quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mustang na Estrada: Hoje Tem

Ok, era pra ser um ensaio aberto, algo informal. Mas o feriado que se anuncia transformou a quinta numa sexta-feira virtual e não teve pra onde correr: hoje é show mesmo, com time completo e com direito a um reforço de última hora.

Trata-se do tecladista Ricardo Mann, que já vinha contribuindo com as últimas gravações da banda (aguardem) e participando dos nossos ensaios. Sua participação então tornou-se um desenvolvimento natural, deixando os arranjos ainda mais completos e complexos.

Ainda dá tempo! A partir das 22 horas, no Dragon Jack, Mustang '65 tocando os clássicos de hoje e, modéstia a parte, nossas músicas, que serão clássicos daqui 30 anos! ha ha ha!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Hoje no Rock: Paul McCartney - Thrillington

Verdadeira mosca branca da discografia Sir Paul McCartney, esse inusitado álbum foi lançado em 1977, 6 anos após Ram, seu segundo disco solo. E se aqui eu cito o Ram, é justamente porque Thrillington vem a ser uma espécie de suíte sinfônica para este disco.

Antes de mais nada, é importante dizer que Paul não assina o álbum, mas sim um tal de Percy "Thrills" Thrillington, que teria feito os arranjos para Ram, em clima de big band. O projeto começou durante as gravações do Ram original, mas a formação do Wings acabou mandando-o para a gaveta por 6 anos.


Antes de ser lançado, em 29 de abril de 1977, Paul tomou o cuidado de colocar notas em jornais anunciando o lançamento, mas assinando como Percy Thrillington. Claro que isso gerou muita curiosidade. O disco teve uma tiragem limitada e poucos tiveram acesso ao seu conteúdo. Não havia nenhuma referência a Paul nos créditos.

O mistério ficou no ar até 1989 quando, em uma coletiva de imprensa ele foi perguntado sobre o disco, onde respondeu "Ótima pergunta para encerrar essa coletiva, o mundo realmente precisa saber. Na verdade fomos Linda e eu e nós mantivemos esse segredo por tanto tempo, mas agora todos sabem!".

O interessante é que até resenhas sobre esse disco são difíceis de achar. Mesmo assim encontrei algumas que o chamavam de "pouco inspirado" e até mesmo "brega". Apenas gente que não entendeu a piada. Paul é como aqueles jogadores de futebol que, após jogar uma temporada extenuante, aproveita as férias batendo uma peladinha. Ele é o cara que faz música o tempo todo e, pra relaxar, faz um sonzinho...

Ram é meu favorito na carreira solo de Macca por seu clima cru, e como eu mesmo defino, com cheiro de bosta de boi. Mas Thrillington é o contraponto a isso e acho que é aí que está o pulo do gato. Com seu ar sofisticado, ele mostra como Paul pode ser genial nas duas pontas da mesma corda, apenas mudando o arranjo de suas músicas. Recomendado!

Rock New: Kansas anuncia lançamento de DVD ao vivo com orquestra

Em comemoração pelos 35 anos do lançamento do primeiro álbum de estúdio, a banda Kansas anunciou a data de lançamento do DVD ao vivo “There’s Know Place Like Home”. Este DVD estará disponível a partir do dia 04 de agosto e trará registrado um show realizado em 07 de fevereiro deste ano.

O show contou com os atuais integrantes do grupo - Steve Walsh (voz, teclado), Rich Williams (guitarra), David Ragsdale (violino), Billy Greer (baixo) e Phil Ehart (bateria) - e dois antigos guitarristas da banda, Kerry Livgren e Steve Morse. A banda foi acompanhada por uma orquestra com 50 músicos.

Na apresentação especial o grupo tocou músicas que se tornaram sucesso durante a carreira como “Dust in the Wind”, “Carry On Wayward Son”, “Hold On” e “On the Other Side”, entre outras.

Após o lançamento abanda deve anunciar algumas apresentações pela América do Norte tendo como banda de abertura o Native Window, banda formada pelos próprios integrantes do Kansas, exceto Walsh.
fonte: Terra


Hum, Kansas é? Aguardem mais notícias sobre eles aqui mesmo, em breve. Muito breve!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Rock News: MGMT obriga partido de Nicolas Sarkozy a pagar por uso indevido de música

O grupo de rock MGMT anunciou que chegou a um acordo com a União por um Movimento Popular (UMP), partido do presidente francês, Nicolas Sarkozy, depois de ameaçar processá-lo pelo uso indevido da música "Kids". Curiosamente, o partido é um ferrenho defensor de punições mais rigorosas à pirataria e ao download ilegal de músicas, mas não pediu autorização aos neo-hippies Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden (os homens por trás da sigla MGMT) para usar sua canção em um congresso e na trilha sonora de dois vídeos postados no site oficial da UMP.

"Normalmente o MGMT não mistura música e política, mas o fato de que a UMP usou nossa canção sem permissão, enquanto simultaneamente lidera uma política antipirataria nos pareceu um tanto inapropriado", disse a dupla, em nota, há cerca de um mês.

Sarkozy concordou em pagar uma quantia (não divulgada) ao MGMT, donos de um dos hits de 2008, "Time to pretend". Os músicos, porém, fizeram questão de dizer que a ameaça de processo ao partido do presidente francês não significa que eles compartilhem a visão punitiva em relação ao download de músicas.

"Acreditamos que o acesso à música beneficia tanto artistas como os fãs, e sem dúvida nos ajudou a divulgar nosso trabalho ao redor do mundo. Não queríamos ser o 'americano típico' e sair processando, apesar dos maravilhosos benefícios financeiros e dos casacos de chinchila que isso nos traria", explicaram, debochadamente.

Com o dinheiro que receberão do partido francês, pretendem ajudar a própria classe.

"Vamos usar o montante cedido pelo UMP como doação para organizações pró-direitos dos artistas. Obrigado, França, pela ótima comida. C'est bon", disseram.

O MGMT lançou seu primeiro disco, "Oracular spetacular", em outubro de 2007. Rapidamente, fizeram sucesso com letras e instrumentação eletrônico-psicodélicas de suas músicas. A banda participou da edição de 2008 do Tim Festival e atualmente prepara seu segundo álbum.
fonte: O Globo


É isso aí seu Sarkozy, faça o que eu digo mas não faça o que eu faço. O que mais me irrita nessa pendenga dos cães de guarda engravatados contra o download de música é a hipocrisia com que agem e falam aos meios de comunicação, estes, quase sempre coniventes.

Tapa com luva de pelica, e muito bem dado!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Hoje no Rock: Tom Petty - Full Moon Fever

Há exatos 20 anos era lançado Full Moon Fever, o primeiro trabalho solo do americano Tom Petty. Lembro de, no já distante ano de 1989, ter comprado o vinil (que tenho até hoje) após ter ouvido e adorado o primeiro lançamento de uma super banda: os Traveling Wilburys.

