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sábado, 28 de janeiro de 2012

Rock News: Neil Young prepara lançamento de dois álbuns para 2012

O músico Neil Young anunciou que está preparando dois novos álbuns, que espera lançar ainda em 2012. Um dos discos está sendo gravado com sua icônica banda Crazy Horse, e será o primeiro com o grupo desde "Greendale", de 2003.

A notícia foi dada pelo próprio cantor e compositor canadense durante o festival de cinema Slamdance, em Park City, nos Estados Unidos. No evento para apresentar "Journeys", filme que fez com o diretor Jonathan Demme, Young anunciou para o público que vai lançar os dois discos, notícia que mais posteriormente foi confirmada por Ralph Molina, porta-voz do músico, à Rolling Stone.

Neil Young lançou alguns de seus trabalhos mais importantes com o Crazy Horse, entre eles "Everybody knows this is nowhere", "Zuma" e "Rust never sleeps". O disco mais recente do canadense é "Le noise", de 2010.
fonte: Globo.com


Le Noise não foi grande coisa, mas não importa: o ritmo de produção de Neil Young é invejável e inédito entre as bandas atuais.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Review: Neil Young - Le Noise

Tem artistas que tornam difícil o trabalho de avaliação de um cd, em parte pela sua obra, em parte pelas militância dos fãs. Veja bem, não sou crítico e nem quero ser. O que procuro é só falar de um disco novo e dar minha opinião. Para isso ouço algumas vezes e levo em consideração os trabalhos anteriores mais recentes.

Avaliar Neil Young é mais complicado ainda, porque ele tem uma obra imensa, fãs xiitas e está sempre com material novo no mercado. Seu mais recente é do ano passado, o engajado Fork in the Road, que avaliei aqui no Experience como bom (4 palhetas).

Le Noise não é apenas o nome e o conceito do disco. Ele é uma referência ao produtor Daniel Lenois, que tem em seu portfólio gente como o U2. O barulho em questão pode ser a grande carga de guitarras distorcidas no disco, mas pode ser também o teor ainda engajado nas letras.

Definir Le Noise é difícil. Poderia ser Folk Metal, mas eu diria que é "um Overdrive e um violão". Não estou falando de músicas pesadas, mas de apenas voz e guitarra pesada. Young usa e abusa do peso, na minha forma de ouvir, até de uma maneia gratuita às vezes. Isso se repete tanto que quando chegamos na terceira faixa (Someone's Gonna Rescue You), a sensação é de que ouvimos a mesma música até então. A seguinte, Love and War, chega com um clima de oásis, de descanso auditivo. Talvez seja a melhor do cd, junto com Peacy Vally Boulevard, curiosamente as mais acústicas.

No mais, Mr Young continua inquieto, produzindo e com a voz primorosa. Se este disco é inferior ao anterior? Para mim é. Mas para Neil Young, isto não importa! É audível!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Hoje no Rock: Neil Young, 65 anos

Neil Percival Kenneth Robert Ragland Young nasceu na cidade de Toronto no Canadá, mas ainda criança mudou-se para Winipeg, capital da província interiorana de Manitoba. Nesse ambiente rural teve os primeiros contatos com a música e formou suas primeiras bandas, desenvolvento o estilo folk que seria sua marca ao longo dos anos.

Aos 20 anos, de volta a Toronto forma o Mynah Birds com quem grava alguns compactos. Logo depois, já em Los Angeles, funda com Stephen Stills o mítico Buffalo Springfield, banda que inovou o folk-rock, mas que só teve reconhecimento anos depois.

Em 1969 lança seu primeiro disco solo, ao mesmo tempo em que passa a fazer parte do grupo Crosby, Stills and Nash, agora como membro efetivo, tendo seu nome adicionado. A participação dura apenas 2 anos, com uma separação amigável e voltas furtivas ao longo dos anos. Desde então é acompanhado pela Crazy Horse, sua banda de apoio.

Os anos 70 foram de altos e baixos para Young, com envolvimento com álcool e drogas e períodos de depressão. Isso o levou a composições mais pesadas e cruas, o que por vezes o afastou de seus fãs e inspirou críticas negativas. Entretanto é da mesma década o sensacional LP Harvest, de 1972, tido por muitos como seu melhor trabalho. Nele estão clássicos como Alabama (minha favorita), Heart of Gold e The Needle and the Damage Done.

