugar, saiu (Frank Sinatra, com Strangers in the Night) e voltou em seguida. Traz pela primeira vez Paul com um baixo Rickenbaker, o que aconteceu porque John queria um som mais incisivo no baixo, como ouvia das músicas de um certo Wilson Pickett. Isso levou Paul a experimentar um novo instrumento no lugar do velho Hofner, além de usar uma leve distorção no baixo.
O single trazia no seu lado b a lisérgica Rain (uma das minhas favoritas) e ambas são conhecidas por inaugurar a cultura do videoclip. A idéia era, ao invés de ir aos milhares de programas de auditórios que costumavam ir, mandar o que eles chamavam de Promo Film. Hoje pode parecer algo banal, mas em 1966 foi uma grande novidade, o que levou o Harrison a dizer que eles teriam inventado a MTV!
A cadeia de alimentação "Hard Rock Cafe" publicou uma campanha publicitária com pôsters promocionais que traduzem, para a linguagem dos quadrinhos, canções consagradas. Veja abaixo como os Beatles chegaram até "Let it Be".
Olivia Harrison anunciou que um documentário sobre o guitarrista, dirigido por Martin Scorsese, deve estrear até o fim deste ano. “Devemos anunciar a data de estréia em breve, mas será este ano”, informou Olivia ao jornal “Los Angeles Times” durante sua aparição no aniversário de cinco anos do espetáculo do Cirque Du Solei, “Love”.
O documentário “George Harrison: Living in the Material World”, mesmo nome do disco lançado pelo músico em 1973 que teve colaborações de Ringo Starr, trará imagens inéditas de Olívia e George, morto em novembro de 2001, vítima de câncer.
"Marty é um grande contador de histórias, e é claro que ele sempre encontra uma história que você não espera", disse Olivia, sobre a escolha de Scorsese para dirigir o filme. "A música de George Harrison e sua busca por um sentido espiritual é uma história que ainda encontra ecos hoje, e estou interessado em mergulhar mais fundo nela", afirmou Scorsese ao jornal.
O filme cobrirá seus anos com os Fab Four, quando compôs canções memoráveis como "Something" e "Here Comes the Sun", sua carreira solo e seus trabalhos de produção de cinema em projetos como "Monty Python - A Vida de Brian".
Martin Scorsese, consagrado por “Taxi Driver” de 1976, “Os Bons Companheiros” de 1990, entre outros, também tem uma trajetória representativa em longas-metragens musicais, como “No Direction Home” de 2005, sobre o início de Dylan, e “Shine a Light” com duas apresentações dos Rolling Stones. Além disso, Scorsese organizou a produção de The Blues, uma série de documentários sobre a história do gênero. fonte: Rock Online
Excelente notícia para 2011, já que em novembro completam-se 10 anos sem Harrison. Vamos aguardar!
Essa semana não está sendo muito boa para Ringo Starr. Após dizer que Paul McCartney pensa que é o único beatle vivo e gerar certa revolta nos fãs da banda, o ex-baterista dos Beatles também criticou a terra natal da grupo, Liverpool. Em entrevista à rádio BBC, falou que não sente saudade alguma de Liverpool.
O resultado veio na manhã desta quarta-feira (25). A cidade inglesa que conta com um jardim com os integrantes da banda teve a cabeça de Ringo cortada. A estátua de árvore fica em frente a uma estação de trem local. De acordo matéria publicada no jornal Daily Mail, a polícia procura o responsável pelo vandalismo.
Na última terça-feira (24), em entrevista ao Daily Mail.Ringo falou da sua relação com McCartney e o criticou. “Estamos tão perto como nós gostaríamos de estar ser. Nós somos os únicos dois Beatles vivos, embora ele goste de pensar que ele é o único”.
“Somos bons amigos. Se nós estamos no mesmo país, ficamos juntos. Ele canta e toca no meu último álbum e eu toquei em vários dos discos dele. Nós somos apenas amigos. Nós somos os dois únicos que já experimentaram tudo aquilo e ainda estão por aqui.”