É até estranho chamar esse ótimo disco de solo, já que nele participam membros dos Heartbreakers, banda que já acompanhava Petty antes. O estilo também é próximo do que ele já fazia mas com um algo mais.

O álbum surgiu após a criação dos Wilburys, banda que reunia ainda George Harrison, Bob Dylan, Jeff Lynne e Roy Orbison. Estão nele parcerias nas composições entre Petty e Lynne, que também produziu Full Moon. Além disso, eles já haviam encontrado-se nas gravações do álbum Cloud Nine, de George Harrison e no single You Got It, de Roy Orbison. Como retribuição, participam na produção e backing vocals do Full Moon Fever. Participou também o baterista Jim Keltner e o guitarrista Mark Campbell.

Em Full Moon Fever estão clássicos como Wont Back Down, A Face in the Crown, Free Fallin' e Running Down a Dream além do cover dos Byrds I Feel a Whole Lot Better. O acento sulista está presente como sempre assim como no trabalho com os Wilburys, mas sem o ônus de ser um coadjuvante de Harrison e Dylan. A mistura entre o rock e o folk, com tempero contry é muito bem feita e a audição acontece sem a gente nem perceber.

Mesmo completando 20 anos, Full Moon Fever continua sendo um dos meus discos favoritos e ao meu ver, traz um Tom Petty no auge da forma, superior até mesmo aos seus trabalhos com os Heartbreakers. Obrigatório!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Rock News: Pink Floyd processa a própria gravadora por falta de pagamento

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, o Pink Floyd está processando a EMI, gravadora da qual a banda é contratada desde 1967, por considerar que a empresa está “errando nos cálculos” dos royalties devidos ao grupo.

O processo inédito mostra que a relação entre o selo e a banda pode estar abalada. A aquisição da EMI pela empresa Terra Firma pode ser responsável pelos problemas recentes com o Pink Floyd. Artistas como Paul McCartney e Radiohead deixaram a gravadora após a entrada da Terra Firma, que comprou a EMI por 4 bilhões de libras (quase R$ 13 bilhões).

A banda é um dos artistas mais lucrativos da gravadora: seu catálogo só vendeu menos que o dos Beatles nos últimos 25 anos. Entre seus álbuns mais famosos está “The dark side of the Moon”, um dos discos mais vendidos de todos os tempos.
fonte: Globo.com


Pois é, e aposto que os caras da Terra Firma querem fuzilar qualquer um que baixe um MP3. Será que eles vão ter dos meios de comunicação o mesmo tratamento que os "vilões" do Pirate Bay tiveram? Pago pra ver!

Blog on the Top: Ticket To Ride

Beatles
Ticket to Ride
(Inglaterra - 1965)
Gravada em 15 de fevereiro de 1965 e lançada 2 meses depois, Ticket to Ride logo chegou ao topo das paradas britânicas, trazendo como lado B do single a baladinha Yes It Is. Ela está também no filme Help.

Oficialmente, trata-se de mais uma faixa Lennon-McCartney, mas em entrevistas os dois se contradizem com relação a "quem compôs o que". Segundo Paul, a letra é de John e ele teria contribuido com 40% da melodia. Segundo John, Paul contribuiu apenas com a forma com que Ringo toca a bateria. Independente da autoria da música, o fato é que essa é a primeira música do Beatles em que Paul aparece como guitarrista nos créditos das gravações.

Outra curiosidade acerca de Ticket to Ride, é a origem da sua letra. Há várias explicações plausíveis, que vão desde a óbvia separação, até a referência ao abandono de John por sua mãe, passando por aventuras com as prostitutas de Hamburgo. Mais uma que nunca saberemos...

sábado, 18 de abril de 2009

Rock News: Robert Cray vem ao Brasil para três shows

O guitarrista de Blues Robert Cray vem ao Brasil para três apresentações no início de maio. O americano iniciou sua carreira musical no final da década de 70 quando ainda era um estudante de arquitetura.

Logo descobriu que a música falava mais alto e mergulhou na carreira primeiramente com uma banda e depois de forma solo. O músico tem mais de 15 álbuns lançados e já participou de álbuns de lendas do blues, como John Lee Hooker.

Seu mais recente lançamento é “Live From Across The Pond”, álbum duplo ao vivo que chegou ao mercado em 2006. É esse show que Robert Cray traz ao Brasil. No palco, o guitarrista é acompanhado pelos músicos Tony Braunagel (bateria), Jim Pugh (teclado) e Richard Cousins (baixo).

As apresentações acontecem dias 07 e 08 de maio, em São Paulo, e dia 09, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, os ingressos podem ser adquiridos na pré-venda exclusiva até 20/04, para até dois ingressos, com os cartões HSBC Mastercard. Confira mais detalhes sobre a passagem do músico pelo Brasil:


07 e 08/05/2009 - São Paulo/SP
HSBH Brasil - Rua Bragança Paulista, 1281
Horário: 22h00
Ingressos: de R$ 100,00 a R$ 300,00
Classificação etária: 14 anos
Informações: www.hsbcbrasil.com.br

09/05/2009 - Rio de Janeiro/RJ
HSBC Arena - Avenida Embaixador Abelardo Bueno, 3401
Informações: 21 3035-5200 / www.hsbcarena.com.br
fonte: Terra


Quem chegar por último é mulher do padre! Nothing but a woman, nothing but a woman, no no...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Review: Neil Young - Fork in the Road

Contrastando com o post aí de baixo, nosso velho Neil mostra que, assim como Bob Dylan, mantém sua mente à frente dos caquéticos que dirigem as gravadoras. Há cerca de três meses soltou uma música nova e dessa vez ele mira na crise global criada pelos homens de olhos azuis.

E realmente são poucos que conseguem se reinventar, virar as páginas de sua auto-biografia, mas sem renegar suas raízes e o rumo que por mais de 40 anos guiou sua carreira. Mr Young continua contundente nesse bom Fork In The Road.

Estão lá as guitarras barulhentas e até caóticas em alguns momentos, mas sem perder o acento folk. Em alguns momentos dá até pra lembrar de clássicos como Cortez The Killer ou Alabama. O fato é que Neil passa muito bem o seu recado, batendo forte na sociedade permissiva em que vivemos, nos governantes corruptos e empresários egocêntricos.

Sobre as músicas? Eu destacaria a faixa título, além de When Worlds Colide, Hit the Road (video ao vivo la embaixo) e a ácida Johnny Magic. Trata-se de um álbum regular, que a gente ouve de cabo a rabo sem sentir o tempo passar. Bom pra ouvir na estrada ou até mesmo no seu mp3 player, tão popular nesses dias de hoje.

