terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Blog on The Top: Hello Goodbye

Beatles
Hello Goodbye
(USA - 1967)
Muita gente considera a segunda metade de 1967 e o louco Magical Mistery Tour o início do fim para os Beatles, principalmente após a morte do empresário Brian Epstein. Eu particularmente me amarro!

Claro que Hello Goodbye está anos luz de Strawberry Fields e Penny Lane, mas é importante dizer que, apesar de terem saído no mesmo LP, elas eram separadas por quase um ano de intervalo. Strawberry e Penny apenas pegaram uma "carona" no Magical Mistery Tour por não terem feito sucesso como um single.

Voltando a Hello Goodbye, inicialmente ela saiu apenas no LP Magical Mistery Tour americano. A versão inglesa era um EP e apenas mais tarde em edições posteriores, passou a ser um LP (ok, eu já prometi explicar essa diferença entre versões americanas e inglesas... qualquer hora eu falo sobre isso com calma). Seu lado B era a lisérgica I'm The Walrus que o próprio Lennon assumiu ter composto durante uma viagem de ácido.

O final da música, que desagrada a muitos (inclusive a mim) com a banda cantando "Hela, hey-ba hello-a", surgiu por acaso e foi aproveitado para os créditos do filme Magical Mistery Tour. Outra curiosidade é que há 3 versões para o clip da música, mas foi aproveitado como oficial o que eles ainda usam os uniformes da Banda dos Corações Solitários. Aí embaixo uma versão com varios takes alternativos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Blog'n'Roll: Indicados para o Dummy 2009

Como postei semana passada, estão aí os indicados para o Dummy 2009, o prêmio do Experience para os melhores do ano em 6 categorias. Você tem até o dia 31 de janeiro para votar nos seus canditados e ajudar a escolher os vencedores.

Fuce o blog, relembre os posts e vote nos formulários aí do lado!
As categorias e os indicados são:

Melhor CD

Bob Dylan – Tell Tale Signs

Neil Young – Sugar Mountain

David Gilmour – Live At Gdansk

Ringo Star – Liverpool 8


Melhor Rock com Pipoca

Beirut – Capitu

David Gilmour – Remember That Night

Traveling Wilburys – Making Off
Brian Wilson – Pet Sounds Live

Destaque do ano

Beirut

Bob Dylan

David Gilmour

Neil Young


Melhor Show no Brasil

REM

Queen

Iron Maiden

Whitesnake


Maior Decepção

Chinese Democracy – Guns’n’Roses

Chuck Berry no Rio

Queen com Paul Rodgers

Volta do Led Zeppelin


Maior Perda
Bo Didley

Mitch Mitchell

Richard Wright

Ike Turner

domingo, 28 de dezembro de 2008

Rock News: Morre compositor de hit dos Carpenters

Delaney Bramlett, o cantor e compositor que criou clássicos do rock como “Let it rain” e “Superstar” e que trabalhou com músicos como George Harrison e Eric Clapton, morreu neste sábado (27) aos 69 anos.

Segundo sua esposa, Susan Lanier-Bramlett, o músico morreu no Centro Médico Ronald Reagan, na UCLA, em Los Angeles, devido a complicações relacionadas a uma cirurgia na vesícula biliar de Bramlett.

Nascido no Mississippi, Bramlett teve uma carreira musical que se estendeu por mais de 50 anos. Ele talvez seja mais conhecido por clássicos como “Superstar”, pareceria com Leon Russell, que foi gravada por Usher, Luther Vandross, Bette Midler, The Carpenters e Sonic Youth – a versão destes últimos está presente na trilha sonora do filme “Juno”.

Bramlett também divide a autoria de “Let it rain” com o guitarrista Eric Clapton (que também gravou uma versão da música). “Never ending song of love”, outra música composta por Bramlett, foi gravada por mais de 100 artistas – entre eles, Ray Charles, George Jones e Tammy Wynette.
fonte: AP / G1


Imensa perda, mas ao contrário do que a manchete diz, foi com Clapton que Delaney viveu seu auge. O próprio Clapton optou por tocar em sua banda, por ver nela o verdadeiro espírito do blues que tanto buscava.

Pra vocês, uma das minhas favoritas dessa fase, Coming Home, com Delaney, Bonnie and Friends (Clapton e Harrison).


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Rock News: Lennon 'pede' doação de laptops a crianças 28 anos após morrer

John Lennon é a estrela de um comercial para caridade 28 anos depois de sua morte.

Através do uso de tecnologia digital, o ex-beatle pede às pessoas no Estados Unidos para apoiar a campanha "Um Laptop para Cada Criança", que pretende doar os resistentes laptops XO, movidos a energia solar, para as crianças pobres do mundo.

