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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Rock News: DVD traz show de Ray Charles na França, na década de 60

Em 1961, Ray Charles já era Ray Charles. Seis anos depois do estouro de Elvis Presley, Charles mudava de gravadora já como uma força incontrolável da natureza, um pianista cego do interior de Los Angeles, 31 anos, mulherengo, viciado em heroína e que só precisava contar de um a quatro para fazer o mundo parar.

Não era tudo, Ray Charles ficaria maior. Mas aquela temporada de shows no paraíso de Antibes, na costa francesa, era sua primeira chegada à Europa. Suas quatro apresentações ali, em 18, 19, 21 e 22 de julho de 1961, foram gravadas e, agora, saem em DVD com o peso de um sítio arqueológico (muitas imagens já estão no YouTube).

As captações em preto e branco mostram Ray ao lado esquerdo do palco, com sete de seus melhores homens, todos negros, tocando em fila do lado esquerdo. David ‘Fathead’ Newman está lá, ao tenor.

Bruno Carr, o gigante, levita na bateria. Hank Crawford arregaça ao trompete. Ray traz para uma plateia branca, jovem e vibrante (as palmas são batidas sempre com mãos ao alto) o que ele já tinha de melhor: Georgia on My Mind; Hallelujah, I Love Her So; Ruby; What I Say; Let the Good Times Roll...

E, em algumas canções, surge a formação original das Raeletts, com Gwen Berry, Pat Lyles, Darlene McCrea e Margie Hendrix, esta uma de suas sete mulheres oficiais, que lhe deu Jimi, um de seus 12 filhos oficiais.
fonte: Eldorado


Não. O Jimi, filho dele com Margie Hendrix, não é o Jimi Hendrix.
Aí embaixo o trailler.

domingo, 6 de março de 2011

Velha Guarda do Experience: Ray Charles

Muito já se falou sobre Ray Charles, sobretudo após o excelente filme sobre sua vida, lançado em 2004. Sua infância miserável, a perda da visão seu envolvimento com a heroína, a vida de mulherengo e os inúmeros filhos fora do casamento. Ele morreu em 2004, pouco antes do filme ser lançado e teria dado instruções para que nada fosse amenizado.

Mas o filme deixa a desejar em um ponto que muito nos interessa, caro leitor. A sua influência no rock'n'roll.

Ray começou sua vida musical ainda menino, enquanto estudava no Colégio Santo Agostinho, onde aprendeu vários instrumentos, entre eles o piano, obviamente. Daí para os gospels e spirituals foi um leve passo. O salto mesmo foi quando, no começo dos anos 50 ele partir para temas mais, digamos, profanos, por influência dos bluesmen e sobretudo de Nat King Cole, seu ídolo nos anos 40.

Mais para o meio da década, com o aparecimento de Chuck Berry, Bill Haley, Little Richard e cia, Ray partiu para o que, na minha opinião, contribuiu para as bases do que hoje chamamos rock and roll. Composições como I Got a Woman (regravada por Elvis), Talk 'Bout Me (regravada pelos Animals de Chas Chandler) e a inconfundível Hit The Road Jack transitam sem problemas entre os universos Blues, Soul e Rock, amarrando todos em uma só influência: Ray.

Não quero meter o dedo na ferida (já aberta) da paternidade do rock. Vivo dizendo aqui que o rock não tem pai: ele é filho da Dona Blues, que o criou sozinha e com muito esforço. Mas para isso contou com a ajuda de alguns tios solidários. Ray era, certamente, um deles.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Hoje no Rock: Ray Charles, 80 anos


Muito já se falou sobre Ray Charles, sobretudo após o excelente filme sobre sua vida, lançado em 2004. Sua infância miserável, a perda da visão seu envolvimento com a heroína, a vida de mulherengo e os inúmeros filhos fora do casamento. Ele morreu em 2004, pouco antes do filme ser lançado e teria dado instruções para que nada fosse amenizado.

Mas o filme deixa a desejar em um ponto que muito nos interessa, caro leitor. A influência no rock deste que, se vivo fosse, completaria hoje 80 anos, um menino perto do BB King.

Ray começou sua vida musical ainda menino, enquanto estudava no Colégio Santo Agostinho, onde aprendeu vários instrumentos, entre eles o piano, obviamente. Daí para os gospels e spirituals foi um leve passo. O salto mesmo foi quando, no começo dos anos 50 ele partir para temas mais, digamos, profanos, por influência dos bluesmen e sobretudo de Nat King Cole, seu ídolo nos anos 40.

Mais para o meio da década, com o aparecimento de Chuck Berry, Bill Haley, Little Richard e cia, Ray partiu para o que, na minha opinião, contribuiu para as bases do que hoje chamamos rock and roll. Composições como I Got a Woman (regravada por Elvis), Talk 'Bout Me (regravada pelos Animals de Chas Chandler) e a inconfundível Hit The Road Jack transitam sem problemas entre os universos Blues, Soul e Rock, amarrando todos em uma só influência: Ray.

Não quero meter o dedo na ferida (já aberta) da paternidade do rock. Vivo dizendo aqui que o rock não tem pai: ele é filho da Dona Blues, que o criou sozinha e com muito esforço. Mas para isso contou com a ajuda de alguns tios solidários. Ray era, certamente, um deles.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Blog'n'Roll: Ano Novo!

Papai Noel chegou e já se foi. Estamos naquela semana de comer as sobras da ceia, mas com um olho no gato e outro na sardinha, já que o ano novo nos bate à porta.

É hora de fazermos todas aquelas resoluções hipócritas que serão esquecidas antes do carnaval. Mas vale pela simples vontade de mudar e, por que não, começar de novo de outra forma.

Os anos 60 foram recheados de recomeços e o maior deles talvez tenha sido na fase hippie, onde todos achavam que o amor e a música poderiam mudar o mundo. Bom, eu ainda acho, mas não sei se isso faz de mim um hippie fora de época...

Anyway, desde muito tempo meu som favorito para o ano novo é um sucesso de 1969 do 5th Dimension, chamado Aquarius (Let the Sun Shine In). Carregada de uma aura mística e positividade, é o tipo de música que bota o sujeito mais cintura dura pra dançar (isso inclui a mim), principalmente se já tiver tomado uns goles de espumante. Tem uma seção rítmica sensacional, um trabalho de baixo e bateria como manda o figurino do soul.

A banda surgiu no começo dos sixties e foi produzida de início por Ray Charles. Acompanhou artistas como Johnny Rivers, até estourar e emplacar alguns hits nos EUA. Aquarius é seu maior sucesso, tendo aparecido no musical Hair e, nos anos 90, na trilha de Forrest Gump.

No mais, boas entradas e um 2008 com muito rock’n’roll para todos!

No RapidShare, a trilha sonora do reveillon:
http://rapidshare.com/files/79654143/5th_Dimension_-_Aquarius__Let_The_Sunshine_In_.mp3.html