Ringo também falou das músicas dos Beatles que ainda toca nos seus shows. “Eu tenho que tocar With a little help grom my friends, Yellow submarine. As pessoas gostam de me ver tocando e cantando enquanto toco bateria. Tenho uma responsabilidade de tocar coisas que o público quer ouvir”.
fonte: Eldorado
Escolha o melhor cometário:
1. Que estória mais sem pé nem cabeça...
2. Nego perde a cabeça por qualquer coisa.
3. Sem problemas! Baterista não usa a cabeça mesmo! hahahahaha
Finalmente, 21 anos depois e 360 reais mais pobre, corrigi uma injustiça familiar histórica e assisti ao show de Sir Paul McCartney in loco. Claro que um hiato tão longo não terminaria de forma fácil, com uma apresentação arrancada à forceps do meu carma musical. Mas vamos aos fatos.
Nas semanas que antecederam ao show, muita gente me perguntava "e aí? ansioso". E eu nada. Sei lá, um misto de "tô nem aí pra esse velho caduco" com "não me caiu a ficha". A realidade é que não estava mesmo, até a véspera, quando comecei os preparativos. Assisti um DVD desta turnê (Kiev), ouvi o show de Nova York e o Paul is Live, de 1990.
Uma lacuna aqui para esta comparação e para um dos motivos do meu ar blasé para este show: acho esta banda do Paul a pior de todos os tempos. Livro a cara do baterista Abe Laboriel que bate direitinho. O guitarrista Rusty Anderson tem entre seu maiores sucessos Living la Loca Vida de Rickie Martin (!!!) e guitarra-baixo Brian Ray parece imitar o Steven Tyler o tempo todo. Pra quem jé teve Danny Lane, Robbie McIntosh e até David Gilmour recentemente, me parece muito pouco.
Voltando ao show, chegamos de carro ao Engenhão, cheio só em dia de show ou jogo do Flamengo. Estacionei tranquilamente (tenho os meus macetes de torcedor) e então enfrentamos a fila: das 4 às 6, com uma rigorosa revista que não poupou nem nossos toddynhos e biscoitos de maizena. Ingredientes que só o McGaiver poderia tranformar em bomba. Na verdade, bomba mesmo eram os preços lá dentro!
No mais, muita segurança (pertinho do German Complex, BOPE na rua), tudo organizadim, bunitim e limpim. Antes do show um DJ ficou fazendo merda (novidade) nas músicas dos Beatles e foi muito aplaudido quando terminou e saiu do palco. Finalmente ia começar!
E aí volto a toda a minha preparação para o show. O set list que eu imaginei já foi pro espaço, com Hello Goodbye no lugar de Drive my Car. A ótima 1985 incluída e a linda Here Today, composta para Lennon. Claro, as surradas Let It Be, Long and Winding Road e Yesterday apareceram, músicas que nem ele deve aguentar mais.
Numa carreira de quase 50 anos, claro que tem coisa que ficou de fora. Adoraria ter ouvido Ram On (tocada em Porto Alegre), The Back Seat of My Car ou Looking for Changes, mas seria pedir demais. Seria preciso um show de 6 horas para caber tudo de bom que esse senhor já produziu.
A sensação é dificil de descrever. Nem tanto pelo show em si, mas mais pelo significado das canções. No meu caso em particular, cada uma me lembra um momento de infância ou das bandas que tive. O nó na garganta demorou uns 15 minutos para desatar e depois relaxei e pude curtir melhor o show. É incrível como mesmo em um show que tem tudo para ser previsível, Paul nos surpreende, seja com seu carisma ou com sua vitalidade, na flor dos 68 anos.
Paul na verdade é como um tio que sempre esteve presente, que de vez em quando aparece para fazer uma visita. Esteve presente em tantos momentos que tornou-se íntimo. Acho ridícula e deprimente reações do tipo "ele passou a 2 metros de mim buá!!!". Isso é apenas um culto à celebridade sem sentido. Paul nada seria sem sua música e vice versa. Isso que importa, o artista e sua obra. O homem Paul é uma pessoa como eu ou você.