"Imagine que todas as crianças, não importa em que lugar do mundo, possam ter acesso ao conhecimento. Teriam uma chance de aprender, sonhar e realizar o que quiserem", diz a imagem e a voz do John Lennon sintético.

"Tentei fazer isso com a música, mas agora você pode fazer isso de uma maneira diferente. Você pode doar um laptop a uma criança e pode mudar o mundo", diz o músico, fazendo um jogo de palavras com uma de suas canções mais famosas, "Imagine", de 1971.

Lennon foi assassinado com um tiro quando ele e mulher, Yoko Ono, chegavam a seu apartamento em Manhattan em 8 de dezembro de 1980.

Ono aprovou o comercial, que foi lançado na quinta-feira e será transmitido em tempo doado pelas emissoras. Também pode ser visto em www.youtube.com/olpc .

A Fundação "One Laptop per Child" ("Um Laptop para Cada Criança") foi criada em 2005 no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e começou a produzir o laptop XO no fim do ano passado a um custo de menos de 200 dólares cada.
fonte: O Globo / Reuters


Acho meio forçação de barra, apesar da causa ser relativamente nobre. A maior parte das crianças precisa mais de um prato de comida que de um notebook. Mas se a viuvona autorizou, quem sou eu pra reclamar?

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Blog'n'Roll: O Avarento e o Espírito de Natal

Era uma vez, em uma terra não tão distante, um senhor muito rico, porém muito solitário. Sua riqueza era facilmente explicada, afinal ele possuía várias propriedades, onde produzia o mais valioso dos frutos: a música. Entretanto, com a mesma facilidade pode ser explicada sua solidão. Ele era tido por muitos como pão duro e egoísta, detendo para si grossa fatia de tudo que era produzido em seus campos. Daí, todos o apelidaram de Avarento.

Ano após ano, ele tratava de esmagar categoricamente cada suposto concorrente que surgia. Cada um que oferecesse uma forma alternativa de acesso à arte era imediatamente desqualificado pelos seus publicitários.

O nome que eles mais gostavam de usar era Pirata. Se alguém, com fome de arte, pulava uma de suas cercas para roubar um fruto musical que fosse, era atacado pelos seus cães de guarda, levado às autoridades e processado com o rigor da lei.

Seus empregados também não gostavam dele. Afinal eram usados como fantoches, fazendo apenas o que lhes era ordenado. De sua suada produção, eram tiradas pesadas porcentagens, lhes restando um mínimo que, por muitas vezes, lhes fazia pensar em desistir de tudo. Porém o Avarento detinha o poder de distribuição. Todos dependiam dele.

E assim vivia esse povo, ano após ano, década após década. O Avarento controlava a todos, produtores e consumidores. Mas as coisas começaram a mudar. Alguns consumidores descobriram uma forma de se alimentar dos frutos do Avarento sem serem descobertos. Alguns poucos produtores também tiveram coragem e passaram a produzir sozinhos e a vender seus frutos por um preço menor, à distância. Aos poucos mais e mais pessoas começaram a fazer o mesmo. As coisas realmente estavam mudadas.

Quando descobriu, o Avarento ficou furioso! Disse que se as coisas continuassem assim, sua fazenda iria acabar falindo, pois seria impossível manter o funcionamento sem o lucro de outrora. Seus publicitários trabalhavam como nunca, pensando numa nova forma de desqualificar essas pessoas. Ao mesmo tempo, as autoridades (sempre do lado dos mais fortes) puniam com rigor alguns poucos que eram descobertos, com a ajuda dos cães de guarda. Mas não adiantava: para cada um descoberto, milhares de outros se rebelavam contra o Avarento, cada vez mais avarento e desesperado.

Mas veio o Natal daquele ano. Apesar do momento de crise, a ceia do Avarento estava como sempre: farta e solitária. Porém nem tudo foi igual. Naquela noite ele viu alguém se aproximar, dentro de sua enorme mansão. Primeiro pensou que fosse um esfomeado, visto que se vestia mal. "Quem é você?" perguntou ele. Antes que ele chamasse seus cães ouviu a resposta "Sou o fantasma do Natal passado".

Ao iluminar bem percebeu uma figura, meio Jerry Garcia, meio John Lennon. Usava uma calça jeans surrada e uma camiseta velha com uma grande língua vermelha. Em suas mãos, uma sacola de uma antiga loja de LPs. "Eu sou o fantasma do que costumava ser o natal para aqueles que gostavam de música" disse ele. "Em um tempo onde todos presenteavam compactos, LPs e depois CDs. Você não era assim e nos proporcionava preços acessíveis aos seus produtos. Mas o tempo passou, você ficou velho, egoísta e presunçoso. Por isso assim lhe chamam, Avarento.”