Sua postura engajada sempre lhe rendeu críticas. Na música Alabama e fala claramente do racismo no sul dos EUA. A banda Lynyrd Skynyrd se sentiu ofendida e respondeu na música Sweet Home Alabama (Well I heard mister Young sing about her/ Well, I heard ole Neil put her down / Well, I hope Neil Young will remember/ A Southern man don't need him around anyhow). Os anos mostraram que Young estava certo.

Os anos 80 vieram com o reconhecimento pelo seu trabalho, incluindo o Buffalo Springfield, compilações e participações com outros artistas. Suas letras, sempre politicamente ativas continuam contundentes e é o tipo de artista que sempre tem algo a dizer, doa a quem doer. Recentemente lançou com seus velhos amigos Crosby, Stills and Nash o DVD Deja Vu, gravado durante a turnê de 2006.

Meu estilo ao violão folk tem muito a ver basicamente com duas influências: The Band e Young. No caso das letras me identifico mais com Young, por sua vertente mais crítica (Vida de Cão tem um pouco disso). Curiosamente, Young toca junto com o The Band no magistral The Last Waltz, filme do qual já falei aqui no blog.

Neil é um daqueles incansáveis do rock. Lança discos anualmente e sempre está sendo visto, seja em turnes, seja em manifestações, dando a cara à tapa de acordo com suas convicções políticas. Em setembro passado lançou Le Noise, que em breve você lerá em um review do Experience e taí de presente pra vocês!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Rock News: Noel Gallagher é comparado a McCartney, Lennon e Young

Alan McGee, uma das pessoas mais influentes e respeitadas da música britânica nas últimas décadas e descobridor de bandas como Oasis e PRIMAL SCREAM, disse que está bem animado com o rascunho do que será o álbum solo de Noel Gallagher, ex-líder da banda Oasis. Na edição de hoje do The Sun, McGee falou que está impressionado com as demos de Noel.

"Ouvi as demos. São geniais. Para mim, esse cara é um McCartney, um Lennon, um Neil Young. Ele é um dos melhores". Alan inclusive aposta que Noel é o substituto natural de Paul e comparou algumas canções com o que ele já escreveu de melhor dentro do Oasis.

"Quando McCartney parar, a coroa ficará com Noel, não é? Tem pelo menos três músicas nas demos – que não citarei nomes, pois não sou seu manager – que estão no nível de 'Don’t Look Back in Anger' e 'Live Forever'. Ele está fazendo isso de novo", acrescentou.
fonte: Whiplash


Hahahahahah! Tem também aquela do papagaio...

sábado, 18 de setembro de 2010

Rock News: Grupo Buffalo Springfield vai se reunir para fazer shows de caridade

Os integrantes permanentes da banda de folk rock Buffalo Springfield vão se juntar para fazer shows de caridade no próximo mês, diz o site da BBC. Neil Young, Stephen Stills e Richie Furay vão se apresentar dia 23 e 24 de outubro em Mountain View, no norte da Califórnia (EUA).

O lucro será direcionado para uma escola também na Califórnia que educa crianças com sérias dificuldades físicas e na fala. Young já tem feito shows beneficentes para a escola desde 1986.

Buffalo Springfield foi formado em 1966, lançou três álbuns e se separou em 1968. Além de Young, Stills e Furay, o grupo tinha ainda baixista Bruce Palmer e o baterista Dewey Martin, que morreram em 2004 e 2009, respectivamente.
fonte: Globo.com


O Buffalo é uma daquelas bandas negligenciadas ao longo do tempo, em favor das que vieram depois. Basta dizer que ela lançou Neil Young e ajudou a fundar o Crosby Stills and Nash, que posteriormente acolheu o próprio Young. Quando ficar velho quero ser ativo que nem esses caras!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Rock News: Neil Young lança novo disco em setembro

Já tem data para chegar às lojas o novo trabalho do cantor e compositor canadense Neil Young. O músico anunciou através de sua página no Facebook que o próximo disco será lançado em 28 de setembro. O álbum recebeu o nome de “Le Noise” e foi produzido pelo renomado Daniel Lanois.