Duas horas e meia depois, fim de show e parecia que eu estava mais cansado que ele. Hora de sair no meio da muvuca e retornar a Nickity City, do outro lado da poça. Valeu? Claro que sim! Daqui 20 anos vou olhar para trás e lembrar deste momento com carinho, como hoje lembro dos Rolling Stones em 1995. Na minha lista ficam faltando agora o Clapton e o Pink Floyd. Um ainda dá pra ver!
Aí embaixo o set list completo do show de ontem.
1) "Hello goodbye" 2) "Jet" 3) 'All my loving" 4) "Letting go" 5) "Drive my car" 6) "Sing the chances" 7) "Let me roll it" 8) "Long and widing road" 9) "1985" 10) "Let em in" 11) "I´ve just seen a face" 12) "And I love her" 13) "Black bird" 14) "Here today" 15) "Dance tonight" 16) "Mrs Vandebilt" 17) "Eleanor Rigby" 18) "Something" 19) "Band on the run" 20) "Ob-la-di, ob-la-da" 21) "Back in the USSR" 22) "I gotta feeling" 23) "Paperback writer" 24) "A day in the life" 25) "Let it be" 26) "Live and let die" 27) "Hey jude" 28) "Day tripper" 29) "Lady Madonna" 30) "Get back" 31) "Yesterday" 32) "Helter Skelter" 33) "Sgt. Peppers lonely hearts club band"
Eu ainda era garoto quando ouvi Ram pela primeira vez, provavelmente no toca-fitas do Chevette do meu pai e os vocais de Uncle Albert / Admiral Halsey ficaram na minha cabeça. Anos mais tarde descobri a qual álbum a música pertencia e descobri RAM definitivamente.
Este é o segundo disco de Sir Paul após os Beatles, mas considero o primeiro já que McCartney (1970) continha material composto na época dos Fab Four, sobretudo no retiro na India, em 1968. Para compor Ram, Paul e Linda saíram de férias no interior da Escócia e todo o álbum foi composto neste período.
Aliás o clima de interior está presente no ar folk do álbum, que eu sempre defino como "com cheiro de bosta de vaca". Muito violão (Too Many Peaple), ukulele (Ram On) e vocais calcados na tradição folk (Dear Boy) dão tom. Mas os rocks não ficaram de fora, como Smile Away e Monkberry Moon Delight.
As gravações rolaram entre o final de 1970 e começo de 1971 em Nova York e contaram com o auxílio de Dave Spinozza e Hugh McCracken nas guitarras e Danny Seiwell na bateria (que mais tarde juntaria-se aos Wings). O álbum saiu em maio.
Polêmica Paul x John Em 1971 os ressentimentos pela separação dos Beatles ainda estavam bem frescos. Muitas insinuações surgiram dizendo que Paul havia posto versos ofensivos a John, sobretudo na música Too Many People e Dear Boy. Isso teria levado John a compor a famosa How Do You Sleep.
Mais tarde, Paul afirmou que a única frase em todo o disco relativa a John era "Too many people preaching practices", em Too Many People, relacionada a ele e Yoko e o movimento pacifista. Outra alegação da turma da teoria da conspiração é relativa a contra capa, onde aparecem 2 besouros (beetles). Paul estaria insinuando como se sentia com o que John havia feito com ele. Realmente essa é mais plausível.
Crítica e Legado Em fevereiro, Paul lançou seu primeiro single pós-Beatles, Another Day, que chegou ao 5º lugar nas paradas britânicas. Ram teve desempenho bem melhor chegando ao primeiro lugar na Inglaterra e segundo nos Estados Unidos. O single com Uncle Albert / Admiral Halsey também chegou surpreendentemente ao topo na terra da rainha, sendo seu primeiro single no topo pós-Beatles. Mais tarde, The Back Seat of My Car também foi relançado como single, mas sem sucesso.