"Mas todos apenas querem roubar meus frutos" retrucou ele. "O que faço é distribuir a produção de todos e claro, cobro a minha taxa para isso" continuou. Nesse momento, o espectro pôs a mão na sacola e puxou lá de dentro um compacto de Rocket 88, de Ike Turner.

Os olhos do Avarento arregalaram-se na hora. Em seguida ficaram mareados. Havia sido aquele o primeiro disco que comprara nos já distantes anos 50. Lembrou-se de sua juventude, de um tempo em que queria apenas distribuir a música. Lembrou-se de sua primeira banda, onde era baterista. Depois sua primeira propriedade que cresceu até engoliu sua ideologia.

Quando olhou de novo, o espectro havia partido, mas o compacto ficara. Tirou o pó da velha eletrola e ficou ouvindo de novo e de novo, até o raiar do sol. Raiava junto um novo dia. O Avarento não era mais avarento. Seguiu para seus depósitos e mandou que seus guardas abrissem os portões. O povo então fartou-se de música e arte como nunca havia sido possível. Os artistas viam suas obras sendo apreciadas e passaram a produzir ainda mais. As coisas finalmente mudaram.

Ao Avarento, mudou a alcunha. Agora chamavam-no de Bom Velhinho. Seus publicitários precisaram esforçar-se um pouco mais, agora para encontrar outras formas de manter a fábrica funcionando, mas ainda com lucro, assim como para os produtores. Seus cães de guarda precisaram encontrar outras maneiras de viver e passaram a caçar pedófilos e racistas, que ainda habitavam aquelas terras. Os tempos haviam mudado.

...E todos viveram felizes para sempre, com muito rock and roll!

E lembre-se: All we need is love!
Feliz Natal para todos!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Blog'n'Roll: Vem aí o Dummy 2009

Emmy, Tony, Grammy... se todos podem ter um prêmio para os melhores, por que não nós? Por isso, baseado em todas as experiências realizadas ao longo de 2008, vem aí o Dummy 2009, premiando os melhores deste ano no Experience.

Serão 6 categorias, englobando todas as colunas do blog. Cada uma terá 3 ou 4 indicados e você poderá votar nos seus favoritos ao longo de todo o mês de janeiro. Em fevereiro, revelaremos os melhores, segundo a opinião dos nossos visitantes.

É importante lembrar que para um artista ou banda ser indicado, é preciso ter sido citado ao menos uma vez em alguma postagem ao longo de 2008, não necessariamente dentro da categoria em que participa.

Aguarde! Em breve serão reveladas as categorias e os indicados de cada uma. A votação rola aí do lado direito do blog, como de costume.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Rock News: Neil Young mostra novas músicas em Nova York

Aos 63 anos, o veterano roqueiro Neil Young mostrou algumas de suas músicas em um show no Madison Square Garden, famoso ginásio de Nova York, nos Estados Unidos.

Entre seu novo repertório, o canadense incluiu algumas novas canções, que, como de costume, abordam temas polêmicos e ativistas como em Fuel Line, uma crítica ao uso do petróleo. Young também mostrou as músicas Light a Candle e Hit the Road na Go to Town.

Porém, o ponto alto da apresentação foram os hits que consagraram o roqueiro, que levaram o público norte-americano ao delírio. Heart of Gold, Old Man, Cinnamon Girl, Rockin in the Free World e Cortez The Killer foram as mais cantadas pelo público.
fonte: Terra


A aguardar! Nem preciso dizer que esse trabalho em breve pinta por aqui né? Enquanto isso, curtam o CD Sugar Mountain, Live at Canterbury House, de 1968, que postei há 2 semanas.

Aí embaixo um trecho do tal show. Assim que tiver o resto... já sabem né?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Hoje no Rock : Keith Richards, 65 anos

Quando Dercy Gonçalves morreu no meio do ano falei "pronto, agora o Keith Richards pode morrer também". Afinal de contas talvez ele seja o maior sobrevivente da história do rock. Já começou nascendo no auge dos bombardeios nazistas à Inglaterra, em 1943.

As loucuras provocadas pelos anos de Stones [bb]são públicas e notórias. Vários casos de abusos de drogas (incluindo prisões), uma hepatite que se curou sozinha e mais recentemente um estabaco de cabeça, do alto de um coqueiro. Não adianta, o cara é vaso ruim!

Essa incrivel resistência fez com que algumas universidades pedissem que Keith doasse seu corpo para pesquisa científica quando morresse. Como assim, quando morrer? Não creio que esteja nos seus planos!