Mas o melhor de tudo é ver a vitalidade desse canadense de 63 anos, capaz de manter o ritmo, mesmo nesses tempos loucos. É de dar inveja em muito moleque que gravou 3 discos e se acha estrela. Basta dizer que seu disco mais recente é o Living With War, de 2006, onde meteu o couro no ainda recente governo Bush.

Vida longa Rusty!




Rock News: Fundadores do Pirate Bay são condenados à prisão na Suécia

Os quatro responsáveis pelo The Pirate Bay, o mais popular site de compartilhamento de arquivos do mundo, foram condenados a um ano de prisão e a pagar indenizações que somam 30 milhões de coroas suecas (US$ 3,55 milhões) por perdas e danos. A sentença foi dada nesta sexta-feita por uma corte de Estocolmo, na Suécia.

Frederik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Carl Lundstrom e Peter Sunde foram condenados por "ajudar a tornar conteúdo protegido por direito autoral disponível" na internet. Warg e Neij são os fundadores do Pirate Bay. Sunde é programador e porta-voz do grupo e Lundström financiou os servidores onde o site é hospedado.

Per E. Samuelsson, advogado de Lundström disse que vai apelar do veredito, que ele definiu como escandaloso, e alegou que seu cliente terá de arcar com todos os custos do processo, uma vez que os outros réus não têm recursos para pagar as multas.

- Mesmo que eu tivesse o dinheiro, preferia queimá-lo a pagar a multa - disse Sunde.

Peter Sunde garantiu que o site continuará no ar. Com uma imagem de Daniel San ilustrando sua página, o Pirate Bay ironizou a decisão da justiça , como já era de se esperar.

"É como em todos os bons filmes, os heróis perdem no início mas alcançam uma vitória épica no final de qualquer forma. Essa é a única coisa que hollywood nos ensinou."

Na noite de quinta-feira os acusados já haviam admitido a derrota, afirmando que tinham recebido uma informação de que seriam condenados. Peter Sunde comentou o fato em sua conta de Twitter "Sério, é um pouco LOL. Antes eram só os filmes, agora até vereditos vazam antes de seu lançamento oficial".

O Pirate Bay é um site com uma ferramenta de buscas que ajuda a encontrar arquivos de torrent na internet. Os réus argumentaram desde o início do julgamento que nenhum dos arquivos é armazenado nos servidores do site, mas sim nos computadores dos usuários. O juiz, no entanto, ignorou as alegações técnicas e considerou válido o argumento da promotoria, que afirmava que os administradores do site contribuem conscientemente para a pirataria.

Os US$ 3,6 milhões em multas serão divididos por 17 empresas de mídia, entre elas a Warner Bros, MGM, Columbia, Twentieth Century Fox Film, Sony BMG, Universal, EMI, Activision Blizzard e Sierra. A companhia que receberá a maior fração será a Fox (US$ 1,3 milhão), seguida da Columbia Pictures (US$ 504 mil) e Warner Bros (US$ 300 mil).

"O Pirate Bay provocou danos imensos e multa que eles foram condenados a pagar não chegam nem perto de ser uma compensação"

Apesar da condenação, Sunde disse, em uma nota no site de comunicação instantânea Twitter, que "nada vai acontecer com o TPB, isto foi apenas um grande teatro para a imprensa".

Sem princípios
Analistas ouvidos pela Reuters afirmam que o veredito pode ajudar as indústria da música e do cinema a recuperarem milhões de dólares, mas não acreditam que vá frear a onda do download "ilegal".

A organização internacional IFPI, que representa cerca de 1.400 gravadoras em todo o mundo, divulgou no início deste ano uma pesquisa indicando que 95% da música baixada em 2008 era ilegal.

- Sempre que você se livra de um, outro maior surge no lugar. O Napster se foi, e vieram vários outros... O problema da troca de arquivos segue crescendo ano após ano, e é cada vez mais difícil para a indústria fazer alguma coisa em relação a isso - disse o analista Mark Mulligan, da Forrester.

Em uma entrevista à BBC, John Kennedy, diretor do departamento de indústria da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês), disse que a sentença obtida na Suécia traz uma mensagem clara.

- Esses caras não agiram com princípios. O que queriam era forrar seus próprios bolsos - afirmou - Não há nada de mérito no comportamento deles. O Pirate Bay provocou danos imensos e multa que eles foram condenados a pagar não chegam nem perto de ser uma compensação. Havia uma ideia geral de que fazer pirataria é OK e que a indústria fonográfica deveria simplesmente aceitar isso. Mas este veredicto vai mudar essa situação - concluiu Kennedy.

Dan Cryan, da empresa de pesquisa de mídia Screen Digest, afirma que a falta de uma legislação internacional de copyright permite que websites dedicados a downloads de arquivos podem simplesmente mudar de endereço se as leis se tornam mais duras em seu país de origem. O próprio Pirate Bay tem os seus servidores espalhados em diversos países desde 2006, quando computadores da empresa foram apreendidos pela polícia sueca.

- O Pirate Bay é ótimo em fazer publicidade própria, mas a verdade é que existem vários outros sites iguais a ele - diz Cryan - Fechar aquele que faz mais barulho não vai fazer nenhuma diferença.
fonte: O Globo


Essa semana mesmo o escritor e "mago" Paulo Coelho se mostrou favorável à troca de arquivos entre internautas, inclusive dispinibilizando cópias digitais de seus livros. Segundo ele, a troca faz parte da essência humana, seja ela de experiências, técnicas ou de arte.

O fato é que é apenas mais uma rolha na represa que rompeu. Como o Pirate Bay existem vários outros, e a cada dia surgem novos. Não adianta remar contra a maré, os tempos mudaram e os que não entendem isso estão com os dias contados, por isso o desespero dos que durante décadas estupraram o autor e agora querem mais um pouco. O ataque vem de todos os lados e já até rolam boatos de que Carl Lundstrom teria ligações com Neo-Nazistas. Mas como eu já disse, os cães lavam e a caravana passa...

Blog'n'Roll: Susan Boyle

Li o nome de Susan Boyle na internet umas 3 vezes até assistir seu video. As chamadas nos portais foram injustas com o teor do video e com a qualidade que ela mostrou. Dava a entender que era mais um daqueles programas tipo American Idol e uma bizarrice cantando muito mal.

Bom, se fosse isso, eu colocaria na coluna Show de Horrorres, mas é o contrário.

Susan é portadora de uma voz incrível, possui uma técnica vocal rara e surpreendeu a todos quando começou a cantar I Dreamed a Dream. Principalmente aos jurados. Sim, porque estamos falando de uma senhora solteirona, 47 anos, gordinha, grisalha, sombrancelhas grossas, desempregada e bem longe do que a mídia do entretenimento considerara atraente.