“‘Le Noise’ está completo. É um disco solo. Estará disponível em CD, vinil e no iTunes na primeira edição, seguido por blu-ray e aplicativos para iPhone e iPad, mais ou menos um mês depois. Os aplicativos serão grátis e trarão a capa do álbum em versão interativa. Desculpem pelo uso da palavra ‘álbum’, mas sou 'das antigas’”, escreveu Young no Facebook.

As novas músicas ainda não foram divulgadas, mas o cantor já apresentou algumas dessas canções em shows recentes.
fonte: Rock Online


Caraca! Onde desliga esse cara? Ele não pára!
Bom, vamos ouvir!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Hoje no Rock: Ohio

Em 4 de maio de 1970 um protesto contra a guerra do Vietnam, na Universidade de Kent, foi duramente abafado pela Guarda Nacional de Ohio, resultando na morte de 4 estudantes. O episódio logo ganhou as páginas dos jornais e revistas de todo o mundo.

Neil Young, que nessa época participava do Crosby Stills and Nash (e Young!), viu as reportagens e ficou chocado com a violência com que o protesto havia sido reprimido. Da sua indignação surgiu o verso Four dead in Ohio, em uma das suas mais contundentes composições.

Tão contundente que ele nomeia o presidente americano como culpado pelas mortes, com todas as letras, no verso "Tin soldiers and Nixon coming". David Crosby chegou a declarar que essa foi a "atitude mais corajosa que ele já havia visto". Claro que o governo americano não gostou muito e a música foi banida, mas várias rádios universitárias e alternativas continuaram tocando Ohio, o que a tornou um hino do movimento pacifista nos anos 70.

Originalmente, ela foi lançada no compacto que tinha também Find The Cost of Freedom. Depois apareceu em várias compilações e registros ao vivo, mas apesar de ser uma composição originalmente do CSNY, sempre foi mais associada ao espírito rebelde de Young.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Blog on The Top: Harvest

Neil Young - Harvest
(EUA - 1972)
No dia 11 de março de 1972, Neil Young chegava ao topo da parada Billboard com seu 4º álbum solo, considerado por muitos o melhor de sua carreira. Gravado no ano anterior, é o seu trabalho que alcançou melhor vendagem.

Neil contou com a ajuda de alguns notáveis para a produção deste elepê, como James Taylor, Linda Ronstadt e seus ex-companheiros Crosby, Stills e Nash, da banda homônima recém separada.

Dois singles também chegaram ao topo isoladamente: Old Man e o clássico Heart of Gold. Entretanto, minha favorita deste álbum é Alabama, que é uma espécie de continuação de Southern Man, que fala do racismo no sul dos Estados Unidos. Foi essa canção que gerou o sucesso do Lynyrd Skynyrd, Sweet Home Alabama, como resposta para Young (I hope Neil Young will remember, a Southern man don't need him around anyhow). Está nele também The Needle and the Damage Done, outro clássico rustie.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Hoje no Rock: CSNY - Ohio

Em 4 de maio de 1970 um protesto contra a guerra do Vietnam, na Universidade de Kent, foi duramente abafado pela Guarda Nacional de Ohio, resultando na morte de 4 estudantes. O episódio logo ganhou as páginas dos jornais e revistas de todo o mundo.

Neil Young, que nessa época participava do Crosby Stills and Nash (e Young!), viu as reportagens e ficou chocado com a violência com que o protesto havia sido reprimido. Da sua indignação surgiu o verso Four dead in Ohio, em uma das suas mais contundentes composições.

Tão contundente que ele nomeia o presidente americano como culpado pelas mortes, com todas as letras, no verso "Tin soldiers and Nixon coming". David Crosby chegou a declarar que essa foi a "atitude mais corajosa que ele já havia visto". Claro que o governo americano não gostou muito e a música foi banida, mas várias rádios universitárias e alternativas continuaram tocando Ohio, o que a tornou um hino do movimento pacifista nos anos 70.

