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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Rock News: Crosby, Stills e Nash trazem ecos de Woodstock para o Rio de Janeiro

Foram mais de 40 anos de espera para que um dos ícones do festival de Woodstock se apresentasse no Brasil. David Crosby, Stephen Stills and Graham Nash terminaram sua turnê pelo Brasil (já haviam tocado em Belo Horizonte e São Paulo) neste domingo, com um show que vai ficar na história da cidade como um dos mais belos de todos os tempos.

Com um currículo que inclui participações em grupos seminais dos anos 60 como The Birds (David Crosby), Buffalo Springfield (Stephen Stills) e The Hollies (Graham Nash), o trio relembrou quase todos os grupos, além de tocar os clássicos da carreira (inclusive os gravados com o sempre supervalorizado Neil Young).

Tudo esteve perfeito no Citibank Hall, estavam lá as canções de protesto - até mesmo uma nova, Almost Gone, sobre Bradley Manning, um soldado americano que está preso e sendo torturado pelo governo norte-americano por ter liberado documentos para o site WikiLeaks) -, belas melodias, harmonias vocais belíssimas, inspirados solos de guitarra (cortesia de Stephen Stills) e um clima de harmonia e integração com a plateia.

A noite serviu para que a cidade tivesse o privilégio de conferir a ótima forma vocal de David Crosby (apesar de todos os abusos com drogas durante sua vida), os solos do guitar hero Stephen Stills e as harmonias, melodias e jeitão de band leader de Graham Nash. A configuração do Citibank Hall (somente com cadeiras) também ajudou a impedir que as pessoas dos lugares mais baratos invadissem os lugares mais nobres e atrapalhassem a visão de quem pagou caro pela proximidade com os músicos e os mal-educados que tentaram tirar fotos perto do palco. A segurança foi perfeita. Já o público, ficou sentado nas canções mais delicadas do show, mas foi 'obrigado' a aplaudir de pé praticamente todas as músicas, arrancando sorrisos discretos, mas sinceros dos astros da noite. 


A banda foi um espetáculo a parte. Com membros vindos de diferentes backgrounds (Sting, Jackson Brown, Bruce Springsteen e até mesmo o filho de Crosby pilotando os teclados), eles proporcionaram uma base sonora que permitiu aos três front men focarem seus esforços em suas próprias performances.

O setlist praticamente seguiu os das apresentações anteriores no país, apenas com a mudança no bis, onde entrou Woodstock e saiu For What It's Worth. Uma troca que manteve o nível de qualidade do repertório (melhor seria manter as duas). O show, que teve dois sets de pouco mais de 1h20 e um intervalo de 15 minutos, poderia ter o triplo da duração que ainda poderia gerar lamentos por uma ou outra música ausente.

Crosby, Stills e Nash provaram mais uma vez que a crise econômica na Europa tem seus pontos positivos. Nunca tantos bons músicos estrangeiros vieram conhecer ou rever nosso país. Privaram também que há algo que faz com que esse bando de senhores setentões, que passaram por vários percalços durante suas vidas, mantenha um vigor e uma forma de dar inveja aos pseudo astros da música atual. Que a próxima visita não demore 40 anos para acontecer.
fonte: O Fluminense 




Perdi mais esse... taí um gostinho só pra babar nos velhinhos

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Rock News: Joe Cocker, Roger Hodgson e Crosby, Stills & Nash se apresentam no Brasil

As grandes lendas da música, Joe Cocker, Roger Hodgson e o trio Crosby, Stills & Nash se apresentam em Belo Horizonte, (MG) entre março e maio, de acordo com a produtora Nó de Rosa. As apresentações acontecerão no Chevrolet Hall.

O cantor Joe Cocker, que ganhou fama após o festival Woodstock, após interpretar sua versão de “With a Little Help From My Friends”, dos Beatles, deve apresentar muitos outros sucessos de sua carreira, como “You Are So Beautiful”, no dia 31 de março.

O inglês Roger Hodgson, a lendária voz da banda Supertramp, faz show no dia 27 de abril. Autor dos sucessos “Give A Little Bit”, “Dreamer” e “The Logical Song”, entre outros, o músico volta a Belo Horizonte para lançar o DVD que gravou na última turnê mundial.

Crosby, Stills & Nash, conhecidos pelas brilhantes performances vocais no estilo folk rock se apresentam no dia 13 de maio.

O valor dos ingressos não foi definido pela produtora. Não há ainda informações sobre outras apresentações no País.
fonte: Rock Online


Vamo lá uai!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Rock News: Crosby, Stills and Nash regravam clássicos do rock em novo álbum

O veterano cantor Graham Nash, que junto com David Crosby e Stephen Stills forma o Crosby, Stills & Nash, revelou em entrevista à revista norte-americana "Billboard" que o trio já deu início às gravações de seu próximo álbum, o primeiro em mais de 10 anos.