É deprimente a forma como os jurados (e o público também) olham para ela e como a tratam no momento que entra no palco e começa a responder às perguntas. A descrença geral é logo destruída quando ela solta a primeira nota. Logo as caras passam a ser de surpresa e também de arrependimento.

Agora caro leitor, pense comigo: ninguém começa a cantar assim aos 47 anos. Susan canta desde os 12 anos e com toda a certeza perdeu muitas chances por não ter o "visual adequado". Pela forma como dribla o veneno dos jurados, certamente aprendeu na marra a se defender do preconceito a que foi exposta com bom humor e sarcasmo. Ela diz também que quer ser cantora profissional e que nunca teve uma chance.

Segundo li hoje mesmo, já se fala em um álbum dela e convites para vários programas de entrevista já foram feitos. Claro, vai rolar um banho de loja, uma lipo, botox e outras recauchutagens, mas nada apaga o fato de que existem por aí milhares de outras Susans, cheias de talento, donas de técnicas raras, mas que perdem seu espaço para as Xuxas, Britneys, Madonnas e outras estátuas de cera que a mídia nos impõe. Isso pra não falar nas Mallus e Rouges e pipocam toda hora.

Sem querer ser baba ovo, mas já sendo, Susan Boyle já valeu minha sexta feira. Me inspira e me faz pensar que no fundo, ainda há esperança e mostra aos que acham que não se faz mais boa música que isso não é verdade. Há ainda muita gente boa por aí. Só lhes falta espaço.

Dessa vez não consegui incorporar o vídeo, o iutubiu não permitiu. Mas taí o link, com legendas. Imperdível!

http://www.youtube.com/watch?v=iFSqD3BVxSA

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Rock News: Coletânea com canções de amor de George Harrison será lançada

As melhores canções de amor gravadas ao longo da carreira solo do ex-Beatle vão ganhar uma edição especial. Trata-se de uma coletânea que está prevista para ser lançada no dia 16 de junho deste ano. A compilação vai se chamar: ‘Let It Roll: Songs By George Harrison’. ‘Something’, ‘While my Guitar Gently Weeps’ e ‘Here Comes the Sun’ em versões ao vivo de 1971, tiradas do áudio de ‘Concert for Bangladesh e ‘My Sweet Lord’, ‘Got my Mind Set on You’, ‘Isn't a Pity?’ e ‘Give me Love (Give me Peace on Earth) são algumas das músicas que vão fazer parte da coletânea.

Na última quarta-feira, 15 de abril, Harrison ganhou uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood. Aproximadamente mil fãs estavam presentes no momento que a estrela de George foi revelada do lado de fora da torre da Capitol Records por sua viúva Olivia e seu filho Dhani.
fonte: Eldorado


Na verdade, nenhuma novidade, apenas uma compilação. While My Guitar não é uma música romântica, assim como Isn't it a Pity. Aliás, Harrison nunca teve seu forte nas músicas melosas, salvo exceções como Something, considerada por muitos a melhor canção romântica do século XX, mas atribuída por Frank Sinatra a Lennon e McCartney. Seu forte sempre foram as letras de caráter espiritual e introspectivo. Lá em cima, a foto da cerimônia da Calçada da Fama.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Loucuras do Alexandrelli: Banda Três Caras e Celso Barbieri

Noite roquenrol no Loucuras do Alexandrelli. Primeiro a Banda Três Caras tocando um pop rock bem-humorado, num estilo stand up comedy musical, tirando sarro de tudo. Depois Celso Barbieri. produtor e jornalista do rock, ícone brasileiro que mora em Londres desde 1987, em passagem pelo Brasil, contando algumas histórias do rock e de sua implicação política nos anos 70 e 80.

Rock News: Phil Spector é condenado por homicídio nos EUA

O veredicto foi divulgado na última segunda-feira, 13 de abril, por um júri em Los Angeles, na Califórnia, depois de um segundo julgamento de cinco meses. A sentença final será dada no dia 20 de maio.

Condenação
Phil Spector foi condenado pelo assassinato da atriz de Hollywood Lana Clarkson em 2003. O primeiro julgamento, em setembro de 2007, havia terminado em um impasse. O júri havia se dividido, com dez membros considerando o produtor culpado e dois inocentando o produtor. De acordo com a lei californiana, um júri só pode chegar a um veredito unânime.

Carreira
Phil Spector começou sua carreira no fim dos anos 60. Produziu entre outros, Beatles (com o álbum ‘Let it be’), George Harrison (‘All things must pass’), John Lennon (‘Rock n' roll’) e Ramones (‘End of a century’).
fonte: Eldorado


Poderia ter sido condenado há quase 40 anos por ter assassinado o álbum Let It Be. Mas esse crime acho que já prescreveu...

Hoje no Rock: Joey Ramone

Assumo que faço parte da legião que demorou para dar valor à obra de Joey Ramone e consequentemente aos Ramones. Talvez pela simplicidade das músicas e das letras que escrevia, talvez pela forma direta e sem firulas que ele tinha para conduzi-las. Mas o fato é que elas podem ser simples, mas nunca foram simplórias. São duas coisas muito diferentes.

Tão diferentes que mesmo o nome Ramone tem uma origem pra lá de criativa: Paul McCartney costumava usar o nome Paul Ramone para hospedar-se incógnito. Daí
Jeffrey Ross Hyman resolveu adorar o nome Joey Ramone e tudo começou.

Nascido em Nova York em 1952, sua carreira com os Ramones produziu 14 discos, fora várias compilações. Tem também 5 álbuns solo, além do single póstumo What a Wonderful World, lançado em 2002, ano da entrada da banda para o Rock and Roll Hall of Fame. Suas letras sempre revelaram os conflitos que vivia, seja na sociedade, seja dentro de sua própria família. Filho de pais separados, músicas como We're a Happy Family dão o tom da sua temática.

A influência de Joey e dos Ramones chegou a um ponto que extrapolou os limites do punk rock. Eu mesmo resisto a colocá-los na categoria punk. Acho que os Ramones são mais uma banda de hard-rockabilly ou algo assim. É só ouvir músicas como KKK Took My Baby Away ou Needles and Pins para entender o que quero dizer.

Joey morreu há exatamente 8 anos, vítima de um câncer linfático com apenas 49 anos. A imagem dele segurando o microfone a frente da banda, com o cabelo no rosto é emblemática para a geração que viveu os anos 70 e 80. Talvez ele tenha a tal atitude tão rara nas bandas atuais. Talvez fosse apenas uma forma de disfarçar sua personalidade frágil como um vocalista punk. Não faz nenhuma diferença.