Originalmente, ela foi lançada no compacto que tinha também Find The Cost of Freedom. Depois apareceu em várias compilações e registros ao vivo, mas apesar de ser uma composição originalmente do CSNY, sempre foi mais associada ao espírito rebelde de Young.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Review: Neil Young - Fork in the Road

Contrastando com o post aí de baixo, nosso velho Neil mostra que, assim como Bob Dylan, mantém sua mente à frente dos caquéticos que dirigem as gravadoras. Há cerca de três meses soltou uma música nova e dessa vez ele mira na crise global criada pelos homens de olhos azuis.

E realmente são poucos que conseguem se reinventar, virar as páginas de sua auto-biografia, mas sem renegar suas raízes e o rumo que por mais de 40 anos guiou sua carreira. Mr Young continua contundente nesse bom Fork In The Road.

Estão lá as guitarras barulhentas e até caóticas em alguns momentos, mas sem perder o acento folk. Em alguns momentos dá até pra lembrar de clássicos como Cortez The Killer ou Alabama. O fato é que Neil passa muito bem o seu recado, batendo forte na sociedade permissiva em que vivemos, nos governantes corruptos e empresários egocêntricos.

Sobre as músicas? Eu destacaria a faixa título, além de When Worlds Colide, Hit the Road (video ao vivo la embaixo) e a ácida Johnny Magic. Trata-se de um álbum regular, que a gente ouve de cabo a rabo sem sentir o tempo passar. Bom pra ouvir na estrada ou até mesmo no seu mp3 player, tão popular nesses dias de hoje.

Mas o melhor de tudo é ver a vitalidade desse canadense de 63 anos, capaz de manter o ritmo, mesmo nesses tempos loucos. É de dar inveja em muito moleque que gravou 3 discos e se acha estrela. Basta dizer que seu disco mais recente é o Living With War, de 2006, onde meteu o couro no ainda recente governo Bush.

Vida longa Rusty!




quarta-feira, 11 de março de 2009

Blog on The Top: Harvest

Neil Young - Harvest
(EUA - 1972)
No dia 11 de março de 1972, Neil Young chegava ao topo da parada Billboard com seu 4º álbum solo, considerado por muitos o melhor de sua carreira. Gravado no ano anterior, é o seu trabalho que alcançou melhor vendagem.

Neil contou com a ajuda de alguns notáveis para a produção deste elepê, como James Taylor, Linda Ronstadt e seus ex-companheiros Crosby, Stills e Nash, da banda homônima recém separada.

Dois singles também chegaram ao topo isoladamente: Old Man e o clássico Heart of Gold. Entretanto, minha favorita deste álbum é Alabama, que é uma espécie de continuação de Southern Man, que fala do racismo no sul dos Estados Unidos. Foi essa canção que gerou o sucesso do Lynyrd Skynyrd, Sweet Home Alabama, como resposta para Young (I hope Neil Young will remember, a Southern man don't need him around anyhow). Está nele também The Needle and the Damage Done, outro clássico rustie.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Rock News: Neil Young se inspira em carro movido a energia alternativa em novo álbum

O Lincoln Continental de 1959 modificado - que agora roda com combustível alternativo - que o músico possui foi uma das grandes inspirações para o novo álbum do veterano.

Preocupado com as questões econômicas, sociais e ecológicas do mundo moderno, Neil Young compôs durante todo o ano de 2008 as canções que compõe “Fork in the Road” tendo em mente esses temas. O álbum tem lançamento agendado para o dia 07 de abril, pela Reprise Records.

O carro do músico, um híbrido movido a biodiesel e energia elétrica, foi adaptado por Johnathan Goodwin que tem como projeto desenvolver veículos que não utilizem gasolina e que sejam comercialmente viáveis. Um documentário que mostrará o Lincoln Continental de Neil Young atravessando os EUA sem usar gasolina deve ser lançado em breve.

Quanto ao álbum, foi gravado ao lado da banda composta por Ben Keith (guitarra, teclado), Chad Cromwell (bateria), Rick Rosas (baixo), Pegi Young (voz) e Anthony Crawford (voz, guitarra). Uma edição especial com um DVD bônus incluindo um vídeo ao vivo de Neil Young tocando “A Day in the Life” dos Beatles está em pré-venda no site do músico, www.neilyoung.com.