Em 1977, após muito mistério, Paul lançou Thrillington, uma espécie de suíte instrumental para Ram, com ares de big band, que já tratei aqui no Experience. Clique aqui para dar uma olhada.
Apesar do sucesso de vendas, a crítica na época foi dura com Ram, chamando-o de pretensioso e irresponsável (seja lá isso o que for). Com o passar dos anos (e com o arrefecimento dos ressentimentos) o álbum passou a ser melhor avaliado e hoje é considerado um clássico.
Para mim, é o melhor trabalho de Paul McCartney depois dos Beatles por sua diversidade e criatividade. Representou também o nascimento da minha raiz folk, um disco que sempre volto a ouvir, descobrindo sempre coisas novas. Sempre com cheiro de bosta de vaca.
1. Too Many People 2. 3 Legs 3. Ram On 4. Dear Boy 5. Uncle Albert/Admiral Halsey 6. Smile Away 7. Heart Of The Country 8. Monkberry Moon Delight 9. Eat At Home 10. Long Haired Lady 11. Ram On 12. The Back Seat Of My Car
Beatles Ticket to Ride (Inglaterra - 1965) Gravada em 15 de fevereiro de 1965 e lançada 2 meses depois, Ticket to Ride logo chegou ao topo das paradas britânicas, trazendo como lado B do single a baladinha Yes It Is. Ela está também no filme Help.
Oficialmente, trata-se de mais uma faixa Lennon-McCartney, mas em entrevistas os dois se contradizem com relação a "quem compôs o que". Segundo Paul, a letra é de John e ele teria contribuido com 40% da melodia. Segundo John, Paul contribuiu apenas com a forma com que Ringo toca a bateria. Independente da autoria da música, o fato é que essa é a primeira música do Beatles em que Paul aparece como guitarrista nos créditos das gravações.
Outra curiosidade acerca de Ticket to Ride, é a origem da sua letra. Há várias explicações plausíveis, que vão desde a óbvia separação, até a referência ao abandono de John por sua mãe, passando por aventuras com as prostitutas de Hamburgo. Mais uma que nunca saberemos...
How Do You Do It Gerry and the Peacemakers Inglaterra - 1963 Essa é do fundo do baú! A Inglaterra vivia a calmaria que antecede as tempestades e pequenas bandas alternavam-se no topo. Esta, Gerry and the Peacemakers, já anunciava os ventos que soprariam de Liverpool.
A canção, composta por Mitch Murray, foi inicialmente oferecida a uma banda da cidade (vocês sabem muito bem qual), que a gravou, mas acabou não lançando. Então o produtor George Martin, na época produzindo também Gerry and the Peacemakers, resolveu experimentar e levou os caras ao número 1 britânico, onde ficou por 3 semanas, até os Beatles emplacarem From me To You. Aí começou a tal tempestade.
Ah, e a versão beatle todo mundo ficou conhecendo no Anthology 1, de 1995. Aí embaixo, versão original.
Can't Buy Me Love Beatles (Inglaterra e EUA - 1964) Can't Buy Me Love chegou nas paradas como um furacão, tomando de assalto o chart inglês no final de março. Levou apenas alguns dias para cruzar o Atlântico e ser número 1 na América também.
Ao contrário de alguns rumores, a música não fala de uma prostituta. Na verdade o tema é simples até demais, dizendo que o amor é mais importante que ter grana. Foi composta e cantada por Macca, num dos raros casos onde nenhum dos outros membros da banda faz vocal. Outra curiosidade é o fato dela começar com o refrão e não com o verso, uma novidade na época.
Can't Buy Me Love foi gravada não em Londres, mas em Paris em janeiro de 1964. Durante as mixagens, aí sim na Inglaterra, George resolveu fazer um overdub no solo. Se você ouvir atentamente, ainda é possível perceber o solo original na gravação.
Durante sua estada no topo nos EUA, esteve na companhia de outras 4 beatle songs entre as 5 primeiras: Twist and Shout, I Want To Hold Your Hands, She Loves You e Please Please Me.