Review: Doves - Kingdom of Rust

É brabo. A gente escuta o disco várias vezes, pesquisa sobre ele, verifica dados, ficha técnica, cata informação na internet pra não escrever besteira e vêm um nerd e um engravatado, ambos portadores de disfunções eréteis e deletam meu post. Tem nada não, eu escrevo essa porra de novo.

Como eu havia dito, foi com muita ansiedade que os fãs dos britânicos do Doves esperaram Kingdom of Rust, depois de um hiato que ja durava 4 anos e inúmeros adiamentos no lançamento do cedê. E expectativa era de um material superior aos excelentes Some Cities e Last Broadcast mas, ao menos à minha audição, a impressão foi de um disco irregular.

Talvez seja porque já começa com uma faixa 100% eletrônica, Jetstream, que me fez lembrar de bandas como New Order e Depeche Mode. Os recursos eletrônicos sempre estiveram presentes na obra dos caras, mas nunca numa faixa totalmente sintetizada. Felizmente logo em seguida vem a faixa título, Kingdom of Rust, com suas nuances folk. É importante lembrar que a banda se retirou para uma fazenda no interior inglês para concentrar-se na gravação.

Daí pra frente é ladeira acima e a gente pensa "finalmente o disco começou". O ponto alto vem com Winter Tree a legítima faixa Dove 10:03. The Greatest Denier e Birds Flew Backwards mantém o nível, mas aí volta a irregularidade e as últimas faixas com uma sonoridade mais oitentista. Ok, Pounding realmente soa ressurgida da década de 80, mas tem uma personalidade atual.

De qualquer forma, depois da audição das 11 faixas, você vê que os 50 minutos passaram rápido, o que é um ótimo sinal. Doves não é o tipo de banda "easy-listening". Eu mesmo levei literalmente meses para saber ouví-los. Na primeira avaliação dei uma nota 7 para Kingdom of Rust. Porém, como o post foi deletado, acabei ouvindo mais uma vez, o que me tentou a elevar a nota para 8. Mas aí comparo com os (ótimos) albuns anteriores vejo que 7 é a nota correta.

Anyway, baixe o disco no Emule e ouça que vale a pena! ...e se deletarem de novo, eu posto mais uma vez!


Rock News: Pearl Jam com novo álbum e filme a caminho

O Pearl Jam já completou 14 novas músicas que devem fazer parte do repertório do próximo álbum de estúdio. Segundo o guitarrista Mike McCready, a banda está na metade dos trabalhos para finalizar o novo álbum.

As gravações estão sendo realizadas em um estúdio na Califórnia junto com o produtor Brendan O’Brien. O novo álbum, ainda sem título, deve ser lançado até o final deste ano. Os planos da banda ainda para 2009 também incluem algumas apresentações pela América do Norte e a produção de um filme.

A produção cinematográfica será dirigida por Cameron Crowe, mas McCready não revelou detalhes sobre este projeto. Ainda segundo o guitarrista, assim que o novo álbum estiver nas lojas o Pearl Jam fará uma turnê que deve incluir a América do Sul no início de 2010. É só esperar.
fonte: Terra


Não sei se é só esperar não. Vedder ultimamente anda muito focado na sua carreira solo e em participações especiais, como a que fará no disco solo do Stone Ron Wood chamado More Good News. Eddie sairá em turnê solo também, a partir do segundo semestre desse ano. Vamos ver no que dá.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Rock News: Show do Kiss na Apoteose foi... apoteótico!

O que leva milionários quase sessentões a correr o mundo maquiados, tocando as mesmas músicas de há quase 40 anos? O amor pelo rock´n´roll. Gene Simmons (baixo) e Paul Stanley (guitarra), os únicos remanescentes originais da banda de hard rock americana Kiss, continuam lá, no palco, ainda que já com ares de cansados e com as vozes gastas. Porque sabem que são adorados mundialmente, de uma forma que o dinheiro não pode comprar.
Veja imagens do show do Kiss

E, em duas horas de apresentação, mostraram seus maiores sucessos (pouca coisa, como "Dr. love" ou "Do you love me", ficou de fora), com apenas uma música a menos do que em São Paulo, "Love gun" (muito amor, não?) e toda a pirotecnia a que se tem direito. Foram tantos os pipocos e explosões no palco, que os moradores dos morros em volta devem ter pensado até em confronto entre os rivais de Fallet e Coroa.

A rotina clássica do Kiss meio que serviu de molde para quase tudo o que se fez no hard rock dos anos 1970 pra cá: as poses, os truques, os malabarismos, explosões e demais efeitos especiais formam a cartilha desse tipo de circo. E a maquiagem, emprestada do glam rock inglês, dá o toque final, meio teatrinho de horror. Nada de Secos & Molhados. O Hawkind já pintava a cara na Inglaterra no fim dos anos 60.

É verdade que tinha menos gente do que no show do Radiohead, deu tipo um Robbie Williams (as arquibancadas não foram ocupadas), mas quem estava lá era realmente fã, daquele que veste a camisa (maioria esmagadora) e pinta o rosto. E de todas as idades, muitos casais e pais com filhos, uma coisa bem família. E elementos do Kiss Army, exército de garotos e garotas que se renova a cada geração.

Não se sabe se por causa da rápida chuva que rolou na primeira parte do show (por duas ou tres músicas), que prejudicou até os telões em alguns momentos, mas Gene Simmons não fez o seu número de vôo durante sua parte solo, perto do final, quando usa a sua guitarra (baixo) em forma de machado e cospe sangue com ar demoníaco; bem como Paul Stanley também não deslizou na tirolesa. Mas, chuva à parte, a de papel picado durante "Rok´n´roll all nite", que encerrou a primeira parte do show (cujo som estava excelente), foi de ficar na memória, causando um efeito quase "matrix" no local.

Fora isso, rolou tudo o que se pode esperar de um show do Kiss, que de satanistas não tem nada, como se dizia quando eles estiveram no Rio a primeira vez, em 1983. Estão mais para sátiros. Ou, homens de negócios, que fazem valer o preço do ingresso. E tudo acabou numa cascata de fogos em volta do sambódromo, ao som de "God gave rockn´roll to you". E o Kiss soube usá-lo.
fonte: O Globo


Respondendo a pergunta lá em cima da matéria, o que faz esses senhores continuarem o mesmo circo é a grana! Quando o Kiss resolveu tirar as máscaras e mudar um pouco o show, perdeu a identidade, até mesmo com os fãs mais dedicados. Então, vamos pintar as caras de novo!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Blog'n'Roll: Os Brothers e a Vida a Cores

Todo dia quando acordo sigo a pequena rotina de ler meus email, jornais e em seguida garimpar notícias e curiosidades para o blog. Mas me causa indignação abrir portais de notícia e ver, no topo, detalhes sobre a final do Big Brother, em destaque sobre notícias mais importantes e relevantes para nós.