Falando do Keith músico, ele entra na mesma categoria de caras como Ringo Starr ou Pete Townshend. Vira e mexe escuto alguém falando que ele não toca nada, não tem técnica... Primeiro que não ligo pra técnica. Segundo que palco não é picadeiro, não vale a quantidade de notas, e sim as notas certas. E pode apostar, Keith as conhece! Autor de alguns dos riffs mais conhecidos do rock, o cara é um dos guitarristas mais influentes do mundo. Mais uma vez ele prova que não são necessárias muitas notas para ser criativo.

Enfim, Keith Richards é uma daquelas pessoas de quem não há muito o que falar, só a agradecer! Vida longa ao imortal do rock!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Rock News: Cidade inglesa batiza ruas com canções dos Rolling Stones

Você já teve vontade de morar na rua Satisfaction ou na avenida Ruby Tuesday? Se sim, o lugar certo pra isso é a cidade inglesa de Dartford. As ruas da cidade estão sendo batizadas com nomes de sucessos dos Rolling Stones em homenagem aos heróis locais, Mick Jagger e Keith Richards. Jagger nasceu lá e estudou em um colégio da cidade, onde conheceu Richards.

De acordo com lendas locais, a dupla se encontrou em uma estação de trem e conversou sobre a idéia de montar uma banda, que mais tarde seria a mundialmente famosa Rolling Stones.

"Essa é a lenda inaugural", disse Oakley Hartney, porta-voz da cidade que aprovou nomear as ruas com títulos de canções da banda na noite desta quinta-feira (11).

A porta-voz disse que a decisão reflete o grande orgulho que a cidade tem por conta da ligação com a banda, um dos grupos de rock mais antigos e bem sucedidos da história.

"Todo mundo aqui é muito orgulhoso e essa é uma forma de celebrar a origem da banda", disse Hartney.

As novas ruas farão parte de um novo empreendimento habitacional na cidade. Uma delas será chamada de rua Sympathy, em referência ao clássico da banda "Sympathy for the Devil".

Outras serão nomeadas ''Cloud Close,'' ''Rainbow Close'' e ''Dandelion Row''. Haverá ainda a avenida Stones e a calçada ''Little Red'', em homenagem a ''Little Red Rooster,'' um clássico do blues interpretado pela banda recentemente.
fonte: Folha Online / Associated Press


Iniciativa legal, só quero ver quando as placas começarem a sumir! Aí embaixo, vocês podem conferir a 'recente'
Little Red Rooster, uma canção de Willie Dixon gravada em 1965. Esse povo deviar dar uma pesquisada antes de escrever besteira.


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Blog on The Top: Another Brick on the Wall

Pink Floyd
Another Brick on the Wall
(Inglaterra - 1979)
Música tema do álbum The Wall, Another Brick In the Wall chegou ao topo das paradas inglesas apenas 1 mês após lançada. Divide-se em 3 partes ao longo do álbum narrando 3 fases da vida do protagonista.

Para entender isso, é preciso saber que o The Wall é um álbum conceitual focado no auto-isolamento, causado pelos revezes da vida de cada um. No caso, a perda do pai na guerra, a mãe superprotetora, a rigidez escolar, o casamento fracassado... Pink é o personagem em questão e o disco conta sua história. Prometo voltar nesse assunto com calma um dia, porque o tema é complexo.

Mas voltando ao single, ele alavancou um sucesso ainda maior para as vendas do álbum como um todo, sobretudo nos EUA. Na terra do Tio Sam, The Wall vendeu mais de 11 milhões de cópias, sendo o terceiro mais vendido da história (o segundo é Dark Side of the Moon!), além de ser o álbum duplo mais vendido em todos os tempos. Na Inglaterra, as vendas foram mais modestas e o disco chegou apenas ao terceiro lugar.

Em 1982 The Wall virou filme, algo que também prometo postar com calma um dia desses. Minha lista de dívidas com vocês tá ficando grande...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Blog'n'Roll: Capitu e os enciumados

Essa coluna poderia ser Rock com Pipoca, já que falo de um programa de TV e sua trilha sonora. Poderia ser também Review, pois caberia uma resenha sobre a série. Porém, prefiro abrir como um Blog'n'Roll, nosso espaço editorial onde me reservo o direito de meter o bedelho onde não sou chamado.

É incrível o número de visitantes do blog atrás de informações sobre a série, download de Elephant Gun ou para baixar os próprios capítulos. Até mesmo uma trilha sonora pirata eu já vi vendendo na internet. Confesso que fiquei surpreso com toda esse alvoroço, mas teve algo que me deixou mais besta ainda: o ciúme!

