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domingo, 2 de outubro de 2011

Hoje no Rock: Sting, 60 anos

Existem determinados nomes na música que, apenas pela sonoridade, traduzem um conceito. Seja Bono, Ringo, Bonzo ou mesmo Sting. Por menos que ele goste do apelido (ferroada em inglês, que ele teria levado de uma abelha, no meio de um show), o nome tornou-se uma espécie de logotipo.

Gordon Matthew Thomas Sumner nasceu em 2 de outubro de 1951 em Wallsend, Inglaterra, e desde cedo mostrou habilidade para a música. Apesar disso, foi como professor de inglês que começou sua vida profissional, junto com empregos alternativos como motorista de ônibus. Entretanto o interesse pelo jazz fez com que estudasse composição e se esforçasse para aprender a ler e escrever partituras.

Somente em 1976, quando mudou-se de Newcastle para Londres, surgiu a oportunidade de sua vida: o baterista Stewart Copeland o havia visto tocando em um jazz club e o chamou para um projeto que, segundo ele, precisava de um baixista bom que soubesse cantar. Andy Summers já estava a bordo e com isso foi formado o Police. Havia ainda o guitarrista Henry Padovani, que não durou no grupo.

O sucesso da banda foi imediato, aproveitando a onda punk que dominava a cena inglesa da época. Entretanto a grande técnica dos três os levou a um nível superior. Desde os primeiros singles, até a separação em 1985. Em 86 houve uma tentativa de reunir a banda, com um álbum de regravações dos antigos sucessos, mas apenas uma versão de Don't Stang So Close to Me foi lançada.

O sucesso do Police foi o trampolim para a carreira solo de Sting. Na verdade já em 1981 ele fez uma aparição solo com uma banda curiosamente chamada de The Secret Police. Nem um pouco secreta, já que contava com Eric Clapton, Jeff Beck, Phil Collins, Bob Geldof e Midge Ure. Este era um show da Anistia Internacional, outra causa que virou uma marca na vida de Sting. Em 1987, após uma turnê no Brasil, conheceu o cacique Raoni, ligando-o também à causa ecológica.

Seus trabalhos solo refletem sua paixão pelo jazz, tendo inclusive formado uma banda com notáveis como Kenny Kirkland, Darryl Jones, Omar Hakim, e Branford Marsalis para o álbum The Dream of Two Blue Turtles, de 1985. Em 1987 lançou Nothing Like the Sun, que sedimentou sua carreira solo, mas seu trabalho de 1991, Soul Cages (dedicado ao seu pai recém falecido) é considerado seu melhor trabalho.

Sting teve também passagens pelo cinema. Sua estreia foi no filme Quadrophenia, do The Who, onde fazia o lider da gang. Participou ainda de Duna, Julia e Julia, As Aventuras do Barão Munchausen e do recente Bruno.

Em 2007 o Police se reuniu para uma turnê comemorativa dos 30 anos da banda, mas as esperanças de lançamento de material inédito não duraram.

Hoje o senhor Gordon Sumner é pai de 6 filhos e vive alternando dua residência entre suas 7 mansões espalhadas entre EUA e Europa. Já gravou 12 álbuns solo (incluindo um com músicas em português e espanhol), 5 álbuns ao vivo e ganhou diversos prêmios.

Nada mal para um apelido ganho como uma ferroada.

Aí embaixo uma das minhas favoritas, a supracitada All This Time.

Sting - All This Time from Giorgi Begishvili on Vimeo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Rock News: Sting lançará álbum triplo para comemorar 25 anos de carreira solo

Sting: 25 years é o nome do trabalho que vai comemorar os 25 anos da carreira solo do músico britânico e líder do Police, Sting. O álbum triplo vai contar com faixas desde The dream of the blue turtles (1995), seu primeiro disco solo, até Live in Berlin (2010).

Além dos três CDs, Sting: 25 years será colocado à venda com um DVD. Nele, imagens inéditas de um show gravado no Irving Plaza em Nova York em 2005.

O lançamento também contará com um livro que inclui fotos, comentários pessoais e letras escritas à mão por Sting.No total, o disco contará com 45 músicas. We'll be together, All this time, You still touch me, I'm so happy I can't stop crying e If you love somebody set them free estarão no álbum. O lançamento será dia 27 de setembro e vai sair pela Universal Music.