Quando George Orwell escreveu "1984" e vislumbrou que neste ano o mundo viveria uma sociedade onde todos seriam observados por um "grande irmão", certamente não imaginou que aconteceria o contrário. Ok, hoje vivemos cercados por câmeras de segurança, avisos de "Sorria você está sendo filmado", câmeras digitais nos celulares e etc. Mas o que acontece é que temos um grupo de uma dúzia de pessoas sendo observada por milhões de telespectadores.

Não sei de onde vem o fascínio humano pela vida alheia. Talvez Freud explique, mas prefiro apostar minhas (poucas) fichas no vazio interior de cada um, semeado por essa própria maquininha de fazer maluco chamada televisão. Se eu não assisto? Claro que assisto, jogos do Flamengo, programas na TV Brasil e olhe lá. Mas não me furto a ler um livro ou ouvir música.

Voltando às notícias de hoje, é muito bacana ler que o camarada que ganhou um milho grande pensa em simplesmente viver de renda. E assim vamos semeando a cultura da vida fácil do brasileiro, a triste sina do "levar vantagem em tudo". Afinal de contas, deve dar muito trabalho passar 2 meses exercitando a oficina do capeta, sendo observado por outros milhões de desocupados. Semana passada a gostosa da edição disse que se não ganhasse, teria que posar pelada pra ajudar a família. Ah coitada...

Você pode até dizer que é apenas entretenimento. Mas a que custo? A luta pela audiência a qualquer preço já nos ofereceu aberrações como os programas da linha "mundo cão" que assolam a TV brasileira, com banheiras, bundas e testes de DNA exibidos no varejo e no atacado. Se você curte, beleza, mas inclua-me fora dessa. E não me venha dizer que não dá pra fazer TV de qualidade. Assim como a TV Brasil (antiga TVE) que citei la em cima e a Cultura, a própria vênus platinada produziu há poucos meses a sensacional mini-série Capitu. Infelizmente a direção da emissora considerou o retorno de audiência fraco e o pau comeu.

Anyway, minha indignação não é de hoje. Há tempo compus esse som que tá rolando aí, Vida a Cores, do meu álbum Introdução, que fala da nossa vidinha imersa nesse mundo controlado pelo controle remoto. Fala-se tanto em reality show. A mim, basta a minha realidade! Essa já preenche minha vida e me faz andar pra frente. Eu quero é fantasia!

Loucuras do Alexandrelli: Banda Savanas

Com 14 anos de estrada, a banda Savanas esteve no Alexandrelli ontem para falar do seu novo CD e do clipe que já rola na MTV. Completou o programa a cantora e conpositora Sílvia Vasconcelos, que traz no seu som misturas que ela adquiriu em suas passagens pelo Japão e África.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Mustang na Estrada: Aqualung e Maturidade

Não é segredo pra ninguém que Aqualung é uma das músicas que nós mais gostamos de tocar. Aliás também tem sido uma das mais aplaudidas pelos que vão nos assistir. Então taí ela pra vocês, gravada no último dia 27 de março no Dragon Jack. No outro vídeo, a primeira composição exclusiva da Mustang'65: Maturidade. A música conta a história de um show acontecido no próprio Dragon, em dezembro do ano passado.

Enjoy!



segunda-feira, 6 de abril de 2009

Rock News: Radiohead vai testemunhar contra Associação de Gravadoras dos EUA

O Radiohead não tem do que reclamar da internet, afinal, o grupo ganhou milhões de dólares ao disponibilizar na web o disco "In rainbows" pelo preço que o fã quisesse pagar. Tanto que a banda aceitou testemunhar contra a RIAA, a Associação de Gravadoras dos Estados Unidos, em um processo em torno do compartilhamento de arquivos online. As informações são do site "Torrent Freak".

No mês passado, o Radiohead expressou seu crescente desconforto com as gravadoras que abusam de direitos autorais em benefício próprio. Em uma tentativa de se impor contra os selos, a banda se juntou a outros grupos insatisfeitos e formaram a Featured Artists Coalition, uma aliança contra os preços extorsivos praticados pelas gravadoras e a favor de que os artistas tenham mais controle sobre seus próprios trabalhos.

Além disso, os artistas estão descontentes com o fato de que os selos, representados por grupos como RIAA e IFPI, estão pressionando para a criação de uma legislação anti-pirataria sem consultar os artistas que dizem representar. Para as bandas, fãs são retratados como criminosos sem necessidade.

Agora, em um caso do estudante da Universidade de Boston Joel Tenenbaum versus a RIAA, o Radiohead indicou que vai testemunhar contra a RIAA. Os problemas de Tenenbaum começaram em 2003, quando ele rejeitou uma proposta de acordo com a RIAA por US$ 500. Depois de mais tentativas de acordo, o caso foi parar nos tribunais.

Joel está sendo assistido legalmente pelo professor Charles Nesson e seus alunos de Direito da Universidade de Harvard, que confirmou ao site "Torrent Freak" ter falado com o empresário do Radiohead, que teria assinalado positivamente.

Recentemente, os efeitos do compartilhamento "ilegal" de arquivos na indústria musical foram discutidos no julgamento do site de Bit Torrent "Pirate Bay". Nele, o professor e pesquisador Roger Wallis disse à corte que suas mesquisas mostraram que não há relação entre a queda nas vendas de discos e o compartilhamento de arquivos.
fonte: O Globo


Cada vez mais artistas se levantam contra a posição dominadora das gravadoras, que ao longo dos anos esfolaram os compositores até seus últimos centavos em nome dos direitos autorais. A briga está virando, mas vamos aguardar os últimos rounds. Aposto que teremos golpes baixos!

domingo, 5 de abril de 2009

Rock News: Paul McCartney e Ringo tocam juntos em NY em prol da meditação

Os dois beatles ainda vivos, Paul McCartney e Ringo Starr, tocaram juntos no sábado a fim de levantar dinheiro para garantir que cerca de um milhão de crianças aprendam uma técnica de meditação que o grupo praticou no auge da fama.

McCartney recebeu no palco Ringo para uma vibrante interpretação de "With a little help from my friends", no Radio City Music Hall, durante um concerto da Fundação David Lynch, que promove a Meditação Transcendental.

Os Beatles ajudaram a popularizar a meditação em 1967, quando buscaram conselhos espirituais do guru indiano, Maharishi Mahesh Yogi.

McCartney e Ringo tocaram juntos pela última vez em novembro de 2002, no Royal Albert Hall em Londres, num concerto para George Harrison, depois da morte do beatle, aos 58 anos, de câncer.