Ciúme digno do de Bentinho por Capitu, doentio, capaz de criar as mais loucas situações para justificar suas suspeitas. Desde o começo, quando soltei a notícia nas duas comunidades sobre Beirut, uma horda de enciumados tomou a palavra, temerosos de que nosso amigo Zach Condon virasse uma modinha, aparecesse na boca do povo, tornando-se popular.

Não creio que chegue a tanto, caro leitor. Como disse, vivemos reclamando da péssima qualidade das trilhas sonoras da TV brasileira. Quando finalmente uma obra usa (com bom gosto) nomes como Beirut, Hendrix, Black Sabbath e Pink Floyd todo mundo se rói de inveja daqueles que finalmente terão o gostinho da qualidade...

Mas não temam, caros ciumentos! Já corre que a Globo ficou muito insatisfeita com o resultado e com a audiência da produção. Segundo fontes, haveria até mesmo um racha na equipe de produção com Euclydes Marinho de um lado e o diretor Luiz Fernando Carvalho do outro.

Regozijai-vos, ó enciumados de Zach! Em breve teremos de volta os axés, funks e sertanejos! Os temas voltarão à banalidade, assim como as trilhas sonoras ao baixo lugar comum dos ignorantes. E a vós, retornará a exclusividade sobre o conhecimento musical. Elite? Não! Sois underground!

Para terminar, cito mais uma vez Bento Santiago: "Um homem se consola mais ou menos nas pessoas que perde". Não perdemos ninguém. Perdemos uma oportunidade.

Loucuras do Alexandrelli: Caco Siqueira

Programa da última terça com o cantor Caco Siqueira e com o maestro Vinicius Kattah.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Rock News: Elvis Presley volta à parada country dos EUA depois de 10 anos

Dez anos depois de sua última aparição na parada country norte-americana, Elvis Presley apareceu com duas músicas entre as mais tocadas das últimas semanas.

"Blue Christmas", dueto com Martina McBride, estreou na 43a posição, na quinta-feira, depois que "I'll be Home for Christmas", com Carrie Underwood, estreou em 60o na semana passada.

"Blue Christmas" é a 68a música de Presley a entrar na parada. Esta é a primeira vez que duas músicas de Elvis estréiam na parada em duas semanas consecutivas.

No entanto, não é a primeira vez que "Blue Christmas" aparece na parada country. Embora Elvis tenha gravado a música em 1957, ela só chegou à parada em 1998, quando estreou em 55o lugar.

A versão original de "Blue Christmas", de Enerst Tubb, estreou na lista das mais tocadas em dezembro de 1949 e obteve o 2o lugar. Vince Gill levou a canção ao 74o lugar em janeiro de 1999, e a versão de Clay Walker chegou à 51a posição em janeiro de 2001.

Isto significa que o dueto de Elvis com McBride é a versão mais bem sucedida da composição desde a original de Tubb, há 59 anos.
fonte: O Globo / Reuters


Ano que vem eu posto essa de novo no Blog on the Top!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Blog on The Top: I Want to Hold Your Hand

Beatles
I Want To Hold Your Hands
(Inglaterra - 1963)
Ponta de lança da invasão britânica que se anunciava aos Estados Unidos, I Want to Hold Your Hands chegou ao topo na Inglaterra em 12 de dezembro de 63, na esteira do sucesso de outro hit: She Loves You.

Apesar de muita gente associar as duas músicas, elas não estavam no mesmo compacto. Ele trazia ainda I Saw Her Standing There na versão americana e This Boy na inglesa. A explicação para essas versões diferentes era que no início a discografia beatle americana e inglesa eram diferentes (um dia explico isso com mais calma, prometo). Na verdade, tudo fazia parte de uma estratégia do empresário Brian Epstein, visando tomar a América. E deu certo.

I Want to Hold Your Hands foi uma das primeiras músicas gravadas na nova mesa de 4 canais da EMI, uma modernidade na época. Apesar disso, a banda finalizou os trabalhos em apenas um dia, em 17/10/63. Curiosamente, voltaram a ela e a She Loves You em janeiro de 1964, quando a Odeon, a filial alemã da EMI, pediu que fossem feitas versões em alemão das músicas. Eles odiaram a ideia, mas ficou no mínimo engraçado.

I Want to Hold Your Hands ficou em primeiro lugar por 5 semanas. Em 1 de fevereiro, chegou ao topo na América. Mas isso é papo pra outra coluna... Pra vocês, as curiosas versões em alemão, no 4Shared.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Rock com Pipoca: Capitu

O que? Eu elogiando a Rede Globo? Chama o doutor que o cara surtou...

