quarta-feira, 15 de abril de 2009

Hoje no Rock: Joey Ramone

Assumo que faço parte da legião que demorou para dar valor à obra de Joey Ramone e consequentemente aos Ramones. Talvez pela simplicidade das músicas e das letras que escrevia, talvez pela forma direta e sem firulas que ele tinha para conduzi-las. Mas o fato é que elas podem ser simples, mas nunca foram simplórias. São duas coisas muito diferentes.

Tão diferentes que mesmo o nome Ramone tem uma origem pra lá de criativa: Paul McCartney costumava usar o nome Paul Ramone para hospedar-se incógnito. Daí
Jeffrey Ross Hyman resolveu adorar o nome Joey Ramone e tudo começou.

Nascido em Nova York em 1952, sua carreira com os Ramones produziu 14 discos, fora várias compilações. Tem também 5 álbuns solo, além do single póstumo What a Wonderful World, lançado em 2002, ano da entrada da banda para o Rock and Roll Hall of Fame. Suas letras sempre revelaram os conflitos que vivia, seja na sociedade, seja dentro de sua própria família. Filho de pais separados, músicas como We're a Happy Family dão o tom da sua temática.

A influência de Joey e dos Ramones chegou a um ponto que extrapolou os limites do punk rock. Eu mesmo resisto a colocá-los na categoria punk. Acho que os Ramones são mais uma banda de hard-rockabilly ou algo assim. É só ouvir músicas como KKK Took My Baby Away ou Needles and Pins para entender o que quero dizer.

Joey morreu há exatamente 8 anos, vítima de um câncer linfático com apenas 49 anos. A imagem dele segurando o microfone a frente da banda, com o cabelo no rosto é emblemática para a geração que viveu os anos 70 e 80. Talvez ele tenha a tal atitude tão rara nas bandas atuais. Talvez fosse apenas uma forma de disfarçar sua personalidade frágil como um vocalista punk. Não faz nenhuma diferença.

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