CD 1
1. "If you love somebody set them free"
2. "Love is the seventh wave"
3. "Consider me gone"
4. "Moon over bourbon street"
5. "Fortress around your heart"
6. "Bring on the night" (ao vivo)
7. "Driven to tears" (ao vivo)
8. "I burn for you" (ao vivo)
9. "Be still my beating heart"
10. "They dance alone"
11. "Englishman in New York"
12. "Fragile"
13. "We'll be together"
14. "Sister moon"
15. "Secret marriage"

CD 2
1. "All this time"
2. "Mad about you"
3. "Why should I cry for you?"
4. "The soul cages"
5. "When the angels fall"
6. "If I ever lose my faith in you"
7. "Fields of gold"
8. "Seven days"
9. "It's probably me"
10. "Shape of my heart"
11. "When we dance"
12. "I hung my head"
13. "I was brought to my senses"
14. "You still touch me"
15. "I'm so happy I can't stop crying"

CD 3
1. "A thousand years"
2. "Desert rose"
3. "Ghost story"
4. "Brand new day"
5. "Send your love"
6. "Whenever I say your name"
7. "Stolen car (Take me dancing)"
8. "Soul cake"
9. "The hounds of winter"
10. "Next to you"
11. "We work the black seam"
12. "The pirate's bride"
13. "Never coming home"
14. "Russians" (ao vivo)
15. "The end of the game" (ao vivo)
fonte: Eldorado


Até gosto do trabalho solo do Sting, mas sinceramente, não tem material para um álbum triplo.

domingo, 22 de novembro de 2009

Rock News: Sting reencontra Raoni em SP

O cantor britânico Sting reuniu-se neste domingo (22), em São Paulo, com os líderes caiapós Raoni e Megaron Txucarramae, para chamar atenção para a questão da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Os caiapós, assim como diferentes organizações e movimentos sociais, se opõem à construção da megausina no Rio Xingu (veja gráfico abaixo para entender como deve ser a obra), que ainda não foi licitada por falta de licença ambiental prévia.

“Estou particularmente feliz de encontrar meus amigos Raoni e Megaron”, disse o cantor. “Estou aqui porque quero que sua voz seja ouvida”, acrescentou. Ele não condenou a obra diretamente, no entanto.

Explicou que é estrangeiro, e que este é um “assunto brasileiro - mas de todos os brasileiros”. “Há razões econômicas para que seja construída e razões ambientais para que não seja. O povo de Raoni precisa ser parte do processo”, alertou.

Raoni e Megaron também reclamaram da suposta falta de diálogo que haveria com o governo federal que, em sua visão, quer construir a usina “de qualquer jeito”. “O governo não conversou com o índio. O índio não sabe o que é uma audiência pública. Ele acha que vai lá para brigar”, apontou Megaron, ao pedir que o diálogo com os indígenas seja feito de uma forma adequada à sua cultura.

“Quero que meu povo viva em paz, por isso digo para não fazerem a barragem”, disse em seu idioma o líder Raoni, com tradução de Megaron para o português.

Sting espera que na conferência internacional do clima de Copenhague, em dezembro, as lideranças mundiais reconheçam que salvar o meio ambiente é tão importante quanto ajudar a economia ameaçada pela crise financeira internacional. “É muito grande e importante para falhar”, observou.

20 anos depois
O reencontro de Sting com as lideranças caiapós em São Paulo acontece vinte anos após o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA), em 1989.

Depois da reunião de 1989, Sting fundou com sua mulher, Trudie, a Rainforest Foundation, que, entre outros projetos, apoiou o reconhecimento oficial de terras indígenas no Xingu.

Segundo informações do Instituto Socioambiental, na década de 1990, a Rainforest passou a apoiar projetos no Parque Indígena do Xingu, entre eles o monitoramento dos limites do parque para prevenir invasões e o desenvolvimento de um sistema de educação bilíngue para 14 etnias que ali vivem.

O Parque Indígena do Xingu é atualmente uma grande mancha verde preservada, pressionada pela expansão da fronteira agrícola em seus arredores.

“Há 20 anos, quando fui para o Xingu, tive a intuição de que a floresta lá era importante para o mundo. Mas era só uma intuição. Agora há informações científicas que embasam essa intuição”, comentou Sting.

Ainda na noite deste domingo, o cantor se apresenta na capital paulista no festival About Us, de cunho ambientalista, e prometeu convidar Raoni para falar no palco. “Serei a banda de fundo do Raoni”, brincou.
fonte: G1


É isso aí, o índio tem que se "raoni", senão ele se "sting"!
Falando sério, nego mete o pau no Sting, mas me diga um artista brasileiro que dá a cara a tapa assim.