A fundação do cineasta David Lynch afirma que desde 2005 ofereceu bolsas para mais de cem mil jovens em situação de risco, professores e pais em 30 países para aprender a Meditação Transcendental.
fonte: Globo.com/Reuters


O evento, chamado Change Begins Within foi bem maior que um show beneficente. Envolveu palestras e conferência de imprensa e a presença de outros nomes como Eddie Vedder e Ben Harper, mas o encontro entre Paul e Ringo roubou a cena como era esperado. Aí embaixo pra vocês um registro do show. O som está razoável, mas a filmagem péssima, assim como a fraca banda atual do Paul. Mas vale só pra dar um gostinho. Assim que pintar um video melhor, posto aqui.

sábado, 4 de abril de 2009

Mustang na Estrada: Canja Time

Como disse no post sobre o nosso último show no Dragon Jack, o destaque da noite foi o début do jovem Bernardo, filho do Luiz Claudio, nos palcos. Apesar da evidente adrenalina que tomou conta do moleque, ele mandou muito bem em Smoke on the Water, como vocês podem conferir no video aí embaixo! A mim, restou apenas uma pandeirola...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Rock News: Sem abandonar sua crença, Yusuf Islam, ex-Cat Stevens, anuncia volta definitiva à música comercial

Se algum dos jornalistas esperava algo mais incomum do que tirar os sapatos na antessala, a visita ao escritório de Yusuf Islam é decepcionante. Tirando alguns objetos decorativos, como um imenso inalador de vidro, não há citações do Corão espalhadas pelas paredes e, entre as xícaras de café à disposição dos convidados, há uma bandeja com os tradicionais biscoitos amanteigados servidos em casas de chá britânicas. E o cantor durante anos conhecido como Cat Stevens até se surpreende quando cumprimentado por um dos jornalistas com a saudação muçulmana "Salaam alaykum" ("A paz esteja convosco", em árabe).

Islam, por sinal, aparece para a rodada de entrevistas e audição de seu mais novo álbum, "Roadsinger" (Sony, o primeiro em três anos e apenas o segundo com material inédito convencional lançado desde 1978), de um jeito totalmente diferente do imaginado por mentes mais férteis e impressionáveis com a história do cantor folk transformado em muçulmano devoto por força de uma epifania durante um quase afogamento em plena Malibu, há quase 33 anos. A longa barba é a única pista e, durante a sessão de quase duas horas, Islam em momento algum pronuncia o nome do profeta Maomé, por exemplo.

- Não tenho coisa alguma a ver com política e, embora houvesse gente na comunidade islâmica achando que eu tinha abandonado a religião, a maioria das mensagens que recebi foi de apoio desde que voltei a gravar. Meu desejo é simplesmente o de fazer música, não sei fazer outra coisa - conta o compositor, que aparenta pelo menos dez anos a menos que os 60 completados em julho do ano passado.

" É muito fácil ser incompreendido pela minha crença, talvez por isso tenha decidido ficar longe de tudo por tanto tempo "

Se a declaração imediatamente sugere uma estratégia de conciliação por parte de Islam, o fato de ele recentemente ter lançado um single ironizando sua polêmica deportação dos EUA, em 2004, por ordens do governo americano, mostra que o cantor só vai mesmo reagir se provocado. Por outro lado, ele sabe que sua conversão religiosa não só é incomum no mundo da música popular ocidental como ainda esbarra numa ignorância generalizada sobre o islamismo.

Desde o anúncio de que Cat Stevens fora sacrificado como promessa pela salvação nas águas da Califórnia, o londrino foi acusado até de apoiar a sentença de morte proferida contra o compatriota Salman Rushdie, em 1988. O fato de ele ser patrono de instituições de caridade, cristãs ou muçulmanas, costuma passar ao largo.

- É muito fácil ser incompreendido pela minha crença, talvez por isso tenha decidido ficar longe de tudo por tanto tempo. Mas amo o que faço, e é importante estar em contato com as pessoas, buscar essa harmonia que hoje parece tão difícil. Criar nunca é destrutivo. O caminho que escolhi confunde as pessoas, mas meu mundo é amplo e sem fronteiras. A paz é um objetivo universal - explica Islam, que durante várias partes da conversa fala com olhos fechados, como se meditasse.

E basta Islam apertar o play no aparelho de som a seu lado para que se perceba que, à exceção de uma série de álbuns religiosos gravados em meados da década de 1990, musicalmente o cantor poderia até ter adotado o nome de Steven Demetre Georgiou - filho de pai grego, ele foi registrado assim - sem causar grandes alterações num estilo vocal e instrumental que resultou em vendas de 50 milhões de discos em cinco décadas de carreira. "Roadsinger", que terá lançamento mundial na primeira semana de maio, traz melodias suaves e letras simples, carregadas de reflexões combinadas com observações casuais, que embalam gerações.

Mesmo a espiritualidade surge de forma mais sutil, entre escuridões, sonhos e declarações de amor. Registrado entre Nashville, Londres e Los Angeles, o disco foi gravado ao vivo, com arranjos simples que incluem Islam empunhando uma guitarra elétrica, instrumento com que quase nunca havia sido visto ou ouvido nos trabalhos anteriores. Pelo menos uma canção dos velhos tempo, a inédita "Rain", foi incorporada ao novo trabalho. Se nos últimos anos pôde-se contar nos dedos quantas vezes o artista se apresentou ao vivo, o londrino agora pretende, ainda que numa proporção nem tão literal, cair na estrada com o álbum. Sem falar nos planos para um musical de fantasia baseado em alguns de seus principais sucessos, incluindo "Moonshadow" e "Father and son".

Pelo menos para a pequena plateia que o cercava na fria manhã de Londres, não havia sinais de ferrugem nos dedos e na garganta de Islam. Violão em punho, o cantor e compositor fez uma breve apresentação de três músicas de "Roadsinger", que, ao contrário da letra de uma outra de suas canções clássicas, "Wild world", fez o mundo lá fora parecer um pouco menos selvagem.
fonte: O Globo


Primeira semana de maio né? Ok, podem procurar aqui!
Acho que fazem muito alarde pelo fato de Cat ter se tornado muçulmano. Se tivesse se convertido como judeu ou evangélico ninguém ia falar nada. Se fosse budista, seria chique. Mas a intolerância religiosa e principalmente política ocidental é irritante.

Rock News: Álbuns clássicos dos Rolling Stones serão relançados

Os Rolling Stones irão levar de volta às prateleiras, após remasterização, 14 álbuns de estúdio, informou, nesta quinta, 2, a gravadora Universal, em comunicado à imprensa internacional. Serão, no total, três lotes - os primeiros álbuns da banda inglesa, formada no começo dos anos 60, não foram contemplados no pacote, que só usará gravações pós-1971. A primeira leva está marcada para o dia 4 de maio.