Mas dessa vez dou à mão a palmatória, mordo a língua e se precisar ajoelho no milho também. Foi ao ar ontem a noite o primeiro capítulo da microssérie Capitu, baseada na obra de Machado Assis, conforme este humilde blogueiro antecipou em 19 de novembro.

E o que a tal microssérie tem pra aparecer no blog? Tem Beirut pô, tocando o tempo praticamente todo. Tem Hendrix e Black Sabbath também além de uma série de outras influências que de machadianas nada tem. Entretanto, é o Beirut que chama a atenção com Elephant Gun, perfeitamente adaptada a primorosa arte (aos que não sabem, sou designer e sei do que estou falando). Poderia ter Nantes também, acho que caberia até melhor, mas não podemos nos queixar.

Eu soltei essa bomba nas duas comunidades de Beirut no Orkut há alguns dias e o pau comeu! Curiosamente, muita gente acha absurdo, com medo de popularizar o cara, no que alguns chamaram de "crise de underground". Eu chamo de egoísmo mesmo. Sempre reclamamos aqui que a mídia não oferece música de qualidade. É no mínimo contraditório reclamar quando finalmente a dona grobo utiliza de forma inteligente um tema musical.

Por falar em qualidade, até aqui a microssérie prova uma coisa: não falta qualidade à TV brasileira. Falta é vontade de fazer TV brasileira de qualidade.

Abaixo, links do Megaupload para baixar os capitulos completos.

Primeiro Capítulo

Segundo Capítulo

Terceiro Capítulo

Quarto Capítulo


Quinto Capítulo





terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Rock News: "Chinese Democracy" não atinge vendas do "Black Ice"

O novo álbum do GUNS N' ROSES trouxe a banda de volta às paradas americanas da semana depois de 17 anos... Mas eles deverão se contentar com o 3º lugar.

"Chinese Democracy[bb]", até agora, vendeu “modestas” 261,000 cópias. Isto significa que o tal aguardado disco não alcançou números com metade da significância de seus dois últimos álbuns de estúdio, "Use Your Illusion I" e "Use Your Illusion II", ambos lançados no mesmo dia em 1991. Respectivamente, esses dois últimos alcançaram o 2º e o 1º lugar nas paradas, alcançando simultaneamente vendas de 685,000 e 770,000 cópias.

O oficial Gary Arnold, do Best Buy Senior Entertainment, havia previsto que o "Chinese Democracy" seria o álbum mais vendido da semana, mas este foi superado pelas vendas dos novos álbuns do Kanye West, intitulado "808s & Heartbreak" (450,000 cópias) e de Taylor Swift, chamado "Fearless" (267,000) cópias.

Para efeito de comparação, ainda que não tão perfeita, basta pegar o último álbum do AC/DC, "Black Ice", que conseguiu, em sua semana de lançamento, vender 784,000 cópias, em parte graças a um acordo com a Wal-Mart, que deu tratamento especial à banda. O GUNS N' ROSES, por outro lado, tinha um acordo exclusivo com o Best Buy e o iTunes, empresas que deveriam ter alavancado as vendas do "Chinese Democracy". Contudo, aparentemente, a promoção feita para o "Chinese" foi em escala bem menor do que a feita pelo "Ice". Mas também há uma ressalva: o novo álbum do GUNS N' ROSES sempre foi tratado como um dos lançamentos mais esperados do mundo, o que deveria, no mínimo, ter equilibrado a situação.
fonte: Whiplash / Reuters


Tenho recebido muitos pedidos para fazer um Review de Chinese Democracy. Ainda não fiz por 2 motivos: primeiro porque ainda não ouvi o CD e segundo porque o blog é voltado para rock clássico, e eu não considero o Guns uma banda clássica. Podem espernear, mas a notícia taí mais em função do Black Ice, do AC/DC.

Sobre a notícia, acho fácil entender a baixa vendagem. O fato é que se trata de uma banda que está na ativa contra outra que não fez nada em 15 anos, a não ser enrolar seus fãs. Outra coisa: é bom lembrar que Black Ice é sucesso tanto nas vendas quanto no download. Assim como Chinese, o álbum também vasou na internet, o que não parece ter atrapalhado nem um pouco comercialmente. Portanto engravatados de plantão, arrumem outra desculpa!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Hoje no Rock : 28 anos sem Lennon


Há algumas semanas, quando postei na coluna Blog on the Top sobre Imagine, comentei que muitos consideraram Lennon hipócrita, por pregar um mundo sem posses sendo um homem rico. A melhor resposta a isso veio da minha prima Daniele: "hipocrisia é dar um autógrafo e depois ser baleado pelas costas". Perfeito.