Produzido por Rick Rubin — que trabalhou com Johnny Cash e as bandas Weezer, Red Hot Chili Peppers e Metallica, entre outras —, o novo disco trará apenas regravações de clássicos do rock, como "Norwegian wood" (Beatles), "Ruby tuesday" (Rolling Stones) e "Girl from the North Country" (Bob Dylan).

"Depois de 40, 50 anos, é difícil dizer ao CSN o que fazer em estúdio, mas está sendo uma grande experiência. Estamos abertos a ouvir Rick. Ele tem boas ideias", declarou o cantor à publicação, acrescentando que um terço do repertório já foi gravado.

Ainda sem nome, o álbum só será lançado em 2011 e também terá covers de "Reason to believe" (Tim Hardin) , "Lives in the balance" (Jackson Browne), "Midnight rider" (The Allman Brothers Band), "You can close your eyes" (James Taylor) e "Uncle John's band" (Grateful Dead).

Paralelamente, Nash trabalha ao lado do arquivista Joel Bernstein organizando um disco ao vivo a partir de nove shows do Crosby, Stills, Nash & Young gravados em 1974.

"Neil Young me deu carta branca para seguir com este álbum. Ele me conhece. Confia em mim. Sente que posso fazer isso. Claro que ele tamém vai se envolver, porque não vou mixar nada definitivamente até que ele ouça e aprove, assim como David e Stephen", concluiu.
fonte: Globo.com



Esse eu quero ver!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Review: Novo disco reúne as primeiras gravações de Crosby, Stills & Nash, em versões cruas de alguns sucessos

"Demos" pode até ser um assumido projeto caça-níqueis, raspa de tacho, reunindo em suas 12 faixas versões tiradas de fitas demo gravadas entre 1968 e 1971 por David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash. Mas, editado nos Estados Unidos há um ano e agora no Brasil, pela Warner, é também um disco que vale o investimento, tanto para aficionados do trio quanto para aqueles que só agora estão descobrindo um dos primeiros supergrupos dos anos 60 e 70. E esses rascunhos de canções, lançadas depois nos álbuns de Crosby, Stills & Nash ou em discos solo de cada um, soam melhores do que muito do que eles gravaram em seguida.

Ao se encontrarem na então flower power da Califórnia de 1968, os três vinham de bem-sucedidas carreiras no rock. Crosby despontara nos Byrds, uma das muitas respostas americanas à invasão britânica de Beatles, Stones e companhia; Nash largara os Hollies, do segundo escalão da tal brigada britânica; enquanto Stills fora do Buffalo Springfield, grupo que também contou com o canadense Neil Young, que um ano depois se juntaria aos três. Como trunfo, além do bom repertório original, eles tinham o instrumental acústico, calcado principalmente em seus violões e sofisticadas harmonizações vocais. Remando contra a maré elétrica e barulhenta de Jimi Hendrix, Cream (com Eric Clapton), Jeff Beck Group, Led Zeppelin (com Jimmy Page) e demais guitar heroesres que na época ditavam as regras da cena roqueira, o Crosby, Stills & Nash virou uma referência para muitos dos cantores e compositores da cena folk-rock que proliferaram na década de 70.

O álbum de estreia, "Crosby, Stills & Nash", em maio de 1969, virou um clássico instantâneo e está representado em três demos: "Marrakesh Express", a única demo gravada com o trio completo; e "You don't have to cry" e "Long time gone", estas rascunhadas, respectivamente, por Stills e Crosby & Stills.

Em março de 1970, foi a vez de outro álbum clássico, "Déjà vu", já como um quarteto - Neil Young entrou para o grupo a tempo de participar, em agosto de 1969, do Festival de Woodstock. Desse disco vêm duas composições de e com Crosby, "Almost cut my hair" e a faixa-título. Em abril de 1971, eles ainda lançaram o álbum ao vivo "4 Way Street", que traz duas outras canções cujos rascunhos agora vêm a público, "Chicago" (de e com Nash) e "Love the one you're with" (de e com Stills).

O restante da coletânea traz material depois editado nos seus discos individuais. Canções tão boas quanto as do grupo, com destaque para "Music is love" (faixa do primeiro disco solo de David Crosby, que a interpreta nessa demo acompanhado de Young e Nash) e "Sleep song" e "Be yourself" (ambas de e com Nash). "Demos" que, quatro décadas depois, valem muito.
fonte: O Globo


O texto acima (ótimo, por sinal) termina muito bem, assinalando que são demos que valem ser ouvidas, ao contrário dos caça níqueis que andam por aí. Por outro lado, acho que são material para iniciados na obra de Crosby, Stills and Nash. De qualquer forma, leva uma nota 7! Clique lá na capa para aquela surpresa básica. Depois comente aqui!