Confira o repertório de “Fork in the Road“:

01. When Worlds Collide
02. Fuel Line
03. Just Singing A Song
04. Johnny Magic
05. Cough Up The Bucks
06. Get Behind The Wheel
07. Off The Road
08. Hit The Road
09. Light A Candle
10. Fork In The Road
fonte: Terra


Em breve aqui, quando sair ou quando vazar!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Rock News: Neil Young divulga vídeo com música inédita sobre crise econômica

O músico canadense Neil Young postou em seu site um clipe do YouTube em que aparece dublando uma música inédita, chamada “Fork in the road”. No vídeo, feito com uma única câmera estática, Young aparece cantando a música e comendo uma maçã conectada a um fone de ouvido branco. No final, Young tem direito a um solo de air guitar enquanto dois homens retiram uma Tv de plasma de uma casa ao fundo.

“A ajuda está vindo, mas não é para você”, canta Young, em referência ao “bailout” cedido pelo governo norte-americano para instituições financeiras. Um porta-voz do cantor confirmou à revista Rolling Stone que a música será a faixa-título do próximo disco de Young.

Projetos
No momento o músico está lançando uma série de discos chamada “Archives” – e que deveria culminar com o lançamento de uma caixa nos próximos meses. Além disso, Young deve lançar um novo disco com sua banda de apoio, a Crazy Horse, chamado “Toast”.

O porta-voz do cantor diz que ambos os projetos podem ter o lançamento adiado. Recentemente Neil Young esteve envolvido em uma série de atividades: promover o documentário “Dejá vu”, sobre a turnê do Crosby, Stills, Nash & Young, fazer uma turnê mundial, produzir o documentário “Linc/Volt” a respeito de carros que usam fontes alternativas de energia, e, ao que parece, escrever músicas sobre a crise financeira.
fonte: G1


Sempre engajado, o velho Neil está sempre aprontando das suas. Ouvi o som e me amarrei, mas no site dele foi difícil. Acho melhor pelo iutubiu, aí embaixo.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Rock News: Neil Young mostra novas músicas em Nova York

Aos 63 anos, o veterano roqueiro Neil Young mostrou algumas de suas músicas em um show no Madison Square Garden, famoso ginásio de Nova York, nos Estados Unidos.

Entre seu novo repertório, o canadense incluiu algumas novas canções, que, como de costume, abordam temas polêmicos e ativistas como em Fuel Line, uma crítica ao uso do petróleo. Young também mostrou as músicas Light a Candle e Hit the Road na Go to Town.

Porém, o ponto alto da apresentação foram os hits que consagraram o roqueiro, que levaram o público norte-americano ao delírio. Heart of Gold, Old Man, Cinnamon Girl, Rockin in the Free World e Cortez The Killer foram as mais cantadas pelo público.
fonte: Terra


A aguardar! Nem preciso dizer que esse trabalho em breve pinta por aqui né? Enquanto isso, curtam o CD Sugar Mountain, Live at Canterbury House, de 1968, que postei há 2 semanas.

Aí embaixo um trecho do tal show. Assim que tiver o resto... já sabem né?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Review: Neil Young - Sugar Mountain, Live at Canterbury House 1968

Seguindo uma tendência cada vez mais forte no exterior, Neil Young[bb] antecipou o lançamento de seu novo CD Sugar Mountain, Live at Canterbury House para audição no site NPR, assim como fez Bob Dylan há poucas semanas. O lançamento oficial ocorre amanhã, 2 de dezembro.

Eu já fui lá, ouvi e gostei! Trata-se de um show realizado em 1968 com um Neil Young de apenas 22 anos, tímido, nervoso, falante e acompanhando apenas de seu violão. Ele intercala as faixas com conversas com a platéia, fala sobre suas músicas, conta histórias e aos poucos vai se soltando, até encerrar com a belíssima Broken Arrow, dos tempos do Buffalo Springfield.

Aliás, a sonoridade tem mais a ver com o Buffalo mesmo, recém separada na época. Para aqueles que (como eu) gostam do folk mais cru, esse disco será um manjar dos deuses. Entretanto, ele tem algumas faixas que podem soar cansativas aos ouvidos menos acostumados, como Last Trip to Tulsa, com seus 8 minutos de voz e violão.