Mas o que eu acho mais hipócrita nisso tudo, é que nessa época já ouvimos os shoppings da vida tocando War Is Over (igualmente assassinada pela Simone) e as pessoas em geral apenas a associam com uma canção natalina. Bem distante de todo o consumismo atacado por Lennon em Imagine, War is Over é muito mais sobre nós mesmos do que sobre qualquer guerra, em última análise. Sobre nossos conflitos internos, sobre nossas diferenças e nossas semelhanças. Poucos parecem ter entendido, mais uma vez...

Anyway, passei muito tempo pensando o que escrever aqui. Ano passado não soube também. Por isso resolvi dividir com vocês uma das minhas relíquias: a última entrevista de Lennon, concedida para a Playboy americana. São 4 páginas onde John fala sobre Beatles, suas composições, sua infância e sua vida. É só clicar na imagem abaixo para baixar em alta resolução.

War is over, if you want to.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Blog'n'Roll: CME - Farewell Tour


Pois é crianças, quem viu, viu. Rolou ontem no famoso Dragon Jack o show de despedida da banda relâmpago CME - Caio Mattos Experience. Uma audiência pequena porém animada nos fez perder alguns quilos no quente palco da casa.

O repertório foi o de sempre: clássicos como Layla, Aqualung e Mustang Sally, intercalados com faixas do CD Introdução que já estão na boca do povo, como Cerveja, Blues do Cachorro e Do Pó Ao Pó. Confesso que faz bem para o ego quando o povo pede uma composição sua no bis, ao invés de uma música consagrada. Isso vem ocorrendo.


Como de costume, em breve teremos aqui mesmo no blog mais fotos, videos e o já tradicional áudio do show. Aguardem!

Mas se você acha que esse é o fim da linha, não se preocupe. A CME está parando, mas o fim da estrada ainda está longe para nós. Aguarde em breve notícias, aqui mesmo neste bat-blog!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Review: Marillion - Happiness is The Road

Desculpem o atraso crianças, mas só agora tive tempo de ouvir com calma o novo CD do Marillion[bb], Happiness is The Road, que saiu no dia 20 de outubro. O lançamento do álbum duplo foi precedido de muita especulação e polêmica, devido ao fato da banda ter decidido disponibilizá-lo na íntegra para download gratuito, como fez Bob Dylan com o seu ótimo Tell Tale Signs. Apesar de muita gente ter metido o pau, essa decisão se mostrou acertada. Happiness is The Road já vendeu o triplo do álbum anterior do Marillion, Somewhere Else, de 2007.

Segundo o tecladista Mark Kelly, os fãs da banda tem o perfil de comprar os CDs e não apenas baixá-los. Por outro lado, prova que quando bem usada, a internet é sim uma grande aliada das bandas. Gravadoras que se cuidem.

Sobre o disco, tenho que tentar ser imparcial. Fãs do Marillion dividem-se em 2 grupos: pró-Fish (vocalista até 1988) e pró Steve Hogarth. Eu faço parte do primeiro grupo, por achar a pegada do vocal de Hogarth meio pop e meloso demais para uma banda dita "progressiva".

O álbum tem duas capas (acima). A primeira parte chama-se Essence e traz um conteúdo mais conceitual, lembrando em alguns momentos o álbum Marbles de 2004. A segunda chama-se Hard Shoulder e me soou mais eletronica, com destaque um pouco exagerado para os teclados de Mark Kelly. Mas o fato é que tanto Steve Rotary (guitarra) e Ian Mosley (bateria) voltaram com tudo, depois de um desempenho tímido no
Somewhere Else, de 2007.

Acredito que seja um ábum que vá agradar em cheio aos fãs de Hogarth e fará os de Fish torcerem o nariz... mas paciência, o cara saiu, acontece nas melhores famílias. O legado maior deste Happiness is The Road é consolidar uma tendência que aponta para a música livre na internet. Amém!


Pra vocês o álbum completo, em 3 partes!

Parte 1

Parte 2

Parte 3

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Hoje no Rock : Deep Purple - Smoke on the Water

Poucas vezes uma letra descreveu tão bem um acontecimento quanto Smoke on the Water, do Deep Purple. Hoje completam-se 37 anos do dia em que o fato que inspirou a letra aconteceu. E foi um acontecimento, um tanto o quanto quente!

Frank Zappa and the Mothers faziam um show em um cassino em Montreux na Suiça quando alguém soltou fogos dentro do auditório. Os fogos ficaram presos no teto de gesso, o que acabou provocando um grande incêndio (foto rara acima).

Não houve vítimas, mas Frank perdeu todo o seu equipamento. O Deep Purple, que gravaria seu disco Machine Head logo depois, acabou usando o estúdio movel dos Rolling Stones para isso.