Uma box especial para colecionadores, que vai trazer os 14 discos de uma só tacada, será lançada em data ainda desconhecida. Todos os trabalhos estarão, ainda, à disposição em arquivo digital.

A Universal ainda guarda na manga o icônico Exile On Main Street (1972), que será relançado separadamente no segundo semestre. Em 1987, a Rolling Stone EUA deu o terceiro lugar ao álbum no ranking de 100 melhores discos do período 1967-1987.

Banda e gravadora firmaram, em 2008, um acordo exclusivo e de longo termo.

Os seguintes trabalhos serão relançados:

4 de maio
Sticky Fingers
Goats Head Soup
It's Only Rock 'N' Roll
Black And Blue

8 de junho
Some Girls
Emotional Rescue
Tattoo You
Undercover

13 de julho
Dirty Work
Steel Wheels
Voodoo Lounge
Bridges To Babylon
A Bigger Bang
fonte: Rolling Stone


Esses discos são da fase Mick Taylor, a mais blueseira da banda e na sequência com o atual guitarrista Roonie Wood. A primeira leva é de discos clássicos (adoro o Sticky Fingers). Mas a última parte, com álbuns mais recentes me parece Vale a Pena Ver de Novo reprisando a novela do ano passado... Seria legal um relançamento com o material deixado pelo Brian Jones, na melhor fase da banda.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Hoje no Rock e Blog on the Top: Vida e morte de Marvin Gaye

Maior nome da legendária gravadora Motown, Marvin Pentz Gay Jr estaria completando hoje 70 anos de muito balanço e soul, se não tivesse sido tragicamente assassinado pelo próprio pai em 1º de abril de 1984. Ou seja: podemos considerar um Hoje no Rock duplo.

Filho de um rígido pastor evangélico, foi na própria Igreja Adventista que Marvin encontrou a música, inicialmente como baterista e cantando no coro. Mais tarde, para escapar do jugo paterno, alistou-se na Força Aérea, de onde foi dispensado logo depois, após ter simulado problemas mentais.

Ainda em Washington, sua cidade natal, integrou vários conjuntos de doo-woop, como vocalista e como baterista, tendo inclusive tocado com a lenda Bo Diddley no The Marquees. Mas sua carreira decolou mesmo quando chegou a Motown no inicio dos anos 60 para ser músico de estúdio. Nessa época Marvin trocou seu sobrenome de Gay para Gaye, inicialmente para dissociar-se do pai, e também para acabar com piadinhas sobre sua orientação sexual.

O sucesso veio após vencer a desconfiança do chefão Berry Gordy, e lançar I Heard It Through the Grapevine. A partir daí foram vários sucessos ao longo dos anos 60 e 70, como Whats Going On, Stubborn Kind of Fellow e How Sweet It Is (To Be Loved By You). No começo dos anos 80 rompeu com a Motown buscando mais liberdade e ganhou 2 Grammys com Sexual Healing, já pela Columbia Records, outro clássico da black music.

Em 1983 voltou a morar com os pais, já afetado por crises de depressão, que o levaram a tentar o suicídio algumas vezes. Em 1º de abril de 1984, foi baleado pelo pai após uma discussão sobre documentos de propriedades da familia, ironicamente por uma arma que ele próprio havia dado de presente.

Há alguns dias escrevi uma coluna Blog on The Top sobre Marvin Gaye, que não consegui postar por motivos alheios à minha vontade. Extraordinariamente, taí ela pra vocês.

Blog on The Top Especial:
I Heard It Through the Grapevine

Marvin Gaye
I Heard It Through the Grapevine
(Inglaterra - 1969)
Marco da Motown, esse som composto por Norman Whitfield e Barret Strong, já havia sido gravado antes por outros nomes do soul, mas o sucesso veio mesmo com a magistral interpretação do Marvin Gaye.

Gravada em abril de 1967, a versão não impressionou inicialmente a direção da Motown, que preferiu lançar a açucarada Your Unchanging Love. Em setembro, I Heard foi gravada por Gladys Knight and the Pips e foi lançada pela Motown, chegando ao topo da Billboard e ficando lá por 6 semanas.

Foi quando Whitfield percebeu que a versão de Gaye tinha mais potencial ainda, pressionou o presidente da gravadora Berry Gordy a lançá-la. Mas Gordy não aceitou a idéia, ainda mais depois do sucesso de Gladys Knight. A canção foi lançada então no álbum In The Grove, de Gaye, que tinha a faixa You como música de trabalho. Mas adivinhem qual as rádios preferiram?

Em 31 de janeiro de 1968 a versão de Gaye chegou ao topo da parada americana e ficou lá por 7 semanas. No dia 26 de março, atravessou o Atlântico e aportou na Inglaterra. Se o caminho do sucesso para Marvin Gaye foi pavimentado por Gladys Knight, nunca saberemos. Mas o fato é que foi a sua versão que ficou imortalizada na história.

Blog on the Top: Can't Buy Me Love

Can't Buy Me Love
Beatles
(Inglaterra e EUA - 1964)
Can't Buy Me Love chegou nas paradas como um furacão, tomando de assalto o chart inglês em 2 de abril. Levou apenas 2 dias para cruzar o Atlântico e ser número 1 na América também.

Ao contrário de alguns rumores, a música não fala de uma prostituta. Na verdade o tema é simples até demais, dizendo que o amor é mais importante que ter grana. Foi composta e cantada por Macca, num dos raros casos onde nenhum dos outros membros da banda faz vocal. Outra curiosidade é o fato dela começar com o refrão e não com o verso, uma novidade na época.

Can't Buy Me Love foi gravada não em Londres, mas em Paris em janeiro de 1964. Durante as mixagens, aí sim na Inglaterra, George resolveu fazer um overdub no solo. Se você ouvir atentamente, ainda é possível perceber o solo original na gravação.

Durante sua estada no topo nos EUA, esteve na companhia de outras 4 beatle songs entre as 5 primeiras: Twist and Shout, I Want To Hold Your Hands, She Loves You e Please Please Me.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Loucuras do Alexandrelli: Banda Vinho Vinil

No Loucuras do Alexandrelli dessa semana, os mineiros da banda Vinho Vinil contaram suas aventuras na cidade grande, onde vivem desde 2005.

Mustang na Estrada: Sultains no Dragon!

Finalmente o primeiro registro da Mustang '65 no seu show no Dragon Jack, na última sexta feira. Nada menos que Sultains of Swing, som que intimida muitas bandas pelo seu clima e pelo solo.

Bom, com a gente não funcionou. Taí o nosso registro, com mais de 10 minutos de roquenrol! Aguardem mais em breve!