Destaques também para Expecting to Fly, Old Laughing Lady e pra canção título do CD, Sugar Mountain. Se você foi até o NPR e não conseguiu ouvir, não se aflija! Eu já consegui os MP3 e cá estão, no bom e velho 4Shared.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Hoje no Rock: Neil Young, 63 anos

Neil Percival Kenneth Robert Ragland Young nasceu na cidade de Toronto no Canadá, mas ainda criança mudou-se para Winipeg, capital da província interiorana de Manitoba. Nesse ambiente rural teve os primeiros contatos com a música e formou suas primeiras bandas, desenvolvento o estilo folk que seria sua marca ao longo doa anos.

Aos 20 anos, de volta a Toronto forma o Mynah Birds com quem grava alguns compactos. Logo depois, já em Los Angeles, funda com Stephen Stills o mítico Buffalo Springfield, banda que inovou o folk-rock, mas que só teve reconhecimento anos depois.

Em 1969 lança seu primeiro disco solo, ao mesmo tempo em que passa a fazer parte do grupo Crosby, Stills and Nash[bb], agora como membro efetivo, tendo seu nome adicionado. A participação dura apenas 2 anos, com uma separação amigável e voltas furtivas ao longo dos anos. Desde então é acompanhado pela Crazy Horse, sua banda de apoio.

Os anos 70 foram de altos e baixos para Young[bb], com envolvimento com álcool e drogas e períodos de depressão. Isso o levou a composições mais pesadas e cruas, o que por vezes o afastou de seus fãs e inspirou críticas negativas. Entretanto é da mesma década o sensacional LP Harvest, de 1972, tido por muitos como seu melhor trabalho. Nele estão clássicos como Alabama (minha favorita), Heart of Gold e The Needle and the Damage Done.

Sua postura engajada sempre lhe rendeu críticas. Na música Alabama e fala claramente do racismo no sul dos EUA. A banda Lynyrd Skynyrd se sentiu ofendida e respondeu na música Sweet Home Alabama (Well I heard mister Young sing about her/ Well, I heard ole Neil put her down / Well, I hope Neil Young will remember/ A Southern man don't need him around anyhow). Os anos mostraram que Young estava certo.

Os anos 80 vieram com o reconhecimento pelo seu trabalho, incluindo o Buffalo Springfield, compilações e participações com outros artistas. Suas letras, sempre politicamente ativas continuam contundentes e é o tipo de artista que sempre tem algo a dizer, doa a quem doer. Recentemente lançou com seus velhos amigos Crosby, Stills and Nash o DVD Deja Vu, gravado durante a turnê de 2006.

Meu estilo ao violão folk tem muito a ver basicamente com duas influências: The Band e Young. No caso das letras me identifico mais com Young, por sua vertente mais crítica (Vida de Cão tem um pouco disso). Curiosamente, Young toca junto com o The Band no magistral The Last Waltz, filme do qual já falei aqui no blog.

De presente pra vocês, o álbum Harvest, de 1972.
Keep on Rockin' in the Free World, Mr Young!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Rock News: Neil Young lança disco perdido

fonte: Terra
O cantor canadense Neil Young[bb] e sua banda bissexta Crazy Horse vão lançar um álbum gravado em 2000 e até então engavetado. Toast, produzido num estúdio de mesmo nome em San Francisco, foi esquecido por conta de suas composições inacabadas e da frustração de Young e Crazy Horse em relação ao resultado das gravações.

Oito anos depois, Young e o co-produtor John Hanlon estão trabalhando na mixagem das músicas de Toast. De acordo com mensagem publicada no site do músico, a maior parte das composições desse novo lançamento soa "blueseira e jazzística". Outras remetem a Tonight's the Night (1975).

Ainda segundo o site de Young, Toast é "o primeiro de uma nova série de discos não-lançados" de Young. A data de lançamento do álbum não foi divulgada.


Uma vez li uma matéria na Veja dizendo que nomes como Neil Young, Sting e Paul Simon estavam ficando chatos, que não tocavam mais o que os caracterizou, estavam muito experimentais. Ah, faça-me o favor... é a mesma turma que reclama porque o Dylan não tava a fim de tocar pela pentelhonésima vez Blowin' in the Wind. Vá ouvir Caetano então, esse não é nem um pouco chato né?

Colaboração da minha amiga Ro.