Não inventei nada, tá tudo na letra!


We all came out to montreux
On the lake geneva shoreline
To make records with a mobile
We didnt have much time
Frank zappa and the mothers
Were at the best place around
But some stupid with a flare gun
Burned the place to the ground
Smoke on the water, fire in the sky

They burned down the gambling house
It died with an awful sound
Funky claude was running in and out
Pulling kids out the ground
When it all was over
We had to find another place
But swiss time was running out
It seemed that we would lose the race
Smoke on the water, fire in the sky

We ended up at the grand hotel
It was empty cold and bare
But with the rolling truck stones thing just outside
Making our music there
With a few red lights and a few old beds
We make a place to sweat
No matter what we get out of this
I know well never forget
Smoke on the water, fire in the sky

Loucuras do Alexandrelli: Banda Monophone

Em sua primeira aparição no Experience, a entrevista de ontem no programa Loucuras do Alexandrelli: a banda cearense Monophone. Na próxima terça, o cantor Caco Siqueira.



Clique aqui para acessar o canal do programa no Youtube.

Blog on The Top: Mull Of Kintyre

Paul McCartney
Mull Of Kintyre
(Inglaterra - 1977)
Em 03/12/77 Paul McCartney chegava ao topo da parada britânica com o single Mull Of Kintyre, superando a marca de 2 milhões de cópias vendidas e batendo o recorde de She Loves You na Inglaterra.

Se contarmos singles não beneficentes, ainda é o mais vendido da história na Inglaterra (Bohemian Rhapsody vendeu mais, mas em dois lançamentos e tendo o segundo sido doado para caridade). Curiosamente esse sucesso não aconteceu nos EUA. Por lá o single chegou apenas ao 33º lugar e mais em função de School Girls, lado B do compacto.

Mull Of Kintyre fala de uma localidade no litoral oeste da Escócia, onde Paul[bb] comprou uma casa e transformou em estúdio de gravação nos anos 60. Curiosamente, a casa de Paul não era exatamante em Mull Of Kintyre, mas em Campbeltown, alguns quilômetros ao norte. As gaitas de foles ouvidas na música dão o clima escocês ao arranjo.

Originalmente ela entraria no álbum London Town, mas as gravações para o LP foram interrompidas devido à gravidez avançada de Linda. Então Mull Of Kintyre foi lançada como single, tornando-se um grande sucesso de natal. Aí embaixo, o clip original no iutubiu.


terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Blog'n'Roll: Comunidade de Rock Clássico no Orkut

Seguindo na parceria com o programa Loucuras do Alexandrelli, o blog agora passa a ter uma nova casa no Orkut, além da comunidade oficial Caio Mattos Experience. Trata-se da comunidade Rock Clássico é Bom Demais!

Seguindo a mesma linha do nosso blog, a idéia é, além de divulgar informações, notícias e curiosadades, congregar todos nós, amantes do bom e velho roquenrol. A comunidade já chega com quase 500 membros e o objetivo é expandir esse grupo para pelo menos mil pessoas.

Portanto, faça parte do nosso grupo! Junte-se a nós e vamos trocar informações sobre o que mais gostamos! Basta clicar aqui e você já está lá!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Review: Neil Young - Sugar Mountain, Live at Canterbury House 1968

Seguindo uma tendência cada vez mais forte no exterior, Neil Young[bb] antecipou o lançamento de seu novo CD Sugar Mountain, Live at Canterbury House para audição no site NPR, assim como fez Bob Dylan há poucas semanas. O lançamento oficial ocorre amanhã, 2 de dezembro.

Eu já fui lá, ouvi e gostei! Trata-se de um show realizado em 1968 com um Neil Young de apenas 22 anos, tímido, nervoso, falante e acompanhando apenas de seu violão. Ele intercala as faixas com conversas com a platéia, fala sobre suas músicas, conta histórias e aos poucos vai se soltando, até encerrar com a belíssima Broken Arrow, dos tempos do Buffalo Springfield.

Aliás, a sonoridade tem mais a ver com o Buffalo mesmo, recém separada na época. Para aqueles que (como eu) gostam do folk mais cru, esse disco será um manjar dos deuses. Entretanto, ele tem algumas faixas que podem soar cansativas aos ouvidos menos acostumados, como Last Trip to Tulsa, com seus 8 minutos de voz e violão.

Destaques também para Expecting to Fly, Old Laughing Lady e pra canção título do CD, Sugar Mountain. Se você foi até o NPR e não conseguiu ouvir, não se aflija! Eu já consegui os MP3 e cá estão, no bom e velho 4Shared.