quinta-feira, 3 de junho de 2010

Blog on the Top: Thick as a Brick

Jethro Tull
Thick as a Brick
(EUA - 1972)
Quando Aqualung saiu, foi recebido pela crítica como um álbum conceitual, rótulo que Ian Anderson refutou duramente. "Eles querem um disco conceitual? Ok, vou dar-lhes um!" teria dito ele.

Thick as a Brick é um álbum de uma música só. Aliás, Thick as a Brick é uma música apenas, com cerca de 45 minutos, com os climas se revezando ao longo da execução. Isso foi um problema no lançamento original em vinil, que só permite 23 minutos por lado. Mas era só virar o disco e a música continuava.

Outro dado interessante é a temática. O disco teria sido inspirado em um poema escrito por um menino de 8 anos chamado Gerald Bostock, ou Little Milton, sobre os desafios de envelhecer. Aliás, nos créditos no disco são para Anderson/Bostock, na verdade, a mesma pessoa. A capa é um show a parte, reproduzindo um tablóide local. Originalmente era um jornal mesmo, com 12 páginas constando notícias, fofocas, classificados, anúncios e, claro, a letra! Infelizmente a beleza do design foi perdida quando precisou ser convertida para CD.


Anderson considerava Thick as a Brick uma espécie de sátira ao progressivo que emergia na ocasião. Ele chegou a afirmar que Thick as a Brick estava para o Emerson Lake and Palmer assim como o filme Airplane (Aperte os Cintos o Piloto Sumiu) estava para Aeroporto.

Acima de qualquer rótulo, Thick as a Brick é uma das mais criativas obras do rock, independente de ser progressivo ou não. Não apenas pela estupenda composição, mas também pelo conceito, arte, execução e temática. É um disco de uma época em que a qualidade colocava os artistas no topo das paradas e não da forma como vemos atualmente, com bundas e cornos na luta do vale tudo pela mídia. Indispensável!

Aí embaixo, ao vivo, no Madison Square Garden, 1978.

3 comentários:

Danilo. disse...

Perfeito.

Luciano Ox disse...

Eu diria: mais que perfeito !!! Este post tá me motivando a garimpar em Porto Alegre o disco, em vinil, obviamente.
Sem dúvida, este album é uma obra de arte !!!

Ricardo Mann disse...

Queira o Ian Anderson ou não o disco É PROGRESSIVO. Ele aida lançou outro álbum conceitual logo em seguida, o "Passion Play" no mesmo esquema: uma música só dividida no vinil.
Bons tempos!